Método científico normal médio

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Método científico normal médio

  1. 1. Método Científico Método Científico Química – Física - Biologia Introdução Você é uma dessas pessoas curiosas, que observam o mundo com atenção e procuram realmente compreende- lo? Que levam sempre em conta o que já se conhece sobre determinado assunto antes de tirar suas conclusões? Em caso afirmativo, seu procedimento segue alguns dos princípios do método empregado pelos cientistas para fazer ciência. Mas o que é ciência, afinal? Em linhas gerais, pode-se definir ciência como um método rigoroso para investigar a natureza, tentando explicá-la de acordo com regras lógicas. Nessa empreitada, o cientista utiliza procedimentos -métodos científicos – que se assemelham aos empregados pelos detetives em suas investigações. A ciência é prática. Ainda que a ciência ocasionalmente envolva aprendizado com base em manuais e aulas, sua principal atividade é a descoberta. A descoberta é um processo ativo, presente, não algo para ser realizado apenas por estudiosos isolados do mundo. Ela é tanto uma busca por informação quanto um esforço por explicar como essa informação se combina de maneira significativa. Quase sempre a ciência procura respostas para questões muito práticas: como a atividade humana afeta o aquecimento global? Por que as populações de abelhas estão subitamente se reduzindo na América do Norte? O que permite aos pássaros migrar por distâncias tão longas? Como se formam os buracos negros? A ciência se baseia na observação. Os cientistas empregam todos os seus sentidos para recolher informações sobre o mundo que os cerca. Ocasionalmente eles as recolhem de maneira direta, sem a intervenção de ferramentas ou aparatos. Em outras ocasiões empregam equipamentos como telescópios ou microscópios, a fim de recolher informações de maneira indireta. De qualquer maneira, os cientistas registrarão aquilo que vêem, ouvem e sentem. Essas observações registradas são conhecidas como dados. A ciência (do latim scientia, que significa "conhecimento") é o exame e a verificação da experiência humana; é a maneira cuidadosa e organizada de estudar uma folha de goiabeira, um cão, um vírus ou mesmo o universo inteiro. O que a move é a curiosidade! Quando pensamos em um cientista, geralmente a imagem que nos vem é a de alguém com ar pensativo, vestindo um longo avental, em um laboratório cheio de frascos fumegantes e equipamentos eletrônicos. Embora as "ferramentas" que utilizem — máquinas fotográficas, microscópio tabela com números etc. — sejam diferentes, todas buscam solucionar questões e compreender o mundo em que vivemos. Então, por que o método científico continua a ser um mistério para tanta gente? Um dos motivos talvez seja o nome. A palavra "método" sugere uma espécie de fórmula secreta, disponível apenas para cientistas altamente treinados, mas isso não procede. O método científico é algo que todos nós podemos usar a qualquer momento. De fato, adotar algumas das atividades básicas do método científico - ser curioso, fazer perguntas, procurar respostas - é algo natural em todo ser humano. Os cientistas são pessoas reais: têm ambições, receios e também cometem erros. A ciência não faz julgamentos; os cientistas, porém, como qualquer pessoa, podem fazê-los. Sabemos, por exemplo, que as usinas nucleares geradoras de eletricidade podem trazer riscos à saúde das pessoas. Por meio de experimentos, a ciência pode quantificar esses riscos, estabelecendo relação entre a dose de radiação e as lesões que ela causa. A partir dessa
  2. 2. informação, todos — e não apenas os cientistas — poderão fazer seu próprio julgamento e decidir se querem ou não a construção de usinas nucleares nas regiões em que vivem. Os cientistas procuram construir representações precisas (ou seja, consistentes e não arbitrárias) do mundo que nos cerca. Porém, as convicções pessoais — de natureza religiosa, cultural ou política — e o contexto histórico, social e econômico podem influenciar a percepção que eles têm dos fenômenos e o modo como os interpretam. Reconhecendo esse fato, a ciência adota critérios que visam minimizar essas influências. O conjunto de procedimentos padrão adotados com essa finalidade constitui o método científico. O trabalho dos cientistas — isoladamente ou em equipe — é a investigação, e a maneira como cada um executa suas tarefas difere de acordo com a área do conhecimento em que atua e suas características pessoais. Os cientistas lidam com fatos, idéias, hipóteses, dados experimentais e teorias. As etapas do Método Científico Para oferecer uma nova prova de que não existe um método único de "fazer" ciência, diferentes fontes descrevem as etapas do método científico de maneiras diversas. Algumas delas mencionam três etapas, outras apenas duas. Em termos fundamentais, porém, elas incorporam os mesmos conceitos e princípios. Imagem cortesia William Harris Os passos do método científico O método científico — percurso normalmente seguido pelos pesquisadores — tem etapas fundamentais:  Observação. O cientista verifica a ocorrência de um ou mais fatos, fenômenos naturais ou qualquer outra observação que possa ser confirmada por mais pessoas.  Levantamento de questões. Depois de encarar o fato como um problema, imaginam-se possíveis variáveis, causas e conseqüências. Coletar os dados.  Formulação de hipóteses. Definido o problema, levantam-se possíveis explicações. Cada uma delas é uma hipótese, que também pode envolver previsões relativas ao fato.
  3. 3.  Elaboração e execução de experimentos. Os experimentos capazes de testar as hipóteses formuladas devem lidar com uma parte do problema de cada vez e ser cuidadosamente controlados.  Análise dos resultados. Os resultados dos experimentos devem ser criteriosamente analisados, para se verificar se confirmam ou refutam as hipóteses apresentadas.  Conclusões. Se as hipóteses propostas não se mostrarem verdadeiras ou as previsões não se comprovarem, os experimentos deverão ser checados e repetidos. Caso os resultados ainda assim não se confirmarem, será necessário rejeitar as hipóteses iniciais e elaborar novas. É importante lembrar que, na maioria das vezes, em Ciência, aprendemos mais com os erros e com os resultados inesperados do que com os acertos e resultados previstos. São os erros que impulsionam as novas investigações na busca do esclarecimento das nossas dúvidas. Vejamos um exemplo do cotidiano, embora aparentemente "pouco científico": logo pela manhã, você tenta dar a partida no automóvel, mas ele não pega. O automóvel não dá a partida. Esse é um fato, ou seja, algo que pode ser observado, constatado, percebido etc. Muitas coisas podem passa por sua cabeça, e você pode ter diversas idéias a respeito. O que aconteceu? Quando aconteceu? Por que aconteceu? Em uma possível explicação, você afirma: O automóvel não pega porque está com a bateria descarregada. Trata-se de uma hipótese, mas você pode acreditar tão firmemente nela que a considera a única explicação possível para o fato observado. Porém outra pessoa, girando a chave de ignição, nota que as lâmpadas do painel se acendem, e que os faróis e o toca-fitas podem ser ligados normalmente. Esse outro observador alega, então, que o defeito está no motor e não na bateria. E agora? Contrariado, você quer demonstrar a exatidão de sua hipótese. Para isso, pede a um mecânico que meça a carga elétrica da bateria. Testando assim a hipótese, poderá concluir por sua veracidade ou não. Antes de testar nossa hipótese, devemos fazer o máximo de observações possíveis, porque, muitas vezes, ao submeter determinada hipótese a avaliações ou experimentos, deparamo-nos com outros fatos capazes de levantar novas questões. Abrindo o compartimento do motor do automóvel, por exemplo, você verifica que um dos cabos conectados à bateria está coberto por um estranho material esverdeado. O que será aquilo? Os caminhos da ciência são cheios de encruzilhadas. Uma vez despertada a curiosidade do cientista, ele pode imaginar outras experiências e lidar com os novos fatos que observou. As conclusões do método científico são universais, ou seja, sua aceitação não depende do prestígio ou do poder de persuasão do pesquisador, mas de suas evidências científicas. Além disso, elas são repetíveis, isto é, podem ser refeitas e confirmadas por qualquer outro pesquisador que realize os mesmos experimentos ou observações. Veja outro exemplo onde apesar da brincadeira utilizamos as etapas do método cientifico no nosso dia a dia: Como conquistar uma mulher utilizando o método científico (adaptado). Seguiremos as etapas do método científico:  A observação do fenômeno O primeiro passo é determinar a mulher que você está a fim. Observar seus olhos, sua boca, seu corpo, verificar se ela realmente faz o seu tipo. Mas cuidado para não se tornar inconveniente, pois a primeira impressão é a que
  4. 4. fica, existe uma linha tênue entre ser pervertido e sensual. Lembre-se que qualquer defeito pode esfriar esse momento em ambas as partes, tais como a voz, o sorriso, a beleza, como está vestido...  Levantamento de questões (Problematização). Em busca de informações Nesse passo, procurar amigos(as) que a conhece, saber onde mora, onde trabalha e/ou estuda, seus hobbies, seu gosto musical, os lugares que ela gosta de freqüentar, ou seja, tudo que se relacione a ela. Se ela tiver irmãos, e/ou é casada, tenha muito cuidado, qualquer passo em falso pode lhe trazer inúmeros problemas, principalmente físicos.  A formulação de hipóteses Nessa etapa, de posse das informações obtidas, você vai planejar como chegar nela. Ou seja, como vai dar o bote. Treinar e saber usar bem as palavras, isso é fundamental, além da boa aparência. Não se esqueça de elogiá-la de uma maneira não tão vulgar, basta um adjetivo fora do contexto e tudo vai por água abaixo. Um detalhe, nessa etapa vale treinar com o espelho, com uma vassoura, o que estiver mais próximo.  A comprovação experimental É a etapa aonde você vai por a prova tudo que foi planejado no item anterior. Pode ser que dê tudo errado, já que a primeira vez é sempre uma tortura, caso isso aconteça, volte ao 2º passo e reinicie tudo de novo. Lembre-se, seu laboratório poder ser qualquer lugar, que seja aconchegante e que ela se sinta bem. No final, você fará suas conclusões e comunicará a todos do seu sucesso! Mas lembre-se que as mulheres são seres complicados, e as condições iniciais de cada uma variam, portanto é necessário pesquisar uma quantidade bem grande para se ter uma amostra mais confiável.  Conclusão. . A elaboração de Leis e Teorias Nessa última etapa, se você chegou até aqui, suas hipóteses foram comprovadas, ou seja, suas hipóteses foram comprovadas. Como já mencionei, nem todas são iguais logo, lembre-se que a prática leva a perfeição. Assim você já saberá como chegar a outras mulheres com mais facilidade. Experimentos controlados Na realização de um experimento, um desafio é o controle sobre todas as variáveis envolvidas. Vejamos um exemplo: um médico que atende pessoas adultas acredita existir correlação entre o hábito de fumar e as doenças do coração. Sua hipótese é que "pessoas que fumam têm mais doenças do coração que as que não fumam". Ele passa a acompanhar centenas de fumantes durante vários anos, verificando que 30% deles têm algum tipo de doença cardíaca. Conclui, então, que "fumar aumenta a chance de ter doenças cardíacas". Você aceitaria sem restrições essa conclusão? Que objeções poderiam fazer? Em primeiro lugar, precisamos conhecer qual é a incidência de doenças cardíacas entre os não-fumantes, para saber se de fato ela é maior entre os fumantes. Em segundo lugar, devemos saber se as pessoas que apresentaram doenças cardíacas tinham, além do hábito de fumar, outros fatores capazes de provocá-las, tais como pressão arterial elevada, idade avançada, vida sedentária etc. Essas são outras variáveis importantes para esse problema. Uma forma de testar essa hipótese é a execução de um experimento controlado, que pode envolver o acompanhamento de dois grupos homogêneos, ou seja, formados por pessoas de mesma faixa etária, mesmo sexo, pressão sanguínea inicialmente normal etc. A única diferença entre eles deve ser a variável que está sendo testada; no caso, o hábito de fumar: um grupo de fumantes e um grupo de não-fumantes. Assim, as conclusões obtidas podem ter valor. É importante que os grupos tenham certo número mínimo de indivíduos, porque amostras muito pequenas podem levar a erros provocados pelo acaso. O grupo de não-fumantes — chamado grupo- controle — será comparado com o de fumantes —, que é o grupo experimental. A única diferença entre os dois grupos deve ser a variável que está sendo testada: no caso, o hábito de fumar.
  5. 5. Vejamos outro caso: um laboratório farmacêutico desenvolveu uma droga para o tratamento de vermes intestinais em cães e garante sua eficácia em 70% dos casos; um laboratório concorrente alega que ela "não vale nada". Vamos realizar um experimento controlado para descobrir se a droga é eficaz. Inicialmente, separamos dois grupos de cães parasitados, que devem pertencer à mesma raça, ter aproximadamente a mesma idade e não apresentar outras doenças associadas. O grupo experimental recebe a droga na dose adequada; aos animais do grupo-controle é dado um medicamento sem nenhum efeito, como farinha. Esse "falso remédio" é denominado placebo. Tal procedimento é necessário para se evitar a crítica de que a doença está sendo tratada não pela droga, mas apenas por se estar dando algo estranho aos cães. Depois de efetuado o tratamento, poderemos dizer se a taxa de cura entre os animais do grupo experimental, que receberam o novo medicamento, foi maior do que entre os animais do grupo-controle, que receberam o placebo. Efeito placebo é a melhora que os doentes podem apresentar, causada apenas pelo fato de receberem certa medicação, independentemente das reais propriedades curativas que esta possa ter.
  6. 6. Exercício de Fixação Questão 01 - Leia com atenção o texto e resolva as questões propostas. Todos os dias, após levantar-se da cama, Carlos vai até o quintal. Seu cachorro, Bob, repete sempre o mesmo comportamento: pula no peito de Carlos, corre até a casinha e aproxima-se do prato de comida vazio e da vasilha de água quase seca, demonstrando que tem fome e sede. Certo dia, Carlos teve uma surpresa: Bob não pulou em seu colo e a comida quase não havia sido tocada. a) Qual o PROBLEMA de Carlos? b) Apresente duas HIPÓTESES que possam explicar o problema apontado. c) Descreva alguns EXPERIMENTOS que podem ser usados para testar cada uma de suas hipóteses. Questão 02 – Você está estudando em seu quarto quando a lâmpada se apaga subitamente. Proponha uma forma de verificar cientificamente por que ela apagou. Explique cada etapa de sua proposta de acordo com os procedimentos usuais do método científico. Questão 03 – Revistas, jornais e anúncios na TV apresentam uma infinidade de "dietas milagrosas" ou sugerem equipamentos de ginástica, chás e outras fórmulas de emagrecimento. Que tipo de evidências você acredita que essas propagandas deveriam apresentar para que alguém pudesse aceitar tais recomendações? Questão 04 – Costuma-se dizer que "a ciência não é moralmente boa nem má". Entretanto, o uso que se faz das descobertas — pelos cientistas e pela sociedade — pode permitir julgamentos desse tipo. A conquista da tecnologia do átomo, por exemplo, levou à utilização da energia nuclear tanto para a geração de eletricidade como para a produção das mais poderosas armas de destruição maciça. Procure, em jornais ou revistas, notícias referentes a pesquisas e descobertas científicas recentes; a seguir, discuta com seus colegas as possíveis implicações, assinalando as que vocês poderiam considerar moralmente aceitáveis ou inaceitáveis. Questão 05 – Você já deve ter notado que as plantas cultivadas dentro de casa crescem no sentido da janela. Se girar o vaso, depois de alguns dias as folhas das plantas estarão novamente voltadas para o lado da janela. a) Que fato é constatado nessa observação? b) Cite uma hipótese que poderia ser proposta a partir dessa observação. Questão 06 – (Unimontes – junho/2009) A tirinha abaixo apresenta um diálogo entres dois animais. Observe-a. Estabelecendo uma relação entre o diálogo apresentado e o método científico, analise as alternativas abaixo e assinale a CORRESPONDENTE à etapa de uma pesquisa que melhor justifica a apreensão de um dos animais e o pedido de calma do outro. a) Levantamento de hipótese. b) Anásile de resultados c) Experimentações d) Conclusões
  7. 7. Questão 07 – (Unimontes/2009) No nosso cotidiano, acontecem, geralmente, coisas que servem para ilustrar determinados estudos teóricos. A contextualização é um meio muito utilizado para enriquecermos nosso conhecimento. As figuras a seguir mostram elementos que exemplificam essa idéia. Observe-as. De acordo com as figuras e o assunto abordado, analise as alternativas a seguir e assinale a que REPRESENTA os passos correspondentes à experimentação (parte prática) evidenciada no desenvolvimento de uma pesquisa científica. a) I, II e III. b) I e III, apenas c) I e II, apenas. d) II e III, apenas. Fontes bibliográficas consultadas  A Biologia–Etapasdométodocientífico.Por: Cristina Knihs Zierke  Cientista, o Método Científico e o Processo de ensino-aprendizagem. Marianna A. F. Outeiro- Bernstein http://despertandopequenoscientistas.blogspot.com/.  ComofuncionaoMétodoCientífico.PorWilliamHarris-traduzidoporHowStuffWorksBrasil  Escola Bandeirantes. Paulo Henrique Mueller. http://pt.scribd.com/doc/7004293/metodo-cientifico.  http://crazyseawolf.blogspot.com  http://karlamuzzi.blogspot.com  http://www.vestibulandoweb.com.br/biologia/teoria/metodo-cientifico.asp

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