O Conde d’Abranhos                            *   (NOTAS BIOGRÁFICAS DE Z.ZAGALO)           -EÇA DE QUEIRÓS               ...
PRODUÇÃO       1845 Nasce em póvoa do Varzim      1861 Entra para Univ. de Coimbra       1867 Escritor de “o distrito de É...
Edição       1924              O livro aporta       1925            José Maria edita-o“Todos estes manuscritos me passaram...
SINOPSE     Carta a Ernesto Chardron, 23 de Junho de 1878  ”É a biografia de um indivíduo imaginário, escrita por um sujei...
Z. ZAGALO                                        – secretário particular                                                  ...
ALÍPIO SEVERO DE NORONHA ABRANHOS  “Alípio era destes sábios espíritos que nunca se arriscam na estrada da vidasem irem be...
A POLÍTICA: A GRANDE PORCA    Gorjão era, entre os                                       “Freixo de Espada à Cinta …reform...
A RETÓRICA PARLAMENTAR: O PAPAGAIO21 de Fevereiro de 1867 em “o                                                   “Sr. Gom...
ZÉ POVINHO                                  «Eu, que sou governo, fraco                                         mas hábil,...
A INSTRUÇÃO PÚBLICA: GRANDE BURRA                     “O pobre devia viver ali, separado, isolado da                   soc...
As soirées em casa de Alípio                               Fradinho perdeu o domínio de si mesmo. Arrastou Alípio para o v...
2ª Condessa de Abranhos. 1ª condessa de Abranhos. Zagalo. Alípio. Jacinta de Noronha. Manuel Abranhos.Florido Abranhos. An...
Apreci ação
BIBLIO E WEBGRAFIA•   QUEIROZ, Eça de. O Conde d’Abranhos e a catástrofe. Lisboa: Editora “livros do brasil”,    2000.•   ...
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Um dos melhores trabalhos realizados. sintético, interessante, estético. apresentação oral de Português.

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O conde d’abranhos

  1. 1. O Conde d’Abranhos * (NOTAS BIOGRÁFICAS DE Z.ZAGALO) -EÇA DE QUEIRÓS Português –apresentação oral Docente: Zaida Braga Discente: Tiago B. Dias nº 21, 11ºH Ano letivo 2011/2012
  2. 2. PRODUÇÃO 1845 Nasce em póvoa do Varzim 1861 Entra para Univ. de Coimbra 1867 Escritor de “o distrito de Évora” Cenáculo “Queremos fazer a Maio 1870 Golpe de estado de saldanha. José Dias Ferreira caricatura ministro da justiça. do… mundo 1871 “As farpas” burguês, … “A literatura como expressão da arte” católico, explor ador…” 1873 Cônsul em Havana 1874 Newcastle “A capital” carta ao editor 1878 BristolJunho 1879 Termina “O Conde…”
  3. 3. Edição 1924 O livro aporta 1925 José Maria edita-o“Todos estes manuscritos me passaram pelamão” … “leve revisão de pontos e vírgulas” “tendo a realidade descido ao nível dapersonagem – cessam as razões de ordem… moral que se possam ter oposto, noutros tempos, à sua publicação” “Presente-se tudo quanto nele seria maistarde modificado”… “tomariam um aspecto mais equilibrado…” Final alterado. Pesca -» 5 parágrafos
  4. 4. SINOPSE Carta a Ernesto Chardron, 23 de Junho de 1878 ”É a biografia de um indivíduo imaginário, escrita por um sujeito imaginário. O Conde de Abranhos -um estadista, orador, ministro, Presidente do Conselho, etc., etc., que, sob esta aparênciagrandiosa, é um patife, um pedante e um burro. O fim do livro, pois,é, além de uma crítica dos nossos costumes políticos, a exposição depequenas estupidezes, maroteirinhas [sic]e pequices que se ocultam sob um homem que um país inteiro proclama grande. O zagalo, o secretário, é tão tolo como o ministro: e o picante do livro é que, querendo fazer a apologia do seu amo protetor, o idiota do Zagalo apresenta-nos, na sua crua realidade, a nulidade do personagem”
  5. 5. Z. ZAGALO – secretário particular “encontrou-me pobre”“todos conhecem o grande homem, euconheço o homem” “deu-me meios materiais de me tornar um conservador convicto” “Pondo-me ao abrigo da pobreza, pôs- me ao abrigo da depravação“isso são coisas da sua imaginação de intelectual, moral e social”poeta”“neste assunto, como em todos osoutros, sigo, por admiração muda e “me escasseiam as qualidades dereconhecimento correto, as ideias… do estilo e de crítica”conde d’abranhos”
  6. 6. ALÍPIO SEVERO DE NORONHA ABRANHOS “Alípio era destes sábios espíritos que nunca se arriscam na estrada da vidasem irem bem amparados da esquerda e da direita…” (metáfora a S. Cristovão)
  7. 7. A POLÍTICA: A GRANDE PORCA Gorjão era, entre os “Freixo de Espada à Cinta …reformadores, o espadachim Um dia irei visitar a vossa do partido. Ele foi, durante bela província do Minho” vinte anos, neste país, o papão! “…ele concordava inteiramente com os princípios “Há ministérios que se defendidos na reforma. Porém, gastam” (…) jornalista de oposição, não “-É uma coisa que se sente duvidou fulminá-los – tal era ano ar. É um não-sei-quê (…)” sua lealdade aos compromissos políticos.” “– Moçambique é na costa oriental, Sr. Ministro da “As ideias que servia entre os Marinha! (…) Reformadores, ia servi-las–os regulamentos não mudam entre os Nacionais” com a latitude!”
  8. 8. A RETÓRICA PARLAMENTAR: O PAPAGAIO21 de Fevereiro de 1867 em “o “Sr. Gomos Barreto, da minoria:”diário de Évora”: “– Quem sois? Para onde ides? – exclamava ele. (…) Ninguém vos “Mas o que é o partido novo, o conhece! Éreis uma minoriaque faz ele, o que fez (…), donde obscura e intrigante (ordem! vem, o que quer?” ordem!). (…) De repente, vejo-vos “A oposição (…) faz escorrer o aí, nessas cadeiras amadas do desdém, a ironia,…” poder... “ “Para que se pudesse imprimir nos jornais da oposição – que o«Este governo não há-de cair – Sr. porque Ministro deixara morrer o pai (…)não é um edifício. Tem que sair que fora o deputado da oposição com benzina, – porque é uma Em 18 dias foram pronunciados 47 quem, nódoa!» - estandarte discursos sobre o orçamento do estado por misericórdia, lhe chegara aos lábios a última malga de caldo!”
  9. 9. ZÉ POVINHO «Eu, que sou governo, fraco mas hábil, dou aparentemente a Soberania “Os seus direitos podem ser ao povo, que é forte e violados, as suas garantias simples. Mas, como a falta cerceadas, a sua liberdade de educação o mantém naassassinada; eu não sei se ele imbecilidade, e o levantará a cabeça do adormecimento da trabalho para suspirar consciência o amolece na sequer” indiferença, faço-o exercer -N’“O diário de Évora” de 13 essa oberania em meu de Janeiro proveito... E quanto ao seu proveito... adeus, ó compadre!»
  10. 10. A INSTRUÇÃO PÚBLICA: GRANDE BURRA “O pobre devia viver ali, separado, isolado da sociedade, e não ser admitido a vir perturbar com a expressão da sua face magra e com a narração exagerada das suas necessidades, as ruas da idade. «Isole-se o pobre!»…” O estudante, habituando-se, durante cinco anos, a decorar todas as noites, palavra por palavra, parágrafos que há quarenta anos permanecem imutáveis, sem os criticar, sem os comentar, ganha o hábito salutar de aceitar sem discussão e com obediência as ideias preconcebidas. (…) A ordem o que é? – A aceitação das ideias adoptadas.
  11. 11. As soirées em casa de Alípio Fradinho perdeu o domínio de si mesmo. Arrastou Alípio para o vão da janela e atacou-o em surdina: – Por que não havia de aceitar a pasta? Se não fosse por ele, por sua esposa, que fosse pelos seus amigos... Era necessário franqueza, que diabo! Aí estava a pobre D. Joana, com o cirro no estômago, coitada, e o marmanjo do sobrinho, sem um bocado de pão! Era necessário empregar aquele marmanjo! Aí estava a D. Amália que queria a sua pensão. Aí estava o padre Augusto – e todos sabiam os serviços que lhe prestara – que se mirrava no desejo de ser cónego! ... Abranhos não podia trair os seus amigos, as suas legítimas esperanças... Ele, Fradinho, podia falar livremente, não desejava nada. Tinha a sua banca de advogado, oitocentos mil-réis por ano. Mas os outros: o coronel! o Doutor! o Tavares! Era necessário ter consideração pelos amigos que se esfalfavam a ir daqui e dali, a glorificar o Sr. Alípio Abranhos! https://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&v=XRR3CSdvQNg&NR=1
  12. 12. 2ª Condessa de Abranhos. 1ª condessa de Abranhos. Zagalo. Alípio. Jacinta de Noronha. Manuel Abranhos.Florido Abranhos. António Abranhos. Tia Amália. Júlia. Conselheiro Gama Torres. Dr. Vaz correia. Desembargadoramado. Laura amado. Padre augusto. Virgínia amado. 2 manas vitorino. Coronel serrão. Catarina (filha). D. JoanaCarneiro e sobrinho. D. Amália saraiva e Julinha. Conselheiro andrade. Torres Pato. “o doutor”. Luísa Fradinho eDr. Fradinho. Bacharel tavares. Cardoso Torres. Carlos Benvindo (Bibi). Gorjão. Amigo A. Amigo B. tio Julião.
  13. 13. Apreci ação
  14. 14. BIBLIO E WEBGRAFIA• QUEIROZ, Eça de. O Conde d’Abranhos e a catástrofe. Lisboa: Editora “livros do brasil”, 2000.• MÓNICA, Maria Filomena. Eça de Queirós. Lisboa: Quetzal editores, 2001.• https://www.repository.utl.pt/bitstream/10400.5/1440/3/Anexo%20Imagens_Doutora mento%20Design_MAF%20Jul%2007.pdf

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