Da lei de igualdade v4

5.010 visualizações

Publicada em

0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
5.010
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
149
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Da lei de igualdade v4

  1. 1. Livro Terceiro Leis Morais Capítulo IX VIII - Lei de igualdade
  2. 2. Mateus 5,45: “Assim vocês se tornarão filhos do Pai que está no céu, porque ele faz o sol nascer sobre maus e bons, e a chuva cair sobre justos e injustos”.
  3. 3. Admitia-se nas culturas judaico e cristã
  4. 4. Gn 2,20-23: “[...] o homem não encontrou uma auxiliar que lhe fosse semelhante. Então Javé Deus fez cair um torpor sobre o homem, e ele dormiu. Tomou então uma costela do homem e no lugar fez crescer carne. Depois, da costela que tinha tirado do homem, Javé Deus modelou uma mulher, e apresentou-a para o homem. Então o homem exclamou: "Esta sim é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque foi tirada do homem!"
  5. 5. Gn 3,16: “E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará”. Gn 3,17: “E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida”.
  6. 6. Gn 17,9-12: “E Deus continuou falando a Abraão: "Quanto a você, observe a aliança que faço com você e com seus futuros descendentes. E a aliança que eu faço com você e seus futuros descendentes, e que vocês devem observar, é a seguinte: circuncidem todos os homens. Circuncidem a carne do prepúcio. Este será o sinal da aliança entre mim e vocês. […]”.
  7. 7. Os primeiros exemplos de inscrições hiero-glíficas egípcias apareceram no período pré-dinástico, em artefatos de cerâmica de Naqada III datados de cerca de 3 200 a.C. (WIKIPÉDIA).
  8. 8. Gn 12,5: “Abrão levou consigo sua mulher Sarai, seu sobrinho Ló, todos os bens que pos-suíam e os escravos que haviam adquirido em Harã. Partiram para a terra de Canaã [...]”. Gn 15,13: “Javé disse a Abrão: 'Saiba com certeza que seus descendentes viverão como estrangeiros numa terra que não será a deles. Aí nessa terra eles ficarão como escravos e serão oprimidos durante quatrocentos anos'”. Gn 17,23: “Então Abraão tomou seu filho Ismael, os escravos nascidos em casa ou comprados, todos os homens de sua casa, e circuncidou-os nesse mesmo dia, conforme Deus lhe havia ordenado”.
  9. 9. Ex 21,1-7: “São estas as normas que você promulgará para o povo: Quando você comprar um escravo hebreu, ele o servirá por seis anos; mas, no sétimo ano, ele sairá livre, sem pagar nada. […] Se o escravo disser: Gosto do meu patrão, da minha mulher e dos meus filhos; não quero ficar livre, então o patrão o levará diante de Deus, fará com que ele se encoste na porta ou nos batentes, e lhe furará a orelha com uma sovela: aí, ele se tornará seu escravo para sempre. Se alguém vender a filha como escrava, esta não sairá como saem os escravos”. Sovela: instrumento formado por uma espécie de agulha reta ou curva, com cabo, com que os sapateiros e correeiros furam o couro para o costurar (Houaiss).
  10. 10. Ex 20,17: “Não cobice a casa do seu próximo, nem a mulher do próximo, nem o escravo, nem a escrava, nem o boi, nem o jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo".
  11. 11. 1Cor 11,7-9: “O homem não deve cobrir a cabeça, porque ele é a imagem e o reflexo de Deus, a mulher, no entanto, é o reflexo do homem. Porque o homem não foi tirado da mulher, mas a mulher do homem. Nem o homem foi criado para a mulher, mas a mulher para o homem”. 1Cor 14,34-35: “Que as mulheres fiquem cala-das nas assembleias, como se faz em todas as igrejas dos cristãos, pois não lhes é permitido tomar a palavra. Devem ficar submissas, como diz também a lei. Se desejam instruir-se sobre algum ponto, perguntem aos maridos em ca-sa; não é conveniente que a mulher fale nas assembleias”.
  12. 12. Cl 3,18: “Mulheres, sejam submissas a seus maridos, pois assim convém a mulheres cristãs”. 1Tm 2,9-15: “Quanto às mulheres, que elas tenham roupas decentes e se enfeitem com pudor e modéstia. Não usem tranças, nem objetos de ouro, pérolas ou vestuário suntuoso; [...]. Durante a instrução, a mulher deve ficar em silêncio, com toda a submissão. Eu não permito que a mulher ensine ou domine o homem. Portanto, que ela conserve o silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E não foi Adão que foi seduzido, mas a mulher que, seduzida, pecou. Entretanto, ela será salva pela sua maternidade, desde que permaneça com modéstia na fé, no amor e na santidade”.
  13. 13. Igualdade natural
  14. 14. 803. Perante Deus, são iguais todos os homens? “Sim, todos tendem para o mesmo fim e Deus fez suas leis para todos. Dizeis frequentemente: ‘O Sol luz para todos’ e enunciais assim uma verdade maior e mais geral do que pensais.”
  15. 15. Comentário de Kardec: Todos os homens estão submetidos às mesmas leis da Natureza. Todos nascem igualmente fracos, acham-se sujeitos às mesmas dores e o corpo do rico se destrói como o do pobre. Deus a nenhum homem concedeu superioridade natural, nem pelo nascimento, nem pela morte; todos, aos seus olhos, são iguais.
  16. 16. “Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber”. (Resposta à pergunta 115). “Chegarão, como todas as demais, à perfeição, passando por outras existências. Deus a ninguém deserda.” (Resposta à pergunta 787 a).
  17. 17. 822. Sendo iguais perante a lei de Deus, devem os homens ser iguais também perante as leis humanas? “O primeiro princípio de justiça é este: Não façais aos outros o que não quereríeis que vos fizessem.”
  18. 18. Deus criou todos os homens iguais para a dor. Pequenos ou grandes, ignorantes ou instruídos, sofrem todos pelas mesmas causas, a fim de que cada um julgue em sã consciência o mal que pode fazer. Com relação ao bem, infinitamente vário nas suas expressões, não é o mesmo o critério. A igualdade em face da dor é uma sublime providência de Deus, que quer que todos os seus filhos, instruídos pela experiência comum, não pratiquem o mal, alegando ignorância de seus efeitos. (ESE, Cap. XVI, item 7).
  19. 19. Injustiça haveria, sim, na criação de seres privilegiados, mais ou menos favorecidos, fruindo gozos que outros porventura não atingem senão pelo trabalho, ou que jamais pudessem atingir. Ao contrário, a justiça divina patenteia-se na igualdade absoluta que preside à criação dos Espíritos; todos têm o mesmo ponto de partida e nenhum se distingue em sua formação por melhor aquinhoado; nenhum cuja marcha progres-siva se facilite por exceção: os que chegam ao fim, têm passado, como quaisquer ou-tros, pelas fases de inferioridade e respecti-vas provas. (O Céu e o Inferno, Cap. VII, item 32).
  20. 20. Desigualdade de aptidões
  21. 21. 804. Por que não outorgou Deus as mesmas aptidões a todos os homens? “Deus criou iguais todos os Espíritos, mas cada um destes vive há mais ou menos tempo, e, conseguintemente, tem feito maior ou menor soma de aquisições. A diferença entre eles está na diversidade dos graus da experiência alcançada e da vontade com que obram, von-tade que é o livre-arbítrio. Daí o se aperfeiçoa-rem uns mais rapidamente do que outros, o que lhes dá aptidões diversas. Necessária é a variedade das aptidões, a fim de que cada um possa concorrer para a execução dos desígnios da Providência, no limite do desenvolvimento de suas forças físicas e intelectuais. […]”.
  22. 22. Comentário de Kardec à questão 805: Assim, a diversidade das aptidões entre os homens não deriva da natureza íntima da sua criação, mas do grau de aperfeiçoamento a que tenham chegado os Espíritos encarna-dos neles. Deus, portanto, não criou faculda-des desiguais; permitiu, porém, que os Espíritos em graus diversos de desenvolvi-mento estivessem em contacto, para que os mais adiantados pudessem auxiliar o pro-gresso dos mais atrasados e também para que os homens, necessitando uns dos ou-tros, compreendessem a lei de caridade que os deve unir.
  23. 23. Desigualdades sociais
  24. 24. 806. É lei da natureza a desigualdade das condições sociais? “Não; é obra do homem e não de Deus.” a) Algum dia essa desigualdade desaparecerá? “Eternas somente as leis de Deus o são. Não vês que dia a dia ela gradualmente se apaga? Desaparecerá quando o egoísmo e o orgulho deixarem de predominar. Restará apenas a desigualdade do merecimento. Dia virá em que os membros da grande família dos filhos de Deus deixarão de considerar-se como de sangue mais ou menos puro. Só o Espírito é mais ou menos puro e isso não depende da posição social.”
  25. 25. 807. Que se deve pensar dos que abusam da superioridade de suas posições sociais, para, em proveito próprio, oprimir os fracos? “Merecem anátema! Ai deles! Serão, a seu turno, oprimidos: renascerão numa existên-cia em que terão de sofrer tudo o que tive-rem feito sofrer aos outros.”
  26. 26. Desigualdade das riquezas
  27. 27. 808. A desigualdade das riquezas não se originará da das faculdades, em virtude da qual uns dispõem de mais meios de adquirir bens do que outros? “Sim e não. Da velhacaria e do roubo, que dizes?” a) — Mas, a riqueza herdada, essa não é fruto de paixões más. “Que sabes a esse respeito? Busca a fonte de tal riqueza e verás que nem sempre é pura. Sabes, porventura, se não se originou de uma espoliação ou de uma injustiça? Mesmo, porém, sem falar da origem, que pode ser má, acreditas que a cobiça da riqueza, ainda quando bem adquirida, os desejos secretos de possuí-la o mais depressa possível, sejam sentimentos louváveis? Isso o que Deus julga e eu te asseguro que o seu juízo é mais severo que o dos homens.”
  28. 28. 809. Aos que, mais tarde, herdam uma riqueza inicialmente mal adquirida, alguma responsabili-dade cabe por esse fato? “É fora de dúvida que não são responsáveis pelo mal que outros hajam feito, sobretudo se o ignoram, como é possível que aconteça. Mas, fica sabendo que, muitas vezes, a riqueza só vem ter às mãos de um homem, para lhe pro-porcionar ensejo de reparar uma injustiça. Feliz dele, se assim o compreende! Se a fizer em nome daquele que cometeu a injustiça, a ambos será a reparação levada em conta, porquanto, não raro, é este último quem a provoca.”
  29. 29. 810. Sem quebra da legalidade, quem quer que seja pode dispor de seus bens de modo mais ou menos equitativo. Aquele que assim proceder será responsável, depois da morte, pelas disposições que haja tomado? “Toda ação produz seus frutos; doces são os das boas ações, amargos sempre os das outras. Sempre, entendei-o bem.”
  30. 30. 811. Será possível e já terá existido a igualdade absoluta das riquezas? “Não; nem é possível. A isso se opõe a diversidade das faculdades e dos caracteres.” a) — Há, no entanto, homens que julgam ser esse o remédio aos males da sociedade. Que pensais a respeito? “São sistemáticos esses tais, ou ambiciosos cheios de inveja. Não compreendem que a igualdade com que sonham seria a curto pra-zo desfeita pela força das coisas. Combatei o egoísmo, que é a vossa chaga social, e não corrais atrás de quimeras.”
  31. 31. 812. Por não ser possível a igualdade das riquezas, o mesmo se dará com o bem-estar? “Não, mas o bem-estar é relativo e todos pode-riam dele gozar, se se entendessem conveni-entemente, porque o verdadeiro bem-estar con-siste em cada um empregar o seu tempo como lhe apraza e não na execução de trabalhos pelos quais nenhum gosto sente. Como cada um tem aptidões diferentes, nenhum trabalho útil ficaria por fazer. Em tudo existe o equilíbrio; o homem é quem o perturba.” a) — Será possível que todos se entendam? “Os homens se entenderão quando praticarem a lei de justiça.”
  32. 32. 813. Há pessoas que, por culpa sua, caem na miséria. Nenhuma responsabilidade cabe-rá disso à sociedade? “Mas, certamente. Já dissemos que a socie-dade é muitas vezes a principal culpada de semelhante coisa. Demais, não tem ela que velar pela educação moral dos seus mem-bros? Quase sempre, é a má-educação que lhes falseia o critério, ao invés de sufocar-lhes as tendências perniciosas.”
  33. 33. As provas da riqueza e da miséria
  34. 34. 814. Por que Deus a uns concedeu as rique-zas e o poder, e a outros, a miséria? “Para experimentá-los de modos diferentes. Além disso, como sabeis, essas provas foram escolhidas pelos próprios Espíritos, que ne-las, entretanto, sucumbem com frequência.”
  35. 35. 815. Qual das duas provas é mais terrível para o homem, a da desgraça ou a da riqueza? “São-no tanto uma quanto outra. A miséria provoca as queixas contra a Providência, a riqueza incita a todos os excessos.”
  36. 36. 816. Estando o rico sujeito a maiores tentações, também não dispõe, por outro lado, de mais meios de fazer o bem? “Mas, é justamente o que nem sempre faz. Torna-se egoísta, orgulhoso e insaciável. Com a riqueza, suas necessidades aumentam e ele nunca julga possuir o bastante para si unicamente.”
  37. 37. Comenta Kardec: A alta posição do homem neste mundo e o ter autoridade sobre os seus semelhantes são provas tão grandes e tão escorregadias como a desgra-ça, porque, quanto mais rico e poderoso é ele, tanto mais obrigações tem que cumprir e tanto mais abundantes são os meios de que dispõe para fazer o bem e o mal. Deus experimenta o pobre pela resignação e o rico pelo emprego que dá aos seus bens e ao seu poder. A riqueza e o poder fazem nascer todas as pai-xões que nos prendem à matéria e nos afastam da perfeição espiritual. Por isso foi que Jesus dis-se: “Em verdade vos digo que mais fácil é passar um camelo por um fundo de agulha do que entrar um rico no reino dos céus.”
  38. 38. Igualdade dos direitos do homem e da mulher
  39. 39. 817. São iguais perante Deus o homem e a mulher e têm os mesmos direitos? “Não outorgou Deus a ambos a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progre-dir?” 818. Donde provém a inferioridade moral da mulher em certos países? “Do predomínio injusto e cruel que sobre ela assumiu o homem. É resultado das institui-ções sociais e do abuso da força sobre a fra-queza. Entre homens moralmente pouco adiantados, a força faz o direito.”
  40. 40. 819. Com que fim mais fraca fisicamente do que o homem é a mulher? “Para lhe determinar funções especiais. Ao homem, por ser o mais forte, os trabalhos rudes; à mulher, os trabalhos leves; a ambos o dever de se ajudarem mutuamente a su-portar as provas de uma vida cheia de amar-gor.”
  41. 41. 820. A fraqueza física da mulher não a coloca naturalmente sob a dependência do homem? “Deus a uns deu a força, para protegerem o fraco e não para o escravizarem.” Deus apropriou a organização de cada ser às funções que lhe cumpre desempenhar. Tendo dado à mulher menor força física, deu-lhe ao mesmo tempo maior sensibilidade, em rela-ção com a delicadeza das funções maternais e com a fraqueza dos seres confiados aos seus cuidados.
  42. 42. 822. a) — Assim sendo, uma legislação, para ser perfeitamente justa, deve consagrar a igualdade dos direitos do homem e da mulher? “Dos direitos, sim; das funções, não. Preciso é que cada um esteja no lugar que lhe compete. Ocupe-se do exterior o homem e do interior a mulher, cada um de acordo com a sua aptidão. A lei humana, para ser equitativa, deve consagrar a igualdade dos direitos do homem e da mulher. Todo privilégio a um ou a outro concedido é contrário à justiça. A emancipação da mulher acompanha o progresso da civilização. Sua escravização marcha de par com a barbaria. Os sexos, além disso, só existem na organização física. Visto que os Espíritos podem encarnar num e noutro, sob esse aspecto nenhuma diferença há entre eles. Devem, por conseguinte, gozar dos mesmos direitos.”
  43. 43. A Lei Humana, para ficar equitativa, deve igualar todos os direitos entre o Homem e a Mulher; todo privilégio outorga-do a um ou a outro é contrário à Justiça. A emancipação da Mulher segue o progresso da Civilização; sua sujeição marcha com a Barbárie. (p. 416, LE, 1ª ed). No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano. (www.suapesquisa.com)
  44. 44. Pobres homens! se refletísseis que os Espíri-tos não têm sexo; que o que hoje é homem pode ser mulher amanhã: que escolhem indi-ferentemente, e por vezes de preferência, o sexo feminino, antes vos deveríeis regozijar que vos afligir com a emancipação da mu-lher, e admiti-la no banquete da inteligência, abrindo-lhe todas as grandes portas da ciên-cia, porque ela tem concepções mais finas, mais suaves, contatos mais delicados que os do homem. […]. (Um Espírito – Revista Espírita 1867).
  45. 45. 202 – Quando é errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem ou no de uma mulher? - Isso pouco lhe importa. Vai depender das provas por que haja de passar. Os Espíritos encarnam como homens ou como mulheres, porque não têm sexo. Como devem progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, lhes oferece provações, deveres especiais e novas oportunidades de adquirirem experiência. Aquele que fosse sempre homem só saberia o que sabem os homens.
  46. 46. Em jan/1866, na Revista Espírita, quando analisa o assunto “As mulheres têm uma alma?”, Kardec disse o seguinte: As almas ou Espíritos não têm sexo. As afei-ções que as une nada têm de carnal, e, por isto mesmo, são mais duráveis, porque são fundadas sobre uma simpatia real, e não são subordinadas às vicissitudes da matéria. [...] Os sexos não existem senão no organismo; são necessários à reprodução dos seres ma-teriais; mas os Espíritos, sendo a criação de Deus, não se reproduzem uns pelos outros, é por isto que os sexos seriam inúteis no mundo espiritual.
  47. 47. Os Espíritos progridem pelo trabalho que reali-zam e as provas que têm que suportar, como o operário em sua arte pelo trabalho que faz. Essas provas e esses trabalhos variam segun-do a sua posição social. Os Espíritos devendo progredir em tudo e adquirir todos os conhec-imentos, cada um é chamado a concorrer aos diversos trabalhos e a suportar os diferentes gêneros de provas; é por isto que renascem alternativamente como ricos ou pobres, se-nhores ou servidores operários do pensamento ou da matéria. Assim se encontra fundado, sobre as próprias leis da Natureza, o princípio da igualdade, uma vez que o grande da véspera pode ser o pequeno do dia de amanhã, e reciprocamente.
  48. 48. Deste princípio decorre o da fraternidade, uma vez que, nas relações sociais, reencon-tramos antigos conhecimentos, e que no in-feliz que nos estende a mão pode se encon-trar um parente ou um amigo. É no mesmo objetivo que os Espíritos se encarnam nos diferentes sexos; tal que foi um homem poderá renascer mulher, e tal que foi mulher poderá renascer homem, a fim de cumprir os deveres de cada uma dessas posições, e delas suportar as provas.
  49. 49. O Espírito encarnado sofrendo a influência do organismo, seu caráter se modifica segundo as circunstâncias e se dobra às necessidades e aos cuidados que lhe impõem esse mesmo organis-mo. Essa influência não se apaga imediatamen-te depois da destruição do envoltório material, do mesmo modo que não se perdem instan-taneamente os gostos e os hábitos terrestres; depois, pode ocorrer que o Espírito percorra uma série de existências num mesmo sexo, o que faz que, durante muito tempo, ele possa conservar, no estado de Espírito, o caráter de homem ou de mulher do qual a marca perma-neceu nele. Não é senão o que ocorre a um certo grau de adiantamento e de desmateria-lização que a influência da matéria se apaga completamente, e com ela o caráter dos sexos. […].
  50. 50. Se essa influência repercute da vida corpórea à vida espiritual, ocorre o mesmo quando o Espírito passa da vida espiritual à vida corpó-rea. Numa nova encarnação, ele trará o ca-ráter e as inclinações que tinha como Espíri-to; se for avançado, fará um homem avança-do; se for atrasado, fará um homem atrasa-do. Mudando de sexo, poderá, pois, sob essa impressão e em sua nova encarnação, con-servar os gostos, as tendências e o caráter inerentes ao sexo que acaba de deixar. Assim se explicam certas anomalias aparen-tes que se notam no caráter de certos homens e de certas mulheres. (KARDEC, 1993, p. 3-4).
  51. 51. Igualdade perante o túmulo
  52. 52. 823. Donde nasce o desejo que o homem sente de perpetuar sua memória por meio de monumentos fúnebres? “Último ato de orgulho.” a) — Mas a suntuosidade dos monumentos fúnebres não é antes devida, as mais das vezes, aos parentes do defunto, que lhe querem honrar a memória, do que ao próprio defunto? “Orgulho dos parentes, desejosos de se glorificarem a si mesmos. Oh! sim, nem sempre é pelo morto que se fazem todas essas demonstrações. Elas são feitas por amor-próprio e para o mundo, bem como por ostentação de riqueza. Supões, porventura, que a lembrança de um ser querido dure menos no coração do pobre, que não lhe pode colocar sobre o túmulo senão uma singela flor? Supões que o mármore salva do esquecimento aquele que na Terra foi inútil?”
  53. 53. 824. Reprovais então, de modo absoluto, a pompa dos funerais? “Não; quando se tenha em vista honrar a memória de um homem de bem, é justo e de bom exemplo.” O túmulo é o ponto de reunião de todos os homens. Aí terminam inelutavelmente todas as distinções humanas. Em vão tenta o rico perpe-tuar a sua memória, mandando erigir faustosos monumentos. O tempo os destruirá, como lhe consumirá o corpo. Assim o quer a Natureza. Menos perecível do que o seu túmulo será a lembrança de suas ações boas e más. A pompa dos funerais não o limpará das suas torpezas, nem o fará subir um degrau que seja na hierarquia espiritual.
  54. 54. Referências Bibliográficas: KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB, 2007c. KARDEC, A. O Céu e o Inferno. Rio de Janeiro: FEB, 2007d. KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro: FEB, 2007a. KARDEC, A.Revista Espírita 1866. Araras SP: IDE, 1993. KARDEC, A. Revista Espírita 1867. Araras, SP: IDE, 1999. http://www.suapesquisa.com/dia_internacional_da_mulhe r.htm http://pt.wikipedia.org/wiki/Egipto
  55. 55. Referências Bibliográficas: Adão e Eva: http://saber.sapo.pt/w/thumb.php?f=Eva.JPG&w=250 Circuncisão: http://1.bp.blogspot.com/-yvPprflzmT8/T3- Ia9PcSEI/AAAAAAAAA6c/1HmEa_p9jog/s320/Ancient%2BCircumcision-thumb- 275x192.jpg Tempo de Jerusalém: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/84/Jerusalem_Modell _BW_2.JPG/400px-Jerusalem_Modell_BW_2.JPG Pátio das mulheres: http://3.bp.blogspot.com/- 8Le84yW4cmo/Ua6UZ1nCfyI/AAAAAAAAAmI/xSiWdVKeYdw/s400/templo_salom ao2.jpg Marido e a mulher: http://www.animesuasmensagens.net/mensagens-para-facebook/ img/engracados-70.jpg Igualdade natural: http://1.bp.blogspot.com/-ogKDh_jTWyk/T7e- HmPd7mI/AAAAAAAABMk/rDZbWK-RDG4/s330/DEUSA%2BDA%2BJUSTI %25C3%2587A.jpg Desigualdade aptidão: http://j2ag.com/img/para-quem-fazemos.jpg Desigualdade social: http://www.desigualdadesocial.com.br/wp-content/ uploads/2013/07/Desigualdade-social1.jpg
  56. 56. Referências Bibliográficas: Desigualdade riqueza: http://www.esquerda.net/sites/default/files/imagecache/400xY/superrico.jpg e http://www.juntosabordo.com.br/wp-content/ uploads/2012/08/2013/03/juntosabordo.jpg Igualdade Homem e Mulher: http://www.quantri.vn/uploads/images/0-------- aaajhgvamvw.jpg Prova da riqueza/pobreza: https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images? q=tbn:ANd9GcRZgQadsGEc00WpOSSyVN6MnXD9SyZWSwIxLDqcooWwpP_XGYr P-g Mulheres cientistas: https://fbcdn-sphotos-d-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/ 1240434_595498657160366_621430750_n.jpg Emancipação mulher: http://www.consciencia.blog.br/wp-content/ uploads/imagens/2013/03/mito-de-1857.jpg (adaptada) Igualdade perante túmulo: http://4.bp.blogspot.com/- s9NMxeajWT8/USu8Of3JVNI/AAAAAAAABPg/qgNPb3HJlho/s400/halloween-graveyard. jpg

×