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Jornal Fala José - 2ª edição

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Jornal Fala José - 2ª edição

  1. 1. São José: 1º lugar em produ! vidade Balanço Geral Fala José mostra os melhores momentos do ano de 2009. Biblioteca reformada Mais livros e ambiente harmonizado. Boa leitura para todos! Jovem e alcoolismo A prevenção deve começar desde cedo Painel Cultural Produções variadas de nossos alunos-escritores. Projeto debate Sexualidade Responsável Foi com muito entusiasmo e cooperação que os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental cuidaram de um pintinho: símbolo do pro-jeto Sexualidade Responsável que tem como objetivo conscientizar os adolescentes para a sexualidade consciente e promover um alerta para os desafios enfrentados com a gravidez na adolescência. Página 05 Páginas 03 e 07 Página 03 Página 06 Página 08 A Escola Estadual São José ter-minou o ano de 2009 em festa. A instituição conquistou o primeiro lugar no Prêmio Produtividade do Governo do Estado, na jurisdição da Superintendência Regional de Ensino de Passos. Gestão inovadora, comprometida e com projetos que abrangem o bem-estar social de toda a comunidade – esses foram os motivos desta vitória comemorada com alegria por toda a escola e comunidade representadas na foto pelo diretor Caetano Ingraci e a vice-diretora Maria Cândida Brandão Farjalla. Arquivo E.E. São José Danilo Vizibeli Página 03
  2. 2. QUEM SOMOS NÓS Está em suas mãos a segunda edição do jornal “Fala José”. Em clima de retrospecti-va do ano de 2009, o segundo número está inteiramente pautado na palavra “respeito”. A comunidade da Escola Estadual São José é uma escola que procura desenvolver este sentimento. Mesmo com o sistema educacional público brasileiro tão sacrificado, no São José a palavra miséria não tem lugar. Com o mínimo que recebemos buscamos fazer o máximo. Foi pensando assim que desenvolvemos todo o trabalho deste informativo procurando cons-cientizar os estudantes e toda a população de Passos. É importante refletir te-mas difíceis de serem traba-lhados, mas que são funda-mentais para que realmente a escola passe a ter o respeito que merece. Nossos alunos-repórteres foram a campo e escreveram matérias inte-ressantes sobre a gravidez na adolescência e o alcoolismo. Não deixamos também de dire-cionar os olhares para a comunicação, objetivo principal do projeto Jornalismo na Escola, uma iniciativa da Fundação de Ensino Superior de Passos (FESP/UEMG), por meio da Faculdade de Comunicação Social de Passos (Facomp). Desta vez, diferente da primeira edição, que foi um trabalho experimental, as atividades foram intensas e os próprios alunos da escola redigiram os textos que seguem publicados. A edição procurou ser a mais democrática possí-vel, visando sempre conservar a originalidade, a autoria do aluno-repórter-escritor. Nossa homenagem da editoria “Perfil” é direcionada ao Professor Armando Righetto, personalidade passense que trabalhou a Mate-mática como ninguém e que foi tema de pes-quisas dos alunos do São José. Queremos agradecer nossos patrocinadores que acreditaram no nosso projeto inusitado. A segunda edição do Fala José está sendo publi-cada após 1 ano da primeira edição, por motivos diversos. Queremos contar com os nossos colaboradores para que ao invés de edições anuais possamos fazer edições semestrais. O “Fala José” deseja que uma escola que se respeita, comunique sempre lições de dignidade, amor e principalmente, cultura e cidadania. Boa Leitura! Com muita paciência e boa von-tade, o Professor Armando Righetto recebeu a reportagem do jornal “Fala José” em uma tarde de sábado e nas próximas linhas segue um pouco do que descobrimos dessa personalida-de sublime de Passos. Armando Righetto, nasceu em Campinas (SP), no dia 1º de abril de 1924. Filho de francês e uma italiana dos quais herdou os traços fortes e firmes de seu caráter. É casado com Lourdes Oliveira Maia Righetto e pai de José Armando (médico) e Ângela (advogada). Dos 14 irmãos é o caçula. Ele se diverte com o nome curioso da irmã que nasceu antes dele e que recebera o nome de “Última”. “Eu falava pra minha mãe porque não colocou o nome em mim de Atrevido? Se ela era a ‘Última’ eu fui atrevido de vir depois dela!”, brinca o professor. Estudou na Universidade de Campi-nas e meses depois em Lavras (MG) na Escola de Agronomia onde permaneceu e era um ótimo aluno e dedicado ao estudo. Devido à sua competência foi convidado a trabalhar e ficou por lá por dois anos. Veio para Passos em 1947. Apreciado pelo Dr. Breno Soares Maia, foi con-vidado a lecionar no Colégio de Passos e chegou até a ser diretor. Lá fundou os cursos comércio e científico e cursos técnicos. No período da Ditadura Militar, estava voltando tran-quilo do trabalho para casa e foi sequestrado e preso. Sofreu perseguições, torturas e julga-mentos. Foi acusado na época de comunista. Mas era puro engano. Contou com pessoas que foram grandes amigos, os quais testemunharam e deram um pouco de si em prol de sua pessoa. 2 PERFIL Com seu colega Sergio Ferrauda escreveu livros didáticos: Cálculos Diferencial e Integral I, II, III e IV e outros. “Meu objetivo sempre foi familiarizar o aluno com o pensamento matemático e desenvolver a capacidade na arte de ensinar matemática”, destaca. Para ele, a Matémática tem uma linguagem rigorosa e é preciso saber interpretá-la. Os olhos de Righetto brilham ao dizer da satisfa-ção de ser professor. “Todo mundo deveria ser professor, mas por vocação”. Em sua jornada de magistério con-quistou não só a confiança dos alunos, mas também fez boas amizades. “Lembro da preparação para o vestibular e de pessoas importantes em Passos hoje, que estudaram comigo como o Dr. Talmo e o Paulo Pimenta (arquiteto, hoje falecido). Sou satisfeito com o que pude ensinar”. Armando Righetto traz em sua bagagem grandes títulos recebidos por sua dedicação e empenho. Dentre eles estão: Título Benemé-rita Persona, outorgado pela Fafipa (Faculdade de Filosofia de Passos) em 1995, e o Título de Cidadão Passense, outorgado pela Câmara Municipal de Passos. Outro título com o qual o professor se sente satisfeito é o que foi re-cebido pela Fundação de Ensino Superior de Passos (FESP), tendo seu nome cedido para o Auditório do Bloco 8. “Fiquei muito satisfeito e agradecido”. EXPEDIENTE FALA JOSÉ é uma publicação experimental da Escola Estadual São José, sob a orien- tação da Faculdade de Comunicação Social de Passos (FACOMP), unidade da Funda- ção de Ensino Superior de Passos (FESP/UEMG) – Projeto “Jornalismo na Escola” Professor Armando Righe" o Um dos maiores matemá! cos brasileiros ESCOLA ESTADUAL SÃO JOSÉ ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO Caetano Ingraci – Diretor Maria Cândida Brandão Farjalla – Vice-diretora Durce Vânia da Silva Villaça – Vice-diretora UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS FUNDAÇÃO DE ENSINO SUPERIOR DE PASSOS FACULDADE DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DE PASSOS Conselho Curador Fábio Pimenta Esper Kallas – Presidente Manoel Reginaldo Ferreira – Vice-presidente Frank Lemos Freire – Membro Facomp Vanessa Braz Cassoli – Diretora Selma Cris! na Tomé Pina – Vice-diretora EQUIPE JORNAL FALA JOSÉ Danilo Vizibeli – Editor e Jornalista Responsável (MTb 14312/MG) Gilza Mendes de Oliveira – Professora responsável Marcelo Silva Coimbra – Diagramação e Projeto Gráfi co Heloise Leão – Diagramação Ivan Dib Barros – Design Gráfi co Heliza Faria – Orientação do Projeto Gráfi co Vanessa Cassoli – Orientação do Projeto e Redação Luciana Grilo Ricardino – Colaboração Marcos Paulo Anard Botrel Sarno – Colaboração Turmas par! cipantes: 9º ano Ensino Fundamental – 3º ano Ensino Médio – 2009 Impressão: Gráfi ca Letrícia - Tiragem: 2000 exemplares Danilo Vizibeli Danilo Vizibeli Com o mínimo que recebemos buscamos fazer o máximo “Todo mundo deveria ser professor, mas por vocação” Escola que se respeita Reportagem: Lourdes Gonçalves (Aluna Educação de Jovens e Adultos - EJA)
  3. 3. COTIDIANO Escola conquista prêmio com trabalho sério e dinâmico Por atingir todas as metas estabelecidas pela Secretaria de Estado da Educação de Minas Ge-rais (SEE-MG), a Escola Estadual São José foi a primeira colocada no Prêmio Produtividade do Governo do Estado em 2009, na jurisdição da Superintendência Regional de Ensino de Passos, que atende a 16 municípios e 52 escolas. O prêmio foi criado na gestão do governador Aécio Neves e da secretária de Educação Vanessa Guimarães com o objetivo de incentivar a melhora dos resultados nas escolas de Minas. A escola, que foi inaugurada no ano de 1965, além do ensino regular e da educação de jovens e adultos (EJA), oferece à comunidade praticamente todos os projetos disponibilizados pelo Go-verno Estadual entre eles, a Rede Escola Viva – Comunidade Ativa, cursos de Formação Inicial para o Trabalho (FIT), curso profissionalizante de gestão empresarial, o PEP EJA e o Projeto Aluno Tempo Integral. Este último visa melhorar o desempenho dos alunos, apoiando também as famílias que confiam na escola, deixando seus filhos passarem um longo período na escola, onde são atendidos com muito carinho e respeito. O crescimento da procura por vagas levou a gestão atual, que tem como diretor Caetano Ingraci e como vice-diretoras Durce Vânia da Silva Vilaça e Maria Cândida Brandão Farjalla, a solicitar a construção de mais quatro salas de aulas, as quais já estão em pleno funcionamento. As obras incluíram ainda a reforma dos banheiros e o alteamento dos muros. A cozinha também passou por reforma. “A construção de tais obras só foi possível graças ao apoio da Secretaria de Estado da Educação, representada em Passos pela superintendente Lázara Idalina de Pádua”, comenta o diretor. “O primeiro lugar no prêmio de produtividade se deve ao empenho da nossa equipe, que tem na educação um motivo para lutar por um mundo melhor, mais justo e mais solidário”, destaca Caetano Ingraci. A biblioteca foi reinaugurada na mes-ma ocasião do lançamento do jornal Fala José em junho de 2009. Devido ao aumento do número de alunos e à execução de projetos que incentivam a leitura, o espaço foi totalmente reestru-turado. A bibliotecária Helga Krakauer, filha da benemérita que dá nome ao espaço, esteve presente na solenidade. A sala ganhou um toque a mais com a pintura de uma paisagem do voluntário Junio Francisco de Oliveira, irmão do professor Jean Francisco de Oliveira. Maria Augusta Krakauer foi quem tornou possível a criação da escola em 1965, pois na ocasião era necessário haver uma biblioteca para que as insti-tuições de ensino funcionassem. Maria Augusta, então sensibilizada pela falta de uma escola no bairro Coimbras, fez uma campanha entre amigos e familiares para a arrecadação de livros. 3 Fala José é lançado com festa Uma solenidade cívica marcou o lançamento do jornal Fala José no dia 09 de julho de 2009. Estiveram presentes a diretora da Faculdade de Comunicação Social de Passos (FACOMP), Vanessa Cassoli, a professora do curso de Publicidade e Propaganda e colaboradora da diagra-mação do jornal, Heliza Faria e o jornalista e editor Danilo Vizibeli. Para prestigiar o evento a Superintendência Regional de Ensino enviou a representante Josiane Queiroz, a pedagoga técnica Ilva Ferreira Tavares, e a inspetora da escola Ieda Sousa Canto Ferreira. O Fala José é o resultado final da intervenção pedagógica “O jornal na sala de aula”. A ativi-dade teve continuidade com a realização da oficininha do jornal nas turmas do 6º ano e contou com a coordenação da professora Gilza Mendes. Fala Zezinho foi o nome que o 6º Ano V3, após conhecer a organização e alguns gêneros textuais que compõem o jornal, escolheram para o jornal-mural que produziram. Biblioteca Maria Krakauer é reinaugurada Meio Ambiente A Escola Estadual São José, na semana do dia 05 de junho, data em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente elaborou uma programação especial com a coordenação da professora de Ciên- cias Diana Carolina Souza e com a colaboração do professores Manoe- lino Júnior e Vanusa Ponciano. A coreografi a da música Planeta Água, de Guilherme Arantes, apresentada pelos alunos do turno vesper! - no, sob a coordenação da professora voluntária de Educação Física, Polyana Silveira Silva, foi o destaque e deu origem a esta bonita foto. Junio Francisco de Oliveira e sua obra na Biblioteca Arquivo E.E. São José Arquivo E.E. São José ETEP ESCOLA TÉCNICA DE PASSOS Fone: (35) 35227722 Rua Coronel João de Barros 447 TECTRONIC INFORMÁTICA Fone: (35) 3521-9448 Rua Olegário Maciel, 528
  4. 4. 4 Mesmo com difi culdades o Cine Roxy sobrevive na cidade que tem diversas personalidades atuando na indústria cinematográfi ca nacional e internacional Inspirados pela mostra de cinema Selton Mello, que aconteceu na última semana de julho de 2009, em Passos, alunos do 9º ano M1, M2 e M4 da Escola Estadual São José realizaram uma pesquisa sobre a cultura do cinema. O objetivo do trabalho é valorizar o cinema na cidade e incentivar as pessoas a prestigiarem a sétima arte. Os alunos assistiram “Cinema Paradiso”, filme italiano escrito e dirigido por Giuseppe Tornatore, cujo enredo tem início na Segunda Guerra com um garoto fascinado pela magia do cinema, chamado Salvatore di Vitto, mais conhecido como Totó, um menino travesso que fugia para o cinema sempre que podia. Apesar da falta de interesse, a cultura do cinema sobrevive em Passos. Existem pessoas fascinadas que se dedicam ao universo mágico do cinema. A arte é enaltecida ainda mais com a presença de artistas naturais de Passos fazendo sucesso nas telas. É o caso de Selton Mello, Rúbria Negrão, Guilherme Toledo e Ezequias Marques. Uma destas pessoas que lutam para o que o cinema continue vivo em Passos é Itamar Bonfim, cinegrafista profissional e idealizador do Projeto Pipoca e Bala Pipper, em parceria com a Fundação de Ensino Superior de Pas-sos (FESP/UEMG). “Gosto do cinema desde Em Passos, o Cine Roxy, cinema fundado em 22 de novembro de 1949 por José Figuei-redo, deu origem à Empresa Figueiredo de Cinema, que chegou a ter mais de 100 salas espalhadas em todo o país. O Cine Roxy tem a estrutura de cinemas de grandes cidades. Passou por uma reforma e foi reinaugurado em 2008, ocasião em que a atriz passense Rúbria Negrão esteve em Passos para o lançamento do filme em que atuou “O amor nos tempos do cólera”, uma produção de Hoolywood. Átila Figueiredo Piassi, neto de José Figuei-redo, foi o responsável por essa reforma, que de acordo com ele merecia esse investimento. criança quando consegui montar em minha casa um cineminha com uma caixa de papelão e uma lâmpada. Às vezes a gente encontrava no lixo do Roxy filmes que eram descartados por algum defeito e eu pegava e utilizava-os no cineminha”, explica Itamar Bonfim como nasceu sua paixão pelo cinema. O Pipoca e Bala Pipper é uma sessão de ci-nema gratuita que acontece todas as terças-feiras no auditório do Bloco 8 da FESP. Segundo Itamar Bonfim Passos possui a tradição de cinema. “Tanto que no passado existiram ao mesmo tempo três cinemas em Passos: o Cine Rex, Cine Recreio e o Cine Roxy”, afirma o cinegrafista. O cinéfilo também destaca os nomes que contribuíram para enaltecer o cinema de Passos tais quais Ezequias Marques e Selton Mello. Entre curtas e longas metragens Selton Mello atuou em 26 filmes. Estreou ainda adolescente com Renan, de “Uma escola atrapalhada”, infantil de 1990. A partir de 2000 integrou o elenco de 20 produções. Em 2008 com “Feliz Natal” o ator se aventurou na direção, como roteirista. Outro ator que tem se destacado em pro-duções audiovisuais é o passense Guilherme Toledo. Ele teve sua primeira experiência com o cinema com o longa-metragem “Vida de CULTURA Cine Roxy “É com muito carinho que a gente cuida do Roxy, que foi de uma importância muito grande na época em que foi fundado, porque depois deu origem a Empresa Figueiredo de Cinema. A raiz foi aqui”, afirma Átila. Hoje não só em Passos, mas no Brasil todo falta valorização do cinema. De acordo com Átila, a pirataria não deixa de interferir, visto que tais filmes perdem em qualidade. “São duas horas que você passa aqui, que provavelmente são as mais sábias. Você desliga”. Ainda acres-centa: “Ensinem as crianças a irem ao cinema e elas irão a vida inteira. Se cada pessoa viesse uma vez ao ano ao cinema, não caberia gente aqui”. Selton Melo em sua visita à Passos, em cole! va na FESP Á! la Figueiredo na sala de projeção do Cine Roxy com alunos da Escola São José Menina” em 2003. Depois disso, participou de alguns curtas-metragens, entre eles: “Francina, Angra, Genuína” e “Indústria da Morte”. Este último foi uma produção da Faculdade de Co-municação Social de Passos (Facomp), realiza-da no ano passado “Tenho me descoberto cada vez mais dentro deste universo cinematográfico. E essa descoberta vai além da atuação, tenho também procurado entender um pouco mais sobre a técnica de se fazer cinema. O cinema te ensina a trabalhar no coletivo. São artistas de diferentes categorias atuando para um mesmo fim. Cada um com a sua função”, considera Guilherme. O filme “Vida de Menina” foi uma adapta-ção do livro “Minha Vida de Menina” que é um diário da brasileira Helena Morley. O enredo enfoca a cidade de Diamantina no final do sé-culo XIX. Sobre o curta “Indústria da Morte” Guilherme conta que foi um trabalho que abriu muitos canais de sensações e emoções extra-cotidianas. “O tempo todo havia um diálogo entre a ficção e a “realidade bruta”, diz. O ator vê com bons olhos o cinema bra-sileiro e destaca que existem produções inte-ressantes surgindo. “Existe gente com novas idéias, com vontade de trabalhar e criar um espaço de produção audiovisual que fuja dos arcaicos e estereotipados padrões que vemos nas telenovelas”, completa. Reportagem: Camila A# lio (9º M1); Augusto Lafaete (9º M2); Guilherme Lara (9º M4); Janaína Kimberly (9º M2). Colaborou: Walber Guimarães (ex-aluno da escola) Gilza Mendes Departamento de Comunicação FESP/San Andradae Passos também é terra de cinema Rua Deputado Lourenço de Andrade, 102 - Fone: 3521-9339
  5. 5. 5 ESPECIAL Sexualidade: O não tão mágico mundo dos adolescentes Alunos do 9º ano da Escola Estadual São José, desenvolveram um trabalho sobre “Se-xualidade Responsável”. O projeto teve início com a leitura do livro “A Ovelha Blue Jeans”, de Marco Túlio Costa e com a exibição do filme “Juno”. Ambos abordam a gravidez na adolescência. A professora responsável pelo projeto, Gilza Mendes, propôs em seguida que os alu-nos cuidassem de um pintinho durante duas semanas, sendo um menino para representar o pai e uma menina para representar a mãe.. O objetivo desta simulação foi para que os alunos percebessem as dificuldades de ser pai ou mãe na adolescência. Depois disso os alunos passaram por uma etapa de entrevistas com profissionais que entendem o assunto. O trabalho teve o apoio da professora de Ciências Vanusa Ponciano De acordo com o médico ginecologista Fa-bian Silveira Lemos, a gravidez na adolescência é um dos principais fatores ou causa de evasão escolar e muitas vezes, ela acontece devido a um certo pensamento mágico comum aos jovens. “As adolescentes acreditam que ficando grávi-das algo de bom vai acontecer em suas vidas. Muitas conhecem os métodos contraceptivos e quando perguntamos por que aconteceu a gravidez elas respondem que queriam engra-vidar mesmo”. O ginecologista destaca que com a gravidez na adolescência o processo educativo da menina fica prejudicado e con-sequentemente a vida profissional. O médico esclarece a importância da dupla proteção que é o uso da camisinha juntamente com a pílula anticoncepcional. “É importante a informação sobre esses métodos”. Normalmente, o perfil das adolescentes grávidas apresenta a maioria de meninas com baixo poder aquisitivo, mas o médico afirma: “É um problema que está presente em todas as classes sociais”. As práticas clínicas demons-tram, porém que a probabilidade de engravidar está relacionada à escolaridade, ou seja, quanto maior o número de anos que uma adolescente frequenta a escola menores são as chances dela engravidar na adolescência. Outro fato importante é que na maioria das vezes adoles-centes grávidas são filhas de mães que também engravidaram na adolescência. “É também uma questão sócio-cultural”, diz o médico. Adolescente em oitavo mês de gestação: mudança de hábitos com a chegada do bebê PROMAI Difi culdades É pensando no cuidado e no amparo das adolescentes grávidas e gestantes de alto-risco que a Santa Casa de Passos mantém o PROMAI. Na unidade, a gran-de maioria das adolescentes grávidas tem entre 14 e 17 anos. São normalmente de baixo poder aquisitivo. E existem casos de meninas com 12 anos que estão sendo acompanhadas pelo PROMAI. “O obje-tivo do PROMAI é fornecer à mulher e à criança uma atenção integral tendo em vista prevenir a mortalidade e a morbidade materno-infantil”, explica a psicóloga e uma das coordenadoras do PROMAI, Maria Cristina Maia. A vice-diretora e professora de História Maria Cândida Brandão Farjalla observa que o preconceito com as adolescentes grá-vidas ainda é grande e que elas precisam de atenção redobrada. “A adolescente grávida muitas vezes sai da escola e se permanece acaba sofrendo um certo constrangimento”, frisou. O cenário é observado também pelo professor de Biologia, Manoelino Pereira do Nascimento Júnior. Ele diz que acom-panhou muitos casos de adolescentes grávidas ao longo de sua carreira e que a gravidez precoce é muito comum nas escolas onde trabalhou inclusive no São José. “Acredito que os principais fatores que levam à gravidez na adolescência seja a iniciação precoce da vida sexual, a falta de informação, influências de amigos e da mídia e o medo de perder o namorado”, destacou o professor. Esse não tão mágico mundo dos adolescen-tes foi percebidos pelas adolescentes Juliana e Ingrid (nomes fictícios). “Eu engravidei aos meus 14 anos quando tinha ido a uma festa e mantive relação sexual com um rapaz que eu nem conhecia direito, depois quando eu contei para ele que estava grávida ele sumiu e eu nunca mais vi ele. Tive que criar meu filho sozinha. No começo fui até excluída da sociedade. Eu pensei em deixar os estudos quando ainda estava na 8ª série, mas depois da gestação eu pensei melhor e continuei”, conta Juliana hoje com 18 anos. Já Ingrid pensava que tudo ia acontecer diferente. “Nunca pensei que meu namorado fosse me abandonar num momento desses”, desabafa a adolescente de 16 anos que trabalha durante o dia e termina seus estudos à noite.- Danilo Vizibeli Reportagem: Alunos do 9 ano do Ensino Fundamental Pça. Blandina de Andrade, 16 - Tel: 3521 6808
  6. 6. 6 ESCOLA EM AÇÃO Índice de alcoolismo cresce entre jovens em idade escolar Um estudo realizado pelos alunos do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual São José aponta que jovens entre 16 e 19 anos procuram bebida alcoólica para se distrair, para se encai-xar em um determinado grupo de pessoas ou para esquecer problemas e traumas. A pesquisa confirmou que 62% dos jovens que consomem bebida alcoólica com regula-ridade possuem membros da família que são dependentes do álcool. “Na minha infância meu pai e minha mãe bebiam muito e havia muitas brigas entre eles”, afirma um jovem alcoólatra de 18 anos. A convivência com pessoas dependentes do álcool e os traumas adquiridos ao decorrer da vida, são apontados como as principais causas do alcoolismo entre jovens. “O primeiro passo para vencer o vício é a consciência de assumir que é um dependente do álcool”, alerta a psicóloga Sérgia da Silveira. No entanto, a pesquisa mostra que apenas 40% dos jovens que consomem bebida alcoólica se consideram alcoólatras. A especialista ainda diz que se a pessoa se conscientizar que é alcoólatra e aceitar ajuda, buscando melhorar sua saúde mental, a chance de recuperação é alta. Prova disso é o senhor J.A.M., 49 anos que diz: “Eu estava cansado de ver minha esposa e meus filhos sofrerem por causa dos problemas que eu causava quando estava bêbado. Decidi que iria frequentar as reuniões do A.A. (Alco- Os jovens consomem bebida alcoólica cada vez mais cedo Alcoolismo em Passos A nutricionista e professora da Fundação de Ensino Superior de Passos (FESP/UEMG), Jussara de Castro Almeida, apresentou o tra-balho “Consumo de álcool entre estudantes do ensino médio do município de Passos – MG”, como conclusão do mestrado na Universida-de Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), campus de Araraquara. A pesquisa de Jussara mostrou o perfil do jovem usuário de bebida alcoólica em Passos. Eles são do sexo masculino, possuem um relacionamento ruim com a mãe e trabalham. Para a nutricionista o alcoolismo envolve um conjunto de sinais e sintomas. Ele está relacionado com a pessoa que não consegue controlar a quantidade de bebida ingerida. “O álcool provoca grandes danos para o corpo tais como: danos hepáticos, hipertensão arterial, obesidade, câimbras e síndrome de abstinên-cia”, constata Jussara.. O álcool é uma droga depressora do sistema nervoso central, provoca sono e em doses acentuadas pode provocar coma. O consumo de álcool provoca prejuízos na aprendizagem, déficit de memória, conflitos sociais, acidentes de trânsito e uma provável dependência de bebidas no futuro. “Uma das causas do uso de bebida alcoólica entre os adolescentes é a influência da mídia. As propagandas diminuíram, mas ainda mostram pessoas bonitas, criam certa ilusão e ninguém se torna alcoólatras de um dia para outro. Existe uma história de vida que vai desencadear o alcoolismo. A escola é muito importante no papel da prevenção”, conclui Jussara. ólicos Anônimos) e com a ajuda das reuniões e com o apoio da minha família alcancei meu objetivo de sair do vício”. Pessoas como ele são exemplos de superação. J.A.M afirma que quando era dependente do álcool perdia todos os empregos que conseguia, seus filhos sofriam críticas dos colegas e ainda diz que quando estava bêbado brigava com sua esposa e filhos e causava vergonha aos seus familiares. Estes foram os principais motivos que fizeram com que ele buscasse ajuda. Outra história interessante é a de O.S, 41 anos, técnico em contabilidade. Ele conta que o que o levou a beber foram as influências de amigos e festas de fim de semana. O.S superou o vício e o principal motivo foram os problemas de saúde. “Fui para a Santa Casa e o médico me disse: ou você para de beber ou você morre”. Ele deixa uma mensagem para os jovens: “não bebam, porque a bebida só traz desunião na família e problemas de saúde futuramente”. O relatório feito pelos alunos mostra que ape-nas 30,8% dos jovens entrevistados apresentam o desejo de parar de beber. Por esse motivo é essencial que as famílias que possuem membros alcoólatras, forneçam ajuda. “Em primeiro lu-gar a família precisa dar o exemplo do não uso abusivo do álcool e também frequentar grupos de apoio e saberem mais sobre o assunto, para tomar atitudes adequadas”, relata Sandra Eliane da Silva, assistente social. Reportagem: Alunos do 3º ano do Ensino Médio com par! cipação especial de: Bianca Ferreira (3º M1); Jéssica Fernandes (3º M1); Matheus Santos (3º M2); Nájila Medeiros (3º M1); Rafael Oliveira (3º M2) Pesquisa realizada por alunos do 3º ano do Ensino Médio aponta que 73% dos jovens entrevistados consomem bebida alcoólica com regularidade - 62% dos jovens que consomem bebida alcoólica com regularidade pos-suem membros da família que são dependentes do álcool. - São do sexo masculino, possuem um relacionamento ruim com a mãe e trabalham. - Provoca danos hepáticos, hipertensão arterial, obesidade, câimbras e sín-drome de abstinência. - O álcool é uma droga depressora do sistema nervoso central, provoca sono e em doses acentuadas pode provocar coma. - O consumo de álcool provoca prejuízos na aprendizagem, déficit de me-mória, conflitos sociais, acidentes de trânsito e uma provável dependência de bebidas no futuro. PESQUISA JOVENS QUE CONSOMEM BEBIDA ALCOÓLICA EM PASSOS OS PREJUÍZOS DO ÁLCOOL Danilo Vizibeli - Jovens entre 16 e 19 anos procuram bebida alcoólica para se distrair, para se encaixarem em um determinado grupo de pessoas para esquecer proble-mas e traumas.
  7. 7. COMUNIDADE ATIVA 7 O São José des-tacou mais uma vez no segundo semestre de 2009 no que diz respeito ao esporte. Foram dois eventos importantes com a participação de alunos: o Jojuninho e o TICO. Os alunos Breno de Sá (8º Ano M2), Bruno Ferreira, Gustavo Henrique, Guilherme Marques (9º Ano M1), Jeferson Lopes (9º Ano M3) e Le-tícia Cintra (1º M1) participaram da fase de pré-jogos de handebol do Jojuninho (Jogos da Juventude Infantis), na última semana de outubro em Poços de Caldas. “O emprego da Lua”, peça teatral de Vic-tor Louis Stutz foi apresenta-da no dia 30 de outubro de 2009. O profes-sor de língua portuguesa Antonino Borges da Fonseca foi o diretor da peça. “Foi a primeira experiência e o resultado me inspirou a dar continuidade ao projeto em 2010”, destaca. Participaram da peça alunos do 7º e 6º Ano. ““Quem não lê, não escre-ve”, esse é o nome do proje-to de leitura do turno vespertino, coordenado pela orientadora pedagógica Lúcia Maria de Oliveira, que conta com o apoio da pedago-ga Vera Siqueira, da bibliotecária Maria Rita Santos e de todos os professores de Língua Portuguesa desse turno. O desafio foi lançado em agosto de 2009 e teve sua divulgação com a contação de histórias do professor Antoni-no Borges da Fonseca. Banda Órion em apresentação no Canta FESP CIRE - FESP Alunos se divertem no CIRE-FESP Alunos colaboram com a prevenção da Gripe Suína Fes! val Canta FESP “Será”, do compositor Renato Russo foi a música interpretada pela banda Órion, que representou a Escola Estadual São José no V Canta FESP -Festival de Interpretação de MPB da Fundação de Ensino Superior de Passos. A apresentação foi no dia 25 de maio de 2009. A banda Órion tem no vocal Vilson Júnior, na guitarra, João Pedro Honório; ambos do 3º M1; no baixo, Luiz Gustavo Assis do 2º M1; no teclado, Breno Lopes do 1º M1 e William na bateria. A banda sempre colabora com os eventos da escola e dá um show, especialmente quando o ritmo é o Rock Nacional. A Escola São José ofereceu suas instalações para o projeto Costurando Sonhos, uma parceria da FESP com as profissionais Vera Lúcia Alves Oli-veira, bióloga , Luciana Pereira da Costa, historiadora, as assistentes sociais Edna Maria Ferreira, Eleuza Sousa de Oliveira, Fabiana Nascimento Marques e a secretária da asso-ciação de bairros Lílian Shorreyla da Silva Pereira. As aulas aconteceram aos sábados de janeiro a junho e com a participação de 11 adolescentes. A Fundação de Ensino Supe-rior de Passos (FESP) criou em 2009 o prê-mio Professor Nota 10. A Escola Estadual São José elegeu o professor de Biologia Ma-noelino Pereira do Nascimento Júnior, 37, no dia 26 de setembro para representar a escola na homenagem realizada pela FESP. O pro-fissional eleito está na instituição desde 1980, pois foi aluno da escola. “ A c o r - dando para a realidade”, ví-deo produzido pelos alunos Jean Borges, Matheus Damasceno, Luís Gus-tavo Assis, Aline Rolim, Thaís Porto e Bru-na, do 2º M1 representou a Escola Estadual São José no festival de vídeo da Fundação de Ensino Superior de Passos (FESP) que presta homenagem ao ator passense que esteve na cidade na última semana de julho de 2009. A Escola Estadual São José programou uma comemoração diferente em 2009 para o “Dia das Crianças” e para isso agendou no dia 08 de outubro, quinta-feira, um passeio ao CIRE-FESP (Centro Integrado de Recreação e Esportes). Na ocasião, acompanhados pelos professores e equipe administrativa, alunos do Ves-pertino puderam desfrutar das piscinas, quadras esportivas e campo de futebol. Logo após as ati-vidades de lazer, foi oferecido um lanche. “É importante que nossos alunos participem também de atividades fora das instalações da unidade escolar, pois isso promove uma integração social”, comenta a vice-diretora Maria Cândida Brandão Farjalla. Saúde No dia 05 de agosto de 2009 a Escola Estadual São José recebeu duas enfermeiras do Ambu-latório Coimbras para ministrar palestra sobre o vírus A-H1N1. O objetivo foi preparar a Escola para esclarecer os funcionários sobre as formas de contágio e os principais sintomas da gripe suína. Com esta iniciativa foi possí-vel receber os alunos para a volta às aulas, no dia 10 de agosto, com maior segurança. A es-cola passou pelo período de maior risco de contaminação sem incidentes, pois os alunos colaboraram tanto na higienização das mãos como com a atitude de evitar o fechamento das janelas e portas das salas de aula. O sargento Flávio Antônio de Oliveira, do Batalhão da Polícia Militar de Passos coordenou a implantação do JCC (Jovens Construindo a Cidadania). Esse pro-jeto visa resgatar a valorização dos grêmios estudantis e conscientizar os alunos quanto à importância dos mesmos na participação e coordenação de melhorias nas escolas. A elei-ção do grêmio aconteceu no dia 25 de junho de 2009 e a chapa vencedora foi “Tudo é pos-sível”, que tem como presidente Guilherme Marques e Camila Aparecida Rufino Araújo, alunos do 9º Ano M1. Pe r t e n c e n t e ao Modernis-mo português, Florbela Espan-ca foi a poetisa portuguesa, que Joyce Mariano e Débora Ma-riano do 1º N1 interpretaram representando a Escola São José no Festival de Interpretação de Poesia, outro evento promovido pela Fun-dação de Ensino Superior de Passos (FESP). No dia 11 de julho de 2009, os alunos do 1º Ano do Ensino Médio foram até Brodowski (SP) para conhecer acervos de obras do pintor brasileiro Cândido Porti-nari. Na volta, uma parada em Batatais para uma visita à Matriz Bom Jesus de Cana Verde onde está o maior acervo sacro de Portinari. Arquivo E.E. São José Arquivo E.E. São José Arquivo E.E. São José
  8. 8. PAINEL CULTURAL SIMPLESMENTE AMOR Amor é ardente, mexe No coração da gente. Ainda na fase adolescente Arde e faz ficar contente. Outrora, menina moça Não discerne, mas sente. Amor puro verdadeiro É pra quem sabe esperar Na hora certa chegar. E chega sem avisar, Invadindo os corações, Que não para de saltar. Alegra, encanta e faz O SAPO Se eu fosse um sapo, eu iria dormir no meio do mato durante o dia. À noite eu iria brincar com os outros sapos e depois eu iria dar muitos pulos, faria muita sapice e teria de encontrar o meu alimento, os mosquitos. Logo depois eu iria pular no meio do mato até encontrar uma árvore ou um lugar para me aconchegar. E depois eu iria rezar para Deus para que eu tivesse sapi-nhos para que eles fizessem sapices junto comigo. Porque ser sapo, eu acho, é fazer alegria. Gilberto Júnior Firmino Barbosa 6º Ano V3 AMO Amo teus olhos tristes, Amo teu meigo e doce sorriso, Amo o sol que teu corpo bronzeia, Amo o dia que te dá a vida. Amo a lua que teu corpo clareia, Quando cansado descansa da lida. Amo o ar que tu respiras, Mas amo acima de tudo, Deus que te colocou na minha vida. Fátima Fernandes 3° EFC Noturno Coordenação: Profa. Cristina Carvalho RECICLAR, UM BEM PARA TODOS 8 Um dos trunfos que a sociedade possui atualmente para ajudar o planeta é a reciclagem. A frase dita por Lavoisier, “Na natureza, nada se per-de, nada se cria, tudo se transforma”, resume o significado do termo e mos-tra a importância vital da reciclagem para o desenvolvimento sustentável. O crescimento populacional acelerado pede uma maior demanda de alimentos, serviços, como transporte, saúde e educação, além de matérias-primas para a produção de bens de consumo duráveis. O planeta, em algum momento, não conseguirá suportar essa grande demanda ou até mesmo não conseguirá fornecer os suprimentos necessários ao consumo populacional. Reciclar, além de ajudar o planeta, reduz custos. Muitas empresas já utilizam o pro-cesso de reaproveitamento da água, fazem uso de coleta seletiva, investem em progra-mas ambientais, pois sabem que obterão um bom marketing, porque isso melhorará a imagem da empresa através da preservação ambiental, além da redução de custos. A coleta seletiva ainda não possui muita adesão da população, porque as pessoas não têm conhecimento do que é a coleta ou por terem preguiça de separar o lixo. O fato é que a coleta seletiva facilitaria o trabalho dos principais agentes da reciclagem: os catadores. Ainda não nos demos conta do importante papel dos catadores. Não os vemos como profissionais, mas sim como excluídos da sociedade. E são. Geralmente são pessoas não alfabetizadas, pobres, vítimas do desemprego, que sem opção pas-sam a exercer uma atividade digna e benéfica ao meio ambiente. Talvez com a valorização desse profissional, pos-samos aumentar os índices da reciclagem do lixo no Brasil. Reciclar deve ser uma prática adotada por cada um. A simples separação do lixo em papel, plástico, vidro, metal e orgânico já representaria uma importante vitória. Campanhas educativas são importantes, mas nem tão eficazes. Incen-tivos para a coleta poderiam ser aplicados, como dedução de impostos fiscais para empresas que fazem coleta seletiva. Esse é o caminho, basta apenas segui-lo. João Marcos Nogueira 3º M1 A PRÓXIMA VÍTIMA Numa noite de domingo, um casal de namorados estava passando na rua quando viram uma coisa estranha. Havia uma mulher sentada na esquina da praça com um homem loiro e alto que vestia uma capa enorme e preta que parecia vigiar um casarão. O casal que passava naquela noite de domingo decidiu ir à polícia de Nova York falar o que eles tinham visto naquela noite. Então os policiais foram lá perto do casarão, mas para não levantar suspeitas, eles foram disfarçados de varredor de rua, entregador de pizza e de mendigo. Foi a maior piada. Eles ficaram lindos, mas não podiam esquecer que estavam numa investigação. Eles conseguiram entrar no casarão e descobriram o que estava acontecendo. Tudo não passava de uma farsa. Estava acontecendo um baile à fantasia e aquele casal que estava sentado na esquina da praça estava esperando o baile começar. O homem estava de Batmam e a mulher estava de Mulher Gata. E como os policiais estavam também de fantasia, decidiram curtir a festa também. Bruno Ferreira dos Santos 9º Ano M1 Os olhos brilhar. Joana D’arc Faria Faustino 3° EFC Noturno QUANDO FLORESCEM OS IPÊS Ganymedes José Editora Brasiliense SINOPSE: Neide, Toninho, Ovídio e Cláudia sempre foram muito amigos. Estavam todos muito felizes brincan-do perto dos ipês que floresciam. Toninho teve a ideia de cada um escrever a inicial de seu nome nos ipês para todos lembrarem da amizade. Neide foi a última e pôs o N; depois sorriu e disse que quan-do crescesse seria rica, compraria um carro e um lindo vestido vermelho. Depois disso foi embora. Passaram anos e todos eles cresceram. Toninho tinha o sonho de arranjar um emprego em São Paulo e ir embora. Neide era apaixonada por Toninho. Sua vida era dura, mas nem por isso ela desistia de lutar. Cláudia namorava Cid, um garoto que todos da cidade falavam mal. Ovídio morava com seus pais e era apaixonado pela empregada negra. Neide sempre fica tossindo. Sua mãe sempre lhe dizia para ela procurar um médico, mas Neide nem li-gava. Sua mãe começou a beber demais e Neide ficava muito triste. Toninho gostava de Darlene, uma ga-rota muito metida. A cada dia Neide ia piorando e até chegou a tossir sangue. Cláudia iria se casar com Cid! Mas uma tragédia aconteceu: no dia do casamento Cid faleceu em um acidente de carro. Raul sempre gostou de Cláudia, mas ela só o considerava como amigo. Raul foi consolá-la. Neide ficou de cama. Estava com tuberculose. Toninho foi visitá-la. Neide disse uma coisa que deixou Tonin-ho meio triste: disse que quando ela morresse queria que seu caixão estivesse coberto por flores de ipês. Chegou a notícia de que Neide faleceu. Toninho ficou muito triste. Na hora do enterro, decidiu fazer a vontade de Neide. No final Toninho foi embora para São Paulo. Ovídio também. E Toninho sempre se lembrava de Neide, sua grande e eterna amiga. Maira Cristina Rosa, 9º Ano M2 DICA DE LEITURA fa de www.drogariasaogeraldo.com Fone: 35 3521-5000 www.avancar.eng.br Fone: 35 3521 4200

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