FPessoa Heterónimos

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Fernando Pessoa - Heterónimos

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FPessoa Heterónimos

  1. 1. <ul><li>Público-alvo : </li></ul><ul><li>- Alunos de Português - 12.º ano </li></ul><ul><li>Objectivos : </li></ul><ul><li>Descobrir as temáticas pessoanas. </li></ul><ul><li>Conhecer os heterónimos. </li></ul><ul><li>Aprofundar conhecimentos. </li></ul><ul><li>- Desenvolver competência s. </li></ul><ul><li>- Ganhar gosto pelo autor </li></ul>Escola EB 2, 3 / Sec. Vieira de Araújo
  2. 2. O Rosto e as Máscaras
  3. 3. Fernando Pessoa - 1888 - Nasce, a 13 de Junho, o poeta Fernando António Nogueira Pessoa, no 4º andar esquerdo do nº 4 do Largo de São Carlos em Lisboa, filho de Maria Madalena Pinheiro Nogueira e de Joaquim de Seabra Pessoa. - 1896 - Partida para a África do Sul de D. Maria Madalena e o filho, no início do mês de Janeiro. - 1905 - Regressa sozinho a Lisboa e vai viver com a avó Dionísia e as duas tias, na Rua da Bela Vista, n.º 17. - 1915 - Sai, em Abril, o primeiro número do Orpheu . - 1934 - Aparece, em Dezembro, Mensagem . É-lhe atribuída, nesse mesmo mês, a segunda categoria do prémio Antero de Quental, do Secretariado de Propaganda Nacional. - 1935 - É internado, em 28 de Novembro, com uma cólica hepática, no Hospital de S. Luís, em Lisboa, onde morre a 30 de Novembro.
  4. 4. Fernando Pessoa 1888-1935
  5. 5. Ó sino da minha aldeia, Dolente na tarde calma, Cada tua badalada Soa dentro da minha alma. E é tão lento o teu soar, Tão como triste da vida, Que já a primeira pancada Tem o som de repetida. Por mais que me tanjas perto Quando passo, sempre errante, És para mim como um sonho, Soas-me na alma distante. A cada pancada tua, Vibrante no céu aberto, Sinto mais longe o passado, Sinto a saudade mais perto.
  6. 6. Motivos Poéticos <ul><li>Expressão musical do tédio </li></ul><ul><li>Nostalgia de um bem perdido </li></ul><ul><li>Resignação dorida de quem sofre a vida sendo incapaz de viver </li></ul><ul><li>Egotismo exacerbado </li></ul><ul><li>cepticismo </li></ul><ul><li>tédio </li></ul><ul><li>náusea </li></ul><ul><li>Gosto pelo que é popular </li></ul>
  7. 7. Características do poeta <ul><li>Não inculca normas de comportamento </li></ul><ul><li>Inteligência extremamente sensível </li></ul><ul><li>Vive pela inteligência intuitiva e pela imaginação </li></ul>
  8. 8. Estilo <ul><li>Eufonia dos versos </li></ul><ul><li>Linguagem fina </li></ul><ul><li>Expressão límpida </li></ul><ul><li>Associações inesperadas - interseccionismo </li></ul>
  9. 9. Heterónimos “ A origem mental dos meus heterónimos está na minha tendência orgânica e constante para a despersonalização e para a simulação. Estes fenómenos fazem explosão para dentro e vivo-os eu a sós comigo.”
  10. 10. Alberto Caeiro
  11. 11. O meu olhar é nítido como um girassol. Tenho o costume de andar pelas estradas Olhando para a direita e para a esquerda, E de vez em quando olhando para trás... (...) Creio no mundo como um malmequer, Porque o vejo. Mas não penso nele Porque pensar é não compreender... (...) Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
  12. 12. <ul><li>Variedade da Natureza </li></ul><ul><li>Panteísmo sensual </li></ul><ul><li>Aceitação calma do Mundo tal como ele é </li></ul><ul><li>“ Atenção maravilhosa ao mundo exterior sempre múltiplo” </li></ul><ul><li>Deambulismo </li></ul><ul><li>Misticismo naturalista </li></ul>Motivos Poéticos
  13. 13. <ul><li>Vive de impressões, sobretudo visuais - sensacionismo </li></ul><ul><li>Goa em cada impressão o seu conteúdo original - epicurismo </li></ul><ul><li>Homem ingénuo </li></ul><ul><li>Poeta do real objectivo </li></ul>Características do Poeta
  14. 14. <ul><li>Expressões familiares </li></ul><ul><li>Imagens e comparações bem conseguidas </li></ul><ul><li>Pobreza lexical </li></ul><ul><li>Verso livre </li></ul>Estilo
  15. 15. Ricardo Reis
  16. 16. Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio. Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas. (Enlacemos as mãos.) Depois pensemos, crianças adultas, que a vida Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa, Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado, Mais longe que os deuses. Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos. Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio. Mais vale saber passar silenciosamente E sem desassossegos grandes. Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz, Nem invejas, que dão movimento demais aos olhos, Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria, E sempre iria ter ao mar. (…)
  17. 17. <ul><li>Paganismo </li></ul><ul><li>Ameaças do Fatum , da Velhice e da Morte </li></ul><ul><li>Busca dum prazer relativo </li></ul><ul><li>Aceitação calma da ordem das coisas </li></ul>Motivos Poéticos
  18. 18. <ul><li>Moralista </li></ul><ul><li>Espírito grave, ansioso de perfeição </li></ul><ul><li>Autodisciplinado </li></ul><ul><li>Epicurista - Horácio </li></ul>Características do Poeta
  19. 19. <ul><li>Constrói laboriosamente o seu estilo </li></ul><ul><li>Revela formação clássica </li></ul><ul><li>Poesia de 2.ª pessoa </li></ul>Estilo
  20. 20. Álvaro de Campos
  21. 21. 1ª fase - O Decadentismo “ Opiário”, exprime o tédio, o enfado, o cansaço, a naúsea, o abatimento e a necessidade de novas sensações 2ª fase - O Futurismo e o Sensacionismo “ Ode Triunfal”, celebra o triunfo da máquina, da energia mecânica e da civilização moderna. Sente-se nos poemas uma atracção quase erótica pelas máquinas, símbolo da vida moderna. 3ª fase - A Abulia e a Inquietação “ Lisbon revisited”, perante a incapacidade das realizações, traz de volta o abatimento. Nesta fase, Campos sente-se vazio, um marginal, um incompreendido. Sofre fechado em si mesmo, angustiado e cansado. Evolução temática
  22. 22. Ode Triunfal À dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas da fábrica Tenho febre e escrevo. Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto, Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos. Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno! Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria! Em fúria fora e dentro de mim, Por todos os meus nervos dissecados fora, Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto! Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos, De vos ouvir demasiadamente de perto, E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso De expressão de todas as minhas sensações, Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!
  23. 23. Motivos Poéticos <ul><li>Amor à vida </li></ul><ul><li>Masoquismo </li></ul><ul><li>Triunfalismo modernista </li></ul><ul><li>Civilização </li></ul><ul><li>Abulia, tédio, cansaço e náusea </li></ul>
  24. 24. Características Poéticas <ul><li>Poeta sensacionalista por vezes escandaloso </li></ul><ul><li>Estética anti-aristotélica </li></ul><ul><li>Poeta intelectual embora mais evolutivo que qualquer dos heterónimos (três fases) </li></ul>
  25. 25. Estilo <ul><li>Verso livre </li></ul><ul><li>Longos versos de 2 e 3 linhas </li></ul><ul><li>Estilo exclamativo </li></ul><ul><li>Apóstrofes repetidas </li></ul><ul><li>Oxímoros </li></ul><ul><li>Onomatopeias </li></ul>
  26. 26. Não deixem de ler Pessoa
  27. 27. José Maria Araújo 2009 FIM

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