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SAVIANI, I. O Espiritual e a Arte na Arte-Terapia. Revista: Reflexões – nº 1. São Paulo :     Sedes, 1995.SOUZA, O. R. S. ...
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Histórias Bíblicas como Recurso Terapêutico

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A função terapêutica das histórias bíblicas na Psicopedagogia e na Arteterapia.

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Histórias Bíblicas como Recurso Terapêutico

  1. 1. Muitos estudos tem sido feito e publicado sobre a ação terapêutico dos diversos contosinfantis para se restabelecer a saúde mental e/ou preservá-la, por diferentes teóricos. APsicologia, a Psicopedagogia, a Arteterapia e a Psicanálise são exemplos de áreas que utilizamessa técnica e promovem cursos divulgando cada vez mais a sua importância.Buscando ampliar o conhecimento sobre este tema e abrindo espaço para que, tantoprofissionais e pacientes, que não utilizam os contos de fada e outros gêneros semelhantespor questões religiosas, é que fomos instigados a pesquisar sobre a ação terapêutica dasHistórias Bíblicas.Certa ocasião, ao apresentar este tema como fonte de pesquisa discordaram da ideia poracreditarem que ciência e religião não se misturam.Durante muito tempo a educação nos lares e nas escolas esteve fundamentada apenas nareligião, em seus princípios e crenças, bem como em seus aspectos morais e éticos. Com opassar do tempo muita coisa mudou neste sentido e a religião deixou de ser o guia dasociedade, que vem apresentando problemas na formação emocional, moral e ética de seuscidadãos.NETO (2002) diz que para a população empobrecida pode-se considerar a religiosidade comoum dos últimos fios de esperança e como tábua de salvação, sendo a forma pela qual elespodem lidar com suas dores e a dar significado às suas vidas.Segundo MORAES (2004, s/p), Jung coloca que a ausência tanto da arte como da religião podegerar ou agravar as neuroses e diz que, “ a psicoterapia, a arte e a religião são formas da almabuscar e se fazer total ou inteira através da integração dos símbolos.”ALT (2000), apresentando uma citação de Jung que diz: doentes na segunda metade da vida, isto é, tendo mais de trinta e cinco anos, não houveum cujo problema mais profundo não fosse a atitude religiosa. Todos, em última instância,estavam doentes por ter perdido aquilo que uma religião viva sempre deu em todos os temposa seus adeptos, e nenhum curou-se realmente sem recobrar a atitude religiosa que lhe fosseprópria.(op.cit. 47, 48)Para ele a religiosidade é uma função natural que faz parte da psique, é considerado umfenômeno universal. Chama de Self o aspecto psicológico que estabelece a imagem de Deus nohomem. Percebeu que para que haja uma união entre o individuo e a psique coletiva se faznecessário a existência de uma atitude religiosa viva e válida.Ao buscar reestabelecer a saúde emocional da pessoa, a Arteterapia acaba resgatandotambém o aspecto espiritual, aproximando a criação do seu Criador.SAVIANI (1995) argumenta que ao se entrar em contato com qualquer tipo de manifestaçãoartística, entra-se em contato com “manifestações de costumes, religiões, política” e qualquertema que esteja vinculado a história da humanidade e é na relação da arte, do fazer artístico e
  2. 2. do espiritual que se dá a vivência da transformação da matéria e do espírito. No ato de criar etransformar o ser humano confirma que foi feito à imagem e semelhança de Deus.Um outro aspecto que funciona como elo na relação da religião com a Arteterapia são ossímbolos, a linguagem simbólica que se encontra nos ensinamentos e nos rituais. A Bíblia estárepleta de símbolos e em vários livros que a compõe encontra-se a linguagem simbólica emseus relatos. O próprio Jesus fez uso da linguagem simbólica em seus discursos para que seusensinamentos pudessem ser melhores compreendidos por todas as pessoas que O ouviam.ALT (2000, p.61) comenta que “os símbolos são estruturados nas diversas culturas em funçãoda estrutura social e da necessidade de respostas às questões que se fazem ao concreto... Soba forma abstrata, os símbolos são idéias religiosas; sob a forma de ação, são ritos oucerimônias.”Citando Jung, ALT (2000) relata que “a linguagem das religiões é feita de símbolos. E essessímbolos, ao longo dos tempos, sem duvida, têm atuado profundamente sobre a vida dosindivíduos.” Citando Jung comenta que ele “interessou-se pelos símbolos de todas as religiõesda humanidade..., mas deu ênfase especial aos símbolos cristãos.”(op.cit. 63 )Citando EDINGER, diz que ele considerava que “em termos psicológicos”, Cristo é,simultaneamente, símbolo do Self e do ego ideal.” (op. cit., p.64)Backer (apud ARRAIS; CARPEGGIANI,2006), teólogo e psicólogo que utiliza a Bíblia na terapiacom seus pacientes, diz que “ (...)Se deixarmos de lado nossos preconceitos contra a religião eescutarmos os ensinamentos contidos na Bíblia sobre as relações humanas, vamos perceberque Jesus foi o maior psicólogo que já viveu.”“Hoje, a Bíblia e a Filosofia são receitadas como terapias.” (op.cit.p.5 e 3)De acordo com Palma FILHO (2006) a arte, a filosofia e a religião são os meios pelos quais o serhumano busca representar a realidade através do material e do simbólico.Philippini (2008) diz que Jung descreveu amplamente como eram codificados em símbolos asetapas de individuação nas culturas mais diversas, “com temas comuns de forma similar, comorepresentações do inconsciente coletivo, repetindo em mitos, contos de fadas, tradiçõesreligiosas, tratados alquímicos e ritos de passagem.” Estes temas reaparecem em sonhos eatividades artísticas como a escultura e a pintura e em imagens produzidas “através daimaginação ativa e nas técnicas de visualização e meditação.”Para McCaskey (2006)a linguagem simbólica está presente nas narrativas dos mitos, nos koansdo Zen Budismo, nas histórias do Antigo Testamento, nas imagens e sensações criadas pelapoesia, nos contos de fadas e nos mais diversos textos sagrados.Considerando tais afirmações, pode-se concluir que estes três campos de atuação seentrelaçam e se (inter)relacionam ao olharem o indivíduo como um todo: um ser capaz deatuar em sua própria vida, transformando-a criativamente. A Arteterapia permeia aPsicopedagogia e a fortalece com seus instrumentos de mediação, dentre os quais algunsestão relacionados com a religiosidade existente em cada ser humano. Dentro do mundo da
  3. 3. literatura infantil encontramos as histórias bíblicas,que diferentemente dos contos, são relatosde cunho religioso e da história do povo de Israel nos quais encontramos situações como arivalidade fraterna, perdas, angústias, solidão, adoção, relações parentais, fuga, entre outras eapresenta Deus, um Ser superior, que está sempre presente na vida de cada um capacitando-oa superar as dificuldades. Todos estes são temas que ainda circundam as nossas vidas demaneira muito intensa.Por considerar que a religião é fundamental no desenvolvimento saudável do ser humano eque as histórias bíblicas são expressões de como Deus pode atuar na vida de cada um etransformá-la diante das adversidades, capacitando, sensibilizando e libertando o indivíduo, éque busquei estabelecer relações entre a arte e as histórias bíblicas dentro do processoterapêutico na Psicopedagogia e na Arteterapia.REFERÊNCIASALT, C. B. Contos de Fadas e Mitos: Um trabalho com Grupos, Numa Abordagem Junguiana, São Paulo: Vetor, 2000.ARRAIS, D. e CARPEGGIANI, S. Freud ainda explica. Jornal do Comércio. Recife, 2006 - http://jc.uol.com.br/jornal/2006/05/06/not_182909.phpBARBOSA, A. M. A Imagem no Ensino da Arte, 4ª ed. São Paulo: Perspectiva, 1991.McCASKEY, T.C. A Linguagem Poética da Mitologia. http://monomito.wordpress.com/2006/12/05/linguagempoeticamit/MORAES, F. Vida Simbólica: Contribuições Junguianas para o Entendimento da Eficácia Terapêutica do Fazer Artístico. 2004. Disponível em: <http://www.portas.ufes.br/artigos-online.htm>. Acesso em: 15/11/2007.SOUZA NETO, João Clemente de. Crianças e Adolescentes Abandonados – Estratégias de sobrevivência - Editora Expressão & Arte. 2ª edição, 2002, SP.PHILIPPINI, A. Universo Junguiano e Arteterapia. in Revista Imagens da. Transformação – Vol. II - Clinica Pomar – RJ – 1995 ...Internet: http://www.arteterapia.org.br/UNIVERSO%20JUNGUIANO%20E%20ARTETERA PIA.pdf. Acesso em: 5/7/2008.
  4. 4. SAVIANI, I. O Espiritual e a Arte na Arte-Terapia. Revista: Reflexões – nº 1. São Paulo : Sedes, 1995.SOUZA, O. R. S. de. Breve Histórico da Arteterapia . Disponível em : <http://www.amart.com.br/arte_historico.htm >. Acesso em: 15/11/2007.

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