34 epílogo

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34 epílogo

  1. 1. EPÍLOGO A pergunta-chave na teologia contemporânea é: Como conhecemoso significado da Escritura? Enquanto que o Espírito Santo ilumina amente do crente em seu esforço para compreender a Bíblia, necessita-seum método científico para interpretar a Escritura. Só assim pode evitar-se uma interpretação puramente subjetiva do texto e a forma estreita depensar. O propósito deste livro é investigar a unidade teológica dasprofecias hebraicas e o evangelho cristão do Novo Testamento. Seuenfoque específico é trazer à luz a continuidade essencial das profeciasdo tempo do fim de Israel no panorama profético do Jesus, Paulo e oApocalipse de João. Este enfoque que se distingue de métodos anteriores, usa de umamaneira consistente o método de exegese contextual, tanto do contextoimediato como do contexto mais amplo da Escritura, o que significa queo texto do Novo Testamento sempre deve relacionar-se com o do AntigoTestamento para descobrir o patrimônio espiritual de Cristo e dosescritores apostólicos, e isto é válido de maneira especial para oApocalipse que está saturado com termos e conceitos do AntigoTestamento. Este método implica que todas as aplicações da história da igreja dotexto profético são secundárias a uma exegese contextual e devemsubordinar-se ao propósito do autor tal como se determina pelo contextoimediato e o contexto mais amplo. Nunca deve permitir-se que a históriada igreja e a do mundo cheguem a ser a norma da exegese bíblica. ABíblia interpreta a história e não o contrário. Na aplicação contínuo-histórica das profecias apocalípticas existe o perigo de atribuir ao textosagrado certos acontecimentos importantes da história. O intérpretehistoricista da profecia necessita autodisciplinar-se em suas declaraçõesda profecia cumprida. A história já se encarregou de muitos enganos quese cometeram a esse respeito!
  2. 2. Epílogo 2 Rechaçando os princípios filosóficos do literalismo, alegorismo eidealismo, recomendo o uso consistente dos princípios de interpretaçãode Cristo e seus apóstolos como a chave-mestra para descobrir osignificado das profecias simbólicas do tempo do fim, tanto do AntigoTestamento como do Novo Testamento. Sua hermenêutica evangélicapode estabelecer-se analisando a forma como Cristo e Paulo aplicaram asprofecias de Daniel a seu próprio tempo e época, e isto requer umaanálise cuidadosa de Mateus 24 (e as passagens paralelas) e 2Tessalonicenses 2 como ponto essencial para descobrir que regrasespecíficas seguiram em sua interpretação das profecias do AntigoTestamento. A norma decisiva, e a pauta para a compreensão que tiveram detodas as profecias hebréias, foi a convicção de que Jesus de Nazaré é oMessias da profecia. Esta crença fundamental transformoucompletamente em cristocêntrico o panorama do futuro de Cristo e dosescritores do Novo Testamento. Moveu-os a reorganizar todas asprofecias hebraicas como promessas centradas em Cristo. Estecumprimento do evangelho deu como resultado o fato de que o povoverdadeiro de Cristo esteja constituído como o núcleo do Israel espirituale, assim, como o Israel de Deus. Se Jesus de Nazaré é o Cristo daprofecia, então o povo de Cristo, como seu "corpo", é o centro de todasas profecias do tempo do fim. A hermenêutica do evangelho funciona como a pauta inspirada paraa interpretação das predições inclusive não cumpridas das profeciasapocalípticas. Este procedimento mantém plenamente o axioma de fé de"sola Scriptura" que exige que se permita à Escritura interpretar-se a simesmo. Nem a tradição da igreja, nem a história nem um profetaextrabíblico são os intérpretes finais da Escritura. A Bíblia continuasendo seu próprio expositor, seu próprio intérprete final e o juiz de todasas escolas de interpretação profética. O método contextual oferece umavisão crítica de qualquer outro método de interpretação profética, e
  3. 3. Epílogo 3mostra a forma para distinguir entre o propósito do autor do textosagrado e as aplicações dos comentadores extrabíblicos. Com respeito ao livro do Apocalipse, é essencial reconhecer suaestrutura quiástica como a chave de sua composição como um todo. Estedescobrimento aponta a seu centro, Apocalipse 12-14, como o temaparticular do Apocalipse de João para o povo de Deus do tempo do fim.Esta unidade literária é o desenvolvimento das visões antecipatórias deApocalipse 10 e 11 que unem o tempo do fim ao período da sextatrombeta. As visões de Apocalipse 10 a 14 revelam uma conexãoespecífica com o livro de Daniel e seu enfoque das profecias do tempodo fim dos capítulos 7 a 12. Este fato faz com que o livro de Daniel, comDaniel 7 como seu tema central, seja fundamental para a compreensãodo Apocalipse. O Apocalipse revela a forma como Daniel e todas asoutras profecias hebraicas do tempo do fim encontrarão sua consumaçãona história da salvação.

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