Educar marina

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Educar marina

  1. 1. (El Culturalde ABC) O discurso educacionaltornou-se pessimista e dramático. Sempre quefalamos sobre a educaçãofazemo-lo em termos apocalípticos. É verdadeque a educaçãoé difícil, mas acho que devemos recuperar uma atitudemais otimista, corajosa e ativa. Temos os meios, conhecimentos e oportunidadespara educarbem, e precisamos apenasda decisão de o fazer. Ondeé queeste movimento de renovação deve surgir? Certamente, na sociedade como um todo, mas os dois protagonistas, os dois focos de consciência social educacional, devem ser as famílias e as escolas. Não separadas, masunidas. Pais e professores formam a equipa pedagógica básica, e temos de desenvolver uma pedagogia compartilhadaquepermite quea casa e a escola não sejam espaços separadosou antagónicos, mascooperativos. Cada dia se fala mais de uma "aprendizagem complementar" uma aprendizagemcomplementarentre as duas instituições, mas esta ideia tão básica é muito difícil de pôrem prática. É preciso superar a preguiça e a desconfiança de ambos os lados. Todos os estudos indicam que as famílias monoparentaisnão podem educar bem, mas queas escolas por si só também nãoo podem fazer. Portanto, este artigo tem a intenção de ser, além de uma exposição de motivos, um apelo à acção dirigida à sociedade. Começo do princípio, especificando os objetivos da educação. Com ela, o que nós queremos é que os nossos filhos adquiramos recursos intelectuais, emocionais, volitivos e morais para conduzir as suas vidas de forma responsável e corretamente, serem capazes de aproveitar as oportunidadese lidar com os problemas. Em expedita, o que todos nósqueremos é queestejam na melhor posição para serem felizes e ser boas pessoas. Isto inclui a possibilidade de um bom trabalhoe talento para manter relações afetivas satisfatórias, e contribuir para o bem-estar geral. Os objetivos educacionaissão ambiciosos, mas podem ser resumidos numa fórmula concisa: educação= instrução + educação do caráter. Formar o caráter Educaré, sem dúvida, proporcionarà criança ou adulto, o conhecimento necessário. Da instrução se encarrega fundamentalmenteo sistema educativo. Mas educar é também ajudara construir o caráter. O caráter é o conjunto de hábitosque uma pessoa adquire, quevão expandirou limitar as suas oportunidadesde vida. O bom caráter é o queaumenta as oportunidadesdedesenvolvimento, autonomia, criatividade e eficácia de uma pessoa. Ser otimista, corajoso, suportar o esforço, apreciar as coisas boas, estar disposto a aprendercontinuamente, sendo capazde realizar projetos para se comunicar, colaborar, manter a confiança, buscara justiça, são recursos quefazem parte do bom caráter. Nós nãopodemos resolver os problemas dos nossos filhos, nem sequer sabemos quaispoderão ser. Eles têm de travar as suas própriasbatalhas. A nossa obrigaçãoé proporcionar-lhes competências gerais; ajudá- -los a desenvolver forças pessoais. Por exemplo, podemos ter certeza de que, quando
  2. 2. eles se tornam adolescentes vivem num mundoondeas drogas estarão presentes. Nós não podemos evitá-lo. Tudoo que podemos fazer é educá-los a tomar a decisão mais inteligente na hora certa. Bem, o desenvolvimento do caráter é a tarefa conjunta da família e da escola. Assim deve funcionar. O papelda família é crucial. No entanto, durantea última metade do século passado, o seu papeleducacionalfoi amplamente criticado. Foi vista como uma instituição autoritária, que anulava a liberdadedos filhos e prolongava uma injustiça patriarcal. Foi repetida como um dogma de fé a declaração de Freud: "Façam o que fizerem os pais, fá-lo-ão mal." A situação torna-se angustiantepara muitospais. Por um lado, eles são responsáveis pelo comportamento de seus filhos: sempre que há um problema social causadopela juventude, todos mundocriticam os paispor não cumprirem a sua obrigação. Mas, ao mesmo tempo, a autoridadede pais é reduzida. O CódigoCivil tirou o poder de "adequadamente corrigir" os seus filhos. Agora, por exemplo, a "custódia" deixou de ser um direito sobre as crianças para ser apenasum conjunto de deveres, sem reciprocidade. Ambas as situações eram, é claro, injustas. Sem dúvida, existem muitos pais que ignoram as suas obrigações educacionais, há uma profunda crise da instituição familiar, as relações conjugaistêm enfraquecido...; mas a maioria dos pais estão muito preocupadose confusos sobre a educação de seus filhos. Se se delega na escola todas as responsabilidadesnão é tanto por conveniência como por impotência. Em Espanha,asmães que trabalham têm complexo de culpa crónica. Por essa razão, há três anos, fundou-sea Universidadede paison-line, a fim de ajudaras famílias em todo o processo educacionalda criança desde o nascimento até 16 anos de idade. Isto é para tornar disponível o conhecimento e as práticas educativas mais atuaise eficazes. O sucesso da iniciativa confirma a minha crença de que a maioria dos pais quer fazer bem o seu trabalho. Por que é que eu disse antes que este artigo foi dirigida a toda a sociedade? Primeiro, porque, como eu gosto de repetir, "para educar uma criança é preciso toda a aldeia." Em segundolugar, porqueas famílias e as escolas precisam de apoio, proximidade, o interesse de todos os cidadãos. Ao fim e ao cabo, os nossos padrõesde vida vão dependerda boa educaçãodos nossos jovens. Educação= instrução + educaçãodo caráter EDUCAÇÃO RECURSOSMORAIS:As crianças devem adquirirdurantea sua formação intelectual, recursos emocionais, volitivos e morais. APRENDIZAGEM:Osjovens também precisam de aprendera ser pessoas felizes e boas e contribuir para o bem-estar geral
  3. 3. FERRAMENTAS:Osmais novos devem ser instruídos para conseguir um bom emprego TALENTO:As crianças têm que ter ferramentas para manter relações emocionais profundase satisfatórias em toda a sua vida FAMÍLIA MÁ FAMA: Duranteo último meio século esta instituição foi vista como autoritária CUSTÓDIA:deixou de ser um direito sobre as crianças para ser um conjunto de deveres sem reciprocidade DELEGAÇÃO:Paisdepositam na escola a sua própria responsabilidade, não por conforto, maspor impotência MÃES NO ATIVO: as mães que trabalham têm um complexo crónico de culpa por não responder às necessidades da família José António Marina

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