Sinais vitais 2008

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Sinais vitais 2008

  1. 1. DIAGÓSTICO DE FLORIANÓPOLIS 2008
  2. 3. <ul><li>O Relatório Sinais Vitais Floripa constitui-se num retrato da cidade de Florianópolis. </li></ul><ul><li>Cada indicador pretende cumprir o papel de um “sinal vital” medindo aspectos fundamentais da vida de Florianópolis. </li></ul><ul><li>08 dimensões </li></ul><ul><li>17 indicadores </li></ul>Uma cidade é um organismo vivo!
  3. 4. DIMENSÃO INDICADOR POPULAÇÃO <ul><li>População residente por faixa etária </li></ul><ul><li>Migração </li></ul>REALIDADE ECONÔMICA <ul><li>PIB per capita </li></ul><ul><li>Remuneração média de empregos formais, por atividades </li></ul>CONDIÇÕES DE VIDA <ul><li>Concentração de renda </li></ul><ul><li>Ocorrência de áreas de interesse social </li></ul><ul><li>Beneficiários do Programa Bolsa Família </li></ul>SAÚDE, SEGURANÇA E BEM ESTAR <ul><li>Taxa de mortalidade por causas violentas </li></ul>CUIDADO COM AS CRIANÇAS <ul><li>Índice de Desenvolvimento Infantil </li></ul>EDUCAÇÃO <ul><li>Índice de desenvolvimento da educação básica </li></ul><ul><li>Acesso ao ensino superior </li></ul>MEIO AMBIENTE <ul><li>Saneamento básico - Destino dos dejetos </li></ul><ul><li>Saneamento básico - Destino do lixo </li></ul><ul><li>Balneabilidade das praias </li></ul><ul><li>Unidades de Conservação, áreas protegidas e parques </li></ul>PARTICIPAÇÃO COMUNITÁRIA <ul><li>Voluntariado </li></ul><ul><li>Organização da sociedade </li></ul>
  4. 5. <ul><li>A avaliação da vitalidade de nossa cidade em relação a algumas dimensões críticas permitirá ao ICOM: </li></ul><ul><li>` </li></ul><ul><ul><li>Aplicar os recursos de forma mais eficaz; </li></ul></ul><ul><ul><li>Melhor informar os doadores sobre os problemas e soluções adequadas à cidade; </li></ul></ul><ul><ul><li>Estabelecer articulações entre pessoas e instituições interessadas na melhoria dos Sinais Vitais.. </li></ul></ul>
  5. 6. <ul><li>Sob o ponto de vista populacional podemos dizer que Florianópolis apresenta sua dinâmica própria: crescimento demográfico acelerado, local de trabalho de habitantes de outras cidades e destino de turistas do mundo todo. </li></ul>Uma cidade que recebe gente de todas as partes...
  6. 7. A estrutura populacional de Florianópolis vem sendo alterada de forma gradativa durante a última década. Nota-se no período uma tendência ao envelhecimento da população com a menor participação relativa da faixa etária dos indivíduos com menos de 14 anos de idade e a maior representatividade do grupo com mais de 20 anos de idade.
  7. 8. Taxa de migração – Florianópolis – 2000/2005 Entre 2000 e 2005, a população da cidade de Florianópolis teve um acréscimo de cerca de 54.000 pessoas. Deste total, aproximadamente 34.000 pessoas são migrantes que vieram de outras cidades de Santa Catarina, do Brasil ou do exterior. Este número é expressivo, já que a migração responde por cerca de 62% do incremento populacional total. Diferença da população (2000-2005) Saldo Migratório Masc Fem Total Masc Fem Total Grande Florianópolis 54.688 56.881 111.569 32.690 33.172 65.862 Florianópolis 28.100 26.363 54.463 17.477 16.675 34.152 Santa Catarina 252.551 257.679 510.230 87.011 75.610 162.621
  8. 9. <ul><li>Durante a primeira metade desta década pôde-se verificar um incremento do PIB Municipal em função do desempenho da economia local. No entanto, este crescimento não aconteceu no mesmo ritmo do crescimento populacional o que fez com o PIB por habitante evoluísse de forma negativa. </li></ul><ul><li>Aumento empregos formais </li></ul><ul><li>Diferenças de salários por gênero </li></ul>A economia da cidade cresce... Mas nem tanto!
  9. 10. Entre os anos de 2000 e 2004 o PIB per capita de Florianópolis sofreu uma redução da ordem de 6,57%.
  10. 11. Apesar da participação do setor de serviços no montante do valor adicionado ter decrescido um pouco entre 2000 e 2004 (de 77 para 75%), ela indica uma característica importante da cidade que tem mais de 92% dos seus empregados distribuídos no comércio (13,26%), nos serviços (37,95%) e na administração pública (40,83%).
  11. 12. A remuneração média total dos empregos formais, assim como a remuneração dos trabalhadores e das trabalhadoras é, em Florianópolis, superior àquelas encontradas para Santa Catarina e Brasil. O contingente de empregados com carteira assinada, saltou de 167.647 em 2000, para 208.079 empregados em 2005, assinalando um incremento 24,12% neste período. Lembrando que no período o incremento populacional foi de 15,91%, ou seja, a cidade conseguiu incluir no mercado formal de trabalho um percentual de pessoas superior às taxas de crescimento da população. Note-se, porém, que se verifica uma diferença significativa entre a média dos salários pagos aos homens e às mulheres. No caso de Florianópolis a média dos salários femininos corresponde a 76,55% dos salários masculinos.
  12. 13. <ul><li>Cresce uma cidade paralela marcada pela precariedade e pela dificuldade de acesso aos serviços de infra-estrutura básicos. Os últimos estudos, datados de 2005, dão conta que eram cerca de 61.000 pessoas habitando em áreas classificadas como de interesse social. Isso significava algo em torno de 16% da população total. </li></ul>A riqueza precisa ser mais bem distribuída...
  13. 14. Os dados dos censos demográficos de 1991 e 2000 demonstravam que a renda apropriada pelos 20% mais ricos da população de Florianópolis era equivalente a 58,8% e 60,5% da renda global da cidade, respectivamente. No outro extremo, os 20% mais pobres da população detinham um fração equivalente a 2,8% e 2,5% da renda total, nos mesmos anos. Estes dados indicam que a concentração de renda intensificou-se durante aquele período.
  14. 15. No ano de 2005, foram identificadas 58 comunidades classificadas como áreas de interesse social (AIS), caracterizadas pela falta de condições adequadas de infra-estrutura, regularização fundiária, habitação e renda. Estas comunidades abrigavam 15.045 habitações e uma população total de 61.445 pessoas. Evolução das Áreas de Interesse Social (AIS) – Florianópolis – 1987/2004 Ano População da Cidade Nº de AIS População das AIS Pop AIS / Pop. Cidade (%) 1987 228.246 29 21.393 9,4 1992 254.941 42 32.290 12,7 1996 271.281 46 40.283 14,8 2000 342.315 55 54.340 15,87 2004 386.913 58 61.445 15,9
  15. 16. Por outro lado, os números do IBGE indicam que o déficit habitacional social da cidade de Florianópolis era, no ano de 2006, de 10.703 unidades, representando cerca de 5,9% do déficit de todo o estado de Santa Catarina e envolvendo diretamente 8,5% dos habitantes de Florianópolis. Outro indicativo da realidade de Florianópolis em relação aos níveis de pobreza é a informação de que no município de Florianópolis existem 5.095 famílias (outubro de 2007) que se beneficiam do Programa Bolsa Família disponibilizado pelo Governo Federal. Este número equivale a cerca de 4% do total de famílias residentes no município.
  16. 17. <ul><li>Muito embora, os índices de violência e insegurança ainda estejam distantes daqueles encontrados em outras regiões metropolitanas do Brasil, a cidade tem se assustado com estatísticas pouco comuns em tempos passados. Foram 1.329 mortes por causas violentas em 05 anos! </li></ul>Florianópolis: bucólica, tranqüila e segura. Será?
  17. 18. Análise dos dados demonstra uma tendência de crescimento das taxas referentes às mortes provocadas por acidentes de transporte e suicídios, sendo que nos anos de 2005 e 2006 a taxa relativa aos homicídios sofreu quedas. Entre os anos de 2000 e 2005, Florianópolis registrou 1.329 mortes provocadas por causas violentas. Os acidentes relacionados ao transporte foram responsáveis por 621 óbitos. Os homicídios ocasionaram 558 mortes e os suicídios provocaram 150 mortes.
  18. 19. A que se destacar a forte concentração (46,60%) destes óbitos na faixa etária equivalente à juventude (de 15 a 29 anos). No caso de homicídios, essa faixa responde por 36,26 % dos óbitos.
  19. 20. <ul><li>O Índice de Desenvolvimento Infantil (IDI) mostra que a atenção à criança em idade pré-escolar coloca Florianópolis em destaque quando comparada aos outros municípios do país. </li></ul><ul><li>Neste ranking da UNICEF Florianópolis está no nível alto o que demonstra uma história de preocupação com a infância. Esta é uma bela marca. Devemos fazer um grande esforço para mantê-la... </li></ul>A cidade ampara suas crianças...
  20. 21. A cidade de Florianópolis apresenta um IDI classificado como alto, situando-se acima daqueles calculados para o estado de Santa Catarina e para o Brasil. Há que se notar que houve uma queda de 0,805 para 0,801 entre 1999 e 2004, enquanto os índices estadual e nacional cresceram.
  21. 22. Escolaridade dos pais Variável Ano Florianópolis Santa Catarina Brasil % de crianças cujos Pais têm escolaridade menor do que 4 anos 1999 9,52 17,20 37,08 % de crianças cujos Pais têm escolaridade menor do que 4 anos 2004 10,35 14,72 32,28 % de crianças cujas Mães tem escolar. menor 4 anos 1999 9,91 17,26 32,65 % de crianças cujas Mães tem escolar. menor 4 anos 2004 10,05 14,93 27,83
  22. 23. Serviços de saúde Variável Ano Florianópolis Santa Catarina Brasil % de crianças < de 1 ano vacinadas - DTP 1999 100,00 92,22 94,46 % de crianças < de 1 ano vacinadas - Tetra-valente 2004 91,05 100,00 96,20 % de gestantes com mais de 6 consultas pré-natal 1999 45,40 44,29 43,14 % de gestantes com mais de 6 consultas pré-natal 2004 61,45 53,45 47,84
  23. 24. Serviços de educação
  24. 25. <ul><li>Ensino Fundamental </li></ul><ul><li>Um número maior de escolas municipais obteve desempenho melhor, quando comparadas às escolas de rede pública estadual. </li></ul><ul><li>Uma grande parte das escolas que apresentou os piores desempenhos localiza-se no entorno das regiões mais urbanizadas da cidade. </li></ul>Educação para o futuro e para o presente...
  25. 26. A média nacional do IDEB para os anos iniciais, ou seja, de primeira à quarta série, é de 3,8 e para os demais anos, de quinta á oitava série, é de 3,5. Ao analisarmos o desempenho das escolas de Florianópolis, que participaram das provas do IDEB em 2005, verifica-se que 83% das escolas da rede municipal e 48% das escolas da rede estadual alcançaram médias superiores média nacional nas provas referentes aos anos iniciais do ensino fundamental. Percentuais praticamente iguais foram verificados nos resultados relativos aos anos finais do ensino fundamental: encontram-se 82%, das escolas da rede municipal e 48%, das escolas da rede estadual.
  26. 27. Desempenho das escolas de ensino fundamental – IDEB/2005. Florianópolis/SC. IDEB Desempenho N  escolas Rede municipal N  escolas Rede estadual ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL Acima da média nacional 15 15 Abaixo da média nacional 3 16 ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL Acima da média nacional 18 12 Abaixo da média nacional 4 13
  27. 28. Uma informação relevante em relação às matriculas no ensino fundamental é que a rede de escolas privadas responde por cerca de 25% do total de matrículas. Este porcentual, bastante superior àqueles do estado (7,8%) e do país (10,4%), vem se mantendo-se neste patamar nos últimos anos.
  28. 29. <ul><li>Ensino Superior </li></ul><ul><li>As estatísticas dão conta de outra questão relevante: apenas cerca de 1/3 dos alunos aprovados em vestibulares recentes das universidades públicas (UDESC e UFSC) são oriundos de escolas localizadas em Florianópolis. </li></ul>Educação para o futuro e para o presente...
  29. 30. Do total de cursos superiores existentes no município, constata-se que 25,7% são ligados a instituições privadas e 74,3%, ligados a instituições públicas. No ano de 2006, a UFSC contava com cerca de 29.000 alunos matriculados, enquanto a UDESC contabilizava no mesmo ano cerca de 6900 alunos matriculados. Se considerarmos apenas estas duas instituições percebe-se que este número equivale a cerca de 9% da população do município de Florianópolis. Do total de 28.847 inscritos, apenas 7.700 estudantes eram oriundos de escolas situadas em Florianópolis, ou seja, 26,69%. Além disso, deste total somente 1.442 foram classificados, representando 36,79% do total de classificados.
  30. 31. <ul><li>Uma cidade que tem a maior parte de sua superfície situada numa ilha, tem que ter uma forte preocupação com a qualidade de seu meio ambiente. Se esta cidade tem no turismo uma das suas principais atividades econômicas, é fato que a natureza deve ser um de seus maiores atrativos. </li></ul>Sustentabilidade ambiental: problema ou solução?
  31. 32. <ul><li>As grandes questões ambientais do município giram em torno da expansão urbana e da criação de infra-estrutura básica ligada à coleta e tratamento de lixo e esgoto. </li></ul><ul><li>Florianópolis, em função de sua condição geográfica, depende do fornecimento de insumos importantes como água e energia para seu funcionamento. </li></ul><ul><li>Sua condição insular, seu relevo e a presença de grande área não edificável, graças a existência de restrições legais, permitiram a preservação de cobertura florestal respeitável. </li></ul>Sustentabilidade ambiental: problema ou solução?
  32. 33. Em Florianópolis, 55% do esgotamento sanitário é feito pela rede pública de esgoto, enquanto cerca de 42% é depositado em fossas sépticas.
  33. 34. No município de Florianópolis o lixo coletado abrange quase que a totalidade dos domicílios (e está em torno de 97%), ou seja, o município de Florianópolis conta com um serviço de coleta muito próximo da universalização. A Capital catarinense reaproveita apenas de 6% a 7% do total de lixo produzido mensalmente
  34. 35. Durante o ano de 2006, os levantamentos realizados demonstraram que a média mensal de pontos de coleta classificados como impróprios para o banho girou em torno de 25%. Nos primeiros 8 oito meses do ano de 2007, esta média foi superior a 29% do total de pontos de coleta. No município de Florianópolis podemos identificar a criação de diversas Unidades de Conservação, parques e áreas protegidas por legislação específicas que visam garantir a preservação de ambientes naturais. O somatório destas áreas é igual a 11.540 hectares, o que equivale a 26,63% da superfície total do município. Este percentual coloca a cidade numa posição de destaque no país. Cabe, no entanto, destacar que a maior parte de espaços foram instituídos na década de 80.
  35. 36. <ul><li>Um bom lugar para viver é aquele onde seus habitantes participam da construção de seu presente e determinam os rumos de seu futuro. Em muitos casos, mundo afora, cidades resolveram seus grandes problemas a partir da participação organizada de sua população. Acreditar nesta estratégia significa criar mecanismos para que os diversos interesses que permeiam a sociedade manifestem-se, criando um ambiente propício ao debate e à construção coletiva. </li></ul>A cidade para seus cidadãos...
  36. 37. <ul><li>Apesar da dificuldade de obter um número preciso de cidadãos que realizam trabalhos voluntários em nossa cidade, já que muitos o fazem de forma esporádica e através de contato direto com as instituições, um indicador útil é o número de voluntários cadastrados em centros de voluntariado. No Instituto Voluntários em Ação, que atua em Florianópolis, estão cadastrados 6347 voluntários. </li></ul><ul><li>Atualmente os voluntários tendem a ser pessoas jovens, de alta escolariedade e que podem aliar sua ação voluntária com sua atuação profissional. </li></ul>
  37. 38. <ul><li>Em 2006 o ICom mapeou 175 organizações que desenvolvem projetos sociais e ambientais em prol da comunidade.profissional. </li></ul>

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