SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 28
Baixar para ler offline
Fernando Kubitza
Tel: + 55 11 4587-2496
fernando@acquaimagem.com.br
 PECILOTÉRMICOS- não regulam temperatura corporal.
 EXCRETAM AMÔNIA - NH3 como resíduo nitrogenado.
 OSMORREGULAÇÃO: equilíbrio de sais e água no corpo (10 a 30% da
energia dos alimentos).
Particularidades da nutrição dos
peixes (tilápia)
PB ração (%) CA Consumo PB/kg de GDP
Frango 20 2,0 400 g
Suínos 16 2,8 448 g
Peixes 32 1,3 416 g
 ENERGIA: respiração, osmorregulação, natação, reprodução, digestão,
metabolismo e outras demandas menores.
lipídios (ácidos graxos e fosfolipídios) = 8,1 a 8,5 kcal ED/g
aminoácidos (proteína) = 4,5 kcal ED /g
carboidratos (amido e dextrina) 2,5 a 3,2 kcal ED/g
fibras (celulose, hemicelolose, lignina) = ED zero
Rações para peixes = 8 a 11 kcal ED/g proteína
Energia digestível (ED)
31oC
20%
27oC
13%
23oC
23%
19oC
57%
35oC
50%
Temperatura da água e imunidade
Fibra bruta reduz desempenho
da tilápia
Rações com 45% de proteína e mesmos níveis de energia
(5.660 kcal ou 12,6 Kcal/g de proteína). Peso inicial 10 g.
Fibra (%) Ganho (g) Conv. Alim.
Retenção de
proteína %
2,2 35,3 1,18 35,0
4,8 36,4 1,13 36,5
8,5 35,9 1,16 35,2
11,2 29,2 1,43 27,3
14,1 28,5 1,49 26,6
Adaptado de ALI e AL-ASGAH, 2001.
Níveis de proteína para pós-larvas
e alevinos de tilápia do Nilo.
Peso inicial (g) PB (%) Referência
0,012 45 El-Sayed e Teshima 1992
PL a 0,3g 41 Hayashi et al 2002
0,4 30 Furuya et al 1996
0,5 40 Al Hafedh 1999
0,8 40 Siddiqui et al 1998
1,0 34-36 De Silva et al 1989
2,4 35 Abdelghany 2000
3,5 30 Wang et al 1985
8,0 38 Kaushik et al 1995
Níveis de proteína para máximo crescimento e
eficiência alimentar para tilápia GIFT.
Proteína vs. temperatura
 Faixa ótima de temperatura para crescimento - 28 a 30ºC.
 30ºC – PB 40% promoveu melhor crescimento e conversão alimentar.
Maiores níveis de IGF (“Insulin Growth Factor”) no sangue e no fígado
dos peixes (Qiang et al 2012).
 28ºC – PB 38% menor mortalidade após desafio por Streptococcus iniae
 29,4ºC – PB 42% maior contagem de hemáceas e de leucócitos e níveis
mais elevados de hemoglobina no sangue da tilápia. Melhora as defesas
não específicas da tilápia (Qiang et al 2013).
Aminoácidos
(% da Proteína)
NRC peixes
em geral
Santiago e
Lovell (1988)
Tabelas
Brasileiras Tilápia
(2010)
Lisina 5,0 a 5,7 5,1 5,8
Metionina 2,2 a 3,1 2,7 2,0
Metionina + Cistina 2,3 a 4,0 3,2 3,5
Treonina 2,0 a 3,9 3,8 4,5
Triptofano 0,5 a 1,0 1,0 1,1
Fenilalanina + Tirosina 5,0 a 6,5 5,5 6,3
Arginina 4,2 a 6,0 4,2 4,8
Histidina 1,5 a 2,1 1,7 2,0
Isoleucina 2,2 a 3,1 3,1 3,5
Leucina 3,3 a 4,1 3,4 3,8
Valina 2,8 a 3,6 2,8 3,2
Aminoácidos essenciais (tilápia)
 Tilápias exigem AG da família w-6 (1% na dieta). A
essencialidade de AG da família w-3 ainda não foi
demonstrada. Mas pequenas inclusões de w-3 podem
melhorar a qualidade e eclosão dos ovos.
 Óleos vegetais são fontes ricas em AG w-6 mono e poli-
insaturados (oleico, linoleico e linolênico).
 Gordura aves têm composição em AG similar aos óleos
vegetais (w-6).
 Sebo (gordura) bovino - contém AG saturados de cadeia
curta < 18 C. Pouco benefício aos peixes tropicais.
 Óleo de peixes marinhos são ricos em AG w-3 (EPA e
DHA).
 Farinhas de algas – algumas são ricas em AG w-3 (DHA).
Ácidos graxos essenciais (AGE )
Enriquecimento do filé com AG w-3
Rações AG w-3
(mg/100 g filé)
gramas de filé para suprir
exigência diária de w-3
Controle 130 190 a 370
5% Óleo Peixe 350 70 a 140
8,8% Algae Rich ® 390 65 a 130
Recomendação consumo AG w-3 adulto : 250 a 500 mg/dia
Benefícios dos AG W-3
Formação células cerebrais.
Saúde cardiovascular /redução arterioesclerose.
Deficiência Déficit Atenção e Hiperatividade.
 Formação do colágeno e esqueleto /escamas;
 Balanço ácido-base e osmorregulação;
 Cofatores de enzimas em processos metabólicos
 Geração de energia;
 Metabolismos de aminoácidos;
 Síntese e metabolismos dos ácidos graxos;
 Transmissão de impulsos nervosos;
 Componentes de proteínas funcionais (hemoglobina e outras);
 Coagulação sanguínea / cicatrização;
 Integridade do epitélio (pele, brânquias e mucosa intestinal);
 Síntese de células sanguíneas: células do sangue e de defesa /
anticorpos;
 Ação antioxidante e protetora das celulares;
 Modulação da imunidade; diversas outras funções;
Minerais e vitaminas (tilápia)
Exigências em minerais (peixes cultivados e tilápia)
Minerais NRC (%) Tilápia (%)
Cálcio Não determinado Não determinado
Fósforo disponível 0,45 a 0,8 0,46 a 0,75
Magnésio 0,04 a 0,06 0,06
Potássio 0,7 a 0,8 Não determinado
Sódio 0,6 0,2
Ferro (mg/kg) 30 a 150 60
Zinco (mg/kg) 20 a 30 80
Manganês (mg/kg) 2,4 a 13 Não determinado
Cobre (mg/kg) 3,0 a 5,0 4,0
Selênio (mg/kg) 0,25 a 3,0 0,25
Cobalto (mg/kg) ND ND
Minerais (tilápia)
Vitaminas NRC Tilápia
A (UI) 1.000 a 4.000 4.150 a 7.000 UI
D (UI) 500 a 2.400 375 UI
E (mg) 50 a 100 40 a 100 mg
K (mg) Requerido 5 mg
C Ác. ascórbico (mg) 25 a 50 40 a 80 mg
B1 Tiamina (mg) 0,5 a 1,0 2,5 mg
B2 Riboflavina (mg) 4 a 9 5 a 6 mg
B6 Piridoxina (mg) 3 a 6 2 a 17 mg
Pantotenato (mg) 10 a 30 10 mg
Niacina (mg) 10 a 30 25 a 120
Biotina (mg) 0,15 a 1,0 0,06 mg
Inositol (mg) 300 a 440 400 mg
Colina (mg) 400 a 1.000 800 a 1.000 mg
Ácido fólico (mg) 1 a 2 0,82 mg
B12 (Cianocobalamina) 0,01 Não necessário
Vitaminas (tilápia)
Enriquecimento do filé com Selênio
Rações Se na ração
(mg/kg)
Se no filé
(ug/100g)
g de filé para
70 ug Se
Controle ( sem suplem.) 0,32 15 470
1 ppm Se-inorg (Na-Selenite) 1,42 19 370
1 ppm Se–org (Se-yeast) 1,14 25 280
Recomendação de consumo de
Se para adultos: 70 ug/dia.
sistema imunológico
hormônios da tireoide
antioxidante / proteção membranas
reduz risco de câncer em humanos.
Aquaculture, 498 (2019) 297–304
Tamanho ideal de peletes
Peso peixe
(g)
Largura da boca
(mm)
Pelete ideal
(mm)
0,5 2,0 0,5
1 3,2 0,8
3 5,0 1,3
5 6,8 1,7
10 8,0 2,0
20 10,7 2,7
50 13,8 3,5
100 14,9 3,7
150 15,8 4,0
350 18,2 4,6
500 19,0 4,8
700 20,0 5,0
1.000 23,0 5,8
1.200 26,0 6,5
1.600 34,0 8,5
2.000 38,0 9,5
Aquaculture 309 (2010) 193–202
Taxa de alimentação
Conv
Alim.
GDP
relativo
Custo ração
R$/kg peixe
Tudo o que é capaz de comer 2,40 100,0% 4,32
90% do que poderia comer 2,10 98,2% 3,78
70% do que poderia comer 1,70 92,0% 3,06
50% do que poderia comer 1,60 61,3% 2,88
Manejo da alimentação
Alevinos e juvenis até 150 a 200 g alimentação à
vontade 4 a 5 refeições/dia.
Peixes > 200 g alimentação restrita (70 a 80%
máximo consumo), 2 a 3 refeições/dia.
Nutrição: desempenho e saúde
0
1 g
50 g
100 a 200 g
2.000 g
Cresce rápido
Sobrevivência
Intestino formação
Parasitos
Crescimento
Saúde intestinal
Bacterioses
Imunidade
Crescimento GDP
Saúde intestinal
Bacterioses
Imunidade
Injúrias físicas
GDP vs. CA
Saúde intestinal
Bacterioses
Imunidade
Injúrias físicas
Fígado (má função)
Qual. Carne / Rendi/o
Desafios na nutrição da tilápia
 Outros nutrientes e fatores de saúde – muitos ainda não
identificados e alguns recentemente sendo melhor avaliados.
Nutrição e saúde (imunidade)
Ingredientes /
nutrientes
Glob
Albu
Liso Leuco
Linfo
Fago Comp
ACH
ROS Anti-
OX
Resist.
Patog.
Flora
intest
Saúde
intest
Leveduras Sim Sim Sim Sim Sim Sim
Met. leveduras Sim Sim Sim Sim Sim Sim
Alginatos Sim Sim Sim
Nucleotídeos Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim
Selênio Sim Sim Sim
MOS Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim
B-Glucanos Sim Sim Sim Sim Sim Sim
Probióticos Sim Sim Sim Sim Sim Sim
Vitamina C Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim
Vitamina E Sim Sim Sim Sim
Ác. orgânicos Sim Sim
Alicina (alho) Sim Sim Sim Sim Sim Sim
Salinidade do mar = 36 ppt
Rio São Francisco = 0,07 ppt
Sangue da tilápia e soro fisiológico = 8 ppt
Tilápia tem 100 x mais sais em seu sangue
se comparado à água do São Francisco.
Assim, a tilápia constantemente perde sais
e absorve excesso de água.
Peixes gastam 10 a 30% da energia dos
alimentos na manutenção do equilíbrio de
sais no sangue (ormorregulação).
Nutrição e osmorregulação
Sódio – Na+
Cloreto – Cl-
Potássio – K+
Cortisol
Água
H2O
O estresse do confinamento e
manuseio eleva o CORTISOL no
sangue. As brânquias ficam mais
permeáveis e os peixes perdem mais
sais e absorvem mais água. Uso de 10
a 30% da energia dos alimentos para
osmorregulação.
Cortisol
SANGUE BÂNQUIAS ÁGUA
Cl-
Cl-
Cl-
Na+ Na+
Na+
K+
K+
K+
K+
K+
K+
Na+
Na+
Na+
Na+
Cl-
Cl-
K+
Cl-
Cl-
Cl-
Na+
K+
Cl-
Na+
H2O
H2O
H2O
H2O
H2O
H2O
Água de
contato
Nutrição e osmorregulação
Efeito da inclusão de mistura de sais em rações para tilápia híbrida (O.
niloticus vs O. aureus). Adaptado de Shiau e Lu, 2004.
Inclusão de
mistura de sais
(kg/ton)
GDP
GDP relativo
(%)
Conv.
Alim.
Sobreviv.
(%)
Controle 281 0% 1,64 100
1,25 294 + 5% 1,52 93
2,50 312 + 11% 1,45 96
5,00 330 + 17% 1,41 96
7,50 284 + 1% 1,52 100
12,50 279 -1% 1,61 93
17,50 283 1% 1,61 97
Nutrição e osmorregulação
Micotoxinas são substâncias tóxicas produzidas por fungos
Mais de 400 micotoxinas já foram identificadas. Aflatoxina B1 (AFB1),
Ácido ciclopiazônico (CPA), Ocratoxina A (OA), Fumonisina B1 (FB1),
Zearalenona (ZEA), Deoxinivalenol (DON), Toxina T-2.
Norte do Paraná – um estudo em 2003 detectou aflatoxina (12) e
fumonisina (24) em 42 amostras de rações para peixes.
Pior crescimento e conversão , danos ao fígado; reduz resposta
imunológica; mortalidade crônica. Aumenta custo de produção.
Inimigo silencioso: doses pequenas 200 ppb de aflatoxina B1 (200
mg/ton) suprime resistência imunológica em tilápias.
Intoxicações leves < 50 ppb, crônicas (subletais) > 100 ppb e agudas
> 500 ppb.
O risco das micotoxinas
T1 = Controle
T2 = Aflatoxina B1 200 ppb
T3 = AFB1 200 ppb + Adsorvente
T4 = AFB1 200 ppb + Levedura
Aflatoxina B1 reduz a resposta imunológica e capacidade de
proteção da Tilápia-do-Nilo contra Aeromonas hydrophila.
B- glucano, aflatoxina e tolerância a
patógenos
B- glucano, aflatoxina e tolerância a
patógenos
19,0%
2,0%
48,0%
72,0%
0,0%
20,0%
40,0%
60,0%
80,0%
100,0%
Controle AFB1 200 AFB1+BG BG 1g/kg
Aflatoxina e B-glucano na dieta
Sobrevivência da Tilápia-do-Nilo 15 dias após desafio por
Streptococcus iniae (adaptado de El-Boshy et al 2008)
Desde 1999 a Acqua Imagem
desenvolve e transfere tecnologia e
conhecimento para a aquicultura
brasileira, contribuindo para o seu
desenvolvimento sustentável.
20ANOS
de serviços prestados à
aquicultura no Brasil
www.acquaimagem.com.br
Fernando Kubitza
ACQUA IMAGEM SERVIÇOS
Tel: + 55 11 99952-7040
fernando@acquaimagem.com.br

Mais conteúdo relacionado

Semelhante a Nutrição e osmorregulação em tilápia

Alimentação frei joão 14 out.
Alimentação frei joão 14 out.Alimentação frei joão 14 out.
Alimentação frei joão 14 out.malex86
 
Alimentação frei joão 16 out.
Alimentação frei joão 16 out.Alimentação frei joão 16 out.
Alimentação frei joão 16 out.BIBFJ
 
Aula 3 alimentacão - chefes de delegacia
Aula 3   alimentacão - chefes de delegaciaAula 3   alimentacão - chefes de delegacia
Aula 3 alimentacão - chefes de delegacialafunirg
 
nutricao para hipertrofia
nutricao para hipertrofianutricao para hipertrofia
nutricao para hipertrofiaRooben Roseli
 
Fibras alimentares
Fibras alimentaresFibras alimentares
Fibras alimentaresRachel V.
 
Aula Introdução a profissão e saude de enfermagem
Aula Introdução a profissão e saude de enfermagemAula Introdução a profissão e saude de enfermagem
Aula Introdução a profissão e saude de enfermagemDescomplicandocomMar
 
QuíM. De Alim. I Minerais
QuíM. De Alim. I   MineraisQuíM. De Alim. I   Minerais
QuíM. De Alim. I MineraisRicardo Stefani
 
Alimentação na gravidez cs norton_matos_16-04-2015
Alimentação na gravidez cs norton_matos_16-04-2015Alimentação na gravidez cs norton_matos_16-04-2015
Alimentação na gravidez cs norton_matos_16-04-2015abcarvalhas
 
Boas praticas-de-manejo-na-alimentacao-de-peixes
Boas praticas-de-manejo-na-alimentacao-de-peixesBoas praticas-de-manejo-na-alimentacao-de-peixes
Boas praticas-de-manejo-na-alimentacao-de-peixesSamuel Vieira
 
Bioquimica celular rodrigo
Bioquimica celular rodrigoBioquimica celular rodrigo
Bioquimica celular rodrigornogueira
 
Qumica alimentos mont'alverne
Qumica alimentos mont'alverneQumica alimentos mont'alverne
Qumica alimentos mont'alverneNetto Paes
 
NUTRAC. ALIMENTAÇÃO PETS (1).pdf
NUTRAC. ALIMENTAÇÃO PETS (1).pdfNUTRAC. ALIMENTAÇÃO PETS (1).pdf
NUTRAC. ALIMENTAÇÃO PETS (1).pdfclinicavetbarreiro47
 
Brincando de comer apresentação do power point
Brincando de comer   apresentação do power pointBrincando de comer   apresentação do power point
Brincando de comer apresentação do power pointDiego Righi
 
[Limão Siciliano 001].pdf
[Limão Siciliano 001].pdf[Limão Siciliano 001].pdf
[Limão Siciliano 001].pdfGotaConscincia
 
[Limão Siciliano 001].pdf
[Limão Siciliano 001].pdf[Limão Siciliano 001].pdf
[Limão Siciliano 001].pdfGotaConscincia
 
Nra aula 3. micronutrientes + radicais livres
Nra   aula 3. micronutrientes + radicais livresNra   aula 3. micronutrientes + radicais livres
Nra aula 3. micronutrientes + radicais livresEric Liberato
 

Semelhante a Nutrição e osmorregulação em tilápia (20)

Alimentação frei joão 14 out.
Alimentação frei joão 14 out.Alimentação frei joão 14 out.
Alimentação frei joão 14 out.
 
Alimentação frei joão 16 out.
Alimentação frei joão 16 out.Alimentação frei joão 16 out.
Alimentação frei joão 16 out.
 
Aula 3 alimentacão - chefes de delegacia
Aula 3   alimentacão - chefes de delegaciaAula 3   alimentacão - chefes de delegacia
Aula 3 alimentacão - chefes de delegacia
 
nutricao para hipertrofia
nutricao para hipertrofianutricao para hipertrofia
nutricao para hipertrofia
 
Fibras alimentares
Fibras alimentaresFibras alimentares
Fibras alimentares
 
Roda dos alimentos
Roda dos alimentosRoda dos alimentos
Roda dos alimentos
 
Aula Introdução a profissão e saude de enfermagem
Aula Introdução a profissão e saude de enfermagemAula Introdução a profissão e saude de enfermagem
Aula Introdução a profissão e saude de enfermagem
 
Esteatose
EsteatoseEsteatose
Esteatose
 
QuíM. De Alim. I Minerais
QuíM. De Alim. I   MineraisQuíM. De Alim. I   Minerais
QuíM. De Alim. I Minerais
 
Alimentação na gravidez cs norton_matos_16-04-2015
Alimentação na gravidez cs norton_matos_16-04-2015Alimentação na gravidez cs norton_matos_16-04-2015
Alimentação na gravidez cs norton_matos_16-04-2015
 
Boas praticas-de-manejo-na-alimentacao-de-peixes
Boas praticas-de-manejo-na-alimentacao-de-peixesBoas praticas-de-manejo-na-alimentacao-de-peixes
Boas praticas-de-manejo-na-alimentacao-de-peixes
 
Bioquimica celular rodrigo
Bioquimica celular rodrigoBioquimica celular rodrigo
Bioquimica celular rodrigo
 
Qumica alimentos mont'alverne
Qumica alimentos mont'alverneQumica alimentos mont'alverne
Qumica alimentos mont'alverne
 
Aula3 nut mul_crianca_2010.1
Aula3 nut mul_crianca_2010.1Aula3 nut mul_crianca_2010.1
Aula3 nut mul_crianca_2010.1
 
NUTRAC. ALIMENTAÇÃO PETS (1).pdf
NUTRAC. ALIMENTAÇÃO PETS (1).pdfNUTRAC. ALIMENTAÇÃO PETS (1).pdf
NUTRAC. ALIMENTAÇÃO PETS (1).pdf
 
Brincando de comer apresentação do power point
Brincando de comer   apresentação do power pointBrincando de comer   apresentação do power point
Brincando de comer apresentação do power point
 
[Limão Siciliano 001].pdf
[Limão Siciliano 001].pdf[Limão Siciliano 001].pdf
[Limão Siciliano 001].pdf
 
[Limão Siciliano 001].pdf
[Limão Siciliano 001].pdf[Limão Siciliano 001].pdf
[Limão Siciliano 001].pdf
 
02Proteina.ppt
02Proteina.ppt02Proteina.ppt
02Proteina.ppt
 
Nra aula 3. micronutrientes + radicais livres
Nra   aula 3. micronutrientes + radicais livresNra   aula 3. micronutrientes + radicais livres
Nra aula 3. micronutrientes + radicais livres
 

Último

Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdf
Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdfSlides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdf
Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdfpaulafernandes540558
 
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão LinguísticaA Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão LinguísticaFernanda Ledesma
 
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISPrática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISVitor Vieira Vasconcelos
 
TREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.ppt
TREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.pptTREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.ppt
TREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.pptAlineSilvaPotuk
 
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024GleyceMoreiraXWeslle
 
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 anoAdelmaTorres2
 
Gametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e femininoGametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e femininoCelianeOliveira8
 
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileirosMary Alvarenga
 
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mental
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mentalADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mental
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mentalSilvana Silva
 
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autoresSociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autoresaulasgege
 
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptxSlide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptxconcelhovdragons
 
Educação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPEducação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPanandatss1
 
Geometria 5to Educacion Primaria EDU Ccesa007.pdf
Geometria  5to Educacion Primaria EDU  Ccesa007.pdfGeometria  5to Educacion Primaria EDU  Ccesa007.pdf
Geometria 5to Educacion Primaria EDU Ccesa007.pdfDemetrio Ccesa Rayme
 
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxDeyvidBriel
 
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecasMesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecasRicardo Diniz campos
 
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptxSlides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...Martin M Flynn
 
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptxAs Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptxAlexandreFrana33
 

Último (20)

Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdf
Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdfSlides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdf
Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdf
 
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão LinguísticaA Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
 
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISPrática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
 
TREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.ppt
TREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.pptTREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.ppt
TREINAMENTO - BOAS PRATICAS DE HIGIENE NA COZINHA.ppt
 
treinamento brigada incendio 2024 no.ppt
treinamento brigada incendio 2024 no.ppttreinamento brigada incendio 2024 no.ppt
treinamento brigada incendio 2024 no.ppt
 
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
 
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
 
Gametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e femininoGametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
 
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
 
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mental
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mentalADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mental
ADJETIVO para 8 ano. Ensino funda.mental
 
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autoresSociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
 
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptxSlide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
 
Educação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SPEducação São Paulo centro de mídias da SP
Educação São Paulo centro de mídias da SP
 
Geometria 5to Educacion Primaria EDU Ccesa007.pdf
Geometria  5to Educacion Primaria EDU  Ccesa007.pdfGeometria  5to Educacion Primaria EDU  Ccesa007.pdf
Geometria 5to Educacion Primaria EDU Ccesa007.pdf
 
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
 
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecasMesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
 
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptxSlides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
 
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
 
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...
DIGNITAS INFINITA - DIGNIDADE HUMANA -Declaração do Dicastério para a Doutrin...
 
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptxAs Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
As Viagens Missionária do Apostolo Paulo.pptx
 

Nutrição e osmorregulação em tilápia

  • 1. Fernando Kubitza Tel: + 55 11 4587-2496 fernando@acquaimagem.com.br
  • 2.
  • 3.  PECILOTÉRMICOS- não regulam temperatura corporal.  EXCRETAM AMÔNIA - NH3 como resíduo nitrogenado.  OSMORREGULAÇÃO: equilíbrio de sais e água no corpo (10 a 30% da energia dos alimentos). Particularidades da nutrição dos peixes (tilápia) PB ração (%) CA Consumo PB/kg de GDP Frango 20 2,0 400 g Suínos 16 2,8 448 g Peixes 32 1,3 416 g
  • 4.  ENERGIA: respiração, osmorregulação, natação, reprodução, digestão, metabolismo e outras demandas menores. lipídios (ácidos graxos e fosfolipídios) = 8,1 a 8,5 kcal ED/g aminoácidos (proteína) = 4,5 kcal ED /g carboidratos (amido e dextrina) 2,5 a 3,2 kcal ED/g fibras (celulose, hemicelolose, lignina) = ED zero Rações para peixes = 8 a 11 kcal ED/g proteína Energia digestível (ED)
  • 6. Fibra bruta reduz desempenho da tilápia Rações com 45% de proteína e mesmos níveis de energia (5.660 kcal ou 12,6 Kcal/g de proteína). Peso inicial 10 g. Fibra (%) Ganho (g) Conv. Alim. Retenção de proteína % 2,2 35,3 1,18 35,0 4,8 36,4 1,13 36,5 8,5 35,9 1,16 35,2 11,2 29,2 1,43 27,3 14,1 28,5 1,49 26,6 Adaptado de ALI e AL-ASGAH, 2001.
  • 7. Níveis de proteína para pós-larvas e alevinos de tilápia do Nilo. Peso inicial (g) PB (%) Referência 0,012 45 El-Sayed e Teshima 1992 PL a 0,3g 41 Hayashi et al 2002 0,4 30 Furuya et al 1996 0,5 40 Al Hafedh 1999 0,8 40 Siddiqui et al 1998 1,0 34-36 De Silva et al 1989 2,4 35 Abdelghany 2000 3,5 30 Wang et al 1985 8,0 38 Kaushik et al 1995
  • 8. Níveis de proteína para máximo crescimento e eficiência alimentar para tilápia GIFT. Proteína vs. temperatura  Faixa ótima de temperatura para crescimento - 28 a 30ºC.  30ºC – PB 40% promoveu melhor crescimento e conversão alimentar. Maiores níveis de IGF (“Insulin Growth Factor”) no sangue e no fígado dos peixes (Qiang et al 2012).  28ºC – PB 38% menor mortalidade após desafio por Streptococcus iniae  29,4ºC – PB 42% maior contagem de hemáceas e de leucócitos e níveis mais elevados de hemoglobina no sangue da tilápia. Melhora as defesas não específicas da tilápia (Qiang et al 2013).
  • 9. Aminoácidos (% da Proteína) NRC peixes em geral Santiago e Lovell (1988) Tabelas Brasileiras Tilápia (2010) Lisina 5,0 a 5,7 5,1 5,8 Metionina 2,2 a 3,1 2,7 2,0 Metionina + Cistina 2,3 a 4,0 3,2 3,5 Treonina 2,0 a 3,9 3,8 4,5 Triptofano 0,5 a 1,0 1,0 1,1 Fenilalanina + Tirosina 5,0 a 6,5 5,5 6,3 Arginina 4,2 a 6,0 4,2 4,8 Histidina 1,5 a 2,1 1,7 2,0 Isoleucina 2,2 a 3,1 3,1 3,5 Leucina 3,3 a 4,1 3,4 3,8 Valina 2,8 a 3,6 2,8 3,2 Aminoácidos essenciais (tilápia)
  • 10.  Tilápias exigem AG da família w-6 (1% na dieta). A essencialidade de AG da família w-3 ainda não foi demonstrada. Mas pequenas inclusões de w-3 podem melhorar a qualidade e eclosão dos ovos.  Óleos vegetais são fontes ricas em AG w-6 mono e poli- insaturados (oleico, linoleico e linolênico).  Gordura aves têm composição em AG similar aos óleos vegetais (w-6).  Sebo (gordura) bovino - contém AG saturados de cadeia curta < 18 C. Pouco benefício aos peixes tropicais.  Óleo de peixes marinhos são ricos em AG w-3 (EPA e DHA).  Farinhas de algas – algumas são ricas em AG w-3 (DHA). Ácidos graxos essenciais (AGE )
  • 11. Enriquecimento do filé com AG w-3 Rações AG w-3 (mg/100 g filé) gramas de filé para suprir exigência diária de w-3 Controle 130 190 a 370 5% Óleo Peixe 350 70 a 140 8,8% Algae Rich ® 390 65 a 130 Recomendação consumo AG w-3 adulto : 250 a 500 mg/dia Benefícios dos AG W-3 Formação células cerebrais. Saúde cardiovascular /redução arterioesclerose. Deficiência Déficit Atenção e Hiperatividade.
  • 12.  Formação do colágeno e esqueleto /escamas;  Balanço ácido-base e osmorregulação;  Cofatores de enzimas em processos metabólicos  Geração de energia;  Metabolismos de aminoácidos;  Síntese e metabolismos dos ácidos graxos;  Transmissão de impulsos nervosos;  Componentes de proteínas funcionais (hemoglobina e outras);  Coagulação sanguínea / cicatrização;  Integridade do epitélio (pele, brânquias e mucosa intestinal);  Síntese de células sanguíneas: células do sangue e de defesa / anticorpos;  Ação antioxidante e protetora das celulares;  Modulação da imunidade; diversas outras funções; Minerais e vitaminas (tilápia)
  • 13. Exigências em minerais (peixes cultivados e tilápia) Minerais NRC (%) Tilápia (%) Cálcio Não determinado Não determinado Fósforo disponível 0,45 a 0,8 0,46 a 0,75 Magnésio 0,04 a 0,06 0,06 Potássio 0,7 a 0,8 Não determinado Sódio 0,6 0,2 Ferro (mg/kg) 30 a 150 60 Zinco (mg/kg) 20 a 30 80 Manganês (mg/kg) 2,4 a 13 Não determinado Cobre (mg/kg) 3,0 a 5,0 4,0 Selênio (mg/kg) 0,25 a 3,0 0,25 Cobalto (mg/kg) ND ND Minerais (tilápia)
  • 14. Vitaminas NRC Tilápia A (UI) 1.000 a 4.000 4.150 a 7.000 UI D (UI) 500 a 2.400 375 UI E (mg) 50 a 100 40 a 100 mg K (mg) Requerido 5 mg C Ác. ascórbico (mg) 25 a 50 40 a 80 mg B1 Tiamina (mg) 0,5 a 1,0 2,5 mg B2 Riboflavina (mg) 4 a 9 5 a 6 mg B6 Piridoxina (mg) 3 a 6 2 a 17 mg Pantotenato (mg) 10 a 30 10 mg Niacina (mg) 10 a 30 25 a 120 Biotina (mg) 0,15 a 1,0 0,06 mg Inositol (mg) 300 a 440 400 mg Colina (mg) 400 a 1.000 800 a 1.000 mg Ácido fólico (mg) 1 a 2 0,82 mg B12 (Cianocobalamina) 0,01 Não necessário Vitaminas (tilápia)
  • 15. Enriquecimento do filé com Selênio Rações Se na ração (mg/kg) Se no filé (ug/100g) g de filé para 70 ug Se Controle ( sem suplem.) 0,32 15 470 1 ppm Se-inorg (Na-Selenite) 1,42 19 370 1 ppm Se–org (Se-yeast) 1,14 25 280 Recomendação de consumo de Se para adultos: 70 ug/dia. sistema imunológico hormônios da tireoide antioxidante / proteção membranas reduz risco de câncer em humanos. Aquaculture, 498 (2019) 297–304
  • 16. Tamanho ideal de peletes Peso peixe (g) Largura da boca (mm) Pelete ideal (mm) 0,5 2,0 0,5 1 3,2 0,8 3 5,0 1,3 5 6,8 1,7 10 8,0 2,0 20 10,7 2,7 50 13,8 3,5 100 14,9 3,7 150 15,8 4,0 350 18,2 4,6 500 19,0 4,8 700 20,0 5,0 1.000 23,0 5,8 1.200 26,0 6,5 1.600 34,0 8,5 2.000 38,0 9,5 Aquaculture 309 (2010) 193–202
  • 17. Taxa de alimentação Conv Alim. GDP relativo Custo ração R$/kg peixe Tudo o que é capaz de comer 2,40 100,0% 4,32 90% do que poderia comer 2,10 98,2% 3,78 70% do que poderia comer 1,70 92,0% 3,06 50% do que poderia comer 1,60 61,3% 2,88 Manejo da alimentação Alevinos e juvenis até 150 a 200 g alimentação à vontade 4 a 5 refeições/dia. Peixes > 200 g alimentação restrita (70 a 80% máximo consumo), 2 a 3 refeições/dia.
  • 19. 0 1 g 50 g 100 a 200 g 2.000 g Cresce rápido Sobrevivência Intestino formação Parasitos Crescimento Saúde intestinal Bacterioses Imunidade Crescimento GDP Saúde intestinal Bacterioses Imunidade Injúrias físicas GDP vs. CA Saúde intestinal Bacterioses Imunidade Injúrias físicas Fígado (má função) Qual. Carne / Rendi/o Desafios na nutrição da tilápia
  • 20.  Outros nutrientes e fatores de saúde – muitos ainda não identificados e alguns recentemente sendo melhor avaliados. Nutrição e saúde (imunidade) Ingredientes / nutrientes Glob Albu Liso Leuco Linfo Fago Comp ACH ROS Anti- OX Resist. Patog. Flora intest Saúde intest Leveduras Sim Sim Sim Sim Sim Sim Met. leveduras Sim Sim Sim Sim Sim Sim Alginatos Sim Sim Sim Nucleotídeos Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Selênio Sim Sim Sim MOS Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim B-Glucanos Sim Sim Sim Sim Sim Sim Probióticos Sim Sim Sim Sim Sim Sim Vitamina C Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Vitamina E Sim Sim Sim Sim Ác. orgânicos Sim Sim Alicina (alho) Sim Sim Sim Sim Sim Sim
  • 21. Salinidade do mar = 36 ppt Rio São Francisco = 0,07 ppt Sangue da tilápia e soro fisiológico = 8 ppt Tilápia tem 100 x mais sais em seu sangue se comparado à água do São Francisco. Assim, a tilápia constantemente perde sais e absorve excesso de água. Peixes gastam 10 a 30% da energia dos alimentos na manutenção do equilíbrio de sais no sangue (ormorregulação). Nutrição e osmorregulação
  • 22. Sódio – Na+ Cloreto – Cl- Potássio – K+ Cortisol Água H2O O estresse do confinamento e manuseio eleva o CORTISOL no sangue. As brânquias ficam mais permeáveis e os peixes perdem mais sais e absorvem mais água. Uso de 10 a 30% da energia dos alimentos para osmorregulação. Cortisol SANGUE BÂNQUIAS ÁGUA Cl- Cl- Cl- Na+ Na+ Na+ K+ K+ K+ K+ K+ K+ Na+ Na+ Na+ Na+ Cl- Cl- K+ Cl- Cl- Cl- Na+ K+ Cl- Na+ H2O H2O H2O H2O H2O H2O Água de contato Nutrição e osmorregulação
  • 23. Efeito da inclusão de mistura de sais em rações para tilápia híbrida (O. niloticus vs O. aureus). Adaptado de Shiau e Lu, 2004. Inclusão de mistura de sais (kg/ton) GDP GDP relativo (%) Conv. Alim. Sobreviv. (%) Controle 281 0% 1,64 100 1,25 294 + 5% 1,52 93 2,50 312 + 11% 1,45 96 5,00 330 + 17% 1,41 96 7,50 284 + 1% 1,52 100 12,50 279 -1% 1,61 93 17,50 283 1% 1,61 97 Nutrição e osmorregulação
  • 24. Micotoxinas são substâncias tóxicas produzidas por fungos Mais de 400 micotoxinas já foram identificadas. Aflatoxina B1 (AFB1), Ácido ciclopiazônico (CPA), Ocratoxina A (OA), Fumonisina B1 (FB1), Zearalenona (ZEA), Deoxinivalenol (DON), Toxina T-2. Norte do Paraná – um estudo em 2003 detectou aflatoxina (12) e fumonisina (24) em 42 amostras de rações para peixes. Pior crescimento e conversão , danos ao fígado; reduz resposta imunológica; mortalidade crônica. Aumenta custo de produção. Inimigo silencioso: doses pequenas 200 ppb de aflatoxina B1 (200 mg/ton) suprime resistência imunológica em tilápias. Intoxicações leves < 50 ppb, crônicas (subletais) > 100 ppb e agudas > 500 ppb. O risco das micotoxinas
  • 25. T1 = Controle T2 = Aflatoxina B1 200 ppb T3 = AFB1 200 ppb + Adsorvente T4 = AFB1 200 ppb + Levedura Aflatoxina B1 reduz a resposta imunológica e capacidade de proteção da Tilápia-do-Nilo contra Aeromonas hydrophila. B- glucano, aflatoxina e tolerância a patógenos
  • 26. B- glucano, aflatoxina e tolerância a patógenos 19,0% 2,0% 48,0% 72,0% 0,0% 20,0% 40,0% 60,0% 80,0% 100,0% Controle AFB1 200 AFB1+BG BG 1g/kg Aflatoxina e B-glucano na dieta Sobrevivência da Tilápia-do-Nilo 15 dias após desafio por Streptococcus iniae (adaptado de El-Boshy et al 2008)
  • 27. Desde 1999 a Acqua Imagem desenvolve e transfere tecnologia e conhecimento para a aquicultura brasileira, contribuindo para o seu desenvolvimento sustentável. 20ANOS de serviços prestados à aquicultura no Brasil www.acquaimagem.com.br
  • 28. Fernando Kubitza ACQUA IMAGEM SERVIÇOS Tel: + 55 11 99952-7040 fernando@acquaimagem.com.br