Interatividade no ciberespaço

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Autoria de Lucia Santaella

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  • Obs: como não é possível modificar a cor da fonte neste campo, nas próximas lâminas optei por escrever em caixa alta, para destacar o meu texto. Objetivos do chat : 1) A partir da revisão dos principais conceitos abordados no módulo, convidar os alunos a participar de uma discussão, para troca de opiniões e conseqüente aprofundamento da temática em questão. 2) Situar o próprio chat como um dos instrumentos de avaliação do módulo, coerentemente com as idéias tematizadas no módulo. Obs: esse segundo objetivo justifica-se pelo fato da questão proposta convidar o aluno a uma metarreflexão: na reflexão sobre o seu processo de formação no módulo e sobre as contribuições deste módulo à sua formação profissional, o aluno vivencia os movimentos meterreflexivos de retrospecção e prospecção.
  • Interatividade no ciberespaço

    1. 1. A interatividade no ciberespaço 0/22 In: SANTAELLA, Lúcia. Navegar no ciberespaço: o perfil cognitivo do leitor imersivo. São Paulo: Paulus, 2004. p. 151-172.
    2. 2. Introdução <ul><li>Tecnologia digital: permite que os meios de comunicação atinjam os usuários, com feedback imediato. </li></ul><ul><li>Interação: na medula dos processos cognitivos nos ambientes de rede. </li></ul><ul><li>Dialogismo: nova luz para compreende a interatividade e seu papel no desenvolvimento do perfil cognitivo do leitor imersivo. </li></ul>
    3. 3. Interatividade <ul><li>Origem : Física, Sociologia, Psicologia, Comunicação. </li></ul><ul><li>Fontes : </li></ul><ul><ul><li>Relação usuário x aplicativos </li></ul></ul><ul><ul><li>Noção de interface </li></ul></ul><ul><ul><li>Bidirecionalidade (interindividual e intergrupal) </li></ul></ul>
    4. 4. Campo semântico de interatividade <ul><li>Ação – operação, trabalho, evolução. </li></ul><ul><li>Agenciamento – intertrabalho. </li></ul><ul><li>Correlação – influência mútua. </li></ul><ul><li>Cooperação – contribuição, sinergia. </li></ul>
    5. 5. Alguns conceitos de interatividade <ul><li>Processo pelo qual duas ou mais coisas produzem um efeito uma sobre a outra, ao trabalharem juntas. </li></ul><ul><li>Atividade de conversar com outras pessoas e entendê-las. </li></ul>
    6. 6. Alguns conceitos de interatividade <ul><li>Um produto, uma comunicação, um equipamento, uma obra de arte são de fato interativos quando imbuídos de uma concepção que contemple complexidade, multiplicidade, não-linearidade, bi-direcionalidade, potencialidade, permutabilidade (combinatória), imprevisibilidade etc., permitindo ao usuário-interlocutor-fruidor a liberdade de participação, de intervenção, de criação. </li></ul><ul><li>(SILVA, 2000, p. 205) </li></ul>
    7. 7. Graus de interatividade <ul><li>Zero : acesso do começo ao fim. </li></ul><ul><li>Linear : acesso com avanços e recuos. </li></ul><ul><li>Arborescente : escolha em um menu. </li></ul><ul><li>Lingüística : palavras-chave. </li></ul><ul><li>De criação : composição de mensagem por correspondência. </li></ul><ul><li>De comando contínuo : videogames. </li></ul><ul><li>(KRETZ, 1985) </li></ul>
    8. 8. Graus de interatividade <ul><li>De seleção : seleção de conteúdo. </li></ul><ul><li>De conteúdo : modificações simuladas de conteúdo. </li></ul><ul><li>Interações mistas : acesso e consulta no PC. </li></ul><ul><li>(HOLTZ-BONNEAU, 1985) </li></ul>
    9. 9. Graus de interatividade <ul><li>Face-a-face : presencial. </li></ul><ul><li>Mediada : uso de meios técnicos. </li></ul><ul><li>Quase-interação mediada : meios de comunicação de massa. </li></ul><ul><li>(THOMPSON, 1995) </li></ul>
    10. 10. Interatividade em processos comunicativos <ul><li>Interação humana como sistema aberto. </li></ul><ul><li>Linguagem escrita : o enunciador intui um leitor (diálogo virtual com o leitor imaginário). </li></ul>
    11. 11. Processos comunicativos interativos <ul><li>A comunicação interativa pressupõe que haja necessariamente intercâmbio e mútua influência do emissor e receptor na produção das mensagens transmitidas. Isso equivale a dizer que as mensagens se produzem numa região intersticial em que emissor e receptor trocam continuamente de papéis. </li></ul><ul><li>(SANTAELLA, 2004, p. 160) </li></ul>
    12. 12. Interatividade na comunicação mediada por computador <ul><li>Mudanças no conceito de texto : interativos (ao invés de unidirecionais), abertos (ao invés de fixos). </li></ul><ul><li>Da autoria para as mensagens em circuito (dialógicas, interativas, dirigidas e dirigíveis por nós). </li></ul><ul><li>Interatividade : mutabilidade, efemeridade, vir-a-ser em processos que demandam reciprocidade, colaboração e partilha. </li></ul>
    13. 13. Dialogismo e processos interativos <ul><li>Dialogismo bakhtiniano : diálogo como espaço privilegiado da heteroglossia (espaço da diversidade e do confronto). </li></ul><ul><li>Não é o ego que dá sentido à linguagem, mas a linguagem dá sentido ao humano. </li></ul><ul><li>Sentido emergente na interação de vozes. </li></ul><ul><li>Propulsão criativa do falante, para compreender a fala do outro (a, pa, pp). </li></ul>
    14. 14. Dialogismo e processos interativos <ul><li>Dialogismo peirceano : toda evolução lógica do pensamento deve ser dialógica. </li></ul><ul><li>O pensamento é dialógico, sendo conduzido em signos. </li></ul><ul><li>Signo para Peirce : qualquer coisa que é, de um lado, de tal modo determinada por um objeto e, por outro lado, de tal modo determina uma idéia na mente de alguém que esta última determinação, chamada de interpretante do signo, ou seja, a noção do signo com processo. </li></ul>
    15. 15. Dialogismo e processos interativos <ul><li>Modelo de conhecimento em Peirce : triádico. </li></ul><ul><li>Signo como mediador, como meio para o conhecimento. </li></ul><ul><li>Se todo o conhecimento é mediado, todo pensamento é dialógico. </li></ul><ul><li>Ação social do signo: signo como processo, como fluxo contínuo. </li></ul><ul><li>Para Bakhtin e Peirce: a linguagem é social, é fluxo constante. </li></ul>
    16. 16. A essência heterológica da interatividade no ciberrespaço <ul><li>Exemplar legítimo de um intercurso comunicativo : negociações do diálogo vivo e volátil. </li></ul><ul><li>Intercâmbio das subjetividades mediado pela linguagem. </li></ul><ul><li>Fluxos informacionais (fluxos de signos, jogos de linguagem) em primeiro plano o ciberespaço. </li></ul><ul><li>A interatividade no ciberespaço deflagra o caráter dialógico da linguagem. </li></ul><ul><li>Nas redes do ciberespaço são deflagrados a heteroglossia bakhtiniana e o heterologismo (que está no centro da noção de Peirce sobre o signo e seus fluxos). </li></ul>
    17. 17. Concluindo... <ul><li>[...] assim como as operações realizadas no ciberespaço externalizam as operações da mente, as interatividades nas redes externalizam a essência mais profunda do dialogismo [...] </li></ul><ul><li>(SANTAELLA, 2004, p. 172) </li></ul>
    18. 18. Para refletir... Dialogismo externalizado em Bakhtin e Peirce: natureza coletiva dos sentidos da linguagem e caráter social do signo. Interatividade nas redes Operações da mente externalizadas Operações no ciberespaço
    19. 19. Proposta de atividade <ul><li>Com base nos estudos de Santaella sobre a interatividade no ciberespaço, busquem propor dinâmicas de interatividade nos AVA. </li></ul>

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