SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 10
«BUCÓLICA»
   Miguel Torga




                  Trabalho realizado por …
                   Daniela Filipa
                   Sabrina Santos
Miguel Torga » BIOGRAFIA

Pseudónimo: Adolfo Correia da Rocha

Nascimento: 12 Agosto 1907, em Vila Real

Vida: Depois de uma pequena passagem pelo
seminário de Lamego emigrou para o Brasil com
apenas treze anos. Em 1925 regressou a Portugal
onde concluiu o ensino secundário e frequentou o
curso de Medicina em Coimbra.

Com mais de cinquenta obras publicadas desde os
seus 21 anos, o autor, dramaturgo e romancista
tornou-se um escritor bastante conhecido.

Faleceu: 17 de Janeiro de 1995
Miguel Torga »OBRAS                     Romance:
                                        Traço de União, 1955
Prosa:                                  O Quinto Dia da Criação do Mundo, 1974
Pão Ázimo, 1931                         Fogo Preso, 1976
A Terceira Voz, 1934                    O Sexto Dia da Criação do Mundo, 1981
A Criação do Mundo, os Dois Primeiros
Dias, 1937
O Terceiro Dia da Criação do Mundo,     Teatro:
1938                                    Terra Firme, 1941
O Quarto Dia da Criação do Mundo,       Mar, 1941
1939                                    O Paraíso, 1949
Bichos, 1940
Contos da Montanha, 1941                Sinfonia, 1947
O Senhor Ventura, 1943                  Poema Dramático, 1946
Um Reino Maravilhoso, 1941
Trás-os-Montes, 1941                    Poesia e Prosa:
Conferência, 1941
Rua, 1942                               Diário (1º a 12º volume), 1941 a 1977
Portugal, 1950                          Antologia Poética, 1981.
Pedras Lavradas, 1951
Novos Contos da Montanha, 1944
Vindima, 1945
                                                                                *…+
Bucólica

A vida é feita de nadas :
De grandes serras paradas
À espera de movimento;
De searas onduladas
Pelo vento;

De casas de moradia
Caidas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;

De poeira;
De sombra de uma figueira;
De ver esta maravilha:
Meu Pai a erguer uma videira
Como uma mãe que faz a trança à filha
Bucólica                                ANALISE FORMAL

                                        Três estrofes -uma quadra e dois
A vida é feita de nadas :               quintetos
De grandes serras paradas
À espera de movimento;                  Esquema rimático:
De searas onduladas                     • aabab (emparelhada em a;
Pelo vento;                             cruzada em abab )
                                        • cdcd (cruzada)
De casas de moradia
                                        • eefef ( emparelhada em e e
Caidas e com sinais
De ninhos que outrora havia                cruzada em efef)
Nos beirais;
                                        Rima:
De poeira;                              • Perfeita ( nadas … onduladas )
De sombra de uma figueira;              • Rica ( moradia … havia )
De ver esta maravilha:                  • Pobre ( figueira … videira )
Meu Pai a erguer uma videira
Como uma mãe que faz a trança à filha
Bucólica                               ANALISE FORMAL

                                       Escansão :
A/vi/da é/fei/ta/de/na/das : (7)       «««««««
De/gran/des/ser/ras/pa/ra/das (7)
À es/pe/ra/de/mo/vi/men/to; (7)        Maioritáriamente 7 silabas
De/sea/ras/on/du/la/das (6)            métricas
Pe/lo/ven/to; (3)

De/ca/sas/de/mo/ra/di/a (7)
Cai/das/e/com/si/nais (6)
De/ni/nhos/que ou/tro/ra ha/vi/a (7)
Nos/bei/rais; (2)

De/po/ei/ra; (3)
De/som/bra/de u/ma/fi/guei/ra; (7)
De/ver/es/ta/ma/ra/vi/lha: (7)
Meu/Pai a er/guer/u/ma/vi/dei/ra (7)
Co/mo u/ma/mãe/que/faz/a/tran/ça à
/fi/lha (10)
Bucólica                                Figuras de estilo relevantes

                                        Comparação
A vida é feita de nadas :               Enumeração
De grandes serras paradas               Anáfora
À espera de movimento;                  Antítese
De searas onduladas
Pelo vento;

De casas de moradia
Caídas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;

De poeira;
De sombra de uma figueira;
De ver esta maravilha:
Meu Pai a erguer uma videira
Como uma mãe que faz a trança à filha
Compreender
1. Tendo em conta o significado de “Bucólica” – poema que tem por tema a
Natureza e a vida campestre - , elabora o campo lexical de Natureza, com
palavras retiradas do poema.

2. Atenta na forma como são caracterizados, nas duas primeiras estrofes, os
“nadas” de que é feita a vida.

2.1 Prova que o sujeito poético mostra alguma tristeza em relação àquilo que
o rodeia.

2.2 Identifica, nos versos 10 e 11, dois nomes que ajudam a confirmar os
sentimentos referidos na questão anterior

3. Sinaliza o nome que remete para o sentimento de alegria que o sujeito
poético recupera nos três últimos versos.

4. Explica o sentido da comparação contida nos dois últimos versos.

5. Justifica a repetição “De” no início de grande parte dos versos
Proposta de Escrita

O acróstico é um poema, no qual as primeiras letras
dos versos dormam uma ou mais palavras quando lidas
na vertical. A mensagem do poema relaciona-se com
essa (s) palavra (s). Cria em pares ou grupos de três,
um acróstico a partir da palavra « bucólica » ou de
outra palavra que esteja relacionada com a Natureza e
a vida campestre.
Nada é tão belo que não possa
sucumbir
Ante o jugo da impiedosa poluição
Turvando o céu, pesando o ar,         Colhem-se as primeiras flores,
matando rios...
U'a chaga purulenta espalha a         As ruas invadem-se de cores ;
destruição.                           Muitas são as alegrias que se
Rezem crianças pelo fim desse         formam
martírio,                             Periodica e rapidamente.
Este planeta de cuidados necessita.   Outras … nem se transformam
Zelem pelo que resta: um sopro de
vida...                               São alegrias constantemente.
A natureza estende a mão e agoniza
                   Andra Valladares

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

O dia em que eu nasci, morra e pereça
O dia em que eu nasci, morra e pereçaO dia em que eu nasci, morra e pereça
O dia em que eu nasci, morra e pereçaHelena Coutinho
 
Memorial do Convento-Dimensão simbólica
Memorial do Convento-Dimensão simbólicaMemorial do Convento-Dimensão simbólica
Memorial do Convento-Dimensão simbólicananasimao
 
Análise dos poemas "Os Colombos" e "Tormentas"
Análise dos poemas "Os Colombos" e "Tormentas" Análise dos poemas "Os Colombos" e "Tormentas"
Análise dos poemas "Os Colombos" e "Tormentas" Mariana Domingues
 
Mensagem Fernando Pessoa
Mensagem   Fernando PessoaMensagem   Fernando Pessoa
Mensagem Fernando Pessoaguest0f0d8
 
Cesario Verde Ave Marias Ana Catarina E Ana Sofia
Cesario Verde   Ave Marias   Ana Catarina E Ana SofiaCesario Verde   Ave Marias   Ana Catarina E Ana Sofia
Cesario Verde Ave Marias Ana Catarina E Ana SofiaJoana Azevedo
 
Características poéticas de Ricardo Reis
Características poéticas de Ricardo ReisCaracterísticas poéticas de Ricardo Reis
Características poéticas de Ricardo ReisDina Baptista
 
Mensagem - Antemanhã
Mensagem - AntemanhãMensagem - Antemanhã
Mensagem - AntemanhãSofia_Afonso
 
O heteronimo Alberto Caeiro
O heteronimo Alberto CaeiroO heteronimo Alberto Caeiro
O heteronimo Alberto Caeiroguest155834
 
Ode Triunfal de Álvaro de Campos
Ode Triunfal de Álvaro de CamposOde Triunfal de Álvaro de Campos
Ode Triunfal de Álvaro de Camposguest3fc89a1
 
Síntese fernando pessoa
Síntese fernando pessoaSíntese fernando pessoa
Síntese fernando pessoalenaeira
 
“Eu nunca guardei rebanhos”-Alberto Caeiro
“Eu nunca guardei rebanhos”-Alberto Caeiro“Eu nunca guardei rebanhos”-Alberto Caeiro
“Eu nunca guardei rebanhos”-Alberto CaeiroAna Beatriz
 
Características de Álvaro de Campos
Características de Álvaro de CamposCaracterísticas de Álvaro de Campos
Características de Álvaro de CamposAline Araújo
 

Mais procurados (20)

O dia em que eu nasci, morra e pereça
O dia em que eu nasci, morra e pereçaO dia em que eu nasci, morra e pereça
O dia em que eu nasci, morra e pereça
 
Memorial do Convento-Dimensão simbólica
Memorial do Convento-Dimensão simbólicaMemorial do Convento-Dimensão simbólica
Memorial do Convento-Dimensão simbólica
 
Análise dos poemas "Os Colombos" e "Tormentas"
Análise dos poemas "Os Colombos" e "Tormentas" Análise dos poemas "Os Colombos" e "Tormentas"
Análise dos poemas "Os Colombos" e "Tormentas"
 
Nevoeiro
Nevoeiro   Nevoeiro
Nevoeiro
 
Ceifeira
CeifeiraCeifeira
Ceifeira
 
Mensagem Fernando Pessoa
Mensagem   Fernando PessoaMensagem   Fernando Pessoa
Mensagem Fernando Pessoa
 
Autopsicografia e Isto
Autopsicografia e IstoAutopsicografia e Isto
Autopsicografia e Isto
 
Cesario Verde Ave Marias Ana Catarina E Ana Sofia
Cesario Verde   Ave Marias   Ana Catarina E Ana SofiaCesario Verde   Ave Marias   Ana Catarina E Ana Sofia
Cesario Verde Ave Marias Ana Catarina E Ana Sofia
 
Características poéticas de Ricardo Reis
Características poéticas de Ricardo ReisCaracterísticas poéticas de Ricardo Reis
Características poéticas de Ricardo Reis
 
Mensagem - Antemanhã
Mensagem - AntemanhãMensagem - Antemanhã
Mensagem - Antemanhã
 
O heteronimo Alberto Caeiro
O heteronimo Alberto CaeiroO heteronimo Alberto Caeiro
O heteronimo Alberto Caeiro
 
Dona tareja
Dona tarejaDona tareja
Dona tareja
 
Lírica camoniana
Lírica camonianaLírica camoniana
Lírica camoniana
 
Ode Triunfal de Álvaro de Campos
Ode Triunfal de Álvaro de CamposOde Triunfal de Álvaro de Campos
Ode Triunfal de Álvaro de Campos
 
Ricardo reis
Ricardo reisRicardo reis
Ricardo reis
 
Teste 1
Teste 1Teste 1
Teste 1
 
Síntese fernando pessoa
Síntese fernando pessoaSíntese fernando pessoa
Síntese fernando pessoa
 
Viriato
ViriatoViriato
Viriato
 
“Eu nunca guardei rebanhos”-Alberto Caeiro
“Eu nunca guardei rebanhos”-Alberto Caeiro“Eu nunca guardei rebanhos”-Alberto Caeiro
“Eu nunca guardei rebanhos”-Alberto Caeiro
 
Características de Álvaro de Campos
Características de Álvaro de CamposCaracterísticas de Álvaro de Campos
Características de Álvaro de Campos
 

Destaque (18)

Bucolica
BucolicaBucolica
Bucolica
 
Produção de proteínas farmacêuticas
Produção de proteínas farmacêuticas Produção de proteínas farmacêuticas
Produção de proteínas farmacêuticas
 
Organismos geneticamente modificados
Organismos geneticamente modificadosOrganismos geneticamente modificados
Organismos geneticamente modificados
 
O menino da sua mãe - Fernando Pessoa Ortonimo
O menino da  sua mãe - Fernando Pessoa OrtonimoO menino da  sua mãe - Fernando Pessoa Ortonimo
O menino da sua mãe - Fernando Pessoa Ortonimo
 
Relatório da visita ao Geoparque de Arouca
Relatório da visita ao Geoparque de AroucaRelatório da visita ao Geoparque de Arouca
Relatório da visita ao Geoparque de Arouca
 
biologia 12º - Metodos contracetivos
biologia 12º - Metodos contracetivosbiologia 12º - Metodos contracetivos
biologia 12º - Metodos contracetivos
 
Sandro Botticelli - O nascimento de vénus
Sandro Botticelli - O nascimento de vénusSandro Botticelli - O nascimento de vénus
Sandro Botticelli - O nascimento de vénus
 
Empirismo de Hume
Empirismo de HumeEmpirismo de Hume
Empirismo de Hume
 
Barca bela
Barca belaBarca bela
Barca bela
 
David Hume - Trab Grupo VI
David Hume - Trab Grupo VIDavid Hume - Trab Grupo VI
David Hume - Trab Grupo VI
 
Racionalismo - Descartes
Racionalismo - Descartes  Racionalismo - Descartes
Racionalismo - Descartes
 
O empirismo de David Hume PTT
O empirismo de David Hume PTTO empirismo de David Hume PTT
O empirismo de David Hume PTT
 
Urupês
UrupêsUrupês
Urupês
 
O racionalismo de Descartes
O racionalismo de DescartesO racionalismo de Descartes
O racionalismo de Descartes
 
Os Maias - a ação & titulo e subtítulo
Os Maias - a ação & titulo e subtítuloOs Maias - a ação & titulo e subtítulo
Os Maias - a ação & titulo e subtítulo
 
O empirismo de david hume
O empirismo de david humeO empirismo de david hume
O empirismo de david hume
 
The Eighties
The Eighties The Eighties
The Eighties
 
80s decade
80s decade80s decade
80s decade
 

Semelhante a Bucólica de Miguel Torga analisada

Cecília meireles
Cecília meirelesCecília meireles
Cecília meirelesluahuff
 
Exercicios portugues redacao_figuras_de_linguagem
Exercicios portugues redacao_figuras_de_linguagemExercicios portugues redacao_figuras_de_linguagem
Exercicios portugues redacao_figuras_de_linguagemMaria Gnv
 
Biografia de Maria Alberta Menéres
Biografia de Maria Alberta MenéresBiografia de Maria Alberta Menéres
Biografia de Maria Alberta MenéresJosé Ferreira
 
Trabalho portugues miguel torga
Trabalho portugues miguel torgaTrabalho portugues miguel torga
Trabalho portugues miguel torgaJorge Santana
 
Sofia de melo breyner
Sofia de melo breynerSofia de melo breyner
Sofia de melo breynermarialoucao
 
Carlos drummond de andrade próprio
Carlos drummond de andrade   próprioCarlos drummond de andrade   próprio
Carlos drummond de andrade próprioWilliam Ferraz
 
Carlos drummond de andrade próprio
Carlos drummond de andrade   próprioCarlos drummond de andrade   próprio
Carlos drummond de andrade próprioWilliam Ferraz
 
Tipos De Poesias
Tipos De PoesiasTipos De Poesias
Tipos De Poesiasklauddia
 
Parque dos Poetas, Oeiras
Parque dos Poetas, OeirasParque dos Poetas, Oeiras
Parque dos Poetas, OeirasBESL
 
Conceito generos-e-poetica
Conceito generos-e-poeticaConceito generos-e-poetica
Conceito generos-e-poeticaLudmiilaa
 
Melhores poemas
Melhores poemasMelhores poemas
Melhores poemasProfaJosi
 
Olegário Mariano
Olegário MarianoOlegário Mariano
Olegário MarianoMima Badan
 
5 exercicios arcadismo-literatura_portugues
5   exercicios arcadismo-literatura_portugues5   exercicios arcadismo-literatura_portugues
5 exercicios arcadismo-literatura_portuguesjasonrplima
 

Semelhante a Bucólica de Miguel Torga analisada (20)

João cabral de melo neto
João cabral de melo netoJoão cabral de melo neto
João cabral de melo neto
 
Marília de Dirceu
Marília de DirceuMarília de Dirceu
Marília de Dirceu
 
Cecília meireles
Cecília meirelesCecília meireles
Cecília meireles
 
Exercicios portugues redacao_figuras_de_linguagem
Exercicios portugues redacao_figuras_de_linguagemExercicios portugues redacao_figuras_de_linguagem
Exercicios portugues redacao_figuras_de_linguagem
 
Biografia de Maria Alberta Menéres
Biografia de Maria Alberta MenéresBiografia de Maria Alberta Menéres
Biografia de Maria Alberta Menéres
 
Erico Veríssimo As aventuras de tibicuera (pdf) (rev)
Erico Veríssimo   As aventuras de tibicuera (pdf) (rev)Erico Veríssimo   As aventuras de tibicuera (pdf) (rev)
Erico Veríssimo As aventuras de tibicuera (pdf) (rev)
 
Trabalho portugues miguel torga
Trabalho portugues miguel torgaTrabalho portugues miguel torga
Trabalho portugues miguel torga
 
Sofia de melo breyner
Sofia de melo breynerSofia de melo breyner
Sofia de melo breyner
 
Carlos drummond de andrade próprio
Carlos drummond de andrade   próprioCarlos drummond de andrade   próprio
Carlos drummond de andrade próprio
 
Carlos drummond de andrade próprio
Carlos drummond de andrade   próprioCarlos drummond de andrade   próprio
Carlos drummond de andrade próprio
 
Tipos De Poesias
Tipos De PoesiasTipos De Poesias
Tipos De Poesias
 
Parque dos poetas
Parque dos poetasParque dos poetas
Parque dos poetas
 
Parque dos Poetas, Oeiras
Parque dos Poetas, OeirasParque dos Poetas, Oeiras
Parque dos Poetas, Oeiras
 
Conceito generos-e-poetica
Conceito generos-e-poeticaConceito generos-e-poetica
Conceito generos-e-poetica
 
Melhores poemas
Melhores poemasMelhores poemas
Melhores poemas
 
Olegário Mariano
Olegário MarianoOlegário Mariano
Olegário Mariano
 
Tiago e ruben
Tiago e rubenTiago e ruben
Tiago e ruben
 
Parque dos Poetas, Oeiras
Parque dos Poetas, OeirasParque dos Poetas, Oeiras
Parque dos Poetas, Oeiras
 
5 exercicios arcadismo-literatura_portugues
5   exercicios arcadismo-literatura_portugues5   exercicios arcadismo-literatura_portugues
5 exercicios arcadismo-literatura_portugues
 
Poesia 8 1
Poesia 8 1Poesia 8 1
Poesia 8 1
 

Último

Gerenciando a Aprendizagem Organizacional
Gerenciando a Aprendizagem OrganizacionalGerenciando a Aprendizagem Organizacional
Gerenciando a Aprendizagem OrganizacionalJacqueline Cerqueira
 
A experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptx
A experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptxA experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptx
A experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptxfabiolalopesmartins1
 
Grupo Tribalhista - Música Velha Infância (cruzadinha e caça palavras)
Grupo Tribalhista - Música Velha Infância (cruzadinha e caça palavras)Grupo Tribalhista - Música Velha Infância (cruzadinha e caça palavras)
Grupo Tribalhista - Música Velha Infância (cruzadinha e caça palavras)Mary Alvarenga
 
Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029
Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029
Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029Centro Jacques Delors
 
Aula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologia
Aula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologiaAula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologia
Aula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologiaaulasgege
 
Cenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicas
Cenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicasCenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicas
Cenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicasRosalina Simão Nunes
 
FCEE - Diretrizes - Autismo.pdf para imprimir
FCEE - Diretrizes - Autismo.pdf para imprimirFCEE - Diretrizes - Autismo.pdf para imprimir
FCEE - Diretrizes - Autismo.pdf para imprimirIedaGoethe
 
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024Jeanoliveira597523
 
ALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolares
ALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolaresALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolares
ALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolaresLilianPiola
 
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISPrática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISVitor Vieira Vasconcelos
 
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024Sandra Pratas
 
trabalho wanda rocha ditadura
trabalho wanda rocha ditaduratrabalho wanda rocha ditadura
trabalho wanda rocha ditaduraAdryan Luiz
 
Época Realista y la obra de Madame Bovary.
Época Realista y la obra de Madame Bovary.Época Realista y la obra de Madame Bovary.
Época Realista y la obra de Madame Bovary.keislayyovera123
 
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptxApostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptxIsabelaRafael2
 
CRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASB
CRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASBCRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASB
CRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASBAline Santana
 
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxQUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxIsabellaGomes58
 
Programa de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades MotorasPrograma de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades MotorasCassio Meira Jr.
 
Slides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 

Último (20)

Gerenciando a Aprendizagem Organizacional
Gerenciando a Aprendizagem OrganizacionalGerenciando a Aprendizagem Organizacional
Gerenciando a Aprendizagem Organizacional
 
A experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptx
A experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptxA experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptx
A experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptx
 
Grupo Tribalhista - Música Velha Infância (cruzadinha e caça palavras)
Grupo Tribalhista - Música Velha Infância (cruzadinha e caça palavras)Grupo Tribalhista - Música Velha Infância (cruzadinha e caça palavras)
Grupo Tribalhista - Música Velha Infância (cruzadinha e caça palavras)
 
Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029
Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029
Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029
 
Aula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologia
Aula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologiaAula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologia
Aula - 1º Ano - Émile Durkheim - Um dos clássicos da sociologia
 
Cenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicas
Cenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicasCenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicas
Cenários de Aprendizagem - Estratégia para implementação de práticas pedagógicas
 
FCEE - Diretrizes - Autismo.pdf para imprimir
FCEE - Diretrizes - Autismo.pdf para imprimirFCEE - Diretrizes - Autismo.pdf para imprimir
FCEE - Diretrizes - Autismo.pdf para imprimir
 
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
 
ALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolares
ALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolaresALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolares
ALMANANHE DE BRINCADEIRAS - 500 atividades escolares
 
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISPrática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
 
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, CPAD, Como se Conduzir na Caminhada, 2Tr24.pptx
 
Orientação Técnico-Pedagógica EMBcae Nº 001, de 16 de abril de 2024
Orientação Técnico-Pedagógica EMBcae Nº 001, de 16 de abril de 2024Orientação Técnico-Pedagógica EMBcae Nº 001, de 16 de abril de 2024
Orientação Técnico-Pedagógica EMBcae Nº 001, de 16 de abril de 2024
 
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
 
trabalho wanda rocha ditadura
trabalho wanda rocha ditaduratrabalho wanda rocha ditadura
trabalho wanda rocha ditadura
 
Época Realista y la obra de Madame Bovary.
Época Realista y la obra de Madame Bovary.Época Realista y la obra de Madame Bovary.
Época Realista y la obra de Madame Bovary.
 
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptxApostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
 
CRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASB
CRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASBCRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASB
CRÔNICAS DE UMA TURMA - TURMA DE 9ºANO - EASB
 
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxQUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
 
Programa de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades MotorasPrograma de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades Motoras
 
Slides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptxSlides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptx
Slides Lição 4, Betel, Ordenança quanto à contribuição financeira, 2Tr24.pptx
 

Bucólica de Miguel Torga analisada

  • 1. «BUCÓLICA» Miguel Torga Trabalho realizado por …  Daniela Filipa  Sabrina Santos
  • 2. Miguel Torga » BIOGRAFIA Pseudónimo: Adolfo Correia da Rocha Nascimento: 12 Agosto 1907, em Vila Real Vida: Depois de uma pequena passagem pelo seminário de Lamego emigrou para o Brasil com apenas treze anos. Em 1925 regressou a Portugal onde concluiu o ensino secundário e frequentou o curso de Medicina em Coimbra. Com mais de cinquenta obras publicadas desde os seus 21 anos, o autor, dramaturgo e romancista tornou-se um escritor bastante conhecido. Faleceu: 17 de Janeiro de 1995
  • 3. Miguel Torga »OBRAS Romance: Traço de União, 1955 Prosa: O Quinto Dia da Criação do Mundo, 1974 Pão Ázimo, 1931 Fogo Preso, 1976 A Terceira Voz, 1934 O Sexto Dia da Criação do Mundo, 1981 A Criação do Mundo, os Dois Primeiros Dias, 1937 O Terceiro Dia da Criação do Mundo, Teatro: 1938 Terra Firme, 1941 O Quarto Dia da Criação do Mundo, Mar, 1941 1939 O Paraíso, 1949 Bichos, 1940 Contos da Montanha, 1941 Sinfonia, 1947 O Senhor Ventura, 1943 Poema Dramático, 1946 Um Reino Maravilhoso, 1941 Trás-os-Montes, 1941 Poesia e Prosa: Conferência, 1941 Rua, 1942 Diário (1º a 12º volume), 1941 a 1977 Portugal, 1950 Antologia Poética, 1981. Pedras Lavradas, 1951 Novos Contos da Montanha, 1944 Vindima, 1945 *…+
  • 4. Bucólica A vida é feita de nadas : De grandes serras paradas À espera de movimento; De searas onduladas Pelo vento; De casas de moradia Caidas e com sinais De ninhos que outrora havia Nos beirais; De poeira; De sombra de uma figueira; De ver esta maravilha: Meu Pai a erguer uma videira Como uma mãe que faz a trança à filha
  • 5. Bucólica ANALISE FORMAL Três estrofes -uma quadra e dois A vida é feita de nadas : quintetos De grandes serras paradas À espera de movimento; Esquema rimático: De searas onduladas • aabab (emparelhada em a; Pelo vento; cruzada em abab ) • cdcd (cruzada) De casas de moradia • eefef ( emparelhada em e e Caidas e com sinais De ninhos que outrora havia cruzada em efef) Nos beirais; Rima: De poeira; • Perfeita ( nadas … onduladas ) De sombra de uma figueira; • Rica ( moradia … havia ) De ver esta maravilha: • Pobre ( figueira … videira ) Meu Pai a erguer uma videira Como uma mãe que faz a trança à filha
  • 6. Bucólica ANALISE FORMAL Escansão : A/vi/da é/fei/ta/de/na/das : (7) ««««««« De/gran/des/ser/ras/pa/ra/das (7) À es/pe/ra/de/mo/vi/men/to; (7) Maioritáriamente 7 silabas De/sea/ras/on/du/la/das (6) métricas Pe/lo/ven/to; (3) De/ca/sas/de/mo/ra/di/a (7) Cai/das/e/com/si/nais (6) De/ni/nhos/que ou/tro/ra ha/vi/a (7) Nos/bei/rais; (2) De/po/ei/ra; (3) De/som/bra/de u/ma/fi/guei/ra; (7) De/ver/es/ta/ma/ra/vi/lha: (7) Meu/Pai a er/guer/u/ma/vi/dei/ra (7) Co/mo u/ma/mãe/que/faz/a/tran/ça à /fi/lha (10)
  • 7. Bucólica Figuras de estilo relevantes Comparação A vida é feita de nadas : Enumeração De grandes serras paradas Anáfora À espera de movimento; Antítese De searas onduladas Pelo vento; De casas de moradia Caídas e com sinais De ninhos que outrora havia Nos beirais; De poeira; De sombra de uma figueira; De ver esta maravilha: Meu Pai a erguer uma videira Como uma mãe que faz a trança à filha
  • 8. Compreender 1. Tendo em conta o significado de “Bucólica” – poema que tem por tema a Natureza e a vida campestre - , elabora o campo lexical de Natureza, com palavras retiradas do poema. 2. Atenta na forma como são caracterizados, nas duas primeiras estrofes, os “nadas” de que é feita a vida. 2.1 Prova que o sujeito poético mostra alguma tristeza em relação àquilo que o rodeia. 2.2 Identifica, nos versos 10 e 11, dois nomes que ajudam a confirmar os sentimentos referidos na questão anterior 3. Sinaliza o nome que remete para o sentimento de alegria que o sujeito poético recupera nos três últimos versos. 4. Explica o sentido da comparação contida nos dois últimos versos. 5. Justifica a repetição “De” no início de grande parte dos versos
  • 9. Proposta de Escrita O acróstico é um poema, no qual as primeiras letras dos versos dormam uma ou mais palavras quando lidas na vertical. A mensagem do poema relaciona-se com essa (s) palavra (s). Cria em pares ou grupos de três, um acróstico a partir da palavra « bucólica » ou de outra palavra que esteja relacionada com a Natureza e a vida campestre.
  • 10. Nada é tão belo que não possa sucumbir Ante o jugo da impiedosa poluição Turvando o céu, pesando o ar, Colhem-se as primeiras flores, matando rios... U'a chaga purulenta espalha a As ruas invadem-se de cores ; destruição. Muitas são as alegrias que se Rezem crianças pelo fim desse formam martírio, Periodica e rapidamente. Este planeta de cuidados necessita. Outras … nem se transformam Zelem pelo que resta: um sopro de vida... São alegrias constantemente. A natureza estende a mão e agoniza Andra Valladares