Doença de parkison

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Doença de parkison

  1. 1. Doença de Parkinson Estudo Dirigido - Anatomia
  2. 2. O que é Doença de Parkinson? A doença de Parkinson (DP) ou Mal de Parkinson, é uma doença degenerativa, crônica e progressiva, que acomete em geral pessoas idosas. Ela ocorre pela perda de neurônios do SNC em uma região conhecida como substância negra. Os neurônios dessa região sintetizam o neurotransmissor dopamina, cuja diminuição nessa área provoca sintomas principalmente motores. Sabe-se que os sintomas da doença devem-se à degeneração dos neurônios da substância negra, no entanto, na maioria das vezes, é desconhecido o motivo que leva a essa degeneração.
  3. 3. A doença de Parkinson é hereditária? Na grande maioria dos casos a doença de Parkinson não é hereditária, isto é, não é transmitida de uma geração a outra através de determinado gene. Entretanto, pessoas que tenham algum parente próximo afetado apresentam probabilidade um pouco maior de desenvolverem a doença. Não se sabe ao certo a razão para que isso ocorra mas admite-se que características genéticas possam aumentar a suscetibilidade à doença. Por outro lado, em algumas famílias a doença pode ser hereditária e alguns genes responsáveis (como o gene da alfa-sinucleina) já foram identificados.
  4. 4. Há cerca de 200 novos casos a cada 100.000 indivíduos por ano. Sendo que só nos Estados Unidos há mais de um milhão de pacientes com esta moléstia. Há uma ligeira predominância pelo sexo masculino, mas existem autores que acreditam que a doença atinge homens e mulheres igualmente. Esta condição se estabelece mais comumente entre as idades de 55 e 60 anos, mas pode ocorrer em pessoas mais jovens ou mesmo aos 80 anos de idade. Atinge todas as raças. Seu principal fator de risco é o próprio envelhecimento. É uma das principais causas de morte na velhice
  5. 5. Doença de Parkinson Epidemiologia • Geral//, pctes. > 50 anos. Antes de 20 anos é rara (Parkinson Juvenil). Mais comum em homens. • Prevalência = 1 a 3 % da população > 65anos. • Incidência = 20 por 100.000 habitantes/ano. • Risco de desenvolver a doença = 1 em 40. • Maior prevalência = América do Norte e Europa • Mais comum em caucasianos (?). • Associações com vida rural, ingestão de água de poço, cultivo de vegetais, exposição a polpa de madeira e pesticidas (???).
  6. 6. Substância Negra  É um conjunto de neurônios que estão  Conectada através de sinapses com os localizados no mesencéfalo gânglios de base (conjunto de corpos neuronais localizados no interior do  Um pigmento escuro, melanina, que é hemisfério cerebral) que são constituídos produzido junto com a dopamina. por núcleo caudado, o putâmen, o globo pálido, o núcleo subtalâmico e a própria substância negra.
  7. 7. Como funciona a Dopamina? A dopamina funciona como neurotransmissor inibitório do corpo estriado. Quando um movimento é iniciado pelo córtex cerebral, os impulsos são transmitidos para o corpo estriado e podem seguir dois caminhos.
  8. 8. Se o movimento for desejado, os neurônios do corpo estriado aumentam a atividade de neurônios talâmicos e do córtex cerebral, facilitando que os movimentos sejam executados. Se o movimento não for desejado, os neurônios da substancia negra são ativados, inibindo as células talâmicas e corticais, inibindo os movimentos.
  9. 9. Na doença de Parkinson, há uma diminuição das concentrações de dopamina, dessa forma, há uma hiperatividade do corpo estriado, dificultando o controle dos movimentos da pessoa acometida.
  10. 10. OS fatores que podem desencadear parkinsonismo:  Uso exagerado e contínuo de medicamentos - Um exemplo de substância que pode causar parkinsonismo é a cinarizina, usada freqüentemente para aliviar tonturas e melhorar a memória, a qual pode bloquear o receptor que permite a eficácia da dopamina.  Isquemia cerebral - Quando a artéria que leva sangue à região do cérebro responsável pela produção de dopamina entope, as células param de funcionar.  Freqüentar ambientes tóxicos - como indústrias de manganês (de baterias por exemplo), de derivados de petróleo e de inseticidas  Trauma craniano repetitivo - Os lutadores de boxe, por exemplo, podem desenvolver a doença devido às pancadas que recebem constantemente na cabeça. Isso pode afetar o bom funcionamento cerebral.
  11. 11. Sintomas:  Primeiros sintomas: sensação de cansaço ou mal estar no final do dia; caligrafia menos legível; fala mais monótona e menos articulada; depressão sem motivo aparente; lapsos de memória; dificuldade de concentração; irritabilidade; dores musculares mais comuns (principalmente na região lombar); movimentos tornam-se mais lentos; perda da espontaneidade da face; No inicio os sintomas podem acometer só um lado, e posteriormente ambos os lados são acometidos  Com o avançar da doença, os sintomas também progridem. O tremor é geralmente um dos principais sintomas a ser notado pelo paciente. O tremor é mais intenso no membro em repouso;
  12. 12. O diagnóstico pode ser feito através: Voz (fala baixo e monotonamente); Tremor (para durante o sono e diminui em movimento); Rigidez(músculos não recebem ordem pra parar e pode causar dores musculares e postura encurvada; Escrita (a caligrafia torna-se ilegível e pequena); Artralgia (dor nas articulações, além da tendência em exteriorizar níveis de osteoporose superiores àquela detectada em uma população de igual faixa etária); Bradicinesia (movimentos lentos, que para realizá-los exige muito esforço); Marcha típica (os braços ficam imóveis ao deambular); Alteração no equilíbrio (postura levemente encurvada para frente, podendo causar cifose ou provocar quedas); Sistema digestivo e urinário (deglutição e mastigação podem ser comprometidas, uma vez que os músculos podem ter atividade mais lenta. Podem ter ainda alterações urinárias e constipação intestinal devido ao mal funcionamento do sistema nervoso autônomo); Diminuição de movimentos involuntários autossomáticos (como por exemplo as pálpebras piscam cada vez menos);
  13. 13. Tratamentos: Podemos dividir as estratégias de tratamento da DP em : Medidas não-farmacológicas - As medidas não-farmacológicas compreendem uma série de hábitos e medidas de valor especial na DP por minimizar algumas de suas complicações. Devemos deixar claro que estas medidas não atenuam a gravidade da doença ou impedem sua progressão, mas mantém o indivíduo melhor preparado para enfrentar as alterações orgânicas e psicológicas decorrentes da consunção e insuficiência motora típicas desta enfermidade. Tais medidas são: (i) a educação, (ii) o tratamento de suporte, (iii) o exercício e (iv) nutrição.
  14. 14. Medidas farmacológicas Pramipexole, vendido como Mrapiex, e o ropinirole, vendido como Requip Considerando as alternativas farmacológicas disponíveis, pode-se afirmar que o arsenal medicamentoso antiparkinsoniano da atualidade, limita-se as seguintes opções:1. selegilina; 2. amantadina; 3. anticolinérgicos; 4. levodopa; 5. agonistas dopaminérgicos. Quanto a levodopa, inicialmente frisamos que continua sendo a principal forma de tratamento da doença de Parkinson idiopática. Seu emprego associa-se a menor morbi- mortalidade, e virtualmente todos os pacientes beneficiar-se-ão de seu uso. Por quase trinta anos, tem sido administrada a milhões de pacientes com DP. No princípio era empregada pura, e altas doses enterais eram necessárias para que uma ínfima parcela atingisse o SNC. Além disso, a rápida conversão periférica de l-dopa em dopamina pela dopa-descarboxilase, resultava em desagradáveis efeitos colaterais, como náuseas, vômitos e hipotensão ortostática. Porém, com o passar dos anos, descobriram-se substâncias antagônicas de dopa- descarboxilase, permitindo que doses menores fossem utilizadas e maior eficácia terapêutica obtida. Inibidores de dopa-descarboxilase estão em voga desde há cerca de 30 anos, sendo mister reconhecer o papel histórico que tiveram na melhoria da qualidade de vida dos pacientes com DP. Dois deles estão disponíveis em produtos comerciais associados à levodopa e são oferecidos mundialmente: carbidopa (Sinemet®) e benzerazida (Prolopa®). Porém, a vulnerabilidade da levodopa fica patente quando se contempla os graves sintomas neuro-psiquiátricos associados com seu uso prolongado.
  15. 15. Tratamento cirúrgico. Existem dois tipos de procedimentos cirurgicos: cirurgia ablativa e estimulação cerebral profunda. Nos dois casos, a parte do cérebro que vai ser operada depende dos sintomas predominantes mas atualmente os alvos preferenciais são o globo pálido e o núcleo subtalâmico. A estimulação cerebral profunda é realizada através da introdução de um eletrodo no cérebro. Esse eletrodo fornece uma corrente elétrica contínua que melhora os sintomas da doença e reduz os efeitos colaterais da medicação (principalmente as discinesias). Pode melhorar a rigidez, o tremor e a velocidade dos movimentos. Esse tipo de cirurgia representa um grande avanço no tratamento cirúrgico mas seu custo ainda é muito alto e sua realização ainda é pouco difundida em nosso meio. Quem pode se beneficiar da cirurgia? ......O paciente ideal é aquele que durante vários anos apresentou boa resposta à medicação mas que passou a desenvolver complicações decorrentes do tratamento tais como o fenomeno on-off e as discinesias (movimentos involuntários anormais) e que não podem ser controlados clinicamente. Pacientes com outras formas de parkinsonismo ou que tenham alterações cognitivas importantes (demência) não devem ser operados.
  16. 16. Bibliografia. • http://emedix.uol.com.br/com/parkinson/neu005_1i_parkinson.php • http://www.mulherdeclasse.com.br/O%20que%20e%20parkinson.htm • http://www.unineuro.com.br/website/index.php/publicogeral/pagina/3cc1f 086e85c1dfdaeb65dbe3c60f6f0 • http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3902&ReturnCatID =1511 • http://www.ciape.org.br/matdidatico/cristiane/parkinson.ppt • http://www.parkinson.org.br/firefox/index.html • http://www.doencadeparkinson.com.br/resumodp.htm
  17. 17. Parkinson: Uma Luta Contra Si Mesmo

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