Andebol elementar

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  • Andebol elementar

    1. 1. Andebol Andebol Conteúdos técnico-tácticos Individuais e Colectivos Nível Elementar Maria João Vasconcelos
    2. 2. Andebol Pré-Requisitos  Em situação de exercício critério revela domínio da técnica Individual do Nível Introdução.  Em situação de Jogo aplica as acções técnico-tácticas características do Nível Introdução
    3. 3. Andebol Nível Elementar  Técnica Individual  Ataque  Defesa
    4. 4. Andebol Técnica Individual Conteúdos a leccionar • Passe picado • Passe de pulso • Drible • Remate em suspensão • Fintas • Mudanças de Direcção
    5. 5. Andebol Passe Picado O passe picado é normalmente utilizados para colocar a bola no pivô O jogador que executa o passe é responsável pela chegada da bola ao seu destinatário, o que implica que haja um bom domínio desta técnica e uma boa leitura de jogo com vista a uma rápida escolha do tipo de passe e do momento adequado para o realizar.
    6. 6. Andebol Passe Picado Componentes Críticas:  “Armar o Braço” – elevado ao nível do ombro e flectido a 90º  “Chicotada” de Pulso e dedos na fase final  A bola deve tocar o solo a cerca de dois terços da distância entre o passador e o receptor (mais próximo deste).
    7. 7. Andebol Passe Picado Erros mais comuns:  No “armar” do braço, cotovelo demasiado próximo do tronco, limitando a força e precisão do passe;  O ressalto da bola é feito demasiado perto ou demasiado longe do jogador, dificultando a recepção e consequente acção ofensiva.
    8. 8. Andebol Passe de Pulso Componentes Críticas:  A mão roda desde o peito para a direcção desejada com o auxílio de todo o braço de lançamento.  A palma da mão é voltada para trás e para fora, de modo que fique completamente por detrás da bola e lhe facilite a aceleração e altura necessárias.
    9. 9. Andebol Passe de pulso Erros mais comuns:  Dificuldades relacionadas com a pega da bola, que impedem que esta seja enviada na trajectória adequada
    10. 10. Andebol Drible Gesto técnico através do qual o jogador se pode deslocar com a bola no terreno de jogo, sem número limitado de passos. O drible pode ser executado parado ou em corrida.
    11. 11. Andebol Drible  Permite ao jogador estar parado e de posse da bola mais de 3 segundos, protegendo-a do adversário directo (drible de protecção).  Permite ao jogador progredir no campo com a posse da bola sem infringir as regras (drible de progressão).
    12. 12. Andebol Drible de Progressão Componentes Críticas:  Dedos bem abertos (não há contacto da palma da mão com a bola);  Flexão do pulso (empurrar e amortecer a bola);  Movimento propulsor dos dedos da mão.
    13. 13. Andebol Drible de Progressão Erros mais comuns:  Drible é feito à frente dos pés;  Ângulo em que a bola é driblada é inadequado à velocidade de corrida;  A bola sobe mais do que a cintura;  Excessivo tempo de contacto da mão com a bola.
    14. 14. Andebol Remate em Suspensão Remate por cima dos defesas.
    15. 15. Andebol Remate em Suspensão Componentes Críticas:  Realizar o máximo de três passos  Suspensão no último passo;  No ponto mais alto do salto, dá-se uma rotação do tronco, extensão total do braço e rápida acção do pulso;  A queda no solo é feita com a perna que realizou a impulsão .
    16. 16. Andebol Remate em Suspensão Erros mais comuns:  No “armar” do braço, cotovelo demasiado próximo do tronco, limitando a força e precisão do remate;  Insuficiente rotação do tronco  Remate não é realizado no ponto mais alto;
    17. 17. Andebol Finta
    18. 18. Andebol Finta É o processo comum de conduzir os movimentos do adversário numa direcção errada, desviando-o da verdadeira acção do jogo. O objectivo é “ganhar espaço” ao adversário para o passe, para o remate e para contornar o adversário.
    19. 19. Andebol Finta Duas fases: 1ª Fase: paragem frente ao adversário (a 1 m/1.5m) para o desequilibrar, fornecendo ao adversário falsas informações. 2ª Fase: No instante em que ele reage, ocorre uma rápida mudança de ritmo, explorando o desequilíbrio momentâneo do adversário.
    20. 20. Andebol Finta Erros mais comuns:  A finta é executada demasiado perto do adversário, o que lhe possibilita a sua fácil anulação.  Finta executada demasiado longe do adversário, tornando ineficaz qualquer falsa informação  O desenvolvimento da finta faz-se com a velocidade uniforme, sem mudanças de ritmo, o que dilui um pouco o efeito de falsas informações, facilitando a recuperação do defesa
    21. 21. Andebol Mudanças de Direcção São todas as acções que envolvem alterações mais ou menos acentuadas na trajectória inicial do jogador.
    22. 22. Andebol Mudanças de Direcção Componentes Críticas:  Apoio sobre o pé oposto à direcção para onde o jogador se quer deslocar  Impulsão forte na direcção porque se vai optar  Aumento de velocidade de deslocamento
    23. 23. Andebol Mudanças de Direcção Erros Mais Comuns:  Paragem para arranque na nova direcção;  Movimentação lenta.
    24. 24. Andebol Ataque Objectivos  Ataque da baliza (finalização)  Manutenção da posse de bola  Provocar erros defensivos
    25. 25. Andebol Ataque Conteúdos a leccionar  Desmarcação de Apoio  Jogo 1x1  Contra-Ataque Sistema de Jogo Organizado  Ataque 3:3 contra Defesa H x H  “Decalage” contra Defesa Zona
    26. 26. Andebol Desmarcação de Apoio O aluno desmarca-se, procurando criar linhas de passe de apoio ao jogador com bola, ocupando equilibradamente o espaço de jogo, em amplitude e profundidade, garantindo a compensação ofensiva. Critério de Êxito: O aluno sem posse de bola desloca-se no espaço com o objectivo de abrir uma linha de passe não ofensiva ao possuidor da bola, garantindo a circulação de bola.
    27. 27. Andebol Deslocamentos Ofensivos Jogo 1x1  Exploração Vertical  Exploração Horizontal Critério de Êxito: Perante um adversário directo reage escolhendo a melhor acção ofensiva tentando ganhar posição vantajosa para si ou para um colega com o objectivo de finalizar.
    28. 28. Andebol Exploração Vertical Acção ofensiva em que o aluno tenta ultrapassar o seu adversário directo, por cima para rematar em suspensão ou por baixo, para passar a um companheiro em posição mais ofensiva (ex. pivô)
    29. 29. Andebol Exploração Horizontal Acção ofensiva em que o aluno tenta ultrapassar o seu adversário directo, pela esquerda ou pela direita utilizando fintas e mudanças de direcção ou “fixar” a acção do seu adversário directo, de modo a potenciar o espaço para as acções ofensivas da sua equipa.
    30. 30. Andebol Contra-Ataque É o primeiro objectivo de qualquer equipa, chegar à baliza adversária com oposição reduzida facilitando uma finalização junto à área de baliza Pode ser despoletado após:  Defesa do Guarda-Redes;  Intercepção/Desarme da bola;  Falha da equipa de posse de bola.
    31. 31. Andebol Contra-Ataque Contra-ataque directo é feito num tempo extremamente reduzido, envolvendo poucos jogadores e tem como objectivo a obtenção de uma situação de oposição mínima, apenas o guarda-redes adversário. Contra-ataque apoiado surge quando o contra-ataque directo não funciona, no entanto mantém-se a situação de superioridade numérica. Há intervenção de maior número de jogadores dos dois lados.
    32. 32. Andebol Contra-Ataque Conteúdos a leccionar: Explora situações de:  2x1  3x2 Critério de Êxito: De acordo com uma boa leitura de jogo, o aluno aplica as acções ofensivas mais adequadas que lhe permitam finalizar ou dar a finalizar em situação de mínima oposição adversária
    33. 33. Andebol Ataque Organizado - 3:3 Ataque contra Defesa Individual  3 jogadores de 1ª linha Central, Lateral Direito e Esquerdo  3 jogadores de 2ª linha Pivô, Ponta Direito e Esquerdo
    34. 34. Ataque Organizado - 3:3 Andebol Critério de Êxito:  Com posse de bola Joga 1X1 tentando ganhar superioridade numérica para si ou para um colega de equipa com o objectivo de facilitar a finalização  Sem posse de bola Desmarca-se com intenção de abrir uma linha de passe ofensiva ou de apoio de acordo com a situação procurando dar continuidade ao ataque ou manter a compensação ofensiva
    35. 35. Andebol “Decaláge” Ataque ao Espaço perante uma Defesa Zona Consiste em atrair sobre um avançado a atenção de dois defesas, por forma a criar uma situação de superioridade numérica, que conduza à libertação de um jogador que sem oposição possa finalizar.
    36. 36. Andebol Defesa Objectivos da Defesa  Defesa da baliza  Recuperação da posse de bola  Provocar erros ofensivos
    37. 37. Andebol Defesa Conteúdos a leccionar  Recuperação Defensiva  Enquadramento Defensivo  Deslocamentos Defensivos  Marcação de Vigilância  Marcação de Controlo  Desarme
    38. 38. Andebol Defesa Sistema de Jogo  Defesa Individual a ½ campo  Defesa Zona na 1ª linha
    39. 39. Andebol Recuperação Defensiva Atitude Defensiva a tomar assim que a equipa perde a posse da bola. Caracteriza-se por um recuo rápido de todos os jogadores para a sua zona defensiva com o intuito de evitar o contra-ataque directo e recuperar a posse de bola
    40. 40. Andebol Enquadramento Defensivo Posição que o Jogador deve adoptar quando a equipa perde a posse de bola – colocar-se entre a baliza e o seu adversário directo. Defesa do jogador com bola • Impedir o remate isolado • Dificultar o passe para jogadores em situação vantajosa Defesa do Jogador sem bola • Impedir a desmarcação do adversário directo. • Cortar a linha de passe
    41. 41. Andebol Deslocamentos Defensivos Acções efectuadas pelo defesa no acompanhamento do jogador atacante, podem ser frontais, laterais ou de recuo. Tem como objectivo impedir a progressão do atacante e defender a baliza
    42. 42. Andebol Deslocamentos Defensivos Componentes Críticas:  M.I. flectidos  Pés à largura dos ombros e tronco ligeiramente inclinado para a frente  Braços em cima para intervir sobre a bola e sobre o adversário directo  Movimentos curtos, rápidos e rasantes.
    43. 43. Andebol Deslocamentos Defensivos Erros mais comuns:  Cruzamento das pernas (troca de apoios)  Juntar os pés – desequilíbrio  Deslocamento em salto - perca de contacto com o solo.
    44. 44. Andebol Marcação de Vigilância Marcação ao Jogador sem bola. Desloca-se, acompanhando a circulação da bola, mantendo a visão simultânea da bola e do movimento do jogador da sua responsabilidade.
    45. 45. Andebol Marcação de Controlo Defesa do Jogador com bola Quando o seu adversário directo entra em posse de bola, marca-o em proximidade, procurando desarmá-lo e impedir a finalização.
    46. 46. Andebol Desarme Acções realizadas pelo defesa a um jogador com bola, para desviar ou recuperar a posse da bola. • Desarme ao driblador • Desarme ao rematador
    47. 47. Andebol Desarme Desarme ao Driblador O defesa com a mão bem aberta e com os dedos bem afastados, procura o contacto com a bola na sua fase ascendente. Desarme ao Rematador O defesa, situado lateralmente ou atrás do atacante, em plena fase do remate, procura com a mão aberta e os dedos juntos, tocar a bola executando um movimento com o braço, de baixo para cima.
    48. 48. Andebol Desarme Erros mais comuns:  Mão executora e braço correspondente entram em contacto com o adversário (falta)  Precipitação na tentativa do desarme, sendo facilmente ultrapassado.
    49. 49. Andebol Defesa Individual a ½ campo Critério de Êxito:  Após perda de posse de bola recupera defensivamente, enquadrando-se com o seu adversário directo.  Efectua marcação de controlo ou vigilância de acordo com a circulação da bola, utilizando deslocamentos defensivos.  Tenta recuperar a posse de bola e impedir a finalização através de Intercepção e Desarme
    50. 50. Andebol Defesa Zona na 1ªlinha (6:0) A Defesa coloca-se na 1ª linha Defensiva Não há responsabilidade por um adversário directo. O defesa defende o atacante que aparece na sua zona.
    51. 51. Andebol Defesa Zona na 1ªlinha Critério de Êxito:  Após perda de posse de bola recupera para a zona defensiva (entre os 6 e os 9 metros)  Efectua marcação de controlo ou vigilância de acordo com a circulação da bola, ao jogador que se encontrar na sua zona, utiliza deslocamentos defensivos variados.  Tenta recuperar a posse de bola e impedir a finalização através de Intercepção e Desarme
    52. 52. Andebol Guarda-Redes  Se recupera a bola, inicia de imediato o contra-ataque, com um passe rápido para o jogador com linha de passe mais ofensiva (contra-ataque directo), ou na impossibilidade de o fazer, coloca a bola rapidamente num companheiro desmarcado (contra-ataque apoiado).
    53. 53. Andebol Fim FFiimm Desenvolvido por Maria João Vasconcelos, 2003

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