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DefiniçãoA palavra portuguesa “acionista”, ou proprietário de ações, é traduzida pela palavra inglesa“stockholder”, isto é...
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  1. 1. StakeholderStakeholder (em português, parte interessada ou interveniente), é um termo usado em diversas áreascomo administração e arquitetura de software referente as partes interessadas que devem estar de acordocom as práticas de governança corporativa executadas pela empresa.O termo foi usado pela primeira vez pelo filósofo Robert Edward Freeman. Segundo ele, os stakeholderssão elementos essenciais ao planejamento estratégico de negócios.De maneira mais ampla, compreende todos os envolvidos em um processo, que pode ser de carátertemporário (como um projeto) ou duradouro (como o negócio de uma empresa ou a missão de umaorganização ).O sucesso de qualquer empreendimento depende da participação de suas partes interessadas e por isso énecessário assegurar que suas expectativas e necessidades sejam conhecidas e consideradas pelosgestores. De modo geral, essas expectativas envolvem satisfação de necessidades, compensaçãofinanceira e comportamento ético. Cada interveniente ou grupo de intervenientes representa umdeterminado tipo de interesse no processo. O envolvimento de todos os intervenientes não maximizaobrigatoriamente o processo, mas permite achar um equilíbrio de forças e minimizar riscos e impactosnegativos na execução desse processo.Uma organização que pretende ter uma existência estável e duradoura deve atender simultaneamente asnecessidades de todas as suas partes interessadas. Para fazer isso ela precisa "gerar valor", isto é, aaplicação dos recursos usados deve gerar um benefício maior do que seu custo total.Alguns exemplos possíveis de stakeholders de uma empresa são: • Acionistas • Donos • Investidores • Empregados • amigos • Fornecedores/subministradores da empresa • Sindicatos • Associações empresariais, revolucionais ou profissionais • Comunidades onde a empresa tem operações: associações de vizinhos • Grupos Normativos • Governos municipais • Governos estatais • Governo federal • ONGs • Concorrentes(1) fonte: site IBGCReferências 1. ↑ PITMAN (1984) 2. ↑ FREEMAN, R. Edward. Strategic Management: A Stakeholder Approach (em inglês). [S.l.: s.n.], 1984. 3. ↑ FREEMAN, R. Edward; REED, David L.. Stockholders and Stakeholders: A new perspective on Corporate Governance (em inglês). 3 ed. [S.l.]: California Management Review, Spring83, 1984. pp. 88-106. vol. 25. 4. ↑ yourdictionary.com (em inglês). Página visitada em 12 de março de 2009
  2. 2. DefiniçãoA palavra portuguesa “acionista”, ou proprietário de ações, é traduzida pela palavra inglesa“stockholder”, isto é, “pessoa que possui ações que lhe dão direito sobre uma parte da empresa” etambém da empresa.Já a palavra “stakeholder” é um conceito mais amplo que inclui o “stockholder”, o proprietário de açõesde uma empresa.A palavra “stakeholder”, portanto, traz embutida um trocadilho com a palavra “stockholder”.Também em inglês, “stake” é o valor econômico associado ao resultado de um evento incerto. Esseevento incerto pode resultar de uma aposta em um jogo mas também no resultado econômico de umempreendimento empresarial ou pessoal.“Stake” também significa o interesse pessoal ou emocional que as pessoas possuem não apenas nosnegócios, mas também na vida, de forma geral.Como substantivo, "stake" também significa "estaca", "suporte", "escora". Como verbo, expressa a açãode escorar, de dar suporte. Assim, também pode-se entender a expressão “stakeholder” no sentido de suasimples tradução literal, como aquele ou o que "segura uma estaca" da base de sustentação de umaempresa ou organização.Como verbo, “to stake” significa arriscar, colocar em risco, um determinado valor (geralmenteeconômico) em um evento ou em um processo que possuam resultados incertos com o objetivo de tentarganhar um outro valor (também geralmente econômico).Assim, a palavra “stakeholder” significa “pessoa ou organização” que possui um valor econômico ou queé responsável pela guarda de um dado valor econômico que será distribuído após a solução de um eventoou processo incerto enquanto esse evento (ou processo) incerto não é resolvido.O objetivo subjacente que define tal agente “stakeholder” é ser aquele agente que entrega um valoreconômico à uma pessoa ou organização que merecidamente obteve um resultado favorável.Finalmene, neste sentido e por extensão, “stakeholders” são os agentes da sociedade que têm alguminteresse em um dado negócio, mesmo que não sejam os únicos ou nem mesmo os principais interessadosnesse negócio.[editar] Teoria de Administração de EmpresasComo teoria de administração, a Teoria do Stakeholder procura:1) descrever quais são as pessoas e grupos de pessoas que estão servindo de “stakeholders” de umaempresa ou organização e2) propor métodos que os administradores devem usar para dar a devida consideração aos interessesdessas pessoas ou grupos de pessoas.Para a teoria econômica clássica, o “proprietário” é o único agente interessado, a única que realmenteimporta para a empresa, na hora de tomar as decisões. Aqui o “proprietário” pode ser “único” (apenas umproprietário) ou “múltiplo” (diversos sócios-proprietários) ou ainda podem ser acionistas, muitosproprietários de ações da empresa.Não importa a forma de sua propriedade, toda empresa existe legalmente para colocar as necessidades dosproprietários em primeiro lugar quando são realizadas as tomadas de decisão que a dirigem, seja no longoou no curto prazo.
  3. 3. Também nos modelos de insumo-produto da economia neoclássica, a empresa existe para criar valor paraseus proprietários, a partir do valor inicial que eles colocaram para fazer sua constituição (ou para realizarsua aquisição).Assim, a empresa deve transformar o valor investido pelo proprietário (ou pelos acionistas) em insumos(terrenos, instalações, equipamentos, processos tecnológicos, matéria-prima e trabalho) e com eles criarprodutos (bens ou serviços) que possam ser vendidos no mercado para seus clientes de uma maneira talque ocorra desse processo um retorno financeiro para os investidores. Isto é, a economia neoclássicaconsidera que os fornecedores desses insumos também são "stakeholders", tão importantes quanto osproprietários, na tomada de decisão. Portanto, para a teoria neoclássica, os "stakeholders" já são de quatrotipos: os investidores (os proprietários), os fornecedores (de terra, de instalações, de equipamentos, dematéria-prima, de tecnologia, etc) os trabalhadores e os consumidores. Todos esses agentes econômicosdevem ser levados em consideração nas tomadas de decisão da empresa.Mas a Teoria do Stakeholder vai além. Freeman [1]afirma que existem muitas outros componentes dasociedade que devem ser levadas em consideração na tomada de decisão da empresa: organismosgovernamentais, grupos políticos, organizações não-governamentais, as associações de empresas, ossindicatos de trabalhadores, associações de consumidores, os potenciais empregados, os potenciaisclientes, as comunidades em que elas existem ou das quais obtém recursos e, na verdade, a sociedadecomo um todo. Mesmo as empresas competidoras podem ser consideradas como “stakeholders”, na horada tomada de decisão.A Teoria do Stakeholder propõe uma estratégia de somar visão econômica dos recursos à visãoeconômica de mercado ao mesmo tempo em que incorpora uma visão sociológica e política da sociedade,o sistema maior em que a empresa está situada, para as tomadas de decisão.Este enfoque é usado para identificar os possíveis “stakeholders” de uma empresa (ou organização) e paraexaminar as condições nas quais estes possíveis “stakeholders” transformam-se em “stakeholders”, ouseja, quais agentes possuem fatores de importância que os tornam “stakeholders” de fato.Numa abordagem com grande destaque nas modernas teorias éticas e da responsabilidade social dosstakeholders, a teoria dos stakeholders defende que a empresa não deve pautar-se apenas pelo interessedos acionistas/proprietários mas também pelos interesses dos outros stakeholders (partes interessadas),nomeadamente os empregados, gestores, comunidade local, clientes e fornecedores.A teoria Stakeholders, encara, pois, a empresa como centro de constelação de interesses de indivíduos egrupos que afetam ou podem ser afetados pela atividade da empresa, e que com legitimamente procuraminfluenciar os processos de decisão, com o objetivo de obter benefícios para os interesses que defendemou representam. Desta forma a empresa sente-se responsável perante a comunidade em geral e, emparticular, perante todos quantos possam reclamar-se de "parte interessada" na atividade da mesma.Esta postura da empresa é ambiciosa, na medida em que lhe é exigido gerir de modo equilibrado osinteresses dos vários stakeholders, sendo de admitir, portanto, que a empresa é eticamente responsável, ouseja, não se limita ao mero cumprimento dos normativos legais, mas também se comporta de acordo como que os vários stakeholders esperam dela.Alguns autores sustentam que a Teoria do “Stakeholder” deve buscar identificar as normas morais efilosóficas da operação e de gerenciamento da empresa.Outros autores procuram construir uma tipologia sobre as características de “força” (o atributo que umapessoa ou organização possui para impor sua vontade em um relacionamento), de legitimidade (estruturasou comportamentos socialmente aceitos ou esperados) e de urgência (isto é, a “sensibilidade ao tempo”ou a “criticalidade” que fazem parte do discurso do potencial “stakeholder”). Por exemplo: Forte-e-elegítimo, Forte-e-urgente, Fraco-e-legítimo, Fraco-e-urgente, Forte-e-ilegítimo, Forte-e-não-urgente,Legítimo-e-urgente e Ilegítimo-e-não-urgente.FRIEDMAN E MILES (2002)[2] exploraram as implicações das relações conflituosas entre “stakeholders”e organizações introduzindo distinções entre interesses compatíveis e incompatíveis e entre conexões
  4. 4. necessárias e contingentes como atributos adicionais para examinar as configurações destesrelacionamentos.Blattberg [3] critica a Teoria do “Stakeholder” porque ela pressupõe que os interesses dos vários“stakeholders” podem ser de alguma forma equilibrados entre si, uns com os outros. Blattberg consideraque esta visão deriva da ênfase na negociação como modo principal de resolver conflitos entre osinteresses dos diversos “stakeholders”. Assim, recomenda a palavra “conversação” ao invés de“negociação” (Talvez porque a palavra negociação implique em comprometimento em obter uma solução“amigável”) e defende uma concepção “patriótica” da empresa (ou da organização) como alternativa àTeoria do “stakeholder”.Referências 1. ↑ FREEMAN,R.E. Strategic Management: A stakeholder approach. Boston: Pitman, 1984. 2. ↑ FRIEDMAN, A.L. & MILES, S. 2002 Developing Stakeholder Theory. Journal of Management Studies, v 39, n 1, pp 1-21 3. ↑ BLATTBERG, C. From Pluralist to Patriotic Politics: Putting Practice First, Oxford and New York: Oxford University Press, ch. 6. 2004 ISBN 0-19-829688-6[editar] BibliografiaDONALDSON, T. & PRESTON, L.. The Stakeholder Theory of the Corporation: Concepts, Evidence,and Implications. 1995 . Academy of Management Review, v 20, n 1, pág. 65 a 91MITCHELL, R.K., Agle, B.R., & WOOD, D.J. 1997. Toward a Theory of Stakeholder Identification andSalience: Defining the Principle of Who and What Really Counts. Academy of Management Review, v.22, n.4, pág. 853 a 886.Manual de Comportamento Organizacional e Gestão, Editora RH, capitulo 29Stakeholder é qualquer pessoa ou organização que tenha interesse, ou seja afetado peloprojeto.A palavra vem de: • Stake: interesse, participação, risco • Holder: aquele que possuiOs primeiros stakeholders que imaginamos em um projeto são o Gerente de Projeto, oPatrocinador do Projeto, a Equipe de Projeto e o Cliente. Entretanto, na prática podemexistir muitos outros: • A comunidade • Outras áreas da empresa • Concorrentes • Fornecedores • Investidores e acionistas • Governo • As famílias da equipe de projetoAlém disso, cada projeto pode ter alguns stakeholders que sejam específicos para suarealidade, e que não se apliquem a outros projetos.
  5. 5. A importância de identificar os stakeholders é que além de serem afetados pelo projeto,eles podem ter uma influência direta ou indireta no seu resultado. Uma falha nestaidentificação significará que o gerente de projeto não estará pensando nas necessidadesde todos os envolvidos, e isto é um fator de risco para o projeto.Posso dar dois exemplos simples:Um projeto que envolve uma obra em via pública deve considerar as necessidades dacomunidade que será afetada pelo barulho e pelos transtornos (mesmo que a obra sejaem benefício da comunidade), ou será alvo de reclamações que poderão levar a atrasosno cronograma.Dentro de uma organização, um projeto pode gerar um resultado que fortalece algumasáreas em detrimento de outras. Mesmo que estas áreas não participem do projeto, éimportante entender as relações de poder envolvidas, já que os que serão afetadosnegativamente poderão tentar boicotar o projeto.Ao mesmo tempo, o gerente de projeto deve ter cuidado em não procurar stakeholderspor todos lados, ou ficará com um cenário difícil de gerenciar. Com um pouco deimaginação, pode-se considerar stakeholder até o vizinho do gerente de projeto quedeixará de jogar futebol com ele no fim de semana porque o gerente terá que trabalhar!Claro que isto foi um exagero, mas o importante é ilustrar que se deve ter um limitelógico para a identificação de quem afeta ou é afetado pelo projeto.A partir da identificação dos stakeholders, deve-se preparar um plano de comunicaçãoque garanta o fluxo da informação correta para cada um. No futuro escreverei maissobre os stakeholders e como gerenciá-los adequadamente.

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