Cadeira de
HISTÓRIA DO PORTO
Coleção de Manuais da Universidade
Sénior Contemporânea
Professor Doutor
Artur Filipe dos San...
CONVENTO CORPUS CHRISTI
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• Situado na margem
esquerda do rio Douro,
junto ao Cais de Vila
Nova de Gaia, no Largo
de Aljubarrota, as suas
origens re...
• Local singular que se
caracteriza pela
paisagem natural e pelo
casario que o circunda.
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• O Espaço Corpus Christi
é constituído pelo coro
alto, coro baixo, ante -
coro e capela do séc.
XVII.
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• Exemplo ímpar da
Arquitectura e da Arte,
a capela conventual é
invulgar, pela planta
octogonal de inspiração
italianizan...
• No passado lugar de
culto, hoje lugar de
cultura. Exposições,
concertos, espectáculos
de expressão corporal,
seminários ...
• O Mosteiro de São
Domingos das Donas de
Vila Nova de Gaia,
também referido como
Convento de Corpus
Christi e Instituto d...
• O mosteiro foi fundado em
1345 por D. Maria Mendes
Petite, uma fidalga de Gaia,
filha de Soeiro Mendes
Petite, viúva do ...
• A fundadora dedicou o
mosteiro ao Augusto
Sacramento da Eucaristia,
dotou-o de avultados bens e
entregou-o à Ordem de Sã...
• A primitiva igreja do convento sofreu
uma degradação gradual devido às
cheias do rio Douro (junto ao qual se
localizava)...
• Já no século XVIII foi
construída a fachada
em estilo barroco que
antecede o portal da
igreja, e onde é patente
a influê...
• As funções conventuais
extinguiram-se em 1894
com a morte da última
freira, Marcelina
Cândida Viana.
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• Em 1930, o edifício foi
entregue às irmãs do
Instituto do Bom Pastor
que criaram um Instituto
Feminino de Educação e
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• No início da década de
1990, tendo-se retirado
as Religiosas, foi o
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de Malt...
• Revertendo para a
Câmara Municipal de Vila
Nova de Gaia em 2003, o
convento sofreu recentes
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• Características
A igreja, de concepção
centralizada, organiza-
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• Em termos artísticos,
destacam-se os quatro
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• A pintura e a imaginária que
decoram a igreja (teto do
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• Este arquitecto foi
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• Por outro lado, denuncia a
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subjacente à edificação das
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dominicanas entre ...
• À luz do exposto, a
invocação do convento
de Gaia "impunha" uma
planimetria
centralizada, plena de
simbolismo e eficácia...
• O templo resultante do
traço de Pantaleão da Rocha
de Magalhães, cujas obras
tiveram início em 1675 e se
prolongaram até...
• Esta questão acabaria
por ser resolvida entre
1677 e 1680, mas pelo
pedreiro Gregório
Fernandes, responsável
pelo alarga...
• Num dos braços dessa
tenaz encontra-se uma
construção de três
arcos, que veio
solucionar o problema
da regularização do
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• No interior, destaque para o
cadeiral do coro em talha,
que remonta à segunda
metade de Seiscentos, onde
sobressai a exp...
• Representam santos
dominicanos
acompanhados de outros
que não pertencem à
Ordem, mas que se
enquadram na
espiritualidade...
Bibliografia
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História do porto convento corpus christi vila nova de gaia

  1. 1. Cadeira de HISTÓRIA DO PORTO Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Professor Doutor Artur Filipe dos Santos 1
  2. 2. CONVENTO CORPUS CHRISTI 2
  3. 3. • Situado na margem esquerda do rio Douro, junto ao Cais de Vila Nova de Gaia, no Largo de Aljubarrota, as suas origens remontam a 1345. 3
  4. 4. • Local singular que se caracteriza pela paisagem natural e pelo casario que o circunda. 4
  5. 5. • O Espaço Corpus Christi é constituído pelo coro alto, coro baixo, ante - coro e capela do séc. XVII. 5
  6. 6. • Exemplo ímpar da Arquitectura e da Arte, a capela conventual é invulgar, pela planta octogonal de inspiração italianizante, coberta por uma cúpula de pedra, cuja traça é de autoria de Pantaleão Vieira. 6
  7. 7. • No passado lugar de culto, hoje lugar de cultura. Exposições, concertos, espectáculos de expressão corporal, seminários e congressos fazem parte da sua programação. 7
  8. 8. • O Mosteiro de São Domingos das Donas de Vila Nova de Gaia, também referido como Convento de Corpus Christi e Instituto do Bom Pastor, localiza-se junto ao Cais de Gaia, na freguesia de Santa Marinha, em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, em Portugal. 8
  9. 9. • O mosteiro foi fundado em 1345 por D. Maria Mendes Petite, uma fidalga de Gaia, filha de Soeiro Mendes Petite, viúva do trovador dionisino Estevão Coelho, e mãe de Pero Coelho, um dos responsáveis pelo assassínio de D. Inês de Castro. A família estava ligada à fundação do poderoso Mosteiro de Grijó. 9
  10. 10. • A fundadora dedicou o mosteiro ao Augusto Sacramento da Eucaristia, dotou-o de avultados bens e entregou-o à Ordem de São Domingos, filiando-se no Mosteiro de São Domingos das Donas de Santarém. Um conflito jurídico com o Bispo do Porto, que à época se opôs à sua fundação, provocou atraso significativo na abertura do mosteiro, o que veio a acontecer apenas em 1354. 10
  11. 11. • A primitiva igreja do convento sofreu uma degradação gradual devido às cheias do rio Douro (junto ao qual se localizava), o que levou à edificação de um novo templo, cujas obras tiveram início na segunda metade do século XVII com traça do padre Pantaleão da Rocha de Magalhães - responsável por várias obras no Porto e arredores -, seguindo o modelo do templo lisboeta do Mosteiro do Bom Sucesso de Santa Maria de Belém, pertencente à mesma ordem, e ajustado, nos coros, ao local e às necessidades da congregação, por Gregório Fernandes. 11
  12. 12. • Já no século XVIII foi construída a fachada em estilo barroco que antecede o portal da igreja, e onde é patente a influência de Nicolau Nasoni. 12
  13. 13. • As funções conventuais extinguiram-se em 1894 com a morte da última freira, Marcelina Cândida Viana. 13
  14. 14. • Em 1930, o edifício foi entregue às irmãs do Instituto do Bom Pastor que criaram um Instituto Feminino de Educação e Regeneração. O aumento das internadas levou à construção, em 1940, da ala poente do convento, de arquitetura tipicamente Estado Novo. 14
  15. 15. • No início da década de 1990, tendo-se retirado as Religiosas, foi o conjunto entregue à Ordem Soberana e Militar de Malta, que através da Fundação Frei Manuel Pinto da Fonseca, continuou a afirmar o antigo convento como centro de apostolado. 15
  16. 16. • Revertendo para a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia em 2003, o convento sofreu recentes obras de remodelação, albergando agora um espaço cultural - o Espaço Corpus Christi - e ainda um pólo de mestrado da Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. 16
  17. 17. • Características A igreja, de concepção centralizada, organiza- se ao longo de um eixo, com nave de planta octogonal abobadada, capela-mor a nascente e coros a poente, rematada por uma cúpula. 17
  18. 18. • Em termos artísticos, destacam-se os quatro altares laterais (com imagens de rara beleza], o Coro-Alto (espaço da primeira fase do barroco, constituído por um cadeiral distribuído em dois níveis, com formato de "U" e talha dourada), o teto formado por 49 caixotões decorados com pinturas a óleo sobre madeira. 18
  19. 19. • A pintura e a imaginária que decoram a igreja (teto do coro alto, espaldar do cadeiral e retábulos) apresentam uma iconografia que se enquadra nas temáticas da Ordem, representando Santos, Doutores da Igreja, figuras Dominicanas e outras, com destaque para três devoções principais: o Santo Rosário, o nome de Jesus e a Eucaristia. 19
  20. 20. • Cadeiral, da primeira metade do século XVII, para as horas do ofício e para as reuniões conventuais, apresenta a particularidade de, em cada assento, existir uma carranca diferente, representando negros ou exóticos, e espécies animais e vegetais e, cada voluta ser uma máscara esculpida, cada uma diferente das demais, sugerindo influências do Império Ultramarino. 20
  21. 21. • Encontram-se aqui sepultadas D. Leonor de Alvim, esposa do Condestável D. Nuno Álvares Pereira, e sua avó, D. Maria Mendes Aboim, falecida em 1355 e fundadora do convento; também se encontra aqui a arca tumular de Álvaro Anes de Cernache, primeiro senhor de Gaia, que foi alferes da bandeira da Ala dos Namorados na batalha de Aljubarrota (1385). 21
  22. 22. • Construída no século XIV (1345), a igreja do convento de Corpus Christi de Gaia, de religiosas dominicanas, conheceu uma degradação gradual provocada pelas constantes cheias do rio Douro, o que originou a edificação de um novo templo, desenhado pelo Padre Pantaleão da Rocha de Magalhães, na segunda metade do século XVII (RODRIGUES, 1998). 22
  23. 23. • Este arquitecto foi responsável por várias obras no Porto e arredores, a primeira das quais o Corpus Christi. 23
  24. 24. • A nova igreja das dominicanas de Gaia, de planta centralizada octogonal (com capela- mor rectangular e profunda, e dois coros sobrepostos, do lado oposto), repete o modelo do templo lisboeta do convento do Bom Sucesso de Belém, concluído em 1670 e pertencente à mesma ordem. 24
  25. 25. • Esta opção planimétrica integra Corpus Christi no conjunto de igrejas de planta centralizada que tomaram um modelo "quase" abandonado desde a primeira metade do século XV e que conheceu grande fortuna a partir de 1640, principalmente nas obras directamente relacionadas com o círculo da Rainha D. Luísa de Gusmão. 25
  26. 26. • Por outro lado, denuncia a concepção centralizada, subjacente à edificação das igrejas das religiosas dominicanas entre o início do século XVI e o final do século XVII, ou ainda com a tipologia dos sacrários, a partir do Concílio de Trento colocados, preferencialmente, em lugar de destaque no altar-mor. 26
  27. 27. • À luz do exposto, a invocação do convento de Gaia "impunha" uma planimetria centralizada, plena de simbolismo e eficácia litúrgica. 27
  28. 28. • O templo resultante do traço de Pantaleão da Rocha de Magalhães, cujas obras tiveram início em 1675 e se prolongaram até ao final do século, tem sido considerado uma interpretação menor do modelo lisboeta, uma vez que muitas das soluções revelaram alguns problemas, principalmente ao nível da ligação dos coros, de planta rectangular, a uma igreja poligonal. 28
  29. 29. • Esta questão acabaria por ser resolvida entre 1677 e 1680, mas pelo pedreiro Gregório Fernandes, responsável pelo alargamento das paredes do coro, que em planta sugerem uma tenaz a segurar o polígono da igreja 29
  30. 30. • Num dos braços dessa tenaz encontra-se uma construção de três arcos, que veio solucionar o problema da regularização do pátio, e "esconder" a escadaria de acesso à divisão que liga a igreja aos coros. 30
  31. 31. • No interior, destaque para o cadeiral do coro em talha, que remonta à segunda metade de Seiscentos, onde sobressai a expressividade de determinadas máscaras e animais. A pintura e a imaginária que decoram a igreja (tecto do coro alto, espaldar do cadeiral e retábulos), apresentam uma iconografia que se enquadra nas temáticas da Ordem. 31
  32. 32. • Representam santos dominicanos acompanhados de outros que não pertencem à Ordem, mas que se enquadram na espiritualidade da época, destacando-se três devoções principais - o Santo Rosário, o nome de Jesus e a Eucaristia 32
  33. 33. Bibliografia • http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrim onioimovel/detail/71776/ • http://www.gaianima.pt/gaia/portal/user/anon/page/_GA_D 300.psml?categoryOID=6183808080F282GC&contentid=ED8 3801780CO&nl=pt • http://pt.wikipedia.org/wiki/Convento_de_Corpus_Christi • https://www.google.pt/search?q=convento+corpus+christi+p orto&espv=210&es_sm=93&source=lnms&tbm=isch&sa=X& ei=Uao6U868H9GIhQfvqoHQBg&ved=0CAgQ_AUoAQ&biw=9 88&bih=619 • http://portoarc.blogspot.pt/2012/12/bairros-da-cidade- xxv.html 33

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