gincanassss

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gincanassss

  1. 1. Introdução à pesquisa científica:elaboração de projetos. <ul><ul><li>A relação dialética entre pergunta e resposta. </li></ul></ul><ul><ul><li>Prof. Dr. Silvio Sánchez Gamboa </li></ul></ul>
  2. 2. Introdução “ O lugar a partir do qual fala o sujeito é constitutivo do que ele diz ” (E. Orlandi) “ Para o espírito científico qualquer conhecimento é uma resposta a uma pergunta. Se não tem pergunta não pode ter conhecimento científico. Nada se da tudo se constrói”. (G. Bachelard )
  3. 3. GARDER, Jostein. Ei! Tem alguém aí? São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1997. Pp.27-28
  4. 4. 1. Definições e delimitações <ul><ul><li>Esta oficina está delimitada por alguns conceitos e esta dividia em algumas fases: </li></ul></ul><ul><ul><li>1. Definições: a) projetos; b) lógica; c) pressupostos; d) princípios </li></ul></ul><ul><ul><li>2. Construção das perguntas </li></ul></ul><ul><ul><li>3. Construção das respostas </li></ul></ul><ul><ul><li>4. Articulações lógicas </li></ul></ul><ul><ul><li>Referências </li></ul></ul>
  5. 5. Projetos de pesquisa <ul><li>* PROJETOS : Previsão de um acontecer </li></ul><ul><li>Previsão de um processo </li></ul><ul><li>Atores, cenários, tempos e movimentos ( locus, cronos, dinamis )‏ </li></ul><ul><ul><li>*PESQUISA : processos de produção de conhecimentos </li></ul></ul><ul><ul><li>Relações de sujeitos e objetos (homem -mundo) </li></ul></ul>
  6. 6. Fundamentos lógicos <ul><li>Bases , A, B, C. núcleo duro, alicerces, primeiros passos, alfabeto. </li></ul><ul><li>Lógica: Regras do pensar. Leis do raciocínio. Forma coerente de encadeamento e raciocínio </li></ul><ul><li>Lógica formal: ordem da exposição do raciocínio </li></ul><ul><li>Lógica dialética: dinâmica dos processos do pensamento: caminhos do pensar. </li></ul>
  7. 7. DAS PERGUNTAS ÀS RESPOSTAS : Pressupostos : a)Toda pergunta é formulada quando as condições para a sua resposta estão dadas; b) As respostas se encontram no mesmo contexto das perguntas; c) Existem respostas para todas as perguntas <ul><li>Mistérios </li></ul><ul><li>Dúvidas </li></ul><ul><li>Suspeitas </li></ul><ul><li>Curiosidades </li></ul><ul><li>Indagações </li></ul><ul><li>Questões </li></ul><ul><li>PERGUNTAS </li></ul><ul><li>Suposições </li></ul><ul><li>Intuição </li></ul><ul><li>Conjeturas </li></ul><ul><li>Hipóteses </li></ul><ul><li>Saberes </li></ul><ul><li>Certezas </li></ul><ul><li>RESPOSTAS </li></ul>
  8. 8. Tipos de respostas <ul><li>NÃO DISCIPLINADAS </li></ul><ul><li>(Sem método)‏ </li></ul><ul><li>Razão mítica ( Mitus )‏ </li></ul><ul><li>Senso comum ( Doxa )‏ </li></ul><ul><li>DISCIPLINADAS E </li></ul><ul><li>SISTEMATIZADAS </li></ul><ul><li>(Com método)‏ </li></ul><ul><li>Ciência ( Episteme )‏ </li></ul><ul><li>Filosofia ( Sofia )‏ </li></ul>
  9. 9. O CONHECIMENTO DISCIPLINADO (EPISTÊMICO)‏ <ul><li>O MÉTODO </li></ul><ul><li>RELAÇÃO CONCRETA ENTRE UM SUJEITO E UM OBJETO </li></ul><ul><li>No espaço, no tempo e no movimento </li></ul><ul><li>(atributos da realidade concreta). </li></ul><ul><li>Sujeito </li></ul><ul><li>homem </li></ul><ul><li>Res cogitans </li></ul><ul><li>Consciência </li></ul><ul><li>Objeto </li></ul><ul><li>O Mundo </li></ul><ul><li>Res extensa </li></ul><ul><li>Natureza </li></ul>
  10. 10. Respostas disciplinadas <ul><li>PRINCÍPIOS </li></ul><ul><li>1. Com relação ao objeto </li></ul><ul><li>2. Com relação ao sujeito </li></ul><ul><li>3. Com relação ao método </li></ul><ul><li>4. Com relação á própria resposta </li></ul>
  11. 11. 1.Princípio com relação ao objeto <ul><li>Procurar as respostas no próprio objeto (no seu cenário, contexto presente e nas suas relações)‏ </li></ul><ul><li>“ Não sair fora, procurar a verdade dentro de si” </li></ul><ul><li>Os fenômenos se explicam por si próprios </li></ul><ul><li>A maior das sabedorias: conhecer-se a si próprio. </li></ul>
  12. 12. 2. Princípios com relação ao sujeito <ul><li>“ Observar atenta e meticulosamente”, “organizar e sistematizar as observações” (Tales de Mileto). </li></ul><ul><li>Não deixe nada à sorte, controle tudo, articule as observações contraditórias, conceda o tempo suficiente” (Hipócrates). </li></ul><ul><li>Controlar a imaginação e a fantasia. Dar prioridade à sensibilidade ( Sensação ) que unida à memória organizada se constitui na experiência ( Empeiria : experiência acumulada). </li></ul>
  13. 13. 3. Princípios com relação ao MÉTODO <ul><li>Método: caminho do conhecimento </li></ul><ul><li>Método: relação entre sujeito ( Res cogitans ) e o objeto ( Res extensa )‏ </li></ul><ul><li>O caminho disciplinado: sair de um ponto, chegar ao outro diferente e voltar ao ponto de partida ( Método geomêtrico: o primeiro método epistêmico )‏ </li></ul><ul><li>“ O caminho de ida traça o caminho de volta” (Protágoras) </li></ul>
  14. 14. O método geométrico <ul><li>Os antigos geômetras gregos partilhavam de um método secreto de resolução, que o guardavam a sete chaves. </li></ul><ul><li>A eficiência de tal método já havia sido comprovada em demasia no âmbito da Geometria. Isto, aliás, fazia da Geometria um modelo de ciência que deveria ser copiado. </li></ul>
  15. 15. Definição de Método Geomêtrico : “ A análise, então, toma aquilo que é procurado como se fosse admitido e disso, através de sucessivas conseqüências (  s  ), passa para algo que é admitido como resultado de síntese: pois, na análise, assumimos aquilo que se procura como se (já) tivesse sido feito (  s), e investigamos de que é que isto resulta, e novamente qual é a causa antecedente deste último, e assim por diante até que, seguindo nossos passos na ordem inversa, alcancemos algo já conhecido ou pertencente à classe dos primeiros princípios; e a tal método chamamos de análise, como solução de trás para diante (  Mas na síntese, revertendo o processo, tomamos como já feito o que se alcançou por último na análise, e, colocando na sua ordem natural de conseqüências o que eram antecedentes e conectando-os sucessivamente uns aos outros, chegamos finalmente à construção do que era procurado; e a isso chamamos síntese” (ROBINSON, 1983, p. 7).
  16. 16. Heurística do método Assim, a análise é sempre seguida de uma síntese, que, de um lado, constitui uma verificação da análise, com o objetivo de assegurar que não se cometeu erro algum e, por outro lado, uma vez constatada a inexistência de erro, constitui a demonstração ou solução efetiva, cuja busca motivara a realização da análise.
  17. 17. Método Científico <ul><li>“ Aqui, somente entra o geômetra” (aviso na entrada da academia de Platão). </li></ul><ul><li>Ascender e descender. Análise e síntese. Dedução e indução. </li></ul><ul><li>Explicar e compreender, (partes – todo - entorno)‏ </li></ul><ul><li>O contexto da descoberta e o contexto da justificativa (Popper). </li></ul><ul><li>O movimento do empírico ao abstrato e do abstrato ao concreto (Marx). </li></ul>
  18. 18. 4. Princípios com relação à resposta <ul><li>A crítica à resposta. </li></ul><ul><li>Crítica permanente do conhecimento VS dogmatismo . </li></ul><ul><li>Duvido, logo existo ( Duvito ergo sum) S. Agostinho). </li></ul><ul><li>Dúvida metódica: fundamento do pensamento ( Cogito ergo sum ), Descartes. </li></ul><ul><li>Verificação, comprovação, “falsação” (Popper). </li></ul><ul><li>Vigilância epistemológica (Bachelard). </li></ul><ul><li>Conhecimento do conhecimento (Morin). </li></ul>
  19. 19. Crítica da ciência <ul><li>Crítica interna : a ciência confrontada com seus princípios, seus procedimentos, seus resultados e critérios de validade (vigilância epistemológica). </li></ul><ul><li>Crítica Externa : crítica de seus pressupostos, seus fundamentos, suas implicações, sua utilização (Filosofia, Teoria do conhecimento Ética, Estética). </li></ul>
  20. 20. II. A construção da pergunta Pressupostos <ul><li>O mundo concreto da necessidade ( objeto )‏ </li></ul><ul><li>A capacidade transformadora do homem ( sujeito )‏ </li></ul><ul><li>O processo: conhecer para transformar ( práxis : relação ação-reflexão-ação; relação prática-teoria-prática)‏ </li></ul><ul><li>Pesquisa científica: forma disciplina do conhecimento sobre o mundo concreto ( com método )‏ </li></ul>
  21. 21. A construção da pergunta (2) Processos <ul><li>Práxis : O processo: conhecer para transformar </li></ul><ul><li>Ciência : forma sistematizada do conhecimento sobre o mundo concreto visando à sua transformação </li></ul><ul><li>Método científico: Processos e formas da relação entre sujeito e objeto </li></ul>objeto O mundo concreto da necessidade. PROBLEMATIZADO sujeito A capacidade transformadora do homem INDAGADOR
  22. 22. A construção do problema       “ Ante todo, hay que saber plantear los problemas. Y a pesar de lo que se diga, en la vida científica los problemas no se plantean por sí mismos. Precisamente este sentido del problema da el carácter del verdadero espíritu científico. Para el espíritu científico cualquier conocimiento es una respuesta a una pregunta. Si no ha habido pregunta no puede haber conocimiento científico. Nada se da, todo se construye”   (Bachelard,G. Epistemologia , Barcelona Anagrama , 1989: 189).
  23. 23. A construção da pergunta PROBLEMATIZAR Objeto PROBLEMA CONCRETO Situado (espaço)‏ Datado (tempo)‏ Ativo (movimento) Sujeito INDAGADOR CONCRETO Duvida, suspeita, interroga questiona, pergunta sobre fenômenos concretos <ul><li>Contexto empírico do problema (situação problema)‏ </li></ul><ul><li>Contexto teórico do problema (Saberes acumulados, antecedentes registrados)‏ </li></ul><ul><li>Indicadores do problema (sintomas, manifestações)‏ </li></ul><ul><li>Múltiplas e diversas indagações (múltiplos olhares)‏ </li></ul><ul><li>Questões norteadoras </li></ul><ul><li>Pergunta-síntese </li></ul>
  24. 24. O PROBLEMA (1)‏ <ul><li>SITUAÇÃO PROBLEMA (espaço, tempo e movimento)‏ </li></ul><ul><li>ANTECEDENTES (Revisão de literatura)‏ </li></ul><ul><li>INDICADORES (primeiros levantamentos e registros, índices, casos significativos , exemplos, sintomas)‏ </li></ul><ul><li>DÚVIDAS, SUSPEITAS, CURIOSIDADES, INDAGAÇÕES MÚLTIPLAS </li></ul><ul><li>QUESTÕES NORTEADORAS DA PESQUISA </li></ul><ul><li>PERGUNTA (SÍNTESE)‏ </li></ul>
  25. 25. O PROBLEMA (2)‏ <ul><li>PROBLEMATIZAR </li></ul><ul><li>CURIOSIDADE PERANTE O MUNDO DA NECESIDADE (Objetos e fenômenos concretos)‏ </li></ul><ul><li>SUSPEITA E DÚVIDA PERANTE OS SABERES ACUMULADOS (RESPOSTAS JÁ DADAS NA REVISÃO DE LITERATURA E NO SENSO COMUM) </li></ul><ul><li>INDAGAÇÕES (MULTIPLAS E DIVERSAS)‏ </li></ul>QUADRO DE QUESTÕES: QUESTÃO 1 QUESTÃO 2 QUESTÃO 3 QUESTÃO 4 QUESTÃO 5.....6......7.... PERGUNTA-SÍNTESE
  26. 26. PROBLEMA (3)‏ Pergunta- síntese OU QUESTÃO BÁSICA QUADRO DE QUESTÕES :   QUESTÃO 1 QUESTÃO 2 QUESTÃO 3 QUESTÃO 4 QUESTÃO 5.....6......7…. MULTIPLAS INDAGAÇÕES (Múltiplos olhares)‏        SITUAÇÃO PROBLEMA
  27. 27. PROBLEMA (4)‏ <ul><li>Sua origem está no mundo da necessidade </li></ul><ul><li>A essência do problema é a necessidade </li></ul><ul><li>Dimensões do problema : </li></ul><ul><ul><li>Objetiva : situação concreta da necessidade (espaço, tempo e movimento)‏ </li></ul></ul><ul><ul><li>Subjetiva : Consciência crítica sobre a necessidade. </li></ul></ul><ul><li>Problema: quando a necessidade se impõe objetivamente e é assumida subjetivamente . </li></ul><ul><li>Exige: atitude crítica geradora de questões e perguntas </li></ul>
  28. 28. PROBLEMA: FENÔMENO COMPLEXO <ul><li>Fenômeno concreto </li></ul><ul><li>Revela , aparece (aparência)‏ </li></ul><ul><li>A pseudo-concreticidade </li></ul><ul><li>Apresenta um falso problema </li></ul><ul><li>(Pseudo-problema)‏ </li></ul><ul><li>Oculta , pressupõe (essência). </li></ul><ul><li>A concreticidade </li></ul><ul><li>Revela um problema complexo </li></ul>
  29. 29. O PSEUDO-PROBLEMA <ul><li>Se refere ao olhar ingênuo sobre as aparências (pseudo-concreticidade), aos sintomas, à visão superficial da realidade, a questões já resolvidas (falsos problemas )‏ </li></ul><ul><li>O pseudo-problema identifica-se com o “não saber” </li></ul><ul><li>O pseudo-problema gera perguntas simples a serem respondidas com os “ saberes ” </li></ul>
  30. 30. PROBLEMATIZAR <ul><li>Diferenciar o problema complexo do falso problema (pseudo-problema)‏ </li></ul><ul><li>Problematizar o problema superando as aparências (pseudo-concreticidade) e captando, as necessidades que se impõem objetiva e subjetivamente. Gerar perguntas complexas </li></ul><ul><li>O olhar crítico sobre a realidade, onde a suspeita, a dúvida, a curiosidade, a indagação, a questão e a pergunta se tornam pontos de partida do conhecimento da realidade. </li></ul>
  31. 31. Perguntas simples e respostas simples <ul><li>Os saberes apresentam respostas “já dadas”, “prontas” em outros contextos (geográficos e históricos, em espaços e tempos diferentes), fixadas e/ou sistematizadas em sistemas de informação (sem movimento)‏ </li></ul><ul><li>Os saberes míticos ( mitus ), comuns ( doxa ), científicos ( episteme ) e filosóficos ( sofia ) oferecem respostas prontas, dadas e sistematizadas, embora duvidosas para os novos problemas concretos . </li></ul>
  32. 32. PERGUNTAS COMPLEXAS <ul><li>O verdadeiro problema não se identifica com o “não saber”, ele se apresenta como obstáculo, dificuldade, conflito, dúvida, crise para o qual não se tem resposta pronta. </li></ul><ul><li>As respostas para os problemas concretos (verdadeiros problemas)não estão nos saberes. </li></ul><ul><li>As possíveis respostas contidas nos saberes sistematizados (bibliotecas, tradições, arquivos informatizados, internet, etc.) devem ser problematizadas, submetidas à suspeita e à dúvida </li></ul><ul><li>As perguntas complexas se originam nos problemas concretos, nas dificuldades, nos conflitos e nas crises e exigem respostas novas a serem elaboradas através da pesquisa científica e filosófica. </li></ul>
  33. 33. III. AS RESPOSTAS <ul><li>SABERES </li></ul><ul><li>Respostas prontas “já dadas” </li></ul><ul><li>Para pseudo-problemas </li></ul><ul><li>Para perguntas simples </li></ul><ul><li>Saberes sem métodos: </li></ul><ul><ul><li>Razão mítica (mitus )‏ </li></ul></ul><ul><ul><li>Senso Comum (doxa )‏ </li></ul></ul><ul><li>Saberes sistematizados: </li></ul><ul><li>Ciência ( episteme )‏ </li></ul><ul><li>Filosofia (s ofia )‏ </li></ul><ul><li>Saberes a serem “suspeitados” e processados através da “dúvida metódica” </li></ul><ul><li>CONHECIMENTOS </li></ul><ul><li>Respostas novas a serem produzidas </li></ul><ul><li>Para problemas concretos. </li></ul><ul><li>Para perguntas complexas. </li></ul><ul><li>Elaboração sistemática de respostas concretas. </li></ul><ul><li>Resultado da relação concreta (no espaço, tempo e movimento) de: </li></ul><ul><ul><li>Sujeitos ( res cogitans ) concretos </li></ul></ul><ul><ul><li>Objetos ( res extensa ) ou problemas concretos . </li></ul></ul>
  34. 34. Distinção entre conhecer um objeto e saber algo em torno do objeto . Segundo Russell “A distinção entre experiência direta (acquaintance) e conhecimento acerca de (knowledge about) é a distinção entre as coisas que nos estão imediatamente presentes e as que nós alcançamos somente por meio de frases denotativas”. O conhecimento segundo Abbagnano (p. 160) se refere a procedimentos para a verificação de um objeto qualquer, verificação que torna possível a descrição, o cálculo ou a previsão controlável de um objeto. Entendendo-se por objeto qualquer entidade, fato, coisa, realidade ou propriedade que possa ser submetido a tal procedimento. Isso supõe uma relação imediata ou próxima entre o sujeito conhecedor e o objeto ser conhecido . O conhecimento exige a relação imediata do objeto e o sujeito na mesma dimensão espaço-temporal, para permitir a verificação, já os saberes comunicam através de frases denotativas informações sobre o objeto sem precisar essa presença verificadora. [
  35. 35. 3. 1. Elaboração da resposta Pressupostos: Sujeito (pergunta) objeto (responde) <ul><li>Método (caminhos) : mediações da relação entre o sujeito e o objeto entre a pergunta e a resposta. Previsão de: </li></ul><ul><li>a) fontes, b) instrumentos de coleta de informações e dados, c) técnicas de tratamentos de dados e informações, d) organização e sistematização de resultados, e) hipóteses (respostas parciais provisórias que orientam a coleta e a organização de resultados). </li></ul><ul><li>Referencial teórico: a) critérios e categorias de análise, b) referencias para discutir resultados e c) horizonte da interpretação da resposta </li></ul>
  36. 36. Previsão da resposta ou “metodologia” Previsão de: a) fontes: bibliográficas, documentares, testemunhais (vivas), observação direta ou participante, experimentais, modelos (iconográficos, ciberespaciais, metafóricos)‏ b) instrumentos de coleta de informações e dados: fichas, questionários, entrevistas, diários de campo, gravador, vídeo, tabelas de registro, materiais e instrumentos equipamentos, protocolos, quadro de medidas e parâmetros, modelos informatizados, modelos metafóricos, paradigmas c) técnicas de tratamentos de dados e informações: quantitativas (estatísticas, computacionais) qualitativas (análise de conteúdo, interpretação e construção do discurso..) d) organização e sistematização de resultados. Esquemas, tabelas, índices fórmulas, teoremas, proposições silogismos, argumentações e) hipóteses (respostas parciais provisórias que orientam a coleta e a organização de resultados).
  37. 37. IV. A construção da lógica Visão de totalidade <ul><li>A compreensão da totalidade do processo (caminho de ida e caminho de volta)‏ </li></ul><ul><li>A articulação dialética entre : </li></ul><ul><li>Sujeito e objeto (mundo da necessidade). </li></ul><ul><li>Pergunta e resposta (projeto e relatório). </li></ul><ul><li>Método ( processo ) Teoria ( interpretação ). </li></ul><ul><li>Método de pesquisa ( conteúdo ) e método de exposição ( forma )‏ </li></ul>
  38. 38. Relação dialética entre pergunta e resposta Capítulos ( elaboração da resposta )‏ Apresentação e organização das respostas, discussão e interpretação de resultados, conclusões e recomendações Introdução (atualização do projeto) : justificativa, problema, pergunta ,obj e tivo e metodologia: (como foi realizada a pesquisa) 2.Relatório, dissertação ou tese (ênfase na resposta )‏ Metodologia ( caminho da resposta ): previsão de a) fontes, b) instrumentos, c) técnicas, d) organização e sistematização de resultados, e) critérios e categorias de análise, f) hipóteses, g) interpretação de resultados (referencial teórico)‏ Problema : a) Situação problema (espaço, tempo e movimento), b) Indicadores, c) antecedentes, estudos preliminares, d) questões norteadoras, e) Pergunta –síntese. Justificativa, objetivos 1. Projeto de pesquisa (ênfase na da pergunta )‏ Resposta Pergunta Fases
  39. 39. Relação dialética Sujeito-objeto Objeto PROBLEMA CONCRETO Situado (espaço)‏ Datado (tempo)‏ Ativo (movimento) Sujeito INDAGADOR CONCRETO Duvida, suspeita, interroga questiona, pergunta sobre fenômenos concretos <ul><li>Sem sujeito não existe objeto e vice-versa. </li></ul><ul><li>O falso dualismo ontológico (Separar ou que é ontológicamente inseparável)‏ </li></ul><ul><li>O falso empirismo (ser concretos separados ou totalidades em si mesmas). </li></ul><ul><li>A relatividade de totalidades (sujeito e objeto) num todo maior: </li></ul><ul><li>A cultura ( culturalismo e idealismo de HEGEL). </li></ul><ul><li>As condições materiais históricas (materialismo de MARX) </li></ul>
  40. 40. Teoria : visão que o sujeito têm do objeto <ul><li>Teoria : Visão do objeto como um todo compreensivo </li></ul><ul><li>A articulação orgânica das partes constitutivas de um fenômeno (todo orgânico): A relação todo – partes </li></ul><ul><li>Localização do objeto: relação todo – contexto </li></ul><ul><li>Exemplo: </li></ul><ul><li>As teorias não críticas (puras, neutras)‏ </li></ul><ul><li>Vs </li></ul><ul><li>Teorias críticas (compreensivas e dialéticas)‏ </li></ul><ul><li>Teoria: construção da interpretação ou do horizonte compreensivo do objeto (recorte teórico, disciplinar) </li></ul>
  41. 41. Método : caminhos da relação entre o sujeito e o objeto <ul><li>Métodos analíticos: do todo delimitado para as partes (variáveis) controlando os contextos (variáveis intervenientes)‏ </li></ul><ul><li>Métodos compreensivos das partes (fenômenos) para o todo (construído) no contexto (cenários)‏ </li></ul><ul><li>Métodos dialéticos (do todo (sincrético) para as partes (análise), destas para o todo (síntese) nas condições concretas (entornos materiais históricos)‏ </li></ul>
  42. 42. Método: pesquisa e exposição (conteúdo e forma)‏ <ul><li>O método (pesquisa e de exposição). O imperativo do método geomêtrico . </li></ul><ul><li>Percurso ( método de pesquisa - conteúdo ): </li></ul><ul><li>Problema – indagações, questões e pergunta </li></ul><ul><li>Hipótese (resposta provisória)‏ </li></ul><ul><li>Resposta confirmada (tese e/ou conclusão) </li></ul><ul><li>_____________________ </li></ul><ul><li>Formas (método de exposição - forma) </li></ul><ul><li>Os rigores do trabalho científico (normas técnicas) sobre: </li></ul><ul><li>As informações necessárias (capas, folhas de rosto, sumários, índices). </li></ul><ul><li>Delimitações e recortes (amostras, área de conhecimento, perspectiva teórica. </li></ul><ul><li>Fidelidade das fontes (citações e bibliografias, quadro de fontes). </li></ul>
  43. 43. <ul><li>Forma (método de exposição) </li></ul><ul><li>Apresentação do projeto </li></ul><ul><li>Considerar critérios de rigor do trabalho científico (normas técnicas)‏ </li></ul><ul><li>CAPA (AUTOR, TÍTULO, LOCAL E DATA)‏ </li></ul><ul><li>FOLHA DE ROSTO (AUTOR. TÍTULO. Instituição, área, orientação. Local e data. </li></ul><ul><li>SUMÁRIO E ÍNDICES (siglas, tabelas, figuras, quadros, anexos)‏ </li></ul><ul><li>RESUMOS </li></ul><ul><li>INTRODUÇÃO : justificativa do estudo, objetivo geral, apresentação das partes do projeto. </li></ul><ul><li>PROBLEMA : situação problema (espaço, tempo, movimento), antecedentes (revisão bibliográfica) , indicadores (estudos preliminares) questões norteadoras, questão principal ou pergunta-síntese. </li></ul><ul><li>OBJETIVOS : geral e específicos (relativos ao diagnóstico de um problema, fenômeno, ou objeto) verbos ativos: caracterizar, descrever, analisar, compreender, diagnosticar, medir, dimensionar, tipificar, classificar, comparar, explicitar, revelar, sistematizar, interpretar, relacionar. Evitar objetivos de intervenção pedagógica, administrativa, extensão (contribuir, propiciar, facilitar, possibilitar, favorecer, etc.)‏ </li></ul><ul><li>METODOLOGIA : fontes, instrumentos, materiais, técnicas de sistematização e organização de dados, informações e resultados, estratégias, procedimentos e hipóteses de trabalho. </li></ul><ul><li>REFERENCIAL TEÓRICO : recorte disciplinar, termos, conceitos e categorias, teorias, perspectiva epistemológica. </li></ul><ul><li>RESULTADOS ESPERADOS (hipóteses, teses, orientações da prova) contribuições possíveis. </li></ul><ul><li>VIABILIDADE TÉCNICA DO PROJETO : Recursos, orçamentos, projeto financeiro. </li></ul><ul><li>BIBLIOGRAFIAS E LISTA DE FONTES . </li></ul><ul><li>ANEXOS (Cronograma. modelos de instrumentos, lista de materiais, delineamentos experimentais). </li></ul>
  44. 44. REFERÊNCIAS ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia . São Paulo: Mestre Jou, 1970. BACHELARD, G. Epistemologia. Barcelona: Anagrama, 1989. CHEPTULIN, A. Dialética materialista . São Paulo: Alfa-Omega, KOPNIN, P.V. A dialética como lógica e teoria do conhecimento . Rio de Janeiro. Civilização Brasileira, 1978. KOSIK, K. Dialética do concreto . Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995. SANCHEZ GAMBOA, S. Pesquisa em Educação: Métodos e Epistemologias . Chapecó: Argós: 2008 SÁNCHEZ GAMBOA, S. Epistemologia da Educação Física: as inter-relações necessárias . Maceió: EdUfal, 2207 s
  45. 45. Epígrafe <ul><li>“ Para o espírito científico qualquer conhecimento é uma resposta a uma pergunta. Se não tem pergunta não pode ter conhecimento científico. Nada se da tudo se constrói” </li></ul><ul><li>(G. Bachelard)‏ </li></ul>
  46. 46. Referência on-line <ul><li>www.geocities.com/grupoepisteduc </li></ul><ul><li>E-mail: episteduc_unicamp@yahoogrupos </li></ul><ul><li>E-mail: [email_address] </li></ul>

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