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O aluno de meia idade e da Terceira
Idade no Ensino Superior
Rio de Janeiro
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O aluno de meia idade e da Terceira
Idade no Ensino Superior
Trabalho apresentado na Disciplina
Didática de Educação de ...
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“Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-
reflexão”.
Paulo Freire.
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Resumo:
Abordamos a temática dos adultos de meia idade e da Terceira Idade no
Ensino Superior. Suas esperanças que surge...
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Sumário
Introdução.........................................................................................................
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Discutir um trabalho sobre idosos é fundamental nos dias de hoje, não apenas
por existirem poucos textos sobre esse tema...
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É comum o ingresso de alunos que já possuem graduação, e que entram para
se qualificarem ainda mais, ou mudarem de ramo,...
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projetos, descansar à noite com a alegria do reconhecimento de projetos
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possam ter uma vida com mais qualidade, utilizando de seus conhecimentos
adquiridos na graduação em conjunto com sua exp...
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Programa de Pós-Graduação em Educação, Pontifícia Universidade Católica - São
Paulo, 2008.
VECCHIA, Roberta Dalla et al...
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Tratamos da temática do aluno de meia idade e da terceira idade no Ensino Superior.

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O adulto de meia idade e de Terceira Idade no Ensino Superior

  1. 1. 1 O aluno de meia idade e da Terceira Idade no Ensino Superior Rio de Janeiro
  2. 2. 2 O aluno de meia idade e da Terceira Idade no Ensino Superior Trabalho apresentado na Disciplina Didática de Educação de Jovens e Adultos 2, do Curso de Graduação em Pedagogia, do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro. Professor da disciplina: Eliseu Roque do Espírito Santo. RIO DE JANEIRO 2016 .
  3. 3. 3 “Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação- reflexão”. Paulo Freire.
  4. 4. 4 Resumo: Abordamos a temática dos adultos de meia idade e da Terceira Idade no Ensino Superior. Suas esperanças que surgem ao voltar a estudar, suas lutas cotidianas, e suas crenças um futuro melhor. Nessas páginas contemplaremos como é importante voltarmos nosso olhar para essas pessoas, que tanto contribuem à nossa sociedade, que junto com uma atenção especial da Universidade podem trazer sua vivência e experiência para a Academia.
  5. 5. 5 Sumário Introdução.............................................................................................................................6 1. O ingresso..............................................................................................................6 2. Dia a dia e dificuldades........................................................................................7 3. Integração do estudante à sociedade................................................................7 4. Futuro após o fim da graduação.........................................................................8 5. Considerações finais ............................................................................................8 6. Referências bibliográficas....................................................................................8 Introdução:
  6. 6. 6 Discutir um trabalho sobre idosos é fundamental nos dias de hoje, não apenas por existirem poucos textos sobre esse tema, mas também porque a população idosa do planeta está aumentando consideravelmente. Segundo dados do IBGE de 2002, até 2050 os cidadãos da Terceira Idade passarão de 600 milhões para 2 bilhões. E o Brasil deverá ocupar o sexto lugar no ranking mundial. Provavelmente será o tema dominante do século XXI, tratando de questões como saúde, a inclusão do idoso na sociedade, a previdência social, o idoso na educação, entre outros. Em artigo publicado na Revista Brasileira de Epidemiologia, Vecchia, R.D. et al vão nos dizer a importância de um envelhecimento saudável: Diante da realidade inquestionável das transformações demográficas iniciadas no último século e que nos fazem observar uma população cada vez mais envelhecida, evidencia-se a importância de garantir aos idosos não só uma sobrevida maior, mas também uma boa qualidade de vida. (VECCHIA, et al., 2005, p.247) Iremos mostrar que a inclusão do idoso no meio universitário, assim como do adulto de meia idade (que está se encaminhando para a velhice), é de extrema importância para a qualidade de vida do ser humano, além de aumentar sua autoestima e fazer com que as pessoas mais experientes se sintam produtivas. 1. O ingresso: Durante nossa pesquisa, procuramos colher informações não apenas de textos escritos sobre o tema, porém também entrevistamos pessoas que se encontram nessa situação (idosos) e estão no Ensino Superior. Ao tratar de porque eles resolveram fazer o vestibular e iniciar uma graduação, uma aluna da Graduação em Pedagogia do ISERJ, nos disse que a sua vida era um tédio, e o seu filho a tinha incentivado para começar a Licenciatura. Também tivemos o depoimento de duas alunas da mesma Universidade comentaram que só iniciaram seu curso após os filhos criados. Então vemos que é comum a pessoa na Terceira Idade ter um sentimento de não ser mais útil a sociedade, e por isso acaba se isolando por achara que não há nada a se fazer. Por isso, a Graduação é importante, pois traz à tona a formação de um novo grupo, que é muito saudável, como nos coloca a Cartilha do IDOSO do MSTTR: “À medida que as pessoas envelhecem, elas necessitam da vida em grupo para fortalecer-se mutuamente, superar as próprias deficiências, que aumentam continuamente, e encontrar, enfim, novos sentidos para a vida. O grupo também é uma forma de superar o isolamento, o tédio e a falta do que fazer. A superação dos problemas de saúde, a busca do saber e a retomada da alegria e do entusiasmo de viver também podem ser alcançadas por meio do convívio social. Por intermédio do grupo, a Terceira Idade, além de encontrar- se com outros, fazer novos amigos, despertar para novos interesses, sentir- se útil, pode descobrir-se a si mesmo. (...) Na convivência, eles ajudam a redescobrir a vida, a enriquecer esta fase da vida tão fascinante como qualquer outra fase, se soubermos vivê-la com sabedoria. ” (MSTTR, 2007, p. 20)
  7. 7. 7 É comum o ingresso de alunos que já possuem graduação, e que entram para se qualificarem ainda mais, ou mudarem de ramo, como nos foi relatado por um educando do ISERJ, que expressou que para ele a educação muda a sociedade. 2. Dia a dia e dificuldades: Na nossa entrevista, duas alunas do próprio Instituto Superior do Rio de Janeiro, que possuem mais de sessenta anos, disseram que não encontraram dificuldades durante o curso. Pelo contrário, foram muito bem acolhidas, tiveram apoio dos colegas, chamados por uma delas de “facilitadores”, além de ótimos professores. A cooperação dos amigos em sala de aula é habitual na vida do idoso universitário, como nos relata Dirce Encarnacion Tavares na sua dissertação de Doutorado ao falar de uma aluna: Parece que não há nenhuma crise, mas observei que L.O.E. tem mais lentidão para executar as tarefas gerais. Este é um dos motivos pelo qual todos querem colaborar, sendo solidários com ela. As pesquisas mostram que os mais velhos não conseguem apresentar a mesma velocidade de memória exibida pelos mais jovens. Certos tipos de tarefas da memória precisam de mais tempo para serem realizadas. (TAVARES, 2008, p.215) Uma de nossas entrevistadas, que fez graduação de Pedagogia de modo semipresencial no consórcio CEDERJ/UERJ, nos disse que encontrou dificuldades no curso. Primeiro, por estar a um bom tempo sem estudar, e segundo porque hoje em dia praticamente não se “decora” mais o que vai ser respondido, e sim acontece uma tentativa de uma reflexão profunda. Segundo ela, após esse período de adaptação, os empecilhos em seu aprendizado foram diminuindo. O mesmo foi dito por outra aluna do ISERJ que entrevistamos. Como podemos ver, mesmo que os alunos com idade superior à média, tenham alguma contrariedade, depoisde um certo período de tempo, seja com a ajuda de colegas ou por seu próprio esforço, acabam moldando-se ao ritmo da universidade. Chegando até a dizer, o que ouvimos de uma discente iserjiana que “percebeu que poderia alcançar seus sonhos”. 3. Integração do estudante à sociedade: De acordo com o que foi dito anteriormente nesse texto, os discentes conseguem chegar ao fim da graduação sem bastantes percalços, e ao fim estão preparados para exercer sua profissão. Não obstante, é preciso que os idosos estejam de verdade integrados socialmente, como nos diz o professor Leonardo Prota: Integração é o contrário de segregação; o que acontece hoje é segregação, esquecendo que a velhice constitui tão somente uma etapa da vida, assim como a infância, a juventude, a virilidade; e a vida é uma só. Viver significa poder levantar, de manhã, com projetos a realizar, vivenciar o dia realizando
  8. 8. 8 projetos, descansar à noite com a alegria do reconhecimento de projetos realizados ou de reformulação de estratégias para o dia seguinte. Cabe à Universidade provocar essa mudança cultural, de integração do idoso no contexto social. Uma boa época para se pensar sobre a velhice é a juventude, porque só assim é possível melhorar as chances de viver a velhice, quando chegar. Integrar as várias etapas da vida, como um todo, é o maior desafio da Universidade na produção de conhecimentos, tendo em vista a mudança cultural. (PROTA, 1999, p.3) Vemos então a responsabilidade da Universidade para que os adultos de meia idade e os idosos não tenham apenas um diploma em sua mão, porém saiam com a mentalidade preparada para saberem utilizar seus conhecimentos em sociedade, sendo incluídos na mesma. É preciso que a Universidade crie um setor especialmente dedicado aos alunos com mais idade, para que isso aconteça. 4. Futuro depois de formado: Repassaremos como foi a pesquisa com alguns alunos do Ensino Superior em Pedagogia do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro, da idade incluída do tema desse trabalho. Em primeiro lugar, encontramos uma pessoa que se enquadra na perspectiva de envolvimento comunitário. Ela nos confidenciou que pretende empregar seus conhecimentos em trabalhos voluntários no futuro, já que os filhos estão criados e está aposentada. Todavia, a discente ainda não tem um projeto definido de como isso será feito, provavelmente acabará descobrindo ao longo do tempo. Com certeza se a Universidade tivesse um programa para adultos de meia idade e idosos bem elaborado, seria mais fácil entender o modo disso ser empregado. Em segundo lugar, ao conversar com uma aluna na idade dos 50 anos, ouvimos que nela ficou renovada a esperança de sempre estudar, porém ainda estava almejando o seu emprego na área da Educação. Percebemos, portanto, que ela se encaixa na perspectiva de ter um apoio maior da Universidade para se incluir na sociedade. Depois, uma outra educanda que é uma pessoa que trabalha com educação especial, nos disse que o novo conhecimento contribuiu muito em sua atividade laboral. Vemos, logo, que ela consegue colocar melhor seu aprendizado em comunidade. Por fim, observamos que no Ensino Superior, nos casos especialmente dos alunos da Pedagogia,os discentes renovaram suas metas de vida, e construíram bons projetos para o futuro, no entanto é preciso que o que é vivenciado no dia a dia estudantil por eles, se unam a projetos mais bem elaborados da Universidade para os alunos de meia idade e da Terceira Idade. 5. Considerações finais: Em suma, os discentes que iniciaram a graduação numa idade mais avançada, precisam de políticas públicas que os incluam na comunidade, para que
  9. 9. 9 possam ter uma vida com mais qualidade, utilizando de seus conhecimentos adquiridos na graduação em conjunto com sua experiência, para contribuir com a sociedade. 6. Referências bibliográficas: BELTRÃO, K. e CAMARO, A. A dinâmica populacional brasileira e a previdência social: uma descrição com ênfase nos idosos. Rio de Janeiro, ENCE, 2002. BERZINS, M.A.V.da S. Envelhecimento populacional: uma conquista para ser celebrada. In: Serviço Social e Sociedade nº 75. São Paulo: Cortez, 2003. BRASIL. Estatuto do idoso: lei federal nº 10.741, de 01 de outubro de 2003. Brasília, DF: Secretaria Especial dos Direitos Humanos, 2004. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2007. BRASIL. Programas e serviços de proteção e inclusão social dos idosos. Brasília: MPAS,1998. Relatório do Perfil dos idosos responsáveis pelos domicílios no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2002. CHOPRA, Deepak. Corpo sem idade, mente sem fronteiras: a alternativa quântica para o envelhecimento. Rio de Janeiro: Rocco, 1994. FALEIROS, V. P. Violência na velhice. In: Social em Questão, volume 11 – 2004. Rio de Janeiro: PUC, Departamento de Serviço Social,2004. GOLDMAN, S. Envelhecimento e Serviço Social. Reflexões para alunos e professores. Minicurso oferecido pelo CRESS – 7º região, 2007. MSTTR. O MSTTR Defendendo e Valorizando a Terceira Idade - Através dos direitos Sociais Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura - CONTAG/Secretaria de Políticas Sociais, Brasília/DF, 2007. PROTA, Leonardo. “O papel da universidade na construção do saber sobre idosos”. In: Crítica - Revista de Filosofia. Londrina, Volume 4, Número 16,1999. TAVARES, Dirce Encarnacion. A presença do aluno idoso no currículo da universidade contemporânea - Uma leitura interdisciplinar (Tese de Doutorado) –
  10. 10. 10 Programa de Pós-Graduação em Educação, Pontifícia Universidade Católica - São Paulo, 2008. VECCHIA, Roberta Dalla et al. Qualidade de vida na terceira idade: um conceito subjetivo. REVISTA BRASILEIRA DE EPIDEMOLOGIA. São Paulo, v.8, n.3, p.246-252, set. 2005.

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