Enfermagem de Reabilitação

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Enfermagem de Reabilitação

  1. 1. ENFERMEIRO DE REABILITAÇÃO/ FISIOTERAPEUTA Confronto ou Complementaridade Domingos Malta Leonor Santos Sílvia Queirós Unidade de AVC's – Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/ Espinho, EPE
  2. 2. Modos de interacção disciplinar Fonte : FURTADO, J.P. Equipes de referência: arranjo institucional para potencializar a colaboração entre disciplinas e profissões.Interface – Comunic., Saúde, Educação. Botucatu. Disponível em: <http://www.interface.org./arquivos/aprovados/artigo4.pdf
  3. 3. Multidisciplinaridade <ul><li>Sobreposição de várias disciplinas em torno de um mesmo tema ou problema </li></ul><ul><li>Sem estabelecimento de relações entre os profissionais representantes de cada área no plano técnico e científico </li></ul><ul><li>As disciplinas são colocadas lado a lado, necessitando de iniciativas entre si e de organização institucional que estimule e garanta a comunicação entre elas, pois coexistem lado a lado, mas com baixíssima inter-relação . </li></ul>
  4. 4. Pluridisciplinaridade <ul><li>Efectiva relação entre as disciplinas </li></ul><ul><li>Existe coordenação por parte de uma (de entre as disciplinas) ou pela direcção da organização </li></ul><ul><li>São estabelecidos objectivos comuns entre as disciplinas, que deverão delimitar estratégias para atingi-los </li></ul><ul><li>Prevalece a ideia de complementaridade sobre a noção de integração de teorias e métodos, ou seja, funciona com a concepção de que uma área do saber deve preencher eventuais lacunas de outra. </li></ul>
  5. 5. Interdisciplinaridade <ul><li>Grau mais elevado de interacção entre as disciplinas </li></ul><ul><li>Estabelecidas relações menos verticais entre as diferentes disciplinas, que passam a compartilhar uma mesma plataforma de trabalho, actuando sobre conceitos em comum e esforçando-se para descodificar os seus termos técnicos para os novos colegas </li></ul><ul><li>Não existe a simples sobreposição ou complementaridade entre os elementos disciplinares, mas uma nova combinação de elementos internos e o estabelecimento de canais de trocas entre os campos em torno de uma tarefa a ser desempenhada conjuntamente. </li></ul><ul><li>Espera-se que daqui surjam novos conhecimentos e comportamentos dos actores envolvidos </li></ul>
  6. 6. Transdisciplinaridade <ul><li>Termo da responsabilidade de Jean Piaget, apresentado durante um encontro promovido, em1970, pela OCDE, em Nice, França, para analisar o tema da interdisciplinaridade </li></ul><ul><li>Aos trabalhos interdisciplinares, deveria suceder uma etapa superior, na qual as inter-acções entre o conhecimento se dariam sem as fronteiras disciplinares </li></ul><ul><li>Para alguns autores a transdisciplinaridade é inatingível, tendo como função de apontar o caminho, projectando esforços em busca de modos de inter-ligação mais profundas entre campos disciplinares </li></ul><ul><li>Outros autores, consideram a transdisciplinaridade a única forma realmente válida de interacção e um modo efectivo de superar as limitações da interdisciplinaridade. </li></ul>
  7. 7. Planos disciplinares e profissionais “ disciplinar” desenvolvimento do conhecimento na sua vertente epistemológica “ profissional” práticas concretas Conceitos e teorias voltados para a compreensão de fenómenos Saberes Práticas voltadas para a solução de problemas empíricos específicos Equipas e serviços
  8. 8. Fonte : FURTADO, J.P. Equipes de referência: arranjo institucional para potencializar a colaboração entre disciplinas e profissões. Interface – Comunic., Saúde, Educação. Botucatu. Disponível em: <http://www.interface.org.br/arquivos/aprovados/artigo4.pdf >
  9. 9. Fases de formação e consolidadação das equipas Nominal Fusional Conflitual Unitária T E M P O MATURIDADE 1 2 3 4
  10. 10. Núcleo e campo de competência e responsabilidade Campo Núcleo
  11. 11. Núcleo Campo <ul><li>Elementos de singularidade que caracterizam um determinado profissional </li></ul><ul><li>As actividades ligadas ao núcleo são voltadas para atribuições típicas e exclusivas de determinada categoria profissional e que caracterizam um determinado profissional </li></ul><ul><li>Constituído por responsabilidades e saberes, comuns ou convergentes, a várias profissões ou especialidades </li></ul><ul><li>Mais aberto, sendo definido a partir do contexto em que operam certas categorias de profissionais </li></ul><ul><li>As actividades ligadas ao campo são, essencialmente, interdisciplinares e requerem elevado grau de interprofissionalidade </li></ul>
  12. 12. Enfermagem de Reabilitação <ul><li>Definir objectivos para níveis máximos de interdependência funcional e actividades de vida diárias; </li></ul><ul><li>Promover o auto-cuidado, prevenir complicações e posterior deficiência; </li></ul><ul><li>Reforçar comportamentos de adaptação positiva; </li></ul><ul><li>Assegurar a acessibilidade e a continuidade de serviços e cuidados; </li></ul><ul><li>Advogar uma qualidade de vida óptima; </li></ul><ul><li>Melhorar os resultados esperados; </li></ul><ul><li>Contribuir para reformas no carácter, estrutura e prestação de cuidados nos serviços de saúde. </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li> (Hoeman, 2000) </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  13. 13. FISIOTERAPIA Centra-se na análise e avaliação do movimento e da postura, baseadas na estrutura e função do corpo, utilizando modalidades educativas e terapêuticas específicas, com base, essencialmente, no movimento, nas terapias manipulativas e em meios físicos e naturais, com a finalidade de promoção da saúde e prevenção da doença, da deficiência, de incapacidade e da inadaptação, e de tratar, habilitar ou reabilitar indivíduos com disfunções de natureza física, mental, de desenvolvimento ou outras, incluindo a dor, com o objectivo de os ajudar a atingir a máxima funcionalidade e qualidade de vida.   D.L. 261/93 de 24 de Julho e D.L. 564/99 de 21 de Dezembro  
  14. 14. UNIDADES DE AVC (UAVC’S) OBJECTIVOS <ul><li>Iniciar precocemente o tratamento e a neuro-reabilitação </li></ul><ul><li>Prevenir o agravamento do AVC </li></ul><ul><li>Identificar factores de risco </li></ul><ul><li>Implementar medidas preventivas do AVC recorrente </li></ul><ul><li>Prevenir complicações </li></ul><ul><li>Tratar situações co-mórbidas </li></ul><ul><li>Desenvolver um plano de alta e de follow-up adequados </li></ul><ul><li>(Unidades de AVC – Direcção Geral da Saúde – Direcção de Serviços de Planeamento) </li></ul>
  15. 15. UAVC’S <ul><li>Fundamental o trabalho em equipa multidisciplinar, de forma a alcançar os objectivos para que se propõe as unidades de AVC </li></ul><ul><li>Objectivo comum: bem-estar e recuperação do doente, atingindo o máximo de saúde e funcionalidade possível, com o mínimo de sequelas </li></ul>
  16. 16. UAVC’S EQUIPA MULTIDISCIPLINAR <ul><li>Médico de Medicina Interna </li></ul><ul><li>Neurologista </li></ul><ul><li>Fisiatra </li></ul><ul><li>Cardiologista </li></ul><ul><li>Enfermeiros, de preferência de Reabilitação </li></ul><ul><li>Fisioterapeutas </li></ul><ul><li>Terapeutas ocupacionais </li></ul><ul><li>Terapeutas da fala </li></ul><ul><li>Técnicos de cardiopneumografia </li></ul><ul><li>Técnicos de radiologia </li></ul><ul><li>Assistente social </li></ul><ul><li>Nutricionista </li></ul><ul><li>Psicólogo </li></ul><ul><li>Psiquiatra </li></ul><ul><li>Auxiliares de Acção médica </li></ul><ul><li>Secretário de unidade </li></ul>(Unidades de AVC – Direcção Geral da Saúde – Direcção de Serviços de Planeamento)
  17. 17. O FISIOTERAPEUTA NA UAVC’S <ul><li>Intervenção o mais precoce possível </li></ul><ul><li>Início da fisioterapia após observação pelo Fisiatra </li></ul><ul><li>Intervenção intensiva, sistemática e continuada </li></ul><ul><li>Procedimentos determinados em função da situação específica de cada indivíduo, respeitando sempre o seu estado clínico </li></ul>
  18. 18. INTERVENÇÃO DO FISIOTERAPEUTA <ul><li>Tónus </li></ul><ul><li>Actividade motora </li></ul><ul><li>Sensibilidades </li></ul><ul><li>Reacções de rectificação e equilíbrio </li></ul><ul><li>Distribuição de carga na base de suporte </li></ul><ul><li>Padrão de marcha </li></ul><ul><li>Estimulação do movimento normal </li></ul><ul><li>Treino funcional </li></ul><ul><li>Ensino e aconselhamento ao doente, familiares e cuidadores </li></ul><ul><li>Posicionamentos adequados </li></ul>Avaliação Intervenção
  19. 19. FISIOTERAPEUTA ENFERMEIRO DE REABILITAÇÃO A sua intervenção central consiste em tratar, habilitar e reabilitar pessoas com disfunções de natureza diversa, no sentido de desenvolver, manter e restaurar o seu movimento ou capacidade funcional, contribuindo para a melhoria da sua qualidade de vida. Para esse efeito utiliza modalidades educativas e terapêuticas específicas, baseando-se na análise e avaliação do movimento e da postura e no conhecimento que tem da estrutura e função do corpo humano. A sua principal actividade é a de prestar cuidados de enfermagem a pessoas sãs ou doentes, de forma a que mantenham e/ou melhorem a sua saúde (…); No âmbito da reabilitação , é da sua competência ensinar e treinar doentes nas actividades funcionais da sua vida diária, ensinar e orientar os respectivos familiares no processo de reabilitação, executar técnicas específicas de reeducação de funções orgânicas afectadas, participar, em equipa, nos programas de prevenção/reabilitação e de reintegração dos doentes. Classificação das profissões (www.dgct.gov.pt)
  20. 20. DEONTOLOGIA PROFISSIONAL Cuidados de saúde interprofissionais   Aplica o conhecimento sobre práticas de trabalho interprofissional eficazes.   Estabelece e mantém relações de trabalho construtivas com enfermeiros e restante equipa.   Contribui para um trabalho de equipa multidisciplinar e eficaz, mantendo relações de colaboração.   Valoriza os papéis e as capacidades de todos os membros da equipa de saúde e social.   Participa com os membros da equipa de saúde na tomada de decisão respeitante ao cliente.   Revê e avalia os cuidados com os membros da equipa de saúde.   Tem em conta a perspectiva dos clientes e / ou cuidadores na tomada de decisão pela equipa interprofissional.   Formação contínua   Aproveita as oportunidades de aprender em conjunto com os outros, contribuindo para os cuidados de saúde.  Ordem dos Enfermeiros Maio 2004
  21. 21. UAVC’S O TRABALHO EM EQUIPA INTERPROFISSIONAL <ul><li>Articulação entre todos os elementos da equipa: </li></ul><ul><li>Partilha de informação específica sobre situação do doente </li></ul><ul><li>Orientação e reflexão em conjunto acerca de cada caso específico </li></ul><ul><li>Interdisciplinariedade </li></ul><ul><li>Contacto e articulação mais directa entre Fisioterapeuta, Fisiatra, Enfº Reabilitação </li></ul>
  22. 22. CONCLUSÕES <ul><li>É primordial perceber a importância do trabalho em equipa interprofissional, sempre tendo como objectivo comum a recuperação do doente com AVC </li></ul><ul><li>Sem trabalho de equipa não é possível obter o máximo em termos de resultados, pois não há integração de todas as componentes da recuperação do doente, resultando daí o dobro do esforço e, frequentemente, situações contraditórias </li></ul><ul><li>Sendo assim é fundamental que a relação entre o Fisioterapeuta e o Enfº de Reabilitação não seja de confronto, mas sim baseada na complementaridade entre funções </li></ul>
  23. 23. Domingos Malta Leonor Santos Sílvia Queirós

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