Cemec jornada gestão cultural - claudia worms taddei

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O mercado cultural no Brasil mudou sensivelmente nos últimos anos. As novas tecnologias, o avanço das políticas culturais e o cenário econômico ditam um novo cenário, que exigirá dos gestores uma nova visão dos negócios culturais e criativos. O curso Gestão Cultural busca compartilhar esse cenário positivo e suas implicações para o dia-a-dia do novo profissional da economia criativa, com ferramentas, abordagens e modelos de empreendimentos contemporâneos, que facilitam o desenvolvimento de trabalhos em ambientes colaborativos e a sua relação com investidores e público em geral.

AULA 1 | Gestão como processo | Experiências pessoais: como você enxerga seu papel no projeto?; Abordagem sociocriativa e dialogia; Dinâmica em grupo.

AULA 2 | Co-Gestão | Cases de co-gestão e co-criação; Ferramentas de processo colaborativo; Dinâmica em grupo.

AULA 3 | Planejamento dinâmico e avaliação sistêmica | Abordagens: planejamento como formação dinâmica de juízo e avaliação sistêmica; Dinâmica em grupo.

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Cemec jornada gestão cultural - claudia worms taddei

  1. 1. Gestão Cultural jan 2014 Claudia Taddei e Veridiana Aleixo
  2. 2. aula 1 foco no processo – ciclo de vida - dialogia Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  3. 3. processo. ciclo de vida As ações, atividades e projetos são feitos por pessoas.  Qual seu olhar sobre o futuro a fazer?  Que imagem você cria de um projeto?  Como você enxerga seu papel no projeto? "(...) o projeto não é uma simples representação do futuro, do amanhã, do possível, de uma ideia; é o futuro a fazer, um amanhã a concretizar, um possível a transformar em real, uma ideia a transformar em ato“ Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  4. 4. processo. ciclo de vida Imagem Projeto Olhar Processo Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  5. 5. processo. ciclo de vida Imagem Projeto (resultado) (processo) Olhar Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  6. 6. (...) o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não são sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas estão sempre mudando. Afinam e desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  7. 7. processo. ciclo de vida • Olhar, observar, perceber e compreender a partir dos aprendizados (adquirido + experienciado). • A ideia de projeto é própria da atividade humana, da sua forma de pensar em algo que deseja tornar real, portanto o projeto é inseparável do sentido da ação. Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  8. 8. processo. ciclo de vida R Olhar dinâmico Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  9. 9. processo. ciclo de vida P R P R R Olhar dinâmico processo com: • aprendizagem • revisão de métodos • alinhamento sentidos e propósitos Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  10. 10. processo. ciclo de vida efetividade P R P R P R P R Olhar dinâmico processo com: • aprendizagem • revisão de métodos • alinhamento sentidos e propósitos Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados R Imagem em transformação
  11. 11. processo. ciclo de vida Processo ... Processo é o projeto vivo, em experiência. • • • • Pode levar a diversos lugares e possibilidades. Conexão entre resultado e a experiência. Muda o meio no qual o olhar acontece e muda o próprio olhar. Buscar homeostase, equilíbrio. Qual é o desafio? Manter o projeto vivo e aprendente. Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  12. 12. processo. ciclo de vida Como fazer a gestão desse processo? Reconstrução permanente e dinâmica da imagem inicial 1. Olhar receptivo ao possível, olhar expansivo 2. Incorporar e abrir espaço no projeto para as possibilidades • Lidar com o conhecimento adquirido • Buscar um sentido dentro e fora do projeto para as novas possibilidades 3. Viabilizar as possibilidades aprendentes 4. Repensar, renovar e reprojetar constantemente a imagem a partir dos aprendizados: • O que estou fazendo? • Como faço; o que faço interfere no meio? • Quais são as dimensões e práticas econômicas (endógena e exógena)? - (dica) criar estrutura e método interno para sistematizar, armazenar e redistribuir o aprendizado de forma recursiva. - Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  13. 13. diálogo ‘O que nos constitui como seres humanos é a nossa existência no conversar. Uma cultura desaparece quando tal rede de conversações deixa de ser preservada.’ Humberto Maturana Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  14. 14. diálogo equilíbrio entre dois interlocutores lógica do ‘e’ eu venço + você vence nenhum ganha ambos / e comunicação de duas vias fluxos compartilhados diversas formas de comunicar-se processo de amadurecimento e transformação comunicação não mecânica + entendimento das necessidades e vontades do outro Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  15. 15. diversidade em diálogo  atitude diante das novas situações – imprevisto e imponderável • olhar as dimensões - entendimento do território • vivenciar o processo e não estar à margem – verticalidade  • • • • dialogia convivência – validar o outro, ouvir incorporar e validar os diversos pontos de vista participativa – coempreendedorismo (governança e processo de decisão) prática colaborativa Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  16. 16. Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados Foto: Jerry Uelsmann
  17. 17. aula 2 cocriação e cogestão / ferramentas do processo colaborativo Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  18. 18. Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados Foto: Jerry Uelsmann
  19. 19. processo colaborativo A trajetória do processo colaborativo, como de resto em qualquer processo criativo, vai do abstrato ao concreto e do subjetivo ao objetivo, da intuição e do material informe presente no criador até o material objetivo e comunicável. Luis Alberto de Abreu (dramaturgo) Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  20. 20. processo colaborativo › Processo de múltiplas interferências •É um modus operandi baseado na confrontação e no surgimento de novas idéias, sugestões e críticas : relação de múltiplas interferências •Fomenta o impulso criativo dos indivíduos dentro do grupo + preserva a permeabilidade das idéias •A interferência na criação alheia é um momento extremamente delicado; momento de maior foco de tensão + riqueza do trabalho •Só uma nova ‘cena’ tem o poder de refutar a ‘cena’ anterior, tudo deve ser testado em ‘cena’, sejam idéias, propostas ou simples sugestões Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  21. 21. processo colaborativo › Crítica como método no processo dialógico •A crítica é interferência mais aguda e necessária e deve se dar de forma especial •Um olhar crítico sobre o próprio trabalho e sobre o trabalho do companheiro é fundamental para o desenvolvimento do processo •A crítica no processo colaborativo tem de ser feita em "perspectiva", ou seja, conhecer e levar em consideração o objetivo que o ‘criador’ procura alcançar, afastando-se da simples avaliação de resultados •O crítico além de discuti-lo e aprofunda-lo, deve trazer propostas para solucionar o problema. •Todos colocam experiência, conhecimento e talento a serviço da construção coletiva. Prescinde qualquer hierarquia. Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  22. 22. processo colaborativo › Importância da ‘cena’ / elemento concerto •Uma idéia clara tem um peso significativamente maior do que uma sensação difusa e; que uma imagem nítida, perfeitamente comunicável, tem valor maior do que do que uma idéia ou uma sensação › Princípios norteadores •Importante para balizar o caminho percorrido, evitando cair no subjetivismo vazio, e abrir uma reflexão teórica sobre uma prática •Princípios norteadores, diferente de regras, são fundamentais para lidar com elementos imponderáveis naturais a criação artística Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  23. 23. processo colaborativo › Preservação das funções •É necessário preservar as funções de cada artista. De um lado existe total liberdade de criação e interferência, mas de outro é vedado a um ‘criador’ assumir as funções do outro •A responsabilidade de cada um alcança não só sua área específica de criação, mas também colabora na área do parceiro. › Grau de amadurecimento do grupo •Como promover o livre trânsito da criação entre os participantes? Qual limite de interferência no trabalho alheio? •A maneira como essa interferência se dá vai depender do grau de amadurecimento do grupo e da confiança entre os envolvidos no processo Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  24. 24. processo colaborativo › Valor do público •Re-introdução do público como valor a ser considerado num processo de ‘criação artística’ •O público é o fio que o conduz ao universo de sua própria cultura •A cultura, o tempo e o espaço histórico tornam-se lastro do fazer artístico, recupera o contexto cultural. Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  25. 25. trabalhando em equipe  • • • identificação de habilidades e funções descobrir talentos e habilidades pessoais qual melhor forma que você pode contribuir com o grupo? no que você precisa de apoio?  construindo uma equipe funcional e harmônica • identificar talentos complementares • desenhar com clareza o papel de cada um – limite entre sua função e a do outro • há alinhamento de sentidos e propósitos no grupo? Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  26. 26. análise de parceria Por que é interessante atuar em conjunto com o outro? - pode ser um meio eficiente de manter a sobrevivência do projeto - é interessante para ambos - compartilha desafios / visões / objetivos comuns Pressupostos: • consciência dos potenciais, necessidades e limites internos • gerar benefícios mútuos (mantêm a autonomia e não cria dependência) • ter visão compartilhada • identificar a complementaridade das atividades De que formas por se dar? - troca de experiência - acordos de cooperação técnicos - oferta de serviços e recursos, - beneficia todo o projeto ou atividade especifica Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  27. 27. Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados Foto: Jerry Uelsmann
  28. 28. aula 3 planejamento dinâmico e avaliação sistêmica Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  29. 29. ciclo do planejamento sociocriativo Princípio do planejamento como formação dinâmica de juízo:  É dos juízos produzidos que se forma a realidade na qual vivemos  Capacidade intrinseca, pode-se desenvolve-la conscientemente  Capacidade de compreensão do papel e efeitos presente caminho do conhecimento x caminho da escolha Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  30. 30. ciclo do planejamento sociocriativo formação dinâmica de juízo caminho do conhecimento caminho a seguir caminho da escolha para dentro para fora o passado o juízo se orienta para o futuro investigadora atitude empreendedora compreender o mundo objetivo modificar o mundo entendimento resultado provisório plano de ação espanto sentimento típico angústia É um processo holístico e ritmico – dependendo da resposta que se obtém à pergunta do momento, pode-se ir em outra direção. Também é um processo em que cada elemento precisa de outro. Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  31. 31. ciclo do planejamento sociocriativo Perguntas que direcionam e impulsionam Construção coletiva do futuro desejado  Analisar alternativas e cogitar escolhas - ADEQUAÇÃO  Tornar análises e decisões mais precisas e sábias - QUALIDADE  Autonomia, sustentabilidade e coexistência - EFETIVIDADE Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  32. 32. ciclo do planejamento sociocriativo Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  33. 33. ciclo do planejamento sociocriativo gestão da ação projeto no papel Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  34. 34. ciclo do planejamento sociocriativo formação dinâmica de juízo gestão da ação • • Realização viva Lidar com imprevisto e imponderável • • • Projeto-base atualizado Criar margem de manobra Readequação constante projeto no papel • • • Projetos incentivo / editais Contratos / compromissos Metas préestabelecidas Ponderar interface: processo - efeito - resultado Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  35. 35. pontos críticos do planejamento --- notas sobre planejamento •identificar datas-chave •elaborar ‘check list’ •pontos críticos: implementação do projeto, antecede ao evento •pontos estratégicos: planejamento, dimensionamento, pré-produção •pontos de revisão: transição entre fases – avaliação das precedências Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  36. 36. avaliação sistêmica Método •Estabelecer parâmetros para nortear e permitir zona de readequação junto aos projetos de interface •Produzir, organizar e arquivar conhecimento sobre fato/ação e sobre processo/gestão •Criar espaço e tempo internos para a prática da avaliação regular •Mapear o projeto / ação pontuando os pontos críticos e momento necessários de balanço e avaliação •Práticar a pesquisa-ação: sujeitos da pesquisa, pesquisar e transformar uma situação, objetivo compartilhado pelo grupo, cíclica. Efeitos •Entendimento do processo na perspectiva de todas as partes envolvidas •Harmonizar a relação entre processo vivo e projetos de interface (papel) Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  37. 37. matriz de avaliação matriz de avaliação comunicação / relação com público gestão ação tipos de apoio (privados / públicos) relação com a comunidade / engajamento capacidade de resolução de conflitos e de mediar caráter transversal / contribuição para desenvolvimento de valores de cidadania alinhamento entre diversidade de canais X perfil público X objetivo do projeto pesquisa com o público sobre efetividade da comunicação (antes e/ou depois da ação) prevenção / exposição a riscos (segurança / trabalhistas etc) contribuição para crescimento e/ou vitalidade da produção cultural local comunicação é acessível/compreensível sem ser “rasa” análise financeira (custoxbeneficio / negociações / valor agregado) horários estabelecidos estavam de acordo com o hábito/conveniência local comunicação tem caráter/elementos persuasivos e/ou educativo forma de tomada de decisão compartilhada impactos e riscos que a utilização dos serviços e/ou produtos podem causar aos indivíduos, à sociedade e à natureza aferição de satisfação dos parceiros e públicos fluxo de informações projeto esteve ligado à alguma festividade/evento/data tradicional desdobramentos gerados análise da cadeia de fornecedores / educação/divulgação de práticas sustentáveis ao público e demais serviços - locais interessados avaliar e considerar as expectativas dos parceiros e clientes projeto trouxe algum tipo de inovação geração de novas centralidades preservação da cultura local acessibilidade - ecônomica / intelectual e física democratização social Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  38. 38. dinâmica em grupo Dinâmica de planejamento. Construir o mapa do projeto que será realizado: - fases - eventos - pontos criticos - Balanços / avaliações Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados
  39. 39. Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados Foto: Jerry Uelsmann
  40. 40. Referências bibliográficas: • Transcender e Transformar - uma introdução ao trabalho de conflitos; Johan Galtung • Gestão de projetos – uma abordagem global; Ralph Keelling; Ed Saraiva • Guia Brasileiro de Produção Cultural 2010-2011; Cristiane Olivieri e Edson Natale; Ed SESCSP • Utilizando o planejamento como ferramenta de aprendizado; Antonio Luiz de Paula e Silva; Global Editora • ‘Amar e Brincar’ e ‘Árvore do Conhecimento’; Humberto Maturana • Pesquisa internet – texto: Luís Alberto de Abreu http://www.sesipr.org.br/nucleodedramaturgia/FreeComponent9545content77392.shtml Obrigada pela presença! claudia@comtato.com.br Copyright © Claudia Taddei – todos os direitos reservados

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