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ESTRATÉGIAS DE ENSINO E
DE APRENDIZAGEM NO
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

                       Paulo Zuccolotto
            paulozuccolotto@puc-campinas.edu.br
 Reflexões iniciais
 Ensinar X Aprender

 Uma Aula Ruim...

 Aprendizagem Significativa

 Propostas de Estratégias de Ensinagem

 Aprendizagem Baseada em Problemas

 Problema

 Reflexões finais
A escola hoje e os alunos que não aprendem
                       Roberto Leal Lobo e Silva Filho



“É preciso rever modas como o valor universal do
  trabalho em grupo, a 'postura crítica' em vez do
  conteúdo, a profusão de tudo que é 'social' ou
  extracurricular”
                     Folha de São Paulo - 23 de outubro de 2012
   Alunos
     Vestibular pouco competitivo
     Novas profissões




   Na forma de aprender
     Atenção.
     Natividade digital.
     A alfabetização, a frustração, a
      convivência.
     Aprender a ser – aprender /
      apreender – aprender a
      aprender.
 Como verbo de ação ensinar caracteriza
 duas dimensões:

 Uma      utilização intencional – (a de ensinar)

 Uma  de resultado – (a efetivação do objetivo
  almejado).
     Se ministrei os conteúdos, mesmo que tendo a sincera
      intenção de ensinar mas não atingi o objetivo não terei
      comprido as duas dimensões pretendidas.




                           Prof. Paulo Zuccolotto
Aprendiz+ agem
                  Aprender – Apreender ( do lat. apprehendere)



                           Assimilar mentalmente
                           Entender
                           compreender
1- “reter na memória, mediante o estudo, a observação ou a experiência”
                 (aprendizagem mecânica)


2- “tornar-se apto ou capaz de alguma coisa, em conseqüência de estudo, observação
   ou experiência”
  (aprendizagem significativa)
                                                                              Pádua - 2010



                                                                                             7
Para uma aula ruim..(LOWMAN, 2004)
 Comece  sem introduzir a matéria ou de acordo com
 seus próprios interesses. Simplesmente, comece com o
 primeiro tópico que deseja expor

 Nãofaça referências ao contexto mais amplo do tópico
 específico em consideração.

 Nãoreconheça os interesses ou os conhecimentos e
 experiências prévias dos estudantes.

 Preocupe-secom o contexto histórico de um tópico,
 negligenciando o tema central do curso/disciplina.
Exige-se:


a)   partir do universo do aprendiz.
b)   uso de estratégias adequadas, motivação e
     despertar interesse.
c)   incentivo à pergunta.
d)   contato com situações práticas, concretas.
e)   que o aprendiz tome este processo como seu
PROPOSTAS
 1.   Aula expositiva dialogada
 2.   Estudo de Texto
 3.   Portfólio
 4.   Tempestade cerebral
 5.   Mapa conceitual
 6.   Estudo dirigido
 7.   Lista de discussão por meios informatizados
 8.   Solução de problemas (Aprendizagem Baseada em
      Problemas – PBL)
                                           Anastasiou (2004)
PROPOSTAS

9.    Phillips 66               14.   Dramatização

10.   Grupo de verbalização e   15.   Ensino com pesquisa
      grupo de observação       16.   Seminário
      (GV/GO)                   17.   Estudo de caso
11.   Fórum                     18.   Júri simulado
12.   Oficina                   19.   Simpósio
      (laboratório/workshop)
                                20.   Painel
13.   Estudo do meio                              Anastasiou (2004)
DESCRIÇÃO     É uma exposição do conteúdo, com
              as     participações     ativas   dos
              estudantes, cujos conhecimentos
              prévios devem ser considerados e
              podem ser tomados como ponto de
              partida. O professor leva os
              estudantes       a      questionarem,
              interpretarem e discutirem o objeto
              de      estudo,     a     partir   do
              reconhecimento e do confronto com
              a realidade. Deve favorecer análise
              crítica, resultando na produção de
              novos conhecimentos. Propõe a
              superação      da     passividade   e
              imobilidade       intelectual     dos
              estudantes.

OPERAÇÃO DE   Obtenção e organização de dados,
PENSAMENTO    interpretação,  crítica, decisão,
              comparação e resumo.
DINÃMICA DA   - Professor contextualiza o tema de modo a mobilizar as estruturas
ATIVIDADE     mentais do estudante para operar com as informações que este traz,
              articulando-as às que serão apresentadas; faz a apresentação dos
              objetivos de estudo da unidade e sua relação com a disciplina ou curso.
              - Faz a exposição, que deve ser bem preparada, podendo solicitar
              exemplos aos estudantes, e busca o estabelecimento de conexões entre a
              experiência vivencial dos participantes, o objeto estudado e o todo da
              disciplina.
              - É importante ouvir o estudante, buscando identificar sua realidade e seus
              conhecimentos prévios, que podem mediar a compreensão crítica do
              assunto e problematizar essa participação.
              - O forte dessa estratégia é o diálogo, com espaço para questionamentos,
              críticas e solução de dúvidas: é imprescindível que o grupo discuta e
              reflita sobre o que está sendo tratado, a fim de que uma síntese
              integradora seja elaborada por todos.


AVALIAÇÃO     - Participação dos estudantes contribuindo na exposição, perguntando,
              respondendo, questionando...
              - Pela participação do estudante acompanham-se a compreensão e a
              análise dos conceitos apresentados e construídos.
              - Podem-se usar diferentes formas de obtenção da síntese pretendida na
              aula: de forma escrita, oral, pela entrega de perguntas, esquemas,
              portfólio, sínteses variadas, complementação de dados no mapa
              conceitual e outras atividades complementares a serem efetivadas em
              continuidade pelos estudantes.
DESCRIÇÃO                  Consiste na construção de
                           um diagrama que indica a
                           relação de conceitos em
                           uma               perspectiva
                           bidimensional, procurando
                           mostrar      as      relações
                           hierárquicas      entre      os
                           conceitos      pertinentes    à
                           estrutura do conteúdo.


OPERAÇÕES                  Interpretação e
DE                         classificação, crítica,
PENSAMENTO                 organização de dados e
                           resumo.


  Prof. Paulo Zuccolotto
DINÂMICA DA   O professor poderá selecionar um conjunto de textos, ou de
ATIVIDADE     dados, objetos, informações sobre um tema ou objeto de estudo
              de uma unidade de ensino e aplicar a estratégia do mapa
              conceitual propondo ao estudante a ação de:
              - identificar os conceitos-chave do objeto ou texto estudado;
              - selecionar os conceitos por ordem de importância;
              - incluir conceitos e idéias mais específicas;
              - estabelecer relação entre os conceitos por meio de linhas e
              identificá-las com uma ou mais palavras que explicitem essa
              relação;
              - identificar conceitos e palavras que devem ter um significado ou
              expressam uma proposição;
              - buscar estabelecer relações horizontais e cruzadas, traçá-las;
              - perceber que há várias formas de traçar o mapa conceitual;
              - compartilhar os mapas coletivamente, comparando-os e
              complementando-os;
              - justificar a localização de certos conceitos, verbalizando seu
              entendimento.




                                     Prof. Paulo Zuccolotto
AVALIAÇÃO   Acompanhamento da construção do
            mapa conceitual a partir da definição
            coletiva dos critérios de avaliação:
            - conceitos claros;
            - relação justifica da;
            - riqueza de idéias;
            - criatividade na organização;
            -   representatividade    do     conteúdo
            trabalhado.
DESCRIÇÃO      É uma possibilidade de estimular a geração de novas idéias de forma
               espontânea e natural, deixando funcionar a imaginação. Não há certo
               ou errado. Tudo o que for levantado será considerado, solicitando-se,
               se necessário, uma explicação posterior do estudante.

OPERAÇÕES DE   Imaginação e criatividade, busca de suposições e classificação.
PENSAMENTO
DINÂMICA DA   Ao serem perguntados sobre uma problemática, os estudantes
ATIVIDADE     devem:
              1. expressar em palavras ou frases curtas as idéias sugeridas pela
              questão proposta.
              2. evitar atitude crítica que levaria a emitir juízo e/ou excluir idéias.
              3. registrar e organizar a relação de idéias espontâneas.
              4. fazer a seleção delas conforme critério seguinte ou a ser
              combinado:
              - ter possibilidade de ser posta em prática logo;
              - ser compatíveis com outras idéias relacionadas ou enquadradas
              numa lista de idéias;
              - ser apreciadas operacionalmente quanto à eficácia a curto,
              médio e longo prazo.


AVALIAÇÃO     Observação das habilidades dos estudantes na apresentação de
              idéias quanto a: capacidade criativa, concisão, logicidade,
              aplicabilidade e pertinência, bem como seu desempenho na
              descoberta de soluções apropriadas ao problema apresentado.
DESCRIÇÃO    É a oportunidade de um grupo de
             pessoas     poder   debater,  à
             distância, um tema sobre o qual
             sejam especialistas ou tenham
             realizado um estudo prévio, ou
             queiram aprofundá-lo por meio
             eletrônico.

OPERAÇÕES    Comparação,           observação,
DE           interpretação,     busca       de
PENSAMENTO   suposições,     construção     de
             hipóteses, obtenção e organização
             de dados.
DINÂMICA DA Organizar um grupo de pessoas para discutir um tema, ou
 ATIVIDADE vários subgrupos com tópicos da temática para realizar uma
            reflexão contínua, debate fundamentado, com intervenções do
            professor, que, como membro do grupo, traz suas
            contribuições. Não é um momento de perguntas e respostas
            apenas entre estudantes e professor, mas entre todos os
            integrantes, como parceiros do processo.
            É importante o estabelecimento do tempo-limite para o
            desenvolvimento da temática. Esgotando-se o tema, o
            processo poderá ser reativado a partir de novos problemas.

AVALIAÇÃO     Essa é uma estratégia em que ocorre uma avaliação grupal, ao
              longo do processo, cabendo a todos esse acompanhamento.
              No entanto, como o professor é o responsável pelo processo
              de ensinagem, o acompanhamento das participações, da
              qualidade das inclusões, das elaborações apresentadas toma-
              se elemento fundamental para as retomadas necessárias na
              lista e, oportunamente, em classe.
DESCRIÇÃO      É a análise de temas/problemas sob a
               coordenação do professor, que divide os
               estudantes    em        dois   grupos:    um   de
               verbalização (GV) e outro de observação
               (GO).
               É uma estratégia aplicada com sucesso
               ao longo do processo de construção do
               conhecimento       e,    nesse    caso,   requer
               leituras, estudos preliminares, enfim, um
               contato inicial com o tema.


OPERAÇÕES DE   Análise,       interpretação,             crítica,
PENSAMENTO     levantamento de hipóteses, obtenção e
               organização    de        dados,    comparação,
               resumo, observação e interpretação.
1. Dividir os estudantes em dois grupos, um para verbalização de um tema/problema
DINÂMICA DA
ATIVIDADE     e outro de observação.
              2. Organizá-los em dois círculos, um interno e outro externo, dividindo o número de
              membros conforme o número de estudantes da turma. Em classes muito numerosas
              o grupo de observação será numericamente maior que o de verbalização.
              3. Num primeiro momento, o grupo interno verbaliza, expõe, discute o tema;
              enquanto isso, o GO observa, registra conforme a tarefa que lhe tenha sido
              atribuída. Em classes muito numerosas, as tarefas podem ser diferenciadas para
              grupos destacados na observação.
              4. Fechamento: o GO passa a oferecer sua contribuição, conforme a tarefa que lhe
              foi atribuída, ficando o GV na escuta.
              5. Em classes com menor número de estudantes, o grupo externo pode trocar de
              lugar e mudar de função - de observador para verbalizador.
              6. Divide-se o tempo conforme a capacidade do tema em manter os estudantes
              mobilizados.
              7. O fechamento, papel fundamental do docente, deve contemplar os objetivos,
              portanto, incluir elementos do processo e dos produtos obtidos.
AVALIAÇÃO   O grupo de verbalização será avaliado
            pelo professor e pelos colegas da
            observação.
            Os    critérios    de     avaliação    são
            decorrentes dos objetivos, tais como:
            - clareza e coerência na apresentação;
            -    domínio      da    problemática   na
            apresentação;
            - participação do grupo observador
            durante a exposição;
            - relação crítica da realidade.
DESCRIÇÃO      É um espaço em que as idéias
               devem germinar ou ser semeadas.
               Portanto, espaço onde um grupo
               discuta    ou   debata    temas   ou
               problemas que são colocados em
               discussão.

OPERAÇÕES DE   Análise,     interpretação,   crítica,
PENSAMENTO     levantamento de hipóteses, busca
               de   suposições,      obtenção     de
               organização         de        dados,
               comparação, aplicação de fatos a
               novas situações.
DINÂMICA DA   Três momentos:
ATIVIDADE     1. Preparação (papel do professor é fundamental):
              - apresentar o tema e/ou selecioná-lo conjuntamente com os
              estudantes, justificar sua importância;
              - desafiar os estudantes, apresentar os caminhos para realizarem as
              pesquisas e suas diversas modalidades (bibliográfica, de campo ou
              de laboratório);
              - organizar o calendário para as apresentações dos trabalhos dos
              estudantes;
              - orientar os estudantes na pesquisa (apontar fontes de consulta
              bibliográfica e/ou pessoas ou instituições) e na elaboração de seus
              registros para a apresentação ao grupo;
              - organizar o espaço físico para favorecer o diálogo entre os
              participantes.
              2. Desenvolvimento:
              - discussão do tema, em que o secretário anota os problemas
              formulados, bem como soluções encontradas e as conclusões
              apresentadas. Cabe ao professor dirigir a sessão de crítica ao final de
              cada apresentação, fazendo comentários sobre cada trabalho e sua
              exposição, organizando uma síntese integradora do que foi
              apresentado.
              3. Relatório: trabalho escrito em forma de resumo, pode ser produzido
              individualmente ou em grupo.
AVALIAÇÃO   Os grupos são avaliados e exercem também a
            função de avaliadores. Os critérios de avaliação
            devem ser adequados aos objetivos da atividade
            em termos de conhecimento, habilidades e
            competências.     Sugestão    de    critérios   de
            avaliação:
            - clareza e coerência na apresentação;
            - domínio do conteúdo apresentado;
            - participação do grupo durante a exposição;
            -   utilização   de   dinâmicas    e/ou   recursos
            audiovisuais na apresentação.
DESCRIÇÃO      É a análise minuciosa
               e    objetiva    de        uma
               situação        real       que
               necessita                  ser
               investigada            e     é
               desafiadora para os
               envolvidos.

OPERAÇÕES DE   Análise, interpretação,
PENSAMENTO     crítica,   levantamento
               de hipóteses, busca
               de          suposições,
               decisão e resumo.
DINÂMICA DA   1. O professor expõe o caso a ser estudado (distribui ou lê o
ATIVIDADE     problema aos participantes), que pode ser um caso para cada
              grupo ou o mesmo caso para diversos grupos.
              2. O grupo analisa o caso, expondo seus pontos de vista e os
              aspectos sob os quais o problema pode ser enfocado.
              3. O professor retoma os pontos principais, analisando
              coletivamente as soluções propostas.
              4. O grupo debate as soluções, discernindo as melhores
              conclusões.
              Papel do professor: selecionar o material de estudo, apresentar
              um roteiro para trabalho, orientar os grupos no decorrer do
              trabalho, elaborar instrumento de avaliação.
              Análise de um caso:
              - Descrição do caso: aspectos e categorias que compõem a
              situação. Professor deverá indicar categorias mais importantes
              a serem analisadas.
              - Prescrição do caso: estudante faz proposições para mudança
              da situação apresentada;
              - Argumentação: estudante justifica suas proposições mediante
              aplicação dos elementos teóricos de que dispõe.
AVALIAÇÃO
            O registro da avaliação pode ser realizado por meio
            de ficha com critérios a serem considerados, tais
            como:
            - aplicação dos conhecimentos (a argumentação
            explicita os conhecimentos produzidos a partir dos
            conteúdos?);
            - coerência na prescrição (os vários aspectos
            prescritos apresentam uma adequada relação entre
            si?);
            - riqueza na argumentação (profundidade e
            variedade de pontos de vista);
            - síntese.
DESCRIÇÃO      É a simulação de um júri em que, a partir de um problema, são
               apresentados argumentos de defesa e de acusação.
               Pode levar o grupo à análise e avaliação de um fato proposto com
               objetividade e realismo, à crítica construtiva de uma situação e à
               dinamização do grupo para estudar profundamente um tema real.

OPERAÇÕES DE   Imaginação, interpretação, crítica, comparação, análise, levantamento
PENSAMENTO     de hipóteses, busca de suposições e decisão.
DINÂMICA DA   1. Partir de um problema concreto e objetivo, estudado e conhecido
ATIVIDADE     pelos participantes.
              2. Um estudante fará o papel de juiz e outro o papel de escrivão.
              Os demais componentes da classe serão divididos em quatro grupos:
              promotoria, de um a quatro estudantes; defesa, com igual número;
              conselho de sentença, com sete estudantes; e o plenário com os
              demais.
              3. A promotoria e a defesa devem ter alguns dias para a preparação
              dos trabalhos, sob orientação do professor - cada parte terá 15 min
              para apresentar seus argumentos.
              O juiz manterá a ordem dos trabalhos e formulará os quesitos ao
              conselho de sentença. O escrivão tem a responsabilidade de fazer o
              relatório dos trabalhos.
              O conselho de sentença, após ouvir os argumentos de ambas as
              partes, apresenta sua decisão final.
              O plenário será encarregado de observar o desempenho da
              promotoria e da defesa e fazer uma apreciação final sobre sua
              desenvoltura.


AVALIAÇÃO     Considerar se a apresentação das idéias foi concisa, clara e lógica, se
                a profundidade dos conhecimentos foi adequada e se a
              argumentação foi fundamentada nos diversos papéis.
DESCRIÇÃO    É a discussão informal de um
             grupo de estudantes, indicados
             pelo professor (que já estudaram a
             matéria em análise, interessados
             ou afetados pelo problema em
             questão),   em   que     apresentam
             pontos de vista antagônicos na
             presença de outros.
             Podem ser convidados estudantes
             de outras fases, cursos ou mesmo
             especialistas na área.


OPERAÇÕES    Obtenção e organização de dados,
DE           observação, interpretação, busca
PENSAMENTO   de suposições, crítica e análise.
DINÂMICA DA 1. O professor coordena o processo de painel.
ATIVIDADE   2. Cinco a oito pessoas se colocam, sem formalidade, em
             semicírculo diante dos ouvintes, ou ao redor de uma mesa, para
             falar de um determinado assunto.
             3. Cada pessoa deverá falar pelo tempo de 2 a 10 minutos.
             4. O professor anuncia o tema da discussão e o tempo
             destinado a cada participante.
             5. No final, o professor faz as conexões da discussão para, em
             seguida, convidar os demais participantes a formularem
             perguntas aos painelistas.


AVALIAÇÃO
             Participação dos estudantes painelistas e da platéia analisando:
             - a habilidade de atenção e concentração;
             - a síntese das idéias apresentadas;
             - os argumentos consistentes tanto na colocação das idéias
             como nas respostas aos participantes;
             - consistência das perguntas elaboradas.
ESTRATÉGIAS DE ENSINAGEM
APRENDIZAGEM BASEADA EM
PROBLEMAS (PBL) – RESOLUÇÃO DE
PROBLEMAS.
APRENDIZAGEM BASEADA EM
        PROBLEMAS (PBL)
 Origem
 Princípios fundamentais




               Prof. Paulo Zuccolotto
ELEMENTOS PRINCIPAIS DO PBL
FORMATOS DO PBL


FORMATO
CURRICUL
   AR
FORMATOS DO PBL

FORMATO HÍBRIDO
FORMATOS DO PBL


FORMATO PARCIAL
ABORDAGENS DO PROCESSO PBL


             CICLO PBL
             SIMPLES
ABORDAGENS DO PROCESSO
         PBL
          CICLO PBL REITERATIVO
ABORDAGENS
                DO PROCESSO
                    PBL




CICLO PBL COM
DETALHAMENTO
 PROGRESSIVO
O QUE É UM PROBLEMA ?
EXEMPLO DE PROBLEMA NO ENSINO DE ADMINISTRAÇÃO
VANTAGENS E DESVANTAGENS
  DO PBL EM RELAÇÃO AO
          ALUNO
VANTAGENS E DESVANTAGENS DO
PBL EM RELAÇÃO À INSTITUIÇÃO
         E DOCENTES




          Prof. Paulo Zuccolotto
PESQUISA SOBRE O PBL
SEQUÊNCIA DAS ATIVIDADES - (PBL)
“O que nos diz respeito...é o
  fato de todos nós virmos
  ao mundo ao nascermos e
  de     ser    o    mundo
  constantemente renovado
  mediante ao nascimento.
  A educação é o ponto em
  que decidimos se amamos
  o mundo o bastante para
  assumirmos a respon-
  sabilidade por ele e, com
  tal gesto, salvá-lo da
  ruína que seria inevitável
  não fosse a renovação e a
  vinda dos novos jovens.”
“A Educação é, também, onde decidimos se amamos nossos
 jovens o bastante pra não expulsá-los do nosso mundo e
 abandoná-los a seus próprios recursos, e tampouco arrancar
 de suas mãos a oportunidade de empreender alguma coisa
 nova e imprevista para nós, preparando-os em vez disso com
 antecedência para a tarefa de renovar um mundo comum.”
Prof. Paulo Zuccolotto
paulozuccolotto@puc-campinas.edu.br




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OFICINA PEDAGÓGICA II “ESTRATÉGIAS DE ENSINO E DE APRENDIZAGEM NO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO” | Paulo Zuccolotto

  • 1. ESTRATÉGIAS DE ENSINO E DE APRENDIZAGEM NO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Paulo Zuccolotto paulozuccolotto@puc-campinas.edu.br
  • 2.  Reflexões iniciais  Ensinar X Aprender  Uma Aula Ruim...  Aprendizagem Significativa  Propostas de Estratégias de Ensinagem  Aprendizagem Baseada em Problemas  Problema  Reflexões finais
  • 3. A escola hoje e os alunos que não aprendem Roberto Leal Lobo e Silva Filho “É preciso rever modas como o valor universal do trabalho em grupo, a 'postura crítica' em vez do conteúdo, a profusão de tudo que é 'social' ou extracurricular” Folha de São Paulo - 23 de outubro de 2012
  • 4.
  • 5. Alunos  Vestibular pouco competitivo  Novas profissões  Na forma de aprender  Atenção.  Natividade digital.  A alfabetização, a frustração, a convivência.  Aprender a ser – aprender / apreender – aprender a aprender.
  • 6.  Como verbo de ação ensinar caracteriza duas dimensões: Uma utilização intencional – (a de ensinar) Uma de resultado – (a efetivação do objetivo almejado).  Se ministrei os conteúdos, mesmo que tendo a sincera intenção de ensinar mas não atingi o objetivo não terei comprido as duas dimensões pretendidas. Prof. Paulo Zuccolotto
  • 7. Aprendiz+ agem Aprender – Apreender ( do lat. apprehendere) Assimilar mentalmente Entender compreender 1- “reter na memória, mediante o estudo, a observação ou a experiência” (aprendizagem mecânica) 2- “tornar-se apto ou capaz de alguma coisa, em conseqüência de estudo, observação ou experiência” (aprendizagem significativa) Pádua - 2010 7
  • 8. Para uma aula ruim..(LOWMAN, 2004)
  • 9.  Comece sem introduzir a matéria ou de acordo com seus próprios interesses. Simplesmente, comece com o primeiro tópico que deseja expor  Nãofaça referências ao contexto mais amplo do tópico específico em consideração.  Nãoreconheça os interesses ou os conhecimentos e experiências prévias dos estudantes.  Preocupe-secom o contexto histórico de um tópico, negligenciando o tema central do curso/disciplina.
  • 10. Exige-se: a) partir do universo do aprendiz. b) uso de estratégias adequadas, motivação e despertar interesse. c) incentivo à pergunta. d) contato com situações práticas, concretas. e) que o aprendiz tome este processo como seu
  • 11. PROPOSTAS 1. Aula expositiva dialogada 2. Estudo de Texto 3. Portfólio 4. Tempestade cerebral 5. Mapa conceitual 6. Estudo dirigido 7. Lista de discussão por meios informatizados 8. Solução de problemas (Aprendizagem Baseada em Problemas – PBL) Anastasiou (2004)
  • 12. PROPOSTAS 9. Phillips 66 14. Dramatização 10. Grupo de verbalização e 15. Ensino com pesquisa grupo de observação 16. Seminário (GV/GO) 17. Estudo de caso 11. Fórum 18. Júri simulado 12. Oficina 19. Simpósio (laboratório/workshop) 20. Painel 13. Estudo do meio Anastasiou (2004)
  • 13. DESCRIÇÃO É uma exposição do conteúdo, com as participações ativas dos estudantes, cujos conhecimentos prévios devem ser considerados e podem ser tomados como ponto de partida. O professor leva os estudantes a questionarem, interpretarem e discutirem o objeto de estudo, a partir do reconhecimento e do confronto com a realidade. Deve favorecer análise crítica, resultando na produção de novos conhecimentos. Propõe a superação da passividade e imobilidade intelectual dos estudantes. OPERAÇÃO DE Obtenção e organização de dados, PENSAMENTO interpretação, crítica, decisão, comparação e resumo.
  • 14. DINÃMICA DA - Professor contextualiza o tema de modo a mobilizar as estruturas ATIVIDADE mentais do estudante para operar com as informações que este traz, articulando-as às que serão apresentadas; faz a apresentação dos objetivos de estudo da unidade e sua relação com a disciplina ou curso. - Faz a exposição, que deve ser bem preparada, podendo solicitar exemplos aos estudantes, e busca o estabelecimento de conexões entre a experiência vivencial dos participantes, o objeto estudado e o todo da disciplina. - É importante ouvir o estudante, buscando identificar sua realidade e seus conhecimentos prévios, que podem mediar a compreensão crítica do assunto e problematizar essa participação. - O forte dessa estratégia é o diálogo, com espaço para questionamentos, críticas e solução de dúvidas: é imprescindível que o grupo discuta e reflita sobre o que está sendo tratado, a fim de que uma síntese integradora seja elaborada por todos. AVALIAÇÃO - Participação dos estudantes contribuindo na exposição, perguntando, respondendo, questionando... - Pela participação do estudante acompanham-se a compreensão e a análise dos conceitos apresentados e construídos. - Podem-se usar diferentes formas de obtenção da síntese pretendida na aula: de forma escrita, oral, pela entrega de perguntas, esquemas, portfólio, sínteses variadas, complementação de dados no mapa conceitual e outras atividades complementares a serem efetivadas em continuidade pelos estudantes.
  • 15. DESCRIÇÃO Consiste na construção de um diagrama que indica a relação de conceitos em uma perspectiva bidimensional, procurando mostrar as relações hierárquicas entre os conceitos pertinentes à estrutura do conteúdo. OPERAÇÕES Interpretação e DE classificação, crítica, PENSAMENTO organização de dados e resumo. Prof. Paulo Zuccolotto
  • 16. DINÂMICA DA O professor poderá selecionar um conjunto de textos, ou de ATIVIDADE dados, objetos, informações sobre um tema ou objeto de estudo de uma unidade de ensino e aplicar a estratégia do mapa conceitual propondo ao estudante a ação de: - identificar os conceitos-chave do objeto ou texto estudado; - selecionar os conceitos por ordem de importância; - incluir conceitos e idéias mais específicas; - estabelecer relação entre os conceitos por meio de linhas e identificá-las com uma ou mais palavras que explicitem essa relação; - identificar conceitos e palavras que devem ter um significado ou expressam uma proposição; - buscar estabelecer relações horizontais e cruzadas, traçá-las; - perceber que há várias formas de traçar o mapa conceitual; - compartilhar os mapas coletivamente, comparando-os e complementando-os; - justificar a localização de certos conceitos, verbalizando seu entendimento. Prof. Paulo Zuccolotto
  • 17. AVALIAÇÃO Acompanhamento da construção do mapa conceitual a partir da definição coletiva dos critérios de avaliação: - conceitos claros; - relação justifica da; - riqueza de idéias; - criatividade na organização; - representatividade do conteúdo trabalhado.
  • 18. DESCRIÇÃO É uma possibilidade de estimular a geração de novas idéias de forma espontânea e natural, deixando funcionar a imaginação. Não há certo ou errado. Tudo o que for levantado será considerado, solicitando-se, se necessário, uma explicação posterior do estudante. OPERAÇÕES DE Imaginação e criatividade, busca de suposições e classificação. PENSAMENTO
  • 19. DINÂMICA DA Ao serem perguntados sobre uma problemática, os estudantes ATIVIDADE devem: 1. expressar em palavras ou frases curtas as idéias sugeridas pela questão proposta. 2. evitar atitude crítica que levaria a emitir juízo e/ou excluir idéias. 3. registrar e organizar a relação de idéias espontâneas. 4. fazer a seleção delas conforme critério seguinte ou a ser combinado: - ter possibilidade de ser posta em prática logo; - ser compatíveis com outras idéias relacionadas ou enquadradas numa lista de idéias; - ser apreciadas operacionalmente quanto à eficácia a curto, médio e longo prazo. AVALIAÇÃO Observação das habilidades dos estudantes na apresentação de idéias quanto a: capacidade criativa, concisão, logicidade, aplicabilidade e pertinência, bem como seu desempenho na descoberta de soluções apropriadas ao problema apresentado.
  • 20. DESCRIÇÃO É a oportunidade de um grupo de pessoas poder debater, à distância, um tema sobre o qual sejam especialistas ou tenham realizado um estudo prévio, ou queiram aprofundá-lo por meio eletrônico. OPERAÇÕES Comparação, observação, DE interpretação, busca de PENSAMENTO suposições, construção de hipóteses, obtenção e organização de dados.
  • 21. DINÂMICA DA Organizar um grupo de pessoas para discutir um tema, ou ATIVIDADE vários subgrupos com tópicos da temática para realizar uma reflexão contínua, debate fundamentado, com intervenções do professor, que, como membro do grupo, traz suas contribuições. Não é um momento de perguntas e respostas apenas entre estudantes e professor, mas entre todos os integrantes, como parceiros do processo. É importante o estabelecimento do tempo-limite para o desenvolvimento da temática. Esgotando-se o tema, o processo poderá ser reativado a partir de novos problemas. AVALIAÇÃO Essa é uma estratégia em que ocorre uma avaliação grupal, ao longo do processo, cabendo a todos esse acompanhamento. No entanto, como o professor é o responsável pelo processo de ensinagem, o acompanhamento das participações, da qualidade das inclusões, das elaborações apresentadas toma- se elemento fundamental para as retomadas necessárias na lista e, oportunamente, em classe.
  • 22. DESCRIÇÃO É a análise de temas/problemas sob a coordenação do professor, que divide os estudantes em dois grupos: um de verbalização (GV) e outro de observação (GO). É uma estratégia aplicada com sucesso ao longo do processo de construção do conhecimento e, nesse caso, requer leituras, estudos preliminares, enfim, um contato inicial com o tema. OPERAÇÕES DE Análise, interpretação, crítica, PENSAMENTO levantamento de hipóteses, obtenção e organização de dados, comparação, resumo, observação e interpretação.
  • 23. 1. Dividir os estudantes em dois grupos, um para verbalização de um tema/problema DINÂMICA DA ATIVIDADE e outro de observação. 2. Organizá-los em dois círculos, um interno e outro externo, dividindo o número de membros conforme o número de estudantes da turma. Em classes muito numerosas o grupo de observação será numericamente maior que o de verbalização. 3. Num primeiro momento, o grupo interno verbaliza, expõe, discute o tema; enquanto isso, o GO observa, registra conforme a tarefa que lhe tenha sido atribuída. Em classes muito numerosas, as tarefas podem ser diferenciadas para grupos destacados na observação. 4. Fechamento: o GO passa a oferecer sua contribuição, conforme a tarefa que lhe foi atribuída, ficando o GV na escuta. 5. Em classes com menor número de estudantes, o grupo externo pode trocar de lugar e mudar de função - de observador para verbalizador. 6. Divide-se o tempo conforme a capacidade do tema em manter os estudantes mobilizados. 7. O fechamento, papel fundamental do docente, deve contemplar os objetivos, portanto, incluir elementos do processo e dos produtos obtidos.
  • 24. AVALIAÇÃO O grupo de verbalização será avaliado pelo professor e pelos colegas da observação. Os critérios de avaliação são decorrentes dos objetivos, tais como: - clareza e coerência na apresentação; - domínio da problemática na apresentação; - participação do grupo observador durante a exposição; - relação crítica da realidade.
  • 25. DESCRIÇÃO É um espaço em que as idéias devem germinar ou ser semeadas. Portanto, espaço onde um grupo discuta ou debata temas ou problemas que são colocados em discussão. OPERAÇÕES DE Análise, interpretação, crítica, PENSAMENTO levantamento de hipóteses, busca de suposições, obtenção de organização de dados, comparação, aplicação de fatos a novas situações.
  • 26. DINÂMICA DA Três momentos: ATIVIDADE 1. Preparação (papel do professor é fundamental): - apresentar o tema e/ou selecioná-lo conjuntamente com os estudantes, justificar sua importância; - desafiar os estudantes, apresentar os caminhos para realizarem as pesquisas e suas diversas modalidades (bibliográfica, de campo ou de laboratório); - organizar o calendário para as apresentações dos trabalhos dos estudantes; - orientar os estudantes na pesquisa (apontar fontes de consulta bibliográfica e/ou pessoas ou instituições) e na elaboração de seus registros para a apresentação ao grupo; - organizar o espaço físico para favorecer o diálogo entre os participantes. 2. Desenvolvimento: - discussão do tema, em que o secretário anota os problemas formulados, bem como soluções encontradas e as conclusões apresentadas. Cabe ao professor dirigir a sessão de crítica ao final de cada apresentação, fazendo comentários sobre cada trabalho e sua exposição, organizando uma síntese integradora do que foi apresentado. 3. Relatório: trabalho escrito em forma de resumo, pode ser produzido individualmente ou em grupo.
  • 27. AVALIAÇÃO Os grupos são avaliados e exercem também a função de avaliadores. Os critérios de avaliação devem ser adequados aos objetivos da atividade em termos de conhecimento, habilidades e competências. Sugestão de critérios de avaliação: - clareza e coerência na apresentação; - domínio do conteúdo apresentado; - participação do grupo durante a exposição; - utilização de dinâmicas e/ou recursos audiovisuais na apresentação.
  • 28. DESCRIÇÃO É a análise minuciosa e objetiva de uma situação real que necessita ser investigada e é desafiadora para os envolvidos. OPERAÇÕES DE Análise, interpretação, PENSAMENTO crítica, levantamento de hipóteses, busca de suposições, decisão e resumo.
  • 29. DINÂMICA DA 1. O professor expõe o caso a ser estudado (distribui ou lê o ATIVIDADE problema aos participantes), que pode ser um caso para cada grupo ou o mesmo caso para diversos grupos. 2. O grupo analisa o caso, expondo seus pontos de vista e os aspectos sob os quais o problema pode ser enfocado. 3. O professor retoma os pontos principais, analisando coletivamente as soluções propostas. 4. O grupo debate as soluções, discernindo as melhores conclusões. Papel do professor: selecionar o material de estudo, apresentar um roteiro para trabalho, orientar os grupos no decorrer do trabalho, elaborar instrumento de avaliação. Análise de um caso: - Descrição do caso: aspectos e categorias que compõem a situação. Professor deverá indicar categorias mais importantes a serem analisadas. - Prescrição do caso: estudante faz proposições para mudança da situação apresentada; - Argumentação: estudante justifica suas proposições mediante aplicação dos elementos teóricos de que dispõe.
  • 30. AVALIAÇÃO O registro da avaliação pode ser realizado por meio de ficha com critérios a serem considerados, tais como: - aplicação dos conhecimentos (a argumentação explicita os conhecimentos produzidos a partir dos conteúdos?); - coerência na prescrição (os vários aspectos prescritos apresentam uma adequada relação entre si?); - riqueza na argumentação (profundidade e variedade de pontos de vista); - síntese.
  • 31. DESCRIÇÃO É a simulação de um júri em que, a partir de um problema, são apresentados argumentos de defesa e de acusação. Pode levar o grupo à análise e avaliação de um fato proposto com objetividade e realismo, à crítica construtiva de uma situação e à dinamização do grupo para estudar profundamente um tema real. OPERAÇÕES DE Imaginação, interpretação, crítica, comparação, análise, levantamento PENSAMENTO de hipóteses, busca de suposições e decisão.
  • 32. DINÂMICA DA 1. Partir de um problema concreto e objetivo, estudado e conhecido ATIVIDADE pelos participantes. 2. Um estudante fará o papel de juiz e outro o papel de escrivão. Os demais componentes da classe serão divididos em quatro grupos: promotoria, de um a quatro estudantes; defesa, com igual número; conselho de sentença, com sete estudantes; e o plenário com os demais. 3. A promotoria e a defesa devem ter alguns dias para a preparação dos trabalhos, sob orientação do professor - cada parte terá 15 min para apresentar seus argumentos. O juiz manterá a ordem dos trabalhos e formulará os quesitos ao conselho de sentença. O escrivão tem a responsabilidade de fazer o relatório dos trabalhos. O conselho de sentença, após ouvir os argumentos de ambas as partes, apresenta sua decisão final. O plenário será encarregado de observar o desempenho da promotoria e da defesa e fazer uma apreciação final sobre sua desenvoltura. AVALIAÇÃO Considerar se a apresentação das idéias foi concisa, clara e lógica, se a profundidade dos conhecimentos foi adequada e se a argumentação foi fundamentada nos diversos papéis.
  • 33. DESCRIÇÃO É a discussão informal de um grupo de estudantes, indicados pelo professor (que já estudaram a matéria em análise, interessados ou afetados pelo problema em questão), em que apresentam pontos de vista antagônicos na presença de outros. Podem ser convidados estudantes de outras fases, cursos ou mesmo especialistas na área. OPERAÇÕES Obtenção e organização de dados, DE observação, interpretação, busca PENSAMENTO de suposições, crítica e análise.
  • 34. DINÂMICA DA 1. O professor coordena o processo de painel. ATIVIDADE 2. Cinco a oito pessoas se colocam, sem formalidade, em semicírculo diante dos ouvintes, ou ao redor de uma mesa, para falar de um determinado assunto. 3. Cada pessoa deverá falar pelo tempo de 2 a 10 minutos. 4. O professor anuncia o tema da discussão e o tempo destinado a cada participante. 5. No final, o professor faz as conexões da discussão para, em seguida, convidar os demais participantes a formularem perguntas aos painelistas. AVALIAÇÃO Participação dos estudantes painelistas e da platéia analisando: - a habilidade de atenção e concentração; - a síntese das idéias apresentadas; - os argumentos consistentes tanto na colocação das idéias como nas respostas aos participantes; - consistência das perguntas elaboradas.
  • 35. ESTRATÉGIAS DE ENSINAGEM APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS (PBL) – RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS.
  • 36. APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS (PBL)  Origem  Princípios fundamentais Prof. Paulo Zuccolotto
  • 41. ABORDAGENS DO PROCESSO PBL CICLO PBL SIMPLES
  • 42. ABORDAGENS DO PROCESSO PBL CICLO PBL REITERATIVO
  • 43. ABORDAGENS DO PROCESSO PBL CICLO PBL COM DETALHAMENTO PROGRESSIVO
  • 44. O QUE É UM PROBLEMA ?
  • 45. EXEMPLO DE PROBLEMA NO ENSINO DE ADMINISTRAÇÃO
  • 46. VANTAGENS E DESVANTAGENS DO PBL EM RELAÇÃO AO ALUNO
  • 47. VANTAGENS E DESVANTAGENS DO PBL EM RELAÇÃO À INSTITUIÇÃO E DOCENTES Prof. Paulo Zuccolotto
  • 50. “O que nos diz respeito...é o fato de todos nós virmos ao mundo ao nascermos e de ser o mundo constantemente renovado mediante ao nascimento. A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a respon- sabilidade por ele e, com tal gesto, salvá-lo da ruína que seria inevitável não fosse a renovação e a vinda dos novos jovens.”
  • 51. “A Educação é, também, onde decidimos se amamos nossos jovens o bastante pra não expulsá-los do nosso mundo e abandoná-los a seus próprios recursos, e tampouco arrancar de suas mãos a oportunidade de empreender alguma coisa nova e imprevista para nós, preparando-os em vez disso com antecedência para a tarefa de renovar um mundo comum.”

Notas do Editor

  1. Problema 4 - Os custos invisíveis do controle excessivo     Enquanto algumas pesquisas de administração demonstram que o empowerment (consiste da capacitação e da valorização do funcionário para contribuir em inovação e resolução de problemas em seu local de trabalho), torna os trabalhadores mais felizes, outros pesquisadores argumentam que ele também contribui para maior produtividade, melhor saúde e maiores economias em custos médicos. De fato, as pesquisas demonstram que os trabalhadores que têm algum grau de controle sobre seu trabalho são, em média, mais saudáveis que os trabalhadores com pouco ou nenhum controle sobre seu desempenho. Pesquisadores britânicos acompanharam cerca de 7.400 funcionários públicos por um período de cinco anos e descobriram que os funcionários de nível operacional que exercem pouco ou nenhum controle sobre seu desempenho apresentavam um risco 50% maior para desenvolver os sintomas de doenças de coração que aqueles situados em níveis hierárquicos mais altos. O estudo também concluiu que os fatores tradicionais de risco, como obesidade, fumo e outros, contribuíam menos para o surgimento dos sintomas do que a falta de controle sobre o trabalho. A pesquisa corroborou os dados de outros estudos realizados nos Estados Unidos e tem servido para consolidar o olhar crítico acerca das conseqüências indesejáveis do controle organizacional sobre os indivíduos.   Fonte : D. Stauffer, "The hidden cost of toa much contrai", Harvard Management Update, 1997.   SOBRAL, F; PECI, A. Administração: teoria e prática no texto brasileiro. São Paulo: Pearson, 2008.