Elementos da narrativa

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Elementos da narrativa

  1. 1. NARRAÇÃOConsiste em arranjar uma sequência de fatosna qual os personagens se movimentam numdeterminado espaço à medida que o tempopassa.
  2. 2. Tudo se resume a uma pergunta:você tem algo a dizer? ― Martin Scorsese
  3. 3. Elementos da narrativa  Enredo  Narrador  Personagens  Tempo  Espaço
  4. 4. Estrutura do Enredo ApresentaçãoComplicação ou desenvolvimento Clímax Desfecho
  5. 5. PARA SE ESCREVER UMA NARRATIVA... O QUÊ? - o(s) fato(s) que determina(n) a história; QUEM? - a personagem ou personagens; COMO? - o enredo, o modo como se tecem os fatos; ONDE? - o lugar ou lugares da ocorrência QUANDO? - o momento ou momentos em que se passam os fatos; POR QUÊ? - a causa do acontecimento.
  6. 6. ENREDO LINEAR ENREDO NÃO-LINEARSEQUÊNCIA LÓGICA E APRESENTA PROGRESSIVA DE DESCONTINUIDADE AÇÕES. SITUAÇÃO TEMPORAL, UTILIZA INICIAL, COMPLICAÇÃ RECURSOS COMO O O, CLÍMAX E FLASHBACK. DESFECHOENREDO – ORGANIZA AS AÇÕES OU ACONTECIMENTOS DA NARRAÇÃO.
  7. 7. NARRADORVOZ IMAGINÁRIA QUE NOS CONTA A HISTÓRIA
  8. 8. Narrador-observador  Narrador conta a história como observador dosNarrador-personagem personagens e acontecimentos. Narrador participa da história como personagem
  9. 9.  NARRADOR-ONISCIENTE O narrador conhece os pensamentos e sentimentos dos personagens.
  10. 10.  A Bruxa surgiu à janela da sua casa, como à boca de uma fornalha acesa. Estava horrível; nunca fora tão bruxa. O seu moreno trigueiro, de cabocla velha, reluzia que nem metal em brasa; a sua crina preta, desgrenhada, escorrida e abundante como as das éguas selvagens, dava-lhe umcaráter fantástico de fúria saída do inferno. E ela ria- se,ébria de satisfação, sem sentir as queimaduras e as feridas, vitoriosa no meio daquela orgia de fogo, com que ultimamente vivia a sonhar em segredo a sua alma extravagante de maluca. Ia atirar-se cá para fora, quando se ouviu estalar o madeiramento da casa incendiada, que abateu rapidamente, sepultando a louca num montão de brasas.
  11. 11. TIPOS DE DISCURSO
  12. 12. Discurso diretoo narradorapresenta a própriapersonagemfalandodiretamente, permitindo ao autormostrar o queacontece em lugarde simplesmentecontar.
  13. 13.  Lavador de carros, Juarez de Castro, 28 anos, ficou desolado, apontando para os entulhos: “Alá minha frigideira, alá meu escorredor de arroz. Minha lata de pegar água era aquela. Ali meu outro tênis.”  Jornal do Brasil, 29 de maio 1989
  14. 14. Discurso indireto o narrador interfere na fala da personagem. Ele conta aos leitores o que a personagem disse, mas conta em 3ª pessoa. As palavras da personagem não são reproduzidas, mas traduzidas na linguagem do narrador.
  15. 15.  Dario vinha apressado, o guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Foi escorregando por ela, de costas, sentou-se na calçada, ainda úmida da chuva, e descansou no chão o cachimbo. Dois ou três passantes rodearam-no, indagando se não estava se sentindo bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, mas não se ouviu resposta. Um senhor gordo, de branco, sugeriu que ele devia sofrer de ataque. Dalton Trevisan.  Cemitério de elefantes. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1964.
  16. 16. Discurso indireto livreé uma combinação dos doisanteriores, confundindo asintervenções do narrador com as dospersonagens. É uma forma de narrareconômica e dinâmica, pois permitemostrar e contar os fatos a um sótempo.
  17. 17.  Enlameado até a cintura, Tiãozinho cresce de ódio. Se pudesse matar o carreiro... Deixa eu crescer!... Deixa eu ficar grande!... Hei de dar conta deste danisco... Se uma cobra picasse seu Soronho... Tem tanta cascavel nos pastos... Tanta urutu, perto de casa... se uma onça comesse o carreiro, de noite... Um onção grande, da pintada... Que raiva!... Mas os bois estão caminhando diferente. Começaram a prestar atenção, escutando a conversa de boi Brilhante.  Guimarães Rosa. Sagarana. Rio de Janeiro, José Olympio, 1976.

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