Cândido ou o Otimismo       Voltaire
• Não é uma obra filosófica: não possui os  procedimentos próprios a um escrito filosófico• É literária: Apresenta estrutu...
Compreensão da linguagem literária• Literatura e sociedade• O estudo de uma obra literária deve ser  precedida pelo estudo...
Marx e Freud• Marx (1983) e Freud (1978), um se referindo a  determinação social e o outro a determinação  individual do p...
Ideologia social• O que define se alguém é ideólogo de uma  classe social específica não é a sua  intencionalidade e sim a...
Voltaire e sua ideologia• A definição de Voltaire como ideólogo da burguesia  não pode ser feita a priori, pois é necessár...
O mundo de Voltaire• século XVIII : pela transformação social que  marca a transição do feudalismo para o  capitalismo.• O...
Voltaire e as mudanças sociais• Assim como combatia a intolerância, o  clericalismo, a propriedade feudal, também  defendi...
O mundo de Cândido• A literatura se caracteriza pela utilização de  uma linguagem simbólica, ou seja, o autor  nunca diz o...
• A ridicularização da ideologia do “melhor dos  mundos possíveis” de Leibniz é bastante fácil  de se perceber• O filósofo...
• Pangloss “provava admiravelmente que sem  causa não há efeito, e que, neste melhor dos  mundos possíveis, o castelo de m...
Voltaire ironiza Pangloss• para este, as coisas não poderiam ser de outra maneira e  tudo foi feito para um determinado fi...
O resultado disso é previsível:• Cunegundes “encontrou-se com Cândido, ao voltar para o  castelo, e enrubesceu: Cândido en...
Crítica à injustiça e à ideologia do    “melhor dos mundos possíveis”• Cândido foi expulso do castelo. O que significa  o ...
A Sociedade de transição não é o    “melhor dos mundos possíveis”• A sociedade de transição que cerca o castelo  também nã...
Mudança de foco• A viagem ao novo mundo significa que, através de Cândido,  Voltaire muda o foco de sua crítica. O objeto ...
O homem não é bom e nem mau pornatureza. É através da razão que ele se               humaniza• Por isso, emerge no interio...
• Portanto, chegar em Eldorado é quase impossível  e tal reino se mantém puro porque os  estrangeiros não conseguem chegar...
• Entretanto, o bondoso rei manda construir uma  máquina engenhosa para transportar os dois  estrangeiros. O Eldorado só c...
Decadência da nobreza• Depois de muitas outras catástrofes, Cândido retorna à  Europa. Passam pela França, Inglaterra e ch...
Oposição entre o mundo da nobreza e       o mundo dos plebeus• Cândido acaba chegando a Constantinopla. Lá estão juntos  C...
Conclusão• O final da obra é um elogio a vida burguesa. Depois de  se encontrarem com um velho que cultivava o seu  jardim...
O trabalho é necessário• O filósofo Pangloss diz: “todos os acontecimentos  se encadeiam no melhor dos mundos possíveis;  ...
O trabalho é que justifica a               propriedade.• . Voltaire, leitor e admirador de Locke, concordava  com este na ...
Final feliz• No final da narrativa de Cândido ou o Otimismo, vemos  uma inversão: é o mundo da granja, o mundo das luzes e...
Objetivo de Voltaire• Em síntese, podemos dizer que Cândido ou o  Otimismo não é uma crítica ao otimismo, mas  uma crítica...
•   BIBLIOGRAFIA•   Chauí , Marilena. Da Realidade sem Mistérios ao Mistério do Mundo. 3aedição, São Paulo, Brasiliense, 1...
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  1. 1. Cândido ou o Otimismo Voltaire
  2. 2. • Não é uma obra filosófica: não possui os procedimentos próprios a um escrito filosófico• É literária: Apresenta estrutura narrativa.• Tempo• Espaço• Personagens• Enredo: Situação inicial; Quebra da situação inicial; conflito; desenvolvimento do conflito; clímax; desfecho ou conclusão.• Foco narrativo
  3. 3. Compreensão da linguagem literária• Literatura e sociedade• O estudo de uma obra literária deve ser precedida pelo estudo da sociedade que a produz.• uma obra literária é expressão de valores, interesses e cultura de uma ou outra classe social específica.
  4. 4. Marx e Freud• Marx (1983) e Freud (1978), um se referindo a determinação social e o outro a determinação individual do pensamento, demoliram o castelo positivista da neutralidade e da objetividade.• Um pensador pode ser ideólogo de uma classe social intencionalmente ou inintencionalmente (ou para utilizar terminologia equivocada de Falcon, “conscientemente” ou “inconscientemente”).
  5. 5. Ideologia social• O que define se alguém é ideólogo de uma classe social específica não é a sua intencionalidade e sim a coincidência de suas ideias com os valores e interesses desta classe.• Um indivíduo tende a representar os interesses e valores de sua própria classe, mas isto não ocorre necessariamente em todos os casos
  6. 6. Voltaire e sua ideologia• A definição de Voltaire como ideólogo da burguesia não pode ser feita a priori, pois é necessário anteriormente ver a relação de coincidência ou não entre suas ideias e os valores, interesses e cultura da burguesia. A simples constatação de coincidência, por sua vez, não possui valor explicativo. Para entender as ideias de Voltaire é necessário não só ver qual classe social ele representa, mas também ver quais são as tarefas políticas e sociais do pensamento de tal classe no momento histórico em que ele é produzido e assim buscar compreender o pensador e suas ideias.
  7. 7. O mundo de Voltaire• século XVIII : pela transformação social que marca a transição do feudalismo para o capitalismo.• O comércio cria a riqueza mobiliária• A aristocracia é substituída pela burguesia• Mudança cultural, moral e intelectual• Com a ascensão da burguesia surge o proletariado.
  8. 8. Voltaire e as mudanças sociais• Assim como combatia a intolerância, o clericalismo, a propriedade feudal, também defendia algo: a razão, a tolerância, a liberdade e a propriedade burguesa.
  9. 9. O mundo de Cândido• A literatura se caracteriza pela utilização de uma linguagem simbólica, ou seja, o autor nunca diz o que quer dizer de forma direta, clara, objetiva. A metáfora, os exemplos, etc., são meios de se utilizar tal linguagem. Por isto, não se pode ler uma obra literária como se fosse um tratado político ou científico e não se deve tomar tudo ao pé da letra. O autor quer sempre transmitir uma mensagem
  10. 10. • A ridicularização da ideologia do “melhor dos mundos possíveis” de Leibniz é bastante fácil de se perceber• O filósofo Pangloss é a corporificação de Leibniz. Ele “lecionava metafísico-teólogo- cosmolonigologia” e era o preceptor dos filhos do Barão e do bastardo Cândido.
  11. 11. • Pangloss “provava admiravelmente que sem causa não há efeito, e que, neste melhor dos mundos possíveis, o castelo de monsenhor o Barão era o mais belo dos castelos, e a senhora baronesa a melhor das baronesas possíveis” (Voltaire, 1984, p. 26).
  12. 12. Voltaire ironiza Pangloss• para este, as coisas não poderiam ser de outra maneira e tudo foi feito para um determinado fim. Os narizes foram feitos para apoio dos óculos, as pernas para o uso dos calções, os porcos para serem comidos, etc. Certo dia, a Srta. Cunegundes, filha do Barão, viu “o maior filósofo da província” (Pangloss) “entregue a uma lição de física experimental com a criada-grave de sua mãe” e “como tivesse acentuada propensão para as ciências, observou, de fôlego suspenso, as experiências reiteradas de que se fizera testemunha; percebeu muito às claras a razão suficiente do doutor, os efeitos e as causas, e afastou-se agitada, toda pensativa, toda cheia de desejo de ser sábia, calculando bem poder, também ela, ser a razão suficiente do pequeno Cândido, que poderia, por seu turno, ser a sua” (Voltaire, 1984, p. 27-28).
  13. 13. O resultado disso é previsível:• Cunegundes “encontrou-se com Cândido, ao voltar para o castelo, e enrubesceu: Cândido enrubesceu também. Deu-lhe bom-dia com voz entrecortada; Cândido respondeu-lhe sem saber o que dizia. No dia seguinte, depois do jantar, ao saírem da mesa, Cunegundes e Cândido se encontraram atrás de um biombo; Cunegundes deixou cair o lenço, Cândido apanhou; ela, inocentemente, segurou-lhe a mão, ao passo que, inocentemente, ele beijava a sua, com uma vivacidade, uma sensibilidade, uma graça toda particular; seus lábios se encontraram, seus olhos se incendiaram, os joelhos lhes tremeram, suas mãos perderam o rumo. O senhor Barão (...) passou perto do biombo, e, ao ver aquela causa e tal efeito, expulsou Cândido do castelo a violentos pontapés no traseiro; Cunegundes desmaiou; depois de retemperada, esbofeteou-a a senhora baronesa; e tudo foi consternação no mais belo e no mais agradável dos castelos possíveis” (Voltaire, 1984, p. 28).
  14. 14. Crítica à injustiça e à ideologia do “melhor dos mundos possíveis”• Cândido foi expulso do castelo. O que significa o castelo? Ele significa o mundo feudal, a idade das trevas. O Barão “era um dos mais poderosos suseranos da Vestfália”. A relação de vassalagem está presente e a separação entre nobres e plebeus proíbe a união entre Cunegundes e Cândido. Assim, Voltaire critica, ao mesmo tempo, a injustiça que reina no castelo e a ideologia que afirma ser este o “melhor dos mundos possíveis”.
  15. 15. A Sociedade de transição não é o “melhor dos mundos possíveis”• A sociedade de transição que cerca o castelo também não é o melhor dos mundos possíveis. No decorrer da narrativa se desenrola uma série de catástrofes que se abate sobre os indivíduos (Cândido, Pangloss, Cunegundes, etc.) e sobre as sociedades (guerras, terremotos). Assim, torna-se questionável a filosofia de Pangloss, o otimismo.
  16. 16. Mudança de foco• A viagem ao novo mundo significa que, através de Cândido, Voltaire muda o foco de sua crítica. O objeto da crítica passa a ser Rosseau. O “homem selvagem”, bom por natureza, é questionado. O “mito do bom selvagem” é destruído através de duas constatações: em primeiro lugar, o mundo novo já foi corrompido pelos europeus (espanhóis, portugueses, jesuítas, etc.) e não existe mais nenhum “estado de natureza” no continente americano; em segundo lugar, o homem em seu estado natural não é necessariamente bom, como demonstra os selvagens chamados “orelhões”. Eles confundem Cândido e seu companheiro Cacambo com jesuítas e querem comê-los. Cândido afirma: “vamos certamente ser assados ou cozidos. Ah! Que diria mestre Pangloss, se visse a pura natureza?” (Voltaire, 1984, p. 76). A “pura natureza” convive com o canibalismo, o principal argumento existente contra a bondade natural dos selvagens.
  17. 17. O homem não é bom e nem mau pornatureza. É através da razão que ele se humaniza• Por isso, emerge no interior do novo mundo um lugar onde os selvagens (os não-europeus) são bons e civilizados: o Eldorado. Neste país estranho, onde se despreza o ouro e não tem igreja e monges, vive-se na harmonia e na paz. Entretanto, Cândido e Cacambo chegam neste lugar por acaso e levados pela correnteza incontrolável de um rio. Os príncipes, no passado, ordenaram, com o consentimento da nação, que nenhum habitante pudesse sair do reino. Segundo o rei: “foi isto que nos conservou a inocência e a felicidade” (Voltaire, 1984, p. 83).
  18. 18. • Portanto, chegar em Eldorado é quase impossível e tal reino se mantém puro porque os estrangeiros não conseguem chegar até lá e os habitantes não querem sair de lá. Mesmo se quisessem, a saída é bastante difícil. Segundo o rei: “é impossível subir a correnteza que aqui vos trouxe por milagre, sob arcadas de rochedos. As montanhas que circundam meu reino têm de altura dez mil pés, e são retas como muralhas: elas ocupam, de largura, cada uma, um espaço de mais de dez léguas; não se pode descer senão por precipícios” (Voltaire, 1984, p. 86).
  19. 19. • Entretanto, o bondoso rei manda construir uma máquina engenhosa para transportar os dois estrangeiros. O Eldorado só continua existindo graças ao seu isolamento. É difícil para um estrangeiro viver em tal lugar, apesar de suas vantagens. Por isto, Cândido e Cacambo resolvem partir e isto significa que o Eldorado não é o nosso mundo e nem foi feito para nós. O “paraíso terrestre” é um lugar que nos impede de amar (Cândido) e de aventurar-se pelo mundo (Cacambo), significa, portanto, um retorno ao “paraíso celeste”, retorno impossível após se comer o fruto da árvore do conhecimento.
  20. 20. Decadência da nobreza• Depois de muitas outras catástrofes, Cândido retorna à Europa. Passam pela França, Inglaterra e chegam à Veneza. Lá encontram seis reis destronados. Cândido afirma: “eis aí, todavia, seis reis destronados com quem vimos de cear! E ainda entre eles há um a quem dei esmola. É possível existirem muitos outros príncipes ainda mais desventurados”(Voltaire, 1984, p. 124). Isto significa, ao mesmo tempo, a decadência da nobreza provocada pela artificialidade da forma como ela conquista suas riquezas e a mudança na relação entre um nobre e um plebeu, pois, hoje, é o último que dá esmola ao primeiro.
  21. 21. Oposição entre o mundo da nobreza e o mundo dos plebeus• Cândido acaba chegando a Constantinopla. Lá estão juntos Cândido, Pangloss, Cunegundes e outros companheiros de aventuras. O reencontro com Cunegundes é surpreendente, pois ela havia perdido sua beleza, mas, mesmo assim, Cândido manteria sua promessa de casamento. Entretanto, ele encontraria a oposição do filho do Barão e irmão de Cunegundes. Apesar de não ter o mínimo desejo de casar, Cândido estava determinado, devido a impertinência do Barão, a concluir sua promessa. Logo se desfizeram do Barão e assim puniram “o orgulho de um Barão alemão”. Aqui, novamente, se vê a oposição entre a nobreza (e o mundo feudal e das trevas que ela representa) e o mundo dos plebeus, do “terceiro estado”, da burguesia nascente.
  22. 22. Conclusão• O final da obra é um elogio a vida burguesa. Depois de se encontrarem com um velho que cultivava o seu jardim e produzia sua própria riqueza através do trabalho, Cândido e seus amigos resolvem fazer o mesmo. Segundo o velho: “o trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade” (Voltaire, 1984, p. 136). Cândido diz que o velho conseguiu uma vida preferível à dos seis reis destronados, ou seja, mais uma vez se opõe nobreza e burguesia. Assim, todos se colocam a trabalhar na granja de Cândido e a “fazendola rendeu muito”.
  23. 23. O trabalho é necessário• O filósofo Pangloss diz: “todos os acontecimentos se encadeiam no melhor dos mundos possíveis; porque, afinal, se não tivésseis sido expulso de um belo castelo a grandes pontapés no traseiro, por amor da senhorinha Cunegundes; se não tivésseis ido parar em mãos da inquisição; se não tivésseis percorrido a América, a pé; se não tivésseis assestado uma boa espadada no Barão; se não tivésseis perdidos vossos carneiros da boa terra de Eldorado; não estaríeis agora comendo confeitos de cidra e pistachas” (Voltaire, 1984, p. 137). Cândido respondia que é preciso trabalhar.
  24. 24. O trabalho é que justifica a propriedade.• . Voltaire, leitor e admirador de Locke, concordava com este na relação que ele via entre propriedade e trabalho. A granja é apenas um símbolo da propriedade burguesa e, portanto, não expressa nenhuma “utopia pequeno-burguesa”. A concepção de Voltaire é parecida com a de Locke (1978): o “estado de natureza” não era tão ruim como Hobbes supunha, pois a instituição do “estado social” e da propriedade burguesa é realizada para vivermos “melhor”. Aliás, no final da narrativa de Cândido ou o Otimismo, vemos uma inversão: é o mundo da granja, o mundo das luzes e da burguesia, que é o “melhor dos mundos possíveis”.
  25. 25. Final feliz• No final da narrativa de Cândido ou o Otimismo, vemos uma inversão: é o mundo da granja, o mundo das luzes e da burguesia, que é o “melhor dos mundos possíveis”. Leibniz é o Pangloss do feudalismo e Voltaire é o Pangloss do capitalismo. O primeiro Pangloss é um ideólogo da nobreza e o segundo é o ideólogo da burguesia. A granja não significa retorno à pequena propriedade (pois ela é símbolo da propriedade burguesa) e nem é uma “utopia pequeno-burguesa”, sendo, na verdade, uma ideologia (inversão da realidade) burguesa. O mundo burguês torna- se o “melhor dos mundos possíveis”. No final da narrativa, Voltaire abandona a crítica da nobreza para fazer a apologia da burguesia.
  26. 26. Objetivo de Voltaire• Em síntese, podemos dizer que Cândido ou o Otimismo não é uma crítica ao otimismo, mas uma crítica ao otimismo da nobreza. No seu lugar instaura o otimismo das luzes. O objetivo de Voltaire é contrapor o século das luzes à idade das trevas e demonstrar a superioridade do primeiro. E nós, herdeiros do iluminismo, continuamos otimistas e vivendo no “melhor dos mundos possíveis”.
  27. 27. • BIBLIOGRAFIA• Chauí , Marilena. Da Realidade sem Mistérios ao Mistério do Mundo. 3aedição, São Paulo, Brasiliense, 1983.• Della Volpe, Galvano. Rosseau e Marx ¾ A Liberdade Igualitária. Lisboa, Edições 70, 1982.• Falcon, Francisco. O Iluminismo. São Paulo, Ática, 1986.• Fortes, Luiz Roberto Salinas. O Iluminismo e os Reis Filósofos. 2a edição, São Paulo, Brasiliense, 1985.• Foucault, Michel. O Que é o Iluminismo? In: Escobar, Carlos Henrique (Org.). Michel Foucault. Dossier. Rio de Janeiro, Taurus, 1984.• Freud, Sigmund. O Futuro de Uma Ilusão. In: Col. Os Pensadores. 3aedição, São Paulo: Abril Cultural, 1978.• Hobbes, Thomas. Leviatã. In: col. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978.• Locke, John. Segundo Tratado sobre o Governo Civil. In: Col. Os Pensadores, São Paulo: Abril Cultural, 1978.• Marx, Karl. Contribuição à Crítica da Economia Política. 3a edição, São Paulo: Martins Fontes, 1983.• Marx, Karl. O Dezoito Brumário e Cartas a Kugelmann. 5a edição, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.• Rousseau, Jean-Jacques. O Contrato Social. In: Col. Os Pensadores, 4aedição, São Paulo: Nova Cultural, 1987.• Soubol, Albert. A Revolução Francesa. 5a edição, São Paulo, Difel, 1985.• Viana, Nildo. Marxismo e Proletariado. Goiânia, UFG, 1995 (Dissertação de Mestrado).• Voltaire, Cândido ou o Otimismo. Rio de Janeiro, Tecnoprint, 1984.• Weber, Max. A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. 5a edição, São Paulo, Pioneira, 1987.•• http://informecritica.blogspot.com.br/2011/05/candido-de-voltaire-auto-imagem-do.html

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