Artur Filipe dos Santos
Cadeira de
PATRIMÓNIO CULTURAL PORTUGUÊS
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O CAMINHO DE SANTIAGO
PATRIMÓNIO CULTURAL DA FÉ
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Aula 4
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Contemporânea
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O CAMINHO PORTUGUÊS DE SANTIAGO
• "Eu, Bispo de Roma e Pastor da Igreja Universal,
daqui, de Santiago, te lanço, velha Eur...
• “Johannes Vasaeus,
historiador e humanista
flamengo, afirma na sua
Rerum Hispaniae
memorabilium annales
(1577) que as
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• Mas foi a abadia de
Cluny, fundada em 910
pelo duque Guilherme
da Aquitânia, um dos
principais centros
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• Os seus monges
estabeleceram-se
preferencialmente ao longo
dos Caminhos de Santiago,
onde fundaram mosteiros,
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• Diego Gelmírez, um
antigo escriba do conde
D. Raimundo de
Borgonha, senhor da
Galiza, eleito em 1102
arcebispo de Santia...
• A divulgação deste
documento serviu para
difundir a um vasto
público a ideia de que
Compostela era o pólo
mais important...
• Foi a partir do ano 1000
que as peregrinações a
Santiago se
popularizaram,
tornando-se a cidade
um dos principais
centro...
• A cidade de Santiago é
de facto o último
grande centro de
peregrinação na Idade
Média, e fulcral para o
processo de reco...
• Os reis que mais
apoiaram o Caminho,
construindo uma série de
infra-estruturas e locais
de assistência aos
peregrinos, f...
• Já antes do nascimento
da nacionalidade, a
devoção a Santiago tinha
raízes no território agora
português. A localização
...
• O Reino de Portugal é
fundado a partir da família
reinante em Leão, na Galiza
e em Castela, e Santiago e o
seu culto era...
• Existe também uma grande afinidade cultural entre os habitantes
do território que veio a ser a Galiza e os do norte de P...
• A primeira referência conhecida do culto de Santiago em
território hoje português, data do ano de 862, altura em
que Por...
• Durante o reinado de
Afonso III de Astúrias
em 889 é doado o
mosteiro de São
Frutuoso de Montelios
à igreja de Santiago ...
• O Apóstolo aparece
como o “patrono da
reconquista” e à
medida que vão sendo
conquistados territórios
aos mouros, surgem ...
• Numerosas famílias
portuguesas adoptaram
a vieira e outros
símbolos jacobeus no
brasão das suas armas.
20
• O primeiro registo de uma
peregrinação a Compostela
aparece no ano de 1064.
Antes do cerco de Coimbra,
reconquistada por...
• Existe também um
registo da peregrinação
do Conde D. Henrique e
da sua esposa Dona
Teresa no ano de 1097 a
Santiago.
22
• O processo de reconquista,
e a paz que dele advém,
acompanha a evolução da
peregrinação. Associado ao
culto de Santiago,...
• Depois de formado o
Reino de Portugal, os
nossos monarcas
demonstraram uma
contínua devoção pelo
Apóstolo: D. Afonso II ...
• Por esta altura surgem
também os primeiros
registos da prática da
peregrinação "por
substituição" – pagando
a alguém par...
• Foi o caso de Dona
Maria, filha de D. João I.
• A mais famosa
peregrina que partiu de
Portugal é sem dúvida
Isabel de Ar...
• A Rainha Santa Isabel
peregrinou a Compostela duas
vezes, na primeira, em 1325,
seis meses após a morte de D.
Dinis, foi...
• Muitos monarcas embora
não tenham peregrinado
a Santiago, contribuíram
para a peregrinação com
doações para mosteiros,
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• Foram os casos de
Penajóia (Lamego),
Canavezes, Vila Nova de
Cerveira, Ponte de Lima,
Guimarães e Chaves que
tinham como...
• Santiago foi protector do exército português
até à crise de 1383-1385, altura em que foi
substituído por São Jorge, por ...
• Ainda hoje existem em
território português
paróquias dedicadas a
Santiago e inúmeras
misericórdias,
albergarias, hospita...
• A própria toponímia
portuguesa foi muito
marcada pela sua
influência, Santiago do
Cacém, São Tiago,
Caminho, Albergaria ...
• Refira-se a título de
exemplo: Santiago do
Cacém, Santiago da Guarda
(Ansião) Santiago de
Cassurrâes (Mangualde),
Santia...
• As próprias lendas
Jacobeias estão
intimamente ligadas ao
nosso país. Conta a lenda
que em Guimarães
Santiago colocou um...
• Em Rates (Póvoa de
Varzim) teria ordenado
São Pedro de Rates, o
primeiro bispo de Braga
entre os anos 45 e 60,
que teria...
• As lendas mais famosas
são sem dúvida a do
Cavaleiro Caio (Vila
Nova de Gaia) e a lenda
do Galo de Barcelos
36
• Os Caminhos de Santiago
são hoje percorridos por
milhares de peregrinos
nas suas sete rotas
históricas: o Caminho
Francê...
• Além destas rotas,
existe ainda o Caminho
de Finisterra, que faz a
ligação entre as cidades
de Santiago e Finisterra.
38
• O Caminho Português de
Santiago, Caminhos de
Santiago dos Portugueses,
Via Lusitana ou
simplesmente Caminho
Português sã...
• É um dos vários
Caminhos de Santiago,
o conjunto de rotas de
peregrinação milenar
mais importante da
Europa, classificad...
• É frequente que a
designação de Caminho
Português se refira
apenas às rotas em
território galego, embora
num contexto ma...
42
O Traçado
• Os caminhos percorridos
pelos peregrinos
portugueses eram muitos
e variados. Em geral,
eram escolhidos os
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• Em rigor, não podemos, pois,
apontar apenas um Caminho
Português. Antes da marcação
efectiva do Caminho no terreno,
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• O caminho da costa, o
mais conhecido, que
começa na Sé de Lisboa,
segue para Santarém,
passando pela Golegã,
Tomar, Coim...
• Em Espanha, passa por
Tui, Porriño, Redondela,
Pontevedra, Caldas de
Reis, Padrón e chega
finalmente a Santiago.
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• O caminho foi sinalizado
para Santiago (de sul
para norte) com setas
amarelas e placas de
identificação.
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• Mas embora o percurso
esteja definido desde 2006,
muitos europeus resolvem
seguir os seus antepassados
à letra e sair da...
• Há registo histórico das
seguintes ligações: de
Lisboa a Coimbra por
Leiria; de Braga à
Portela do Homem,
Ourense, Santi...
• A alternativa de
Barcelos a Viana do
Castelo, Caminha, Vila
Nova de Cerveira,
Valença está a ser
sinalizada pelo
respons...
• A Via da Prata passa
também por Portugal.
Entra no nosso país em
Alcanices e passa por
Bragança, Segirei,
Soutochão, atr...
• Encontrámos ainda
relatos de vários
peregrinos que viajaram
para Santiago do sul do
nosso país e, embora
saibamos que ex...
• Todos estes Caminhos
são considerados pelas
estatísticas oficiais
como fazendo parte do
Caminho Português. No
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• Destes, 9770
percorreram o Caminho
Português. Com cerca
de 8% do total de
peregrinos, este traçado
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• Etapas do Caminho
• Porto > Vilarinho
• Vilarinho > Barcelos
• Barcelos > Ponte de Lima
• Ponte de Lima > Valença
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• Caminho Português
Etapa 1
• Do Porto a Vilarinho, Vila do Conde
• Trecho 1 Saída do Porto
• Trecho 2 Passagem por Leça
•...
Etapa 2
• De Vilarinho (Vila do Conde) a Barcelos
• Trecho 1 Saída de Vilarinho
• Trecho 2 Arcos
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A Rota do Caminho Português de Santiago desde o Porto
Etapa 3
• De Barcelos a Ponte de Lima
• Trecho 1 Saída de Barcelos
•...
A Rota do Caminho Português de Santiago desde o Porto
Etapa 4
• De Ponte de Lima a Valença / Tui
• Trecho 1 Saída de Ponte...
A Rota do Caminho Português de Santiago desde o Porto
Etapa 5
• De Valença / Tui a Redondela
• Trecho 1 A Caminho de Redon...
A Rota do Caminho Português de Santiago desde o Porto
Etapa 6
• De Redondela a Pontevedra
• Trecho 1 Saída de
Redondela
• ...
A Rota do Caminho Português de Santiago desde o Porto
Etapa 7
• De Pontevedra a Caldas de Reis
• Trecho 1 Saída de
Ponteve...
A Rota do Caminho Português de Santiago desde o Porto
Etapa 8
• De Caldas de Reis a Padrón
• Trecho 1 Saída de Caldas de
R...
A Rota do Caminho Português de Santiago desde o Porto
Etapa 9
• De Padrón a Santiago de Compostela
• Trecho 1 Saída de Pad...
A Rota do Caminho Português de Santiago desde o Porto
• Porto Vilarinho (Vila do Conde) 25 kms,
Saída do Porto
• Se progra...
A Rota do Caminho Português de Santiago desde o Porto
• Do largo da Sé, desces uma
escadaria até à Rua Escura e à Rua
da B...
A Rota do Caminho Português de Santiago desde o Porto
• À direita, a pouca distância, a Torre
dos Clérigos, o ex-libris da...
• Daí, pelo Carvalhido e
com a Quinta da
Prelada à mão
esquerda (Parque de
Campismo, que te pode
ser útil), passas por
bai...
• Mantemos sempre esta
direcção até ao Padrão da
Légua e a Aráujo, já
subúrbios da cidade do
Porto e aqui deveremos
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• A primeira é mais
antiga, apresentando,
contudo, o óbice do
atravessamento da N13,
uma via rápida de
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• É um percurso
interessante até as
proximidades da cidade
da Maia, perdendo
depois com a passagem
pela Zona Industrial at...
• A segunda é já
posterior ao séc. XV
mas segue um percurso
mais fácil, pelo
Convento de Moreira
da Maia, também até
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• A partir daqui o traçado
volta a ser um só,
ganhando com a
progressiva transição do
meio urbano para o
rural. Vais encon...
• Depois vem Gião e a
seguir Vairão, onde a
envolvência é
caracterizada por uma
intensa actividade
agrícola que marca
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• O Caminho tornou-se muito
popular nos últimos anos
devido a vários factores: as
autoridades espanholas e as
juntas locai...
• Outra das razões prende-se com o surgimento de cada
vez mais associações que promovem peregrinações em
grupo.
76
• Existe também uma
mudança de mentalidade
que promove a ligação
com a natureza e
publicita este tipo de
rotas. Em Portuga...
Bibliografia
– Mendes, Ana Catarina (2009). Peregrinos a Santiago de
Compostela: Uma Etnografia do Caminho Português. Lisb...
Bibliografia
– http://whc.unesco.org/en/list/669
– http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Calixtinus
– http://www.galeon.com/p...
Bibliografia
– http://whc.unesco.org/en/list/669
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Bibliografia fotográfica
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Património Cultural - O caminho de Santiago - aula 4 - O caminho Português - Artur Filipe dos Santos - Universidade Sénior Contemporânea

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Já antes do nascimento da nacionalidade, a devoção a Santiago tinha raízes no território agora português. A localização geográfica, bem como as identidades histórica, cultural e religiosa portuguesas, geram proximidade com a Galiza.
A primeira referência conhecida do culto de Santiago em território hoje português, data do ano de 862, altura em que Portugal fazia parte integrante do reino asturiano, com a sagração e dedicação ao Apóstolo da igreja de Castelo de Neiva, concelho de Viana do Castelo, por iniciativa do bispo Nausto de Coimbra.

Artur Filipe dos Santos
artursantosdocente@gmail.com
artursantos.no.sapo.pt
politicsandflags.wordpress.com
 
Artur Filipe dos Santos, Doutorado em Comunicação, Publicidade Relações Públicas e Protocolo, pela Universidade de Vigo, Galiza, Espanha, Professor Universitário, consultor e investigador em Comunicação Institucional e Património, Protocolista, Sociólogo.
Director Académico e Professor Titular na Universidade Sénior Contemporânea, membro da Direção do OIDECOM-Observatório Iberoamericano de Investigação e Desenvolvimento em Comunicação, membro da APEP-Associacao Portuguesa de Estudos de Protocolo. Membro do ICOMOS (International Counsil on Monuments and Sites), consultor da UNESCO para o Património Mundial, membro do Grupo de Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da Faculdade de Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, membro do Grupo de Investigação em Turismo e Comunicação da Universidade de Westminster. Professor convidado da Escola Superior de Saúde do Instituto Piaget. Orador e palestrante convidado em várias instituições de ensino superior.

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A Universidade Sénior Contemporânea é uma instituição vocacionada para a ocupação de tempos livres dos indivíduos que se sintam motivados para a aprendizagem constante de diversas matérias teóricas e práticas,adquirindo conhecimentos em múltiplas áreas, como línguas, ciências sociais, saúde, informática, internet, dança, teatro, entre outras, tendo ainda a oportunidade de participação em actividades como o Grupo de Teatro, Coro da USC, USC Web TV, conferências, colóquios, visitas de estudo. Desenvolve manuais didáticos das próprias cadeiras lecionadas(23), acessivéis a séniores, estudantes e profissionais através de livraria online.

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Património Cultural - O caminho de Santiago - aula 4 - O caminho Português - Artur Filipe dos Santos - Universidade Sénior Contemporânea

  1. 1. Artur Filipe dos Santos Cadeira de PATRIMÓNIO CULTURAL PORTUGUÊS http://breathtakingdestinations.tumblr.com/
  2. 2. O CAMINHO DE SANTIAGO PATRIMÓNIO CULTURAL DA FÉ 2 Aula 4 Cadeira de PATRIMÓNIO CULTURAL PORTUGUÊS www.chaves.pt
  3. 3. Artur Filipe dos Santos artursantosdocente@gmail.com artursantos.no.sapo.pt politicsandflags.wordpress.com • Artur Filipe dos Santos, Doutorado em Comunicação, Publicidade Relações Públicas e Protocolo, pela Universidade de Vigo, Galiza, Espanha, Professor Universitário, consultor e investigador em Comunicação Institucional e Património, Protocolista, Sociólogo. • Director Académico e Professor Titular na Universidade Sénior Contemporânea, membro da Direção do OIDECOM-Observatório Iberoamericano de Investigação e Desenvolvimento em Comunicação, membro da APEP-Associacao Portuguesa de Estudos de Protocolo. Membro do ICOMOS (International Counsil on Monuments and Sites), consultor da UNESCO para o Património Mundial, membro do Grupo de Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da Faculdade de Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, membro do Grupo de Investigação em Turismo e Comunicação da Universidade de Westminster. Professor convidado da Escola Superior de Saúde do Instituto Piaget. Orador e palestrante convidado em várias instituições de ensino superior. Artur Filipe dos Santos - artursantos.no.sapo.pt 3
  4. 4. A Universidade Sénior Contemporânea Web: www.usc.no.sapo.pt Email: usc@sapo.pt Edições online: www.edicoesuscontemporanea.webnode.com • A Universidade Sénior Contemporânea é uma instituição vocacionada para a ocupação de tempos livres dos indivíduos que se sintam motivados para a aprendizagem constante de diversas matérias teóricas e práticas,adquirindo conhecimentos em múltiplas áreas, como línguas, ciências sociais, saúde, informática, internet, dança, teatro, entre outras, tendo ainda a oportunidade de participação em actividades como o Grupo de Teatro, Coro da USC, USC Web TV, conferências, colóquios, visitas de estudo. Desenvolve manuais didáticos das próprias cadeiras lecionadas(23), acessivéis a séniores, estudantes e profissionais através de livraria online. 4
  5. 5. O CAMINHO PORTUGUÊS DE SANTIAGO • "Eu, Bispo de Roma e Pastor da Igreja Universal, daqui, de Santiago, te lanço, velha Europa, um grito de amor - Volta a encontrar-te! Sê tu mesma, descobre as tuas origens, aviva a tuas raízes, revive aqueles valores autênticos que fizeram gloriosa a tua História e abençoada a tua presença nos outros Continentes! Santiago de Compostela, 9 de Novembro de 1982 João Paulo II" Associação dos Amigos do Caminho Português de Santiago 5 Património Cultural – O Caminho de Santiago O CAMINHO PORTUGUÊS DE SANTIAGO
  6. 6. • “Johannes Vasaeus, historiador e humanista flamengo, afirma na sua Rerum Hispaniae memorabilium annales (1577) que as peregrinações ao túmulo do apóstolo começaram no ano 849 (Peake 1919:213). 6 www.joaomarinho.com
  7. 7. • Mas foi a abadia de Cluny, fundada em 910 pelo duque Guilherme da Aquitânia, um dos principais centros dinamizadores das peregrinações jacobeias. 7 cpsc-spa.blogspot.com
  8. 8. • Os seus monges estabeleceram-se preferencialmente ao longo dos Caminhos de Santiago, onde fundaram mosteiros, ergueram igrejas, estabeleceram refúgios, hospícios e outras casas ou instituições de assistência aos peregrinos. «pode dizer- se que a ordem de Cluny foi a primeira agencia de propaganda na Europa das peregrinações a Santiago» (Rocha 1993:103). 8 www.sampabikers.com.br
  9. 9. • Diego Gelmírez, um antigo escriba do conde D. Raimundo de Borgonha, senhor da Galiza, eleito em 1102 arcebispo de Santiago de Compostela, é o responsável pela compilação de um conjunto de documentos conhecidos como a História Compostelana. 9
  10. 10. • A divulgação deste documento serviu para difundir a um vasto público a ideia de que Compostela era o pólo mais importante da cristandade depois de Roma, ou talvez mesmo depois de Jerusalém (Rocha 1993:101). 10 afifedigital.blogs.sapo.pt
  11. 11. • Foi a partir do ano 1000 que as peregrinações a Santiago se popularizaram, tornando-se a cidade um dos principais centros de peregrinação cristã (a par de Roma e Jerusalém). 11
  12. 12. • A cidade de Santiago é de facto o último grande centro de peregrinação na Idade Média, e fulcral para o processo de reconquista cristã. 12
  13. 13. • Os reis que mais apoiaram o Caminho, construindo uma série de infra-estruturas e locais de assistência aos peregrinos, foram Sancho III, o Grande, de Navarra e Afonso VI, o Valente (Rei de Leão entre 1065 e 1109, Rei da Galiza entre 1071 e 1109 e Rei de Castela entre 1072 e 1109). 13 maltez.info
  14. 14. • Já antes do nascimento da nacionalidade, a devoção a Santiago tinha raízes no território agora português. A localização geográfica, bem como as identidades histórica, cultural e religiosa portuguesas, geram proximidade com a Galiza. 14 www.vialusitana.org
  15. 15. • O Reino de Portugal é fundado a partir da família reinante em Leão, na Galiza e em Castela, e Santiago e o seu culto eram de importância primordial para esses reinos cristãos: «a devoção santiaguista manteve-se intacta quando o território portucalense foi doado ao conde D. Henrique em atenção a sua mulher D. Teresa» (Baquero Moreno 2000: 42). 15
  16. 16. • Existe também uma grande afinidade cultural entre os habitantes do território que veio a ser a Galiza e os do norte de Portugal, em virtude, nomeadamente, de todos falarem a mesma língua, que veio a ser definida como galego-português, e da qual proveio o português dos nossos dias. 16
  17. 17. • A primeira referência conhecida do culto de Santiago em território hoje português, data do ano de 862, altura em que Portugal fazia parte integrante do reino asturiano, com a sagração e dedicação ao Apóstolo da igreja de Castelo de Neiva, concelho de Viana do Castelo, por iniciativa do bispo Nausto de Coimbra. 17
  18. 18. • Durante o reinado de Afonso III de Astúrias em 889 é doado o mosteiro de São Frutuoso de Montelios à igreja de Santiago e semelhantes doações são feitas nos anos seguintes. 18 www.skyscrapercity.com
  19. 19. • O Apóstolo aparece como o “patrono da reconquista” e à medida que vão sendo conquistados territórios aos mouros, surgem as primeiras igrejas dedicadas, ou rededicadas, a Santiago. 19
  20. 20. • Numerosas famílias portuguesas adoptaram a vieira e outros símbolos jacobeus no brasão das suas armas. 20
  21. 21. • O primeiro registo de uma peregrinação a Compostela aparece no ano de 1064. Antes do cerco de Coimbra, reconquistada por Almançor em 987, Fernando Magno peregrina a Santiago para pedir ajuda ao apóstolo: «Depois da conquista de Coimbra, Fernando Magno e Sesnando, governador da cidade e da região, foram a Compostela agradecer ao Apóstolo tão importante vitória» (Cunha 2006:3). 21 Mendes, Ana Catarina (2009). Peregrinos a Santiago de Compostela: Uma Etnografia do Caminho Português. Lisboa: Tese de Mestrado, Universidade de Lisboa
  22. 22. • Existe também um registo da peregrinação do Conde D. Henrique e da sua esposa Dona Teresa no ano de 1097 a Santiago. 22
  23. 23. • O processo de reconquista, e a paz que dele advém, acompanha a evolução da peregrinação. Associado ao culto de Santiago, e às peregrinações em Portugal estão também os cultos de Santo Amaro, São Roque (peregrinos jacobeus segundo a tradição) e de São Cristóvão e São Gonçalo de Amarante, padroeiros dos caminhos, dos caminhantes e das travessias de rios. 23
  24. 24. • Depois de formado o Reino de Portugal, os nossos monarcas demonstraram uma contínua devoção pelo Apóstolo: D. Afonso II (O Gordo) peregrina a Compostela em 1220, o infante português Afonso de Bolonha faz o trajecto em 1243 e em 1244 segue-lhe os passos D. Sancho II. 24
  25. 25. • Por esta altura surgem também os primeiros registos da prática da peregrinação "por substituição" – pagando a alguém para ir em seu nome ou deixando em testamento a atribuição de uma verba a quem fosse a “a Santiago da Galiza” em seu nome. 25 umpardebotas.blogs.sapo.pt
  26. 26. • Foi o caso de Dona Maria, filha de D. João I. • A mais famosa peregrina que partiu de Portugal é sem dúvida Isabel de Aragão. 26 lapetitetaina.blogspot.com
  27. 27. • A Rainha Santa Isabel peregrinou a Compostela duas vezes, na primeira, em 1325, seis meses após a morte de D. Dinis, foi acompanhada de um séquito real, em 1335, tentou uma abordagem mais modesta e um certo anonimato, e os relatos contam que fez todo o percurso a pé. 27 diariodigital.sapo.pt
  28. 28. • Muitos monarcas embora não tenham peregrinado a Santiago, contribuíram para a peregrinação com doações para mosteiros, hospitais e albergarias que cuidavam dos peregrinos no Caminho, já que a peregrinação era muito intensa no final da Idade Média. 28
  29. 29. • Foram os casos de Penajóia (Lamego), Canavezes, Vila Nova de Cerveira, Ponte de Lima, Guimarães e Chaves que tinham como principal obrigação o cuidado dos peregrinos. 29
  30. 30. • Santiago foi protector do exército português até à crise de 1383-1385, altura em que foi substituído por São Jorge, por influência inglesa. Para além da necessidade de chamar por um Santo diferente, esta adopção de São Jorge marca a necessidade de separação e independência de Castela: «por influência do tratado de Windsor Portugal toca o patrono militar Santiago por São Jorge numa verdadeira atitude de anticastelhanismo, nem por isso os portugueses esmoreceram na devoção ao Apóstolo, sendo numerosos os documentos que comprovativos de que as peregrinações continuaram» (Rocha 1993:104). 30
  31. 31. • Ainda hoje existem em território português paróquias dedicadas a Santiago e inúmeras misericórdias, albergarias, hospitais, igrejas e ermidas dedicadas ao Apóstolo espalhadas pelo nosso país 31 www.cpisantiago.pt
  32. 32. • A própria toponímia portuguesa foi muito marcada pela sua influência, Santiago do Cacém, São Tiago, Caminho, Albergaria e Hospital estão ainda presentes nos nomes de muitas localidades portuguesas. 32
  33. 33. • Refira-se a título de exemplo: Santiago do Cacém, Santiago da Guarda (Ansião) Santiago de Cassurrâes (Mangualde), Santiago de Besteiros (Tondela), São Tiago de Custóias (Porto), São Tiago de Lobão (Santa Maria da Feira), S. Tiago de Silvalde (Espinho), entre muitas outras. Algumas destas localidades estão associadas à acção da própria Ordem de Santiago. 33
  34. 34. • As próprias lendas Jacobeias estão intimamente ligadas ao nosso país. Conta a lenda que em Guimarães Santiago colocou uma imagem da Virgem Maria num templo pagão onde foi erigida uma capela dedicada ao Apóstolo que foi demolida em finais do século XIX. 34 pt.wikipedia.org Praça da Oliveira, no Centro histórico de Guimarães, com o Padrão do Salado
  35. 35. • Em Rates (Póvoa de Varzim) teria ordenado São Pedro de Rates, o primeiro bispo de Braga entre os anos 45 e 60, que teria sido decapitado enquanto celebrava uma missa. • Mosteiro de S. Pedro de Rates 35
  36. 36. • As lendas mais famosas são sem dúvida a do Cavaleiro Caio (Vila Nova de Gaia) e a lenda do Galo de Barcelos 36
  37. 37. • Os Caminhos de Santiago são hoje percorridos por milhares de peregrinos nas suas sete rotas históricas: o Caminho Francês, o Caminho do Norte, a Via da Prata, a Rota Marítimo Fluvial, o Caminho Inglês, o Caminho Primitivo e o Caminho Português. 37
  38. 38. • Além destas rotas, existe ainda o Caminho de Finisterra, que faz a ligação entre as cidades de Santiago e Finisterra. 38
  39. 39. • O Caminho Português de Santiago, Caminhos de Santiago dos Portugueses, Via Lusitana ou simplesmente Caminho Português são designações das rotas de peregrinação com origem em Portugal e destino ao túmulo do apóstolo Santiago Maior na Catedral de Santiago de Compostela, no centro da Galiza. 39
  40. 40. • É um dos vários Caminhos de Santiago, o conjunto de rotas de peregrinação milenar mais importante da Europa, classificados desde 1998 como Património Mundial pela UNESCO. 40
  41. 41. • É frequente que a designação de Caminho Português se refira apenas às rotas em território galego, embora num contexto mais alargado, essa designação se possa aplicar também às rotas que percorrem todo o território português, do Algarve até a Trás-os-Montes e Minho. 41
  42. 42. 42
  43. 43. O Traçado • Os caminhos percorridos pelos peregrinos portugueses eram muitos e variados. Em geral, eram escolhidos os caminhos mais comuns e mais frequentados, para evitar encontros indesejados com bandidos e salteadores. 43 http://caminhoportuguesdesantiago.com/PT/e tapa_1_1.php
  44. 44. • Em rigor, não podemos, pois, apontar apenas um Caminho Português. Antes da marcação efectiva do Caminho no terreno, não havia nem início, nem um percurso definido. Historicamente, a partir de Lisboa, podemos falar de dois grandes caminhos que atravessam o país de Sul a Norte, um na costa e um no interior. 44
  45. 45. • O caminho da costa, o mais conhecido, que começa na Sé de Lisboa, segue para Santarém, passando pela Golegã, Tomar, Coimbra, Porto, Barcelos, Ponte de Lima e atravessa a fronteira em Valença. 45 http://caminhoportuguesdesantiago.com/
  46. 46. • Em Espanha, passa por Tui, Porriño, Redondela, Pontevedra, Caldas de Reis, Padrón e chega finalmente a Santiago. 46
  47. 47. • O caminho foi sinalizado para Santiago (de sul para norte) com setas amarelas e placas de identificação. 47
  48. 48. • Mas embora o percurso esteja definido desde 2006, muitos europeus resolvem seguir os seus antepassados à letra e sair da porta de casa, como os peregrinos do passado que peregrinavam guiando-se pelas estrelas até Santiago, seguem caminhos alternativos, historicamente documentados como vias de peregrinação medievais. 48 www.snpcultura.org
  49. 49. • Há registo histórico das seguintes ligações: de Lisboa a Coimbra por Leiria; de Braga à Portela do Homem, Ourense, Santiago; de Ponte de Lima a Ponte da Barca e Vilarinho das Furnas; de Coimbra a Viseu, Chaves e Verin. 49
  50. 50. • A alternativa de Barcelos a Viana do Castelo, Caminha, Vila Nova de Cerveira, Valença está a ser sinalizada pelo responsável pelo Albergue de São Pedro de Rates. 50
  51. 51. • A Via da Prata passa também por Portugal. Entra no nosso país em Alcanices e passa por Bragança, Segirei, Soutochão, atravessa a fronteira em Feces de abaixo para Verin, Ourense e Santiago. 51 www.mulherviajante.com.br
  52. 52. • Encontrámos ainda relatos de vários peregrinos que viajaram para Santiago do sul do nosso país e, embora saibamos que existiam rotas de peregrinação, ainda não foi feito o levantamento de nenhum percurso a Sul de Lisboa. 52 ceg.fcsh.unl.pt
  53. 53. • Todos estes Caminhos são considerados pelas estatísticas oficiais como fazendo parte do Caminho Português. No ano de 2008, 12 5141 peregrinos solicitaram o comprovativo de conclusão do caminho, a Compostela, à chegada a Santiago. 53 www.vialusitana.org
  54. 54. • Destes, 9770 percorreram o Caminho Português. Com cerca de 8% do total de peregrinos, este traçado é o segundo mais percorrido (depois do Caminho Francês), tendência que se mantém pelo menos desde 2006 54
  55. 55. • Etapas do Caminho • Porto > Vilarinho • Vilarinho > Barcelos • Barcelos > Ponte de Lima • Ponte de Lima > Valença • Valença > Redondela • Redondela > Pontevedra • Pontevedra > Caldas de Reis • Caldas de Reis> Padrón • Padrón > Santiago de Compostela 55
  56. 56. • Caminho Português Etapa 1 • Do Porto a Vilarinho, Vila do Conde • Trecho 1 Saída do Porto • Trecho 2 Passagem por Leça • Trecho 3 Maia 2 • Trecho 4 Cruzando Mosteiró • Trecho 5 Chagada a Vilarinho 56
  57. 57. Etapa 2 • De Vilarinho (Vila do Conde) a Barcelos • Trecho 1 Saída de Vilarinho • Trecho 2 Arcos • Trecho 3 Pelo Alto da Mulher Morta • Trecho 4 Pedra Furada • Trecho 5 Chegada a Barcelos 57 www.portugal-reiseinfo.de
  58. 58. A Rota do Caminho Português de Santiago desde o Porto Etapa 3 • De Barcelos a Ponte de Lima • Trecho 1 Saída de Barcelos • Trecho 2 S. Pedro Fins de Tamel • Trecho 3 Cruzando o Rio Neiva • Trecho 4 Vitorino de Piães • Trecho 5 Facha • Trecho 6 Chegada a Ponte de Lima 58 www.almadeviajante.com Peregrinos no Caminho Português de Santiago
  59. 59. A Rota do Caminho Português de Santiago desde o Porto Etapa 4 • De Ponte de Lima a Valença / Tui • Trecho 1 Saída de Ponte de Lima • Trecho 2 Calheiros • Trecho 3 Romarigães • Trecho 4 Cruzando o Rio Coura • Trecho 5 Fontoura • Trecho 6 Valença ou Tui 59 ajflouro.blogspot.com
  60. 60. A Rota do Caminho Português de Santiago desde o Porto Etapa 5 • De Valença / Tui a Redondela • Trecho 1 A Caminho de Redondela • Trecho 2 Ribadelouro • Trecho 3 Junto ao Rio • Trecho 4 O Porriño • Trecho 5 Vilar de Infest • Trecho 6 Chegada a Redondela 60 Wikipedia
  61. 61. A Rota do Caminho Português de Santiago desde o Porto Etapa 6 • De Redondela a Pontevedra • Trecho 1 Saída de Redondela • Trecho 2 Pontesampaio • Trecho 3 Bértola • Trecho 4 Chegada a Pontevedra 61 “Por el Camino Portugués se entra en Pontevedra a través de las calles de A Virxe do Camiño” hitosdelcamino.blogspot.com
  62. 62. A Rota do Caminho Português de Santiago desde o Porto Etapa 7 • De Pontevedra a Caldas de Reis • Trecho 1 Saída de Pontevedra • Trecho 2 Portela • Trecho 3 Briallos • Trecho 4 Chegada a Caldas de Reis 62 www.elsecretodelola.es
  63. 63. A Rota do Caminho Português de Santiago desde o Porto Etapa 8 • De Caldas de Reis a Padrón • Trecho 1 Saída de Caldas de Reis • Trecho 2 Carracedo • Trecho 3 Chegada a Padrón 63
  64. 64. A Rota do Caminho Português de Santiago desde o Porto Etapa 9 • De Padrón a Santiago de Compostela • Trecho 1 Saída de Padrón • Trecho 2 Cruces • Trecho 3 A Casalonga • Trecho 4 Agrela e Agro dos Monteiros • Trecho 5 Chegada a Santiago de Compostela 64
  65. 65. A Rota do Caminho Português de Santiago desde o Porto • Porto Vilarinho (Vila do Conde) 25 kms, Saída do Porto • Se programar a Peregrinação a partir do Porto, o local a escolher para o seu início deverá ser, naturalmente, a Sé Catedral. Aponta a saída pelas oito horas da manhã, pois embora a jornada não seja longa, farás muitos quilómetros em área urbana, atravessando as cidades do Porto e da Maia, com tráfego intenso e, em alguns locais, até com algum perigo. 65
  66. 66. A Rota do Caminho Português de Santiago desde o Porto • Do largo da Sé, desces uma escadaria até à Rua Escura e à Rua da Banharia, dois estreitos arruamentos do burgo medieval, atravessas a movimentada Rua Mouzinho da Silveira e a das Flores e pela Rua dos Caldeireiros alcanças o Campo dos Mártires da Pátria, a antiga Cordoaria, extra- muros da cidade. 66
  67. 67. A Rota do Caminho Português de Santiago desde o Porto • À direita, a pouca distância, a Torre dos Clérigos, o ex-libris da cidade invicta. Atravessamos o Campo, paramos junto à Igreja do Carmo e entra-se na Rua de Cedofeita, uma das principais artérias comerciais do Porto e que percorrerás na sua totalidade até à Capela da Ramada Alta. 67
  68. 68. • Daí, pelo Carvalhido e com a Quinta da Prelada à mão esquerda (Parque de Campismo, que te pode ser útil), passas por baixo da Via de Cintura Interna e vai-se até ao Monte dos Burgos, onde atravessamos a Via da Circunvalação. 68
  69. 69. • Mantemos sempre esta direcção até ao Padrão da Légua e a Aráujo, já subúrbios da cidade do Porto e aqui deveremos optar por uma das duas alternativas que o Caminho tem para atravessar o rio Leça - pela ponte romana de Barreiros ou pela ponte romana de Moreira. 69
  70. 70. • A primeira é mais antiga, apresentando, contudo, o óbice do atravessamento da N13, uma via rápida de intenso tráfego, e em local perigoso. 70 Google Maps, Via Norte, N14
  71. 71. • É um percurso interessante até as proximidades da cidade da Maia, perdendo depois com a passagem pela Zona Industrial até Vilar do Pinheiro. 71
  72. 72. • A segunda é já posterior ao séc. XV mas segue um percurso mais fácil, pelo Convento de Moreira da Maia, também até Vilar do Pinheiro, onde reencontra aquela. 72
  73. 73. • A partir daqui o traçado volta a ser um só, ganhando com a progressiva transição do meio urbano para o rural. Vais encontrar Mosteiró, um lugar onde poderás descansar e improvisar um almoço. 73 Igreja Mosteiró
  74. 74. • Depois vem Gião e a seguir Vairão, onde a envolvência é caracterizada por uma intensa actividade agrícola que marca profundamente a paisagem. E saímos do Distrito do Porto 74
  75. 75. • O Caminho tornou-se muito popular nos últimos anos devido a vários factores: as autoridades espanholas e as juntas locais trabalham para atrair peregrinos, publicitando o Caminho e melhorando as infra- estruturas para os receber, já que são estes “turistas” que mantêm vivas muitas das aldeolas ao longo da rota. 75
  76. 76. • Outra das razões prende-se com o surgimento de cada vez mais associações que promovem peregrinações em grupo. 76
  77. 77. • Existe também uma mudança de mentalidade que promove a ligação com a natureza e publicita este tipo de rotas. Em Portugal, o apoio é escasso e contam-se apenas com a colaboração e incentivo de alguns autarcas e associações. 77
  78. 78. Bibliografia – Mendes, Ana Catarina (2009). Peregrinos a Santiago de Compostela: Uma Etnografia do Caminho Português. Lisboa: Tese de Mestrado, Universidade de Lisboa – http://www.caminhoportosantiago.com/PT/santiago.html – http://www.caminhoportuguesdesantiago.com/PT/caminho.ph p – http://pt.wikipedia.org/wiki/Caminhos_de_Santiago – http://www.spain.info/pt/que-quieres/rutas/grandes- rutas/camino-santiago/ – http://atc.pt/files/72/7201.pdf – http://www.santiago.org.br/caminho-de-santiago-historia.asp – http://www.santiago.org.br/caminho-de-santiago-o-que-e.asp – http://www.confrariaapostolosantiago.com.br/depoimentos/his toria-do-caminho.pdf 78 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  79. 79. Bibliografia – http://whc.unesco.org/en/list/669 – http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Calixtinus – http://www.galeon.com/projetochronos/chronosmedieval/santi ago/codex.htm – http://pt.scribd.com/doc/54472683/O-Codex-Calixtinus#scribd – http://camino.xacobeo.es/pt-pt/caminhos/caminho-portugues – http://pt.wikipedia.org/wiki/Caminho_Portugu%C3%AAs_de_Sa ntiago – http://www.caminhoportosantiago.com/PT/santiago- historia.html – http://ocaminhodecompostela.blogspot.pt/2006/12/historia- de-santiago-de-compostela.html – http://pt.wikipedia.org/wiki/Caminho_Portugu%C3%AAs_de_Sa ntiago 79 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  80. 80. Bibliografia – http://whc.unesco.org/en/list/669 – http://pt.wikipedia.org/wiki/Cruz_de_Santiago – http://www.caminhoportuguesdesantiago.com/PT/ – http://www.caminhodesantiago.com.br/guia_portugues.h tm – http://www.caminhoportuguesdesantiago.com/PT/caminh o.php – http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/299/1/20587_uls d_dep.17914_M_1.pdf 80 Património Cultural – O Caminho de Santiago
  81. 81. Bibliografia fotográfica – http://2.bp.blogspot.com/- 6sjIwT7QqoQ/VNld6pmPkKI/AAAAAAAAsrY/0N-OhbkM- GU/s1600/Teodomiro%2Bdescobre%2Bo%2Bt%C3%BAmul o%2Bde%2BSantiago.jpg – http://images.world66.com/sa/nt/ia/santiago_peregrino_g alleryfull 81 Património Cultural – O Caminho de Santiago

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