Jornal escolar 22.ª ed.

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Jornal escolar 22.ª ed.

  1. 1. EBI DE GINETES Volume 22, Edição 22 Janeiro de 2015 N E S T A E D I Ç Ã O : Coordenador:Coordenador:Coordenador:Coordenador: Max Teles Colaboradores:Colaboradores:Colaboradores:Colaboradores: Conceição Me- deiros; Paulo Fragata; Fátima Perestrelo; João Pinto; Teresa Duarte; Rosa Martins ; entre ou- tros. Alunos:Alunos:Alunos:Alunos: Vários PALAVRAS D’ENCANTAR Editorial 2 10 anos de EBIG 3 Boas Práticas 2.º en- contro 4 Assembleia de alunos 5-7 9-10 Centro de Formação EBIG 8 Mars Curiosity 11 EB I/J Candelária 12 Um olhar para a pro- breza 13 Biblioteca vários 14- 17 O espírito de Natal na Escola 18 EB1/JI. Dr. Carlos Bet- tencourt Leça 19-20 EB1/JI Padre José Gomes Pereira 21 A escola é... 22 Entrevista 23 Profij-Jard 24-28 I Encontro Regional de Matemática 29-39 Desporto CDEG e ou- tros 40-50 EB 2,3 DE GINETES Homenagem ao Presidente do Conse- lho Executivo José Domingos Fonte Biblioteca — À Roda do Conto Profij jardinagem O Mercadinho Corta-mato escolar CDEG Atletismo Ténis de Mesa Xadrez Patinagem Atividades Rítmicas Expressivas
  2. 2. Volume 22, Edição 22Página 2 Editorial Charlie Hebdo “Journal irresponsable” e a li- berdade de Expressão No dia 14 de janeiro sai para as bancas o mais polémico jornal satírico francês com estas palavras – Tout est pardonné (tudo está perdoa- do). Irónico, como sempre, lança mais uma acha para a fogueira, na qual devem estar a arder os criminosos que tiraram a vida, à queima-roupa, sem dó nem piedade, aos jornalistas/cartoonistas e policias que nem sequer tiveram tempo de se defender física ou judicialmente. A liberdade de expressão e o laicismo ain- da têm de fazer o seu caminho, pois provou-se aqui, neste ato de barbárie que o politicamente correto e os dogmas religiosos pairam no ar cons- tantemente, assombrações do passado revisita- das, às quais, alguns, ainda se agarram para ma- nipular e convencer os cidadãos que pensar pela sua própria cabeça é um crime! Espantes o comum cidadão, depois de ter lido a publicação já citada, a equipa do Charlie Hebdo “ri-se da situação” afirmando, com desen- voltura, que até fizeram trinar os sinos da catedral Nortre-Dame em honra dos que tombaram nesta carnificina, sabendo nós que todos defendiam o laicismo. Assim, apesar de sentirmos que o sofri- mento interior dos que sobreviveram é insofismá- vel, mostraram que numa república democrática, em que se preza a LIBERDADE e em particular a liberdade de expressão, jamais haverá conformis- mo perante imposições de qualquer ordem que pretendam coartar os Direitos do Homem! O Homem escolhe os seus caminhos, pro- curando dar sentido à vida, foi-nos dado o livre arbítrio, façamos as nossas escolhas com sentido de responsabilidade; e porque não nos rirmos de nós próprios, teremos a coragem de o fazer!? Como amante do jornalismo e da LIBER- DADE, junto-me à causa e afirmo: “Je suis Charlie”! O Coordenador do Clube de Jornalismo Prof. Max Teles
  3. 3. Volume 22, Edição 22Página 3 10 anos da Escola Básica Integra- da de Ginetes Homenagem ao Presidente do Conselho Executivo José Domingos Fonte No ano de 2003 é inaugurada a Escola Básica Integrada de Ginetes, pelas entidades ofi- ciais, nomeadamente pelo Presidente do Governo Regional, Carlos César. O Presidente do Conse- lho Executivo, José Domingos Fonte, marcou pre- sença nesta escola logo no seu nascimento, para não dizer antes do seu nascimento, da qual não pode ser dissociado. Desde logo, com o seu cu- nho pessoal, criou um ambiente aprazível entre a comunidade educativa, o qual cativou professores e funcionários ao longo desta década de existên- cia. Quem melhor do que um residente da fre- guesia, em que está implementado o estabeleci- mento de ensino, para criar laços de afetividade e empatia com a juventude, pais e instituições com responsabilidades na freguesia de Ginetes. No entanto, o seu carisma alargou-se às restantes quatro freguesias, conhecendo a geografia e as pessoas desses locais como se lá vivesse. Todos estes seus atributos tornaram a Escola Básica In- tegrada de Ginetes um polo de desenvolvimento a vários níveis, começando desde logo pela sua principal função - a educação e transmissão de conhecimentos, passando pelo desporto e finali- zando na sua vertente recreativa. Não me querendo alargar mais, a justa ho- menagem perpetrada pelo Presidente da Junta de Freguesia de Ginetes, João Paulo Medeiros, des- poletou um sentimento de justiça e merecimento nos seus pares e penso que na comunidade edu- cativa em geral, pois quando se vive intensamente para uma causa, mais cedo ou mais tarde apare- ce o reconhecimento. Parabéns Professor José Domingos Fonte. Prof. Max Teles
  4. 4. Volume 22, Edição 22Página 4 II ENCONTRO REGIONAL “PARTILHAR BOAS PRÁTICAS DE ENSINO” Nos dias 8 e 9 de setembro, realizou-se o 2º Encontro Regional “Partilhar Boas Práticas de Ensino”, na Universidade dos Açores. Este encontro foi uma iniciativa conjunta da EBI, 2/3 de Ginetes e do Departamento de Ciências da Educação da UAC e contou com a participação de cerca de 150 profissionais do ensino. Neste encontro, foram proferidas 3 conferências: “BOAS PRÁTICAS: PORQUÊ E PARA QUÊ?” (Adolfo Fialho da UAC); “FAZER A DIFE- RENÇA NA ESCOLA” (Avelino Meneses) e “SERÁ A NOSSA ESCOLA INCLUSIVA” (José Morgado) e foram apresentados vários trabalhos nos 5 painéis temáticos. No painel sobre “PRÁTICAS EM ANÁLISE”, a EBI, 2/3 de Ginetes esteve representada com duas co- municações: “Dispositivos Pedagógicos para De- senvolver Competências nos Alunos: Uma Experi- ência de Inovação Pedagógica” (Conceição Medei- ros, Ana Fonte, Carlos Mendes, Sofia Monteiro, Élson Medeiros e Inês Terceira) e “A Importância do Rigor na Linguagem (verbal ou simbólica) Ma- temática” (Paulo Fragata). A julgar pelas avaliações feitas pelos participan- tes, esta foi mais uma iniciativa formativa credita- da que contribuiu para o desenvolvimento profis- sional de todos quantos quiseram aproveitar esta oportunidade de formação. Professora: Conceição Medeiros (membro da Comissão Científica e da Comissão Organizado- ra deste evento)
  5. 5. Volume 22, Edição 22Página 5 Palhaço Pezinho participouPalhaço Pezinho participouPalhaço Pezinho participouPalhaço Pezinho participou na Assembleia de Alunosna Assembleia de Alunosna Assembleia de Alunosna Assembleia de Alunos No dia 6/12, o Palhaço Pezinho participou na ASSEM- BLEIA de ALUNOS pela 2ª vez. Ao som de boa música, este artista entrou no anfiteatro e encantou todos os pre- sentes com a sua MAGIA. Foi uma sessão muito animada, onde reinou a boa disposição e a curiosidade de descobrir como se fazem mais truques de MA- GIA. Os alunos portaram-se muito bem, aplaudindo com entusiasmo e demonstrando que sabem respeitar as regras da boa educa- ção. Esta participação do Palhaço Pezinho foi uma surpresa preparada pela nova MESA da ASSEMBLEIA, eleita no dia 28 de novem- bro. A nova Mesa da Assembleia de Alunos é constituída por: Rogério Dias (presidente); Roberto Dias (vice-presidente); Henrique Diógenes e Elisabete Pavão (secretários); Beatriz Realejo e Catarina Realejo (vogais) A estes alunos, desejo um bom trabalho e muito entusiasmo no desempenho das suas funções.
  6. 6. Volume 22, Edição 22Página 6 LUTAR pelos DIREITOS, CUMPRIR os DEVERES! Queres uma ESCOLA MELHOR? Queres sentir-te mais FELIZ? Queres ter mais AMIGOS e ser reco- nhecido como bem EDUCADO? Então, lê este artigo e informa-te so- bre os teus direitos e deveres!!! No dia 25 de setembro deste ano le- tivo, os alunos que pertencem à ASSEM- BLEIA DE ALUNOS desta escola estiveram a debater os DIREITOS e DEVERES dos alunos, orientados pela MESA da ASSEM- BLEIA nesta data. Presidente, Élson Medeiros; Vice-presidente, Ricardo Ferreira; Secretária, Mariana Cabral; 1º Vogal, Rogério Dias; 2º Vogal, Roberto Dias Os direitos e deveres do quadro seguinte, depois de debatidos, foram votados por unanimidade nesta ASSEMBLEIA de ALU- NOS Tem presente estes direitos e respeita os deveres e serás um aluno EXEMPLAR ! Professora: Conceição Medeiros
  7. 7. Volume 22, Edição 22Página 7 PERFIL DE UM BOM ALUNO Cartaz vencedor do CONCURSO “Perfil de BOM ALUNO”, realizado entre as turmas do 7º A e 7ºB, na disciplina de Português, com a professora Conceição Medeiros. Este foi o cartaz vencedor, porque foi consi- derado o mais apelativo, completo e criativo. Todas as frases com as características do perfil de um bom aluno rimavam e o papel que utilizaram era papel de rascunho. PARABÉNS ao grupo vence- dor! Todos os alunos das duas turmas se empe- nharam bastante na realização dos cartazes, por isso, aqui ficam também as fotografias dos cartazes dos restantes grupos. Se quiseres saber o que deves fazer para seres um BOM ALUNO, lê com atenção a informa- ção destes cartazes e procura seguir o perfil defini- do pelos teus colegas.
  8. 8. Volume 22, Edição 22Página 8 OFERTA FORMATIVA DO CENTRO DE FORMA- ÇÃO DA EBI, 2/3 DE GINETES Apesar de ainda recém-formado, este Centro de Formação já promoveu inúmeras atividades formativas. Aqui ficam imagens de alguns dos momentos de formação a Professores, Pais, Encarregados de Educação e Assistentes para “recordar a matéria dada” Workshop de Yoga (30/06/2014), com Raquel Jorge. Workshop de Qi Gong/Saúde Sazonal (13/10/2014), com Suzana Santos Sessão de formação (17/11) “Como ajudar os filhos a le- rem mais para terem mais sucesso na ESCOLA e na VIDA”. Conferência “Como ajudar os alunos a lerem mais e melhor” (19/11) Conferência “Estreitar rela- ções entre a ESCOLA e as FAMÍ- LIAS” (10/12) No próximo período, estão agendados workshops de Qi Gong Saúde Sazonal mensais, com a Mestre Susana Santos, e mais três conferências: “Como Tornar mais Significativas as Aprendizagens para motivar os alu- nos” (21/01) Professora Doutora Raquel Dinis; “A avalia- ção dos Alunos” (11/02), Professora Doutora Margarida Serpa; “Como promover a DISCIPLINA e evitar a indis- ciplina” (11/03) Professora Doutora Susana Caldeira. Professora: Conceição Medeiros
  9. 9. Volume 22, Edição 22Página 9 O Grupo “DANÇA ALEGRIA” participou na Assembleia de Alunos No dia 12 de dezembro, a ASSEMBLEIA DE ALUNOS foi animada com ritmos latinos, dançados pelo trio (Anusca, Nata- sha e Homayun) do GRUPO “DANÇA ALEGRIA” da Ferraria. No final da exibição, todos os alunos que quiseram foram também para o palco aprender o passo base do JAIVE. Mais uma vez, os alunos desta ASSEMBLEIA demonstraram saber portar-se de forma educada, por isso, a TODOS, dou os meus PARABÉNS. Professora: Conceição Medeiros
  10. 10. Volume 22, Edição 22Página 10 Os alunos que participam nesta AS- SEMBLEIA têm revelado um comportamento exemplar, demonstrando que já sabem exer- cer uma cidadania ativa, participando de for- ma educada na tomada das suas decisões, nos processos eleitorais e no acolhimento dos convidados à ASSEMBLEIA. A todos, os meus sinceros PARABÉNS Professora: Conceição Medeiros Os discentes que participam na ASSEMBLEIA DE ALUNOS
  11. 11. Volume 22, Edição 22Página 11 Exploração do espaço Mars Curiosity Quatro alunos do nono ano de escola- ridade da EBI de Ginetes (Inês Terceira, Helena Pacheco, Maria Raimundo, Elson Medeiros) participaram no passado dia 10 de Outubro de 2014, numa palestra realizada na BPARPD sobre a exploração do espaço e o programa da sonda Mars Curiosity pelo cien- tista da NASA Boback Ferdowsi, "nascido em 7 de novembro de 1979)1 é um controla- dor de voo da NASA iraniano, naturalizado americano, que chefia a Jet Propulsion Labo- ratory"1. Estudou nos EUA, nomeadamente no MIT, prestigiada universidade norte ameri- cana, equiparável à reputação tida em tem- pos pelo Instituto Superior Técnico que che- gou a ser uma das dez melhores universida- des do mundo. "Ferdowsi ganhou popularidade em Agosto de 2012, quando ele usou um corte de cabelo moicano durante a aterrissagem da Sonda Curiosity. Isto inesperadamente tor- nou-se uma imagem icónica do evento com cobertura nas notícias e na “média social”. O Presidente Barack Obama inclusive, comen- tou sobre a popularidade do "Cara com Moi- cano"2. Sonhar que um dia se pode vir a trabalhar num boa empresa ou que se pode desempe- nhar um papel relevante seja onde for que estejamos, faz parte dos sonhos de muitos jovens. Acredito que os jovens portugueses e em particular os da Escola Básica Integrada dos Ginetes não são exceção, então estas oportunidades devem ser aproveitadas a par do seu desenvolvimento e da atarefada vida escolar. O entusiasmo dos alunos foi notório e lá no final conseguimos umas fotos. Professor João Pinto
  12. 12. Volume 22, Edição 22Página 12 Uma memória da infância Vivi em casa dos meus avós durante al- guns anos da minha vida. O meu avô João sempre gostou de jogar às cartas e cresci a vê-lo jogar praticamente os dias todos. Ele também tentava cultivar isso nos seus netos. Eu, inclusive, comecei a aprender por volta dos meus oito anos. Quando todos se sentavam à mesa, a jo- gar, eu só ouvia falar em espadas, copas, palitos e eu, sem saber o que significavam, simplesmente observava e dava-lhes os meus próprios nomes. No fim do jogo, ouvia sempre perguntarem ao per- dedor: “Quantos burrinhos levaste?”. Mais tarde, entendi que o jogo que o meu avô jogava sempre era “Ao burro”. Cheguei-me a perguntar algumas vezes por que é que o meu avô só jogava àquele jogo e só nos ensinava aquele. Eu hoje não sou uma amante de cartas, até porque quem perde fica por “burro”, mas este é um jogo que irei, certamente, passar à minha família. Inês Alves, 9º A Num dia, perguntei à minha mãe por que é que o avô só nos ensinava aquele jogo. A minha mãe, surpreendida com a pergunta, nunca pensara que eu algum dia lhe fosse per- guntar aquilo e explicou-me que o meu bisavô era analfabeto e o avô João também. Então, aquele jogo foi o único que eles tinham apren- dido, a observar, e o pouco que cada um sabia e gostava queria transmitir aos seus. EB1/JI de candelária Esta noite é Santa Sairei com a minha família Trazendo felicidade e amor Relembrando canções de Natal Estrelas brilhantes e uma Lua brilhante Abençoando o nosso NATAL Júlia Alves, 3º ano EB1/ JI de Candelária Este Natal vamos festejar Sempre com a família Teremos muita alegria Renasceremos de novo Entoando cânticos Lembrando os ausentes Adorando o MENINO Sabrina Ferreira, 3ºano EB1/JI de candelária
  13. 13. Volume 22, Edição 22Página 13 Guiné- Bissau, um OLHAR para a pobreza! No dia 30 de outubro, vários alunos desta escola assistiram a uma aula especial dada por Ana Sil- va, da Cresaçor, que trabalhou como voluntária na Guiné-Bissau, e que nos veio mostrar um pou- co da sua experiência neste país. Nesta aula, aprendemos que este país é consti- tuído pela parte do continente e por 80 ilhas e que se situa na costa ocidental de África. A sua bandeira é constituída por uma estrela ne- gra, que representa o continente africano; tem um retângulo de cor vermelha, que significa o sangue derramado pelos mártires; um de cor ver- de, que representa as florestas, e um amarelo, símbolo da sua riqueza mineral. A língua oficial deste país é o Português a a lín- gua nacional, o Crioulo. Para se despedirem uns dos outros, os guineenses usam a expressão “Nós estamos juntos”. Em Crioulo diz-se: Kuna Ki bu sta? (Como está?) - Sta drito (Estou bem) ; Kuna ki bu mansi (Bom dia!) Mata bicho (Pequeno-almoço) É um país pobre e com uma cultura completa- mente diferente da nossa. Por exemplo, as pes- soas vestem-se de maneira diferente, comem no chão e com as mãos; nas zonas rurais, as casas são redondas e de palha, o principal meio de transporte é o burro e o autocarro Toca- Toca, a base da alimentação é o arroz de má qualidade e os produtos são vendidos na rua. Existe a poligamia; as crianças casam muito cedo e aos 14 anos as guineenses já são mães e le- vam os filhos nas costas. Para além disto, as crianças trabalham muito desde pequenas e as famílias não têm dinheiro para as mandar para a escola. Muitas crianças morrem, quando vão bus- car a água ao poço, porque se desequilibram com o peso da água e caem lá dentro. Apesar desta miséria, as crianças, quando não estão a trabalhar para ajudar a família, brincam na rua e ficaram muito felizes quando a Ana Silva as fotografou, porque foi a primeira vez na vida que isto lhes aconteceu. No final da sessão, recebemos um pequeno saco com amendoins que estava muito bem amarrado com um nó para mostrar que, em vez de tentar em vão desfazer o nó, podíamos simplificar, ras- gando o saco e comendo os amendoins. Com esta experiência, aprendemos que podemos sim- plificar mais a nossa vida e podemos ter menos coisas. Ficamos a saber que a Guiné é realmente um país muito pobre, com muitas dificuldades a nível da educação, alimentação, saúde e com uma cultura muito diferente da nossa. Mais importante de tudo foi compreendermos que há culturas muito diferentes da nossa que é pre- ciso respeitar e valorizar e que temos o dever de dar valor ao que temos, porque por pouco que seja é muito em relação às crianças da Guiné que, por exemplo, adorariam poder ir à escola e não o podem fazer. Henrique Diógenes; Celina Almeida; Érica Santos; Roberto Dias;Henrique Diógenes; Celina Almeida; Érica Santos; Roberto Dias;Henrique Diógenes; Celina Almeida; Érica Santos; Roberto Dias;Henrique Diógenes; Celina Almeida; Érica Santos; Roberto Dias; Elisabete PavãoElisabete PavãoElisabete PavãoElisabete Pavão ———— 7.ºB7.ºB7.ºB7.ºB
  14. 14. Volume 22, Edição 22Página 14 Exposição 5 de outubro de 1910 - A República No dia 6 a 10 de outubro de 2014 co- memorou-se da implantação da Repú- blica com uma exposição levada a cabo pela Biblioteca Escolar em cooperação com o Departamento de Ciências Soci- ais. Estiveram expostos cartazes com os ideais e valores da República, os presidentes da República e cartazes elaborados pelos alunos do 6º ano. Todos os alunos da escola puderam visitar a exposição, realizaram jogos/ pinturas e visualizaram um filme relaci- onado com a temática.
  15. 15. Volume 22, Edição 22Página 15 Biblioteca — À Roda do Conto Ao longo da semana de 9 a 12 de dezembro rea- lizou-se a atividade À Roda do Conto com a apresentação/ leitura de contos de Natal às tur- mas por alunos de outras turmas. Teatro de Natal prof. Joana Melo com a turma OPIII/P apresentou às turmas do 5º ano. Apresentação do conto por alunos do 6º C a alu- nos do 5º ano e 6º ano. Visita a tua Biblioteca Escolar e leva um conto para ler!
  16. 16. Volume 22, Edição 22Página 16 Biblioteca — Halloween A turma do 8º B comemorou o Halloween na bi- blioteca com a leitura de livros de terror e drama. Esta atividade foi realizada pela docente Arman- dina Medeiros. Biblioteca — “Pão por Deus”/”Livro por Deus” A equipa da biblioteca solicitou a co- laboração dos diretores de turma, a fim de divulgarem a atividade “Pão por Deus”/”Livro por Deus” e sensibilizarem os alunos para a leitura. Também foi solicitado a colaboração de toda a restante comunidade educativa. Alguns alunos/ encarregados de edu- cação doaram livros (novos ou usados) à biblioteca da escola. Pão por Deus-Livros por Deus
  17. 17. Volume 22, Edição 22Página 17 Comemoração do dia da Biblioteca Outubro é o Mês Internacional da Biblioteca Es- colar e no dia 27 comemorou-se o dia da Biblioteca Esco- lar. Este período é aproveitado para reforçar a importância das bibliotecas escolares e sensibilizar a comunidade edu- cativa à sua frequência. Foram também selecionados os alunos que mais requisitaram/ leram livros da biblioteca. Os melhores leitores foram os alunos: Elisabete Pa- vão, n.º4, do 7º B; Bruna Lúcio, nº.2 do 7º C, e Beatriz Car- valho, nº 4 do 8º B. Alguns alunos participaram na elaboração de mar- cadores de livros. Atividade orientada da Coordenadora da Biblioteca, a docente Fátima Perestrelo, e apoio da Assistente Técnica Ana Pimentel. Marcadores: Chapéus vencedores do concurso de Halloween
  18. 18. Volume 22, Edição 22Página 18 O espírito de Natal na escola Como forma de alegrar e humanizar o ambi- ente escolar a turma OpI, orientada pela profes- sora Agostinha Dias desenvolveu um projeto de- signado por «O meu Presépio de Natal». Este desafio proposto aos alunos consistiu na elaboração de um presépio feito em cartão e uma árvore feita em grão-de-bico. Estes traba- lhos decorreram com muito entusiasmo e cola- boração entre todos surgindo assim os trabalhos apresentados nas fotos. São estas vivências e aprendizagens que nos permitem sonhar com um mundo melhor. Bom Ano para todos. Prof.ª Agostinha Dias O Pinheiro de Natal Conta a história que na noite de Natal, junto ao presépio, se encontravam três árvores: uma tamareira, uma oliveira e um pinheiro. As três árvores ao verem Jesus nascer, quiseram oferecer-lhe um presente. A oli- veira foi a primeira a oferecer, dando ao menino Jesus as suas azeitonas. A tama- reira, logo a seguir, ofereceu-lhe as suas doces tâma- ras. Mas o pinheiro como não tinha nada para ofere- cer, ficou muito infeliz. As estrelas do céu, vendo a tristeza do pinheiro, que nada tinha para dar ao menino Jesus, decidiram descer e pousar sobre os seus galhos, iluminando e adornando o pinheiro que assim se ofereceu ao menino Jesus.
  19. 19. Volume 22, Edição 22Página 19 EB1/JI. DR. CARLOS BETTEN- COURT LEÇA DIA 16 DE OUTUBRO DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO No passado dia 16 deste mês de outubro, a turma do segundo ano de escolaridade, em parceria com as demais turmas da escola resol- veram festejar essa data com a alegria, vivacida- de, energia e benefícios que nos fornecem os frutos. Então, os senhores professores, nós e as nossas auxiliares planificamos conseguir e com- partilhar frutos variados entre nós, com o objeti- vo de se confecionarem deliciosas espetadas de fruta. Afinal, o colorido dos frutos pode alegrar qualquer mesa ou refeição. Pedimos colaboração, àqueles que sem- pre estão também prontos a apoiar-nos: os nos- sos queridos pais! E, que bom! Surgiram frutos bastante variados, desde o ananás muito doci- nho, os pêssegos, os quivis, as maçãs, as peras, as bananas, as laranjas, os figos e até as uvas. Ficaram lindas e muito bem preparadas as nos- sas espetadas, que foram carinhosamente ela- boradas pelas nossas auxiliares, que com todo o cuidado, precaução e higiene as selecionaram e organizaram. Também planeamos desenvolver nesse dia, muitas atividades físicas na nossa escola, pois já aprendemos que a saúde do nos- so corpo, não pode centrar-se só e apenas, no cuidado que devemos ter com a alimentação equilibrada, pois a prática regular de exercício físico, também promove um maior equilíbrio e saúde no nosso corpo. Depois de todas as atividades que prati- camos com os nossos professores dentro das salas de aula, enquanto eram preparadas as es- petadas, exploramos muitos cartazes, textos e imagens alusivos à Roda dos Alimentos e à Pirâ- mide Alimentar. Aprendemos também, que os alimentos no nosso corpo quando são ingeridos se transformam em nutrientes, que são distribuí- dos no corpo com diferentes funções, pois os hidratos de carbono fornecem-nos energia para trabalharmos. As proteínas ajudam a formar e a fortalecer os ossos e os nossos dentes. Os sais minerais e água defendem e protegem o nosso corpo das doenças e as gorduras e os lipidos ajudam a manter as reservas de calor, no nosso organismo mantendo-o quentinho. Ainda, nas nossas salas aprendemos algumas canções re- lacionadas com as aprendizagens que fizemos.
  20. 20. Volume 22, Edição 22Página 20 (continuação) Estávamos muito felizes e já cheios de vontade de ir jogar para o campo, com os amigos das outras turmas. Muitos jogos fizemos, ficámos mesmo cansados, mas satisfeitos. Finalmente, com ordem e ca- da turma pela sua vez fomos saborear as maravilhosas espetadas, que já nos esta- vam a seduzir há algum tempo pelo chei- rinho que pairava no ar, em todo o refei- tório. No final do dia falámos sobre tudo o que fizemos e dissemos à nossa professora, que neste período, este dia tinha sido o mais feliz da nossa vida, na escola. TURMA: 2º ano Professora: Teresa Duarte Abecedário sem juízo A é a Ana, que come papas com banana. B é a Beatriz, que se vai casar na igreja da matriz. C é a Catarina, que vive numa mina. E é a Érica, que “vive” nos Estados Unidos da América. F é a Fabiana, que parece uma cigana. F é a Filipa Botelho, que tem dentes de coelho. F é a Filipa Pavão, que deu aulas a um cão. F é a Francisca, que não gosta de patanisca. G é o Gonçalo, que gosta de andar de cavalo. G é a Guida, que é contra o pesticida. I é o Igor Moniz, que pinta as unhas com verniz. L é o Leandro Duarte, que fez uma tarte. L é o Leandro Raposo, que é muito medroso. M é a Matilde, que é muito humilde. N é o Nuno, que dá papas ao Bruno. S é a Sofia, que ficou com azia. V é a Vânia, que tem muita mania. V é o Vítor, que é um grande cantor. Turma: 5ºC , na área curricular de Português
  21. 21. Volume 22, Edição 22Página 21 EB1/JI Padre José Gomes Pereira Dia de São Martinho - 11 de novembro No dia 11 de novembro, a Escola Básica/ Jardim de Infância Padre José Gomes Pereira comemorou o São Martinho, através de um con- vívio entre alunos e docentes, do Jardim-de- Infância e do Primeiro Ciclo. Deste modo, no recreio da escola do Pri- meiro Ciclo, as crianças puderam assistir à peça de teatro sobre a Lenda de São Martinho, apre- sentada pelos discentes do 4º ano, da professora Maria José Barbosa. Todas as crianças mostraram-se atentas e entusiasmadas, aquando da mesma. No final da lenda, o sol aparece ao São Martinho como recompensa e curiosamente, após a explicação deste pormenor na apresentação teatral, eis que uns raios luminosos espreitaram por entre as nu- vens, permitindo aos alunos um momento verda- deiro de contemplação da mensagem da história. Posteriormente, realizou-se um lanche, de casta- nhas, gentilmente cedidas pelos encarregados de educação e cozidas pelas assistentes operacio- nais. Cada aluno teve um cartucho de papel re- cheado deste fruto alusivo à época. Durante a merenda os discentes tiveram a oportunidade de conviverem uns com os outros, o que os deixou bastante animados. Foi uma atividade muito divertida que con- tou com a participação de todos, demonstrando vivamente a moral da história de São Martinho que fazer o bem recompensa sempre!
  22. 22. Volume 22, Edição 22Página 22 A escola é A escola é O cantinho do estudo Onde todos nós aprendemos Um bocadinho de tudo. Neste dia especial Vamos comemorar Os dez anos desta escola Que é o nosso segundo lar. Duarte Faria 6ºA A escola é bela, Ensina-nos a aprender. E também com ela, Vamos crescer. A nossa escola dez anos faz. Vamos todos comemorar O que muito nos satisfaz. A alegria sente-se no ar! Os alunos desta escola Têm muito para dar. Em conjunto com os professores Vamos todos brilhar. Raquel Cordeiro 6ºA A escola é um local onde se aprende. E quando chegas à escola, ficas contente? Não?! Não notas isso?! Então, vamos começar a falar disso. A escola é um lugar onde os professores são amigáveis E os funcionários amáveis. O que aprendes em Cidadania? Muita coisa e sempre com alegria. A escola é bela. Tens muito para aprender com ela. Sabes o que fazes em Ciências? Sim sei, experiências. A escola é onde os alunos aprendem a estudar, Porque assim o futuro vão alcançar. Queres a tua vida a brilhar? Então o ano tens que passar. A escola é onde começas a aprender. Claro, e também a crescer. Gostas de ter amigos e amigas? Então com eles não faças intrigas. A nossa escola os dez anos faz, E isso muito me satisfaz. `Bora lá amigos, vamos comemorar? Sim, é importante festejar. Mafalda Furtado 6ºA A escola é o melhor sítio para aprender! Lá fazemos muitos amigos, O importante é querer E é isso que nos ajuda a crescer. Para saberes História É preciso estudar. E, nos testes, Boa nota tens que apanhar. Em Matemática, É preciso ter prática. E em Português Aprende-se gramática. Em Cidadania, Fazemos trabalhos de grupo ou em par. Em Ciências, Os animais vamos classificar. Nos intervalos, Vamo-nos rir Porque, com companhia, Nós conseguimo-nos divertir. A amizade é importante E o estudo também. Mas, se queres ser alguém, Tens que lutar como ninguém. Dez anos faz a nossa escola E nós vamos festejar. Agarra a tua sacola E anda comigo, vais ver que vais gostar. Érica Carreiro 6ºA
  23. 23. Volume 22, Edição 22Página 23 Entrevista ao funcionário João Paulo -Bom dia, somos a turma do 6ºB e se não se importa gos- taríamos de fazer-lhe algu- mas perguntas para uma en- trevista do Jornal Escolar. Qual é o seu nome comple- to? R: João Paulo Ferreira Si- mões, (na minha família até 7 gerações atrás todos tinham esse nome próprio). Quantos anos tem o senhor? R: Tenho 33 anos, nasci em 1981. Onde vive? Qual é a sua freguesia de resi- dência? R: Mosteiros, antes vivi alguns anos em Ponta Delgada. O sr. é casado, tem filhos? Se sim, quantos? R: Sim, tenho 2 filhos, uma filha de 7 anos, cha- mada Joana e um filho de 2 anos, chamado Jo- ão. Sabemos que o sr. João Paulo trabalha na EBI de Ginetes, quais são as suas fun- ções? R: Assistente operacional, consiste em realizar funções físicas que não incluam funções técni- cas, no entanto não é o meu caso. Gosta de desempenhar estas funções? R: Sim, gosto bastante. Gosto muito é de intera- gir, relacionar-me com os alunos, e/os professo- res, é bastante incentivante, gratificante ver vo- cês crescerem. Das suas funções o que mais gosta? R: Gosto muito de relacionar-me com os alunos, gostaria mais de interagir no plano desportivo com vocês, pois sou um grande adepto das ativi- dades desportivas. O que gostaria de ver melhorado na nos- sa escola? R: Gostaria de haver um local abrigado em con- dições para os alunos esperarem pelo autocarro, melhorar os computadores disponíveis e que durante os intervalos houvesse atividades lúdi- cas/pedagógicas. Nos seus tempos livres o que gosta de fazer? R: Gosto de praticar desportos aquáticos (mergulho, surf, canoa, etc.), jogar ténis de mesa e colecionar conchas. Muito obrigado pela sua colaboração! (Entrevista realizada pela turma do 6ºB na disciplina de Português)
  24. 24. Volume 22, Edição 22Página 24 Profij II – Jardinagem Ao longo do primeiro período, a turma do curso de Profij II – Jardinagem, realizou um con- junto de atividades com o intuito de fazer da Es- cola um espaço mais acolhedor. Logo no início do ano letivo, criaram o es- paço “O nosso mercadinho”, com a colaboração dos alunos das turmas: 7ºA, B, C e D e 9ºB e C e com a preciosa ajuda do professor Vitor Almeida. (fotos “o nosso mercadinho” ). Neste espaço, os alunos vendem produtos por eles produzidos, até agora, alguns legumes cultivados nas estufas, bem como, compotas que eles, com a ajuda da Diretora de Turma, confecionaram. (fotos das “Estufas” e “Compotas”). Os alunos procederam à manutenção dos espaços ajardinados existentes (fotos “manutenção dos espaços ajardinados”). Várias zonas do recinto escolar, até agora cobertas por ervas daninhas, foram requalifica- das e transformadas em jardins (fotos “requalificação de algumas zonas”). A partir de um amontoado de pedras, com lixo à mistura, os alunos criaram uma zona de catos (fotos “criação da zona dos catos”). Os alunos e alguns dos seus professores trouxeram árvores de fruto variadas, com as quais está a ser criado “o nosso pomar” (fotos “Pomar”). No dia dezassete de novembro, a turma participou no projeto “Mantém a tua Escola Lim- pa”, através da recolha de lixo no recinto escolar e constatou que os alunos continuam a colocar demasiado lixo no chão (fotos “Recolha de Lixo”). Como não podia deixar de ser, as últimas semanas deste período foram utilizadas para a construção / decoração de duas árvores de Na- tal, colocadas no espaço “o nosso mercadi- nho” (fotos “Árvores de Natal”). Prof.ª Rosa Martins Árvores de Natal
  25. 25. Volume 22, Edição 22Página 25 Profij II – Jardinagem Compotas Profij II – Jardinagem Estufas Profij II – Jardinagem Manutenção dos Jardins
  26. 26. Volume 22, Edição 22Página 26 Profij II – Jardinagem Pomar Profij II – Jardinagem Recolha de lixo
  27. 27. Volume 22, Edição 22Página 27 Profij II – Jardinagem Requalificação do jardim
  28. 28. Volume 22, Edição 22Página 28 Profij II – Jardinagem Zona dos catos Profij II – Jardinagem O Mercadinho
  29. 29. Volume 22, Edição 22Página 29 Primeiro Encontro Regional de Professores de Ma- temática A Matemática, como ciência que é, apesar de exata, está em constante evolução, daí a neces- sidade dos professores acompanharem este processo evolutivo, dotando-se de ferramentas, experi- ências e aprendizagens que lhes permitam motivar, cada vez mais, os seus alunos e, com isso, pos- sibilitar um maior sucesso escolar dos mesmos. Partindo deste pressuposto, e no seguimento do suces- so do Primeiro encontro de ilha realizado em Setembro de 2013, o Departamento de Matemática e Informática da Escola Básica 2/3 de Ginetes, decidiu organizar o Primeiro Encontro Regional de Professores de Matemá- tica que se realizou nos dias quatro e cinco de setembro de dois mil e catorze e que teve como objetivo principal permitir aos docentes um enriquecimento pro- fissional e pessoal através da atualização de conhecimentos e da partilha de experiências de ensino/ aprendizagem. Para além do objetivo principal, com este encontro pre- tendeu-se valorizar a experiência pedagógica e proporcionar aos docentes momentos de reflexão sobre as suas práticas, dis- cutir processos e formas de lecionação da Matemática, abordar diferentes estratégias facilitadores do processo formativo dos alunos, abordar diferentes temáticas da Matemática e apresentá -las de forma coerente e proporcionar o desenvolvimento de uma atitude profissional interveniente e produtora de processos auto e hétero-formativos. Programa do Primeiro Encontro Regional de Professores de Matemática O Primeiro Encontro Regional de Professores de Matemática destinou-se a todos os docentes que leci- onam Matemática nas escolas básicas e secundárias da nossa região e foi composto por palestras e workshops dinamizados por docentes do Ensino Básico, Secundário e Universitário, tendo uma duração de quinze horas, sendo por isso creditado pela Secretaria Regional da Educação, Ciência e Cultura com 0,6 unidades de crédito, por cumprir o requisito de formação contínua de professores dos grupos de docência 110 – Primeiro Ciclo, 230 – Matemática e Ciências da Natureza e 500 – Matemática. No encontro estiveram presentes sessenta formandos, das várias escolas da ilha e de Santa Maria e treze formadores que proferiram palestras e dinamizaram workshops. Atendendo ao público-alvo foram criados dois programas distintos, um para os docentes do Primeiro Ciclo e outro para os docentes dos restantes ciclos.
  30. 30. Volume 22, Edição 22Página 30 (continuação) No dia quatro deu-se início ao programa com a sessão de boas vindas e registo dos participantes, se- guindo-se a Sessão Oficial de Abertura presidida pela Sr. Secretário Regional da Educação e Cultura, Profes- sor Doutor Avelino Meneses. O mesmo destacou a importância do encontro para a formação dos profes- sores presentes e enalteceu o Departamento de Mate- mática e Informática e a Escola pela iniciativa. Segui- ram-se, no período da manhã, a palestra proferida pela docente Liliana Oliveira, do Colégio do Castanheiro, intitulada Matemática – um alicerce para a vida, a pa- lestra apresentada pelo Professor João Cabral, da Uni- versidade dos Açores, com o título A magia do triângu- lo retângulo, a palestra dinamizada pelo Professor Ri- cardo Teixeira, da Universidade dos Açores, denomi- nada As simetrias na arte e na cultura: conexões mate- máticas com o quotidiano e Workshop proferido pela docente Liliana Oliveira intitulado O lúdico como cons- trução do futuro. Neste mesmo dia, durante a parte da tarde, foram dinamizados cinco workshops intitulados A Matemática da Fotografia, A folha de cálculo no pro- cesso de Avaliação – Ms Excel, Atividades Matemáti- cas com o Geogebra, Descobrindo a Matemática que há em nós e Jogos Matemáticos para o Primeiro Ciclo do ensino Básico, dinamizados, respectivamente pelos docentes Paulo Medeiros da Universidade dos Açores, Nuno Cabral da Escola Secundária Vitorino Nemésio, Paulo Fragata da escola Básica e Integrada de Gine- tes, João Cabral e Ricardo Teixeira da Universidade dos Açores. No dia cinco de setembro, de manhã, foram apresentadas as palestras A Geometria do nosso mun- do, O regresso da primitivação ao Ensino Secundário, Como contar? e A magia dos números dinamizadas, respetivamente por Raquel Faria da Escola Secundária da Ribeira Grande e Paulo Fragata, Maria do Carmo Martins e Francisco Martins da Universidade dos Aço- res e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Fátima Brilhante da Universidade dos Açores e Helena Melo, também, da Universidade dos Açores. Para além destas palestras foram dinamizados os workshops A implementação do xadrez nas escolas do Primeiro Ciclo, dinamizado pelo docente Fernando Sil- va da Escola Básica Integrada Roberto Ivens e A folha de cálculo no processo de Avaliação – Ms Excel, dina- mizada pelo docente Nuno Cabral. Na tarde do mesmo dia, foram dinamizados pelos docentes Helena Melo, José Silva, da Escola Secundária Domingos Rebelo, Paulo Fragata, Nuno Cabral e Fernando Silva, respetivamente, os workshops Kirigami numa ligação com a Geometria, Modelação Matemática no Ensino Secundário, Ativida- des matemáticas com o Geogebra, A implementação do xadrez nas escolas do Primeiro Ciclo e A folha de cálculo no processo de Avaliação – Ms Excel. As temáticas expostas nas várias apresenta- ções abarcaram diversas áreas da Matemática, contri- buindo, fortemente, para a atualização e formação de todos os participantes. Finalizou-se o encontro com a sessão de en- cerramento presidida pelo Presidente do Conselho Executivo da Escola Básica Integrada de Ginetes, Dr. José Domingos Fonte, tendo sido entregues certifica- dos de participação a todos os intervenientes e desta- cando-se a importância deste tipo de encontros para a escola e para o processo formativo dos docentes.
  31. 31. Volume 22, Edição 22Página 31 Primeiro Encontro de Ilha de Professores de Matemática na Comunicação Social O Primeiro Encontro Regional de Professo- res de Matemática foi uma atividade de indubitável interesse para a formação dos docentes de Mate- mática, importância esta reconhecida pela Secreta- ria Regional da Educação, Ciência e Cultura e am- plamente divulgado pelos órgãos de comunicação audiovisual e imprensa escrita da ilha e região. Resumo das palestras e workshops do Primeiro Encontro de Ilha de Professores de Matemática Palestras Grupos 110, 230 e 500 Matemática – um alicerce para a vi- da Liliana Oliveira, Colégio do Castanheiro A matemática é uma disciplina com caracte- rísticas muito próprias e para estudar matemática é necessária uma atitude especial. (Continuação) São sempre colocadas questões às quais as respostas podem ser chave para o sucesso dos alunos: Como ensinar a Matemática? Como motivar o aluno? Como ensiná-lo a pensar? Co- mo torná-lo autónomo? É sabido que, para o ensino, não basta co- nhecer, é essencial CRIAR, sendo o papel do professor essencial no processo ensino- aprendizagem. O professor é o principal agente de mudança ao nível da sala de aula. É ele que, com o seu saber, conceções e atitudes, pode promover a mudança nos seus alunos. Só um sólido conhecimento matemático e didático per- mite ao professor proporcionar um ambiente de aprendizagem onde os alunos queiram aprender matemática. “O desenvolvimento matemático nos pri- meiros anos é fundamental, dependendo o su- cesso das aprendizagens futuras da qualidade das experiências proporcionadas às crian- ças” (Serrazina, 2008, p. 9). Esta citação traduz o que é hoje aceite por todos, ou seja, que um bom desenvolvimento das capacidades matemá- ticas se inicia nos primeiros anos e que as aprendizagens matemáticas futuras estão intima- mente relacionadas com a qualidade das experi- ências iniciais em Matemática. Através das experiências do dia-a-dia, os alunos desenvolvem, de modo informal e gradu- almente, muitas das ideias matemáticas relativas a números, padrões, quantidades, formas e ta- manhos. Assim, muitas das ideias matemáticas são desenvolvidas, pelo menos de modo intuiti- vo, antes das crianças entrarem na escola (NCTM, 2000, Gelman e Galliestel, 1978, Res- nick 1987). (continuação)
  32. 32. Volume 22, Edição 22Página 32 (continuação) Assim sendo, uma iniciação à Matemática, quando bem orientada, permite desenvolver, nos alunos, a capacidade de raciocinar logicamente, com clareza e rigor de conceitos. É, então, funda- mental orientar as crianças para experiências que conduzam ao desenvolvimento do pensamento lógico-matemático, de modo a que, muito daquilo que aprendam seja fruto de uma descoberta. Este será o fio condutor da nossa partilha, aspetos a incluir no ensino da Matemática nos pri- meiros anos, tanto em termos de conceitos e idei- as matemáticas, como de processos. A magia dos números Helena Melo, Universidade dos Açores Após a sua natural criação, os números en- cerram em si muitos mistérios desde os tempos da Antiga Grécia. Naqueles tempos, e muito antes, havia o conceito, a ideia de número, mas não ne- cessariamente um único símbolo associado, como nos dias de hoje. Todos os sistemas, que compartilhavam da mes- ma base, tinham e têm determinados pontos em comuns, que favorecem a dinâmica de um truque de magia.(continuação) Podemos referenciar os egípcios, os gre- gos, os romanos, os hindus, os árabes, que com algumas variantes, possuem o sistema de nume- ração decimal, e através do seu conhecimento, como que por encantamento, cria-se o fascínio e a magia estimulados pelos números. Está palestra irá contar histórias e apresentar alguns truques motivados por este conhecimentos adquiridos dos nossos antepassados. Grupos 230 e 500 A magia do triângulo retângulo João Cabral, Universidade dos Açores A palestra explora a introdução de conceitos trigonométricos em alturas que podem ser consi- deradas precoces pelos professores, tomando por base o programa oficial de Ensino da Matemática. No entanto, o tema da palestra explora principal- mente a magia escondida do triângulo retângulo, libertando-se algumas estratégias didáticas de ensino, para que possam ser discutidas e debati- das pelos colegas professores.
  33. 33. Volume 22, Edição 22Página 33 As simetrias na arte e na cultura: co- nexões matemáticas com o quotidiano Ricardo Teixeira, Universidade dos Açores As conexões matemáticas desempenham um papel nuclear na aprendizagem dos alunos e devem estar presentes ao longo de todo o seu percurso es- colar. Os programas e orientações curriculares, naci- onais e internacionais, apontam precisamente nesse sentido. Com esta palestra, veremos como se pode classificar uma figura quanto ao seu grupo de sime- tria e como cada um de nós se poderá transformar num verdadeiro detetive à caça de simetrias. Será dado particular destaque aos padrões das nossas calçadas e varandas. A Geometria do nosso Mundo Raquel Faria, Escola Secundária da Ribeira Grande Paulo Fragata, Escola Básica 2/3 de Gi- netes Se existe domínio da Matemática presente no nosso dia-a-dia de forma tão elucidativa, sem dúvida que a Geometria é esse domínio. Contudo, as no- ções geométricas que a maioria de nós possui per- tencem à geometria ( ) (continuação) conhecida por “clássica” ou “euclidiana” e esta poderá não ser a mais adequada para des- crever o mundo em que vivemos. De facto as- sim acontece! Iremos debruçar-nos no quinto postulado dos Elementos de Euclides para constatarmos que existem outras geometrias, designadas por não euclidianas, das quais destacaremos a ge- ometria esférica por ser aquela que mais ligada está à “forma” do nosso mundo e que por isso (e não só) é tão importante. Mostrar-se-á que existem triângulos cuja soma das amplitudes dos seus ângulos internos não é 180º e calcular -se-á a distância mínima entre dois locais distin- tos à face da terra. Iremos, ainda, conhecer al- gumas aplicações práticas desta geometria. O regresso da primitivação ao ensino secundário Maria do Carmo Martins, Uni- versidade dos Açores Francisco Martins, Universidade de Lisboa Nesta comunicação apresentamos uma breve retrospetiva histórica da lecionação da primitivação no Ensino Secundário em duas épocas diferentes. Comparamos os respetivos programas e metas curriculares e destacamos alguns dos compêndios adotados. Realçamos, também, as principais dificuldades inerentes ao ensino e aprendizagem da primitivação e expo- mos uma possível abordagem para lecionar es- te tópico, contemplando a primitivação imediata e o método da primitivação ( )
  34. 34. Volume 22, Edição 22Página 34 (continuação) ( ) por partes, requeridos no novo programa. Apresentamos uma ferramenta computacional de acesso livre que pode ser utilizada, por professo- res e alunos, para explorar os diversos tópicos da Matemática no 12.º ano, com incidência no cálculo de primitivas. Como contar? Maria de Fátima Brilhante Universidade dos Açores e Centro de Esta- tística da Universidade de Lisboa Muitas são as pessoas que alegam ineptidão para a Matemática, mas nunca se ouviu alguém afir- mar não saber contar, mesmo sendo este alguém um analfabeto. Saber contar é fundamental para di- versas áreas da Ciência como, por exemplo, para a Matemática, a Estatística, a Informática, etc. Mas certamente muitos já se aperceberam que afinal contar pode não ser fácil. Na realidade, contar, no sentido de enumerar, é desafiador, senão mesmo difícil. Nesta palestra iremos explorar algumas ferra- mentas úteis, nomeadamente princípios de enume- ração combinatória e funções geradoras, que po- dem tornar um processo de contagem mais fácil. Workshops Grupo 110 O lúdico como construção do futuro Liliana Oliveira, Colégio do Castanheiro A educação para obter um ensino mais efi- ciente aperfeiçoou novas técnicas didáticas con- sistindo numa prática inovadora e prazerosa. Dentre essas técnicas temos o lúdico, um recur- so didático dinâmico que garante resultados efi- cazes na educação, apesar de exigir extremo planeamento e cuidado na execução da ativida- de elaborada. Aos alunos do 1.º ciclo, são colocados cla- ros desafios de profundo envolvimento no aces- so ao saber, o brincar faz parte desses desafios e com a sua aplicação proporcionamos um re- pertório de desenvolvimentos, seja na esfera cognitiva, quanto na social, biológico, motora e afetiva. O jogo é a atividade lúdica mais trabalhada pelos professores atualmente, pois estimula as várias inteligências, permitindo que o aluno se envolva em tudo o que o esteja a realizar de for- ma significativa. Através do lúdico o professor pode desenvolver atividades que sejam diverti- das e que, sobretudo, ensinem os alunos a dis- cernir valores éticos e morais, formando cida- dãos conscientes dos seus deveres e das suas responsabilidades, além de propiciar situações em que haja uma interação maior entre os alu- nos e o professor numa aula diferente e criativa, sem ser rotineira. À luz da teoria de Ronca e Terzi (1995) cita- dos por Tezani (2004), o lúdico proporciona compreender os limites e as possibilidades da assimilação de novos conhecimentos pela crian- ça, visto que, mediante o desenvolvimento da função simbólica e da linguagem, o indivíduo conhece e interpreta os fenômenos à sua volta, trabalhando com os limites existentes entre o imaginário e o concreto. ( )
  35. 35. Volume 22, Edição 22Página 35 (continuação) Na conceção de Barreto (2007), o brincar favo- rece transformações internas e é uma forma de ex- pressar o seu desejo. Maurício (2008) menciona que o lúdico reflete a expressão mais genuína do ser; é o espaço de todo o ser para o exercício da relação afetiva com o mundo, com as pessoas e objetos. Neste workshop iremos partilhar experiências sobre o referido e promover novas ideias para colo- carmos em prática nas “nossas” salas de aula, com o objetivo de proporcionar nos nossos alunos o gos- to, cada vez maior, pela matemática. Descobrindo a Matemática que há em nós João Cabral, Universidade dos Açores Quando é que descobrimos que existe efetiva- mente Matemática nas nossas ações? Esta é a per- gunta que motiva o cerne da exploração temática que irá ser trabalhada neste workshop. Pretende- se, através de atividades simples, explorar a rique- za do reconhecimento do raciocínio matemático, para que possa ser utilizado na construção de ativi- dades mais coesas e melhor estruturadas, que per- mitam ao aluno construir as suas próprias funda- ções no raciocínio intuitivo. Pretende-se, também, que os participantes partilhem entre si as suas vi- vências e experiências de ensino. Jogos Matemáticos para o 1.º ciclo do Ensino Básico Ricardo Teixeira, Universidade dos Açores Desde os primórdios da Humanidade, o jogo tem feito parte da vida do Homem e as suas potencialidades lúdicas e pedagógicas têm des- pertado grande interesse e fascínio. Atualmente, é grande o consenso sobre as virtudes da práti- ca de alguns jogos. Por este motivo, o jogo é um recurso de aprendizagem cada vez mais utiliza- do na aula de Matemática, em clubes de Mate- mática e em outras atividades extracurriculares. Para além da evidente componente competi- tiva, muitos jogos apresentam regras que permi- tem estimular o raciocínio lógico-matemático e possibilitam a modelação de situações reais ou imaginárias. Alguns são mesmo direcionados para a exploração de diversos conceitos mate- máticos, uns com ênfase no cálculo, outros em determinados temas de geometria, por exemplo. Mesmo para aqueles jogos que aparentemente não têm como objetivo a exploração de temas matemáticos concretos, uma investigação deta- lhada pode revelar-se de extrema utilidade em termos matemáticos.
  36. 36. Volume 22, Edição 22Página 36 A implementação do xadrez nas esco- las do 1.º ciclo Fernando Baixinho, Escola Básica 2/3 de Ginetes Este Workshop vai ao encontro da importân- cia da implementação do ensino do xadrez nas escolas do 1º ciclo e tem como objetivos princi- pais o ensino do jogo do xadrez aos participantes, a orientação de metodologias de ensino aos alu- nos e também a divulgação de métodos de orga- nização de torneios escolares. Resumidamente, neste workshop irão ser abordados os seguintes temas: A importância do xadrez no Ensino Básico; Abordagem ao xadrez regional e nacional; A metodologia de ensino; O objetivo do jogo e suas regras; Termos técnicos e notação algébrica associa- dos ao xadrez; Organização de torneios – Programa Swiss- manager. O objetivo do jogo e suas regras; Programa: OS ELEMENTOS DO JOGO/ O MOVI- MENTO DAS PEÇAS: O Tabuleiro e as Peças. A Folha de Partida, a anotação dos lances, O Relógio Movimento da Torre, Bispo, Dama, Cavalo, Peão e Rei. XEQUE E XEQUE-MATE/ CASOS DE EMPATE Xeque - Métodos de defesa: Interposição, Captura ou Fuga. Xeque-mate - Resolução de exercícios de Mate em 1. Casos de empate - Afogado, Repetição, Acordo, Material insuficiente, 50 Lances MATES ELEMENTARES/ FASES DO JOGO Rei e Dama VS Rei / Rei e Torre VS Rei. Fases do Jogo - Abertura, Meio-jogo e Fi- nais. JOGO DE XADREZ Realização de vários jogos entre os partici- pantes. Análise de alguns jogos.
  37. 37. Volume 22, Edição 22Página 37 Grupo 230 Atividades matemáticas com o GeoGebra para o 2.º ciclo Paulo Fragata, Escola Básica 2/3 de Ginetes O professor de Matemática, para além de trans- mitir conhecimentos para os seus alunos, deve fazer com que estes sejam capazes de pensar de forma crítica. Deve, por isso, estimulá-los a identificar e re- solver problemas de forma diversificada e criativa. Aplicações informáticas são, neste sentido, funda- mentais para despertar nos alunos o interesse pela disciplina. Neste workshop iremos conhecer e traba- lhar com o GeoGebra. O GeoGebra é um software de matemática dinâ- mica gratuito que pode ser utilizado pelos docentes e alunos de todos os níveis de ensino e “combina geo- metria, álgebra, tabelas, gráficos, estatística e cálculo num único sistema”. As potencialidades enormes deste programa fizeram com que já tenha recebido vários prémios na Europa e nos EUA. Iremos desenvolver e construir algumas ativida- des no âmbito do programa do 2.º ciclo, tendo por base as metas curriculares e que se enquadram nos vários domínios de conteúdos previstos, a saber: Nú- meros e Operações; Geometria e Medida; Álgebra; Organização e Tratamento de Dados. Grupos 230 e 500 A Matemática da fotografia Paulo Medeiros, Universidade dos Açores A folha de cálculo no processo de Avaliação – Ms Excel Nuno Cabral, Escola Básica 2/3 de Ginetes A folha de cálculo é um meio informático que potencialmente facilita a prática letiva, sen- do particularmente útil na simplificação de pro- cessos de avaliação facilitando cálculos, esta- tísticas e análise de resultados ao mesmo tem- po que aumenta a qualidade e diminui o esforço e tempo despendidos com a avaliação. Assim, pretendemos generalizar a utilização da folha de cálculo no processo de avaliação, demons- trando a sua adaptabilidade e utilidade nas di- versas vertentes do avaliar.
  38. 38. Volume 22, Edição 22Página 38 Kirigami numa ligação com a Geometria Helena Melo, Universidade dos Açores O Kirigami, a arte dos cortes no papel, possibilita a exploração de alguns conceitos de Geometria. Com o Kirigami podemos, por exemplo, explorar os grupos de simetrias de um modo quase exaustivo, confecionando rosáceas, frisos, papeis de parede e até mesmo cris- tais, tão em moda nos últimos tempos. Uma flor, uma forma arquitetónica, entre outras, possuem formas harmoniosas, pro- porcionais, com eixos de reflexão, com translações marcantes, com rotações bem definidas, e com a técnica do Kirigami pode- mos reproduzir tais formas e a beleza que está sempre presente. Durante a realização dos trabalhos en- volvendo o Kirigami, será dado enfase a al- guns conceitos matemáticos que natural- mente irão surgindo e a sua ligação com a geometria. Essa, por sua vez, servirá de ba- se de fundamentação para as construções Grupo 500 Modelação matemática no Ensino Secundário José Jacinto Silva, Escola Secundária Domingos Rebelo Este workshop tem como objetivos: sensibilizar os participantes da importância da reflexão (Schön, 1982) sobre a prática docente nas aulas de Matemática; anali- sar o conhecimento e o desenvolvimento profissional do professor de Matemática, à luz das conceções que tem sobre a Matemática e do seu ensino, e da forma como a faz chegar aos seus alunos; contextualizar e justificar a importância da modelação matemática no ensino e na aprendizagem da matemática e, por último, realizar al- gumas atividades relacionadas com os conteúdos pro- gramáticos da Matemática A do ensino secundário. A modelação matemática apresenta-se como estra- tégia pedagógica/didática eficaz, visando desenvolver o processo ensino-aprendizagem de maneira dinâmica e criativa, promovendo maior interação entre os alunos e criando condições para aprendizagens significativas dos conteúdos. Propomo-nos realizar algumas atividades de mode- lação matemática relacionadas com determinados con- teúdos programáticos do ensino secundário, intituladas: O tempo de reação, Soprar o balão, Descida pela rampa e a Matemática num pacote de m & m’s.
  39. 39. Volume 22, Edição 22Página 39 Agradecimentos O Departamento de Matemática e Informática da Escola Básica 2/3 de Ginetes congratula-se pelo sucesso alcançado com o Primeiro Encontro Regional de Professores de Matemática e preten- de partilhar este sucesso com toda a comunidade educativa através do nosso jornal. Para além disso, gostaria de agradecer a todas as pessoas e instituições que contribuíram de forma generosa para este acontecimento, nomeadamente ao Conselho Executivo da nossa esco- la, aos nossos funcionários, a todos os colegas que ajudaram na organização e implementação do projeto, a todos os palestrantes que de forma gratuita acederam a partilhar o seu conhecimento, en- riquecendo, por este meio, o encontro, a todos os colegas que aceitaram o nosso desafio e decidi- ram participar no encontro, ao Quintal dos Açores, ao Centro Comercial de Candelária e à Paniconfi- ança que contribuíram com géneros alimentícios para o Coffee-Break e à Texto Editores.
  40. 40. Volume 22, Edição 22Página 40 III Corrida do CDEG O CDEG, conjuntamente com a Junta de Fre- guesia de Ginetes, O Atlético Clube e Câmara Munici- pal de Ponta Delgada, organizou a III Corrida do Clube Desportivo Escolar de Ginetes. A prova foi, mais uma vez, um sucesso, fruto do empenho do Sr. Presidente da JFG, João Paulo Medeiros e sua equipa. Participa- ram equipas dos concelhos Ponta Delgada, Ribeira Grande e Lagoa. Foi uma grande festa do Atletismo. Obrigado a Todos. O CDEG obteve os seguintes resul- tados: – Vasco Teles 2.º lugar Benj.; Rui Viveiros 1.º lugar Infantis; Luís Vasconcelos 6.º lugar Juvenis; Laudalino Vasconcelos 2.º lugar Juniores; Artur Vasconcelos 7.º lugar Seniores M; Emanuel Carva- lho 2.º lugar e Mário Pavão 6.º lugar Veteranos I; Rogério Brandão 1.º lugar e Max Teles 2.º lugar Ve- teranos.
  41. 41. Volume 22, Edição 22Página 41
  42. 42. Volume 22, Edição 22Página 42 CDEG — IV Corrida das Ter- ras do Priolo O Clube Desportivo Escolar de Ginetes participou no IV Corrida das Terras do Priolo, no dia 30 de novembro de 2014, no Nordeste. Uma prova que percorreu as principais ruas da Vila do Nordeste. O CDEG obteve os seguintes resultados: – Rui Viveiros 1.º lugar Infantis; Laudalino Vasconcelos 3.º lugar Juniores; Artur Vasconcelos 8.º lugar Seniores M; Emanuel Carvalho 1.º lugar Veteranos I.
  43. 43. Volume 22, Edição 22Página 43 CDEG - 15.º Corrida de Natal da Ribeira Grande O Clube Desportivo Escolar de Ginetes participou no 15.º Corrida de Natal da Ribeira Grande, no dia 08 de de- zembro de 2014, em Ribeira Grande. Uma prova que percorreu nas principais ruas da Ribeira Grande. O CDEG obteve os seguintes resultados: – Vasco Teles 6.º lugar; Rui Viveiros 1.º lugar Infantis; João Vascon- celos 2.º lugar Iniciados; Artur Vasconcelos 8.º lugar e Ricardo Almeida 10.º lugar Seniores M; Emanuel Carvalho 3.º lugar Veteranos I; Rogério Brandão 1.º lugar e Max Teles 2.º lugar Veteranos II.
  44. 44. Volume 22, Edição 22Página 44 CDEG - 51.º S. Silvestre O Clube Desportivo Escolar de Ginetes parti- cipou na 51.º S. Silvestre, no dia 13 de dezembro de 2014, em Ponta Delgada. Uma prova noturna que percorreu as principais ruas de Ponta Delgada. Este ano contou com cerca de 700 atletas do Conti- nente e das várias Ilhas dos Açores. O CDEG obte- ve os seguintes resultados: – Miguel Vasconcelos 1.º lugar e Rui Viveiros 2.º lugar Infantis; Carlos Ponte 5.º lugar e André Vasconcelos 6.º lugar Iniciados; Laudalino Vasconcelos 5.º lugar Ju- niores; Ricardo Almeida 48.º lugar Seniores; Emanuel Carvalho 6.º lugar Veteranos I; Rogério Brandão 2.º lugar e Max Teles 3.º lugar Vetera- nos II. Por equipas 2.º lugar em veteranos geral.
  45. 45. Volume 22, Edição 22Página 45 CDEG - Corrida do Clube Operário Desportivo O Clube Desportivo Escolar de Ginetes participou no Corrida do Clube Operário desportivo, no dia 04 de janeiro de 2015, na Lagoa. Uma prova que percorreu nas principais ruas da Lagoa. O CDEG obteve os seguintes resultados: – Rui Viveiros 1.º lugar Infantis; Carlos Ponte 2.º lugar Iniciados; Ricardo Almeida 8.º lugar Seniores; Rogério Brandão 1.º lugar e Max Teles 2.º lugar Veteranos II.
  46. 46. Volume 22, Edição 22Página 46 CDEG - III Corrida Decathlon O Clube Desportivo Escolar de Ginetes participou no III Corrida Decathlon, no dia 16 de novembro de 2014, em Ponta Delgada. Uma prova em que participaram muitos atle- tas, começou nas Portas da Cidade e termi- nou na Loja Decathlon de Ponta Delgada. O CDEG obteve os seguintes resultados: – Rui Viveiros 1.º lugar Infantis; Laudalino Vas- concelos 2.º lugar Juniores; Artur Vascon- celos 13.º lugar, Ricardo Almeida 19.º lu- gar, João Hortêncio 35.º lugar, José Hor- têncio 52.º lugar Seniores M; Emanuel Car- valho 1.º lugar Veteranos I; Rogério Bran- dão 1.º lugar e Max Teles 2.º lugar Vetera- nos II. Por equipas 5.º lugar seniores M.
  47. 47. Volume 22, Edição 22Página 47 CDEG- III Corrida do JIV O Clube Desportivo Escolar de Ginetes participou no III Corrida do JIV, no dia 22 de novembro de 2014, em Ponta Delgada. Uma prova noturna que percorreu as principais ruas de Ponta Delgada. O CDEG obteve os seguintes resultados: – Rui Viveiros 1.º lugar Infantis; Laudalino Vasconcelos 3.º lugar Juniores; Ricardo Almeida 12.º lugar, João Hortêncio 22.º lugar Seniores M; Emanuel Carvalho 2.º lugar Veteranos I; Rogério Brandão 1.º lugar e Max Teles 2.º lugar Ve- teranos II. Por equipas 4.º lugar seniores M.
  48. 48. Volume 22, Edição 22Página 48 CDEG – Atividades Rítmicas Expressivas A atividade realizou-se no dia 25 de novembro na sala de ginástica da Escola Básica 2,3 de Ginetes, organizando-se uma exibição de dança. Participaram nesta exibição 16 alunas. Todas as participantes receberam um certificado de participação. Os objetivos gerais e específicos foram cumpri- dos, ou seja, a promoção da modalidade, saúde, condi- ção física, educação moral intelectual e social, autono- mia, responsabilidade e cooperação, assim como, a aprendizagem/desenvolvimento dos elementos técnico fundamentais da modalidade; motivação para a prática regular da modalidade. A atividade decorreu com normalidade, onde as alunas participantes demonstraram interesse e entusias- mo durante a exibição. CDEG — Patinagem Ar- tística Após muitas transformações e difi- culdades o Clube consegui arranjar um técnico deforma a que a modalidade tives- se continuidade nos Ginetes. Muito embora por ter sido pedido tardiamente as instalações, foram poucas as horas de treino até Setembro de 2014, posteriormente foram aumentados para 3 dias semanais os respetivos treinos. No entanto com 3 anos de patina- gem artística no Clube faz -se um balanço muito positivo da atividade realizada, con- seguimos facultar a prática desportiva da patinagem, fomentando no sentido formati- vo e competitivo dirigido ao desenvolvi- mento físico e aperfeiçoamento Moral dos nossos associados. Promovemos na Freguesia dos Gi- netes a ocupação saudável de Crianças e Jovens. A nível de resultados foi um ano positivo visto estarmos em fase de crescimento téc- nico, onde a base é a principal preocupa- ção.
  49. 49. Volume 22, Edição 22Página 49 CDEG — Ténis de Mesa A equipa do CDEG congratula-se com o segun- do lugar obtido na taça de São Miguel. Um resultado que nos deixa muito satisfeitos no fim desta época des- portiva e nos deixa com muita vontade de trabalhar pa- ra conseguirmos obter mais êxitos. Queremos dar os parabéns ao CUDPF "A" com- posto pelo Hugo Ferreira e Ricardo Sousa pela vitória que foi "suada" mas merecida, pois eles mais que nin- guém têm sido dois motores para o desenvolvimento do ténis de mesa de São Miguel. Um que apesar da sua juventude tem mostrado muita vontade de evoluir, por aquilo que se tem verificado nos seus resultados, e o outro por ter oferecido muito do seu tempo para o bem da evolução do ténis de mesa aqui em São Mi- guel. Um bem haja para todos aqueles que levaram por conseguida esta época desportiva. Saudações desportistas e até à próxima época! CDEG — Xadrez A atividade desenvolver-se-á durante todo o ano letivo com treinos regulares du- rante a semana. Nestes treinos os alu- nos/atletas aprenderão ou cimentarão deter- minadas aprendizagens como por exemplo: as aberturas, a teoria do meio jogo e finais; prática do jogo com poucas peças para aprendizagem do ataque e da defesa; práti- ca do jogo normal; problemas de mate numa jogada; rei e peão contra rei; software de aprendizagem e treino; anotação do jogo de xadrez e prática do jogo com relógio. No iní- cio da época, os treinos serão restritos aos iniciantes, com o objetivo de cimentar os conceitos básicos de uma forma sustentável. Estimular a capacidade de raciocínio; De- senvolver a capacidade de concentração; Desenvolver a capacidade de aplicar conhe- cimentos a novas situações; Estimular a aquisição de métodos de trabalho; Incutir regras de trabalho de grupo; Incutir o respei- to pelos colegas. Relativamente aos objetivos desporti- vos o Clube tem esperança em vencer, a nível individual, o Campeonato Regional de Jovens no Escalão SUB-12 e SUB-16 e colo- car vários jogadores nos dez primeiros clas- sificados no Escalão de Sub-12. O Clube tem esperanças neste ano de subir de divi- são. Relativamente à Escola é objetivo do Clube aumentar a prática do Xadrez no meio escolar.
  50. 50. Volume 22, Edição 22Página 50 Corta-Mato Escolar 2014 No dia 11 de dezembro, na Escola Básica 2,3 de Ginetes, realizou-se o Corta-Mato Escolar, em que os alunos dos 1.º; 2.º e 3.º ciclos participaram com entu- siasmo e empenho. Contamos com uma cele- bridade a dar o tiro de partida e mais tarde na cerimónia da entre- ga das medalhas, estou-me a re- ferir ao grande campeão Francis Obikuwel e o seu atual treinador, o qual de uma forma humilde, sem vedetismos envolveu-se na atividade. O Corta-Mato Escolar de- correu da melhor forma, em que houve várias partidas, conforme os escalões Benjamins M/F; In- fantis M/F; Iniciados M/F; Juvenis M/F e Juniores M/F. Os vencedo- res subiram ao pódio e ficaram convocados para a participação no Corta-Mato Escolar fase de Ilha, no Pinhal da Paz.
  51. 51. Volume 22, Edição 22Página 51 RECEITA PARA UM NATAL FE- LIZ 1 INGREDIENTES: Uma colher de sopa de ternura; Uns postais para os amigos e familiares; Uns bombons de alegria; Uma árvore cheia de paz; Um olhar de compaixão. MODO DE PREPARAÇÃO: Ponha uma colher de sopa de ternura no seu coração. Envie pelo cupido uns postais para os seus amigos e familiares. Coloque na boca uns bombons de alegria. Enfeite uma árvore com muita paz. Retire do seu coração um olhar de compaixão. Por fim, misture tudo isto, sirva aos seus familiares e amigos e terá um Natal Feliz. Diogo Ferreira 6ºA nº 5 RECEITA PARA UM NATAL FELIZ 2 Ingredientes: 200 gr de amor verdadeiro; 2 colheres de solidariedade instantânea; 200 gr de amizade fresquinha; 30 gr de miminhos coloridos; 30 gr de paz granulada; 200 gr de felicidade aos pedacinhos; Modo de preparação: Retire do seu coração 200 gr de amor verda- deiro e coloque no coração de outra pessoa. Junte 2 colheres de solidariedade instantânea ao preparado anterior. Misture bem com um enorme sorriso. Adicione 200 gr de amizade fresquinha e de felicidade aos pedacinhos. Não esqueça as 30 gr de miminhos coloridos e de paz granulada. Coloque tudo isto no coração de quem gosta. Sirva na noite de Natal aos seus familiares e amigos e todos terão um natal com muito amor e carinho. Mafalda Pavão 6ºA Nº 15
  52. 52. Volume 22, Edição 22Página 52 Descobre as diferenças (escreve-as em baixo, dá liberdade à tua imaginação) ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ Soluções página 20

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