Redes Sociais:
potenciais e
riscos
Enfam - Brasília, 2013
Murilo Pinto
murilo.pinto@gmail.com
about.me/murilopinto
twitter...
COMUNICAÇÃO PÚBLICA
Ideais de comunicação
Renascimento: mercantilismo,
impressão e racionalismo tornam o livro
objeto de comunicação e discuss...
Midatização da mídia
Propaganda. Estados totalitários.
Publicidade surge como forma de independência dos
veículos frente a...
Ideal liberal revisitado
• Reação à supremacia do mercado
• Restabelecimento do debate público autêntico
• Informar cidadã...
Governamental Prestação de contas, lobby estatal
(convencimento quanto a uma política
pública), propaganda, institucional
...
Singularidades do Poder e da jurisdição
Legitimação indireta de autoridades e decisões
Concursos e leis, não voto
Aspecto ...
PARADIGMA DIGITAL
Apropriações sociais das técnicas
• Computador nasce como ferramenta de
armazenamento e processamento de
dados (1941, Alem...
Digitalização e internet
• Digitalizar é tornar em dígitos
• Toda informação é transformada em
números: 0 e 1
• Computador...
Redes sociais se alinham
aos ideais de comunicação pública
ao paradigma digital
aos ideais liberais de comunicação
à lógic...
PRIVACIDADE E TRANSPARÊNCIA
http://www.youtube.com/watch?v=OINa46HeWg8
Expectativas de privacidade
• São Paulo
– 1872: 31 mil habitantes
• Vizinhos, farmacêuticos, médicos,
vendedores, empregad...
Opções de privacidade
Quase 300 fotos “vazadas”
no Facebook
“Privacidade é o direito de cometer erros”
Cory Doctorow
RiscosTécnicos
Phishing (spear phishing, whaling): links curtos
Falhas de programação
Sociais
Engenharia social
Perfis fal...
Regras de ouro
Se quer deixar privado, deixe fora da
rede e de dispositivos digitais
Em algum momento da sua
vida, você se...
Oportunidades
Pesquisa de opinião CNJ, 2010
Sociedade e membros:
percepções divergentes
Nota 0-10
Imagem do Judiciário
Pesquisa de opinião STJ, 2006
Quem menos
conhece,
menos aprova
MAGISTRADOS NAS REDES
E-gov
TIC domicílios jun/2013
Receita Federal e demais tributos (CPF, IRPF, taxas) 78%
Emissão de documentos (certidões, l...
twitter.com/STJnoticias/magistrados
Overshare?
• 68% dos presidentes das 500
maiores empresas do mundo
não possuem nenhum perfil em
rede social
– 28%: Linkedin
– 8%: Fac...
As vantagens são muitas: a rapidez, a disseminação e a formação de uma
rede de contatos valiosa. (...) Quando mais a socie...
STJ já estava no Facebook...
...faltava só saber disso
STF “não tem” página...
IRSmartt
• Complicado?
– Sabe mandar um SMS? Tuíte.
– Sabe mandar um email? Blogue.
• Vazar informações?
– Você controla a...
Recomendações
• Não divulgue informação restrita
• Não fale sobre temas que não são de sua
experiência
• Não minta
• Dê su...
Escolha suas batalhas
?
Art. 36 - É vedado ao magistrado:
III - manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo
pendente de...
Pedra e vidraça
Não faça
A senha principal
da conta não
pode ser
compartilhada.
NUNCA
Contas,
clientes e
navegadores
isolados
Esteja atento
Faça
• Pessoal não é particular
• Profissional não é institucional
• Proteja sua família e amigos
– “Projeta-se” de sua fa...
Página vs Perfil
Facebook.com/pages
Redes Sociais:
potenciais e
riscos
Enfam - Brasília, 2013
Murilo Pinto
murilo.pinto@gmail.com
about.me/murilopinto
twitter...
Redes Sociais: potenciais e riscos (media training para magistrados, Enfam 2013)
Redes Sociais: potenciais e riscos (media training para magistrados, Enfam 2013)
Redes Sociais: potenciais e riscos (media training para magistrados, Enfam 2013)
Redes Sociais: potenciais e riscos (media training para magistrados, Enfam 2013)
Redes Sociais: potenciais e riscos (media training para magistrados, Enfam 2013)
Redes Sociais: potenciais e riscos (media training para magistrados, Enfam 2013)
Redes Sociais: potenciais e riscos (media training para magistrados, Enfam 2013)
Redes Sociais: potenciais e riscos (media training para magistrados, Enfam 2013)
Redes Sociais: potenciais e riscos (media training para magistrados, Enfam 2013)
Redes Sociais: potenciais e riscos (media training para magistrados, Enfam 2013)
Redes Sociais: potenciais e riscos (media training para magistrados, Enfam 2013)
Redes Sociais: potenciais e riscos (media training para magistrados, Enfam 2013)
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Redes Sociais: potenciais e riscos (media training para magistrados, Enfam 2013)

1.400 visualizações

Publicada em

Apresentação sobre riscos e potenciais de uso de redes sociais por autoridades. Preparado para o primeiro curso de formação de magistrados da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira.
Saiba mais: http://www.enfam.jus.br/2013/09/enfam-promove-curso-de-midia-para-magistrados-de-cinco-tribunais/

Publicada em: Educação
1 comentário
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI196796,11049-Corregedoria+do+TJ+SC+adverte+magistrados+por+discussao+no+Facebook

    A Corregedoria-Geral de Justiça do TJ/SC convocou dois juízes a comparecerem à instituição “para serem pessoalmente orientados a não mais manifestarem publicamente opinião sobre processo judicial pendente de julgamento, bem como a sempre muito refletirem antes de se pronunciarem nos meios de comunicação, preocupando-se com a repercussão dos seus comentários”. Juízes e advogados travaram discussão pelo Facebook por causa de decisão judicial.

    A desembargadora Salete Sommariva, que por ocasião da decisão era a corregedora-Geral, também decidiu que os magistrados devem se abster de entrar nas redes sociais, “ainda que por breves períodos ou com recursos particulares em horário de expediente”.
       Responder 
    Tem certeza que deseja  Sim  Não
    Insira sua mensagem aqui
  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.400
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
27
Comentários
1
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Redes Sociais: potenciais e riscos (media training para magistrados, Enfam 2013)

  1. 1. Redes Sociais: potenciais e riscos Enfam - Brasília, 2013 Murilo Pinto murilo.pinto@gmail.com about.me/murilopinto twitter.com/murilopinto
  2. 2. COMUNICAÇÃO PÚBLICA
  3. 3. Ideais de comunicação Renascimento: mercantilismo, impressão e racionalismo tornam o livro objeto de comunicação e discussão Democracia representativa e ampliação da esfera pública e estabelecem necessidade de acesso livre à informação Revolução industrial massifica meios de produção e de comunicação Rádio, TV, jornais diários
  4. 4. Midatização da mídia Propaganda. Estados totalitários. Publicidade surge como forma de independência dos veículos frente a governos Lógica comercial. Índices de audiência influenciam jornais e pautas Jornais influenciam os demais campos, como os sociais e políticos Todo o discurso político e de questões públicas fica submetido à lógica e à sanção do mercado
  5. 5. Ideal liberal revisitado • Reação à supremacia do mercado • Restabelecimento do debate público autêntico • Informar cidadão para tomada de decisões coletivas • Engajamento e inserção do cidadão na vida pública e coletiva nacional Comunicação pública contemporânea
  6. 6. Governamental Prestação de contas, lobby estatal (convencimento quanto a uma política pública), propaganda, institucional Política Promoção de um agente, marketing político, interesse eleitoral Pública Esclarecimento dos cidadãos sobre temas de interesse público, para deliberação informada sobre questões da coletividade Dialógica e horizontal Comunicação estatal
  7. 7. Singularidades do Poder e da jurisdição Legitimação indireta de autoridades e decisões Concursos e leis, não voto Aspecto contramajoritário Influência da opinião pública vs leis e princípios universais “Que absurdo!” Escopo intrapartes dos processos judiciais Limites legais da participação popular Formulação indireta de políticas públicas Restrições ao ativismo Inércia da jurisdição “Vocês não vão fazer nada?!” Como conversar com o público leigo?
  8. 8. PARADIGMA DIGITAL
  9. 9. Apropriações sociais das técnicas • Computador nasce como ferramenta de armazenamento e processamento de dados (1941, Alemanha) • Torna-se ferramenta de comunicação com a internet (1973-1990) • Tecnologias abrem oportunidades, que são aproveitadas ou não pela sociedade • Usos efetivados dependem de condições e opções sociais, culturais, políticas e econômicas coletivas
  10. 10. Digitalização e internet • Digitalizar é tornar em dígitos • Toda informação é transformada em números: 0 e 1 • Computadores são máquinas de cálculo • Toda informação é facilmenteprocessável por computadores • Internet: redes sem pontos centrais • Edição, cópia e transporte sem perdas, sem custos, sem complexidades técnicas: Photoshop, Word, MP3, YouTube, BitTorrent...
  11. 11. Redes sociais se alinham aos ideais de comunicação pública ao paradigma digital aos ideais liberais de comunicação à lógica comercial às necessidades humanas a interesses estatais Projetos antagônicos Conflitos latentes e explícitos Opções cotidianas da sociedade “A informação quer ser livre. A informação também quer ser cara. Essa tensão não vai se dissipar” Stewart Brand, 1984 – Hacker’s Conference
  12. 12. PRIVACIDADE E TRANSPARÊNCIA http://www.youtube.com/watch?v=OINa46HeWg8
  13. 13. Expectativas de privacidade • São Paulo – 1872: 31 mil habitantes • Vizinhos, farmacêuticos, médicos, vendedores, empregadas... – 2010: 11 milhões de habitantes (Gde SP: 20 milhões) • Cartão de crédito, câmeras de monitoramento de segurança e tráfego, celulares Privacidade como conhecemos (séc. 19-20) pode ser uma característica transiente e anormal, típica da sociedade industrial em superação Alistair Croll, 2012
  14. 14. Opções de privacidade
  15. 15. Quase 300 fotos “vazadas” no Facebook
  16. 16. “Privacidade é o direito de cometer erros” Cory Doctorow
  17. 17. RiscosTécnicos Phishing (spear phishing, whaling): links curtos Falhas de programação Sociais Engenharia social Perfis falsos/duplicados Ataques indiretos (contra amigos e familiares) Direito ao esquecimento Mistos Configurações de privacidade Aplicativos falsos Espionagem (“industrial” e governamental) Rastreamento comercial/publicitário Modelos matemáticos falhos (previsões erradas)
  18. 18. Regras de ouro Se quer deixar privado, deixe fora da rede e de dispositivos digitais Em algum momento da sua vida, você será vítima de uma violação de privacidade ou segurança. Provavelmente, muitas vezes. Em algum momento, sua instituição será alvo de violações de segurança de dados e privacidade. Provavelmente, algumas vezes. PatternBuilders, empresa de análise de dados em massa
  19. 19. Oportunidades
  20. 20. Pesquisa de opinião CNJ, 2010 Sociedade e membros: percepções divergentes Nota 0-10
  21. 21. Imagem do Judiciário Pesquisa de opinião STJ, 2006 Quem menos conhece, menos aprova
  22. 22. MAGISTRADOS NAS REDES
  23. 23. E-gov TIC domicílios jun/2013 Receita Federal e demais tributos (CPF, IRPF, taxas) 78% Emissão de documentos (certidões, licenças etc.) 47% Justiça (processos, direitos de consumidor e trabalhista) 44% Concurso e emprego 38% Educação 26% Previdência e assistência social 23% Saúde 22% Habilitação e veículos 21% Direito do consumidor 14% Boletim de ocorrência 6% Canais de interação e participação legislativa 6%
  24. 24. twitter.com/STJnoticias/magistrados
  25. 25. Overshare?
  26. 26. • 68% dos presidentes das 500 maiores empresas do mundo não possuem nenhum perfil em rede social – 28%: Linkedin – 8%: Facebook (- 8%) – 6: Twitter (+ 57%) • Motivos – Falta de tempo / irrelevância – Desconforto com a exposição – Mais riscos: imagem, informação – Cultura / idade – Restrição corporativa Domo, ago/2013; Fortune Social CEO Index, 2012 MAS: 82% das pessoas confiam mais em empresas com líderes “sociais” Não entrar...
  27. 27. As vantagens são muitas: a rapidez, a disseminação e a formação de uma rede de contatos valiosa. (...) Quando mais a sociedade tomar contato, maior a chance de se dissipar as imagens genéricas e estereotipadas que se criam sobre os magistrados. Não são relações visíveis que devem nos preocupar, mas as escusas e ocultas. – Marcelo Semer, juiz em SP ... ou entrar Marinha/EUA Eficiente: rapidez, alcance, mobilidade Direto: sem mediação/edição Feedback: promove respostas rápidas e permite reações imediatas Promove confiança: cria relacionamento e abre oportunidade de liderar a discussão O “se” é uma decisão pessoal. Ajudamos com o “como”
  28. 28. STJ já estava no Facebook... ...faltava só saber disso STF “não tem” página...
  29. 29. IRSmartt • Complicado? – Sabe mandar um SMS? Tuíte. – Sabe mandar um email? Blogue. • Vazar informações? – Você controla a mensagem. Rede social é um meio. – Maior acesso a você não significa mais acesso a conteúdos: atenha-se a informações públicas • Visibilidade – Você pode já ser falado. Ficar quieto pode ser pior. • Sem tempo – Sem tempo pros cidadãos?
  30. 30. Recomendações • Não divulgue informação restrita • Não fale sobre temas que não são de sua experiência • Não minta • Dê sua opinião, não passe como da instituição • Identifique-se • Atente para a imagem projetada • Use o bom senso • Não tema assumir riscos calculados Força Aérea Americana
  31. 31. Escolha suas batalhas
  32. 32. ? Art. 36 - É vedado ao magistrado: III - manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos e em obras técnicas ou no exercício do magistério
  33. 33. Pedra e vidraça
  34. 34. Não faça A senha principal da conta não pode ser compartilhada. NUNCA Contas, clientes e navegadores isolados
  35. 35. Esteja atento
  36. 36. Faça • Pessoal não é particular • Profissional não é institucional • Proteja sua família e amigos – “Projeta-se” de sua família e amigos • Conheça, estude e configure corretamente opções de segurança e privacidade • Não entre por entrar • Não superexponha sua vida
  37. 37. Página vs Perfil Facebook.com/pages
  38. 38. Redes Sociais: potenciais e riscos Enfam - Brasília, 2013 Murilo Pinto murilo.pinto@gmail.com about.me/murilopinto twitter.com/murilopinto

×