Biografia

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Biografia

  1. 1. ESCOLA MUNICIPALIZADA ALMIRANTE TAMANDARÉ Projeto Leitura em Movimento - 2010 <ul><li>Quem foi Mario Quintana ? </li></ul>
  2. 2. Projeto Leitura em Movimento - 2010 <ul><li>Turma de Educação Infantil 2 e 3 </li></ul><ul><li>Aos meus pequeninos da Educação Infantil, </li></ul><ul><li>Vamos conhecer juntos um dos poetas mais importantes do nosso país! </li></ul><ul><li>Para isto recorri a uma grande pesquisa sobre sua vida e suas obras. E aqui está o resultado deste trabalho de pesquisa. </li></ul><ul><li>Espero que gostem e se encantem por mais este maravilhoso caminho da leitura... </li></ul><ul><li>Com carinho </li></ul><ul><li>Tia Roberta </li></ul>
  3. 3. Mário Quintana, o Poeta Passarinho <ul><li>Mario por ele mesmo... </li></ul><ul><li>“ Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão.” </li></ul>
  4. 4. Onde Nasceu Mario Quintana? <ul><li>“ Nasci no rigor do inverno, temperatura: 1 grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não estava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro - o mesmo tendo acontecido a Sir Isaac Newton!” </li></ul>Nós estamos aqui ! E ele nasceu aqui !
  5. 5. <ul><li>Mario de Miranda Quintana nasceu na cidade de Alegrete (RS), no dia 30 de julho de 1906, quarto filho de Celso de Oliveira Quintana, farmacêutico, e de D. Virgínia de Miranda Quintana. Com 7 anos, auxiliado pelos pais, aprende a ler tendo como cartilha o jornal Correio do Povo . Seus pais ensinam-lhe, também, rudimentos de francês </li></ul>
  6. 6. Sobre sua casa ele dizia: <ul><li>“ Eu queria ter nascido numa dessas casas de meia-água com o telhado descendo logo após as fachadas só de porta e janela e que tinham, no século, o carinhoso apelido de cachorros sentados. Porém nasci em um solar de leões. (...escadarias, corredores, sótãos, porões, tudo isso...) Não pude ser um menino de rua... Aliás, a casa me assustava mais do que o mundo, lá fora. A casa era maior do que o mundo! E até hoje -     mesmo depois que destruíram a casa grande – até hoje eu vivo explorando os seus esconderijos...” </li></ul><ul><li>(Esconderijos do tempo) </li></ul>
  7. 7. E, quando longe, sentia saudades de sua Terra... <ul><li>“ Olho o mapa da cidade Como quem examinasse A anatomia de um corpo... (E nem que fosse o meu corpo!) Sinto uma dor infinita Das ruas de Porto Alegre Onde jamais passarei...” </li></ul><ul><li>(O Mapa) </li></ul>
  8. 8. <ul><li>“ Quando completei quinze anos, meu compenetrado padrinho me escreveu uma carta muito, muito séria: tinha até ponto-e-vírgula! Nunca fiquei tão impressionado na minha vida.” </li></ul><ul><li>(A Carta) </li></ul>
  9. 9. Mario Quintana começa a trabalhar com seu pai... <ul><li>“ Meu pai disse: “Bem, se </li></ul><ul><li>você não quer estudar, o que é que eu vou fazer? Eu gostaria que você se formasse. Mas </li></ul><ul><li>você só dá para escrever e fazer poesia. Se você não quer estudar, eu não o quero para </li></ul><ul><li>vagabundo. Venha trabalhar na farmácia comigo”. Assim, durante cinco anos, eu fui </li></ul><ul><li>prático em farmácia em Alegrete. Era um trabalho de grande responsabilidade e que me </li></ul><ul><li>foi muito útil. Naquele tempo os farmacêuticos aviavam receitas. Naturalmente o meu </li></ul><ul><li>pai me passava as coisas que não tinham muita responsabilidade, porque eu era guri. Eu </li></ul><ul><li>fazia soluções que, se colocasse um pouco mais ou um pouco menos dos ingredientes, </li></ul><ul><li>não fariam mal ao doente. O que acontecia é que o remédio ficava turvo depois. Mas eu </li></ul><ul><li>era bem consciente.” </li></ul>
  10. 10. Aos 13 anos, em 1919, vai estudar em regime de internato no Colégio Militar de Porto Alegre. É quando começa a traçar suas primeiras linhas e publica seus primeiros trabalhos na revista Hyloea, da Sociedade Cívica Literária dos Alunos do Colégio Militar. <ul><li>“ Eu comecei a escrever desde que comecei a me entender por gente.A poesia não deixa de ser uma forma de falar sozinho, porque havia assuntos que eu não </li></ul><ul><li>podia meter em conversa. Coisas que me impressionavam, como uma nuança no muro; </li></ul><ul><li>o reflexo dos lampiões, de noite, nas poças d’água; uma nuvenzinha que tinha ficado </li></ul><ul><li>parada lá no céu perdida das outras; coisas assim. Isso eu não podia falar numa </li></ul><ul><li>conversa, porque iam pensar que eu estava maluco. Esse é o assunto dos meus poemas.” </li></ul>
  11. 11. Em 1924 vai trabalhar como caixeiro (atendente) na Livraria do Globo, contrariando seu pai, que queria o filho doutor. Mas Mario permanece por lá nos três meses seguintes. Aos 17 anos publica um soneto em jornal de Alegrete, com o pseudônimo JB. <ul><li>A Revista do Globo e o Correio do Povo publicam seus versos em 1930, ano em que eclode o movimento liderado por Getúlio Vargas e O Estado do Rio Grande é fechado. Quintana parte para o Rio de Janeiro e torna-se voluntário do 7º Batalhão de Caçadores de Porto Alegre. </li></ul><ul><li>E mais tarde escreveu: </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Em 1934 a Editora Globo lança a primeira tradução de Mario. Trata-se de uma obra de Giovanni Papini, intitulada Palavras e Sangue. A partir daí, segue-se uma série de obras francesas traduzidas para a Editora Globo. O poeta é responsável pelas primeiras traduções no Brasil de obras de autores do quilate de Voltaire, Virginia Woolf, Charles Morgan, Marcel Proust, entre outros. </li></ul>
  13. 13. A partir daí, sua produção artística é constante: <ul><li>1940 - Publica A rua dos cataventos, livro de sonetos, pela Editora Globo. </li></ul><ul><li>1943 - Inicia a publicação Do caderno H, na Revista Província de São Pedro. </li></ul><ul><li>1946 - Publica Canções, poemas, pela Editora Globo. </li></ul><ul><li>1948 - Publica Sapato florido, poesia e prosa e O batalhão das letras pela Editora Globo. </li></ul><ul><li>Na década de 40, Quintana é alvo de elogios dos maiores intelectuais da época e recebe uma indicação para a Academia Brasileira de Letras, que nunca se concretizou. Sobre isso ele compõe, com seu afamado bom humor, o conhecido Poeminha do Contra. O fato de não ter ocupado uma vaga na Academia Brasileira de Letras só fez aguçar seu conhecido humor e sarcasmo. Perdida a terceira indicação para aquele sodalício, compôs o conhecido “ Poeminha do Contra” </li></ul>
  14. 14. Poeminha do Contra <ul><li>Todos esses que aí estão Atravancando meu caminho, Eles passarão... - Eu passarinho! (Prosa e Verso, 1978) </li></ul>
  15. 15. “ “ Um engano em bronze é um engano eterno”. <ul><li>1950 - Publica O aprendiz de feiticeiro, poemas, pela Editora fronteira </li></ul><ul><li>1951 - Publica Espelho mágico, coleção de quartetos, pela Editora Globo. </li></ul><ul><li>1953 - Publica Inéditos e esparsos pela Editora Cadernos do Extremo Sul. Começa a trabalhar no jornal Correio do Povo, onde publica Do caderno H. </li></ul><ul><li>1962 - Publica Poesias, volume que reúne seus cinco livros anteriores editados pela Editora Globo. </li></ul><ul><li>1965 - Lançamento de um disco com poemas interpretados pelo autor. </li></ul><ul><li>1966 - Publica Antologia poética. Em dezembro recebe o Prêmio Fernando Chinaglia para o “melhor livro do ano” por esta Antologia. </li></ul><ul><li>1967 - Recebe o título de Cidadão Honorário de Porto Alegre, conferido pela Câmara de Vereadores. Começa a publicar a seção Do caderno H no suplemento literário “Caderno de Sábado” do jornal Correio do Povo. A colaboração se estenderá até 1980. </li></ul><ul><li>Em 1968 - É homenageado pela Prefeitura de Alegrete com uma placa em bronze onde estão inscritas suas palavras: </li></ul>
  16. 16. Mario Quintana preferia escrever durante a noite. E dizia: <ul><li>“ Sou um lobisomem da poesia. Escrevo de meia-noite em diante, até </li></ul><ul><li>às três ou quatro horas. Às vezes, a poesia vem nas ocasiões mais impróprias e eu tomo </li></ul><ul><li>nota do relâmpago num papelzinho; outras vezes, me esqueço pelo caminho. Se eu não </li></ul><ul><li>esqueço, escrevo à noite, no silêncio. À noite, a gente só é visitado por fantasmas e eles </li></ul><ul><li>são silenciosos...” </li></ul>
  17. 17. Mario Quintana sempre suscitou a curiosidade, por mais simples que fosse sua vida. Ele nunca casou, nem ninguém o viu com alguma namorada. Mas não é por isso que não falava de amor. <ul><li>BILHETE “Se tu me amas, ama-me baixinho Não o grites de cima dos telhados Deixa em paz os passarinhos Deixa em paz a mim! Se me queres, enfim, tem de ser bem devagarinho, Amada, que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...” </li></ul>
  18. 18. <ul><li>&quot; Amar: Fechei os olhos para não te ver e a minha boca para não dizer... E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei, e da minha boca fechada nasceram sussurros e palavras mudas que te dediquei... O amor é quando a gente mora um no outro&quot;. Queria Ter A Certeza....,Sempre..., Que Me Tens No Seu Coração!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!” </li></ul>
  19. 19. Em homenagem às mães, escreveu: <ul><li>“ Mãe... São três letras apenas As desse nome bendito: Também o Céu tem três letras... E nelas cabe o infinito. Para louvar nossa mãe, Todo o bem que se disse Nunca há de ser tão grande Como o bem que ela nos quer... Palavra tão pequenina, Bem sabem os lábios meus Que és do tamanho do Céu E apenas menor que Deus!” </li></ul>
  20. 26. O Auto Retrato <ul><li>“ No retrato que me faço - traço a traço - às vezes me pinto nuvem, às vezes me pinto árvore... às vezes me pinto coisas de que nem há mais lembrança... ou coisas que não existem mas que um dia existirão... e, desta lida, em que busco - pouco a pouco - minha eterna semelhança, no final, que restará? Um desenho de criança... Terminado por um louco” </li></ul>
  21. 27. No dia 5 de maio de 1994, em Porto Alegre, morre , próximo de seus 87 anos, o poeta e escritor Mario Quintana. E, preparando-nos para este momento, escreveu Quintana: <ul><li>&quot;Amigos não consultem os relógios quando um dia me for de vossas vidas... Porque o tempo é uma invenção da morte: não o conhece a vida - a verdadeira - em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira&quot;. </li></ul>
  22. 28. E, brincando com a morte: <ul><li>&quot;A morte é a libertação total: a morte é quando a gente pode, afinal, estar deitado de sapatos&quot;. </li></ul>
  23. 29. Referências Bibliográficas <ul><li>http://www.estado.rs.gov.br/marioquintana/index.php </li></ul><ul><li>http://peregrinacultural.files.wordpress.com/2008/08/casinha-4-ilustracao-elizabeth-teixeira.jpg </li></ul><ul><li>http://desenharecontar.blogspot.com/2008/03/correio.html </li></ul><ul><li>http://images.google.com.br/images </li></ul><ul><li>http://marioquintana.blogspot.com/ </li></ul><ul><li>http://www.paralerepensar.com.br/m_quintana.htm </li></ul><ul><li>http://www.fabiorocha.com.br/mario.htm </li></ul><ul><li>http://www.ccmq.com.br/ </li></ul><ul><li>http://www.releituras.com/mquintana_bio.asp </li></ul><ul><li>http://cristianccss.wordpress.com/2007/09/06/melhores-poemas-de-mario-quintana/ </li></ul><ul><li>http://www.pensador.info/poemas_de_mario_quintana/ </li></ul>

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