PROJETO 
OBSERVATÓRIO 
FLORIPA CIDADÃ 
DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
GRUPO DE PESQUISA POLITÉIA 
PROJETO OBSERVATÓRIO FLORIPA CIDADÃ 
Parceria:
CONTEXTO REGIONAL 
A população da Grande Florianópolis deve dobrar de 
tamanho por volta do ano de 2030, chegando a 
aproximadamente 1,4 milhões de pessoas.
CONTEXTO DA CIDADE 
Florianópolis é uma cidade que apresentou um 
crescimento demográfico acelerado nas últimas 03 
décadas. 
A principal causa 
Intenso fluxo migratório de diversas regiões 
catarinenses, de outros estados e mesmo de 
outros países. 
Impacto sobre as diversas dimensões do 
desenvolvimento municipal
CONTEXTO DA CIDADE 
Em 2010, segundo o Censo do IBGE, a população de 
Florianópolis era de 421.240 pessoas. 
203.433 pessoas (48,29%) naturais do 
município 
217.807 pessoas (51,70%) nasceram em 
outros locais do país ou exterior.
CONTEXTO DA CIDADE 
Grupos etários – Participação absoluta na 
população (estimativa) 
2010 2030 
0-14 82.563 120.800 
15-59 294.026 523.200 
60 e + 44.651 156.000 
Fonte: IPUF, 2008. 
A idade média da população irá aumentar 
O número de pessoas com mais de 60 anos aumentará 
quase 4 vezes.
CONTEXTO DA CIDADE 
Residentes por idade (anos) 2013 - Estimativa 
2010 2013 Diferença 
população 
0 a 4 anos 22.838 24.380 1.542 
5 a 9 anos 23.974 25.620 1.646 
10 a 19 anos 61.166 65.823 4.657 
20 a 24 anos 41.216 44.403 3.187 
25 a 49 anos 175.135 189.133 13.998 
50 a 59 anos 48.488 52.290 3.802 
Mais 60 anos 48.423 51.768 3.345 
Total 421.240 453.285 32.045 
Fonte: IBGE 
Mais 32.045 pessoas na população 
Mais 3.188 crianças entre zero e 09 anos 
Mais 3.345 pessoas com mais de 60 anos
DESAFIOS 
1 - Elaborar uma visão de cidade sustentável, integrada com a região 
metropolitana; 
2 - Priorizar ações públicas que atendam às demandas urgentes da cidade 
relativas a: 
- Melhoria do serviço público de saneamento básico; 
- Redução do déficit habitacional (atual e futuro; 
- Criação, demarcação e gestão de unidades de conservação, de áreas 
verdes de uso público e demais áreas de preservação permanente; 
- Revitalização e requalificação das orlas marítima e lacustre do Município.
MEIO AMBIENTE 
Aumento da coleta seletiva em Florianópolis nos últimos anos 
(variação em relação ao ano anterior) 
coleta seletiva Coleta Convencional 
180 
160 
140 
120 
100 
80 
60 
40 
20 
0 
2009 2010 2011 2012 2013 
coleta seletiva 
coleta convencional 
2009 167 3,22 
2010 41,3 3,52 
2011 29,94 4,17 
2012 15,75 5,51 
2013 3,32 4,43 
A taxa de aumento anual da 
coleta seletiva caiu nos 
últimos 3 anos
MEIO AMBIENTE 
Coleta de resíduos sólidos 
Coleta convencional 
média de 470 toneladas/dia ou 14 mil toneladas/mês 
Coleta seletiva: 
média de 33 toneladas/dia ou 980 toneladas em média no mês 
Coleta de lixo pesado (materiais volumosos): 
em média 1mil toneladas por mês 
Coleta de resíduos de saúde: 
4,5 toneladas em média por mês
As mil toneladas produzidas por 
mês pela coleta seletiva da 
Comcap irrigam o mercado da 
Grande Florianópolis com R$ 400 
mil em matérias secundárias. 
Faturamento de cerca de R$ 
4.800.000,00/ano 
MEIO AMBIENTE 
No destino final, cada tonelada de 
materiais recicláveis economiza ao 
município o custo de R$ 126 
correspondente ao serviço de 
transporte e aterramento. 
Economia de cerca R$ 
126.000,00/mês ou R$ 
1.512.000,00/ano 
O material é doado a 
associações de triadores que 
o comercializam por um valor 
médio de R$ 400,00/ton 
Geram renda e oportunidade de 
trabalho para quase 300 pessoas.
INDICADORES DE SANEAMENTO PARA AS CAPITAIS BRASILEIRAS 
MEIO AMBIENTE 
Segundo o ranking do saneamento, Instituto Trata Brasil, Resultados com base 
no SNIS 2012, publicado em agosto de 2014 
FLORIANÓPOLIS 
100% abastecimento de água 
53% de coleta 
39% de tratamento 
5,66% de perdas 
R$ 106 de investimentos por habitante 
SUPERAR OS DESAFIOS SIGNIFICA 
AUMENTAR O INVESTIMENTO
MEIO AMBIENTE 
Cobertura de esgotos (2010) 
Soluções individuais, com ou sem tratamento, 
dispondo o esgoto final em rios, rede de 
drenagem, mar ou solo. 
 A principal alternativa utilizada são as fossas 
sépticas, que são usadas por cerca de 50 mil 
domicílios, ou uma população de 146.307 
habitantes
Número de famílias CAD-Único 2012 12.000 2014 19.584 163,2% 
Número de famílias beneficiárias 
do Programa Bolsa Família 
Abr/12 4.875 Jul/14 4.743 -2,70% 
SOCIAL 
Florianópolis, uma das capitais brasileiras com maior 
renda per capita média 
• Renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo. 
• Renda familiar mensal total de até três salários mínimos.
Segundo o IBGE (2010) 21 mil domicílios de 
Florianópolis são classificados como condição 
semi-adequada de moradia, correspondendo a 
uma população de 64 mil habitantes.
Déficit habitacional em 2009 era de cerca de 
6.837 residências com perspectiva de uma 
demanda futura para 2050 de 53.030 
Uma grande parte deste déficit está ligada à 
existência de 61 áreas de assentamentos 
considerados precários
QUAIS SERÃO OS PRINCIPAIS IMPACTOS DO NOVO PLANO DIRETOR 
SOBRE A SUPERAÇÃO DOS DESAFIOS DA CIDADE? 
A CIDADE POSSUI ESTRUTURAS SUFICIENTES PARA PROCEDER A 
GESTÃO DO NOVO PLANO DIRETOR? 
O QUE É PRECISO PARA QUE PLANO DE METAS TORNE-SE UM 
INSTRUMENTO EFETIVO NA CONSTRUÇÃO DO FUTURO DE 
FLORIANÓPOLIS? 
COMO ARTICULAR E REVALORIZAR OUTROS INSTRUMENTOS DE 
PLANEJAMENTO (PAA, PLANOS SETORIAIS...)? 
COMO A SOCIEDADE PODE SER PARCEIRA CONCRETA NESTA “OBRA”?
SEGURANÇA 
DESAFIOS 
1 - Reduzir o número de mortes, sobretudo de jovens em situação de 
vulnerabilidade social, provocadas por homicídios, especialmente os relacionados 
ao tráfico e consumo de drogas. 
2 - Reduzir a violência no trânsito para minimizar o número de mortes, 
principalmente por meio de suas principais causas, que são o consumo de álcool e 
a alta velocidade. 
3 - Reduzir a incidência de “crimes de rua” como roubos, furtos, comércio ilegal de 
drogas, pichação, vandalismo, agressões e outros. 
4 - Reduzir a violência sexual, física e moral contra mulheres, crianças e 
adolescentes. 
5 - Articular os diversos níveis do poder público (municipal, estadual e federal) e 
os diversos setores e atores da sociedade civil visando o intercâmbio de 
informações, a integração de ações e o monitoramento da realidade local para 
melhoria da segurança e da qualidade de vida e de em Florianópolis.
2010 2013 
SEGURANÇA 
Evolução número de ocorrências 2010 - 2013 
Nº de vítimas de homicídios dolosos em Florianópolis 92 51 
Nº de boletins de ocorrências de posse de drogas para uso 
pessoal em Florianópolis (art. 28, lei 11.343/06) 
568 487 
Nº de boletins de ocorrências de tráfico de drogas 
Florianópolis 
461 1028 
Fonte: SSP_SC/DINI/NUGES
SEGURANÇA 
Homicídios e acidentes de trânsito são as 
principais causas de mortalidade prematura em 
Florianópolis. 
Anos potenciais de vida perdidos 2010 - 2013 
APVP 2010 2013 Total 
TOTAL 25.333 20.678 46.011 
Fonte: SIM/SINASC
SEGURANÇA 
Anos potenciais de vida perdidos 2010 - 2013 
Causas 2010 
% 
2013 
% 
Total 
TOTAL 25.333 20.678 46.011 
DOENÇAS E OUTRAS CAUSAS 16.797 66,30 14.541 70,32 31.338 
CAUSAS EXTERNAS 8.536 33,70 6.137 29,68 14.673 
Acidentes de transporte 2.746 10,84 2.123 10,27 4.869 
Agressões 3.765 14,86 1.986 9,60 5.751 
Fonte: SIM/SINASC
SAÚDE 
DESAFIOS 
1 - Reduzir as taxas de morbidade e mortalidade prematura provocada por 
acidentes de transporte e homicídios. 
2 - Reduzir as taxas de morbimortalidade, em especial para um expressivo 
contingente de pessoas na terceira idade, provocadas por doenças crônico-degenerativas: 
câncer, doenças cardiovasculares e diabetes, principalmente. 
3 - Aprimorar os sistemas de atenção básica, média e alta complexidade para que 
todo cidadão tenha acesso contínuo e com qualidade aos serviços de saúde. 
•Intensificar as formas de participação dos cidadãos, controle social e 
coprodução de serviços públicos de saúde; 
•Criar mecanismos técnicos, legislativos e financeiros que possibilitem o 
aprimoramento da infraestrutura e dos serviços de saúde; 
•Promover a articulação entre iniciativas públicas e privadas na área de saúde; 
•Contribuir politicamente para o processo de descentralização da estrutura e 
dos serviços de saúde (intramunicípio e inter-regional).
SAÚDE 
As taxas de 
mortalidade infantil 
de Florianópolis são 
referencia nacional
Nome do Indicador 2009 2010 2011 2012 2013 
SAÚDE 
Prevalência Ativ. Física Sufic. no Tempo Livre (adulto) 32,8% 32,9% 32,1% 33,1% * 
Prevalência de Tabagismo em Adultos 18,2% 16,0% 13,3% 13,6% * 
Prevalência de Diabetes Mellitus 5,6% 6,5% 6,2% 7,3% * 
Prevalência de Hipertensão Arterial Sistêmica 20,5% 22,3% 20,6% 21,7% * 
Prevalência de Obesidade 13,0% 14,3% 15% 15,7% * 
Taxa de APVP por Causas Externas por mil habitantes 19,0 20,3 18,2 17,6 14,7 
Taxa de APVP por D. do Ap. Circulatório por mil habitantes 7,8 7,4 7,2 7,4 7,9 
Taxa de APVP por Neoplasias por mil habitantes 9,6 9,4 9,6 10,5 9,9 
Taxa de mortalidade Infantil por mil nascidos vivos 8,98 9,05 8,43 9,09 5,20 
Proporção de Partos Normais 45,6% 44,4% 43,5% 44,7% 46,5% 
Número de US notificando violência doméstica 5 5 4 15 18
SAÚDE 
Participação da receita própria aplicada em Saúde 
10.94% 
12.62% 
13.59% 
conforme a Lei 141/2012 
14.57% 
15.45% 
16.68% 
17.85% 
18.58% 
19.07% 
19.86% 
19.62% 
18.77% 
25.00% 
20.00% 
15.00% 
10.00% 
5.00% 
0.00% 
2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 
Fonte: Siops, abril 2014
SAÚDE 
R$ 809.24 
R$ 764.20 R$ 734.43 R$ 726.50 
R$ 510.35 
R$ 330.91 
R$ 900.00 
R$ 800.00 
R$ 700.00 
R$ 600.00 
R$ 500.00 
R$ 400.00 
R$ 300.00 
R$ 200.00 
R$ 100.00 
R$ - 
Investimento total em saúde (SUS), em R$/hab./ano, nos 6 
municípios mais populsos de SC, 2013 
Fonte: Siops, abril 2014
EDUCAÇÃO 
DESAFIOS 
1 - Oferecer atendimento educativo integral para atender à demanda de 0 
a 3 anos, com prioridade em áreas de vulnerabilidade social; 
2 - Melhorar a qualidade da educação, indicado pela elevação do IDEB, 
em todas as escolas do ensino fundamental da cidade, prioritariamente 
aquelas de baixo desempenho; 
3 - Atrair e apoiar os jovens de 15 a 19 anos de baixa renda a concluir o 
ensino médio, oferecendo opções de ensino integral e formação 
profissional qualificadas, orientado para oportunidades de trabalho nos 
setores econômicos que contribuem para a sustentabilidade de 
Florianópolis (indústria de tecnologia, turismo e outros)
EDUCAÇÃO 
APLICAÇÃO DOS RECURSOS NA EDUCAÇÃO 
ANO 2010 
Receita de impostos 578.528.156,76 
Investimento em educação 166.642.472,40 28,80 
Educação infantil 75.158.025,92 
Ensino fundamental 91.484.446,48 
ANO 2011 
Receita de impostos 629.939.781,38 
Investimento em educação 185.458.808,00 29,44 
Educação infantil 70.514.435,90 
Ensino fundamental 114.944.372,90 
ANO 2012 
Receita de impostos 655.267.813,51 
Investimento em educação 190.002.858,47 28,99 
Educação infantil 75.665.928,17 
Ensino fundamental 114.047.313,17
EDUCAÇÃO 
ATENDIMENTO NA 
EDUCAÇÃO INFANTIL – 2013 
84 unidades (Creches e NEI´S) 
11.296 crianças 
AMPLIAÇÃO DO ATENDIMENTO 
NA EDUCAÇÃO INFANTIL 
2004 – 7.766 crianças 
2005 - 7.752 crianças 
2006 – 8.091 crianças 
2007 – 8.375 crianças 
2008 – 9.207 crianças 
2009 – 10.239 crianças 
2010 – 10.439 crianças 
2011 - 10.720 crianças 
2012 – 11.038 crianças 
2013 – 11.296 crianças 
Nos últimos 10 anos - 3.530 crianças 
representando, 45% de aumento no 
número de crianças atendidas, 68% 
das crianças já contam com 
atendimento em período integral, 
enquanto em 2004 eram apenas 31%.
AMPLIAÇÃO DO ENSINO 
FUNDAMENTAL 
2004 – 15.062 Alunos 
2005 - 15.237 Alunos 
2006 – 15.936 Alunos 
2007 – 16.081 Alunos 
2008 - 15.487 Alunos 
2009 - 15.701 Alunos 
2010 – 15.880 Alunos 
2011 - 15.766 Alunos 
2012 - 15.731 Alunos 
2013 - 15.580 Alunos 
EDUCAÇÃO 
ATENDIMENTO ENSINO 
FUNDAMENTAL – 2013 
37 unidades 
15.880 alunos 
Nos últimos 10 anos - 3,4% de aumento 
no número de matrículas
INDICADORES DE RENDIMENTO ENSINO 
FUNDAMENTAL RME – APROVAÇÃO 
EDUCAÇÃO 
INDICADORES DE RENDIMENTO ENSINO 
FUNDAMENTAL RME – ABANDONO
EDUCAÇÃO 
INDICADORES DE RENDIMENTO ENSINO FUNDAMENTAL 
RME – REPROVAÇÃO
MOBILIDADE 
DESAFIOS 
1 - Reduzir a necessidade de deslocamentos urbanos por meio da centralização 
de serviços básicos, das atividades econômicas e de outras opções urbanas. 
2 - Diversificar a matriz de transporte, através da integração local e com a região 
metropolitana, priorizando o transporte ativo (bicicletas e caminhadas) e os 
modos coletivos (ao invés do individual motorizado), com qualidade e com 
preços acessíveis. 
3 - Contribuir para a qualificação do sistema de mobilidade urbana, estimulando 
a redução de impactos ambientais pelo uso de energias limpas, pela redução da 
emissão de CO2 e pela diminuição da poluição sonora. 
4 - Criar condições de acessibilidade para utilização com segurança e autonomia, 
total ou assistida, dos equipamentos urbanos (calçadas, vias, praças, escolas, 
hospitais, cinemas etc.), das edificações, dos serviços de transporte por pessoas 
com deficiência ou com mobilidade reduzida. 
5 - Desenvolver capacidade técnica e política para diagnósticos, estudos, 
proposições e mobilização de recursos para políticas de mobilidade em âmbito 
metropolitano
MOBILIDADE 
Emissão carteira de motoristas – Primeira habilitação 
2012 2013 2014 
Total no 
período 
Primeira 
Habilitação 
7551 7951 4981 20.379 
Fonte: Detran, SC 
Dez 
2010 
Jul 
2014 
Diferença Variação % 
2010-2014 
TOTAL 
VEÍCULOS 
270.463 318.099 
47.636 17,61 
Veículos licenciados em Florianópolis 
Fonte: Detran, SC
MOBILIDADE 
Variação e Composição da frota de veículos – Florianópolis 
TIPO Dez/2010 Jul/2014 Diferença 
Fonte: Detran, SC 
Variação % 
2010-2014 
Automovel 189008 214991 25983 13,75 
Caminhao 3446 3752 306 8,88 
Caminhonete 8708 12498 3790 43,52 
Camioneta 15691 20850 5159 32,88 
Microonibus 819 914 95 11,60 
Motocicleta 36034 42278 6244 17,33 
Motoneta 5921 8025 2104 35,53 
Onibus 1680 1944 264 15,71 
Utilitario 2674 4806 2132 79,73 
TOTAL 270.463 318.099 47.636 17,61
MOBILIDADE 
Diagnóstico de oficina sobre Mobilidade na Grande Florianópolis - PLAMUS 
Ocorrência de ocupação local desordenada, determinando disfuncionalidades, 
o que demanda cada vez mais recursos para corrigi-las e, em consequência, 
tornando caras as soluções. 
Falta de planejamento integrado, intersetorial e participativo 
Falta de gestão municipal integrada na cidade e com a região 
metropolitana 
A ação política governamental não caminha em paralelo ao 
interesse público

Evento FTQB_Apresentação Floripa Cidadã

  • 1.
    PROJETO OBSERVATÓRIO FLORIPACIDADÃ DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA GRUPO DE PESQUISA POLITÉIA PROJETO OBSERVATÓRIO FLORIPA CIDADÃ Parceria:
  • 2.
    CONTEXTO REGIONAL Apopulação da Grande Florianópolis deve dobrar de tamanho por volta do ano de 2030, chegando a aproximadamente 1,4 milhões de pessoas.
  • 3.
    CONTEXTO DA CIDADE Florianópolis é uma cidade que apresentou um crescimento demográfico acelerado nas últimas 03 décadas. A principal causa Intenso fluxo migratório de diversas regiões catarinenses, de outros estados e mesmo de outros países. Impacto sobre as diversas dimensões do desenvolvimento municipal
  • 4.
    CONTEXTO DA CIDADE Em 2010, segundo o Censo do IBGE, a população de Florianópolis era de 421.240 pessoas. 203.433 pessoas (48,29%) naturais do município 217.807 pessoas (51,70%) nasceram em outros locais do país ou exterior.
  • 5.
    CONTEXTO DA CIDADE Grupos etários – Participação absoluta na população (estimativa) 2010 2030 0-14 82.563 120.800 15-59 294.026 523.200 60 e + 44.651 156.000 Fonte: IPUF, 2008. A idade média da população irá aumentar O número de pessoas com mais de 60 anos aumentará quase 4 vezes.
  • 6.
    CONTEXTO DA CIDADE Residentes por idade (anos) 2013 - Estimativa 2010 2013 Diferença população 0 a 4 anos 22.838 24.380 1.542 5 a 9 anos 23.974 25.620 1.646 10 a 19 anos 61.166 65.823 4.657 20 a 24 anos 41.216 44.403 3.187 25 a 49 anos 175.135 189.133 13.998 50 a 59 anos 48.488 52.290 3.802 Mais 60 anos 48.423 51.768 3.345 Total 421.240 453.285 32.045 Fonte: IBGE Mais 32.045 pessoas na população Mais 3.188 crianças entre zero e 09 anos Mais 3.345 pessoas com mais de 60 anos
  • 7.
    DESAFIOS 1 -Elaborar uma visão de cidade sustentável, integrada com a região metropolitana; 2 - Priorizar ações públicas que atendam às demandas urgentes da cidade relativas a: - Melhoria do serviço público de saneamento básico; - Redução do déficit habitacional (atual e futuro; - Criação, demarcação e gestão de unidades de conservação, de áreas verdes de uso público e demais áreas de preservação permanente; - Revitalização e requalificação das orlas marítima e lacustre do Município.
  • 8.
    MEIO AMBIENTE Aumentoda coleta seletiva em Florianópolis nos últimos anos (variação em relação ao ano anterior) coleta seletiva Coleta Convencional 180 160 140 120 100 80 60 40 20 0 2009 2010 2011 2012 2013 coleta seletiva coleta convencional 2009 167 3,22 2010 41,3 3,52 2011 29,94 4,17 2012 15,75 5,51 2013 3,32 4,43 A taxa de aumento anual da coleta seletiva caiu nos últimos 3 anos
  • 9.
    MEIO AMBIENTE Coletade resíduos sólidos Coleta convencional média de 470 toneladas/dia ou 14 mil toneladas/mês Coleta seletiva: média de 33 toneladas/dia ou 980 toneladas em média no mês Coleta de lixo pesado (materiais volumosos): em média 1mil toneladas por mês Coleta de resíduos de saúde: 4,5 toneladas em média por mês
  • 10.
    As mil toneladasproduzidas por mês pela coleta seletiva da Comcap irrigam o mercado da Grande Florianópolis com R$ 400 mil em matérias secundárias. Faturamento de cerca de R$ 4.800.000,00/ano MEIO AMBIENTE No destino final, cada tonelada de materiais recicláveis economiza ao município o custo de R$ 126 correspondente ao serviço de transporte e aterramento. Economia de cerca R$ 126.000,00/mês ou R$ 1.512.000,00/ano O material é doado a associações de triadores que o comercializam por um valor médio de R$ 400,00/ton Geram renda e oportunidade de trabalho para quase 300 pessoas.
  • 11.
    INDICADORES DE SANEAMENTOPARA AS CAPITAIS BRASILEIRAS MEIO AMBIENTE Segundo o ranking do saneamento, Instituto Trata Brasil, Resultados com base no SNIS 2012, publicado em agosto de 2014 FLORIANÓPOLIS 100% abastecimento de água 53% de coleta 39% de tratamento 5,66% de perdas R$ 106 de investimentos por habitante SUPERAR OS DESAFIOS SIGNIFICA AUMENTAR O INVESTIMENTO
  • 12.
    MEIO AMBIENTE Coberturade esgotos (2010) Soluções individuais, com ou sem tratamento, dispondo o esgoto final em rios, rede de drenagem, mar ou solo.  A principal alternativa utilizada são as fossas sépticas, que são usadas por cerca de 50 mil domicílios, ou uma população de 146.307 habitantes
  • 13.
    Número de famíliasCAD-Único 2012 12.000 2014 19.584 163,2% Número de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família Abr/12 4.875 Jul/14 4.743 -2,70% SOCIAL Florianópolis, uma das capitais brasileiras com maior renda per capita média • Renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo. • Renda familiar mensal total de até três salários mínimos.
  • 14.
    Segundo o IBGE(2010) 21 mil domicílios de Florianópolis são classificados como condição semi-adequada de moradia, correspondendo a uma população de 64 mil habitantes.
  • 15.
    Déficit habitacional em2009 era de cerca de 6.837 residências com perspectiva de uma demanda futura para 2050 de 53.030 Uma grande parte deste déficit está ligada à existência de 61 áreas de assentamentos considerados precários
  • 16.
    QUAIS SERÃO OSPRINCIPAIS IMPACTOS DO NOVO PLANO DIRETOR SOBRE A SUPERAÇÃO DOS DESAFIOS DA CIDADE? A CIDADE POSSUI ESTRUTURAS SUFICIENTES PARA PROCEDER A GESTÃO DO NOVO PLANO DIRETOR? O QUE É PRECISO PARA QUE PLANO DE METAS TORNE-SE UM INSTRUMENTO EFETIVO NA CONSTRUÇÃO DO FUTURO DE FLORIANÓPOLIS? COMO ARTICULAR E REVALORIZAR OUTROS INSTRUMENTOS DE PLANEJAMENTO (PAA, PLANOS SETORIAIS...)? COMO A SOCIEDADE PODE SER PARCEIRA CONCRETA NESTA “OBRA”?
  • 17.
    SEGURANÇA DESAFIOS 1- Reduzir o número de mortes, sobretudo de jovens em situação de vulnerabilidade social, provocadas por homicídios, especialmente os relacionados ao tráfico e consumo de drogas. 2 - Reduzir a violência no trânsito para minimizar o número de mortes, principalmente por meio de suas principais causas, que são o consumo de álcool e a alta velocidade. 3 - Reduzir a incidência de “crimes de rua” como roubos, furtos, comércio ilegal de drogas, pichação, vandalismo, agressões e outros. 4 - Reduzir a violência sexual, física e moral contra mulheres, crianças e adolescentes. 5 - Articular os diversos níveis do poder público (municipal, estadual e federal) e os diversos setores e atores da sociedade civil visando o intercâmbio de informações, a integração de ações e o monitoramento da realidade local para melhoria da segurança e da qualidade de vida e de em Florianópolis.
  • 18.
    2010 2013 SEGURANÇA Evolução número de ocorrências 2010 - 2013 Nº de vítimas de homicídios dolosos em Florianópolis 92 51 Nº de boletins de ocorrências de posse de drogas para uso pessoal em Florianópolis (art. 28, lei 11.343/06) 568 487 Nº de boletins de ocorrências de tráfico de drogas Florianópolis 461 1028 Fonte: SSP_SC/DINI/NUGES
  • 19.
    SEGURANÇA Homicídios eacidentes de trânsito são as principais causas de mortalidade prematura em Florianópolis. Anos potenciais de vida perdidos 2010 - 2013 APVP 2010 2013 Total TOTAL 25.333 20.678 46.011 Fonte: SIM/SINASC
  • 20.
    SEGURANÇA Anos potenciaisde vida perdidos 2010 - 2013 Causas 2010 % 2013 % Total TOTAL 25.333 20.678 46.011 DOENÇAS E OUTRAS CAUSAS 16.797 66,30 14.541 70,32 31.338 CAUSAS EXTERNAS 8.536 33,70 6.137 29,68 14.673 Acidentes de transporte 2.746 10,84 2.123 10,27 4.869 Agressões 3.765 14,86 1.986 9,60 5.751 Fonte: SIM/SINASC
  • 21.
    SAÚDE DESAFIOS 1- Reduzir as taxas de morbidade e mortalidade prematura provocada por acidentes de transporte e homicídios. 2 - Reduzir as taxas de morbimortalidade, em especial para um expressivo contingente de pessoas na terceira idade, provocadas por doenças crônico-degenerativas: câncer, doenças cardiovasculares e diabetes, principalmente. 3 - Aprimorar os sistemas de atenção básica, média e alta complexidade para que todo cidadão tenha acesso contínuo e com qualidade aos serviços de saúde. •Intensificar as formas de participação dos cidadãos, controle social e coprodução de serviços públicos de saúde; •Criar mecanismos técnicos, legislativos e financeiros que possibilitem o aprimoramento da infraestrutura e dos serviços de saúde; •Promover a articulação entre iniciativas públicas e privadas na área de saúde; •Contribuir politicamente para o processo de descentralização da estrutura e dos serviços de saúde (intramunicípio e inter-regional).
  • 22.
    SAÚDE As taxasde mortalidade infantil de Florianópolis são referencia nacional
  • 23.
    Nome do Indicador2009 2010 2011 2012 2013 SAÚDE Prevalência Ativ. Física Sufic. no Tempo Livre (adulto) 32,8% 32,9% 32,1% 33,1% * Prevalência de Tabagismo em Adultos 18,2% 16,0% 13,3% 13,6% * Prevalência de Diabetes Mellitus 5,6% 6,5% 6,2% 7,3% * Prevalência de Hipertensão Arterial Sistêmica 20,5% 22,3% 20,6% 21,7% * Prevalência de Obesidade 13,0% 14,3% 15% 15,7% * Taxa de APVP por Causas Externas por mil habitantes 19,0 20,3 18,2 17,6 14,7 Taxa de APVP por D. do Ap. Circulatório por mil habitantes 7,8 7,4 7,2 7,4 7,9 Taxa de APVP por Neoplasias por mil habitantes 9,6 9,4 9,6 10,5 9,9 Taxa de mortalidade Infantil por mil nascidos vivos 8,98 9,05 8,43 9,09 5,20 Proporção de Partos Normais 45,6% 44,4% 43,5% 44,7% 46,5% Número de US notificando violência doméstica 5 5 4 15 18
  • 24.
    SAÚDE Participação dareceita própria aplicada em Saúde 10.94% 12.62% 13.59% conforme a Lei 141/2012 14.57% 15.45% 16.68% 17.85% 18.58% 19.07% 19.86% 19.62% 18.77% 25.00% 20.00% 15.00% 10.00% 5.00% 0.00% 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Fonte: Siops, abril 2014
  • 25.
    SAÚDE R$ 809.24 R$ 764.20 R$ 734.43 R$ 726.50 R$ 510.35 R$ 330.91 R$ 900.00 R$ 800.00 R$ 700.00 R$ 600.00 R$ 500.00 R$ 400.00 R$ 300.00 R$ 200.00 R$ 100.00 R$ - Investimento total em saúde (SUS), em R$/hab./ano, nos 6 municípios mais populsos de SC, 2013 Fonte: Siops, abril 2014
  • 26.
    EDUCAÇÃO DESAFIOS 1- Oferecer atendimento educativo integral para atender à demanda de 0 a 3 anos, com prioridade em áreas de vulnerabilidade social; 2 - Melhorar a qualidade da educação, indicado pela elevação do IDEB, em todas as escolas do ensino fundamental da cidade, prioritariamente aquelas de baixo desempenho; 3 - Atrair e apoiar os jovens de 15 a 19 anos de baixa renda a concluir o ensino médio, oferecendo opções de ensino integral e formação profissional qualificadas, orientado para oportunidades de trabalho nos setores econômicos que contribuem para a sustentabilidade de Florianópolis (indústria de tecnologia, turismo e outros)
  • 27.
    EDUCAÇÃO APLICAÇÃO DOSRECURSOS NA EDUCAÇÃO ANO 2010 Receita de impostos 578.528.156,76 Investimento em educação 166.642.472,40 28,80 Educação infantil 75.158.025,92 Ensino fundamental 91.484.446,48 ANO 2011 Receita de impostos 629.939.781,38 Investimento em educação 185.458.808,00 29,44 Educação infantil 70.514.435,90 Ensino fundamental 114.944.372,90 ANO 2012 Receita de impostos 655.267.813,51 Investimento em educação 190.002.858,47 28,99 Educação infantil 75.665.928,17 Ensino fundamental 114.047.313,17
  • 28.
    EDUCAÇÃO ATENDIMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL – 2013 84 unidades (Creches e NEI´S) 11.296 crianças AMPLIAÇÃO DO ATENDIMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL 2004 – 7.766 crianças 2005 - 7.752 crianças 2006 – 8.091 crianças 2007 – 8.375 crianças 2008 – 9.207 crianças 2009 – 10.239 crianças 2010 – 10.439 crianças 2011 - 10.720 crianças 2012 – 11.038 crianças 2013 – 11.296 crianças Nos últimos 10 anos - 3.530 crianças representando, 45% de aumento no número de crianças atendidas, 68% das crianças já contam com atendimento em período integral, enquanto em 2004 eram apenas 31%.
  • 29.
    AMPLIAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL 2004 – 15.062 Alunos 2005 - 15.237 Alunos 2006 – 15.936 Alunos 2007 – 16.081 Alunos 2008 - 15.487 Alunos 2009 - 15.701 Alunos 2010 – 15.880 Alunos 2011 - 15.766 Alunos 2012 - 15.731 Alunos 2013 - 15.580 Alunos EDUCAÇÃO ATENDIMENTO ENSINO FUNDAMENTAL – 2013 37 unidades 15.880 alunos Nos últimos 10 anos - 3,4% de aumento no número de matrículas
  • 30.
    INDICADORES DE RENDIMENTOENSINO FUNDAMENTAL RME – APROVAÇÃO EDUCAÇÃO INDICADORES DE RENDIMENTO ENSINO FUNDAMENTAL RME – ABANDONO
  • 31.
    EDUCAÇÃO INDICADORES DERENDIMENTO ENSINO FUNDAMENTAL RME – REPROVAÇÃO
  • 32.
    MOBILIDADE DESAFIOS 1- Reduzir a necessidade de deslocamentos urbanos por meio da centralização de serviços básicos, das atividades econômicas e de outras opções urbanas. 2 - Diversificar a matriz de transporte, através da integração local e com a região metropolitana, priorizando o transporte ativo (bicicletas e caminhadas) e os modos coletivos (ao invés do individual motorizado), com qualidade e com preços acessíveis. 3 - Contribuir para a qualificação do sistema de mobilidade urbana, estimulando a redução de impactos ambientais pelo uso de energias limpas, pela redução da emissão de CO2 e pela diminuição da poluição sonora. 4 - Criar condições de acessibilidade para utilização com segurança e autonomia, total ou assistida, dos equipamentos urbanos (calçadas, vias, praças, escolas, hospitais, cinemas etc.), das edificações, dos serviços de transporte por pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. 5 - Desenvolver capacidade técnica e política para diagnósticos, estudos, proposições e mobilização de recursos para políticas de mobilidade em âmbito metropolitano
  • 33.
    MOBILIDADE Emissão carteirade motoristas – Primeira habilitação 2012 2013 2014 Total no período Primeira Habilitação 7551 7951 4981 20.379 Fonte: Detran, SC Dez 2010 Jul 2014 Diferença Variação % 2010-2014 TOTAL VEÍCULOS 270.463 318.099 47.636 17,61 Veículos licenciados em Florianópolis Fonte: Detran, SC
  • 34.
    MOBILIDADE Variação eComposição da frota de veículos – Florianópolis TIPO Dez/2010 Jul/2014 Diferença Fonte: Detran, SC Variação % 2010-2014 Automovel 189008 214991 25983 13,75 Caminhao 3446 3752 306 8,88 Caminhonete 8708 12498 3790 43,52 Camioneta 15691 20850 5159 32,88 Microonibus 819 914 95 11,60 Motocicleta 36034 42278 6244 17,33 Motoneta 5921 8025 2104 35,53 Onibus 1680 1944 264 15,71 Utilitario 2674 4806 2132 79,73 TOTAL 270.463 318.099 47.636 17,61
  • 35.
    MOBILIDADE Diagnóstico deoficina sobre Mobilidade na Grande Florianópolis - PLAMUS Ocorrência de ocupação local desordenada, determinando disfuncionalidades, o que demanda cada vez mais recursos para corrigi-las e, em consequência, tornando caras as soluções. Falta de planejamento integrado, intersetorial e participativo Falta de gestão municipal integrada na cidade e com a região metropolitana A ação política governamental não caminha em paralelo ao interesse público