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É frequente o uso dos substantivos “ensino” e
   “aprendizagem” para fazer referência aos
      processos “ensinar” e “aprender”.
Raramente fica claro que as palavras
 referem-se a um “processo” e não a “coisas
estáticas” ou fixas. Nem sequer pode ser dito
     que correspondam a dois processos
        independentes ou separados.
Nesse sentido, é melhor usar verbos para
          referir-se a esse processo,
   fundamentalmente constituído por uma
interação entre dois organismos (pelo menos
no caso de “ensinar”, uma vez que é possível
    “aprender” sem um professor). Mas as
    perguntas importantes permanecem.
O que é ensinar? O que é aprender? Como se
relacionam esses dois processos? Que tipos de
eventos constituem esses fenômenos? Como
enxergá-los? Como produzi-los? Como interferir
em suas características?
As respostas tradicionais não satisfazem.
Definições como as de dicionário (ensinar é “dar
instrução a”, “doutrinar”, “mostrar com
ensinamento”, “demonstrar”, “instruir” etc.) são
meras sinonímias ou redundâncias e não diferem
muito das definições entre profissionais da
Educação     (“transmitir  conhecimento       ou
conteúdo”,     “informar”,  “preparar”,     “dar
consciência” etc.).
Paulo Freire (1971) denunciou que essas expressões
são compatíveis com o que define uma “concepção
     bancária” de educação e não permitem o
  desenvolvimento de uma “prática educacional”
                     adequada.
AS expressões “ensinar” e “aprender” são dois
verbos que se referem, respectivamente, ao que faz
um professor e ao que acontece com o aluno como
      decorrência desse fazer do professor.
O termo “ensinar” é um verbo e se
      refere a uma categoria de
comportamentos que caracterizam o
que um professor faz. Ensinar, nesse
 sentido, é uma atividade humana e,
     portanto, passível de análise
          comportamental.
Segundo alguns estudiosos, a aprendizagem é um
      processo integrado que provoca uma
  transformação qualitativa na estrutura mental
 daquele que aprende. Essa transformação se dá
através da alteração de conduta de um indivíduo,
seja por Condicionamento operante, experiência
     ou ambos, de uma forma razoavelmente
                  permanente.
As informações podem ser absorvidas
através de técnicas de ensino ou até pela
      simples aquisição de hábitos.
O ato ou vontade de aprender é uma
característica essencial do psiquismo
humano, pois somente este possui o
caráter intencional, ou a intenção de
              aprender;
É dinâmico, por estar
   sempre em mutação e
procurar informações para o
       aprendizagem;
É criador, por buscar novos
métodos visando a melhora da
  própria aprendizagem, por
exemplo, pela tentativa e erro.
Um outro conceito de aprendizagem é
    uma mudança relativamente
  duradoura do comportamento, de
   uma forma sistemática, ou não,
   adquirida pela experiência, pela
 observação e pela prática motivada.
O ser humano nasce potencialmente
inclinado a aprender, necessitando de
     estímulos externos e internos
   (motivação, necessidade) para o
             aprendizado.
Há aprendizados que podem ser
considerados natos, como o ato de
aprender a falar, a andar,
necessitando que ele passe pelo
processo de maturação física,
psicológica e social.
Na maioria dos casos a aprendizagem
 se dá no meio social e temporal em
que o indivíduo convive; sua conduta
   muda, normalmente, por esses
    fatores, e por predisposições
              genéticas.
Conceito de ensino – aprendizagem

            Tempo
           Mudança
       Produção do saber




                                    Dilma
                                      é
                                    eleita
Todo conhecimento provém da
        experiência
O processo de ensino-aprendizagem tem sido
historicamente    caracterizado    de   formas
diferentes que vão desde a ênfase no papel do
professor como transmissor de conhecimento,
até as concepções atuais que concebem o
processo de ensino-aprendizagem com um todo
integrado que destaca o papel do educando.
As reflexões sobre o estado atual do
processo ensino-aprendizagem nos
permite identificar um movimento de
ideias de diferentes correntes teóricas
sobre a profundidade do binômio
ensino e aprendizagem.
Entre os fatores que estão provocando esse
movimento podemos apontar as contribuições da
Psicologia atual em relação à aprendizagem, que
leva todos a repensar a prática educativa,
buscando uma conceptualização do processo
ensino-aprendizagem.
Apesar de tantas reflexões, a situação atual da
prática educativa das escolas ainda demonstra a
massificação dos alunos com pouca ou nenhuma
capacidade de resolução de problemas e poder
crítico-reflexivo.
Massificação dos alunos
Padronização da prática em decorar os conteúdos
Estabelecimento de     uma    hierarquia   entre
educador e educando.
A solução para tais problemas está no
aprofundamento      de    como     os
educandos aprendem e como o
processo de ensinar pode conduzir à
aprendizagem.
Acrescenta-se ainda que a solução está em
partir da teoria e colocar em prática os
conhecimentos adquiridos ao longo do
tempo de forma crítica-reflexiva-laborativa
Forma crítica e reflexiva para pensar os
conceitos atuais e passados e
identificar o que há de melhor;
Forma laborativa não só para
mudar como também para criar
novos conhecimentos.
“Para que se repensem as ciências humanas
   e a possibilidade de um conhecimento
  científico humanizado há que se romper
   com a relação hierárquica entre teoria,
     prática e metodologia”(DIAS, 2001)
“Teoria e prática não se cristalizam, mas se
   redimensionam, criam e são também
         objetos de investigação”.
Nesse sentido, pesquisa é a atividade básica
da ciência na sua indagação e construção da
   realidade. É a pesquisa que alimenta a
   atividade de ensino/aprendizagem e a
           atualiza”. (DIAS, 2001)
O processo de ensino-aprendizagem
 envolve um conteúdo que é ao mesmo
tempo produção e produto. Parte de um
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outro que é latente, oculto e provém dos
               indivíduos.
Todo ato educativo depende, em grande
   parte, das características, interesses e
  possibilidades dos sujeitos participantes,
alunos, professores, comunidades escolares
       e demais fatores do processo.
Assim, a educação se dá na coletividade,
mas não perde de vista o indivíduo que é
singular (contextual, histórico, particular,
               complexo).
Portanto, é preciso compreender que o
 processo ensino-aprendizagem se dá na
relação entre indivíduos que possuem sua
   história de vida e estão inseridos em
        contextos de vida próprios.
Pela diversidade individual e pela potencialidade que
    esta pode oferecer à produção de conhecimento,
       consequentemente ao processo de ensino e
aprendizagem, pode-se entender que há necessidade de
estabelecer vínculos significativos entre as experiências
de vida dos alunos, os conteúdos oferecidos pela escola
 e as exigências da sociedade, estabelecendo também
  relações necessárias para compreensão da realidade
   social em que vive e para mobilização em direção a
       novas aprendizagens com sentido concreto.
Pensar cada indivíduo como um
contribuinte no processo de ensinar-
aprender, é superar a dicotomia
transmissão x produção do saber,
levando a uma concepção de
aprendizagem que permite resgatar:
a) a unidade do conhecimento, através de
uma visão da relação sujeito/objeto, em
que se afirma, ao mesmo tempo, a
objetividade do mundo e a subjetividade;
b) a realidade concreta da vida dos indivíduos, como
   fundamento para toda e qualquer investigação.
O processo ensino-aprendizagem ocorre a
  todo momento e em qualquer lugar,
questiona-se então neste processo, qual o
            papel da escola?



                     ESCOLA
Como deve esta ser considerada? E qual o papel
                do professor?
É função da escola realizar a mediação
entre o conhecimento prévio dos alunos e o
   sistematizado, propiciando formas de
    acesso ao conhecimento científico.
Os alunos caminham, ao mesmo tempo, na
apropriação do conhecimento sistematizado, na
 capacidade de buscar e organizar informações,
  no desenvolvimento de seu pensamento e na
            formação de conceitos.
O processo de ensino deve, pois, possibilitar a
   apropriação dos conteúdos e da própria
           atividade de conhecer.
A escola é um palco de ações e reações, onde
            ocorre o saber-fazer.
A escola é constituída por características
  políticas, sociais, culturais e críticas.
Ela é um sistema vivo, aberto. E como tal, deve
ser considerada como em contínuo processo de
    desenvolvimento influenciando e sendo
  influenciada pelo ambiente, onde existe um
         feedback dinâmico e contínuo.
É neste ambiente de
produções e produto que
 se insere o professor, o
 educador, não como um
  indivíduo superior, em
     hierarquia com o
educando, como detentor
do saber-fazer, mas como
     um igual, onde o
   relacionamento ente
    ambos concretiza o
   processo de ensinar-
         aprender.
O papel do professor é o de dirigir e orientar a
atividade mental dos alunos, de modo que cada
  um deles seja um sujeito consciente, ativo e
                  autônomo.
É seu dever conhecer como funciona o
 processo ensino-aprendizagem para
    descobrir o seu papel no todo e
            isoladamente.
Pois, além de professor, ele será sempre ser
     humano, com direitos e obrigações
                 diversas.
Pensar no educador como um ser humano é
 levar à sua formação o desafio de resgatar
   as dimensões cultural, política, social e
  pedagógica, isto é, resgatar os elementos
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Ensino-aprendizagem como processo dinâmico

  • 1. É frequente o uso dos substantivos “ensino” e “aprendizagem” para fazer referência aos processos “ensinar” e “aprender”.
  • 2. Raramente fica claro que as palavras referem-se a um “processo” e não a “coisas estáticas” ou fixas. Nem sequer pode ser dito que correspondam a dois processos independentes ou separados.
  • 3. Nesse sentido, é melhor usar verbos para referir-se a esse processo, fundamentalmente constituído por uma interação entre dois organismos (pelo menos no caso de “ensinar”, uma vez que é possível “aprender” sem um professor). Mas as perguntas importantes permanecem.
  • 4. O que é ensinar? O que é aprender? Como se relacionam esses dois processos? Que tipos de eventos constituem esses fenômenos? Como enxergá-los? Como produzi-los? Como interferir em suas características?
  • 5. As respostas tradicionais não satisfazem. Definições como as de dicionário (ensinar é “dar instrução a”, “doutrinar”, “mostrar com ensinamento”, “demonstrar”, “instruir” etc.) são meras sinonímias ou redundâncias e não diferem muito das definições entre profissionais da Educação (“transmitir conhecimento ou conteúdo”, “informar”, “preparar”, “dar consciência” etc.).
  • 6. Paulo Freire (1971) denunciou que essas expressões são compatíveis com o que define uma “concepção bancária” de educação e não permitem o desenvolvimento de uma “prática educacional” adequada.
  • 7. AS expressões “ensinar” e “aprender” são dois verbos que se referem, respectivamente, ao que faz um professor e ao que acontece com o aluno como decorrência desse fazer do professor.
  • 8. O termo “ensinar” é um verbo e se refere a uma categoria de comportamentos que caracterizam o que um professor faz. Ensinar, nesse sentido, é uma atividade humana e, portanto, passível de análise comportamental.
  • 9. Segundo alguns estudiosos, a aprendizagem é um processo integrado que provoca uma transformação qualitativa na estrutura mental daquele que aprende. Essa transformação se dá através da alteração de conduta de um indivíduo, seja por Condicionamento operante, experiência ou ambos, de uma forma razoavelmente permanente.
  • 10. As informações podem ser absorvidas através de técnicas de ensino ou até pela simples aquisição de hábitos.
  • 11. O ato ou vontade de aprender é uma característica essencial do psiquismo humano, pois somente este possui o caráter intencional, ou a intenção de aprender;
  • 12. É dinâmico, por estar sempre em mutação e procurar informações para o aprendizagem;
  • 13. É criador, por buscar novos métodos visando a melhora da própria aprendizagem, por exemplo, pela tentativa e erro.
  • 14. Um outro conceito de aprendizagem é uma mudança relativamente duradoura do comportamento, de uma forma sistemática, ou não, adquirida pela experiência, pela observação e pela prática motivada.
  • 15. O ser humano nasce potencialmente inclinado a aprender, necessitando de estímulos externos e internos (motivação, necessidade) para o aprendizado.
  • 16. Há aprendizados que podem ser considerados natos, como o ato de aprender a falar, a andar, necessitando que ele passe pelo processo de maturação física, psicológica e social.
  • 17. Na maioria dos casos a aprendizagem se dá no meio social e temporal em que o indivíduo convive; sua conduta muda, normalmente, por esses fatores, e por predisposições genéticas.
  • 18. Conceito de ensino – aprendizagem Tempo Mudança Produção do saber Dilma é eleita
  • 19. Todo conhecimento provém da experiência
  • 20. O processo de ensino-aprendizagem tem sido historicamente caracterizado de formas diferentes que vão desde a ênfase no papel do professor como transmissor de conhecimento, até as concepções atuais que concebem o processo de ensino-aprendizagem com um todo integrado que destaca o papel do educando.
  • 21. As reflexões sobre o estado atual do processo ensino-aprendizagem nos permite identificar um movimento de ideias de diferentes correntes teóricas sobre a profundidade do binômio ensino e aprendizagem.
  • 22. Entre os fatores que estão provocando esse movimento podemos apontar as contribuições da Psicologia atual em relação à aprendizagem, que leva todos a repensar a prática educativa, buscando uma conceptualização do processo ensino-aprendizagem.
  • 23. Apesar de tantas reflexões, a situação atual da prática educativa das escolas ainda demonstra a massificação dos alunos com pouca ou nenhuma capacidade de resolução de problemas e poder crítico-reflexivo.
  • 24. Massificação dos alunos Padronização da prática em decorar os conteúdos Estabelecimento de uma hierarquia entre educador e educando.
  • 25. A solução para tais problemas está no aprofundamento de como os educandos aprendem e como o processo de ensinar pode conduzir à aprendizagem.
  • 26. Acrescenta-se ainda que a solução está em partir da teoria e colocar em prática os conhecimentos adquiridos ao longo do tempo de forma crítica-reflexiva-laborativa
  • 27. Forma crítica e reflexiva para pensar os conceitos atuais e passados e identificar o que há de melhor;
  • 28. Forma laborativa não só para mudar como também para criar novos conhecimentos.
  • 29. “Para que se repensem as ciências humanas e a possibilidade de um conhecimento científico humanizado há que se romper com a relação hierárquica entre teoria, prática e metodologia”(DIAS, 2001)
  • 30. “Teoria e prática não se cristalizam, mas se redimensionam, criam e são também objetos de investigação”.
  • 31. Nesse sentido, pesquisa é a atividade básica da ciência na sua indagação e construção da realidade. É a pesquisa que alimenta a atividade de ensino/aprendizagem e a atualiza”. (DIAS, 2001)
  • 32. O processo de ensino-aprendizagem envolve um conteúdo que é ao mesmo tempo produção e produto. Parte de um conhecimento que é formal (curricular) e outro que é latente, oculto e provém dos indivíduos.
  • 33. Todo ato educativo depende, em grande parte, das características, interesses e possibilidades dos sujeitos participantes, alunos, professores, comunidades escolares e demais fatores do processo.
  • 34. Assim, a educação se dá na coletividade, mas não perde de vista o indivíduo que é singular (contextual, histórico, particular, complexo).
  • 35. Portanto, é preciso compreender que o processo ensino-aprendizagem se dá na relação entre indivíduos que possuem sua história de vida e estão inseridos em contextos de vida próprios.
  • 36. Pela diversidade individual e pela potencialidade que esta pode oferecer à produção de conhecimento, consequentemente ao processo de ensino e aprendizagem, pode-se entender que há necessidade de estabelecer vínculos significativos entre as experiências de vida dos alunos, os conteúdos oferecidos pela escola e as exigências da sociedade, estabelecendo também relações necessárias para compreensão da realidade social em que vive e para mobilização em direção a novas aprendizagens com sentido concreto.
  • 37. Pensar cada indivíduo como um contribuinte no processo de ensinar- aprender, é superar a dicotomia transmissão x produção do saber, levando a uma concepção de aprendizagem que permite resgatar:
  • 38. a) a unidade do conhecimento, através de uma visão da relação sujeito/objeto, em que se afirma, ao mesmo tempo, a objetividade do mundo e a subjetividade;
  • 39. b) a realidade concreta da vida dos indivíduos, como fundamento para toda e qualquer investigação.
  • 40. O processo ensino-aprendizagem ocorre a todo momento e em qualquer lugar, questiona-se então neste processo, qual o papel da escola? ESCOLA
  • 41. Como deve esta ser considerada? E qual o papel do professor?
  • 42. É função da escola realizar a mediação entre o conhecimento prévio dos alunos e o sistematizado, propiciando formas de acesso ao conhecimento científico.
  • 43. Os alunos caminham, ao mesmo tempo, na apropriação do conhecimento sistematizado, na capacidade de buscar e organizar informações, no desenvolvimento de seu pensamento e na formação de conceitos.
  • 44. O processo de ensino deve, pois, possibilitar a apropriação dos conteúdos e da própria atividade de conhecer.
  • 45. A escola é um palco de ações e reações, onde ocorre o saber-fazer.
  • 46. A escola é constituída por características políticas, sociais, culturais e críticas.
  • 47. Ela é um sistema vivo, aberto. E como tal, deve ser considerada como em contínuo processo de desenvolvimento influenciando e sendo influenciada pelo ambiente, onde existe um feedback dinâmico e contínuo.
  • 48. É neste ambiente de produções e produto que se insere o professor, o educador, não como um indivíduo superior, em hierarquia com o educando, como detentor do saber-fazer, mas como um igual, onde o relacionamento ente ambos concretiza o processo de ensinar- aprender.
  • 49. O papel do professor é o de dirigir e orientar a atividade mental dos alunos, de modo que cada um deles seja um sujeito consciente, ativo e autônomo.
  • 50. É seu dever conhecer como funciona o processo ensino-aprendizagem para descobrir o seu papel no todo e isoladamente.
  • 51. Pois, além de professor, ele será sempre ser humano, com direitos e obrigações diversas.
  • 52. Pensar no educador como um ser humano é levar à sua formação o desafio de resgatar as dimensões cultural, política, social e pedagógica, isto é, resgatar os elementos cruciais para que se possa redimensionar suas ações no/para o mundo.