As intervenções viárias e as transformações do espaço urbano. A via de contorno norte-ilha - parte 4

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Maria Inês Sugai

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As intervenções viárias e as transformações do espaço urbano. A via de contorno norte-ilha - parte 4

  1. 1. r~ 151 «: Possibilitar um acesso rápido ao Norte e Leste da Ilha, ligando a Via de Contorno às rodovias: SC-4.01 e SC-404 tomando fácil o acesso de toda Florianópolis aos pontos turísticos da Ilha, como a Praia de Canasvieiras e a Lagoa da Concetçêo; $ - Recuperar a Avenida Beira-Mar Norte e protegê-Ia da ação destrutiva das ondas; - Preservar a pista direita da Avenida Beira-Mar Norte e Ruas seguintes que seguem paralelas à orla marítima, como avenidas arteriais de tráfego exclusivamente local; - Possibilitar um acesso fácil ao Campus Universitário, por meio de interseção em nível, e à Via Expressa Sul, a ser projetada oportunamente, colocando desta maneira uma grande área em ligação direta e rápida com o Aeroporto Hercílio Luz, e a SC- 405 que demanda o sul da Ilha, além de ligar através da orla marítima sul novamente com o centro e a Ponte Nova. A Via de Contorno Norte de Florianópolis, Via Expressa, está incluída no Plano de Desenvolvimento Integrado da Grande- Florianópolis. " (10) A Via de Contorno Norte-Ilha, executada de acordo com as determinações do DER-SC, ficou composta por cinco avenidas que, a partir do Aterro da Baía Sul, tiveram as seguintes denominações (Ver Figura 18-a): 1. Avenida Oswaldo Rodrigues Cabral (Lote de construção 4); Contrato PG.072175. Iniciou os trabalhos em .1976, concluindo todas as etapas do. Ante-projeto em 1971 e do Projeto Final em fevereiro de 1978. O Projeto Final de ? Eng~oharia é composto.por -1~ry:()llJme~, saber; .1)-Relatório de Projeto; 2) Documentos para Concorrência-lote 1; 3) Documentos para Concorrência - lote 2; 4) Projeto d~ Execuçã9::-lote1;5)J~rojetode Execução,.-Iote 2;6)Prqjeto de Desapropriação; 7) Memória Justificativa - lote1; 8) Memória Justificativa - lote 2; 9) EstudosGeotéchiçq?/1P)E;~tuçJosHidrológicos eprojeto de Drenagem e Obras de. Arte Corrente; 11) Notas de Serviço; 12) Orçamento e Plano de Execução ...· , -, --, ... 10 _ Secretariados Transportes e Obras/DER-SC. Projeto Final de Engenharia. Volume 1 i Relàt9rto,de;er~j~!o~}:1-976.;,78,·, p.17.· Elaborado pela empresa -COPAVEL S/A--Consultd:r1a-.~e;,En:g~·Ji)fflari?;1~b!· . , :;. :~ : ...•. :-;., ·"f
  2. 2. rI -I 152 2. Avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos (Lote 5); 3. Avenida Governador Irineu Bornhausen (Lotes 1 e 3); 4. Avenida da Saudade (duplicada durante a execução dos Lotes 3 e 4); 5. Avenida Professor Henrique da Silva Fontes (Lote 2). A Via de Contorno Norte-Ilha inicia-se, portanto, no Aterro da Baía Sul, junto à rótula que faz interconexão com a Ponte Colombo Salles. A partir desta rótula, denominando-se Avenida Oswaldo Rodrigues Cabral, segue junto à orla marítima, passando sob a Ponte Hercílio Luz até o início da Avenida Rubens de Arruda Ramos. O trecho da Avenida Oswaldo Cabral, com 1,1 km de extensão, desenvolve-se, em sua maior parte, em aterro mecânico sobre área de marinha. Possui, como os demais trechos da Via de Contorno Norte, com exceção do trecho da Av. Rubens de Arruda Ramos, duas pistas de 11,40 metros com 3 faixas de tráfego cada uma, canteiro central, passeio para pedestres. junto às edificações e junto ao mar e ciclovia, apresentando a via largura total entre 43,50 metros e 56,00 metros, dependendo da localização da pista de acesso ou a de retomo. (Ver Figuras 18-b e 19-b) No trecho ao longo da Avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos a via expressa foi conectada à AvenídaBeíra-Mar já existente, a ·,íh qual foi utilizada para coletar e distribuir o tráfego local e de curta iiif!-- distância. Alterando o projeto preliminar elaborado pela empresa :~, COPAVEL, a via expressa passou a absorver, além do trânsito de passagem, também o trânsito local e a distribuir o seu tráfego para a via marginal (11). Este trecho foi totalmente executado sobre aterro em áreas ·11 _ Durante asobrasforam solicitadas pelo DER-SCalterações no projeto deste trecho à Construtora SOTEPALtda:, contratada para asua execução. As alterações
  3. 3. 1""" 153 .~~ r " -;Y:, " l& ,., de marinha. Foram implantados neste trecho dois amplos mirantes junto :~ . r"" .;~; à ciclovia, ao passeio de pedestres e ao estacionamento. A seção ~ "1 transversal deste trecho da Via de Contorno Norte apresenta 61 ,50 .....-.., metros, chegando a 107,00 metros de largura nos trechos onde situam- 1 se os mirantes. (Ver Figuras 18-c, 18-d, 18-e e Figura 19-b) " 1""" ~ A partir da Praça Celso Ramos, inicia-se o trecho da via expressa ~ -, denominado Avenida Governador Irineu Bornhausen, que passa em ~ "...... frente ao.Palácío do Governo e estende-se até a rótula de cruzamento " coma Avenida da Saudade, no bairro da Agronômica. Nesta via, próximo ,...-" ".....,. à Ponta do Coral, foi executado o terceiro mirante da Via de Contorno. /" Este trecho, com 2,6 km de extensão, foi implantado, em parte, em ".--.., terreno conquistado ao mar e ao mangue, através de aterro. A conexão r- " da via expressa com o entroncamento das rodovias SC-401 e SC-404 r-- efetua-se através da Avenida da Saudade, conhecida também como 1"""I ~ Avenida das Três Pontes, que atravessa o mangue, o Rio Sertões e o r" Rio Itacorubi. A Avenida da Saudade efetua a ligação entre os bairros da "--, Agronômica e do Itacorubi. (Ver Figura 18-j) ; "" ,-< ---; A Via de Contorno Norte alcança a rótula junto ao campus ,..,.." universitário da UFSC, na Trindade, através de uma derivação viária que ~ ,-...; possui 2,6 km de extensão. Este trecho, denominado Avenida Professor ; ,...-<, Henrique da Silva Fontes, foi implantado, em sua maior extensão, em " 1"" aterro sobre o mangue do Itacorubi, em terrenos de propriedade das "" Irmãs da Divina Providência e da UFSC. Esta rótula junto ao campus, , í i r r j ampliaram a conexãd{dà/iaexpressa com otráfego local, definindo interrúpçãô de $t.: .. fluxos .paras>r;u.~~m,~fl.~~;:94~;J?!is.tas centro-bairro com a colocação de semáf()f()S: Foi " J utilizada a vian)arginéll já existente para distribuição do tráfego local no sentido centro .. raiaetâmb~m~.·paraestaCionamento p de veículos. " /I .1 / 1 .•...... r»;
  4. 4. 154 que faz a ligação entre os bairros da Frtndade, do Córrego Grande e do Pantanal, está prevista para ser conectada com a derivação da futura Via Expressa Sul. (Ver Figura 18-h, 18-i e 19-b) " A via expressa, ao longo da Avenida Irineu Bornhausen e Avenida prof. Henrique Fontes, tem o apoio das antigas Ruas Rui Barbosa, Delminda Silveira e Lauro Unhares que, contornando o morro paralelas à via expressa, recebem e distribuem o tráfego local. Estas três ruas apóiam a Via de Contorno Norte na ligação que esta via efetua entre os bairros Centro, Agronômica e Trindade. As obras da Via de Contorno Norte foram divididas em cinco lotes de construção, de acordo com orientação do DER-SC à Consultora, para que os diferentes serviços pudessem ser executados simultaneamente (Ver Figura 18-a). Estes trechos, indicados a seguir na seqüência de execução, apresentam as seguintes características: lote 1: . -Trecho compreendido entre os fundos do Palácio do Governo até a <.•i~ . Avenida da Saudade (parte da Avenida Governador Irineu Bomhausen); ..~~ L:j/",, - Início das obras: abri1l1977; . ;.-.,. - Extensão: 1;2 km; - Extensão Avenida da Saudade: 0,9 km; "ir-- - Construtoras: ENGEPLAN Ltda. (contrato PG.009/77 -serviços de aterro :)~ mecânico, obras de" arte correntes, enrocamento e terraplanagem); SIN0QA (pavimentação, obras de arte corrente e obras complementares) .. lote 2: - Trecho compreendido entre a Avenida da Saudade e o bampus universitáriodâHJ=SC;{Avenida Professor Henrique da Silva· Fontes); - Início das obras: julho/1977; .
  5. 5. I ......., _....~~. . .: ..__ill 155 !I - Extensão: 2,6 km; - Construtora: C.R.Almeida S/A (contrato PG.019/77, rescindido durante aterramento); SINODA (contrato PG.013/78-,. terraplanagem, pavimentação, obras de arte corrente e obras complementares). Lote 3: - Trecho compreendido entre os fundos do Palácio do Governo até a Praça Celso Ramos (parte da Avenida Governador Irineu Bornhausen); - Início das obras: setembro/1977; - Extensão: 1,4 km; - Construtora: ENGEPLAN Uda. (contrato PG036/77); SINODA (contrato PG.013/78; pavimentação, obras de arte corrente e obras complementares) . Lote 4: - Anel de interligação entre o Aterro da Baía Sul e a antiga Avenida Beira-Mar Norte, passando sob a Ponte Hercílio Luz (Avenida Oswaldo Rodrigues Cabral); - Início da obra: outubro/1977 e abri1/1979; - Extensão: 1,1 km; - Construtora: ENGEPLAN Uda. (Contrato PG.053/77, terraplanagem mecânica, enrocamento e obras de arte corrente - trecho na Baía Sul) SINODA Construções S/A (enrocamento, terraplanagem, drenagem, obras de arte corrente e pavimentação). Lote 5: - Trecho da via expressa situado entre o Anel Viário de interligação com o Aterro da Baía Sul e a Praça Celso Ramos, paralelo à antiga Avenida Beira-Mar Norte (Avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos); - Início das obras: janeiro/1980; - Extensão: 2,3 km; - Construtora: SOTEPA Uda. Foram ainda desenvolvidos e contratados separadamente os seguintes serviços das obras desta via expressa: duas pontes sobre o
  6. 6. -------------- -~----------_._-_._-------,-----~ 156 Rio Sertões, com 42 metros de extensão;, uma ponte sobre o Rio Itacorubi, com 60 metros de extensão; o sistema de iluminação; o paisagismo da Via de Contorno Norte; o paisagismo para recompor as Caixas de Empréstimos (12) utilizadas na terraplanagem; urbanização; supervisão de obras; obras complementares, como bueiros celulares e -- proteção contra maré; e sistema de sinalização. Estavam previstos inicialmente apenas cinco acessos ao longo da Via de Contorno Norte, além de suas três conexões situadas no Aterro da Baía Sul, na bifurcação SC-401/SC-404 e no campus universitário. Os cinco acessos previstos ao longo da via expressa são os seguintes: na Praça Celso Ramos (na Beira-Mar), em frente à Igreja São Luís - " " .. ~ / .-.... (Agronômica), nó Palácio do Governo, na rótula da Avenida da Saudade e no entroncamento com a Avenida Madre Benvenuta (Trindade/Santa Mônica). Posteriormente, foi permitida a execução de novos acessos, não apenas com as alterações efetuadas na Av. Rubens de Arruda ~·0. ~"-- Ramos, mas também nos demais trechos. para dar acessos a -r-.. ~.~ supermercados, posto de gasolina, churrascaria e outras atividades que "r .t .-/ ~r"" r-"-. foram implantadas nos solos criados com os aterros em áreas de -~ r----- (~ marinha. ~;~ (:--- ~ 12 - Das Caixas de Empréstimos, geralmente localizadas em grandes morros, foi t( retirado material argiloso para execução dos aterros mecânicos. No Lote 1, foi W-r-- utilizado material retirado da Caixa de Empréstimo do SaçoGrande (Comelli), com 100.000,00 m3 de escavação. No Lote 2, foram utilizadas as Caixas de Empréstimo t: jí1--- de Saco Grande (Moreira), do Córrego Grande eda Penitenciária, totalizando l:. - jii~ 99.000,00 m3 de escavação. No Lote 3, foram uÍilizadós 320.0ÔO,00 m3 de Z~ escavação de material argiloso e 82.200,00 m3 dematertal rochoso, retíradosdas ,~-, seguintes Caixas de Empréstimos: Saco Grande (Comelli), Saco Grande (Moreira), ~,~ Cacupé (Nello) e-~~>rro das.Pedras. No Lote4Joram utilizados 84.000,00m3de .--- ;jl: material argiloso e 26.000,00 m 3 de material rochoso, retirados de Caixa de Empréstimo emSão;José:êO Lote.ôexiqiu a maior quantidade óematenaraiunosoe rochoso, mas não obtivemos informações da localização das caixas de Empréstimos. f .~!... In Jornal do DER-se, janeiro de 1979, pp."4-5. ,~ ~ t ~ -"---
  7. 7. 1 157 As diversas etapas .das obras foram sendo co~<?luídas durante operíodo de 1979 a 1982. Os lotes de construção 1, 2 e 3 foram abertospara uso público, ainda inacabado, durante a realização do vestibular de1979 e mudança do Governo Estadual, mas foram totalmente concluídosapenas em 1980, assim como o Anel Viário de ligação com o Aterro daBaía Sul. As obras do Trecho 5 foram executadas no período 1980/81 ..Aconclusão final dos serviços de iluminação, paisagismoe sinalização,executados em toda extensão da Via de Contorno Norte-llha, deu-seapenas no início de 1982.3.3~2- Os custos da via expressa. O custo total das obras. da Via de Contorno Norte estava orçadoem US$ 14,6 milhões de dólares, considerando-se valores- de abril de1977 (13). Toma-se difícil calcular exatamente o seu custo final por trêsmotivos:a) Além desta obra ter sido subdividida em trechos, tendo contratos.comdiferentes empreiteiras, todos os demais serviços também o foram e,muitas vezes, contrataram-se empresas diversas para efetuarem omesmo serviço complementar em diferentes trechos da via expressa;b) Não há um cálculo sistematizado dos gastos do projeto e obra aolongo do tempo, que foram, inclusive, executados em duasadministrações estaduais diferentes, no período 1975-82. As dezen~~~e13_ Jornal doDÊR-SC,.ll1ai~deJ978,p:8.
  8. 8. 158contratos dos serviços efetuados, desde os primeiros Estudos de Tráfego ~e Projetos de Enqenharia e alterações posterior~?, até as obras dedrenagem, paisagismo e sinalização, não se encontram mais disponíveispara consultas no DER-SC e não aparecem discriminados nos relatórios "anuais entregues pelos Governadores à Assembléia Legislativa, exceçãofeita aos relatórios de 1976 a 1978;c) Os custos obtidos com maior facilidade foram os valores definidos nosprimeiros contratos (de enrocamento, aterros e terraplanagem) efetuadospelo DER-SC, no início das obras de cada um dos trechos da viaexpressa, pois estas cerimônias eram bastante divulgadas pelaimprensa. No entanto, estes valores não consideram, evidentemente, osaditamentos e alterações sofridos posteriormente à assinatura docontrato. ", -. r . i--. A análise dos valores aqui apresentados, arrolando os custos dosserviços mais significativos obtidos deve, portanto, considerar os :;.,aspectos citados. Apesar de não apresentarem o custo total deexecução da Via de Contorno Norte, estes valores permitem estimar a ;~]..-- .j -imaior parte dos g~stos efetuados. Com o intuito de estabelecer uma ~r"-:-unidade de referência, convertemos os valores dos contratos pelacotação do dólar em vigor. O total dos custos obtidos indicou gastosparciais no valor de US$ 23.533.550,00 (vinte e três milhões, quinhentos ,~ (l~e trinta e três mil e quinhentos dólares), conforme exposto na tabela aseguir (14): -, 111- ~0 ~3 A14_ Os valores doscontratos-de serviços foram obtidos junto às seguintes fontes:Jornal do DER-Se; Jornal dos Transportes, ~·Ol?ra,s,;M~!lsage~ à Ass~~bl~i~Legislativa envia<i;:Lpelo.G9vernador Colombo SaUes(1975); ..MensagemaoPoperLegislativo encljiTlirihado.pelo Governador Antônio Carfos Konder Reis (1976, 1977e 1978); Mensagernà Assembléia Legislativa enviada pelo Governador Jorge;: ~r~Konder Bomhausen(1979) e Jomal "0 Estado". . . ,-. f/. ~.§
  9. 9. 159 -r:0;i~~ VIA DE CONTORNO NORTE;-ILHA Relação de Gastos Parciais SERViÇO EMPREITEIRA DATA CUSTÚS (U5$) -Lote 1 - aterro mecânico, enrocamento, terraplanagem e ENGEPLAN abrilfi7 431.000,00 obras de arte correntes. C.R 824.500,00 -Lote 2 - aterro mecânico. ALMEIDA e julhofi7 SINODA -Lote 3 - enrocamento e aterro ENGEPLAN setembrofi7 1.013.000,00 mecânico. - Estudos e Projeto Final COPAVEL dezembrofiS 275.000,00 - Ponte Rio Itacorubi CONSMAR agostofiS 153.550,00 - Ponte Rio Sertões MARCONDES setembrofi8 174.500,00 - 2 pontes Rio Sertões MARCONDES fevereirofi9 349.000,00 - Supervisão de obras SOTEPA outubrofi8 113.000,00 - Lotes 1,.2 e 3 - obras de arte correntes, terraplanagem, obras SINODA maiofi8 5~928.000,00 complementares e pavimentação asfáltica. - . -Lote 4 - aterro,enrocamento, drenagem, terraplanaqern, obras de arte corrente, obras SINODA abrilfi9 ..2.667;.000,00 complementares e pavimentação. -LoteS-aterro; enrocamento, drenagem, terraplanagem, obras complementares e SOTEPA janeiro/80 5.870.000,00 pavimentação. - Iluminação CELESC novembrofi9 855.000,00 TOTAL PARCIAL: US$ 18.653.550,00 - Desapropriaçôes COPAVEL agostofi6 4.880.000,00 ., TOTAL PARCIAL: US$ 23:533.550,00
  10. 10. ~------------~~----------~-==---------------------------------~-~ .. --~~ 160 L._, Deve-se considerar que neste total não estão considerados os custos de diversos serviços que foram executados e cujos valores dos contratos não pudemos obter, entre eles: a) os serviços de $ terraplanagem e enrocamento efetuados pela ENGEPLAN no Trecho 4; ~~ b) a implantação dos bueiros celulares pela empreiteira JAIR PHILlPPI; 1",,- j - ..•. ..•••.. c) as obras de paisagismo em toda extensão da via expressa; d) as d", obras de paisagismo para recompor algumas das Caixas de Empréstimo ,1" -~~ para execução dos aterros; e) o sistema de sinalização; f) o sistema de ::..<~-;,. .!, iluminação da derivação viária para a UFSC; g) passarelas (foi " I i", t executada apenas uma delas). -"" t r--.. ~ É importante ressaltar que só estes valores obtidos superaram em ~ :~ .~ mais de 60% o orçamento previsto inicialmente para os gastos com a Via j"" ~ de Contorno Norte-Ilha. Além disso, também absorveu todo montante , (~ ...• ~ dos recursos do PROGRES advindos do convênio com o DNER, , , ~ 1 j( previstos inicialmente em US$ 19.300.000,00 (dezenove milhões e ,r- 1 trezentos mil dólares), destinados não -apenas às obras da Via de Contorno Norte mas, também, às obras da Via Expressa Sul. Deve-se lembrar que à época da primeira assinatura do convênio, em 1973, não ,.~j~ " li "~~ " -, j :.~ -- estavam previstas as obras de duas vias expressas, sendo que a atual ;. ) >?·1" , Via de Contorno Norte era prevista como via de trânsito rápido, para ser (~~~ constituída por apenas duas pistas simples de 9,00 metros cada uma (Ver Figura 17-b e 19-a). Portanto, a priorização da Via de Contorno Norte e a ampliação do seu traçado, alterando-a para via expressa, inviabilizaram, dentro dos recursos disponíveis, a execução de qualquer .~ serviço relativo à Via Expressa Sul, mesmo da derivação para o campus
  11. 11. 161da UFSC, considerada prioritária pelos estudos contratados pelo DER-SC na época.3.3.3 - As desapropriações. o Projeto de Desapropriação, parte do projeto Final deEngenharia, efetuou o levantamento cadastral das propriedades ebenfeitorias dentro da faixa de domínio da Via de Contorno Norte, assimcomo pesquisa de mercado para definir o valor das indenizações aserem pagas. Parte dos valores médios unitários obtidos nos setoresonde se localizavam os terrenos avaliados foram utilizados na Tabela 13que indica a valorização imobiliária no período 1970-1993. o fato da terça parte do traçado da Via de Contorno Norte-Ilhasituar-se sobre aterramento em áreas de marinha e, ainda, em áreas doMangue do Itacorubi, reduziu bastante os custos de desapropriação. Nototal foi desapropriada área de 244.657,62 m2, sendo que 64% destaárea pertencia ao setor estatal (Ver Tabela05). O setor estatal que teveo maior volume de desapropriações foi a UFSC, com 94.742,00 m2, querepresentava 39%.. do total de terras desapropriadas. As áreaspertencentes à UFSC situavam-se, em sua maior parte, nos limites domangue, não havendo ali nenhum tipo de benfeitoria .. O valor das terraspertencentes à UFSC foram avaliadas em, aproximadamente, US$1.653.000,00 (Um milhão, seicentos e cinquenta e três mil dólares), ",conforme a cotação do dólar em agosto de 1976.
  12. 12. ~~------~~~~~~~--~------------------------------------ 162 Dentre as terras desapropriadas do setor, privado, foram as Irmãs da Sociedade da Divina Providência que tiveram o maior volume de ~ -"", desapropriações, com área de 48.355,00 m2, equivalente a 20% do total t t de áreas desapropriadas. As Irmãs possuíam também benfeitorias nas :~ ~! " terras desapropriadas, cujo valor total da indenização foi equivalente a US$ 969.206,00 (novecentos e sessenta e nove mil, duzentos e seis •• -,--- "~ , / dólares). ,~ ,0,", ~:~ ::".-- ~ Além das Irmãs da Divina Providência foram atingidas ainda 50 {.;~ .1, propriedades particulares, cuja área de 39.428,62 m2 representava 16% do total de terras desapropriadas. Dos 50 proprietários, a maioria teve em tomo de 300,00 m2 de áreas desapropriadas e apenas 9 destes .~ fi proprietários sofreram desapropriações superiores a 1.000,00 m2. (" "r ," .~ -.v-- Dentre estas propriedades, a que possuía maior área J 1" desapropriada pertencia ao ex-Govemador Aderbal Ramos da Silva, com :,It~ 5.160,00 m2, situada próxima à Ponte Hercílio Luz. Esta área, juntamente o~;-.. ~, ~h com as benfeitorias ali existentes, teve avaliação eqüivalente a US$ f~. )~ 197.338,00 (cento e noventa e sete mil, trezentos e trinta e oito dólares). y- Segundo o ex-coordenador do ESPLAN, esta era uma das propriedades ~lfk {) ~. ,- , do ex-Govemador Aderbal Ramos que seria atingida pelas obras (~ previstas no Plano de Desenvolvimento Integrado, o que, somado aos )~ s., "iJl-.. empreendimentos imobiliários que o ex-Govemador possuía nos r Ií!~ balneários norte da Ilha, fez com que ele se tomasse um dos mais ~ji,- ,.1 ferrenhos opositores à aprovação do Plano Díretor.üs) 15 _ Segundo entrevista concedida pelo arquiteto Luís Felipe Gama DEça que, inclusive, responsabiliza o ex-Govemador Aderbal Ramos da Silva pela pressão política que impediu por seis anos a aprovação do Plano Diretor na Câmara
  13. 13. 1,.--. ".. _~.~ ..... ..... -._ .. -." 163 ."".f.- r-Afi Atualmente, os terrenos situados próximos, à Ponte Hercílio Luz /~ ,-,i t~l apresentam um dos mais altos valores por metro quadrado no município, 1~ conforme evidencia a Tabela 13 e Figura 24-a. Na época em que foi desapropriada, esta área já era relativamente valorizada, localizando-se " ali os setores populacionais de renda familiar mais elevada (Ver Figuras 12 e 13-a). No entanto, as 5 desapropriações ocorridas no local e as 3 desapropriações situadas no início da Av.lriney Bomhausen, áreas habitadas por população de renda mais elevada, constituíram-se exceção, pois esta não era a característica econômica dos habitantes da maior parte das áreas que foram desapropriadas. (Confrontar Figuras 18- b a 18-j com Figuras 13-a, 24-a e Tabela 13) 3.4 - Análise do processo. Durante a década de 70 existiram, como vimos, interesses e incentivos para que fossem executadas diversas obras viárias. em Florianópolis, em especial na Ilha. Além disso, os fatos nos mostraram que houve também uma firme decisão dos poderes estaduais e municipais de se executar a Via de Contorno Norte-Ilha, não apenas transformando-a numa via expressa mas estabelecendo ainda a sua prioridade. Deve-se lembrar que, por ocasião da concorrência para elaboração: do Estudo de Tráfego da Via de Contorno Norte e da Via Expressa Sul, estas questões foram apresentadas pelo DER-SCcomo condicionantes. Municipal e por muitas das alterações ocorridas no Plano. Enlrevistaconcedida em março de 1993,
  14. 14. ,., ~ .,~" . i!~~ ! i~~ ~ 164 ijlP.", I I~ Nem mesmo a existência de alguns obstáculos à legitimação e concretização da Via de Contorno Norte chegou a constituir problema à II·~ I~ ~~ ~ sua execução. O Estudo de Tráfego, por exemplo, apesar das falhas de :~ • ir )~ pesquisa já apontadas, efetuou recomendações que questionavam as ~~r- condicionantes preliminares impostas pelo DER-SC, tanto em relação à I~~.~ ~~ -, r">: maior relevância que possuía o acesso ao campus pelo contorno sul, na ...••.. .~:--- como o fato de não terem sido consideradas no Estudo de Tráfego as .~~ :1 definições do Plano Diretor que direcionavam a expansão urbana para o ~~~ Setor Oceânico Turístico. I:~= As determi~ações do Plano Diretor, aprovado elaboração dos Estudo de Tráfego, e que priorizava a expansão e os durante a . r.~ j(~ .~ investimentos para a região sudeste da Ilha, também foram sendo aos JI~ I. r=. pl, poucos contornadas através de diversas alterações na legislação urbana, l.r- ain9a que algumas destas alterações, entre elas o Decreto N°. 1OOn7, ..:- k(" pudessem eventualmente ter gerado maiores obstáculos à execução da hr-- Via de Contorno Norte. Através deste Decreto, assinado pelo ex-Préfeito Ir ", .it" Esperidião Amin, liberou-se, como vimos, a possibilidade de construção .ut nas faixas de domínio das vias previstas nos planos, mascom traçado :,)i" ,iiv definitivo ainda não aprovado. Esta liberação só não causou maiores ;p;- problemas no caso da Via de Contorno Norte, ampliando os custos Ir" _if" financeiros e sociais das desapropriações, pois esta via expressa llO- começou a ser executada irregularmente, antes mesmo da conclusão do WP- Projeto Final de Engenharia. i -, Ir~ No caso da Via Expressa Sul, no en-tanto, o Decreto No.100177, li-" ;--1, qf. -r-, liberando a construção na faixa dedorníruo da via, contribuiu-para o alto )~, " )~ - .: lh [~
  15. 15. 165custo previsto para as desapropriações necessárias e para a suaexecução. O orçamento elaborado em janeiro de 1979c. para a execuçãodos 16,5 km da Via Expressa Sul, apresentou custos elevadíssimos, emtomo de US$ 80.000.000,00 (oitenta milhões de dólares), tomando-secada vez mais distante a possibilidade de sua concretização. Deve-sedizer que o alto custo previsto para a Via Expressa Sul deveu-se nãoapenas ao túnel, que representou 23% do custo total, mas também aoalto valor das desapropriações. A derivação viária para o campusuniversitário, por exemplo, foi orçada em US$ 9,75 milhões de dólares,sendo que, deste montante, US$ 4,92 milhões de dólares referiam-seaos custos de desapropriações deste trecho na época. Ou seja, apenasneste trecho de 2,7 km da Via Expressa Sul previram-se custos dedesapropriação semelhantes ao total obtido nos 9,5 km da Via deContorno Norte-IIha, cujo trecho apresentava, inclusive, valor fundiáriobastante superior ao da outra via expressa. (16) Nesté resoluto processo de construção da Via de Contorno Norte- "Ilha, apesar das evidências de que o objetivo primordial desta Via eramelhorar a acessibilidade para o norte e o leste da Ilha, os discursosoficiais procuravam justificar a prioridade à execução da Via de ContornoNorte pela necessidade de facilitar o acesso ao campus universitário. Nacerimônia oficial de início das obras, o então Diretor-Geral do DER-SCefetuou a seguinte justificativa: "os fatores de desenvolvimento advindoscom a instalação da Universidade e que a partir daí se acentuaram muito,16 _ oorçam-ento da Via Expressa Sul, constante no Ante-Projeto elaborado pelaempresa PROENGE Uda. apresentava, em 1978, os seguintes valores totaisportrecho: 1. TúneL(altemativá1)- US$ 19.063.174,00; 2. Altemativapela orla - US$29.383.978;00;3.~Nia:~pressa Sul-US$ 49.405.092,00; 4. Derivação UpSC - US$9.750.441,OO;>5~Derivaçãoaeroporto -US$ 2.546.388,00. V. Jornal, do DER:-SC,ano 4, nO.38,janl79.
  16. 16. ----.-.- .-----------~~~.:..-~~......,..,,..,,,.,.......~,.........-------------- .. - --. 166 tornaram esta obra (a Via de Contorno Norte), não s6 necessária, como também urgente" (17). Deve-se lembrar que, segundo o Estudo de Tráfego, para melhorar a acessibilidade entre o centro da cidade e o campus universitário deveria ocorrer, prioritariamente, a implantação da .----- derivação da Via Expressa Sul e não a da Via de Contorno Norte. Além de procurar enfatizar a versão de que a execução e priorização da Via de Contorno Norte-Ilha visava facilitar o acesso ao .- .... campus universitário, havia também o interesse em se apontar a ~- r"" existência de supostas preocupações sociais, como evidencia o discurso efetuado em 1978 pelo então governador Antônio Carlos Konder Reis, segundo o qual "... a Via de Contorno Norte-Ilha permitirá atender a grande necessidade da cidade de Florian6polis e de sua população (...) vai ser realizada para atender especialmente aos mais humildes." (18) É interessante notar também que, com o intuito de garantir a r , legitimação desta intervenção viária, procurava-se, constantemente, ;.,~ efetuar a vinculação entre a Via de Contorno Norte e o Plano de ;t "...J-.......... Desenvolvimento Integrado da Grande Florianópolis. Nos objetivos da :~ ";y Via de Contorno Norte, por exemplo, expressos no Relatório de Projeto e citados anteriormente, procurou-se vincular a sua concepção enquanto via expressa ao Plano de Desenvolvimento Integrado. Da mesma forma, durante a cerimônia da assinatura do Termo de Aditamento e Re- 17 _ Discurso do Diretor-Geral do DER-Se, Antônio Carfos Werner, destacado em artigo do Jornal do DER-SC.-Ano 2, NO.17, abri1/1977, p.16. 18 _ Discurso pretendo em 2/4178 durante solenidade de assinatura de convênio com o ONERe apublicação deedítaloe trecho das obras da Via de Contorno Norte-lHla. - In REIS, A.C.Konder. Encurtando Distâncias. Fpolis: Governo do Estado, Gabinete ".~ ,.,Ir-... do.Governador;v(j[A,p.43. ~w" .~
  17. 17. ! i 167 Ratificação do Convênio com o DNER para utilização dos recursos do PROGRES, procurou-se entatizar que estas vias faziam parte do Plano . -. de Desenvolvimento Integrado (19). Esta constante ênfase toma-se mais clara como necessidade de legitimar as obras, se considerarmos a determinação dos setores estatais em executar, sob quaisquer I I circunstâncias, a Via de Contorno Norte e, ainda, que a sua caracterização enquanto via expressa e a sua prioridade foram definidas, em desacordo às determinações do Plano de Desenvolvimento Integrado, no qual diziam estar respaldados. !I - ., ".. .•. . ~ •. -; ~. 19 - Jornal doDER-SC. Ano3,no.32,julho/1978, p.11. I i1.
  18. 18. " I~ I~ I,"", .I~ 1< r>.CAPÍTULO 4 "AS TRANSFORMAÇÕES URBANAS POSTERIORES À ABERTURADA VIA DE CONTORNO NORTE. o processo de expansão territorial das elites, que vinha ocorrendotanto na direção norte e nordeste da área urbana central como nosBalneários situados ao norte da Ilha, desenvolvia-se paralelamenteaosinvestimentos estatais nestas mesmas regiões. Este fato apresentou-sede forma mais evidente durante a década de 70, principalmente nasáreas próximas à orla da Avenida Beira-Mar Norte (Avenida Rubens de . r-Arruda Ramos) e no Balneário de Canasvieiras e seu entorno. As diversas intervenções viárias, em especial a execução da Viade Contorno Norte, vieram a solidificar e incrementar este processo. No ;--- i~período de elaboração dos projetos e execução desta via expressa e,principalmente, durante a década de 80, muitas transformações puderamser evidenciadas na área de influência da Via de Contorno Norte. Deve-se ressaltar que se consideram aqui como área de influênciada Via de .Contorno Norte não apenas os bairros situados em seu entornoe beneficiadÔ~·deOfQrma imediata - a orla norte do bairro Centro,AgronômiCél, Trirlaádé, . ttacoruot, Córrego Grande, Santa MôniCél,S:ªco >t;" r>.
  19. 19. 169Grande e parte do Pantanal -, mas também as regiões - como os Ibalneários ao norte e a Lagoa da Conceição - que obtiveram melhoracessibilidade através do rápido escoamento do fluxo viário provenientedo Centro e das pontes. A população de Florianópolis, em 1980, constituía-se de 187.871pessoas, sendo que na região nordeste-leste da área urbana centralforam recenseados o contingente de 27.574 pessoas residentes nosbairros da Agronômica, da Trindade, do Santa Mônica, Górrego Grande,Itacorubi e parte do Saco Grande (João Paulo) (1). No trecho ao longo daVia de Contorno Norte, delimitado pela Avenida Oswaldo Cabral e pelaAvenida Rubens de Arruda Ramos, foram computados 2.615 habitantesnas quadras que fazem limite com estas avenidas. Pode-se inferir,portanto, que o total da população que habitava. a área imediatamentebeneficiada pela Via de . Contorno Norte constituía-se de,aproximadamente, 30.189 pessoas, que representavam apenas 16,0% dototal do município. É interessante lembrar também que este Censoindicou que 34,0% da população do município habitava a partecontinental da cidade, o que na época representava 63.993 pessoas.1 _ Estes dados foram obtidos pela análise dos resultados por setores censitários doCenso Demográfico de 1980, elaborado pelo IBGE. Adelimitação dos bairrosocorreu, portanto, de acordo com a divisão dos diversos setores censitários, o queexige que algumas ressalvas sejam feitas. No caso do trecho da orla norte, ossetores censitários formavam uma estreita faixa ao longo da via expressa. Noentanto, os setores censitáríos subseqüentes abrangiam áreas demasiadamenteamplas do centro. Por outro lado, na região da Trindade e da Agronômica, os limitesdos setores censitárioscorriam perpendiculares às curvas denível do morro;abrangendo locais no alto do morro, muito distantes da via expressa. Mas toda áreapertencia a ummesmosetorcensítárío. No caso do bairro do Pantanal, a sua quadramais próxima da via expressa foi anexada ao setor censftário do Córrego Grande e osetor censitário do "Pantanal" absorveu parte de quadras pertencentes ao qairro doSaco dos Limões,.que, por isso, não foi computado neste total apresentado. Deve-seesclarecer ainda que foi utilizado pelo IBGE o limite urbano fixado pela legislaçãoanterior à Lei No. 1570f78, reduzindo a área do bairro do Saco Grande.
  20. 20. ~~I; 170 itJi, 1111 Estes bairros situados na área de influência imediata da Via de "/, il,l »<:Contorno Norte, como veremos neste Capítutó. continuaram a receberconstantes investimentos, tanto estatais como da iniciativa privada, !I!i: " Ire .~durante e depois de concluídas as obras desta via expressa. O Estado I~ .:>.manteve, durante a década de 80, o processo de transferência das j~ lW.empresas estatais para a região próxima à Trindade e Itacorubi, assim i~ " ""como efetuou investimentos em infra-estrutura urbana, equipamentos e l~ "serviços. O setor privado, paralelo ao grande incremento dos l~ :./" }~- .... _~empreendimentos imobiliários nesta região, multiplicava osestabelecimentos comerciais, de serviço, as escolas, os clubes, entre I~ ~ 11.outras atividades. Frente ao processo que vinha ocorrendo de forma " I, .acelerada, o Estado também veio a definir Leis e Planos, com os quais ~, , . ------. Ilpropunha-se a manter o controle da expansão urbana nestas áreas. O ~ 1..conhecimento destes fatos e ações irão nos ajudar a delimitar e. a I:entender a repercussão e o papel que este tipo de intervenção viária OC,"""desempenha no processo de produção do espaço urbano. Deve-se considerar que estes investimentos incentivaram o i----- ,:.-,crescimento populacional, durante a década de 80, das regiões situadas ,;" ;t-f~a nordeste-leste da área urbana central. No Censo Demográfico de 1991a população do município de Florianópolis passou a constituir-se de254.941 habitantes, sendo que nestas áreas a nordeste-leste da áreaurbana central foram recenseadas47.298 pessoas, que representavam oequivalente a 18,5% da população total (Ver tabela 04). É preciso h "hlembrar que, no Censpdé.1980, as 27.574 pessoas que habitavam esta ./ .---,região representavêínt4,6%do total dos habitantes do município. "h . - .k..
  21. 21. 171 As obras viárias facilitaram também o aumento populacional dosdiversos Distritos da Ilha (2). Em 1980, a população que residia nestesDistritos, cerca de 34.219 pessoas, representava t8,2% da populaçãototal de Flortanópoüs e, em 1991, a população residente nestes Distritostotalizava 63.277 habitantes, que equivaliam a 24,8% da população- domunicípio. Para se avaliar o significado deste aumento populacional na , I iregião nordeste-leste da área central e também dos Distritos da Ilha, "deve-se considerar ainda que, neste período, ocorreu uma reduçãorelativa da população que habitava a área continental e a área central-dacidade (a península e a face oeste do Morro da Cruz). Segundo o CensoDemográfico de 1980, moravam na região continental e na área central,respectivamente, 34,0% e 21,6% da população da cidade e, no Censo de1991, a população rescenseada na parte continental e na área central-deFlorianópolis representava, respectivamente, 32,0% e 15,0% dapopulação. (3)4.1 - A transferência das instituições públicas e os novosinvestimentos estatais. A localização do campus universitário da UFSC na Trindade.rque,como vimos, constituiu-se na intervenção estatal pioneira na região,2 _ Estamos nos referindo aos seguintes Distritos: Cachoeira do Bom Jesus, "Canasvieiras, Ingleses do Rio Vermelho, Lagoa, Santo Antônio de Lisboa, São Joãodo Rio Vermelho, Ratones, Ribeirão da Ilha e Pântano do Sul. Do total populacionalrecenseado em :1991 nestes Distritos, 71% localizavam-se na metade.norte.dalíha.3 _ Os dados populacionais preliminares de Florianópolis, segundo as intormaçõespor setor censitário;do:Genso Demográfico de 1991, foram obtidos no Setor deDiv.ulgação e Disseminação de Informações, Divisão de Pesquisas de SantaCatarina, do IBGE. " " . -:
  22. 22. ..,..,..,...---_._- 172 incentivou as novas e contínuas transferências de empresas estatais na década de 70 (4). Durante o processo de implantação da Via de Contorno Norte, a administração estadual incrementou a implantação destas novas empresas na região, que acabou concentrando ali, na década de 80, uma grande quantidade destes órgãos públicos e, conseqüentemente, também a ampliação do tráfego, a procura de imóveis e a demanda de toda ordem de comércio e serviços na área. A primeira grande leva de empresas estatais transferidas para a .""l :..-" região nordeste-leste da área urbana, como foi exposto anteriormente, ,~ ocorreu na segunda metade da década de 70, coincidindo com o período de obras da Via de Contorno Norte. Entre as mais significativas, pela área ocupada e _pela quantidade de funcionários e usuários, havíamos citado a ELETROSUL (1978), a EMPASC (1977), o Centro de Treinamento do BESC (1979), o Centro de Ciências Agrárias - CCAlUFSC (1977), a TELESC (1976) e o PROJETO RADAM, vinculado <>-; à FATMA (Fundação de Amparo à Tecnologia e ao Meio Ambiente). A primeira destas instituições citadas está situada no bairro Pantanal.eas "h .{-, demais, no ítacorubi.rs) -:.:~ ~-~- :~--... A partir da década de 80 foram sendo construídas e instaladas ;~- ". novas instituições estatais nesta região, dentre elas: a Secretaria r- :-.._~ Estadual da Agricultura e Abastecimento; a sede do CREA-SC, em fJ «<. 1978; a sede da ACARESC e ACARPESC, Associações de crédito rural e pesquisa ligadas à Secretaria da Agricultura, em. 1986, (6); a PRODASC 4 _ Ainda duranteadêcada de 60, o Governo do Estado transferiu o Centro de Ensino da Polícia Militar (CEPM) para uma grande área próxima ao campus universitário, construindo oprimeiro prédio em 1966 e os demais prédiosell1971 e 1983. Instalou âli,t~m~$tD as cavalariças e osestandes detiro daPM; . . ".-;--.," o- -c- .~- __ -.:. . - -o .:::". - ... - S _ Citados~~~têiiOrrtlént~ no Capitulo 2, Item 2.7.
  23. 23. I,... 173 (Companhia de Processamento de Dados do Estado de Santa Catarina) e o CIASC (Centro de Informática e Automação), em 1981; a sede da CIDASC (Centro lnteqrado de Desenvolvimento - .Agrário de Santa Catarina) em 1982; a Secretaria do Estado da Saúde, no bairro Agronômica; a CEPAGRO (Centro Estadual de Promoção de Agricultura de Grupo); a CERTI (Fundação Centro Regional de Tecnologia e Informática), vinculada à UFSC; a sede da ASTEL (Associação dos servidores da TELESC e Centro de Treinamento) e a sede da CELESC (Centrais Elétricas de Santa Catarina), entre 1988/90. Com exceção da Secretaria da Saúde, situada na Agronômica, todas as demais localizam- se no bairro do Itacorubi e Santa Mônica. (Ver Figura 22) Além destes órgãos e empresas, o Governo Estadual ainda implantou, no início da década de 80, o campus universitário da UOESC (Universidade para o Desenvolvimento de Santa Catarina), no Itacorubi, e o CIC (Centro Integrado de Cultura), localizado próximo à rótula da Via de Contorno Norte com a Avenida da Saudade. O CIC foi o primeiro centro cultural estadual e abriga, além do Museu de Arte de Santa Catarina (MASC) e da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), diversos cursos e oficinas de arte,o maior teatro da micro-região, cinema, salas de exposições e pequenas apresentações teatrais, entre outras atividades. (Ver Figura 22) Foram implantados ainda nesta região três novos hospitais, ampliando a concentração dos equipamentos hospitalares que, desde a década de SO;<vinham sendo localizados na Ilha, na direção a norte- "~ , 6 _ Posteriormehte0hÔ~>Íe/aJusãoda ACARESC, da ACARPESC e da EMPASG;qüe vieramafOrrnártª1~R~@RI)(Empr~sadePesquisaAgropecuária e de, DifusãfD",,"" Tecnológica;d~;~~~~~~·§~t.~·riRª),~ujas~depermanece situada nos terrenos de " propriedadeidár$eêretâí:ia;ia~"1X9ricllltüra; no Itacorubi.
  24. 24. __ ··:::r ::r::. --__.• j~~_~~::~~ •••.••. h_ 174 I!~:------ nordeste do centro urbano (7). O Hospital Infantil Joana de Gusmão ill~/ il:E r .-., (1979) foi implantado próximo ao Palácio do Governo, na Agronômica, e . ,Ilf ~ o Hospital Universitário "da UFSC (1980), no campos universitário, ao longo da Via de Contorno Norte. Finalmente, a edificação construída para sediar a Fundação Hospitalar de Santa Catarina, em 1972, situada na Av. Othon Gama DEça(próximo à Via de Contorno Norte), foi transformada, em 1987, no Centro de Hematologia e Centro de Oncologia. Foram também implantados diversos Centros de Saúde nesta região, como os situados no Itacorubi, Córrego Grande, Pantanal, Trindade e Agronômica, além daqueles localizados nos Balneários norte da Ilha. (Ver Figura 22) ~ij, ,-.., : JI!!! Ao mesmo tempo que o Governo Estadual transferia para esta , !llli, /"". , ----- região empresas e órgãos estatais, o campus da universidade estadual ,1a~, ~I.r-- (UDESC), e erguia novos equipamentos hospitalares, ampliava-se ali ~r também a concentração populacional e a demanda por serviços e infra- I ~=(" ~( estrutura. Além de aumentarem consideravelmente o número de linhas e Il~I~~ viagens de ônibus para ~todo quadrante nordeste da cidade, foram ~llr~ implantadas as linhas expressas, que efetuam, rapidamente, a ligação ~ml~ - centro-bairro através da Via de Contorno Norte. Nas áreas próximas à t@~" : .. ~T" via expressa, principalmente na área dos bairros, foram implantadas ~~ lDú-"" diversos equipamentos escolares, encontrando-se hoje em ~m!l- funcionamento 11 (onze) escolas públicas - estaduais, municipais e uma !Iíllí" federal-, além de creches (8). ~~r" i~i,""" . , 1--" 7 _ Como havíamos exposto anteriormente, mais de 50% dos hospitais existentes em Florianópolis, na década-de 60, situavam-se próximos à orla da BaíaNorte. Ver l!Fi, Capítulo 2, Item 2,2. . ~ ~~ . 8_. As onze escoíaspúblicas .-Colé~ios Estaduais e Escolas Básicas - contabiHzadas .~~ encóntram.:se;libs~igeguii:ltes: bairros:: Trindàde. Agronômica, ltacorubi. Córre~O . ~yt: Grande, Pant~[lal?~;~9.<~P.;,eélu)I.ç><.{§~coGrande). O Colégio de Aplicação e o)~úst~o de Desenvolvimehtollifântil , . . (creche) situam-se no campus da UFSC. .... - "<.~ . .:« ..
  25. 25. 175.r-. .... . T·~ "-"; ~<r-; ;~~;~,r:~ ~;:- Para melhorar o abastecimento de água da área da Agronômica, da Trindade e de parte do Centro, foram efetuadas novas captações de reforço junto às três adutoras de Pilões, localizadas no Continente e, ainda, construídos 3 (três) novos reservatórios de água. É interessante notar que, dos 6 (seis) novos reservatórios construídos no município na década de 80, três deles - o R6, R7 e R8 - foram implantados no Morro da Cruz e próximos à UFSC, ou seja, na área de influência da Via de Contorno Norte. Foram ampliadas, ainda, as redes elétricas e de telefonia não apenas nesta região como em todo norte da Ilha e, mais recentemente, instalada nestes bairros a rede de televisão a cabo. Muitos dos investimentos estatais efetuados na área deveram-se também à identificação desta região como sendo área urbana para tratamento prioritário através do Plano Plurianual CURA (Comunidade Urbana de Recuperação Acelerada), elaborado pela Prefeitura Municipal . Os bairros da Agronômica, Trindade,Saco Grande, Itacorubi, Santa Mônica, Córrego Grande, Pantanal, Saco dos Limões, Prainha e José Mendes foram definidos para receber os recursos através do Projeto CURA ILHA-1, pelo Decreto 260/78. Os investimentos efetuados com recursos da União e do Estado, além de melhoriaem infra-estrutura , geraram . também a implantação de conjuntos habitacionais, multifamiliares e unifamiliares, situados na Trindade, no Córreqo Grande, no Saco Grande e no Itacorubi. No. final da década de 70, coincidindo também com o início da via - ,expressa, O .. <3py.ernoFederal, através do PREMESU, efetuou uma irn.ersa sOn;1~·-.~~ir1V~s!i.rTleht()s espaçoflsico no do campus uflJyers}tario da tJFSC.~-{l~-: _:-,.::~:,.". -. J~$fâs~bras- ." começaram . ttlndªde: .. ".::...:·,:i-.-:--,:·L-!·~"::-~-~:·· oo:: .. ~.J--.--,..:-~ :.: - a seririãiigUradas a.."
  26. 26. 176 partir de 1980, sendo que o total das áreas edificadas concluídas no " período 1980-84, equivalente a 57.417,30 m2, foi superior ao total das edificações executadas nos 15 anos anteriores, - cuja soma foi de55.141,60 m2 (Ver Tabela 09). (9) Os cursos da UFSC que ainda funcionavam em diversos prédiossituados no Centro foram sendo transferidos, durante a década de 80,para as novas instalações no campus da Trindade, permanecendo noCentro apenas algumas poucas atividades do Centro de Ciências da ....•.:.-Saúde. Até início de 1992, havia sido edificado no campus da Trindade ototal de 150.289,26 m2 e, naunidade do Itacorubi,"o total de 6.314,70 m2,havendo nestas duas áreas a freqüência aproximada de 20.000pessoas, pertencentes ao corpo discente, docente e de servidores daUFSC. Deve-se ressaltar ainda que, paralelamente, o Estado vinha ,,- /.-.....efetuando investimentos nos balneários, em especial aqueles localizadosna metade norte da Ilha. Foram executadas e asfaltadas vias de acessoàs praias e de interligação entre as mesmas, como por exemplo aestrada Jurerê-Canasvieiras pela orla, as estradas na região da PraiaBrava e a SC-406 que efetua a conexão do Balneário dos Ingleses (norte)com a Lagoa da Conceição (leste), Campeche e Pântano do Sul. Nos .. ~aglomerados urbanos destes distritos norte e leste, ampliaram-se asaberturas de ruas através dos novos loteamentos e da conexão entre9 - Estes valores referern-se às áreas construídas no campus universitário da "Trindade. A UFSÇ ainda p~ssui unidades dispersas em Florianópoíis e em outrqsmunicípios que também vieram a receber, ainda que em menor valor, invésjirtléhtosem sua área.tlsica. São as~-,.- - _:,.,- , . ," .. "-,"t-",: (:;,-" seguintes as outras unidades da. UFSC, situadas ~:-::~-:-~:;-:-. - . -: ,", _ "., .." ":":: - toradocampus da Trindaae:GentrodeCiências Agrárias (CCA) , no /tacorubi; o CCAna .Lagoa da COl,lçei~o,;p G,çfrl?~~ssacada; o Colégio Agrícola .~rr Araquari; o "Colégio Agrítôla êrnCàmbõríú; além dé duas édificações na área central"
  27. 27. I r=-; ,...,.----------_ _--~--:----~~~-----------~---- .. ...• 177 eles. Supriram-se estas áreas de infra-estrutura e serviços públicos - luz, telefone, coleta de lixo, ônibus, postos de correio, postos de saúde, escolas, postos policiais, entre outros -, além das atividades comerciais, de alimentação e hotelaria que se intensificam durante a alta temporada. 4.2 - As ações da iniciativa privada. 4.2.1 - As instituições privadas, o desenvolvimento comercial e de serviços. Acompanhando a transferência destas instituições públicas para a região a nordeste-leste do centro da cidade, deslocaram-se também para esta região diversas instituições e empresas privadas. Deve-se dizer que a transferência da sede da ELETROSUL para Florianópolis gerou a vinda, de outros Estados, de várias empresas prestadoras de serviços vinculadas àquela estatal, muitas das quais fixaram-se em suas proximidades. Instituições privadas siginificativas transferiram-se para aquela região da cidade, dentre as quais deve-se citar: a construção da sede da FIESC. (Federação das Indústrias de Santa Catarina), do SESI e do SENAI, em 1983; do ITAG (Instituto Técnico e Administrativo de Gerência) e.daAPAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), todos no bairro .doltacorubi, com exceção da Federação de Agricultura, na Agronômica. Foi também construída no bairro Pantanal a sede da .. Rádio e TV Bar:riga Verde, retransmissora da Rede Bandeirantes e, próximoàrêvsJornalista-Rubens de Arruda Ramos, parte. das instalações ··i;"

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