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CARCINICULTURA
SISTEMAS DE CRIAÇÃO
DE CAMARÕES
INTRODUÇÃO
• “FASE DE ENGORDA”: Denominação errada.
• Sabendo corretamente como denomina-se esta fase de criação de
camarõ...
Tipos de sistema de criação
• Extensivo
• Semi-extensivo
• Semi-Intensivo
• Contínuo
• Intermitente
• Intensivo
VARIAÇÕES NOS SISTEMAS DE
PRODUÇÃO
• Monocultivo;
• Policultivo;
• Cultivo consorciado;
• Cultivo em tranques-rede;
EXTENSIVO
• Criação de camarões de forma tradicional. Se aproxima o
máximo de seu ambiente natural.
• Utilizado como subsi...
EXTENSIVO
• Praticado em corpos de água (represas);
• Precários e sem o emprego de tecnologias adequadas;
• Baixa densidad...
SEMI-EXTENSIVO
• Criação de um programa de produção;
• Intervalo entre povoamento e despesca são curtos;
• Demanda um pouc...
EXTENSIVO
INTENSIVO
• Produção mais tecnificada
e com maior tecnologia
dentro dos sistemas de
criação de camarões.
• É o mais artifi...
INTENSIVO
• Viveiros pequenos (até 0,2
ha)
• Fundo natural ou de
alvenaria.
• Alta taxa de renovação da
água;
• Melhor eli...
INTENSIVO
• Alimentação total com
ração balanceada;
• Suprir as necessidades
nutricionais dos
camarões.
• Ausência de pred...
SEMI-INTENSIVO
• Avanço nas operações,
investimentos e
dedicação do produtor -
> área um pouco mais
tecnificada.
• É um si...
SEMI-INTENSIVO
• Construídos viveiros de 0,1 a 0,5 ha, escavados no solo;
• Entrada de água e escoamento individuais;
• Re...
SEMI-INTENSIVO
SISTEMA SEMI-INTENSIVO
CONTÍNUO
• Lotes de pós-larvas são introduzidos periodicamente
dentro dos viveiros.
• Mensalmente ...
SISTEMA SEMI-INTENSIVO
CONTÍNUO
• Viveiros cheios por longo tempo.
• Avanço do processo de sucessão
• Maior desenvolviment...
SISTEMA SEMI-INTENSIVO
CONTÍNUO
• Aumento das interações intraespecíficas.
• Ocorrência de canibalismo e inibição do cresc...
SISTEMA SEMI-INTENSIVO
CONTÍNUO
Uso de rede de arrasto
Sistema semi-intensivo contínuo com
tanques rede.
SISTEMA SEMI-INTENSIVO
INTERMITENTE
• Camarões estocados apenas no início da criação.
• Maioria atinge o tamanho comercial...
SISTEMA SEMI-INTENSIVO
INTERMITENTE
SISTEMA SEMI-INTENSIVO
INTERMITENTE
• Sucessão ecológica em curto período.
• Esvaziamento do viveiro, fator ecológico cata...
SISTEMA SEMI INTENSIVO –
POVOAMENTO
PÓS-LARVAS RECÉM-
METAMORFOSEADAS
• Fase inicial de intensa competição e pressão de
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Povoamento com pós-
larvas recém
metamorfoseadas.
Intensa competição
e predação.
Alimentação
fornecida
Desenvolvimento da
...
SISTEMA SEMI-INTENSIVO
INTERMITENTE - POVOAMENTO COM
JUVENIS
• Introduzidos na comunidade como predadores de uma
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SISTEMA SEMI-INTENSIVO
INTERMITENTE
• Esvaziamento dos viveiros.
• Reduz a diversificação e o desenvolvimento de predadore...
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INTENSIVO
INTERMITENTE
NÍVEIS
TECNOLÓGICO
S
BAIXA TECNOLOGIA
Povoamento dos viveiros com pós-larvas recém-
metamorfo...
SEMI-
INTENSIVO
INTERMITENTE
NÍVEIS
TECNOLÓGICO
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MÉDIA TECNOLOGIA
PLs pré-estocadas em tanques ou viveiros berçários.
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SEMI-
INTENSIVO
INTERMITENTE
NÍVEIS
TECNOLÓGICO
S
ALTA TECNOLOGIA*
Pré-cultivo bifásico (Duas fases de berçário antes de
s...
VANTAGENS E
DESVANTAGENS
SISTEMA EXTENSIVO
VANTAGENS
Baixo custo de instalação e
operação;
Possibilidade de utilização de
policultivo.
Uso de locai...
SISTEMA SEMI-INTENSIVO
VANTAGENS
Maior produtividade em se comparar
com o extensivo;
Controle da qualidade da água;
Contro...
SISTEMA SEMI-INTENSIVO
CONTÍNUO
VANTAGENS
Permite produção o ano todo;
Lotes uniformes, uma vez que é
passada a rede no di...
SISTEMA SEMI-INTENSIVO
INTERMITENTE
VANTAGENS
Despesca selecionada com animais
do tamanho desejado;
Desagregação da estrut...
SISTEMA INTENSIVO
VANTAGENS
Produtividade imbatível;
Manejo facilidade desde a cria ate a
engorda;
Despesca facilitada;
Co...
MANEJO NUTRICIONAL
• Possuem requerimentos nutricionais diferentes.
• Ao longo do seu ciclo de vida.
• Com a temperatura d...
MANEJO NUTRICIONAL -
REQUERIMENTOS
Nutrientes/Fases Crescimento Final
(<30g)
Proteína Bruta (%) 30 – 35
Fibra Bruta (%) 6 ...
MANEJO NUTRICIOAL -
INGREDIENTES
• No Brasil, os mais comuns utilizados são:
• Alimentos de origem animal (farinha de peix...
Quantidade de ração fornecida
• As rações são formuladas para atender todos os
nutrientes essenciais em níveis considerado...
Mostrando os tipos de rações a serem ofertadasde
acordo com as fases de crescimento
Tipos de
rações
Fase do
camarão
Proteí...
RAÇÕES COMERCIAIS
Despesca
• O período de cultivo é dado quando os camarões atingem
o tamanho comercial, que corresponde entre 10 a 14
grama...
• Deve-se evitar a exposição dos camarões ao sol após a
despesca. Esse fato deve-se ao aumento da deterioração
dos mesmos ...
• Logo após a retirada da rede, os camarões são
imediatamente imersos em água gelada a uma
temperatura de 3º a 5ºC, conten...
• Deve-se evitar a exposição dos camarões ao sol após a
despesca. Esse fato deve-se ao aumento da deterioração
dos mesmos ...
BENEFICIAMENTO DE
CAMARÕES
BENEFICIAMENTO DE
CAMARÕES COM CABEÇA
• Recepção e manutenção
• Procedimentos operacionais
• Transporte e recepção dos cam...
Recepção e manutenção
• O beneficiamento dos camarões produzidos em viveiros
tem início no ato da despesca.
• Ao sair do v...
PROCEDIMENTOS
OPERACIONAIS
Transporte e recepção dos camarões
despescados
• Os camarões devem ser transportados para o
beneficiamento no menor espaço...
Seleção
• Os camarões são retirados do separador por uma esteira
alimentadora e seguem para o salão de beneficiamento.
Limpeza e higienização dos camarões na
esteira alimentadora
• Na esteira alimentadora são retirados pequenos peixes,
molus...
• Após a limpeza, os camarões passam para a esteira
elevatória.
• A máquina classificadora é regulada de acordo com os
tamanhos dos camarões que serão processados.
• Os camarões começam a cair nas aberturas
correspondentes às classificações 80/100, 100/120 e
120/150.
Procedimentos de envase
• Pegue a embalagem - A caixa de papelão é certificada e
possui capacidade de acondicionar 2kg, ou...
BENEFICIAMENTO CAMARÕES SEM
CABEÇA
• Para beneficiar os camarões que irão ficar sem cabeça,
utiliza-se o mesmo fluxograma ...
Seleção
• Os camarões são despejados numa bancada para
realizar a seleção e separar a cabeça da cauda
Separação e classificação da cabeça
• As bancadas de classificação apresentam um desnível
onde as caudas dos camarões são ...
Conservação
• Os camarões sem cabeça devem ficar conservados no
gelo a uma temperatura aproximada de 5ºC, para
aguardar a ...
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  1. 1. CARCINICULTURA SISTEMAS DE CRIAÇÃO DE CAMARÕES
  2. 2. INTRODUÇÃO • “FASE DE ENGORDA”: Denominação errada. • Sabendo corretamente como denomina-se esta fase de criação de camarões, apresentaremos as diversas formas de criação, com as determinadas vantagens e desvantagens de cada sistema e suas peculiaridades.
  3. 3. Tipos de sistema de criação • Extensivo • Semi-extensivo • Semi-Intensivo • Contínuo • Intermitente • Intensivo
  4. 4. VARIAÇÕES NOS SISTEMAS DE PRODUÇÃO • Monocultivo; • Policultivo; • Cultivo consorciado; • Cultivo em tranques-rede;
  5. 5. EXTENSIVO • Criação de camarões de forma tradicional. Se aproxima o máximo de seu ambiente natural. • Utilizado como subsistência. • Custos de implantação são baixos.
  6. 6. EXTENSIVO • Praticado em corpos de água (represas); • Precários e sem o emprego de tecnologias adequadas; • Baixa densidade de povoamento; • Não ocorre um controle zootécnico; • Praticado em alguns países da Ásia (Vietnã); • Trabalho de realizar os povoamentos (quando necessário) e as capturas.
  7. 7. SEMI-EXTENSIVO • Criação de um programa de produção; • Intervalo entre povoamento e despesca são curtos; • Demanda um pouco mais de mão-de-obra que o extensivo.
  8. 8. EXTENSIVO
  9. 9. INTENSIVO • Produção mais tecnificada e com maior tecnologia dentro dos sistemas de criação de camarões. • É o mais artificial possível e o mais controlado em termos de ambiência.
  10. 10. INTENSIVO • Viveiros pequenos (até 0,2 ha) • Fundo natural ou de alvenaria. • Alta taxa de renovação da água; • Melhor eliminação de resíduos e aeração contínua. • Povoamento com juvenis; • Densidade superior a 20/m².
  11. 11. INTENSIVO • Alimentação total com ração balanceada; • Suprir as necessidades nutricionais dos camarões. • Ausência de predadores e competidores; • Alto controle zootécnico da produção; • Produtividade pode superar 5000 kg/ha/ano.
  12. 12. SEMI-INTENSIVO • Avanço nas operações, investimentos e dedicação do produtor - > área um pouco mais tecnificada. • É um sistema de criação que se aproxima do artificial. • A criação semi-intensiva
  13. 13. SEMI-INTENSIVO • Construídos viveiros de 0,1 a 0,5 ha, escavados no solo; • Entrada de água e escoamento individuais; • Realiza-se a Fertilização; • Controle zootécnico presente; • Povoamento com pós-larvas ou juvenis de até três meses; • Densidades entre 4 a 20/m²; • Fornecimento de uma ração balanceada; • Produtividade entre 500 a 4500 kg/ha/ano;
  14. 14. SEMI-INTENSIVO
  15. 15. SISTEMA SEMI-INTENSIVO CONTÍNUO • Lotes de pós-larvas são introduzidos periodicamente dentro dos viveiros. • Mensalmente  uso de rede de arrasto para retirar os camarões com tamanho ideal para a venda; • Fornece camarões o ano todo e de tamanho uniforme, conforme a malha da rede utilizada;
  16. 16. SISTEMA SEMI-INTENSIVO CONTÍNUO • Viveiros cheios por longo tempo. • Avanço do processo de sucessão • Maior desenvolvimento e diversificação das comunidades bióticas; • Ambiente quase que semelhante a natureza; • A interação entre os componentes da comunidade é mais intensa. • Arrastos são fatores de estresse periódico e constante e realizados para as despescas seletivas;
  17. 17. SISTEMA SEMI-INTENSIVO CONTÍNUO • Aumento das interações intraespecíficas. • Ocorrência de canibalismo e inibição do crescimento devido à estrutura social. • Presença de camarões adultos no viveiro. • Reduz a quantidade de predadores interespecíficos para pós- larvas e juvenis;
  18. 18. SISTEMA SEMI-INTENSIVO CONTÍNUO Uso de rede de arrasto Sistema semi-intensivo contínuo com tanques rede.
  19. 19. SISTEMA SEMI-INTENSIVO INTERMITENTE • Camarões estocados apenas no início da criação. • Maioria atinge o tamanho comercial, viveiros são esvaziados e ocorre a coleta e comercialização, e após reinicia-se a operação. • Despescas seletivas intermediárias. • Retirar camarões de tamanho comercial precoce (machos dominantes e as fêmeas maduras). • Cultivo muito utilizado em locais de condições climáticas que não são adequadas o ano todo. Períodos de seca e/ou baixas temperaturas. • Cultivo apenas na época adequada. • Após a despesca, viveiros permanecem vazios à chegada da próxima estação climática favorável.
  20. 20. SISTEMA SEMI-INTENSIVO INTERMITENTE
  21. 21. SISTEMA SEMI-INTENSIVO INTERMITENTE • Sucessão ecológica em curto período. • Esvaziamento do viveiro, fator ecológico catastrófico, truncando o desenvolvimento do ecossistema. • Quando enchido novamente a outro povoamento reinicia- se o processo sucessional. • Comunidades presentes são sempre estágios serais bem iniciais. • Poucas interações entre os indivíduos. • Alta produção líquida da comunidade e poucos consumidores de ordem elevada.
  22. 22. SISTEMA SEMI INTENSIVO – POVOAMENTO PÓS-LARVAS RECÉM- METAMORFOSEADAS • Fase inicial de intensa competição e pressão de predação. • A alimentação alóctone será mais utilizada pelos outros organismos detritivos • Camarões, podem suprir suas necessidades a partir do alimento natural. • A alimentação fornecida • Incrementar as populações de organismos da fauna bentônica com benefício ao cultivo. • 2/3 meses de povoamento. • Camarões se transformam nos grandes consumidores do ambiente.
  23. 23. Povoamento com pós- larvas recém metamorfoseadas. Intensa competição e predação. Alimentação fornecida Desenvolvimento da fauna bentônica Todos os bentos tornam-se presas e alimentos dos camarões Após 2/3 meses
  24. 24. SISTEMA SEMI-INTENSIVO INTERMITENTE - POVOAMENTO COM JUVENIS • Introduzidos na comunidade como predadores de uma ordem mais elevada. • A competição e pressão de predação são reduzidas. • Alimentação alóctone pode ser aproveitada diretamente pelos camarões.
  25. 25. SISTEMA SEMI-INTENSIVO INTERMITENTE • Esvaziamento dos viveiros. • Reduz a diversificação e o desenvolvimento de predadores e competidores. • Diminui interações intraespecíficas negativas devido à remoção completa dos adultos na despesca total. • Povoamento após o enchimento do viveiro. • “Efeito de chegada”, organismos que se instalam primeiro têm mais chances de sucesso competitivo num primeiro momento.
  26. 26. SEMI- INTENSIVO INTERMITENTE NÍVEIS TECNOLÓGICO S BAIXA TECNOLOGIA Povoamento dos viveiros com pós-larvas recém- metamorfoseadas (povoamento direto). Baixas densidades, de 4 a 10/m². Manejo alimentar é imperfeito e são fornecidas rações de baixo custo. Controle da qualidade da água é pequeno e rudimentar. Um ciclo anual de produção é realizado. Produtividade: 500 a 1500 kg/ha/ano
  27. 27. SEMI- INTENSIVO INTERMITENTE NÍVEIS TECNOLÓGICO S MÉDIA TECNOLOGIA PLs pré-estocadas em tanques ou viveiros berçários. Povoamento realizado com juvenis. Baixas densidades, de 4 a 10/m². Manejo alimentar adequado: rações balanceadas de acordo com as exigências nutricionais. Controle de qualidade da água mais eficiente. Até 2 ciclos anuais de produção. Produtividade: 1500 a 2500 kg/ha/ano.
  28. 28. SEMI- INTENSIVO INTERMITENTE NÍVEIS TECNOLÓGICO S ALTA TECNOLOGIA* Pré-cultivo bifásico (Duas fases de berçário antes de serem estocados nos viveiros de crescimento) Povoamento realizado com juvenis. Média/Alta densidade: 12 a 20/m² Manejo alimentar adequado: rações de boa qualidade e balanceadas quanto à exigência nutricional. Sistemas de aeração artificial. Rigoroso controle da qualidade da água. (Monitoramento contínuo) 3 ciclos de produção. Produtividade de 3000 a 4500kg/ha/ano.*Os cultivos altamente tecnificado só podem ser realizados em regiões sem limitações climáticas, onde a temperatura e a disponibilidade de água permitam a criação o ano todo.
  29. 29. VANTAGENS E DESVANTAGENS
  30. 30. SISTEMA EXTENSIVO VANTAGENS Baixo custo de instalação e operação; Possibilidade de utilização de policultivo. Uso de locais que não seriam aproveitados; DESVANTAGENS Baixa densidade de povoamento; Exposição à predadores; Sem controle de qualidade da agua e populacional; Dificuldade na despesca; Produtividade inferior a 500 kg/ha/ano.
  31. 31. SISTEMA SEMI-INTENSIVO VANTAGENS Maior produtividade em se comparar com o extensivo; Controle da qualidade da água; Controle populacional; Maior facilidade na despesca; Utilização de grande parte de alimentação natural (muito importante). DESVANTAGENS Necessidade de utilização de uma ração de alta qualidade devido a pouca quantidade que é fornecida; Maior custo com relação ao extensivo; Demanda cuidados que não eram necessários no sistema extensivo.
  32. 32. SISTEMA SEMI-INTENSIVO CONTÍNUO VANTAGENS Permite produção o ano todo; Lotes uniformes, uma vez que é passada a rede no diâmetro que se quer; Diversificação da comunidade biótica. DESVANTAGENS Proporciona maior competição; Possibilita aparecimento de espécies mais adaptadas do que os camarões; Arrastos constantes para despesca proporciona um maior estresse aos animais; A despesca mal feita pode ocasionar novas interações intraespecíficas dos camarões que ficam mais velhos. A mais importante é o canibalismo e inibição de crescimento devido a estrutura
  33. 33. SISTEMA SEMI-INTENSIVO INTERMITENTE VANTAGENS Despesca selecionada com animais do tamanho desejado; Desagregação da estrutura social, não impedindo crescimento; Menor competição interespecífica. DESVANTAGENS Produção em apenas épocas favoráveis; Maior trabalho de manejo na despesca; Por ocorrer sucessão ecológica apenas no momento da despesca final, ocorre maior competição com canibalismo na inserção das larvas.
  34. 34. SISTEMA INTENSIVO VANTAGENS Produtividade imbatível; Manejo facilidade desde a cria ate a engorda; Despesca facilitada; Controle, se não total, praticamente de toda a produção; Camarões de melhor tamanho e qualidade; Menor tempo do ciclo produtivo. DESVANTAGENS Alto custo de alimentação; Alto custo de estruturas; Exige atenção e controle total; Mínima margem de erro, visto que os prejuízos seriam enormes devido ao alto investimento.
  35. 35. MANEJO NUTRICIONAL • Possuem requerimentos nutricionais diferentes. • Ao longo do seu ciclo de vida. • Com a temperatura da água. • Maturidade sexual. • Estratégia de crescimento ou posição que ocupa na hierarquia social. • Taxa de estocagem e outras condições ambientais. (Zimmermann, 1988).
  36. 36. MANEJO NUTRICIONAL - REQUERIMENTOS Nutrientes/Fases Crescimento Final (<30g) Proteína Bruta (%) 30 – 35 Fibra Bruta (%) 6 – 15 Gordura Bruta (%) 3 – 7 Cálcio (%) 2 – 4 Fósforo disponível 1 – 2 Energia (Mcal ED tilápia/Kg) 2,6 – 2,9 ENN (% max) 35Zimmermann (1991), modificado.
  37. 37. MANEJO NUTRICIOAL - INGREDIENTES • No Brasil, os mais comuns utilizados são: • Alimentos de origem animal (farinha de peixe, farinha de camarão); • Sementes oleaginosas (farelo de soja, amendoim, algodão e girassol); • Grãos de cereais e seus subprodutos (farelo de trigo e farinha de trigo, farelo de arroz, farelo de milho, cevada, sorgo, aveia e centeio); • Raízes (farinha de mandioca, polvilho de mandioca, raspa de mandioca, batata, batata-doce, beterraba); • Forrageiras (farinhas de diversas gramíneas e leguminosas, secas e moídas); • Proteínas unicelulares (leveduras desidratadas provenientes de fermentação, algas filamentosas, fungos e bactérias); • Aditivos (antioxidantes, emulsificantes, promotores de crescimento, atrativos e estimulantes, corantes, sal, areia, calcário, fosfatos, farinha de conchas/ostras, pré-misturas vitamínio-minerais).
  38. 38. Quantidade de ração fornecida • As rações são formuladas para atender todos os nutrientes essenciais em níveis considerados ideais, de acordo com as diferentes fases de desenvolvimento, condições de cultivo e intensificação.
  39. 39. Mostrando os tipos de rações a serem ofertadasde acordo com as fases de crescimento Tipos de rações Fase do camarão Proteína bruta (%) Larval <PL30 40 a 50 Pré-inicial 0,5 a 2,0 g 40 a 45 Inicial 2,0 a 5,0 g 40 a 45 Cresciment o 5,0 a 10 g 30 a 35 Terminação >10g 25 a 30 Maturação >15g >40
  40. 40. RAÇÕES COMERCIAIS
  41. 41. Despesca • O período de cultivo é dado quando os camarões atingem o tamanho comercial, que corresponde entre 10 a 14 gramas, que em geral varia de 90 a 120 dias. • Após esse período, a despesca deve ser realizada. • No Brasil, faz-se a despesca usando redes com cerca de 8 m de comprimento do tipo “bag-nets” (com 7 mm2)
  42. 42. • Deve-se evitar a exposição dos camarões ao sol após a despesca. Esse fato deve-se ao aumento da deterioração dos mesmos quando expostos por um longo período. • Por isso, é aconselhado que a despesca de um viveiro seja realizada à noite.
  43. 43. • Logo após a retirada da rede, os camarões são imediatamente imersos em água gelada a uma temperatura de 3º a 5ºC, contendo metabissulfito de sódio a uma concentração de 7 a 9% em volume, para provocar uma morte rápida
  44. 44. • Deve-se evitar a exposição dos camarões ao sol após a despesca. Esse fato deve-se ao aumento da deterioração dos mesmos quando expostos por um longo período. • Por isso, é aconselhado que a despesca de um viveiro seja realizada à noite.
  45. 45. BENEFICIAMENTO DE CAMARÕES
  46. 46. BENEFICIAMENTO DE CAMARÕES COM CABEÇA • Recepção e manutenção • Procedimentos operacionais • Transporte e recepção dos camarões despescados • Seleção • Limpeza e higienização dos camarões na esteira alimentadora • Inspeção e classificação manual do camarão • Procedimentos de envase
  47. 47. Recepção e manutenção • O beneficiamento dos camarões produzidos em viveiros tem início no ato da despesca. • Ao sair do viveiro, os camarões devem ser transferidos da rede-funil (de captura) para as caixas de resfriamento, isto é, tanques de PVC com água e gelo. • A água gelada mantém a qualidade do pescado. Á água com gelo adiciona-se um antioxidante o metabissulfito de sódio (7 a 8%) que tem a função de reduzir o aparecimento de melanose (pontos pretos na carapaça).
  48. 48. PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS
  49. 49. Transporte e recepção dos camarões despescados • Os camarões devem ser transportados para o beneficiamento no menor espaço de tempo possível • Ao chegar à unidade de beneficiamento, o descarregamento da produção deve ser realizado com rapidez para que não ocorra o rompimento da cadeia fria. • Os camarões, que estão na caixa de transporte com metabissulfito, são dela retirados com o uso de um monobloco (caixa de plástico vazada) e são levados para a câmara de espera ou colocados diretamente no separador de gelo.
  50. 50. Seleção • Os camarões são retirados do separador por uma esteira alimentadora e seguem para o salão de beneficiamento.
  51. 51. Limpeza e higienização dos camarões na esteira alimentadora • Na esteira alimentadora são retirados pequenos peixes, moluscos ou pequenas pedras que venham misturados aos camarões despescados. • Também são descartados camarões eventualmente machucados devido ao manuseio do processo de despesca.
  52. 52. • Após a limpeza, os camarões passam para a esteira elevatória.
  53. 53. • A máquina classificadora é regulada de acordo com os tamanhos dos camarões que serão processados.
  54. 54. • Os camarões começam a cair nas aberturas correspondentes às classificações 80/100, 100/120 e 120/150.
  55. 55. Procedimentos de envase • Pegue a embalagem - A caixa de papelão é certificada e possui capacidade de acondicionar 2kg, ou seja, 4 a 5 libras de camarões; • Encha a embalagem de camarões; • Feche a embalagem; • Entregue a caixa para pesagem. • As caixas devem possuir indicações de peso e classificação gravados na sua capa, substâncias preservativas, S.I.F., data e origem, atendendo assim a legislação de especificação de rotulagem
  56. 56. BENEFICIAMENTO CAMARÕES SEM CABEÇA • Para beneficiar os camarões que irão ficar sem cabeça, utiliza-se o mesmo fluxograma do beneficiamento dos com cabeça, até a etapa em que se faz a regulagem da máquina para classificação. • Os camarões são postos no separador de gelo, encaminhados para a esteira alimentadora (momento em que se retiram as impurezas) e passam para a esteira elevatória em direção à máquina classificadora.
  57. 57. Seleção • Os camarões são despejados numa bancada para realizar a seleção e separar a cabeça da cauda
  58. 58. Separação e classificação da cabeça • As bancadas de classificação apresentam um desnível onde as caudas dos camarões são transportados através de um a lâmina d´àgua, até uma caixa plástica. •
  59. 59. Conservação • Os camarões sem cabeça devem ficar conservados no gelo a uma temperatura aproximada de 5ºC, para aguardar a sua classificação e seguir todo • processo de embalagem e expedição para o envio ao porto de embarque

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