Estatísticas do Aborto

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Estatísticas do Aborto

  1. 1. Estatísticas do Aborto
  2. 2. 5 equívocos sobre o aborto 1. Número de abortos: no Brasil há 1.000.000, 1.500.000 abortos/ano. 2. A legalização do aborto faz com que o número de abortos diminua. 3. Os países que legalizaram o aborto tem um menor número de abortos que o Brasil, onde o aborto é ilegal. 4. O número de abortos está aumentando no Brasil. 5. Quando o aborto é legalizado a mortalidade materna diminui.
  3. 3. O 1o equívoco está relacionado ao número de abortos É constantemente divulgado pela mídia brasileira que, no Brasil, há entre 1.000.000 e 1.500.000 abortos por ano. Essa estimativa é fornecida por duas entidades:  Instituto Alan Guttmacher, ligado à IPPF (responsável por manter e desenvolver uma rede de clínicas de aborto em diversas regiões do mundo. Conhecida por diversas organizações com a Multinacional do Aborto)  O cálculo preconizado por esse Instituto é:  Número de internações por aborto x 5
  4. 4.  IPAS (Instituto fundado na década de 70, na Carolina do Norte, trabalhou distribuindo anticoncepcionais, incentivando e inserindo o DIU nas mulheres, ensinando os médicos a realizarem laqueadura compulsória nas mulheres e ensinando aos médicos técnicas de aborto. Ainda hoje ensina médicos, inclusive brasileiros, as técnicas de aborto)  O cálculo preconizado pelo IPAS:  Número de internações por aborto X 6 Qual a explicação para esse cálculo? Nunca houve. Esses institutos jamais mostraram como chegaram a essa estimativa. E a mídia brasileira jamais questionou esses números. O 1o equívoco está relacionado ao número de abortos
  5. 5. Como estimar o número de abortos no Brasil? Podemos fazer essa estimativa por número de internações hospitalares por aborto ou por número de curetagens (são bem próximos) Segundo o DataSUS, em 2010 aproximadamente, 200.000 internações devidas a aborto (espontâneo e provocado); Segundo a Pesquisa Nacional do Aborto, 2010 (UnB com a ONG ANIS) 1 a cada 2 mulheres que abortam precisam de internação; Médicos emergencistas afirmam que 20-25% das internações por aborto são devidas a aborto provocado
  6. 6. Então... 200.000 (internações por aborto, aproximadamente) x 0.25 (25%)= 50.000 internações devidas a aborto provocado. Se de cada 2 mulheres que abortam, 1 precisa de internação, é preciso multiplicar o resultado por 2: 50.000 x 2 = 100.000 ASSIM, no Brasil são realizados, no máximo, 100.000 abortos/ano
  7. 7. A afirmação de que há mais de 1 milhão de abortos por ano no Brasil não tem respaldo na realidade. Portanto é uma AFIRMAÇÃO FALSA. Mas será que é só no Brasil que os que militam pela legalização do aborto se utilizam de estimativas equivocadas para atingir seus objetivos? Vejamos o caso dos Estados Unidos e a grande coincidência com o que vemos em nosso país O 1o erro está relacionado ao número de abortos
  8. 8. Exemplo dos Estados Unidos Antes da legalização do aborto em todo o território nacional, estimava-se:  200-300 mortes de mulheres por ano  200.000 abortos ilegais Os que militavam pela legalização do aborto afirmavam que:  5.000 a 10.000 mortes de mulheres por ano  1.000.000 de abortos ilegais eram realizados (mesma estimativa falsa que se faz para o Brasil) Será que os que lutam pela legalização do aborto não sabem que esses números são falsos?
  9. 9. Exemplo dos Estados Unidos “Eu confesso que sabia que os números eram totalmente falsos e suponho que os outros, se parassem para pensar sobre isso, também sabiam. Mas, na moralidade da nossa revolução, eram números úteis, amplamente aceitos, então por que não usá-los da nossa forma, por que corrigi-los com estatísticas honestas? A principal preocupação era eliminar as leis [contra o aborto] e qualquer coisa que pudesse ser feita para isso era permitida". Extraído do livro “Aborting America”, Dr. Nathanson.
  10. 10. Dr Bernard Nathanson (1926-2011), um dos fundadores da Associação Americana pela Revogação das Leis do Aborto, foi um médico que militou muito pela legalização do aborto nos EUA na década de 60 que depois se arrepende e termina seus dias se dedicando à defesa da vida. Ele afirmou que:  nunca a imprensa norte-americana o questionou sobre os números falsos que divulgavam.  A principal estratégia era convencer os jornalistas que a causa do aborto era inteligente, liberal, sofisticada  A imprensa faria o papel de divulgar esses números até que se enraizassem na consciência do povo norte- americano.
  11. 11. Essa afirmação é totalmente falsa! Na prática, a legalização faz com que o número de abortos aumente vertiginosamente! Vejamos os números: 2o equívoco – afirmar que o número de abortos diminui com a legalização
  12. 12. EUA: 2o equívoco – número de abortos diminui com a legalização Ano No abortos Nascidos Vivos Razão (número abortos por 1000 nascidos vivos) 1970 193.491 3.731.386 51.9 1975 1.034.170 3.144.198 328.9 1980 1.553.890 3.612.258 330.2 1989 1.566.870 4.040.958 387.8 1998 1.319.000 3.941.553 334.6 2000 1.313.000 4.058.814 323.5 2008 1.212.350 4.247.694 285.4
  13. 13. Suécia (aborto foi legalizado em 1939): 20 equívoco – número de abortos diminui com a legalização Ano No abortos Nascidos Vivos Razão (número abortos por 1000 nascidos vivos) 1939 439 97.380 4.5 1949 5.503 121.272 45.4 1969 13.735 107.622 127.6 1999 30.712 88.173 345.5 2010 37.698 115.641 326
  14. 14. 20 equívoco – número de abortos diminui com a legalização Espanha (legalizado em 1985): Ano No abortos Nascidos Vivos Razão (número abortos por 1000 nascidos vivos) 1987 16.766 426.782 39.3 2000 63.756 397.632 160.3 2001 69.857 403.859 173.0 2002 77.125 411.513 187.4 2003 79.788 441.881 180.6 2004 84.985 453.278 187.5 2005 91.664 464.811 197.2 2011 475.147 118.359 249.1
  15. 15. 2o equívoco – número de abortos diminui com a legalização Inglaterra, desde a legalização, em 1967, o número de abortos só aumenta 2007, aumento de 4% em relação a 2006 Grupo que apresenta um aumento mais rápido durante os anos: adolescentes – isso nos mostra que a prática do aborto se enraíza na cultura do país Lord Steel, um dos lídres do movimento pela legalização do aborto na Inglaterra, se assusta quando analisa o número de abortos depois de 40 anos de legalização
  16. 16. Ele afirma que é necessário diminuir esses números e que as mulheres estão recorrendo irresponsavelmente ao aborto quando seu método contraceptivo falha. Contudo, uma das grandes líderes feministas inglesa, Ann Furedi (Diretora do Serviço Britânico de Assistência à Gravidez) responde afirmando que o aumento no número de abortos é positivo. Que prova o quanto as mulheres estão cada vez mais determinando quando querem ter filhos.
  17. 17. Ann Furedi afirma, ainda, que o aborto não é o problema, ele é a solução. É necessário ter tantos abortos quantos forem necessários para evitar uma única gravidez indesejada. Esse ponto de vista é compartilhado pelas senhoras: Frances Kissling (foi presidente da Católicas pelo Direito de Decidir dos EUA) que afirmou, em 2007, que não se deve trabalhar para diminuir o número de abortos pois o aborto é “moralmente neutro, não traz riscos à saúde da mulher e custa o mesmo valor que um ano de pílulas anticoncepcionais” Maria José Rosado Nunes (Presidente da Católicas pelo Direito de Decidir do Brasil) que, em 2010, afirmou ser necessário inverter a visão de que o aborto é um crime. Segundo ela, o aborto é a solução. O problema é a gravidez, quando não é desejada.
  18. 18. O 2º erro está em afirmar que o número de abortos diminui com a sua legalização A afirmação que é necessário legalizar o aborto para diminuir sua prática É FALSA! NÃO ENCONTRA RESPALDO NA REALIDADE Portanto, a legalização do aborto:  AUMENTA A SUA PRÁTICA SE ENRAÍZA NA CULTURA DE UM PAÍS PASSA A SER UM MÉTODO CONTRACEPTIVO  Na Rússia, a média de abortos por mulher em sua vida fértil é de 08 abortos;  Em Cuba, 03 abortos por mulher em sua vida fértil
  19. 19. URUGUAI: um exemplo concreto CUIDADO COM A ARGUMENTAÇÃO: “Eu sou contra o aborto, ninguém é a favor do aborto, por isso é preciso legalizá-lo. A legalização do aborto provoca uma diminuição do mesmo”. Já vimos que essa afirmação É FALSA! A legalização do aborto no Uruguai, em dezembro de 2012, é um exemplo concreto de como essas mentiras são empregadas. Os que militavam pela legalização do aborto diziam que havia, no Uruguai, 50.000 abortos por ano
  20. 20. URUGUAI: um exemplo concreto O que aconteceu? No primeiro mês de legalização 200 abortos, nos meses subsequentes, 300-400. Ora, no ano de 2013 houve, aproximadamente, 4.000 abortos. Onde estão os outros 46.000? Fica evidente que o número divulgado pelos líderes no movimento pela legalização do aborto no Uruguai eram falsos.
  21. 21. 30 equívoco – Brasil tem maior número de abortos que os países que o legalizaram Vamos direto aos números: Brasil 100.000 abortos/ano População: 200.000.000 França 200.000 abortos/ano (10 vezes mais Brasil) População: 50.000.000
  22. 22. 30 equívoco – Brasil tem maior número de abortos que os países que o legalizaram Suécia 40.000 (8 vezes mais) População: 10.000.000 Inglaterra 100.000 (4 vezes mais que o Brasil) População: 50.000.000 Japão 200.000 (4 vezes mais que o Brasil) População: 100.000.000
  23. 23. O 3º erro está em afirmar que no Brasil há mais abortos do que nos países onde o aborto foi legalizado Os dados nos mostram EXATAMENTE O CONTRÁRIO: o número de abortos nos países que o mesmo é legalizado é muito maior que o número de abortos do Brasil. Contra fatos não há argumentos!
  24. 24. 4º equívoco – número de abortos está aumentando no Brasil Não é verdade. O número de abortos está diminuindo no Brasil. O número de internações hospitalares por aborto diminui ano após ano. O mesmo acontece com o número de curetagens por aborto, de 2008 para 2009 chegou a 12% de queda. de 2008 para 2009.
  25. 25. Esse dado é coerente com as pesquisas: IBOPE 2003 – 90% da população era contrária ao aborto IBOPE 2005 – a aprovação ao aborto de 2003 para 2005 diminuiu de 10% para 3% Data Folha 2007 – o percentual dos que achavam a prática do aborto muito grave foi de 61% em 1998 para 71% em 2007. Só 3% consideraram ‘moralmente aceitável’ fazer um aborto 4º equívoco – número de abortos está aumentando no Brasil
  26. 26. Aqui vale a reflexão: Os que trabalham pela legalização do aborto afirmam que para diminuir o número de abortos é necessário legalizá-lo! Observamos que é exatamente o contrário que acontece! E no Brasil, onde o aborto é ilegal, ele diminui! 4º equívoco – número de abortos está aumentando no Brasil
  27. 27. 5º equívoco – legalizar o aborto diminui a mortalidade materna Não há relação entre legalização do aborto e diminuição ou aumento da mortalidade materna; Há países com leis extremamente restritas em relação ao aborto, como o Chile, com mortalidade materna baixa. O Chile, diminuiu de 275 mortes maternas por 100.000 NV em 1960 para 18,7 em 2000, a maior redução da América Latina inteira.
  28. 28. Há países onde o aborto é legal e tem mortalidade materna alta, como a Índia, 200 em 2010. Há países onde o aborto era legalizado, foi proibido (com restrições) e a mortalidade materna diminuiu como a Polônia, 11 em 1993 para 2 em 2010. Os dados mostram que não há relação entre legalização do aborto e diminuição ou aumento da mortalidade materna. 5º equívoco – legalizar o aborto diminui a mortalidade materna
  29. 29. 5º equívoco – legalizar o aborto diminui a mortalidade materna O que diminui mortalidade materna é investir especialmente na assistência ao pré-natal, parto e puerpério. As mulheres nesse país morrem por falta de acesso ao sistema de saúde no momento oportuno.
  30. 30. Se legalizar o aborto não interfere em nada na mortalidade materna, O aborto é uma questão de saúde pública? NÃO, o aborto não é uma questão de saúde pública. O aborto é uma questão de interesses internacionais de controle populacional! A Mortalidade Materna é uma questão de saúde pública e colocar o foco no aborto é uma traição às mulheres brasileiras que morrem por falta de acesso a um serviço de qualidade! O 5º erro está em afirmar que a legalização do aborto diminui a mortalidade materna
  31. 31. As afirmações:  a legalização do aborto diminui a mortalidade materna não encontra respaldo na realidade,  o aborto é uma questão de saúde pública, não encontram respaldo na realidade Sustentar essas afirmações é servir a interesses internacionais em detrimento das necessidades mais genuínas das mulheres brasileiras
  32. 32. REFERÊNCIAS 1. tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sih/cnv/qiuf.def 2. tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sih/cnv/niuf.def 3. http://www.ipas.org.br/arquivos/factsh_mag.pdf 4. www.johnstonsarchive.net/policy/abortion/ab-sweden.html 5. http://news.bbc.co.uk/2/hi/health/6765953.stm 6. www.guardian.co.uk/uk/2007/oct/24/politics.topstories3 7. www.forumlibertas.com/frontend/forumlibertas/noticia.php? id_noticia=7071&id_seccion=8 8. www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/ss5103a1.htm#fig1 9. www.elpais.com.uy/informacion/despenalizacion-aumentaran- abortos-entrevista-elard-koch.html 10. www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2301200921.htm 11. www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2205201001.htm 12. www.theinterim.com/issues/abortion/q-and-a-with-dr-bernard-n- nathanson
  33. 33. 12. Bernard Nathanson, M.D., Aborting America (New York: Doubleday, 1979), 193 13. www.roevwade.org/myths2.html 14. http://www.scielo.br/pdf/csc/v15s1/002.pdf 15. http://www.espectador.com/noticias/256208/hubo-200-abortos- en-primer-mes-de-aplicacion-de-la-ley 16. http://www.telam.com.ar/notas/201301/4353-uruguay-200- abortos-en-el-primer-mes-desde-su-despenalizacion.html 17. http://www.elobservador.com.uy/noticia/246829/segun-briozzo-se- realizan-en-uruguay-entre-300-y-400-abortos-legales-por-mes- 18. http://www.espectador.com/noticias/267270/se-realizan-unos-400- abortos-por-mes-en-uruguay 20. http://www.catholicsforchoice.org/conscience/current/c2006winter _shouldabortionbeprevented.asp 21. http://www.clam.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm? UserActiveTemplate=_BR&infoid=6799&sid=7&gt REFERÊNCIAS

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