Artigo prática docência II

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Artigo prática docência II

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS – UFPEL LICENCIATURA EM PEDAGOGIA A DISTANCIA - EaD CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTANCIA VALE DO JACUÍ – CEAD PÓLO CACHOEIRA DO SUL – RS TEORIA E PRÁTICA NA APRENDIZAGEM Filicia Terezinha Nunes da Silva Cachoeira do Sul, 2014.
  2. 2. INTRODUÇÃO Buscar conhecer e relacionar teoria e prática na aprendizagem é objetivo do estágio prática docente, a experiência do estágio é um momento único na vida do acadêmico, porque possibilita colocar teorias estudadas no curso em prática, afinal o que mais aprendemos é o que vivenciamos na prática. O presente artigo de estágio da prática docente II, realizado na E.E.E.B. Borges de Medeiros, localizada na Rua Bento Gonçalves nº 100, município de Cachoeira do Sul - RS, com uma turma de 2º A com dezoito alunos com faixa etária entre sete e oito anos, no período de 26/05/2014 a 18/06/2014, tem como objetivo refletir como aconteceu a aprendizagem dos alunos e a prática docente. Para fundamentar a prática docente alguns autores foram consultados e contribuíram como: Jussara Hoffmann, Paulo Freire, Celso Vasconcelos, Lev Vygotsky, Emilia Ferreiro, entre outros.
  3. 3. DESENVOLVIMENTO Durante o período de estágio os objetivos a serem alcançados eram o reconhecimento, por parte dos alunos dos elementos que compõem o meio ambiente e as formas de preservá-lo, bem como reconhecer hábitos de higiene ambiental, conhecer e cumprir as regras do bom convívio social, relacionamento e respeito a si e ao próximo como pessoa integrante da escola. Fazer com que os alunos percebam que fazem parte do meio em que vivem e que suas atitudes influenciam o meio ambiente, tornando-os mais conscientes de seu papel de agentes na preservação do planeta. As atividades foram planejadas de forma interdisciplinar integrando os conteúdos de Língua Portuguesa, Matemática, Estudos Sociais, Ciências, Artes. Os conteúdos foram trabalhados em forma de projeto. O planejamento precisa ser de acordo com o nível da criança, respeitando seu tempo, espaço, realidade, potencialidades e suas dificuldades. O planejamento deve ser flexível para que, se for preciso, poder ser adequado ao interesse do aluno. O professor precisa estar atento e inteirado a todas as questões para que possa adequar seu planejamento e assim a aprendizagem dos alunos fluir com mais facilidade e ser mais interessante para os mesmos. O educador deve conhecer a realidade com a qual vai trabalhar (alunos, escola, comunidade), autoconhecimento, conhecimento do objeto de estudo e da realidade mais ampla que todo educador deve ter, além de executar uma avaliação do trabalho do ano em exercício ou momento em que se dá a atividade, A aprendizagem se dá num determinado contexto, numa determinada realidade, quer se contemple a própria sala de aula, a escola, bem como a comunidade próxima, ou ainda a sociedade como um todo. Não é possível educar, sem partir de certos valores, de uma visão de homem, sociedade e conhecimento e estes objetivos das disciplinas e das aulas devem ter estreita ligação com o projeto Político-Pedagógico da Escola, formando uma estratégia de ação, definindo em que medida foram alcançados estes objetivos (avaliação), permitindo uma postura ativa do sujeito, destacando nem tanto o que pensamos ou desejamos, mas o que de fato fazemos.
  4. 4. Quando se pensa a educação, não se pode imaginar uma sala de aula com alunos quietos e o professor ministrando conteúdos, devemos relacionar educação à realidade em que vivemos ao passado que tivemos e de que forma o mesmo contribuiu para o presente, além de projetos e buscas que temos pelo futuro. Educação não é algo estanque, é um processo contínuo que sofre constante influência de inúmeros fatores externos e que deve ser sempre revisto e repensado, para que, a cada dia, a busca do saber torne-se uma necessidade latente em cada ser humano. Para que a aprendizagem dos alunos flua com facilidade e seja significativa para eles é essencial que o professor sempre que possível, procure adequar o seu planejamento dentro da realidade dos mesmos. O professor precisa estimular o aluno a pesquisar e buscar o próprio conhecimento criando estratégias e possibilidades para que isso aconteça. Dessa forma o aluno sente-se envolvido e motivado a aprender, ao contrario do que acontece quando recebe o conteúdo pronto e tem a obrigação de devolvê-lo ao professor pelo método de provas, tendo como motivação apenas a aprovação no final do ano. Segundo Freire. Em lugar de comunicar-se, o educador faz “comunicados” e depósitos que os educandos, meras incidências, recebem pacientemente, memorizam e repetem. Eis aí concepção “bancária” da educação, em que a única margem de ação que se oferece aos educandos é a de receberem os depósitos, guardá-los e arquivá-los (2011 p.80) Nessa concepção o professor é um depositário do conhecimento sem a intervenção do aluno na construção do seu conhecimento. Enquanto o aluno busca o próprio conhecimento a melhor maneira de agir do professor é mediando está busca na forma de observações e auxiliando os alunos nessa construção do mesmo. Conforme Hoffman: O significado primeiro e essencial da ação avaliativa mediadora é o “prestar muita atenção” na criança, no jovem, eu diria “pegar no pé” desse aluno mesmo, insistindo em conhecê-lo melhor, em entender suas falas, seus argumentos, teimando em conversar com ele em todos os momentos, ouvindo todas as suas perguntas, fazendo-lhe novas e desafiadoras questões, “implicantes”, até, na busca de alternativas para uma ação educativa voltada para a autonomia moral e intelectual. (2009, p.30).
  5. 5. Quando o professor auxilia o aluno na busca do conhecimento está proporcionando uma aproximação maior com o aluno, consequentemente estreita a relação de efetividade entre os dois, por outro lado sente-se mais seguro, confiante e estimulado no momento de aprender. Percebeu-se que a maioria dos alunos apresentava falta de atenção e concentração, dificuldades essas que foram detectadas durante a realização de atividades que eles haviam feito antes e que erraram por pura falta de concentração. A partir da constatação deste problema aplicou-se jogos que os instigassem a pensar e desta forma desenvolvessem a concentração dos mesmos. Segundo Piaget: O jogo é sob as suas duas formas essenciais de exercício sensório motor, e de simbolismo, uma assimilação do real a atividade própria, fornecendo a esta seu alimento necessário e transformando-o o real em função de das necessidades do eu. Por isso os métodos ativos de educação da criança exigem que se forneça às crianças todo um material conveniente a fim de que, jogando, elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais que, sem isso, permanecem exteriores á inteligência infantil. (1939 p37) Realizou-se aulas práticas como passeio no pátio para observar o solo e diálogo sobre utilização e preservação do mesmo. Trabalhou-se de forma prática a coleta do lixo, com a intenção de reconhecer os diferentes tipos de lixo; reciclável e orgânico levando os alunos a compreender que essas ações contribuem para a conservação do meio ambiente. Segundo Emilia Ferreiro “Em vez de dar o conteúdo, numa aula meramente expositiva, o professor organiza o trabalho didático-pedagógico do modo que o aluno seja co-piloto de sua própria aprendizagem. A professora fica na posição de mediadora ou facilitadora desse processo”. A prática possibilita o aluno a construir o próprio conhecimento essa construção o estimula a aprender mais facilitando sua aprendizagem e tornando-a significativa.
  6. 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O estágio é o momento único de experiências para o acadêmico, nele o aluno tem a oportunidade de por em prática as teorias que aprendeu durante o curso. Através dos estudos e atividades realizadas durante o estágio percebe-se como é relevante à interação e o quanto a troca entre os alunos contribuem para a aprendizagem dos mesmos. Ficou evidente que a avaliação mediadora propicia de forma mais tranquila e estimulante a aprendizagem dos alunos. Um professor compreensivo e dedicado que sabe que também aprende ao ensinar só tende a enriquecer o processo ensino- aprendizagem. Essa experiência proporcionou-me ainda entender que cada criança tem um jeito único de participar das atividades propostas, sendo que devemos respeitar cada um no seu tempo e capacidade de desenvolver as tarefas solicitadas. Sendo assim, precisamos ter um olhar atento a cada um de nossos alunos, para que todos tenham suas potencialidades desenvolvidas e aproveitadas para seu pleno desenvolvimento. Portanto o professor precisa sempre buscar novos conhecimentos, evitando acomodar-se ou cair na rotina, buscando novas estratégias para motivar os alunos conforme seus interesses, tornando o ambiente agradável e propício à aprendizagem.
  7. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: HOFFMANN, Jussara, Avaliação Mediadora, Uma prática em construção da pré- escola à universidade, 28ª edição, editora Mediação Porto Alegre 2009. FREIRE, Paulo, Pedagogia do Oprimido, editora Paz e Terra Ltda, Rio de Janeiro 2011. VASCONCELOS, C. dos S. Planejamento: projeto de ensino – aprendizagem e projeto político-pedagógico – elementos metodológicos para elaboração e realização. 20. Ed. São Paulo: Libertad, 2010 (cadernos Pedagógicos do Libertad, V.!). MUNARI, Alberto, Jean Piaget. Coleção Educadores MEC, Fundação Joaquim Nabuco. Editora Massangana, FNDE. 2010. FERREIRO,Emilia- TABEROSKY,Ana. Psicogenese da Língua Escrita. Artmed Editora. Porto Alegre. 1999.

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