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Instrumentos de avaliação

  1. 1. E E PROFESSOR UACURY RIBEIRO DE ASSIS BASTOSSISTEMAS DE AVALIAÇÃO INTERNA Nossa escola segue a normatização da SEE; onde após cada final de bimestre e con-selho final as notas são digitadas no sistema Prodesp, onde pais podem ter acesso. O valornumérico da nota é uma de suas funções. "Apesar da necessidade de tornar a avaliação con-tínua e diversificada, a simples observação do professor nunca é suficientemente profunda eindividualizada em uma classe com dezenas de estudantes. A avaliação por escrito, portanto,sempre terá sua importância", afirma Jussara Hoffmann, autora de livros sobre o tema e umadas críticas dos testes feitos apenas para atribuir um conceito aos alunos. Jussara propõe ouso de questões cujas respostas indiquem o que cada um aprendeu e, com isso, ajudem oprofessor a melhorar as aulas. Cabe ao gestor responsável pela formação permanente fazerreuniões para discutir os critérios de elaboração. Utilizamos nos Conselhos de Classe e Série, números que qualificam, justificam eapontam necessidades das competências e habilidades projetadas no conteúdo de cada dis-ciplina. O professor deve, com atenção, antecipadamente relacionar estes números. Agiliza oprocesso e permite à todos, inclusive aos pais e alunos conscientizarem-se dos pontos positi-vos e negativos. Por esta razão não adianta “em cima da hora” recitar números de forma me-cânica e irreal. Também é necessário, após o conselho, dar prosseguimento às ações pre-tendidas; bem como analisar de um bimestre para o outro quais foram os avanços e as difi-culdades. Após a realização do conselho, a equipe pedagógica da escola deve tomar provi-dências acerca dos itens diagnosticados. Utilizar várias formas e instrumentos de avaliação, de forma à diagnosticar o aluno deforma global, com objetivo formativo, base para futuras atividades e caráter não punitivo. Éimprescindível que todos estabeleçam determinado instrumento (por ex. prova descritiva)dentro do mesmo critério. É necessário que cada professor analise : As atividades são pare-cidas com as realizadas pelos alunos? As perguntas se justificam diante do que o professorquer saber? As questões estão claras? Há espaço para as respostas? As orientações estãoadequadas? O correto é tomar como base não apenas o conteúdo ensinado em sala mas tambéma forma como ele foi apresentado. Se uma turma trabalhou em duplas nas aulas e explorouas possibilidades de respostas de forma colaborativa, por exemplo, o mesmo método podeser adotado no exame. "Não há motivo para fazer da prova uma surpresa para o grupo", afir-ma Beatriz Cortese, formadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura eAção Comunitária (Cenpec), de São Paulo. Para ela, a melhor maneira de conferir se há aligação entre o cotidiano da classe e as solicitações da prova é compará-la com as anotaçõesnos cadernos. Além de serem parâmetro e referências, as notas devem ser subsídios importantespara que o professor também se auto avalie; algo não parece ir muito bem, em uma sala quetenha 40 alunos e mais de 50% (exemplificando bem “alto”) ficou com notas abaixo da média.È necessário rever conceitos, dinâmicas, procedimentos, conteúdos dentro de um todo; dadisciplina, da área e da escola. A troca de informações e análise desprovida de qualquer ca-ráter punitivo é essencial. Abaixo relacionamos algumas formas e situações de instrumentosde avaliação. Vale a pena lembrar que o assunto é exaustivamente tratado em reuniões deHTPC’s, Planejamentos, entre outros momentos. 15
  2. 2. E E PROFESSOR UACURY RIBEIRO DE ASSIS BASTOSProva objetiva Série de perguntas diretas, para respostas curtas, com apenas uma solu-Definição ção possível Avaliar quanto o aluno apreendeu sobre dados singulares e específicos doFunção conteúdo É familiar às crianças, simples de preparar e de responder e pode abran-Vantagens ger grande parte do exposto em sala de aula Pode ser respondida ao acaso ou de memória e sua análise não permiteAtenção constatar quanto o aluno adquiriu de conhecimento Selecione os conteúdos para elaborar as questões e faça as chaves dePlanejamento correção; elabore as instruções sobre a maneira adequada de responder às perguntas Defina o valor de cada questão e multiplique-o pelo número de respostasAnálise corretas Liste os conteúdos que os alunos precisam memorizar; ensine estratégiascomo utilizar as que facilitem associações, como listas agrupadas por idéias, relações cominformações elementos gráficos e ligações com conteúdos já assimiladosProva dissertativa Série de perguntas que exijam capacidade de estabelecer relações, re-definição sumir, analisar e julgar Verificar a capacidade de analisar o problema central, abstrair fatos,Função formular idéias e redigi-las O aluno tem liberdade para expor os pensamentos, mostrando habilida-vantagens des de organização, interpretação e expressão Não mede o domínio do conhecimento, cobre amostra pequena do con-atenção teúdo e não permite amostragem Elabore poucas questões e dê tempo suficiente para que os alunos pos-planejamento sam pensar e sistematizar seus pensamentos Defina o valor de cada pergunta e atribua pesos a clareza das idéias,Análise para a capacidade de argumentação e conclusão e a apresentação da provacomo utilizar as Se o desempenho não for satisfatório, crie experiências e motivaçõesinformações que permitam ao aluno chegar à formação dos conceitos mais importan- 16
  3. 3. E E PROFESSOR UACURY RIBEIRO DE ASSIS BASTOS tesSeminário Exposição oral para um público leigo, utilizando a fala e materiais de apoiodefinição adequados ao assunto Possibilitar a transmissão verbal das informações pesquisadas de formaFunção eficaz Contribui para a aprendizagem do ouvinte e do expositor, exige pesquisa,vantagens planejamento e organização das informações; desenvolve a oralidade em público Conheça as características pessoais de cada aluno para evitar compara-atenção ções na apresentação de um tímido ou outro desinibido Ajude na delimitação do tema, forneça bibliografia e fontes de pesquisa, esclareça os procedimentos apropriados de apresentação; defina a dura-planejamento ção e a data da apresentação; solicite relatório individual de todos os alu- nos Atribua pesos à abertura, ao desenvolvimento do tema, aos materiais utili-Análise zados e à conclusão. Estimule a classe a fazer perguntas e emitir opiniões Caso a apresentação não tenha sido satisfatória, planeje atividades espe-como utilizar as cíficas que possam auxiliar no desenvolvimento dos objetivos não atingi-informações dosTrabalho em grupo Atividades de natureza diversa (escrita, oral, gráfica, corporal etc) realiza-definição das coletivamenteFunção Desenvolver o espírito colaborativo e a socialização Possibilita o trabalho organizado em classes numerosas e a abrangênciavantagens de diversos conteúdos em caso de escassez de tempo Conheça as características pessoais de cada aluno para evitar compara-atenção ções na apresentação de um tímido ou outro desinibido Proponha uma série de atividades relacionadas ao conteúdo a ser traba-planejamento lhado, forneça fontes de pesquisa, ensine os procedimentos necessários e indique os materiais básicos para a consecução dos objetivos Observe se houve participação de todos e colaboração entre os colegas,Análise atribua valores às diversas etapas do processo e ao produto final 17
  4. 4. E E PROFESSOR UACURY RIBEIRO DE ASSIS BASTOScomo utilizar as Em caso de haver problemas de socialização, organize jogos e atividadesinformações em que a colaboração seja o elemento principalDebate Discussão em que os alunos expõem seus pontos de vista a respeito dedefinição assunto polêmico Aprender a defender uma opinião fundamentando-a em argumentos con-função vincentes Desenvolve a habilidade de argumentação e a oralidade; faz com que ovantagens aluno aprenda a escutar com um propósito Como mediador, dê chance de participação a todos e não tente apontaratenção vencedores, pois em um debate deve-se priorizar o fluxo de informações entre as pessoas Defina o tema, oriente a pesquisa prévia, combine com os alunos o tempo, as regras e os procedimentos; mostre exemplos de bons debates. No final,planejamento peça relatórios que contenham os pontos discutidos. Se possível, filme a discussão para análise posterior Estabeleça pesos para a pertinência da intervenção, a adequação do usoanálise da palavra e a obediência às regras combinadascomo utilizar as Crie outros debates em grupos menores; analise o filme e aponte as defici-informações ências e os momentos positivosRelatório individual Texto produzido pelo aluno depois de atividades práticas ou projetos temá-definição ticos Averiguar se o aluno adquiriu conhecimento e se conhece estruturas defunção texto É possível avaliar o real nível de apreensão de conteúdos depois de ativi-vantagens dades coletivas ou individuaisatenção Evite julgar a opinião do aluno Defina o tema e oriente a turma sobre a estrutura apropriada (introdução, desenvolvimento, conclusão e outros itens que julgar necessários, depen-planejamento dendo da extensão do trabalho); o melhor modo de apresentação e o ta- manho aproximadoAnálise Estabeleça pesos para cada item que for avaliado (estrutura do texto, gra- 18
  5. 5. E E PROFESSOR UACURY RIBEIRO DE ASSIS BASTOS mática, apresentação) Só se aprende a escrever escrevendo. Caso algum aluno apresente dificul-como utilizar as dade em itens essenciais, crie atividades específicas, indique bons livros einformações solicite mais trabalhos escritosAuto-avaliação Análise oral ou por escrito, em formato livre, que o aluno faz do próprio pro-definição cesso de aprendizagem Fazer o aluno adquirir capacidade de analisar suas aptidões e atitudes,função pontos fortes e fracos O aluno torna-se sujeito do processo de aprendizagem, adquire responsa-vantagens bilidade sobre ele, aprende a enfrentar limitações e a aperfeiçoar potencia- lidades O aluno só se abrirá se sentir que há um clima de confiança entre o profes-atenção sor e ele e que esse instrumento será usado para ajudá-lo a aprender Forneça ao aluno um roteiro de auto-avaliação, definindo as áreas sobre as quais você gostaria que ele discorresse; liste habilidades e comportamen-planejamento tos e peça para ele indicar aquelas em que se considera apto e aquelas em que precisa de reforço Use esse documento ou depoimento como uma das principais fontes paraanálise o planejamento dos próximos conteúdoscomo utilizar as Ao tomar conhecimento das necessidades do aluno, sugira atividades indi-informações viduais ou em grupo para ajudá-lo a superar as dificuldadesObservação Análise do desempenho do aluno em fatos do cotidiano escolar ou em si-definição tuações planejadas Seguir o desenvolvimento do aluno e ter informações sobre as áreas afeti-função va, cognitiva e psicomotora Perceber como o aluno constrói o conhecimento, seguindo de perto todosvantagens os passos desse processo Faça anotações no momento em que ocorre o fato; evite generalizações eatenção julgamentos subjetivos; considere somente os dados fundamentais no pro- cesso de aprendizagemplanejamento Elabore uma ficha organizada (check-list, escalas de classificação) pre- 19
  6. 6. E E PROFESSOR UACURY RIBEIRO DE ASSIS BASTOS vendo atitudes, habilidades e competências que serão observadas. Isso vai auxiliar na percepção global da turma e na interpretação dos dados Compare as anotações do início do ano com os dados mais recentes paraAnálise perceber o que o aluno já realiza com autonomia e o que ainda precisa de acompanhamento Esse instrumento serve como uma lupa sobre o processo de desenvolvi-como utilizar as mento do aluno e permite a elaboração de intervenções específicas parainformações cada casoConselho de classedefinição Reunião liderada pela equipe pedagógica de uma determinada turma Compartilhar informações sobre a classe e sobre cada aluno para embasarfunção a tomada de decisões Favorece a integração entre professores, a análise do curriculo e a eficáciavantagens dos métodos utilizados; facilita a compreensão dos fatos com a exposição de diversos pontos de vista Faça sempre observações concretas e não rotule o aluno; cuidado paraatenção que a reunião não se torne apenas uma confirmação de aprovação ou de reprovação Conhecendo a pauta de discussão, liste os itens que pretende comentar.planejamento Todos os participantes devem ter direito à palavra para enriquecer o diag- nóstico dos problemas, suas causas e soluções O resultado final deve levar a um consenso da equipe em relação às inter-análise venções necessárias no processo de ensino-aprendizagem considerando as áreas afetiva, cognitiva e psicomotora dos alunos O professor deve usar essas reuniões como ferramenta de auto-análise. Acomo utilizar as equipe deve prever mudanças tanto na prática diária de cada docente co-informações mo também no currículo e na dinâmica escolar, sempre que necessário 20

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