Mata atlântica

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Trabalho sobre a biodiversidade, ameaças e perspectivas da Mata Atlântica.

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Mata atlântica

  1. 1. Estado da biodiversidade daMata Atlântica brasileiraAndrey Carvalho
  2. 2.  A Mata Atlântica, uma das maiores florestas tropicais doplaneta, foi o primeiro bioma a ser explorado durante a colonizaçãoeuropeia no Brasil. Os sucessivos ciclos econômicos e a contínuaexpansão da população humana na região durante os últimos cincoséculos comprometeram seriamente a integridade ecológica dosecossistemas singulares da Mata Atlântica.
  3. 3.  A biota da Mata Atlântica é extremamente diversificada(Conservation International do Brasil et al., 2000). Mesmo comextensas áreas ainda pouco conhecidas do ponto de vistabiológico, acredita-se que a região abrigue de 1 a 8% dabiodiversidade mundial. A considerável diversidade ambiental dobioma Mata Atlântica pode ser a causa da diversidade de espécies edo alto grau de endemismo. A latitude é um importante eixo devariação: diferentemente da maioria das outras florestas tropicais,a Mata Atlântica estende-se por mais de 27 graus. A latitude afetagrandemente, por exemplo, a distribuição geográfica de lagartos, esomente uma espécie com distribuição em toda a região foiencontrada (Vanzolini, 1988). A altitude também é importante: aMata Atlântica cobre terrenos que variam do nível do mar a2.700m, com consequentes gradientes altitudinais de diversidade(Holt, 1928; Buzzetti, 2000). Por fim, há também a variaçãolongitudinal: as florestas de interior diferem significativamentedaquelas próximas do litoral (Rizzini, 1997). Juntos, esses trêsfatores criam uma diversidade única de paisagens, que explica,pelo menos em parte, a extraordinária diversidade de espécies daregião.
  4. 4.  Apesar de séculos de investigação científica, a MataAtlântica ainda é pouco conhecida. Novas espécies devertebrados continuam a ser descritas (Lorini e Persson,1990; Kobayashi e Langguth, 1999), e muitas,paradoxalmente, foram descobertas nos arredores degrandes aglomerados urbanos (Willis e Oniki, 1992). O fatode que, apesar da enorme redução da cobertura florestal,poucas espécies tenham sido realmente extintas na regiãoindica que ainda existem chances de que ações bemplanejadas resultem na conservação da biota da MataAtlântica. Entretanto, tais ações precisam ser baseadas naavaliação do estado atual da biodiversidade e incluir umconjunto de indicadores bem definidos para monitorar osucesso das ações de conservação na região.
  5. 5.  Dois indicadores foram sugeridos para o monitoramento dosesforços de conservação: o primeiro mede o estado dabiodiversidade em cada região biogeográfica e o segundoavalia a proteção da biodiversidade na Mata Atlânticabrasileira. A partir da combinação desses doisindicadores, ações são recomendadas para o planejamentode estratégias da conservação em cada uma das sub-regiõesda Mata Atlântica.
  6. 6.  Subdivisões biogeográficasA biota endêmica da Mata Atlântica não se distribuihomogeneamente. A composição de espécies variaamplamente e, para fins de conservação da biodiversidade, aMata Atlântica não pode ser tratada como uma unidadehomogênea, e deve-se levar em consideração as distintas sub-regiões biogeográficas. A distribuição das espécies florestaisendêmicas de aves, primatas e borboletas – grupos animaismais bem conhecidos da Mata Atlântica – pode servir de basepara uma classificação biogeográfica sintética preliminar. Assub-regiões biogeográficas resultantes enquadram-se em doistipos: áreas de endemismo e áreas de transição
  7. 7.  Áreas de endemismo são sub-regiões caracterizadas pela presençade pelo menos duas espécies endêmicas com distribuiçõessobrepostas. Cinco áreas atendem a esse critério, incluindo asflorestas úmidas do Nordeste (BrejosNordestinos, Pernambuco, Diamantina e Bahia) e a cadeia demontanhas costeira (Serra do Mar). As áreas de transição são caracterizadas pela ocorrência defenômenos biológicos únicos, como zonas de contato entreespécies afins ou complexos mosaicos de interação entre biotascom histórias evolutivas distintas. Existem três áreas de transiçãona Mata Atlântica: São Francisco, Florestas de Interior e Florestasde Araucária
  8. 8. O destino da Mata Atlântica• O estado da biodiversidade florestal, medido pelo ICN(Índice de Capital Natural) em seis das sub-regiões, é crítico.Dependendo do critério utilizado para calcular a qualidadedas florestas remanescentes, pode-se dizer que a MataAtlântica perdeu de 91% a 96% do seu capital natural. Osremanescentes florestais estão altamente fragmentados.Numerosos pequenos fragmentos estão espalhados em umamatriz que certamente é prejudicial à sobrevivência deles alongo prazo.
  9. 9.  A destruição de matas na sub-região Florestas de Interiorimplica a ruptura de processos ecológicos e evolutivos únicos,característicos das áreas de transição (Silva, 1998). Emcontraste, a perda de áreas de endemismo como a sub-regiãoPernambuco traduz-se em perda completa de linhagensevolutivas únicas, o que se evidencia pelo grande número deespécies de vertebrados terrestres criticamente ameaçados. Aextinção de espécies é mais iminente na sub-regiãoPernambuco que em qualquer outro setor da Mata Atlântica.
  10. 10. • Com a combinação de ICN e IPB (O Índice de Proteção daBiodiversidade) , as seguintes recomendações foramformuladas para serem incorporadas nos esforços paraconservar as sub-regiões da Mata Atlântica:• Uma vez que a sub-região da Serra do Mar retém muitocapital natural e inclui o melhor sistema de áreasprotegidas, a prioridade deve ser expandir essesistema, criando novas UCs de proteção integral, com baseem análises biogeográficas detalhadas da região e da eficáciadas áreas protegidas já estabelecidas.
  11. 11. • Nas sub-regiões com alto ICN e baixo IPB, como os BrejosNordestinos, novas UCs de proteção integral maiores que 50km2devem ser criadas. A criação dessas novas UCs deve considerar avariação ambiental que existe na sub-região. Em sub-regiões combaixo ICN e um alto IPB, como as Florestas de Interior, áreasextensas devem ser restauradas para conectar unidades deconservação existentes.• Sub-regiões com baixo ICN e baixo IPB, como Pernambuco, Bahiae Florestas de Araucária, devem, por isso, ser consideradasprioridade máxima para ações de conservação, já que são as maisseriamente ameaçadas. Novas UCs de proteção integral maioresque 50km2 devem ser criadas. Áreas florestais remanescentesdevem ser expandidas por meio da restauração e conectadas peloestabelecimento de corredores ecológicos
  12. 12. OBRIGADO

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