Voltaire

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Voltaire

  1. 1. Voltaire<br />Trabalho realizado por:<br />Sónia Catarina Fernandes Araújo Nº27 8ºA<br />
  2. 2. Índice<br />Introdução………………………………………………………..3<br />Biografia e ideias de Voltaire……………………………………...4<br />Conclusão………………………………………………………..25<br />Bibliografia……………………………………………………..26<br />2<br />
  3. 3. Introdução<br />Eu acho que este trabalho tem um tema interessante, porque é bom, nós jovens de hoje, aprender-mos mais sobre a antiguidade.<br />3<br />
  4. 4. Biografia e ideias de Voltaire<br />O autor nasceu em Paris. Seu nome verdadeiro era François Marie Arouet. Seu pai era tabelião e possuía pequena fortuna. Sua mãe tinha origem aristocrática. Ela morreu depois do parto. François foi fraco durante a infância e teve saúde fraca durante toda a vida. Tinha um irmão mais velho, Arnaud, que entrou para um culto herético jansenista.<br />4<br />
  5. 5. François revelou talento literário e sensibilidade poética logo na infância. Ele comprou livros com a herança de uma senhora que havia visto nele futuro cultural. Com esses livros, e com a tutela de um abade, começou sua educação. O abade lhe mostrou o catecismo e as orações religiosas. O pai de François queria um futuro prático para o filho. Achava que a literatura não rendia dinheiro nem prestígio. Com o intuito de tornar o filho advogado do rei, coloca-o num colégio jesuíta. <br />5<br />
  6. 6. Os jesuítas ensinaram a Voltaire a dialéctica, arte de dialogar progressivamente, para provar as coisas. Ele discutia teologia com os professores, que reconheciam Voltaire como um “rapaz de talento mas patife notável”.<br /> Seu padrinho o introduziu numa vida exagerada. Conheceu escritores, poetas e cortesãos. Ficava na rua até tarde. Seu pai, homem sério, não viu com bons olhos as actividades do filho. Manda-o para a casa de um parente, para mantê-lo quase preso. Mas o parente, quando o conhece, gosta tanto dele que lhe dá liberdade.<br />6<br />
  7. 7. Logo que chega a Haya, Holanda encontra uma moça, Olympe Runoyer. François teve encontros amorosos com a moça e queria que ela fosse morar com ele na França. O caso foi descoberto. François escrevia cartas apaixonadas, dizendo:”não há dúvida de que irei amá-la para sempre.” Mandam-no de volta para a casa de seu pai.<br /> Luís XIV morre, e seu filho é muito jovem para ser rei. O poder ficou com um director. Sem um governador legítimo, a vida em Paris corria sem controle e François corria com ela.<br />7<br />
  8. 8. François começa a ficar conhecido por ser brilhante. É malicioso e tem os olhos vivos. Suas obras somadas dão noventa e nove volumes. É um espírito variável, dono de uma cultura notável, que o ajudava a ser fecundo. Em 1715 escreve a peça Édipo e o poema Henríada, um maravilhoso sobre Henrique IV. As anedotas falavam que o director tramava para roubar o trono. Em 1717, o director manda-o para a Bastilha, a prisão parisiense. Na Bastilha adopta o nome de Voltaire. Depois de quase um ano de prisão, o director soltou-o. A tragédia que escrevera, Édipo, é produzida em 1718, e fica em cartaz quarenta e cinco noites seguidas, um recorde para a época. Com um lucro de 4000 francos da peça, Voltaire faz investimentos financeiros, empresta dinheiro, e financia o tráfico de escravos, que era um negócio rentável.<br />8<br />
  9. 9. Então, uma briga com o duque de Sully obriga-o a ir para o retiro. O nobre não aceita seu desafio para um duelo e prepara meios para prendê-lo de novo. O cavaleiro mandou seus homens baterem nele. Preso por um curto período, preferiu o retiro na Inglaterra. Depois de ter ficado e alcançado o sucesso com Édipo e a Henríada, ele passa três anos na Inglaterra.<br /> Aprendeu o inglês. Em Londres, conseguiu desenvolver sua intelectualidade. Admira-se com a liberdade de expressão dos ingleses, que escrevem o que querem. Estuda a fundo a obra de Newton, e mais tarde propaga suas ideias na França, com as Cartas filosóficas, de 1734.<br />9<br />
  10. 10. Voltaire absorve rapidamente a cultura e a ciência inglesa. Gosta da tolerância religiosa. Começa a amar a marquesa de Châtelet, Emile de Bretiul. A marquesa é culta, traduzira Newton e apresentou Leibniz a Voltaire. Ela tinha vinte e oito anos e ele quarenta. Voltaire, com sua amante, aprofundou-se em física, metafísica e história. O castelo tornou-se um centro cultural. Escreveu Alzire, Mérope, O filho pródigo, Maomé, O mundano, O ingénuo e Cândido. São romances com bom humor. Will Durant diz que os heróis desses romances são ideias, os vilões são superstições e os acontecimentos são pensamentos.<br /> Em O ingénuo, um príncipe iraniano chega na França e submete-se aos costumes franceses, tornando-se católico. Para isso um abade lhe deu um exemplar do Novo Testamento. Se apaixona pela madrinha de seu baptismo. O romance mostra as diferenças entre o cristianismo primitivo e eclesiástico.<br />10<br />
  11. 11. No romance Micrômegas, Voltaire narra a visita de um enorme habitante de Sirius á Terra. Com oito léguas de altura, mil sentidos, essa raça costuma viver mais de dez mil anos. O ET diz que é na Terra que a felicidade mora, se dirigindo aos humanos, átomos inteligentes e imateriais. <br /> Em Zadig, Voltaire conta a história de um sábio babilónio. Ao defender a sua amada, Zadig é ferido no olho. Perde a visão desse olho. A amante, Samira, compromete-se com outro homem. Zadig casa-se com uma camponesa. Testa a fidelidade da camponesa com um amigo, fingindo-se de morto. Adquirindo sabedoria, torna-se amigo e ministro do rei. A rainha apaixona-se por Zadig. O rei planeja matá-los e Zadig foge. A trajectória de Zadig continua. Ele é feito escravo, mas depois torna-se assistente de seu senhor.<br />11<br />
  12. 12. A correspondência de Voltaire é numerosa. Não só as cartas sobre os ingleses, mas também com inúmeras personalidades da época, como Frederico, de quem foi amigo.<br /> Aos poucos, Voltaire volta a ter contacto com Paris. Graças à protecção da madame Poiapadeur, vira historiógrafo real. Em 1745, Voltaire e a marquesa vão para Paris. Ele se torna candidato à Academia Francesa. Em 1746 é eleito. Em Paris escreve muitos dramas. Inicialmente falha, mas depois consegue sucesso com Zaire, Nahomet, Mírope, Semiramas.<br /> Depois de quinze anos, sua relação com a marquesa torna-se difícil. Em 1748, a marquesa começa um caso com Saint Lambert. E em 1749, a marquesa morre.<br />12<br />
  13. 13. Frederico II, da Prússia, convida-o para fazer parte da corte, em Postdam. Ele é convidado a ser professor de francês do monarca, que manda dinheiro para a transferência. O convite deve-se ao fato de ser Voltaire querido por todos, admirado por sua inteligência e seus escritos. A estadia agrada-lhe, mas não de todo. Foge das cerimónias oficiais. Frederico e Voltaire se tornam muito amigos, e Voltaire não poupa elogios ao monarca falando para terceiros.<br /> Por causa de uma interpretação de um ponto da teoria newtoniana, Voltaire discute com um protegido do rei, Malpertuis, presidente da academia de Berlim. Voltaire dirige seu ataque a Malpertuis num panfleto, Diatribe do Dr. Akakia, em 1752. Quando o panfleto foi publicado, Frederico, manda queimar o panfleto e Voltaire deixa a Prússia, escapando da raiva real. Em Frankfurt foi preso pelos agentes do rei. Fica preso durante semanas. <br />13<br />
  14. 14. Quando vai para a França, descobre que está proibido de entrar em Paris. Em Genebra ele termina as suas maiores obras históricas: Um ensaio sobre o costume e o espírito das nações e sobre os principais fatos da história, de Carlos magno a Luís XIII. Nas suas obras históricas, Voltaire não dedicou um enorme espaço à Judeia e ao cristianismo, e relatou com justiça a gigantesca cultura oriental. O Oriente tinha mais tradição que o Ocidente. Sob nova perspectiva, descobriu-se nesse mundo, e os dogmas europeus puderam ser questionados.<br />14<br />
  15. 15. Voltaire sai de Genebra e vai para Ferney, onde permanece quase o resto da vida. Cuidava de sua propriedade rural e escrevia muito. Plantou milhares de árvores. O lugar rapidamente se tornou um centro cultural, a exemplo do que acontecera com o castelo da marquesa. Alguns Iluministas iam para lá. como Helvetius e d’Alembert. Voltaire mantém em Ferney enorme correspondência, com gente de todos os tipos, incluindo muitos governantes.<br />15<br />
  16. 16. Em 1755 soube do terramoto de Lisboa, onde morreram umas trinta mil pessoas. Ficou revoltado ao saber que os franceses consideravam aquilo castigo divino. Voltaire sempre lutou contra o preconceito e as superstições, preferindo em lugar delas a razão e a cultura explicativa.<br /> Os prejuízos, para Voltaire podem ser maus, sofríveis, ou ter um fim útil, como amar o pai e a mãe. Prejuízo é uma opinião desprevenida de julgamento. Podem ser:<br />dos sentidos - como por exemplo: o sol é pequeno, pois vejo-o assim.<br />físicos– “a Terra está imóvel”.<br />históricos– por exemplo a lenda da fundação de Roma, por Remo e Rómulo.<br /> religiosos – por exemplo: Maomé viajou nos céus.<br />16<br />
  17. 17. Voltaire tem um tratamento racional para desvendar os mistérios da consciência humana . A sensação é tão importante quanto o pensamento, e o mundo é uma sensação contínua. Ele faz paralelos com a cultura grega e romana, nos apontamentos do Dicionário Filosófico.<br /> As crenças tem um lado subjectivo muito forte. <br /> Os sonhos são um mistério, portanto fonte de superstições, como os que sonham com acontecimentos futuros e pensam ser Deus o responsável. O facto de não podermos usar a razão enquanto vivemos um sonho, e de ele ser um estado alternativo, de entendimento celestial, é o que faz provocar dúvidas de interpretação. Os sonhos não tem valor objectivo, para Voltaire. A moral vem de Deus, como a luz. As superstições são trevas.<br />17<br />
  18. 18. O dicionário filosófico foi publicado em 1764 . Foi o primeiro livro de bolso da história e alcançou muito sucesso. As ideias nele contidas são revolucionárias, pois criticam o Estado e a religião. Voltaire faz muitas notificações de grandes autores, e o livro tem uma parte histórica grande. Voltaire faz parte desse movimento de renovação da cultura e crítica da política absolutista chamada Iluminismo. Suas ideias foram propagadas na Revolução Francesa e reflectiam os ideais dessa revolução, durante a qual foi muito lembrado. Voltaire não despreza a cultura pagã e oriental, como fazem outros autores.<br />18<br />
  19. 19. O exército búlgaro invade o castelo onde Cândido mora e transforma-o em soldado. Entre morrer e ser açoitado, Cândido prefere o açoite. Aguenta as açoitadas de todo o regimento durante um tempo. Os pais de Cândido são assassinados, e o castelo é destruído. O rapaz consegue fugir para Lisboa, e no barco que o leva até lá, encontra Pangloss. Em Lisboa ocorre o terramoto. A Inquisição durou mais tempo em Portugal, que se manteve católico e não aderiu ao protestantismo. Cândido, fugindo dela, vai para o Paraguai, país onde há muita diferença social.<br />19<br />
  20. 20. Cândido acha ouro no interior virgem do Paraguai, mas é enganado e fica sem quase nada. Vai para Bordeaux com o que sobrou. E Cândido avança, sofrendo males a aventuras. Vai para a Turquia. No livro, Voltaire critica a teologia medieval e o optimismo de Leibniz, que diz ser esse o melhor dos mundos possíveis. Certa feita, um jovem defendeu Leibniz, criticando Voltaire, que replicou: “Se esse é o melhor dos mundos possíveis, por que existem tantos males e insultas?” Apesar disso, o mal, para Voltaire, não é metafísico, mas sim social. Deve-se superá-lo com trabalho e com a razão. O homem deve estar sempre ocupado, para não ficar doente e morrer. Voltaire era muito activo e combateu o ócio. Rousseau via críticas pessoais no trabalho de Voltaire.<br /> Para Voltaire a metafísica é uma fantasia. Pode-se escrever mil tratados de sábios e não desvendar o segredo do universo, ou questões como: O que é a matéria? Porque as sementes germinam na terra?<br />20<br />
  21. 21. Voltaire propagou o conhecimento e filosofia. Suas obras foram muito lidas. O catecismo de Voltaire é uma atitude espiritual, contra a metafísica. Voltaire fala que o Ser Supremo, cuja crença veio depois do politeísmo, é válido. Isso resulta dum absurdo, pois Deus existe e não podemos conhecer os mistérios do universo. Voltaire aceita os argumentos para a existência de Deus de São Tomás de Aquino. <br /> Contrariamente ao Deus judaico-cristão, o Deus de Voltaire fez o mundo em tempos antigos e depois abandonou-o ao próprio destino. Por isso Voltaire é teísta.<br />21<br />
  22. 22. Para os Iluministas, Deus não existe e é o mal da humanidade. A ignorância e o medo criaram os Deuses, e a fraqueza os preserva. Essas ideias foram defendidas na Enciclopédia, cujo principal autor é Diderot. Os enciclopedistas chamavam Voltaire de fanático, por esse acreditar em Deus. Voltaire via Deus na harmonia inteligente entre as coisas. Mas negava o livre juízo e a prevenção.<br /> Voltaire foi um defensor da justiça. Defendeu muitos que estavam em desgraça e lutou contra a ditadura. Não se entusiasmava com as formas de governo. Achava os legisladores reducionistas.<br />22<br />
  23. 23. Como viajou muito, não era nacionalista. Não confiava no povo e não gostava da ignorância, que estava muito espalhada. Levantava dúvidas, muitas de suas obras são cheias de perguntas. Numa carta a Rousseau, no qual comenta o Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade, disse que o livro de Rousseau fazia causar o desejo de voltar a ser animal, e andar de quatro patas, mas ele já havia abandonado esse hábito há sessenta anos.<br /> Aos oitenta e três anos, viajou para Paris, para rever a cidade-mãe, depois de tanto tempo. Teve calorosa recepção. Assistiu a uma peça sua encenada. Foi até a Academia de Letras de Paris, recebendo uma homenagem. Morreu não muito depois e toda a população parisiense saiu à rua, para participar do cortejo fúnebre.<br />23<br />
  24. 24. 24<br />
  25. 25. Conclusão<br />Eu com este trabalho, aprendi muita coisa que não sabia, e que fiquei a saber.<br /> Uma delas é que Voltaire era um homem que na sua infância teve uma vida um pouco complicada e que foi um grande escritor, filósofo, historiador…<br /> Também aqui encontrei coisas que já sabia, mas nunca é demais saber.<br />25<br />
  26. 26. Bibliografia<br /><ul><li>http://www.consciencia.org/voltaire.shtml
  27. 27. http://www.google.pt/images?hl=pt-pt&source=hp&biw=1280&bih=709&q=Voltaire&gbv=2&aq=f&aqi=g3&aql=&oq=</li></ul>26<br />
  28. 28. Fim!!!<br />27<br />

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