C:\Fakepath\O Teatro

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C:\Fakepath\O Teatro

  1. 1. O teatro: Antônio José da Silva e Qorpo Santo Profa. Maria Eneida Matos da Rosa
  2. 2. Dados biográficos <ul><li>Antônio José da Silva, alcunhado “o Judeu”, nasceu no Rio de Janeiro, em 1705, duma família judaica. Ao oito anos segue para Lisboa com sua mãe, acusada de judaísmo. </li></ul><ul><li>Deixou poucas peças: A vida do Grande D. Quixote de La Mancha e do Gordo Sancho Pança, Esopaida, Encantos de Medéia, Labirinto de Creta, Guerras do Alecrim e da Manjerona, Precipício de Faetonte. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>A simples enumeração dos títulos mostra que os temas de Antonio José da Silva foram extraídos da mitologia ou da tradição clássica, com exceção de Dom Quixote e do Alecrim e Manjerona . </li></ul>
  4. 4. <ul><li>António José da Silva (Rio de Janeiro, 8 de maio de 1705 - Lisboa, 18 de outubro de 1739). Escritor, poeta, dramaturgo luso-brasileiro. É considerado o dramaturgo português mais importante entre Gil Vicente e Almeida Garrett. Foi preso e torturado várias vezes pela Inquisição. Foi garrotado antes de ser queimado num Auto-de-Fé em Lisboa em Outubro de 1739. A história deste autor inspirou Bernardo Santareno, ele próprio de origem judaica, a escrever a peça O Judeu. As suas sátiras e comédias ficaram conhecidas como a obra do &quot;Judeu&quot;. A vida de António José da Silva foi encenada por Tom Job Azulay no filme O Judeu, de 1995. Adverti que os Deuses não permitem, nem as leis ordenam, que sem culpa morra um inocente.(Anfitrião ou Júpiter e Alcmena) Morrer como valorosos, que maior afronta é cair nas mãos do vencedor.(Os Encantos de Medeia) </li></ul>
  5. 5. Exodus, Marc Chagall (1887-1985)
  6. 6. <ul><li>Antônio José deu às suas peças o nome de óperas, pois eram acompanhadas de música e de canto; </li></ul><ul><li>Caracterizavam-se ainda por utilizar títeres, bonifrates ou “marionetes”, com o intuito de divertir por meio da comicidade; </li></ul>
  7. 7. Qorpo Santo <ul><li>José Joaquim Leão, natural da vila do Triunfo, interior do Rio Grande do Sul , vai para Porto Alegre em 1840 , já órfão de pai, para estudar gramática e conseguir emprego na capital, habilitando-se ao exercício do magistério público, que passou a exercer a partir de 1851 . </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Casa-se em 1855 e, em 1857 , muda-se com a família para Alegrete , cidade na qual funda um colégio , adquirindo respeitabilidade como figura pública, escrevendo para jornais locais e ocupando ainda cargos públicos de delegado de polícia e vereador . </li></ul>
  9. 9. Qorpo Santo <ul><li>Em 1861 , de volta a Porto Alegre, segue a carreira de professor e começa a escrever sua Ensiqlopédia ou seis mezes de huma enfermidade . Parecem manifestar-se, neste momento, os primeiros sinais de seus transtornos psíquicos, rotulados então sob o diagnóstico de “monomania”, sendo afastado do ensino e interditado judicialmente a pedido da própria família. </li></ul><ul><li>QS não aceita pacificamente este seu enquadramento psiquiátrico, recorrendo ao Rio de Janeiro , sendo examinado então por médicos daquela capital, que diferem do diagnóstico inicial e não endossam sua interdição judicial . </li></ul><ul><li>Todavia, o estigma estava posto, e o autor se vê cada vez mais isolado. Este isolamento social parece incitá-lo a escrever febrilmente, e o leva ademais a constituir sua própria gráfica , na qual viabiliza e edita sua produção textual. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Foram necessários quase cem anos, a partir da publicação original dos textos de autor gaúcho do século XIX , José Joaquim de Campos Leão, nome ao qual o próprio autor acrescentou a alcunha de Qorpo-Santo (QS), para que sua obra conquistasse reconhecimento devido aos esforços de muitos intelectuais que assim o quiseram e para tal trabalharam, na década de 1960 . </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Hoje, QS é visto como um indivíduo criativo e fora de seu tempo, não se propõe mais sua suposta intenção como inovador da estética, mas como um artista envolvido e dedicado intimamente à sua obra, tanto que, por vezes, sua mente invade os personagens liberando seu discurso como uma colagem desconexa da lógica da personagem. </li></ul>

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