Slide história da educação universal e brasileira - pdf

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  1. 1. FACULDADE KURIOS – FAK CURSO - PEDAGOGIA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO UNIVERSAL E EDUCAÇÃO BRASILEIRASENADOR POMPEU – CEARÁ – MAIO/2011 PROF.: ANTÔNIO MARTINS DE ALMEIDA FILHO
  2. 2. Antonio Martins de Almeida Filho Prof.:Antonio Martins
  3. 3. HISTÓRIA DA EDUCACÃO• Ementa: Pretende-se nesta disciplina que o aluno desenvolva um estudo analítico da evolução histórica da educação brasileira desde sua origem até os dias atuais, conhecendo todo o trajeto e desenvolvimento do ensino público, privado.
  4. 4. PAULO FREIRE Como professor não me é possível ajudar o educando a superar sua ignorância se não supero permanentemente a minha. Não posso ensinar o que não sei. (FREIRE, 1996, p. 95).
  5. 5. História da Educação Período Primitivo
  6. 6. CARACTERÍSTICAS DA EDUCAÇÃO PRIMITIVA• Não existia educação na forma de escolas – Os ensinamentos se davam nas experiências diárias e pelas orientações dos mais velhos e experientes;• Objetivo era ajustar a criança ao seu ambiente físico e social, através da aquisição das experiências;• Chefes de família eram os primeiros professores e em seguida os sacerdotes.
  7. 7. • Homem de Neanderthal (de 200 mil a 40 mil anos atrás), que aperfeiçoa as armas e desenvolve um culto dos mortos, criando até um gosto estético (visível nas pinturas), que deve transmitir o seu ainda simples saber técnico;• Homo sapiens, que já tem características atuais: possui a linguagem, elabora múltiplas técnicas, educa os seus “filhotes”, vive da caça, é nômade, é “artista” (arte naturalista e animalista), está impregnado de cultura mágica, dotado de cultos e crenças, e vive dentro da “mentalidade primitiva” marcada pela participação mística dos seres e pelo raciocínio concreto, ligado a conceitos-imagens e pré-lógico, intuitivo e não-argumentativo.
  8. 8. • A educação dos jovens, nesta fase, torna-se o instrumento central para a sobrevivência do grupo e a atividade fundamental para realizar a transmissão e o desenvolvimento da cultura.• No filhote dos animais superiores já existe uma disposição para acolher esta transmissão, fixada biologicamente e marcada pelo jogo-imitação. Todos os filhotes brincam com os adultos e nessa relação se realiza um adestramento, se aprendem técnicas de defesa e de ataque, de controle do território, de ritualização dos instintos. Isso ocorre – e num nível enormemente mais complexo – também com o homem primitivo, que através da imitação, ensina ou aprende o uso das armas, a caça e a colheita, o uso da linguagem, o culto dos mortos, as técnicas de transformação e domínio do meio ambiente.
  9. 9. Depois desta fase, entra-se (cerca de 8 ou 10 mil anos atrás) na época do Neolítico, na qual se assiste a uma verdadeira e própria revolução cultural. Nascem, as primeiras civilizações agrícolas.os grupos humanos se tornam sedentários, cultivam os campos e criam animais, aperfeiçoam e enriquecem as técnicas (para fabricar vasos, para tecer, para arar), cria- se uma divisão do trabalho cada vez mais nítida entre homem e mulher e um domínio sobre a mulher por parte do homem, depois de uma fase que exalta a feminilidade no culto da Grande Mãe (findo com o advento do treinamento, visto como “conquista masculina”).
  10. 10. A revolução neolítica é também uma revolução educativafixa uma divisão educativa paralela à divisão do trabalho (entre homem e mulher, entre especialistas do sagrado e da defesa e grupos de produtores);fixa o papel - chave da família na reprodução das infra- estruturas culturais;papel sexual, papéis sociais, competências elementares, introjeção da autoridade;produz o incremento dos locais de aprendizagem e de adestramento específicos (nas diversas oficinas artesanais ou algo semelhante;
  11. 11. A Educação HinduMétodo da EducaçãoAs EscolasEnsino SuperiorVisão da CiênciaHerançaCulto
  12. 12. A Educação ChinesaModelo de EducaçãoA Escrita ChinesaPontos NegativosA Transformação daEducação
  13. 13. A Educação no Período Oriental – CHINA
  14. 14. A EDUCAÇÃO COMEÇA A TER UMA SISTEMATIZAÇÃO COM REGISTROS GRÁFICOS – O SURGIMENTO DA ESCRITA CARACTERÍSTICAS•O surgimento da escrita;•Transição da sociedade primitiva para a civilização;•Surgimento da cidade e do estado;A Educação passa a cumprir papel determinante -Mantinha a cultura dominante através da educação.
  15. 15. A EDUCAÇÃO ORIENTAL Nas civilizações orientais a educação eratradicional: Era dividida em classes, opondo-se à cultura e aotrabalho. Era organizada em escolas fechadas eseparadas para a classe dirigente. O conhecimento da escrita era restrito devido aoseu caráter esotérico.
  16. 16. As preocupações com a educaçãoapareceram nos livros sagrados, queofereceram regras ideais de conduta eenquadramento das pessoas nos rígidossistemas religiosos. Nesse período surgiu o dualismo escolar,que destina um tipo de ensino para o povo eoutro para os filhos dos funcionários, ou seja,grande parte da comunidade foi excluída daescola e restringida à educação familiarinformal.
  17. 17. LAO-TSÉLao significa “criança”, “jovem, “adolescente”. Tsé é sufixo demuitos nomes chineses e indica “idoso”, “maduro”, “sabio”,“espiritualmente adulto”. Pode-se transliterar Lao-Tsé por “jovemsábio”, “adolescente maduro”.Lao-Tsé viveu por volta do século VI a.C. Passou a primeirametade de sua vida – cerca de 40 anos – na corte Imperial daChina, trabalhando como historiador e bibliotecário. Tinhagrande familiaridade com a situação política do Império. Porisso, às vezes, faz lembrar Shakespeare, cujos dramas revelamas intrigas e a corrupção das cortes européias de seu tempo.Como o grande escritor britânico, Lao-Tsé verbera o descalabrodos governos e aponta o caminho para sua regeneração.
  18. 18. Na meia-idade, Lao-Tsé, abandonou a corte imperial. Comoeremita, viveu na floresta a segunda metade de sua vida,estudando, meditando, auscultando a voz da intuiçãocósmica. Registrou essas experiências no livro Tao Te King.Finalmente, como cerca de 80 anos, cruzou a fronteiraocidental da China e desapareceu, sem deixar vestígio desua vida ulterior. Conta a lenda que, ao cruzar a fronteira,encontrou-se com o guarda da divisa que lhe pediu umresumo de sua filosofia. Então, Lao-Tsé, entregou umpequeno manuscrito que continha a essência do queconhecemos sobre ele hoje: o Tao Te King.
  19. 19. TALMUDE: A EDUCAÇÃO HEBRAICAO traço predominante da educação hebraica era oidealismo religioso. Em todas as escolas, os estudosbaseavam-se na Bíblia. As matérias estudadas – história,geografia, aritmética, ciências naturais – se relacionavamcom os textos bíblicos e se impregnavam de preceitosmorais.O principal manual do povo hebreu era o TORÁ, tambémchamado Pentateuco (ou Velho Testamento) porque reuniaos cinco livros de Moisés. Moisés, homem essencialmentereligioso e líder do êxodo no Egito, exerceu muitainfluência na mentalidade judaica.
  20. 20. A Educação HebraicaForma de EducaçãoA Influência da Famíliana EducaçãoSistema de EducaçãoGraus de Ensino
  21. 21. O ensino era sobretudo oral. A repetição e a revisãoconstituíam os processos pedagógicos básicos. Maisdo que a Bíblia, outro livro sagrado dos judeus – oTalmude – contém os preceitos básicos para aeducação judaica: as tradições, doutrinas,cerimônias, etc. O Talmude foi redigido no séc. II,existindo dele duas versões. Ele representava ocódigo religioso e civil dos judeus, que não aceitavamCristo. O Talmude aconselha os mestres a repetir atéquatrocentas vezes as noções mal compreendidaspelos alunos.
  22. 22. A disciplina escolar recomendada era mais amena doque a da Bíblia. Para o Talmude, a criança deve serpunida com uma mão e acariciada com a outra. Já aBíblia dizia que a vara, a repreensão, o castigo dãosabedoria à criança. Quem pela inocência peca,pela inocência vai para o inferno. A Bíblia nãomenciona escola elementar, mas o Talmude sim:“depois dos seis anos, levá-lo à escola e carrega-ocomo um boi”. Essa passagem indica claramenteque o ensino hebraico era conteudista, enchendo acriança de trabalhos.
  23. 23. A Educação Na Grécia
  24. 24. CARACTERÍSTICAS DA EDUCAÇÃO NA GRÉCIA•É o berço da civilização, tendo como seus principaisrepresentantes: Sócrates, Aristóteles e Platão;•Tem como princípio o desenvolvimento individual doser humano;•Preparação para o desenvolvimento intelectual dapersonalidade e da cidadania;•Ideais pautados na liberdade política e moral e nodesenvolvimento intelectual.
  25. 25. • O ideal educativo não foi, apenas, a posse do conhecimento mas, sobretudo, o aperfeiçoamento da personalidade através desse conhecimento.• O primeiro educador dos gregos foi Homero.
  26. 26. Três grandes representantes da educação gregaSÓCRATES PLATÃO ARISTÓTELES
  27. 27. O ideal educativo grego baseava- se nas figuras de dois heróis:Ulisses Aquiles
  28. 28. PELA BRAVURA, PELO RESPEITO AOS DEUSES,PELO DOMÍNIO SOBRE SI MESMO, ULISSESCONCRETIZAVA O TIPO DE HOMEM DE AÇÃO.
  29. 29. PELA PRUDÊNCIA, PELA SUAREFLEXÃO, AQUILES REPRESENTAVAO TIPO DE HOMEM DE SABEDORIA.
  30. 30. EDUCAÇÃO GREGA
  31. 31. Sua preocupação era a formação física emilitar. Sempre voltada para os interesses do Estado.
  32. 32. A estrutura social de Esparta dividia-se em três classes diferenciadas:Espartanos - formavam uma aristocracia militar.Periecos – dedicavam-se à indústria e aocomércio, e em menor parte, à agricultura.Ilotas – tinham por obrigação cultivar a terrados espartanos, auferindo parte da respectivarenda.
  33. 33. A educação ateniense compreendia a educaçãointelectual ou da música e a educação física ou ginástica.
  34. 34. A educação ateniense dividia-se em dois ciclos:A educação da infância: estendia-se até os 15 anos.A educação dos jovens ou dos efebos:seguia-se até os 20 anos.
  35. 35. A EDUCAÇÃO DA INFÂNCIA- Até 5 ou 7 anos a criança era educada em casa.- Com 7 anos a criança era entregue a um pedagogo,que lhe acompanhava até à escola.- Na escola de gramática as crianças aprendiam aescrita, a leitura e os elementos de cálculo.- Através da leitura e da recitação, os alunosaprendiam religião, história, geografia e adquiriamnoções de economia política e ciências naturais.
  36. 36. A EDUCAÇÃO DA JUVENTUDE-Ao atingirem 15 anos, os jovens entravam parao ginásio.-- Além de uma formação física sistemática,recebiam lições de ciências e de artes, audiçõesde obras musicais, declamação de poemas,discursos e conferências.-- Quando completavam 18 anos, eramrecebidos entre os efebos.- Prestavam o juramento dos efebos e estejuramento tinha um caráter militar e cívico.
  37. 37. A EDUCAÇÃO FEMININA- As mães ensinavam as filhas,transmitiam noções de higiene física epreceitos morais.- As mulheres eram preparadasexclusivamente para a vida da família.
  38. 38. A Educação no Período Romano
  39. 39. CARACTERÍSTICAS DA EDUCAÇÃO ROMANA• Não existia democratização;• A educação dava ênfase à formação moral e física (formação do guerreiro);• O ideal de Direitos e Deveres.
  40. 40. Educação das Doze TábuasO texto talhado da educação romana, como atesta Cícero, foi por muito tempo o das Doze tábuas, fixado em 451 a.C., no bronze e exposto publicamente no fórum, para que todos pudessem vê-lo. Nelas, sublinhava-se o valor da tradição (o espírito, oscostumes, a disciplina dos pais) e delineava-se um códigocivil, baseado na pátria potestas e caracterizado por formasde relação social típicas de uma sociedade agrícola atrasada. Como modelo educativo, as tábuas fixavam a dignidade, acoragem, a firmeza como valores máximos, ao lado, porém,da pietas e da parcimônia.
  41. 41. Defendia o ideal educacional da eloqüência perfeita. Tinha emmente um homem ao mesmo tempo eloqüente e sábio. Não secontentava com um homem apensa eloqüente, que poderiadefender-se ou responsabilizar-se pessoalmente por aquilo quedefendia. Também não lhe bastava um indivíduo apenas sábio:era necessário que fosse eloqüente.
  42. 42. A Educação no Período Medieval
  43. 43. CARACTERÍSTICAS DA EDUCAÇÃO MEDIEVAL• Ponto de início: doutrina da igreja católica;• Conhecido como o século das trevas• Educação conservadora;• Criticava a educação grega (liberal) e romana (prática);• Fundação da Companhia de Jesus (jesuítas).
  44. 44. No período medieval a educação era desenvolvida em estreita simbiose com a Igreja, com a fé cristã e com as instituições eclesiásticas que – enquanto acolhiam os oratores (os especialistas da palavra, os sapientes, os cultos, distintos dos bellatores e dos laboratores) – eram as únicas delegadas (com as corporações no plano profissional) a educar, a formar, a conformar.
  45. 45. Da Igreja partiram os modelos educativos e as práticas de formação, organizavam-se as instituições ad hoc e programavam-se as intervenções, como também nela se discutiam tanto as práticas como os modelos. Práticas e modelos para o povo, práticas e modelos para as classes altas, uma vez que era típico também da Idade Média o dualismo social das teorias e das práxis educativas, como tinha sido no mundo antigo.
  46. 46. Também a escola, como nós conhecemos, é um produto da Idade Média. A sua estrutura ligada à presença de um professor que ensina a muitos alunos de diversas procedências e que deve responder pela sua atividade à Igreja ou a outro poder (seja ele local ou não); as suas práticas ligadas à lectio e aos auctores, a discussão, ao exercício, ao comentário, à argüição etc.;as suas práxis disciplinares (prêmios e castigos) e avaliativas vêm daquela época e da organização dos estudos nas escolas monásticas e nas catedrais e, sobretudo nas universidades. Vêm de lá também alguns conteúdos culturais da escola moderna e até mesmo da contemporânea: o papel do latim; o ensino gramatical e retórico da língua; a imagem da filosofia, como lógica e metafísica.
  47. 47. A Educação no Período do Renascimento
  48. 48. CARACTERÍSTICAS DA EDUCAÇÃO NO RENASCIMENTO• Conhecida como o século das luzes;• Interesse pela educação grega e romana;• Privilégio aos que detinham o poder;• Principais pensadores: João Amós Comennius e Jean Jackes Rousseau
  49. 49. O Renascimento começou na Itália, no século XIV, e difundiu-se por toda a Europa, durante os séculos XV e XVI. Foi um período da história européia marcado por um renovado interesse pelo passado greco-romano clássico, especialmente pela sua arte.Para se lançar ao conhecimento do mundo e às coisas do homem, o movimento renascentista elegia a razão como a principal forma pela qual o conhecimento seria alcançado.
  50. 50. O renascimento deu grande privilégio à matemática e às ciências da natureza. A exatidão do cálculo chegou até mesmo a influenciar o projeto estético dos artistas desse período. Desenvolvendo novas técnicas de proporção e perspectiva, a pintura e a escultura renascentista pretendiam se aproximar ao máximo da realidade. Em conseqüência disso, a riqueza de detalhes e a reprodução fiel do corpo humano formavam alguns dos elementos correntes nas obras do Renascimento.•
  51. 51. • O Humanismo* representou tendência semelhante no campo da ciência. O renascimento confrontou importantes conceitos elaborados pelo pensamento medieval. No campo da astronomia, a teoria heliocêntrica, onde o Sol ocupa o centro do Universo, se contrapunha à antiga idéia cristã que defendia que a Terra se encontrava no centro do cosmos. Novos estudos de anatomia também ampliaram as noções do saber médico dessa época.•
  52. 52. JEAN-JAQUES ÉMILE ROUSSEAU DURKHEIM (1712-1978) (1858-1917) KARL MARX (1818-1883)
  53. 53. A Educação no Período Moderno
  54. 54. SURGIMENTO E PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO MODERNISMO• O Modernismo surge no século XVII - Europa;• Separação entre a igreja católica e o estado;• Principais pensadores: Pestalozzi, Herbat e Froebel;• Consolidação da burguesia.
  55. 55. Duas instituições educativas, em particular, sofreram uma profunda redefinição e reorganização na Modernidade: a família e a escola, que se tornaram cada vez mais centrais na experiência formativa dos indivíduos e na própria reprodução (cultural, ideológica e profissional) da sociedade. As duas instituições chegaram a cobrir todo o arco da infância – adolescência, como “locais” destinados à formação das jovens gerações, segundo um modelo socialmente aprovado e definido.
  56. 56. A família, objeto de uma retomada como núcleo de afetos e animada pelo “sentimento da infância”, que fazia cada vez mais da criança o centro-motor da vida familiar, elaborava um sistema de cuidados e de controles da mesma criança, que tendiam a conformá-la a um ideal, mas também a valorizá-la como mito, um mito de espontaneidade e de inocência, embora às vezes obscurecido por crueldade, agressividade etc.Os pais não se contentavam mais em apenas por filhos no mundo. A moral da época impõe que se dê a todos os filhos, não só ao primogênito, e no fim dos anos seiscentos também as filhas, uma preparação para a vida. A tarefa de assegurar tal afirmação é atribuída à escola.
  57. 57. Ao lado da família, a escola: uma escola que instruía, que formava e que ensinava conhecimentos, mas também comportamentos, que se articulava em torno da didática, da racionalização da aprendizagem dos diversos saberes, e em torno da disciplina, da conformação programada e das práticas repressivas (constritivas, mas por isso produtoras de novos comportamentos). Mas, sobretudo, uma escola que reorganizava suas próprias finalidades e seus meios específicos.
  58. 58. Uma escola não mais sem graduação na qual se ensinavam as mesmas coisas a todos e segundo processos de tipo adulto, não mais caracterizada pela “promiscuidade das diversas idades” e, portanto, por uma forte incapacidade educativa, por uma rebeldia endêmica por causa da ação dos maiores sobre os menores e, ainda, marcadas pela “liberdade dos estudantes”, sem disciplina interna e externa.Com a instituição do colégio (no século XVI), porém, teve início um processo de reorganização disciplinar da escola e de racionalização e controle de ensino, através da elaboração de métodos de ensino/educação – o mais célebre foi a Ratio studiorum dos jesuítas – que fixavam um programa minucioso de estudo e de comportamento, o qual tinha ao centro a disciplina, o internato e as “classes de idade”, além da graduação do ensino/aprendizagem.
  59. 59. Também é dessa época a descoberta da disciplina: uma disciplina constante e orgânica, muito diferente da violência e autoridade não respeitada. A disciplina escolar teve raízes na disciplina religiosa; era menos instrumento de exercício que de aperfeiçoamento moral e espiritual, era buscada pela sua eficácia, como condição necessária do trabalho em comum, mas também por seu valor próprio de edificação.Enfim, a escola ritualizava o momento do exame atribuindo-lhe o papel crucial no trabalho escolar. O exame era o momento em que o sujeito era submetido ao controle máximo, mas de modo impessoal: mediante o controle do seu saber. Na realidade, o exame agia, sobretudo, como instrumento disciplinar, de controle do sujeito, como instrumento de conformação.
  60. 60. Historia da Educação Brasileira
  61. 61. PERÍODO COLONIALPERÍODO CARACTERIZADO PLA INEXISTÊNCIA DE UMAPOLÍTICA FORMAL DE EDUCAÇÃO.O OBJETIVO ERA APENAS DE EXPLORAR A NOVATERRA E DESENVOLVER POLÍTICAS DE PROTEÇÃOTERRITORIAL
  62. 62. O PERÍODO JESUÍTICO – A COMPANHIA DE JESUS NO BRASIL No começo, antes da colonização, o nossoterritório era habitado por uma infinidade de povosindígenas, que detinham uma cultura própria, um jeitode organização social, com um processo educativomuito bem estruturado – não usavam castigos naeducação das crianças, transmitido de uma geraçãopara outra, por meio de uma diversidade demanifestações culturais: danças, linguagens,culinária, rituais religiosos.
  63. 63. Logo após o Descobrimento do Brasil (1500), a coroaportuguesa começou a temer invasões estrangeiras noterritório brasileiro. Esse temor era real, pois corsários epiratas ingleses, franceses e holandeses viviam saqueandoas riquezas da terra recém-descoberta. Era necessáriocolonizar o Brasil e administrar de forma eficiente. Entre os anos de 1534 e 1536, o rei de Portugal, D. JoãoIII, resolveu dividir a terra brasileira em faixas, que partiamdo litoral até a linha imaginária do Tratado de Tordesilhas,conhecidas como Capitanias Hereditárias, foram doadaspara nobres e pessoas de confiança do rei que recebiam asterras, tinham a função de administrar, colonizar, proteger edesenvolver a região. Esses territórios seriam transmitidosde forma hereditária, ou seja, passariam de pai para filho.
  64. 64. A atuação dos Jesuítas foi quase que exclusiva por maisde dois séculos. Inicialmente, com o propósito de formarnovos padres, criaram as escolas de ordenação e, comoação secundária, ofereceram formação a uns poucos filhosdos colonos e aos mestiços. Esse trabalho evoluiu muito e osJesuítas foram os precursores e mantiveram o monopólio naconstrução de seminários, colégios e internatos no Brasil,onde continua a formação de novos padres, que tambémpassam a oferecer cursos para os filhos da burguesia:fazendeiros, senhores de engenhos, comerciantes.
  65. 65. PERÍODO JESUÍTICO Os Jesuítas chegaram ao Brasil em 1549, com 15 dias fundaram a 1º escola, foram os primeiros a implantar a Educação no Brasil.
  66. 66. O Padre José de Anchieta foi um dos primeiros missionários a virem para o Brasil. Chegou ao Brasil na comitiva de D. Duarte da Costa, segundo Governador Geral. Em 1554, ele formou o terceiro colégio regular do Brasil, onde em 25 de janeiro, foi rezada a primeira missa. Como era do dia em que a Igreja celebrava a conversão de S. Paulo, o lugar recebeu o nome do apóstolo. Constitui-se, junto ao colégio um seminário de instrução. Em 1567, ajudou Estácio de Sá na expulsão dos franceses do Rio de Janeiro.PADRE JOSÉ DE Representava socorro espiritual e ANCHIETA físico para os indígenas.
  67. 67. Defendeu a liberdade dos índios; favoreceu os aldeamentos, em estreita colaboração com o governador; cultivou a música como auxiliar da evangelização; promoveu o ensino primário através das escolas de ler e escrever e fundou pessoalmente os colégios de Salvador, de Pernambuco, de São Paulo, origem da futura cidade, e do Rio de Janeiro, onde exerceu o cargo de reitor. Ajudou a expulsar os estrangeiros da baía da Guanabara, contribuindo para o robustecimento do poder central e para a unificação política do território.PADRE MANOEL DA NÓBREGA
  68. 68. O Pe. Manoel da Nóbrega, através da “Companhia deJesus”, propôs o Ratio Studiorum, um plano de ensino,constituído de duas etapas: Na etapa I – ensinavam-se português, doutrina cristã ea escola de “ler e escrever”. Na etapa II – ensinavam-se música instrumental e ocanto orfeônico. Nesse plano, era possível progredir nosestudos, ou para a formação técnica ou para acontinuidade dos estudos de gramática que, depois, paraos filhos dos que detinham poder econômico seriamfinalizados na Europa. Não havia oportunidade para todos,ao contrário, apenas para uma pequena parcela: os filhosdas elites.
  69. 69. Ratio Studiorum (ou ordem dos estudos) - Sínteseda experiência pedagógica dos Jesuítas, apresentadaatravés de um conjunto de normas e estratégias, quevisavam à formação integral do homem cristão, deacordo com a fé e a cultura daquele tempo. Aldeamentos - Os Recolhimentos eram lugares ondeos jesuítas arrebanhavam e limitavam vários povosindígenas que haviam sido capturados, para a catequese,a evangelização e para o trabalho escravo. Nesse sistema, a educação era rígida, caracterizada porum professor que sabia tudo – dono de um saberinquestionável -, a preocupação era ensinar para umaaprendizagem por memorização e os conteúdos,descontextualizados da realidade dos alunos.
  70. 70. Os jesuítas exerceram forte influência em nossaeducação, sobre a sociedade, especialmente na burguesia,que foi formada em suas escolas. Eles introduziram, noperíodo colonial, uma concepção de educação que contribuiupara o fortalecimento das estruturas de poder hierarquizadase de privilégios para um pequeno grupo. Incutiram a idéia deexploração de uma classe sobre a outra e a escravidão,como caminho normal e necessário para o desenvolvimento.Enfim, a educação tinha o papel de ajudar a perpetuar asdesigualdades sociais e de classe. Com a difusão das idéias do Iluminismo naEuropa, o Marquês de Pombal (ou Conde de Oieras),simpatizante das mesmas, e com o poder de ministrode estado em Portugal, resolveu expulsar em 1759, aCompanhia de Jesus de Portugal e de suas colônias.
  71. 71. Iluminismo ou esclarecimento foi um movimento euma revolta ao mesmo tempo intelectual, surgido nasegunda metade do século XVIII, conhecido como“século das luzes”, que enfatizava a razão e a ciênciacomo formas de explicar o universo. Foi um dosmovimentos impulsionadores do capitalismo e dasociedade moderna. O nome se explica porque osfilósofos da época acreditavam estar iluminando asmentes das pessoas. Os iluministas acreditavam quea Razão seria a explicação para todas as coisas nouniverso, e se contrapunham à fé.
  72. 72. PERÍODO POMBALINO Em 1759 o Marquês de Pombal expulsa os Jesuítas do Brasil.
  73. 73. PERÍODO POMBALINO – A REFORMA DO MARQUÊS DE POMBAL E OS REFLEXOS NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA Com poder ilimitado, que era afrontoso aos olhos do futuro,os jesuítas controlavam boa parte dos interesses econômicosnacionais além das tarefas de cristianização. Assim, os cofresdo Estado não refletiam a riqueza e o fausto da Igreja, já que ocomércio era de fato dominado pela Igreja, e não, pelo Estado. Nessa perspectiva, o Marquês sabia que, para atingir seuobjetivo - fortalecer a nação portuguesa - tinha que recuperara economia, por intermédio de uma concentração do poderreal e de modernizar a cultura portuguesa. Isso seria possívelatravés do enfraquecimento do prestígio e poder da nobreza edo clero que, tradicionalmente, limitavam o poder real.
  74. 74. A expulsão dos Jesuítas deu início uma nova faseda educação no Brasil. Conhecido como um homempragmático, simpatizante das idéias Iluministas, oMarquês de pombal, pretendia colocar o país –Portugal – na rota do desenvolvimento.As idéias do Marquês valorizavam a razão, aexperiência, as sociedades liberais, que influenciarama criação de uma educação cidadã. Tem início, então,o embrião do “ensino público” no Brasil. Umaeducação mantida pelo estado e sem atrelamento auma ordem religiosa.
  75. 75. Na prática, o modelo implantado pelos jesuítas perdeu ocurso de humanidades para as aulas régias (latim, grego,filosofia e retórica), que continuaram a ter sua conclusãode estudos na Europa, sob a influência das idéiasIluministas de Bacon, Hobbes, Descartes, Kant, que seopunham às explicações divinas e religiosas, àssuperstições a aos mitos e, por conseqüência, indo deencontro às estruturas conservadoras da poderosa IgrejaCatólica, às práticas da inquisição e aos dogmasinabaláveis. Dessa forma, os jesuítas eram um entrave, não só paraos objetivos econômicos, políticos e religiosos do Marquês,mas também representavam um obstáculo e uma fonte deresistência às tentativas de implantação da nova filosofiailuminista que se difundia rapidamente por toda a Europa.
  76. 76. As principais medidas implantadas pelo marquês, porintermédio do Alvará de 28 de junho de 1759, foram:• total destruição da organização da educação jesuítica esua metodologia de ensino, tanto no Brasil quanto emPortugal;• instituição de aulas de gramática latina, de grego e deretórica;• criação do cargo de ‘diretor de estudos’ – pretendia-seque fosse um órgão administrativo de orientação efiscalização do ensino; introdução das aulas régias – aulasisoladas que substituíram o curso secundário dehumanidades criado pelos jesuítas; realização de concursopara escolha de professores para ministrarem as aulasrégias;• aprovação e instituição das aulas de comércio.
  77. 77. Inspirado nos ideais iluministas, Pombal empreende umaprofunda reforma educacional em Portugal e que tem suasconseqüências no Brasil. Veja algumas das medidas:• A metodologia eclesiástica dos jesuítas é substituída pelopensamento pedagógico da escola pública e laica. É osurgimento do espírito moderno, marcando o divisor daságuas entre a pedagogia jesuítica e a orientação nova dosmodeladores dos estatutos pombalinos de 1772;• Em lugar de um sistema único de ensino, a dualidade deescolas, umas leigas, outras confessionais, regidas todas,porém, pelos mesmos princípios;
  78. 78. • Em lugar de um ensino puramente literário, clássico, odesenvolvimento do ensino científico, que começa a fazerlentamente seus progressos ao lado da educação literária,preponderante em todas as escolas; em lugar daexclusividade de ensino de latim e do português, apenetração progressiva das línguas vivas e literaturasmodernas (francesa e inglesa);• A ramificação de tendências que, se não chegam adeterminar a ruptura de unidade de pensamento, abrem ocampo aos primeiros choques entre as idéias antigas,corporificadas no ensino jesuítico, e a nova corrente depensamento pedagógico, influenciada pelas idéias dosenciclopedistas franceses, vitoriosos, depois de 1789, naobra escolar da Revolução. (AZEVEDO, 1976, p. 56-57).
  79. 79. PombaI foi fortemente influenciado pelos ideaisiluministas, no entanto o iluminismo portuguêsapresenta algumas peculiaridades que o diferenciamdo modelo encontrado nas demais reações européias(França, Inglaterra, Alemanha). Todavia, apesar dereconhecer as peculiaridades presentes em cadanação, foi sempre um programa pedagógico, umaatitude crítica preocupada com os problemas sociais ecom as intenções de reformulação das instituições eda cultura social.
  80. 80. PERÍODO JOANINO – D JOÃO VI FOGE PARA O BRASIL COM A FAMÍLIA REAL: O BRASIL TORNA-SE A CAPITAL DO IMPÉRIO PORTUGUÊS• 1808 Influência da presença de D. João VI e da Corte• Abertura dos Portos.• Criação da Imprensa Regia.• Formação de Profissionais habilitados.• Necessidade de educação para a Corte• Plano de Educação (1812) - Curso primário – Institutos de Formação profissional – Liceus correspondentes ao Ensino Médio – Academias oferecendo cursos Superior• Criação de Escolas Superiores - Academia Real Militar
  81. 81. Período pós D. João VI:• Nova crise com o retorno dos profissionais da educação para Portugal• Surge um dos marcos de nossa educação - Artigo 179 da Constituição promulgada por D. Pedro I que estabelecia a gratuidade da instrução primária para todos os cidadãos• 1826 - Proposta de reforma do ensino nacional do Cônego Januário da Cunha Barbosa - sugere a criação da inspeção escolar• Criação de escolas para meninos nos conventos e para meninas nas casas religiosas - surge a oportunidade para a mulher estudar
  82. 82. PERÍODO DO BRASIL IMPÉRIO – D. PEDRO I PROCLAMA A INDEPENDÊNCIA DO BRASILPeríodo pós D. João VI - Império: D. Pedro IProclamação da Independência.Gratuidade do Ensino Elementar• Descentralização da Educação (ato Adicional de 6 de agosto de 1834), passando a responsabilidade para as Províncias• Discussões para ampliação da educação no País com a criação das Escolas Superiores e Universidades. Fundação das Escolas Normais - de Niterói em 1835, da Bahia em 1842, de São Paulo em 1847• Oportunidade de trabalho para a mulher
  83. 83. A EDUCAÇÃO NO BRASIL IMPÉRIOPeríodo pós D. João VI:• Pouco investimento na educação - escolas pobres e professores mal remunerados• Domínio dos Doutores - Os poucos com formação dominam a minoria dita inculta – mantida a aristocratização• Rio de Janeiro com 100.000 habitantes tinha 20 escolas e 640 alunos no ensino primário (menos de 1% da população)• Reformas - Instituindo escolas primárias de primeiro e segundo graus• Tornando livres: o ensino primário no município da corte e o superior em todo o Império• Obrigatoriedade do ensino primário para ambos os sexos dos 7 aos 14 anos.
  84. 84. PERÍODO REPUBLICANO Leis e Reformas
  85. 85. BENJAMIMCONSTANT (1890) •Liberdade •Laicidade •Gratuidade da Escola Primária •Positivismo de Auguste Comte
  86. 86. EPITÁCIO PESSOA (1901)•Lógica nas Matérias•Horários, programas, exames esalários dos professores•Acesso feminino aos ensinos(secundário e superior)
  87. 87. RIVADÁVIACORREIA (1911) •Liberdade de Ensino •Provas reconhecidas oficialmente •Resultados desastrosos na educação (Anarquia)
  88. 88. CARLOS MAXIMILIANO (1915)•Reorganização do Ensino•Ensino Secundário e Superior(estabelecimentos oficiais)•Exames vestibulares
  89. 89. ROCHA VAZ (1925)•Currículos escolares•Programas oficiais•Bancas examinadoras (ensino particular)•Concurso da União•Departamento Nacional do Ensino
  90. 90. FRANCISCOCAMPOS (1931) •Reestruturação do Ensino Superior (Estatuto das Universidades) •Ensino Secundário: 7 séries;5 básicas e 2 preparatórias •Método direto •Inspeção técnica:letras, ciências biológicas e sociais •,matemática,física,química.
  91. 91. GUSTAVOCAPANEMA(1942) ORGANIZAÇÃO DO ENSINO SECUNDÁRIO BRASILEIRO•Ensino Secundário em 2 ciclos:•Ginásio•Clássico e Científico
  92. 92. LEIS ORGÂNICAS DA EDUCAÇÃO DE 1942,1943 E 1946•Decreto-Lei nº.4073,de 20 de janeiro de 1942.•Lei Orgânica do Ensino Industrial.•Decreto-Lei nº.4.244,de 09 de abril de 1942.•Lei Orgânica do Ensino Comercial Secundário.•Decreto-Lei nº. 6.141,de 28 de dezembro de 1943.•Lei Orgânica de Ensino Comercial.•Decreto-Lei nº.9.613,de 20 de agosto de 1946.•Lei Orgânica do Ensino Agrícola.
  93. 93. CONTINUAÇÃO - A TRANSIÇÃO POLÍTICA DO BRASIL IMPÉRIO PARA A REPÚBLICAA Fase Transitória:• Fatos Marcantes - II – Semana de Arte Moderna (1920 – abalou o tradicionalismo intelectual vigente – Fundação da Associação Brasileira de Educação (1924) – Criação do Ministério dos Negócios da Educação e da Saúde Pública (1930), desmembrado em 1953 com a criação do MEC. – Manifesto dos Pioneiros (1932) - Criação da escola-nova. Assinado por 26 educadores, de várias partes do País – Fundação da Universidade de São Paulo (1934) – Reforma Capanema (1934) – definindo o chamado ensino secundário
  94. 94. PERÍODO DA REPÚBLI CA NOVA - O ROMPIMENTO DA POLÍTICA CAFÉ COM LEITE – GETÚLIO CHEGA AO PODER COMO REVOLUCIONÁRIOMudança no Modelo de produção Brasileiro• Influências da entrada do Capital Estrangeiro no Brasil,• O Início da Industrialização Brasileira,• Vargas Chega ao Poder como Revolucionário e torna-se um ditador,• O Mercado Interno Necessita de mão-de-obra rápida, qualificada, barata e em quantidade para atender ao capital emergente,• A Escola torna-se necessária para preparar a mão-de-obra para o mercado, interno• É criado o Ministério da Educação e Saúde,• São Editados os primeiros Decretos chamados de leis Orgânicas da Educação – Regulamentando a Educação Brasileira
  95. 95. NOVOS VENTOS... “MANIFESTO DOS PIONEIROS DA ESCOLA NOVA” A sociedade brasileira, até a década de 20, estava estruturada emum sistema econômico, político e sócio-cultural que não fugia aosmoldes europeus, aqui instalados desde o “descobrimento” do país.Assim, esses fatores atuantes na organização do ensino mostram quea educação seguia essa ordem estrutural, atendendo às exigênciasmínimas da sociedade. Esse contexto é marcado pelas tentativas de inserção do Brasil nadivisão internacional do trabalho, porquanto ele era um produtorespecializado em café. Contudo, essa inserção foi desigual, tendo emvista que a economia mundial estava “fechada”, e o Brasil passavapelo processo de abolição da escravatura e não possuía mão de obrasuficiente. Assim, mesmo que de forma desigual, o Brasil se insere nocontexto do capitalismo mundial, com uma situação de dependênciaexterna em relação aos capitais mundiais.
  96. 96. A Revolução de 30 foi o resultado de uma crise quevinha, de longe, destruindo o monopólio do poder dasvelhas oligarquias, favorecendo à criação de algumascondições básicas para a implantação definitiva docapitalismo brasileiro [...]. É aqui que a demanda social daeducação cresce e se consubstancia numa pressão cadavez mais forte pela expansão do ensino (ROMANELLI,1997, p.48). Assim, uma proposta que viesse privilegiar a educaçãomais do que qualquer outra coisa é traduzida pelos autoresdo documento como expressão de uma vontade ampla egeral, descoberta num país que se quer guiado pelasnecessidades modernas.
  97. 97. PERÍODO DA A DITADURA MILITAR, SOCIEDADE E EDUCAÇÃO NO BRASIL O modelo econômico no Brasil – o Capitalista. Este modelo, aolongo da história, contou com o apoio da educação para seconsolidar e garantir a manutenção dos seus princípios organizativos,no Brasil, especialmente. Por outro lado, no mundo, outros modelos de sociedade tambémdisputavam espaço: O Socialismo e o Comunismo. Essas idéias vieram ao Brasilpor meio, também, dos imigrantes, que aqui chegaram porconseqüência do forte desenvolvimento da indústria e danecessidade de mão-de-obra especializada para atender a essademanda. Recebemos um grande contingente de espanhóis,italianos, alemães, que trouxeram, além da força de trabalho, asidéias que efervesciam na Europa e no mundo.
  98. 98. EM 31 DE MARÇO DE 1964, ESTOURA O GOLPE MILITAR E com ele, num período de duas décadas, somos“governados” por uma forte repressão e uma sucessão de cincoGenerais Militares na Presidência. São eles: De 1964-1967 - Castello Branco Durante esse período Castelo Branco estabeleceu eleiçõesindiretas para presidente; dissolveu os partidos políticos; váriosparlamentares federais e estaduais tiveram seus mandatos cassados;cidadãos tiveram seus direitos políticos e constitucionais cancelados eos sindicatos receberam intervenção do governo militar. Foi instituídoo bipartidarismo: Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e a AliançaRenovadora Nacional (ARENA); O governo militar impõe, em janeirode 1967, uma nova Constituição para o país. Aprovada nesse mesmoano, a Constituição de 1967, que confirma e institucionaliza o regimemilitar e suas formas de atuação.
  99. 99. De 1967-1969 - Governo Costa e Silva Essa fase do governo militar tinha à frente o General Costa e Silva quesucedeu a Castelo Branco. Eleito indiretamente pelo Congresso Nacional foium governo marcado por protestos e manifestações sociais. A oposição ao regime militar crescia no país e uma das forças era a UNEque organizou, no Rio de Janeiro, a Passeata dos Cem Mil. Acontece, aomesmo tempo, o movimento sindical organizado em Contagem (MG) e Osasco(SP), greves de operários paralisam fábricas em protesto ao regime militar. Aguerrilha urbana começa a se organizar, formada por jovens idealistas deesquerda, que assaltavam bancos e seqüestravam embaixadores com aintenção de arrecadar fundos para custear o movimento de oposição armada.No dia 13 de dezembro de 1968, o governo decreta o Ato Institucional Número5 (AI-5). Esse foi o mais duro dos governos militares, pois aposentou juízes,cassou mandatos, acabou com as garantias do habeas-corpus e aumentou arepressão militar e policial, contra todos que pensavam diferente,indistintamente. UNE - União Nacional dos Estudantes, foi proibida de funcionar por umDecreto-Lei 477. O ministro da Ministro da Justiça declarou: que “estudantestêm que estudar” e “não podem fazer baderna”.
  100. 100. O Ato Institucional Nº5 ou AI-5 foi o quinto de uma série dedecretos emitidos pelo regime militar brasileiro. O AI-5sobrepondo-se à Constituição de 1967, bem como àsconstituições estaduais, dava poderes extraordinários aoPresidente da República e suspendia várias garantiasconstitucionais. O ato veio em represália à decisão da Câmarados Deputados, que se negara a conceder licença para que odeputado Márcio Moreira Alves fosse processado por umdiscurso onde questionava o Exército abrigando torturadores epedindo ao povo brasileiro que boicotasse as festividades do dia7 de setembro. O Ato Institucional Número Cinco, ou AI-5, foi oinstrumento que deu ao regime poderes absolutos e cujaprimeira conseqüência foi o fechamento do Congresso Nacionalpor quase um ano.
  101. 101. De 1969-1969 - Governo da Junta Este governo foi formado devido à doença que acomete o Gen. Costa e Silva.Após grandes brigas entre os generais pelo poder, ocorre o que ficou conhecido comoo “golpe dentro do golpe” e assumem as três forças Militares: Aurélio de Lira Tavares(Exército), Augusto Rademaker (Marinha) e Márcio de Sousa e Melo (Aeronáutica);Com esse grupo se fortalece o SNI – Sistema Nacional de Informação, que passa adeterminar as ações no país em nome da segurança Nacional. O SNI se imbui de umpoder quase ilimitado para punir e ser truculento com qualquer um que se opunha àssuas determinações. Governo da Junta. O Serviço Nacional de Informações (SNI) foi criado pela lei nº 4.341 em 13 dejunho de 1964 com o objetivo de supervisionar e coordenar as atividades deinformações e contra-informações no Brasil e exterior. Em função de sua criação,foram absorvidos o Serviço Federal de Informações e Contra-Informações (SFICI-1958) e a Junta Coordenadora de Informações (JCI-1959). Algumas das atividades doSNI eram os grampos telefônicos (sangrar linhas), censura postal e investigações,contatos com a CIA, além da Operação Condor. Muitos dos documentos coletadosdesapareceram depois do desmonte do serviço.
  102. 102. O SNI foi responsável por investigar, torturar, matar,cometer crimes dentro das próprias instituições do governo,sumir com provas, alterar cenas de crimes, emitirem laudospericiais fraudulentos, omitirem, sonegarem informações edocumentos. Indiciou, perseguiu, exilou, torturou e mataramdiversos presos políticos. A Operação Condor foi uma aliança político-militar entre os váriosregimes militares da América do Sul — Brasil, Argentina, Chile, Bolívia,Paraguai e Uruguai — criada com o objetivo de coordenar a repressão aopositores dessas ditaduras instalados nos seis países do Cone Sul. Montada no início dos anos 1970 durou até a onda de redemocratização,na década seguinte. A operação, liderada por militares da América Latina, foibatizada com o nome do condor, abutre típico dos Andes que se alimenta decarniça, como os urubus. A Operação Condor foi responsável por atos terroristas em diversospaíses, inclusive no Brasil, exterminando os opositores do regime militar.
  103. 103. Neste período, dois grupos guerrilheiros de esquerda, O MR-8 e a ALN seqüestram oembaixador dos EUA, Charles Burke Elbrick, primeiro diplomata americano a ser vítima de umseqüestro no mundo, e, em troca, exigem a libertação de 15 presos políticos, que foiatendida. Mas, em represália, em 18 de setembro, o governo decreta a Lei de SegurançaNacional. Essa lei decretava o exílio e a pena de morte em casos de “guerra psicológicaadversa, ou revolucionária, ou subversiva”. Uma das vítimas deste período foi o líder da ALN,Carlos Mariguella, que foi morto pelas forças de repressão em 1969, no estado de São Paulo. MR-8 - O Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) é uma organizaçãobrasileira de esquerda de orientação marxista-leninista. O MR-8 participou daresistência armada ao regime militar de 1964 no Brasil. Seu nome lembra a data emque foi capturado pela CIA, na Bolívia, o guerrilheiro argentino Ernesto “Che”Guevara. ANL - A Ação Libertadora Nacional - foi uma organização comunista brasileira deresistência ao regime militar de 1964, surgida no final de 1967, com a expulsão deCarlos Marighella do Partido Comunista do Brasil (ex-PCB), após sua participação naconferência da OLAS, em Havana. Tinha a proposta de uma ação objetiva e imediatacontra a ditadura, defendendo a luta armada e a guerrilha como instrumento de açãopolítica visando a construção de um estado comunista.
  104. 104. De 1969-1974 - Governo Medici Este general foi escolhido pela Junta Militar. E é considerado o maisduro e repressivo do período - “os anos de chumbo” pela forte repressão,especialmente, a luta armada. Médici impõe uma forte censura: jornais,revistas, livros, peças de teatro, filmes, músicas e outras formas deexpressão artística são censuradas. Fortalece o DOI-Codi(Destacamento de Operações e Informações e Centro de Operações deDefesa Interna), militares treinados em parceria com o governoamericano e que atuam como centro de investigação e repressão dogoverno militar. Em contraponto ganha força no campo a guerrilha rural,principalmente no Araguaia. A guerrilha do Araguaia é fortementereprimida pelas forças militares. É em seu governo que vivemos “O Milagre Econômico”, construídoartificialmente por empréstimos do exterior. Nesse governo, foramgerados artificialmente milhões de empregos pelo país e executadasobras faraônicas, como a Transamazônica, a ponte Rio – Niterói. Osmilitares, especialmente Médici, deixaram uma conta impagável: a dívidaexterna Brasileira.
  105. 105. O Tecnicismo, nessa perspectiva pedagógica, é uma forma deeducação em que o que é valorizado não é o professor, mas atecnologia. O professor passa a ser um mero especialista naaplicação de manuais, e sua criatividade fica restrita aos limitespossíveis e estreitos da técnica utilizada. A função do aluno éreduzida a ser um indivíduo que reage aos estímulos de forma acorresponder às respostas esperadas pela escola, para ter êxito eavançar. O século XX representa uma época de indiscutível avançotecnológico e econômico, o mesmo se pode concluir acerca daeducação pensada pelos educadores que subscreveram o Manifesto.Isso porque não podemos nos esquecer de que, no contexto que sevivia, essa era uma educação que representava o processo dinâmicode aprimoramento do ser humano. Na perspectiva técnica e moral,não avançou muito, em termos mundiais, se comparado a dois ou trêsséculos atrás. Mas era um grande avanço para o que se vivia naquelemomento histórico na educação brasileira.
  106. 106. De 1974-1979 - Governo Geisel É neste governo que se inicia a lenta transição rumo à democracia, nomomento em que se vive o fim do milagre econômico e uma profundainsatisfação popular, gerada pela crise do petróleo e a recessão mundial,que gerou diminuição dos créditos e empréstimos internacionais. Ogoverno Geisel anuncia a abertura política lenta, gradual e segura. E aoposição começa a ter a confiança do povo brasileiro, que é demonstradanas eleições, nos estados e municípios. Com isso, os militares de linhadura começaram a promover ataques clandestinos aos membros daesquerda. Uma das vítimas é o jornalista Vladimir Herzog que éassassinado em 1975, nas dependências do DOI-Codi, em São Paulo.Devido às pressões populares e a resistência da esquerda, acaba, em1978, o AI-5. Com isso restaura-se o habeas-corpus e abre caminho paraa volta da democracia no Brasil.
  107. 107. De 1979-1985 - Governo Figueiredo Começa a acelerar o processo de redemocratização, com a criaçãoda Lei da Anistia e com isso o direito de retorno ao Brasil para ospolíticos, artistas e demais brasileiros exilados e condenados por crimespolíticos. Mas, os militares de linha dura, contrários à Lei, continuam coma repressão clandestina. Cartas-bomba são colocadas em órgãos daimprensa e da OAB (Ordem dos advogados do Brasil); uma delas explodedurante um show no centro de convenções do Rio Centro, em 1981,fazendo várias vítimas fatais. Esse ato foi atribuído aos militares, mas semprovas, não houve punições. É no governo do General Figueiredo que é restabelecido opluripartidarismo no país e os partidos voltam a funcionar dentro danormalidade. A ARENA muda o nome e passa a ser PDS, enquanto oMDB passa a ser PMDB. São criados o Partido dos Trabalhadores (PT) eo Partido Democrático Trabalhista (PDT). Ambos com bandeiras de lutacontra o regime militar e exigindo a redemocratização, nasce a Campanhapelas eleições diretas em 1984, políticos de oposição, artistas, atletas emilhões de brasileiros participam do movimento das Diretas Já.
  108. 108. Conseguindo a aprovação, após muita luta da Emenda Dante deOliveira, que exigia eleições diretas para presidente naquele ano.Infelizmente, não conseguimos exatamente o que queríamos, suaaprovação. Mas, devido à forte pressão popular, no dia 15 de janeiro de1985, o Colégio Eleitoral escolheria o deputado Tancredo Neves paraPresidente da República. Outra surpresa frustrante: o presidente eleito Tancredo Neves ficadoente, antes de assumir, acaba falecendo, e assume o vice-presidente,José Sarney. Três anos de governo e é aprovada, em 1988, uma novaconstituição para o Brasil, que se esforça para apagar os resquícios daditadura militar e estabelecer os princípios democráticos. As décadas de 1950 E 1960 foram muito ricas para a educação brasileira. Houve, em 1958, um segundo Manifesto: Mais uma vez Convocados, ampliado com mais de 160 assinaturas de educadores, intelectuais e políticos, que reafirmavam os termos do Manifesto dos Pioneiros e ampliavam suas reivindicações, exigindo uma
  109. 109. Segundo os pesquisadores, o ensino superior exerceria um papelestratégico porque caberia a ele forjar o novo quadro técnico que desseconta do novo projeto econômico brasileiro, alinhado com a política norte-americana, bem como objetivava a contratação de assessores americanospara auxiliar nas reformas da educação pública, em todos os níveis deensino:• No caso do ensino superior, essa reforma, dentre outras coisas,propunha à quebra de um dos pilares mais importantes da educaçãosuperior: a tríade, ensino-pesquisa-extensão, destruída pela burocracia epela departamentalização, ou seja, os professores seriam organizados emdepartamentos e não mais por áreas de conhecimento e afinidadesteóricas. O lema passou a ser o proposto pelo Taylorismo-Fordismo:racionalidade, eficiência e produtividade;
  110. 110. • Matrícula por disciplinas, dividindo o curso em créditos de forma parcelada,quebrando a lógica das “turmas”, dessa forma, dificultando o relacionamentoentre os alunos e a organização do movimento estudantil: “um calo no pé” daditadura militar;• Vestibular unificado e classificatório, acabando assim, com a grandereivindicação do movimento estudantil: resolver a questão dos excedentes(candidatos que eram aprovados, mas não podiam efetivar matrículas devidoao número insuficiente de vagas); Para os professores, os militares criaram, a partir do Ato Institucional N.º 5e de decretos Lei, uma legislação específica que possibilitou a punição severaaos chamados agitadores, criou a infração disciplinar, instrumento com o qualpoderiam demitir, suspender, prender, instaurar inquérito policial. Enfim, oinstrumento necessário para fazer com que fossem severamente punidosaqueles que pensavam e ensinavam a pensar. Foram muitas as atrocidades cometidas nesse período histórico. Pesquisemais sobre esse assunto, é importante manter nossa memória viva e, assim,nunca mais permitir a repetição desta história.
  111. 111. PERÍODO ATUAL - HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO NO BRASILA Fase Atual:• Foram realizadas várias reformas, porém mantidos os princípios socializantes – ensino público e gratuito.• Lei N° 4.024 de 1961- de Diretrizes e Bases da Educação– O anteprojeto desta lei foi apresentado em 1948, com propostas avançadas, porém, estava desatualizada quando aprovada.• Golpe de 1964 – Provocou a evasão da elite pensante• Fechamento da União Nacional dos Estudantes – UNE• Transformações nos órgãos de representação• Criação dos Cursos de Pós-Graduação inicio dos anos 60.
  112. 112. PERÍODO ATUAL - HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO NO BRASILA Fase Atual:• Reabertura Processo Democrático• Eleição da Constituinte• Marcos Legais – Constituição de 1988 Esta Constituição foi elaborada com princípios socializantes e descentralizadores – Lei N° 9.394 de 24/12/1994 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN ou LDB, como também é conhecida).
  113. 113. Essas novas idéias exerceram forte influência nos trabalhadores, que buscavam fortalecer sua organização à procura de direitos sociais, culturais e reivindicando mais participação política. No decorrer do século XX, vivemos um forte desenvolvimento da indústria –passávamos do modelo agrário-exportador para o urbano industrial. À medida que asociedade brasileira foi de desenvolvendo, as duas classes sociais(burguesia/trabalhador) começavam a tornar visíveis suas opiniões e deixavam clarosos seus interesses, diametralmente antagônicos. Já no início dos anos 60, quando emergiam e ganhavam força no Brasilmovimentos sociais, que expressavam correntes sócio-filosóficas de pensamento nãoconservadoras, vivíamos um processo de politização dos trabalhadores que estavamparticipando ativamente do movimento estudantil, dos sindicatos, das comissões defábrica, das associações de bairros, dos partidos políticos etc... Todos reunidos emtorno da construção de um projeto político para o país, baseado em um modelo dedesenvolvimento diferente do modelo Capitalista, inspirados nas idéias: comunistas,socialistas, sociais-democráticas e anti-imperialistas, que se opunham ao Populismode Getúlio Vargas ao Fascismo de Mussolini (Ditador na Itália de 1922-1943) e aoNazismo de Hitler (ditador na Alemanha de 1933-1945).
  114. 114. No Cenário Nacional - Em meio à crise política que se arrastava,desde a renúncia de Jânio Quadros, em 1961, assume o vice, JoãoGoulart (1961-1964), que fez um governo marcado pela abertura àsorganizações sociais, causando a preocupação das classesconservadoras, da Igreja Católica, dos militares e da classe média. Esseestilo populista e de esquerda chegou a gerar preocupação, até mesmo,nos EUA que, junto com as classes conservadoras brasileiras, temiam aimplantação do comunismo e uma guinada do Brasil, para o chamadoBloco Socialista. No Cenário Internacional - Estávamos na efervescência da GuerraFria. A partir de 1945, os EUA recuperaram sua força mundial, abaladapela crise de 1929. A economia do grande país capitalista recompõe-se,voltando a ditar as regras para o mercado mundial. Os países europeus,que saíam da 2ª Guerra com profundas dificuldades econômicas,precisavam do apoio dos americanos e, para obtê-lo, era fundamental sercontra a URSS que, segundo o governo americano, era a inimiga dademocracia e do desenvolvimento capitalista. Nesse sentido, nasce umaforte aliança anti-comunista, comandada pelos norte-americanos.
  115. 115. Guerra Fria - designação atribuída ao conflitopolítico-ideológico entre os Estados Unidos (EUA),defensores do capitalismo, e a União Soviética(URSS), defensora do socialismo, compreendendo operíodo entre o final da Segunda Guerra Mundial e aextinção da União Soviética. É chamada “fria” porquenão houve qualquer combate físico, embora o mundotodo temesse a vinda de um novo conflito mundialpor se tratarem de duas superpotências com grandearsenal de armas nucleares. Norte-americanos esoviéticos travaram uma luta ideológica, política eeconômica durante esse período. Disponível:http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Fria, acesso em:28 de julho de 2010.
  116. 116. FRAGMENTOS DO CENÁRIO EDUCACIONAL ATUAL E AS TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS
  117. 117. TENDÊNCIAS PARA DE PEDAGÓGICAS FOCO NA APRENDIZAGEM. FOCO NO ENSINO. PROFESSOR FACILITADOR PROFESSOR TRANSMISSOR DA APRENDIZAGEM. ALUNO DE INFORMAÇÕES. CONSTROI CONHECIMENTOS E ALUNO OUVINTE E REPETIDOR 1 2 3 4 5 RESOLVE PROBLEMAS. FORMAÇÃO DO SER HUMANO COMPLETO, CORPO, MENTE,DESENVOLVIMENTO RACIONAL 1 2 3 4 5 CORAÇÃO, CÉREBRO E E DA MEMÓRIA INTELIGÊNCIAS MúLTIPLAS. CURRÍCULO BASEADO EM CURRICULO DEFINE COMPETÊNCIAS A DISCIPLINAS, DEFININDO DESENVOLVER. PROPÕE TEMÁTICAS CONTEÚDOS QUE O DOCENTE VAI ENSINAR E COBRAR 1 2 3 4 5 GLOBAIS E MULTIDISCIPLINARES. MÉTODO ÚNICO. AULA EXPOSITIVA. ENSINO DEVERSIFICADO. PROFESSOR ATIVO E FALANTE. APRENDIZAGEM COOPERATIVA. ALUNO PASSIVO E OUVINTE. 1 2 3 4 5 ALUNOS ATIVOS, EM GRUPOS, CRIAM E ESTUDAM JUNTOS. ( Daniel S. Silva – SEDUC/ RS - 2006)
  118. 118. TENDÊNCIAS PARA DE SALA FECHADA - 04 PAREDES. AMBIENTES DE APRENDIZAGEM LAY OUT PADRONIZADO. VARIADOS. VÁRIOS LAY OUTS. PROFESSOR NA FRENTE, PROFESSORES ATUAM EM ALUNOS EM CARTEIRAS, UNS DIVERSOS LOCAIS. ALUNOS ATRÁS DOS OUTROS. GIZ, SENTAM OLHANDO OS COLEGAS. CADERNO, LÁPIS, QUADRO TV, VÍDEO, DVD, COMPUTADOR, E LIVRO. 1 2 3 4 5 WEB, … AVALIAÇÃO QUALITATIVA. TESTAGEM QUANTITATIVA. APRESENTAÇÕESPROVAS, NOTAS E REPROVAÇÃO. ESCRITAS,ORAIS E GRÁFICA. APRENDIZADO DE TODOS, ERRO / CULPA DO ALUNO. CLASSIFICA OS ALUNOS. 1 2 3 4 5 CRESCIMENTO COLETIVO. GESTÃO DEMOCRÁTICA E GESTÃO AUTORITÁRIA E PARTICIPATIVA. PROFESSOR CENTRALIZADA. PROFESSOR LIDERA AS ATIVIDADES.ALUNO MANDA - ALUNO OBEDECE. CO-RESPONSÁVEL POR SUA POUCA ALEGRIA E APRENDIZAGEM. PARCERIA. MUITO TÉDIO ALEGRIA NO APRENDER E 1 2 3 4 5 ENSINAR ( Daniel S. Silva – SEDUC/ RS - 2006)
  119. 119. “A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas,não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores,inventores,descobridores.A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar,verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe.” (Jean Piaget)

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