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Importância da parceria família/escola no desenvolvimento e aprendizagem das crianças

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Professora Vivian Pagnussato Zanoni

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Importância da parceria família/escola no desenvolvimento e aprendizagem das crianças

  1. 1. Importância da parceria família/escola no desenvolvimento eaprendizagem das crianças. A família tem sido e é a influência mais poderosa no desenvolvimento dapersonalidade e na formação da consciência na criança. Assim, podemos dizerque elas precisam sentir que fazem parte de uma família. [...] a importância da primeira educação é tão grande na formação da pessoa que podemos compará-la ao alicerce da construção de uma casa. Depois, ao longo de sua vida, virão novas experiências que continuarão a construir casa/indivíduo, relativizando o poder da família. (LACAN, 1980, apud BOCK , 1989, p. 143) Partimos da idéia de que a família é a base que qualquer pessoa demodo especial na infância. Não fazemos aqui, somente referência à famíliacomo laços de sangue, mas também as famílias constituídas por meio de laçosafetivos. É nela que a criança encontra um espaço natural para o seudesenvolvimento. As crianças necessitam ser educadas e é na família queencontra espaço para o cultivo e o desenvolvimento dos valores humanos. O papel da família modificou-se ao longo do tempo. Hoje se buscadefinir o diálogo e a co-responsabilidade entre as pessoas que fazem parte dafamília, como sendo o gerador da solidificação da responsabilidade um paracom o outro e também, do bom relacionamento familiar. A convivênciaprazerosa é o grande segredo para o crescimento do respeito mútuo. Essassituações comprovam que a educação familiar é a verdadeira árvore daciência, cujos frutos alimentam a criança tornando-a uma cidadã consciente deseus direitos e deveres. Para processar e elaborar essas mudanças, é preciso considerar quecada ser humano tem um ritmo próprio e lida ainda com a influência dedeterminações socioeconômicas culturais, que têm contornos próprios em cadacontexto e o desconhecimento dessas condições leva a pressupor que afamília nuclearizou-se homogeneamente, muitas vezes rompendo vínculos comsua geração de origem.
  2. 2. As famílias, educadoras/es, que levam a sério sua missão na arte deeducar, necessitam lembrar que a criança não é apenas criança, ela é um serhumano, que necessita suprir as necessidades físicas, psíquicas e sociais; queela é dependente; precisa ser tratado sem humilhações e castigos, serorientada com critérios de verdade e justiça; que precisa de afeto, de elogios,incentivos e sorrisos para a construção se seu caráter. Essa construção também acontece além da família e escola, há outrosambientes sociais que se desenvolvem relações amorosas, como no trabalho,em meio à luz e o calor humano, a serenidade, o entendimento, a obediência, asolidariedade. A família e a escola possuem um valor insubstituível, pois elasfazem parte do centro da vida das crianças na construção de sua consciência. Um dos papéis da escola necessita ser o de estabelecer parâmetrospara a criança crescer como ser humano, ser protagonista de sua própriahistória, construir uma práxis sobre valores fundamentais, envolver a família noensino-aprendizagem, resgatar a dimensão ética do conhecimento. É, nestesentido, que o acesso e permanência na escola constituem possibilidades reaisaquisição do saber. Outro papel da escola que percebemos é o de educar as crianças noensino aprendizagem de maneira contínua e permanente. Sentimos que ascrises da educação brasileira provem da falta de um bom relacionamento entrea escola e a família. A presença do adulto dá para a criança segurança física eemocional que a levam a explorar mais o ambiente, ou seja, aprender. Ainteração humana envolve também a afetividade, a emoção como elementobásico. E é através da interação com os indivíduos mais experientes do seumeio social que a criança constrói suas funções mentais superiores. Algumas famílias estão desgastadas em seus laços afetivos, e o larpassou de um centro gerador de vida e diálogo para uma agitação edesencontros, quando não apenas um ambiente em que as pessoas se fazempresentes somente enquanto dormem. É preciso ressaltar que essas mudanças não devem ser encaradascomo tendências negativas, muito menos como "doenças" ou sintomas de"crise". A idéia de crise, atualmente em voga, pode ser enganosa. A aparentedesorganização da família é um dos aspectos da reestruturação que ela vemsofrendo, a qual se, por um lado, pode causar problemas, pode, por outro,
  3. 3. apresentar soluções. A partir de Pereira (1995), também os papéis sociaisatribuídos diferenciadamente ao homem e à mulher tendem a desaparecer nãosó no lar, mas também no trabalho, na rua, no lazer e em outras esferas daatividade humana. E com a chegada da modernidade, a industrialização, as descobertascientificas e as tecnológicas provocaram grandes transformações sociais e aelas associou-se um novo modelo de família como de espaço de amorincondicionado, um refúgio do mundo da rua considerado estranho competitivo,ameaçador, não dando conta de explicar a realidade como um todo tentandosuperar esta falta criou-se então uma cultura emocional, sentimental baseadana seperproteção. Cada momento histórico corresponde uma estrutura familiarpreponderante, ele não é único, ou seja, concomitante aos modelosdominantes de cada época. Assim, não podemos falar de família, mas defamílias, para que possamos tentar contemplar a diversidade de relações queconvivem em nossa sociedade. Outro aspecto a ser ressaltado, diz respeito aosignificado social da família, qual a sua razão de existência? Sabemos que as crianças possuem como referencial: pessoas, palavras,gestos...; Os quais proporcionam a construção do caráter em sua identidade,são vínculos estabelecidos com a sua família. Alguns desafios que precisam de um olhar especial em relação àfamília/escola que ajudam na construção do caráter das crianças: o Manterem-se informadas sobre o ensino-aprendizagem adquiridos pelos filhos/as; o Colaborar com educadores/as para tornar mais coerente e eficaz a atuação escolar; o Mostrarem-se interessados pelas atividades realizadas pelos filhos/as na escola; o Valorizar a escola, os conhecimentos e habilidades que propicia para criar nos filhos/as hábitos de respeito e uma expectativa positiva em relação ao conhecimento adquirido e socializado; o Expressar em palavras e atitudes a confiança que têm em ralação a escola e em seus/suas educadores/as; o Procurar saber o que o filho/a realizou na escola e como foi seu
  4. 4. dia; o Zelar por uma relação de carinho e respeito com os/as educadores/as, pois a opinião da família influi sobre os/as filhos/as; o Observar os materiais escolares e auxiliar as crianças nas tarefas de casa; o Resolver problemas entre família e escola; o Reforçar sempre a auto-estima e autoconfiança dos/as filhos/as. É de fundamental importância a família ter tempo para as crianças, serexemplo de comportamentos (pontualidade, respeito, amor, gratuidade, entre-ajuda, etc.) e oferecer espaços à liberdade de pensar e agir. Saber dizer "não",introduzindo-os no mundo real, fazendo-as pensar no que foi negado para queamadureçam com sabedoria. A educação não depende de si mesma, masprincipalmente do papel que a família desempenha dentro, fora e junto àescola. “[...] a liberdade é limitada para as crianças pela fraqueza, a felicidadedas crianças e dos homens consiste no uso de sua liberdade [...]. Quem faz oque quer é feliz quando basta a si mesmo: é o caso do homem que vive noestado de natureza” (ROUSSEAU, 1995, p.77). Por isso, acredita que a criançadeva ser educada a partir de seus interesses naturais, mas sem cair emespontaneísmos. A criança deve aprender a lidar com seus desejos e conhecerseus limites. Através do excessivo otimismo em relação ao caráter da naturezado ser humano ao nascer é que Rousseau (1995), faz severas críticas àeducação autoritária, onde o fim da educação para ele é a inserção social,após a criança ter recebido uma educação individualizada. A família precisa ajudar a criança a descobrir-se como pessoa,desenvolver suas potencialidades para que, no futuro, possa aplicar, de modoque ela se perceba como um agente transformador, que transforma e étransformado por esse meio. Na família é lugar de fazer a experiência deconviver com as diferenças de idade, temperamento, relações interpessoaismarcadas pela colaboração, tolerância, serviço, aceitação, solidariedade,limites e potencialidades. Este processo só poderá ocorrer por meio da famíliaprimeiramente e da escola também.
  5. 5. Por estas razões, entende-se a necessidade de integração dos pais a comunidade de investigação, estimulando atitudes criadoras e críticas, dialogando com as crianças, levando-as a aprender, a expor e resumir, respondendo sempre que houver questionamento, despertando desejos de excelência pelas iniciativas e tomadas de decisão. (SMOLKA, 1993, p.126). Para que haja uma investigação de mudanças qualitativas na áreaeducacional, a escola e família necessitam de um trabalho integrado quepossibilite a criança desenvolver um olhar crítico em relação ao saber em tornoda realidade em que vive. Uma barreira perceptível na construção do caráter das crianças, é que afamília vem passando por uma série de transformações e uma delas é comrelação aos espaços dedicados ao convívio comum. Esses espaços reduzirame os quartos foram ampliados e mobiliados segundo as características de cadafamília e de seus membros. Há falta de espaço comum para o encontro dasfamílias, dentro do próprio lar os espaços foram se individualizando. Os quartospassaram a ser pequenas residências, dentro da grande residência, comtelevisão, computador e outros objetos além da cama e do roupeiro, onde épassada a maior parte do tempo e com isso resta pouquíssimo tempo para oconvívio familiar. A sala de refeições e a cozinha, espaços que seriam para oconvívio familiar, para a troca de experiências e para a manifestação desentimentos e de partilha, ficam vazias. É no aconchego da família e da escola que a criança vai construindo suaconsciência/caráter, se socializando, se educando para enfrentar a realidade eas dificuldades na sociedade, tornando-se uma pessoa consciente e crítica.“Os bons pedagogos ensinam não apenas as letras, mas também os bonscostumes e as maneiras decentes”. (AIRÈS, 1978, p.25). Acreditamos que afamília e a escola, concomitantemente, vão influenciando nas atitudes de vidadas crianças. Elas buscam respeito como gente que pensa, age, ama e sofre.A educação torna-se a ligação, da família e da escola, com a esperança de umpresente e futuro menos doloroso, modificando a cultura e os costumes dasociedade com maior percepção de seus direitos e a liberdade como cidadãs.
  6. 6. Receber amor e afeto é uma das mais importantes necessidades nodesenvolvimento da personalidade da criança. O amor da família dos/aseducadoras/es é pro excelência um sentimento de proteção par as/oseducandos/as, porém necessita ser usado na dosagem certa, equilibrada. Na família e na escola, onde existe o amor que dialoga, o amor queabraça, que perdoa, que ouve com os ouvidos do coração, que auxilia ascrianças a aprender valorizar e a ter projetos de vida, lutar e procurar manteracesa a chama do amor em todos os seus atos e atitudes é possível construiruma consciência crítica, capaz de enfrentar as dificuldades e ir a busca de ummundo onde prevaleça a justiça.Vivian Pagnussato ZanoniBIBLIOGRAFIAAIRÈS, Philippe. História social da criança e da família. Rio de Janeiro:Zahar Editores, 1978.BOCK, Ana Mercês Bahia et al. Psicologias uma introdução ao estudo depsicologia. São Paulo: Saraiva, 1989.PEREIRA, P. A. Desafios Contemporâneos para a Sociedade e a Família. InRevista Serviço Social e Sociedade. Nº 48, Ano XVI. São Paulo, Cortez, 1995.ROUSSEAU, Jean-Jacques. Emílio ou Da educação. São Paulo: MartinsFontes, 1995.SMOLKA, Ana Luiza B. E´GÓES, Maria Cecília R. de. A linguagem e o outrono espaço escolar: Vygotsky e a construção do conhecimento. ColeçãoMagistério, formação e trabalho pedagógico. 2ed. Campinas:us, 1993.

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