Reunião Técnica
Nacional de matéria
administrativa – PFE-INSS
Principais alterações promovidas pela IN SLTI/MPOG
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Principais Pontos abordados
 Parcelamento dos serviços
 Garantia
 habilitação econômico-financeira
 habilitação Técnic...
O problema criado pela IN
SLTI/MPOG 02/08
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3, 4 e 5 em 2009)
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Paradigma da mudança
 1) Escolher melhor a empresa (criando
mecanismos eficazes de seleção econômica e
técnica da empresa...
Parcelamento
Redação pré IN 6
 Art. 3º Serviços distintos
devem ser licitados e
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Acórdão Pré AC 1214/2013
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com vários lotes
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Análise do Relator
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mercado prestam todos esses tipos de serviço, sendo
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O que muda na prática?
 Serviços que deveriam ser licitados em conjunto: (item
173 do relatório)
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O que muda na prática?
 Serviços que deveriam ser licitados separadamente
(174)
1. Manutenção predial;
2. Ar condicionado...
O que muda na prática?
 O § 1º do artigo 23 da Lei nº 8.666/1993 continua com
a redação conferida pela lei nº 8.883/1994 ...
E quanto às empresas de
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E quanto às empresas de
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E quanto às empresas de
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E quanto às empresas de
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Garantia: mudou muita
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Simples Nacional e cessão de
mão de obra
 Art. 19, XXIII - disposição de que a licitante,
Microempresa ou Empresa de Pequ...
Simples Nacional e cessão de
mão de obra
 Art. 19, § 4º Para efeito de comprovação do disposto
no inciso XXIII, a contrat...
Habilitação econômico-
financeira
 Colheita de dados e informações que nos permitam
aferir a capacidade financeira da lic...
Como fazíamos antes?
 “85. (...) somente tem-se exigido a comprovação de
patrimônio líquido mínimo de 10% (dez por cento)...
Como fazíamos antes?
 Utilizávamos o patrimônio líquido mínimo de maneira
meramente subsidiária em relação aos índices do...
Problema do uso isolado dos
índices do SICAF
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avaliação da liquidez corrente...
Solução proposta
 Complementar as avaliações econômico-financeiras
dos licitantes por meio de critérios ou índices que
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Fundamento técnico
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bens, as de terceirização de serviços são altamente...
IN 02 – Nova redação
 Art. 19 XXIV - b) Capital Circulante Líquido ou Capital
de Giro (Ativo Circulante - Passivo Circula...
Porque 16,66%?
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 100 mil / 13 = R$ 7.692,30 * 2 = ...
Mas isto só não basta
 Devemos também verificar se a empresa tem
patrimônio suficiente para suportar os compromissos
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E a DRE?
 A demonstração do resultado do exercício oferece uma
síntese financeira dos resultados operacionais e não
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Exemplo
Exemplo: Declaração – R$ 120.000,00 (valor total dos
Contratos vigentes)
Patrimônio Líquido deve ser superior a R$...
Em suma queremos saber se:
 possui capital de giro próprio;
 Possui patrimônio líquido compatível com o objeto
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Analise do Relator
 (...) .A lei também requer, de forma explícita, que a
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Certidão negativa de
recuperação judicial
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semelhante no âmbito do T...
Habilitação técnica
 1) Experiência anterior de 3 anos
 2) Atestado com número mínimo de postos
 3) Instalação de escri...
Experiência mínima de 3
anos
 Itens 121 a 124 do relatório
 A proposta do grupo é a comprovação de
experiência mínima de...
Atestados de capacidade
técnica
 Itens 106 a 120 do relatório
 Proposta: em licitações de 1 a 40 postos, exigir
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Análise do Relator
 82. Estando as exigências dentro dos limites
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Local do escritório para
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 Essa exigência se faz necessária tendo em vista que,
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Análise do relator
 Não havendo impedimentos de caráter legal para tal
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Redação da In 02
 Art. 19 (...) § 5º Na contratação de serviços continuados,
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Redação da IN 02 -
continuação
 § 7º Na contratação de serviços continuados com
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Qualificação técnico-
profissional
 Discussão a respeito dos quantitativos mínimos para
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Art. 30, § 1°, I da lei n°
8.666/1993
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Como pensava o TCU
 “16. Primeiramente, verifica-se que a exigência de
quantitativos mínimos para comprovação de
capacida...
Trecho do relatório do grupo
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parte final do inciso I, do parágrafo 1º...
Exemplo do grupo
 Nesse passo, seria possível, na esteira da hipótese
trazida de início, exigir atestado de fiscalização ...
Análise do Relator
 66. Dessa forma, parece-me mais consentânea com
o interesse público a interpretação conferida pelo
gr...
Perguntas sobre conta
vinculada
 1) conta vinculada é legal?
 2) sua utilização é obrigatória?
 2) abro em que banco?
...
Conta vinculada
 Itens 68 a 73 do relatório
 Por todo o exposto, o Grupo de Estudos conclui que a
gestão dos contratos d...
É legal?
 4. Assim, a exigência de que as empresas contratadas
mantenham, sob administração do Banco, fundo de
reserva co...
É legal?
SIM!
Parecer n° 73/2013/DECOR/CGU/AGU
É obrigatória?
 19-A (...) § 2º Os casos de comprovada inviabilidade
de utilização da conta vinculada deverão ser
justifi...
MENSAGEM SIASG 056497
(21/01/2010)
 TEXTO: SENHORES DIRIGENTES,
 INFORMAMOS QUE A APLICACAO DOS INCISOS DO ART, 19-A DA
...
Abro em que banco?
mensagem SIASG nº 079773 de
06/11/2013
 DEVIDO ÀS DIFICULDADES ENFRENTADAS PELOS ÓRGÃOS PÚBLICOS INTEG...
Anexo VII da in 02
 1.3 O órgão ou entidade contratante deverá firmar
acordo de cooperação com instituição bancária, o
qu...
Pagamento direto
 1) É legal?
 2) utilizo em que casos?
 3) e se meu contrato ou edital não prevejam o
pagamento direto?
É legal?
Sim!
 Parecer n° 73/2013/DECOR/CGU/AGU
STJ
 ADMINISTRATIVO. CONTRATO ADMINISTRATIVO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO.
ESTADO. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO DOS ENCARGO...
Preferibilidade
 Art. 19-A (...) V - a obrigação da contratada de, no
momento da assinatura do contrato, autorizar a
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Meu contrato é silente.
Posso pagar direto?
Sim!
Preferencialmente após
ajuizamento de ação na justiça
do trabalho.
Da retenção cautelar do PU do
art. 35 ≠ de pagamento direto
 “Art. 35.
.....................................................
Pesquisa de preços na
prorrogação
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Análise do Relator
 32. Entendo que o relatório produzido pelo grupo de
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IN 02
 § 2º A vantajosidade econômica para prorrogação dos
contratos de serviços continuados estará assegurada,
sendo dis...
Nova gestão do contrato
 1) divisão de tarefas (gestor, fiscal técnico e fiscal
administrativo) – Art. 31, § 2° - fim da ...
Rotinas de fiscalização
 Art. 34, § 5° da IN SLTI/MPOG 02
 Anexo IV da IN SLTI/MPOG 02
 Portaria nº 297-TCU
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Principais alterações promovidas pela IN SLTI/MPOG 06/13 na contratação e fiscalização de serviços terceirizados

  1. 1. Reunião Técnica Nacional de matéria administrativa – PFE-INSS Principais alterações promovidas pela IN SLTI/MPOG 06/13 na contratação e fiscalização de serviços terceirizados Daniel de Andrade Oliveira Barral
  2. 2. Principais Pontos abordados  Parcelamento dos serviços  Garantia  habilitação econômico-financeira  habilitação Técnica  Conta Vinculada  Pagamento direto  Pesquisa de preços na prorrogação  Redefinição da fiscalização (seguiremos a ordem dos artigos da IN 2)
  3. 3. O problema criado pela IN SLTI/MPOG 02/08  2008 – IN SLTI/MPOG com rotinas de fiscalização (IN´s 3, 4 e 5 em 2009)  2010 - Grupo de Estudos MP/AGU/TCU/MF/TCE-SP/MPF  Destaque para a dificuldade de fiscalizar 19 documentos diferentes, além de ineficiente;  Oferta de sugestões para o problema  2013 – Acórdão nº 1.214/2013-P
  4. 4. Paradigma da mudança  1) Escolher melhor a empresa (criando mecanismos eficazes de seleção econômica e técnica da empresa)  2) ajustar a fiscalização para torna-la mais inteligente e vocacionada ao atingimento de resultados
  5. 5. Parcelamento Redação pré IN 6  Art. 3º Serviços distintos devem ser licitados e contratados separadamente, ainda que o prestador seja vencedor de mais de um item ou certame.  § 1º O disposto no caput não impede a adoção de medidas de economia processual, tais como a assinatura e publicação conjunta, em um mesmo documento, de contratos distintos.  (...) Redação Pós IN 6  “Art. 3º Serviços distintos podem ser licitados e contratados conjuntamente, desde que formalmente comprovado que:  I - o parcelamento torna o contrato técnica, econômica e administrativamente inviável ou provoca a perda de economia de escala; e  II - os serviços podem ser prestados por empresa registrada e sob fiscalização de um único conselho regional de classe profissional, quando couber.
  6. 6. Acórdão Pré AC 1214/2013  Parcelamento do objeto: vários processos licitatórios versus um processo com vários lotes  (...) A equipe técnica verificou, então, que o órgão possuía apenas um contrato de terceirização, que “o atendia em relação aos serviços de limpeza, conservação, manutenção de instalações físicas, jardinagem, copeiragem, recepção de portaria e gabinetes, atendimento de consultório e operação de fotocopiadoras”. Constatou, também, que o “órgão realizou uma contratação conjunta de serviços divisíveis técnica e economicamente, em desacordo com o disposto no art. 23, §§ 1º e 2º, da Lei nº 8.666/1993”, além de outras potenciais irregularidades. (...) Na espécie, ainda para a unidade técnica, mesmo que não tenha havido restrições à competitividade, a junção de vários serviços distintos em uma só contratação inviabilizaria “a participação de empresas menores que porventura não tenham capacidade para atender a demanda total, mas apenas algumas parcelas”. (...) Acolhendo a manifestação da unidade técnica, o relator votou pela expedição de alerta ao TRF da 1ª Região - Seção Judiciária do Estado de Roraima, de modo a evitar ocorrência semelhante em licitações futuras, no que foi acompanhado pelos demais Ministros. Acórdão n.º 6594/2009-1ª Câmara, TC-022.785/2010-8, rel. Min. Valmir Campelo, 05.10.2010. (info 37)
  7. 7. Análise do Relator  22. (...) Isso porque as empresas que atuam no mercado prestam todos esses tipos de serviço, sendo especializadas não em algum deles especificamente, mas na administração de mão de obra. Assim, um eventual parcelamento não ampliaria a competitividade das licitações e potencialmente aumentaria o custo da contratação, uma vez que se empresas diversas ganharem a prestação de diferentes serviços dessa natureza, o custo fixo por posto de trabalho será maior. Além disso, aumentaria a dificuldade de gerenciamento dos contratos por parte da administração, que teria de se relacionar com um maior número de empresas.
  8. 8. O que muda na prática?  Serviços que deveriam ser licitados em conjunto: (item 173 do relatório) 1. Movimentação de móveis; 2. Almoxarifado; 3. Arquivo; 4. Protocolo; 5. Garçom; 6. Mensageiro; 7. Motorista; 8. Recepcionista; 9. Limpeza.
  9. 9. O que muda na prática?  Serviços que deveriam ser licitados separadamente (174) 1. Manutenção predial; 2. Ar condicionado; 3. Telefonia; 4. Serviços de engenharia em geral; 5. Áudio e vídeo; 6. Informática.
  10. 10. O que muda na prática?  O § 1º do artigo 23 da Lei nº 8.666/1993 continua com a redação conferida pela lei nº 8.883/1994 (os seja, a regra continua sendo a divisão)  Por isto devemos continuar exigindo justificativa técnica do não parcelamento?  24. Julgo adequada, portanto, a proposta de grupo de se estabelecer, como regra geral, que o parcelamento deve ser adotado na prestação de serviços de maior especialização técnica e não deve ser escolhido para a contratação de serviços de menor especialização, com a ressalva de que essa orientação constitui uma diretriz geral, mas sujeita a uma avaliação a ser feita caso a caso.
  11. 11. E quanto às empresas de vigilância?  O fato do art. 14, I da lei nº 7.102/1983 impor a emissão prévia de autorização de funcionamento às empresas de vigilância impede a reunião deste serviço com outros?
  12. 12. E quanto às empresas de vigilância?  1) Não há coincidência entre autorização de funcionamento e registro ou inscrição na entidade profissional competente imposta pelo art. 30, I, da 8.666/93 (AC-2475-49/07-P )  Lei nº 6.839/80 Art. 1º O registro de empresas e a anotação dos profissionais legalmente habilitados, delas encarregados, serão obrigatórios nas entidades competentes para a fiscalização do exercício das diversas profissões, em razão da atividade básica ou em relação àquela pela qual prestem serviços a terceiros
  13. 13. E quanto às empresas de vigilância?  2) outras atividades precisam igualmente de autorização estatal para funcionar e nem por isto foram afastadas a priori da reunião em um único objeto. Exemplo: limpeza (lei distrital nº 3.978/2007 – Acórdão nº 2.717-50/08-P)
  14. 14. E quanto às empresas de vigilância?  Contudo, atualmente, se verifica uma dedicação exclusiva das empresas de vigilância. Se esta situação se alterar poderia, em tese, ser reunida.  Necessária análise do caso concreto.
  15. 15. Garantia: mudou muita coisa?  1) maior detalhamento das disposições normativas;  2) previsão expressa de cobertura do inadimplemento das obrigações trabalhistas (art. 19, XIX, b, 4);  3) Previsão expressa de rescisão do contrato em caso de atraso na apresentação da garantia superior a 25 dias (art. 19, XIX, f);  4) Indicação de que o garantidor não é parte interessada no processo administrativo apenador (art. 19, XIX, g); Regras já incorporadas no edital padrão da PFE-INSS.
  16. 16. Simples Nacional e cessão de mão de obra  Art. 19, XXIII - disposição de que a licitante, Microempresa ou Empresa de Pequeno Porte, que venha a ser contratada para a prestação de serviços mediante cessão de mão de obra não poderá beneficiar-se da condição de optante pelo Simples Nacional, salvo as exceções previstas no § 5º- C do art. 18 da Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006; (Dispositivo incluído pela Instrução Normativa No 6, de 23 de dezembro de 2013)  I - construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de subempreitada, execução de projetos e serviços de paisagismo, bem como decoração de interiores;  VI - serviço de vigilância, limpeza ou conservação.
  17. 17. Simples Nacional e cessão de mão de obra  Art. 19, § 4º Para efeito de comprovação do disposto no inciso XXIII, a contratada deverá apresentar cópia do ofício, enviado à Receita Federal do Brasil, com comprovante de entrega e recebimento, comunicando a assinatura do contrato de prestação de serviços mediante cessão de mão de obra, até o último dia útil do mês subsequente ao da ocorrência da situação de vedação.  E se a empresa não comunicar, faço o que?
  18. 18. Habilitação econômico- financeira  Colheita de dados e informações que nos permitam aferir a capacidade financeira da licitante levando- se em consideração os compromissos que terá de assumir caso lhe seja adjudicado o contrato
  19. 19. Como fazíamos antes?  “85. (...) somente tem-se exigido a comprovação de patrimônio líquido mínimo de 10% (dez por cento) do valor estimado da contratação quando quaisquer dos índices de Liquidez Geral, Liquidez Corrente e Solvência Geral são iguais ou inferiores a 1 (um).  86. Ocorre que, via de regra, as empresas não apresentam índices inferiores a 1 (um), por consequência, também não se tem exigido a comprovação do patrimônio líquido mínimo, índice que poderia melhor aferir a capacidade econômica das licitantes.” Liquidez é a capacidade de pagar as dívidas de curto prazo Solvência a possibilidade de pagar as dívidas de curto e longo prazo em caso de liquidação da empresa
  20. 20. Como fazíamos antes?  Utilizávamos o patrimônio líquido mínimo de maneira meramente subsidiária em relação aos índices do SICAF Patrimônio Líquido: Grupo de contas do passivo em que estão registrados os recursos que os acionistas possuem investidos na empresa no momento do encerramento do exercício (principalmente: Capital, Reservas e Reserva de lucros)
  21. 21. Problema do uso isolado dos índices do SICAF  “90. A título de exemplificação, em tese, na avaliação da liquidez corrente, uma empresa com R$ 1,50 (um real e cinquenta centavos) no ativo circulante e R$ 1,00 (um real) no passivo circulante terá o mesmo índice de liquidez de outra empresa com R$ 1.500.000.000,00 (um bilhão e quinhentos mil reais) no ativo circulante e R$ 1.000.000.000,00 (um bilhão) no passivo circulante, qual seja, liquidez corrente igual a 1,5.”
  22. 22. Solução proposta  Complementar as avaliações econômico-financeiras dos licitantes por meio de critérios ou índices que expressem valores como percentuais de outro valor:  1) exigindo patrimônio líquido mínimo de 10% do valor estimado para a nova contratação;  2) e pelo método da subtração, como no caso do cálculo do capital de giro ou capital circulante líquido. Antigamente conhecido como capital de giro próprio, corresponde à diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante. Representa a parcela do Capital de Giro que está sendo financiada por capital próprio, isto é, com o dinheiro dos próprios acionistas.
  23. 23. Fundamento técnico  “93. Ao contrário das empresas de fornecimento de bens, as de terceirização de serviços são altamente demandantes de recursos financeiros de curto prazo e de alta liquidez, como moeda corrente, pois se faz necessário que disponham de recursos suficientes no ativo circulante para suportar despesa com a folha de pagamento e outros encargos a cada mês, independentemente do recebimento do pagamento do órgão para o qual presta os serviços.”  94. (...)
  24. 24. IN 02 – Nova redação  Art. 19 XXIV - b) Capital Circulante Líquido ou Capital de Giro (Ativo Circulante - Passivo Circulante) de, no mínimo, 16,66% (dezesseis inteiros e sessenta e seis centésimos por cento) do valor estimado da contratação, tendo por base o balanço patrimonial e as demonstrações contábeis do último exercício social;
  25. 25. Porque 16,66%? conta de advogado  Exemplo: futuro contrato de R$ 100.000,00 mil anual  100 mil / 13 = R$ 7.692,30 * 2 = R$ 15.384,61  Logo, os 16,66% buscam garantir que a empresa detenha “fôlego” para pagar dois meses de salários dos seus empregados diretamente alocados ao contrato com a Administração, sem receber pagamentos.
  26. 26. Mas isto só não basta  Devemos também verificar se a empresa tem patrimônio suficiente para suportar os compromissos já assumidos com outros contratos sem comprometer a nova contratação.  Art. 19, XXIV, “d”) declaração do licitante, acompanhada da relação de compromissos assumidos, conforme modelo constante do Anexo VIII, de que um doze avos dos contratos firmados com a Administração Pública e/ou com a iniciativa privada vigentes na data apresentação da proposta não é superior ao patrimônio líquido do licitante”
  27. 27. E a DRE?  A demonstração do resultado do exercício oferece uma síntese financeira dos resultados operacionais e não operacionais de uma empresa em certo período. Embora sejam elaboradas anualmente para fins legais de divulgação, em geral são feitas mensalmente para fins administrativos e, trimestralmente para fins fiscais.  98. Como, em tese, grande parte das receitas das empresas de terceirização é proveniente de contratos, é possível inferir a veracidade das informações apresentadas na relação de compromisso quando comparada com a receita bruta discriminada na DRE. Assim, a contratada deverá apresentar as devidas justificativas quando houver diferença maior que 10% entre a receita bruta discriminada na DRE e o total dos compromissos assumidos.
  28. 28. Exemplo Exemplo: Declaração – R$ 120.000,00 (valor total dos Contratos vigentes) Patrimônio Líquido deve ser superior a R$ 10.000,00 (1/12 avos de R$ 120.000,00 = R$ 10.000,00) Exemplo numérico 1: considerando o Patrimônio Líquido de R$ 20.000,00 Valor do Patrimônio Líquido – R$ 20.000,00 Valor Total dos Contratos – R$ 120.000,00 Cálculo: 20.000 x 12 = 2 >1 120.000 Lembrando que este valor tem que ser conferido com a DRE da empresa. Se neste exemplo a DRE indicasse uma receita bruta superior a R$ 132.000,00 ou inferior a R$ 108.000,00 a empresa teria que justificar os valores. Exemplo: Receita Bruta da DRE de R$ 150.000,00; Valor Total dos Contratos informado – R$ 120.000,00 Cálculo: (150.000 – 120.000) x 100 = 20% > 10% 150.000 Obs. Para essa situação, é necessário justificativa.
  29. 29. Em suma queremos saber se:  possui capital de giro próprio;  Possui patrimônio líquido compatível com o objeto contratual;  1/12 avos dos Contratos firmados pela licitante não é superior ao seu Patrimônio Líquido. Ou em outras palavras queremos saber se a cada mês os compromissos financeiros advindos dos contratos não superam o próprio patrimônio Líquido da empresa contratada.
  30. 30. Analise do Relator  (...) .A lei também requer, de forma explícita, que a comprovação da boa situação financeira seja feita de forma objetiva por meio de índices devidamente justificados no processo administrativo da licitação.  50. Assim, se os critérios previstos pela administração estiverem dentro desses parâmetros, entendo que é perfeitamente legal exigi-los. E os critérios sugeridos pelo grupo de estudos situam-se nos limites estabelecidos em lei, tendo-se apresentado justificativas técnicas pertinentes que motivam sua adoção.  Referenciou o acórdão nº 2.247/2011-Plenário
  31. 31. Certidão negativa de recuperação judicial  55. A esse respeito, o Tribunal já analisou situação semelhante no âmbito do TC 025.770/2009-7. Naquela oportunidade questionou-se exigência de certidão negativa de recuperação judicial e de recuperação extrajudicial. O Tribunal entendeu legítima essa exigência, pois conforme apontado pelo Ministro André Luis de Carvalho, relator daquele processo, tal certidão “substitui a certidão negativa da antiga concordata em situações surgidas após a edição da lei” (item 24 do voto). Ressalte-se, ainda, que em outras situações o Tribunal se deparou com requisito semelhante e não fez qualquer restrição a respeito (Acórdãos 1.979/2006, 601/2011, 2.247/2011, 2.956/2011, todos do Plenário). Portanto, não vejo óbices para que tal exigência seja feita.
  32. 32. Habilitação técnica  1) Experiência anterior de 3 anos  2) Atestado com número mínimo de postos  3) Instalação de escritório no local da prestação dos serviços  4) Qualificação técnico-profissional
  33. 33. Experiência mínima de 3 anos  Itens 121 a 124 do relatório  A proposta do grupo é a comprovação de experiência mínima de três anos na execução de objeto semelhante ao da contratação.
  34. 34. Atestados de capacidade técnica  Itens 106 a 120 do relatório  Proposta: em licitações de 1 a 40 postos, exigir experiência de 20 postos (fixo)  Mais de 40 postos passamos a exigir 50% do total de postos licitados  Verificar a viabilidade de exigir 20 postos diante da realidade local!
  35. 35. Análise do Relator  82. Estando as exigências dentro dos limites autorizados pela lei, não há porque a priori, considerá-las indevidas. O que se deve verificar é sua pertinência para garantir a cumprimento (ou ao menos diminuir o risco de descumprimento) das obrigações das contratadas, sem restringir indevidamente a competitividade das licitações. Entendo que os argumentos utilizados pelo grupo demonstram a adequabilidade dessas exigências, que já foram consideradas legais pelo Tribunal em algumas ocasiões, conforme registrado abaixo. Mencione-se que nos processos abaixo mencionados, a própria 3ª Secex manifestou-se pela legalidade dessas exigências:
  36. 36. Local do escritório para contatos  Essa exigência se faz necessária tendo em vista que, com o advento do pregão eletrônico, empresas de diversos estados vencem a licitação, assinam contrato, e não têm montada, de forma espontânea, estrutura administrativa próxima ao local de gestão do contrato e de seus empregados. Com isso, a Administração e os empregados têm dificuldade em manter contatos com os administradores da empresa. Muitas vezes sequer conseguem localizar a sede da empresa contratada.  art. 30, inciso II, e § 6º, da Lei 8.666/93
  37. 37. Análise do relator  Não havendo impedimentos de caráter legal para tal exigência, que tem por objetivo diminuir potenciais problemas quanto à regular execução contratual, considero adequada a proposta do grupo de que a administração requeira, no edital, que a empresa contratada possua ou se comprometa “a montar matriz, filial ou escritório em local previamente definido no edital, com pessoal qualificado e em quantidade suficiente para gerir o contrato”. Evidentemente, deve ser evitada a formulação de exigências desarrazoadas em termos de estrutura administrativa local, de forma a onerar desproporcionalmente as empresas, inibindo desnecessariamente a competitividade do certame, somente se exigindo que a contratada possua uma estrutura mínima que garanta a boa execução contratual.
  38. 38. Redação da In 02  Art. 19 (...) § 5º Na contratação de serviços continuados, a Administração Pública poderá exigir do licitante:  I - comprovação de que tenha executado serviços de terceirização compatíveis em quantidade com o objeto licitado por período não inferior a 3 (três) anos; e  II - declaração de que o licitante instalará escritório em local (cidade/município) previamente definido pela Administração, a ser comprovado no prazo máximo de 60 (sessenta) dias contado a partir da vigência do contrato.  § 6º Para a comprovação da experiência mínima de 3 (três) anos prevista no inciso I do § 5º, será aceito o somatório de atestados.
  39. 39. Redação da IN 02 - continuação  § 7º Na contratação de serviços continuados com mais de 40 (quarenta) postos, o licitante deverá comprovar que tenha executado contrato com um mínimo de 50% (cinquenta por cento) do número de postos de trabalho a serem contratados.  § 8º Quando o número de postos de trabalho a ser contratado for igual ou inferior a 40 (quarenta), o licitante deverá comprovar que tenha executado contrato com um mínimo de 20 (vinte) postos.
  40. 40. Qualificação técnico- profissional  Discussão a respeito dos quantitativos mínimos para comprovação da capacidade técnico-profissional  Ver itens134 e seguintes – conclusão nos itens 144 e 145
  41. 41. Art. 30, § 1°, I da lei n° 8.666/1993  I – capacitação técnico-profissional: comprovação do licitante de possuir em seu quadro permanente, na data prevista para entrega da proposta, profissional de nível superior ou outro devidamente reconhecido pela entidade competente, detentor de atestado de responsabilidade técnica por execução de obra ou serviço de características semelhantes, limitadas estas exclusivamente às parcelas de maior relevância e valor significativo do objeto da licitação, vedadas as exigências de quantidades mínimas ou prazos máximos;” (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994).
  42. 42. Como pensava o TCU  “16. Primeiramente, verifica-se que a exigência de quantitativos mínimos para comprovação de capacidade técnico-profissional é vedada pela Lei de Licitações, conforme art. 30, § 1º, inciso I, sendo esta cláusula editalícia, portanto, ilegal. Essa irregularidade seria suficiente para declarar a nulidade do processo licitatório, contudo, considerando o estágio avançado de execução das obras, e para evitar dano maior ao empreendimento, cabe determinar à SEINFRA/CE que se abstenha de exigir quantidades mínimas como requisito de habilitação técnico-profissional nas próximas licitações que envolvam recursos federais.” (Acórdão 2933/2009 – Plenário).  Idem Acórdão 2081/2007 – Plenário e Acórdão 2674/2009 – Plenário
  43. 43. Trecho do relatório do grupo  156. Diante disto, é preciso analisar a vedação da parte final do inciso I, do parágrafo 1º, do art. 30, da Lei de Licitações com razoabilidade, pois, quando o fator primordial da licitação reside na existência de experiência em determinado quantitativo mínimo ou em determinados prazos máximos, acatar a literalidade da norma levaria a uma contradição, qual seja, prevalecendo a interpretação de que não se pode exigir tais requisitos, a licitação estaria impossibilitada e a norma, inócua, sem qualquer aplicação prática.
  44. 44. Exemplo do grupo  Nesse passo, seria possível, na esteira da hipótese trazida de início, exigir atestado de fiscalização de obra anterior com dimensão de 20.000m² ou semelhante a esse patamar, mas não seria proporcional exigir 3 (três) atestados com o mesmo quantitativo, pois um atestado bastaria para garantir a competência da empresa para executar a obra.
  45. 45. Análise do Relator  66. Dessa forma, parece-me mais consentânea com o interesse público a interpretação conferida pelo grupo de estudos ao dispositivo em questão, de que a vedação a quantidades mínimas se refere ao número de atestados e não ao seu conteúdo. Ou seja, não seria possível exigir mais de um atestado de capacidade técnico-profissional, pois a demonstração da execução daqueles serviços uma única vez seria suficiente.  Jurisprudência do TCU era contrária  IN 6 não tratou deste ponto
  46. 46. Perguntas sobre conta vinculada  1) conta vinculada é legal?  2) sua utilização é obrigatória?  2) abro em que banco?  3) como contrato o serviço deste banco?  4) Mas como assim acordo de cooperação com o banco?
  47. 47. Conta vinculada  Itens 68 a 73 do relatório  Por todo o exposto, o Grupo de Estudos conclui que a gestão dos contratos deve ser realizada da forma menos onerosa possível para o erário; compatível com os conhecimentos dos fiscais desses contratos; com critérios estatísticos e focados em atos que tenham impactos significativos sobre o contrato e não sobre erros esporádicos no pagamento de alguma vantagem. Nesse sentido, a utilização da conta bancária vinculada prevista na IN/SLTI/MP 02/2008 não é indicada.
  48. 48. É legal?  4. Assim, a exigência de que as empresas contratadas mantenham, sob administração do Banco, fundo de reserva com depósitos mensais de encargos previdenciários e trabalhistas: a) não tem amparo na Lei 8.666/1993, que impede a exigência de outra garantia contratual além das previstas naquele diploma legal; b) cria encargos adicionais que serão repassados pelos fornecedores a seus preços, com consequente prejuízo para o BB; c) cria necessidade de estruturação de controles adicionais na estrutura do Banco, com correspondente acréscimo de custos administrativos; d) pode, eventualmente, até mesmo reforçar a responsabilidade subsidiária do Banco que a medida buscava afastar.  AC 4720/2009-2C (Em reexame do AC 1.937/2009-2c)
  49. 49. É legal? SIM! Parecer n° 73/2013/DECOR/CGU/AGU
  50. 50. É obrigatória?  19-A (...) § 2º Os casos de comprovada inviabilidade de utilização da conta vinculada deverão ser justificados pela autoridade competente.  Art. 36 (...) § 7º O pagamento pela Administração das verbas destinadas ao pagamento das férias e 13º (décimo terceiro) dos trabalhadores da contratada deverá ser feito em conta vinculada, conforme previsto no art. 19-A desta Instrução Normativa.
  51. 51. MENSAGEM SIASG 056497 (21/01/2010)  TEXTO: SENHORES DIRIGENTES,  INFORMAMOS QUE A APLICACAO DOS INCISOS DO ART, 19-A DA INSTRUCAO NORMATIVA 03, DE 15 DE OUTUBRO DE 2009 E OPCIONAL, E INDEPENDENTE, NO SENTIDO DE QUE O ORGAO CONTRATANTE PODERA OPTAR POR APLICAR TODOS OU CADA UM DOS INCISOS ISOLADAMENTE.  SUGERIMOS QUE A PLICACAO DOS INCISOS SO ACONTECA QUANDO O ORGAO JÁ TIVER CONSTRUIDO OS PROCEDIMENTOIS OPERACIONAIS NECESSARIOS PARA A SUA APLICACAO.  INFORMAMOS AINDA QUE EMBORA O BANCO DO BRASIL JÁ ESTEJA OPERACIONALIZANDO A CONTA VINCULADA (INCISO I) PARA ALGUNS ORGAOS FEDERAIS DO PODER JUDICIARIO, ESTAMOS TRABALHANDO NOS AJUSTES FINAIS JUNTO AO BANCO PARA A PADRONIZACAO DESSES PROCEDIMENTOS PARA TODA A ESFERA FEDERAL.  JÁ EM RELACAO AO DEPOSITO DIRETO DO FGTS NA CONTA DO TRABALHADOR, INFORMAMOS QUE A SLTI ESTA CONSTRUINDO A OPERACIONALIZACAO DESTE PROCEDIMENTO JUNTO A CAIXA ECONOMICA FEDERAL.  ATC, SUSTENTACAO NORMATIVA DLSG/SLTI-MP
  52. 52. Abro em que banco? mensagem SIASG nº 079773 de 06/11/2013  DEVIDO ÀS DIFICULDADES ENFRENTADAS PELOS ÓRGÃOS PÚBLICOS INTEGRANTES DO SISG EM CUMPRIR O DISPOSTO NO INCISO I, DO ARTIGO 19-A, INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 2 DE 30 DE ABRIL DE 2008, O MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO (MP) INFORMA QUE O BANCO DO BRASIL S/A, DISPONIBILIZOU PRODUTO DENOMINADO DEPÓSITO EM GARANTIA. DESDE O DIA 4 DE NOVEMBRO ESTA AÇÃO SUBSTITUI A ANTIGA CONTA VINCULADA.  O PRODUTO FOI CRIADO PARA ATENDER AS DEMANDAS DE ÓRGÃOS PÚBLICOS FEDERAIS, ESTADUAIS, MUNICIPAIS E TAMBÉM DO PODER JUDICIÁRIO NOS CONTRATOS COM EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS CONTINUADOS COM DEDICAÇÃO EXCLUSIVA DE MÃO DE OBRA. ESTE TAMBÉM PODE SER UTILIZADO NOS ACOLHIMENTOS DE CAUÇÃO EM DINHEIRO EM PROCESSOS DE LICITAÇÃO (EXCETO ÓRGÃOS FEDERAIS, POR FORÇA DO DECRETO-LEI 1.737/1979 AS LEIS 9.703/1998 E 12.099/2009).  COM O USO DA NOVA FERRAMENTA, OS VALORES DEPOSITADOS NÃO ESTÃO SUJEITOS AO BLOQUEIO JUDICIAL (VIA BACENJUD OU POR OFÍCIO).  OS ACORDOS DE COOPERAÇÃO TÉCNICA VIGENTES PERMANECERÃO INALTERADOS. SOMENTE APÓS O ENCERRAMENTO QUE ESTES PODERÃO SER MIGRADOS PARA O NOVO PRODUTO OFERTADO.  OUTRAS INFORMAÇÕES PODERÃO SER OBTIDAS JUNTO AO BANCO DO BRASIL S/A.
  53. 53. Anexo VII da in 02  1.3 O órgão ou entidade contratante deverá firmar acordo de cooperação com instituição bancária, o qual determinará os termos para a abertura da conta corrente vinculada.  Recomendação de aguardar as orientações da Administração do INSS.
  54. 54. Pagamento direto  1) É legal?  2) utilizo em que casos?  3) e se meu contrato ou edital não prevejam o pagamento direto?
  55. 55. É legal? Sim!  Parecer n° 73/2013/DECOR/CGU/AGU
  56. 56. STJ  ADMINISTRATIVO. CONTRATO ADMINISTRATIVO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. ESTADO. RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO DOS ENCARGOS. IMPOSSIBILIDADE. ART. 71, §1º, DA LEI N. 8.666/93. CONSTITUCIONALIDADE. RETENÇÃO DE VERBAS DEVIDAS PELO PARTICULAR. LEGITIMIDADE. 1. O STF, ao concluir, por maioria, pela constitucionalidade do art. 71, § 1º, da Lei 8.666/93 na ACD 16/DF, entendeu que a mera inadimplência do contratado não poderia transferir à Administração Pública a responsabilidade pelo pagamento dos encargos, mas reconheceu que isso não significaria que eventual omissão da Administração Pública, na obrigação de fiscalizar as obrigações do contratado, não viesse a gerar essa responsabilidade. 2. Nesse contexto, se a Administração pode arcar com as obrigações trabalhistas tidas como não cumpridas quando incorre em culpa in vigilando (mesmo que subsidiariamente, a fim de proteger o empregado, bem como não ferir os princípios da moralidade e da vedação do enriquecimento sem causa), é legítimo pensar que ela adote medidas acauteladoras do erário, retendo o pagamento de verbas devidas a particular que, a priori, teria dado causa ao sangramento de dinheiro público. Precedente. 3. Recurso especial provido.  RECURSO ESPECIAL Nº 1.241.862 - RS (2011/0052780-0)  AgRg na MEDIDA CAUTELAR Nº 16.257 - SP (2009/0219565-3)
  57. 57. Preferibilidade  Art. 19-A (...) V - a obrigação da contratada de, no momento da assinatura do contrato, autorizar a Administração contratante a fazer o desconto nas faturas e realizar os pagamentos dos salários e demais verbas trabalhistas diretamente aos trabalhadores, bem como das contribuições previdenciárias e do FGTS, quando estes não forem adimplidos;  § 5º Quando não for possível a realização dos pagamentos a que se refere o inciso V do caput deste artigo pela própria administração, esses valores retidos cautelarmente serão depositados junto à Justiça do Trabalho, com o objetivo de serem utilizados exclusivamente no pagamento de salários e das demais verbas trabalhistas, bem como das contribuições sociais e FGTS. (NR)”
  58. 58. Meu contrato é silente. Posso pagar direto? Sim! Preferencialmente após ajuizamento de ação na justiça do trabalho.
  59. 59. Da retenção cautelar do PU do art. 35 ≠ de pagamento direto  “Art. 35. ............................................................................................... .............................  Parágrafo único. Até que a contratada comprove o disposto no caput, o órgão ou entidade contratante deverá reter a garantia prestada e os valores das faturas correspondentes a 1 (um) mês de serviços, podendo utilizá-los para o pagamento direto aos trabalhadores no caso de a empresa não efetuar os pagamentos em até 2 (dois) meses do encerramento da vigência contratual, conforme previsto no instrumento convocatório e nos incisos IV e V do art. 19-A desta Instrução Normativa.” (NR)
  60. 60. Pesquisa de preços na prorrogação Dessa forma o Grupo de estudos entende desnecessária a realização de pesquisa junto ao mercado e a outros órgãos/entidades da Administração Pública para a prorrogação de contratos de serviços de natureza continuada, sendo a vantajosidade econômica de sua manutenção para a Administração garantida se:
  61. 61. Análise do Relator  32. Entendo que o relatório produzido pelo grupo de estudos, a partir da vivência prática dos agentes que o compuseram, logrou demonstrar a baixa eficiência e efetividade das pesquisas de mercado para subsidiarem as prorrogações de contrato de natureza continuada. Evidenciou-se o alto custo administrativo para a realização desse tipo de pesquisa, aliado aos benefícios limitados dela resultantes. Endosso, portanto, a proposta do grupo,...  Ver rol de providências no item 31 do Voto
  62. 62. IN 02  § 2º A vantajosidade econômica para prorrogação dos contratos de serviços continuados estará assegurada, sendo dispensada a realização de pesquisa de mercado, quando o contrato contiver previsões de que:  I - os reajustes dos itens envolvendo a folha de salários serão efetuados com base em convenção, acordo coletivo ou em decorrência de lei;  II - os reajustes dos itens envolvendo insumos (exceto quanto a obrigações decorrentes de acordo ou convenção coletiva de trabalho e de Lei) e materiais serão efetuados com base em índices oficiais, previamente definidos no contrato, que guardem a maior correlação possível com o segmento econômico em que estejam inseridos tais insumos ou materiais ou, na falta de qualquer índice setorial, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA/IBGE; e
  63. 63. Nova gestão do contrato  1) divisão de tarefas (gestor, fiscal técnico e fiscal administrativo) – Art. 31, § 2° - fim da singularidade. Vide 34, § 1°.  2) A fiscalização dos contratos, no que se refere ao cumprimento das obrigações trabalhistas, deve ser realizada com base em critérios estatísticos, (Art. 31, § 3º) – cuidado com o anexo. Ao fim do ano todos tem que estar fiscalizados.  3) Usar os empregados terceirizados para fiscalizar os contratos – art. 19-A, VI, VII e VIII
  64. 64. Rotinas de fiscalização  Art. 34, § 5° da IN SLTI/MPOG 02  Anexo IV da IN SLTI/MPOG 02  Portaria nº 297-TCU  Manual de Fiscalização de Contratos da AGU  Relatório mensal de fiscalização de contratos terceirizados – Dr. Jezihel Pena Lima
  65. 65. Obrigado! Daniel.barral@agu.gov.br

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