LIGAÇÃO IBICUÍ/JACUÍ
LIGAÇÃO IBICUÍ/JACUÍ UMA NECESSIDADE PARA O ESCOAMENTO DA PRODUÇÃO
Visão geral do projeto LIGAÇÃO DAS BACIAS IBICUÍ/JACUÍ UMA ESTRADA PARA O MERCOSUL
MATRIZ DE TRANSPORTE DE CARGAS NO MUNDO FONTE: MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES (REVISTA FEDERASUL  5/2000)
BACIA TIETÊ-PARANA Tem capacidade de transportar 25 milhões de toneladas por ano Em junho de 2003 a hidrovia transporta  2 milhões de toneladas por ano. * * FONTE: Jornal Portos & Comércio Exterior
OBJETIVOS A ligação das Bacias hidrográficas dos rios Ibicuí/Jacuí tem por objetivo a ligação, por via hídrica, dos portos de Rio Grande (porto marítimo) e os portos de Uruguaiana, Itaqui e São Borja, na bacia do rio Uruguai.
HISTÓRICO A ligação das bacias, como idéia, remonta ao século XVII. Em 1626, o Padre Gonzales navegava sobre o rio Ibicuí, atingindo São Martinho, no município de Santa Maria. Já naquela época, os Jesuítas realizaram obras de drenagem, com ajuda dos  índios, no rio Santa Maria.
HISTÓRICO A 1° de março de 1844, o Duque de Caxias, então Presidente da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, enviou mensagem à Assembléia dos Representantes, recomendando a ligação das duas bacias.
HISTÓRICO Ainda no tempo do Brasil Império, foram os rios Jacuí e Vacacaí explorados por oficiais da Armada que, embarcados, alcançaram a Vila de São Gabriel, hoje cidade do mesmo nome.
HISTÓRICO No início do século XX, na bacia do rio Uruguai, houve navegação sobre o rio Ibicuí, através da Navegação Barbará, que ligava a cidade de Uruguaiana às vizinhanças de Santa Maria. Tal ligação foi extinta em 1906, algum tempo antes da conclusão das obras da ligação ferroviária concorrente.
HISTÓRICO Por sua vez, em agosto de 1928, uma lancha da Navegação Rio Jacuí alcançava a cidade de São Gabriel, atracando ao lado da ponte sobre o rio Vacacaí, nas cercanias da cidade.
HISTÓRICO Até 1951, o Planejamento do aproveitamento das vias navegáveis do Estado do Rio Grande do Sul era simplesmente uma referência enfatizada pelos técnicos que sentiam a necessidade de sua concretização. Em 1° de outubro de 1951 foi criado o DEPRC - Departamento Estadual de Portos, Rios e Canais.
HISTÓRICO Criado o DEPRC, coube ao mesmo organizar o Plano Hidroviário do Estado, que foi aprovado em março de 1961. Foram iniciadas as obras de navegação pelo rio Jacuí e Lagoa dos Patos.
HISTÓRICO Em 1960, o DNPVN, posteriormente reestruturado como PORTOBRÁS, dizia ter contratado estudos para viabilizar a referida Ligação. Dizem que estes estudos só foram concluídos em 1971, porém até hoje permanecem em análise em Brasília, sem que no Rio Grande do Sul algum Órgão tienha acesso ao mesmo.
HISTÓRICO Em 1963, na então Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Fronteira Sudoeste do País, foi constituído o Grupo de Trabalho da Ligação das Bacias Jacuí-Ibicuí Assumiu a Presidência dos trabalhos o Sr. Olimpio Tabajara, realizando em ITAQUI o primeiro Encontro referente a esta Ligação.
HISTÓRICO Algumas obras já foram realizadas, porem de forma tímida, em relação ao volume de obras  que seriam necessárias.
HISTÓRICO - Obras executadas Neste período, que vai até os dias de hoje (Julho/2003), foram executadas: Três eclusas   Amarópolis Anel de Dom Marcos Fandango Dragagens em alguns trechos problemáticos do rio Jacuí.
TRAÇADO DA LIGAÇÃO Os estudos disponíveis indicam elementos de grande importância na previsão de custo das obras necessárias a ligação das bacias hidrográficas.
TRAÇADO DA LIGAÇÃO O traçado da via navegável foi feito no sentido de minimizar o número de  obras de eclusas, ao mesmo tempo, o de propiciar a construção de obras de armazenamento de água, necessária ao funcionamento da hidrovia e possíveis aproveitamentos múltiplos.
TRAÇADO DA VIA NAVEGÁVEL Rio Grande/Porto Alegre - via: lagoa Patos - trecho navegável Porto Alegre/Cachoeira do Sul - via: rio Jacuí - trecho navegável. Cachoeira do Sul/Cacequí - via: eclusa e canais -  Ligação, necessita obras. Cacequí/Uruguaiana - via: rios Ibicuí e Uruguai - trecho necessita obras.
ESQUEMA LONGITUDINAL
Trecho 1
Trecho 2
Trecho 3
PLANTA DE LOCALIZAÇ ÃO
TRECHO URUGUAI CACEQUI
TRECHO DE ECLUSAS
TRECHO CACHOEIRA PORTO ALEGRE
OBRAS NECESSÁRIAS trecho AB KM 81,5  - Barragem eclusa de Amarópolis (5,50) KM 181,5 - Barragem eclusa Anel Dom Marco (13,50) KM 242,5 - Barragem eclusa Fandango ( 18,00) KM 278,3 - Barragem eclusa Pedreira (35,00) KM 296,1 - Barragem eclusa Rincão dos Machados ( 43,00) KM 334,75 - Barragem eclusa Vila Block (52,00) KM 354,5 - Barragem eclusa Colônia Pavão ( 60,00) KM 374,0 - Barragem Eclusa Banhado Sta Catarina ( 80,00)
OBRAS NECESSÁRIAS trecho BF KM 400,0 - Barragem eclusa Sanga do Pesqueiro (100,00) KM 431,1 - Barragem eclusa Arroio Castelhano ( 100,00) KM 471,2 - Barragem eclusa Cacequí (90,00) KM 492,4 - Barragem eclusa Posto Alcides Xavier (80,00) KM 628,2 - Barragem Eclusa Posto São Miguel (70,00) KM 692,9 - Barragem eclusa Santa Amélia ( 60,00) KM 769,5 - Barragem eclusa Rio Uruguai (50,00)
Metas do projeto A meta final do projeto é a navegação entre os portos de Uruguaiana e Rio grande  O projeto IBICUÍ/JACUÍ terá ampla relação com outros projetos de barragens de múltiplos fins, desta forma propiciando a irrigação, a piscicultura e o lazer.
Descrição O projeto consta da construção de eclusas, canais, barragens e portos. Os canais dos cursos d´água serão aproveitados, quando possível. As barragens servirão para abastecer as eclusas ao mesmo tempo abastecer projetos de irrigação Email: henrique@allocar.com.br PARA MAIS INFORMAÇÕES...
OBRAS UTILIZADAS ECLUSAS: São obras, em concreto, formando um canal, com comportas em ambas as extremidades, que interligam dois canais de níveis diferentes, permitindo a entrada e saída de embarcações, de tal forma que a mesma suba ou desça de nível, saindo de um dos canais alcançando o outro canal.
Eclusa
OBRAS BARRAGENS: São obras em terra, pedra ou concreto, que permite o armazenamento de água, formando um lago. A água armazenada, terá a finalidade de propiciar a navegação por um trecho, fornecer água para o funcionamento de uma eclusa, gerar energia, ou mesmo permitir a irrigação de terras para a agricultura. Poderá satisfazer todas, ou algumas finalidades simultâneamente.
Barragem
OBRAS CANAIS: Os canais podem ser naturais (rios, arroios) ou artificiais (construídos), e terão como objetivo propiciar o deslocamento das barcas (comboios). Os canais deverão ter largura suficiente para duas embarcações.
Canais
OBRAS DE CANAIS CANAIS: Dos 1.080 km entre os portos de Uruguaiana e Rio Grande, são navegáveis, para barcos de até 2,5 metros de calado,  310 km entre Porto Alegre e Rio Grande, 230 km entre Porto Alegre e Cachoeira do Sul, perfazendo um total navegável de 540 km, faltando 540 km para tornar todo o trecho navegável.
OBRAS DE CANAIS (Cont.) O trecho que  vai de Cachoeira do Sul até a confluência dos rios Vacacaí-Jacuí é navegável. A montante da Confluência ate o Rio Santa Maria, junto ao Cacequí, trecho que compreende o divisor de água entre as bacias do Ibicuí e Jacuí só é navegável com construção de eclusas.
OBRAS DE CANAIS (Cont.) O trecho que  vai da confluência dos rios  Rio Santa Maria junto ao Cacequí, até o porto de Uruguaiana no Rio Uruguai, sem obras, atenderá embarcações até 1,5 de calado, porem para calados maiores deverão ser executadas obras.
OBRAS DE ECLUSAS O trecho que vai da confluência do Jacuí com o Vacacaí até o divisor de água, necessita da construção de 7 eclusas . O trecho que vai do divisor até o rio Santa Maria, necessita de 2 eclusas. O trecho que vai do rio Santa Maria a Uruguaiana, para ser navegável com calado de 2,50 m, necessita de 3 eclusas.
OBRAS O trecho que compreende o divisor de águas e que vai desde a confluência Vacacaí-Jacuí até a confluência Ibicuí-Santa Maria tem extenção virtual de 213 km. A diferença de nível no trecho indicado é de 102 m na vertente Leste e 40 m na vertente Oeste. No estirão do divisor de águas ou canal de partilha, um corte máximo de 20 m reduzirá essas duas alturas a 82 m e 20 m, assim a altura conjugada máxima será de 102 m.
No banhado Santa Catarina, junto a foz do rio Vacacaí no Jacuí, esta prevista uma barragem que permitirá, além do abastecimento de água para a navegação, a irrigação por gravidade de 25.000 hectares com arroz. OBRAS
ÁREA DE INFLUÊNCIA A área de influência direta da Ligação Ibicuí/Jacuí abrange os municípios (28) de  Itaqui, Uruguaiana, Alegrete, São Francisco de Assis, Manoel Viana, Cacequi, Juguari, São Vicente, Cacequí, São Pedro, Santa Maria, São Gabriel, Faxinal do Soturno, Restinga Seca,  Formigueiro, São Sepé, Cachoeira do Sul, Vera Cruz, Rio Pardo, General Vargas, Butiá, Triunfo, São Jerônimo, Arroio dos Ratos, Canoas, Guaíba, Porto Alegre e Barra do Ribeiro.
Análise da concorrencia Concorrentes O transporte concorrente do fluvial, atualmente, na área em questão, é o transporte rodoviário. Pontos fortes O ponto forte do transporte rodoviário é a sua flexibilidade e agilidade. Pontos fracos Seu ponto fraco é a falta de boas estradas e o seu alto custo.
CUSTO DO  TRANSPORTE  DE CARGA US$ 1,00 é o custo para movimentar uma tonelada por:   24 km em rodovia. 102 km em ferrovia. 536 km em hidrovia Fonte: Secretaria Estadual de Transportes (R.Grande do Sul)
Análise do concorrente, cont. Concorrente: O custo do transporte por rodovia, para um trajeto de 1000 km é de  US$ 41,66/tonelada . O mesmo transporte, por hidrovia, custa  US$ 1,87 . Uma diferença de US$  39,79  a favor do transporte por hidrovia Engenheiro Henrique Wittler PARA MAIS INFORMAÇÕES...
VANTAGEM PARA A HIDROVIA Segundo previsões, sem um aprofundamento técnico maior, poderão ser transportadas, pela ligação, anualmente  10 milhões de toneladas  (capacidade teórica). NOTA: A ligação Tietê-Paraná tem uma capacidade máxima de 25 milhões de toneladas/ano.
VANTAGEM PARA A HIDROVIA Considerando um trajeto médio de 1000 km, considerando ainda a economia de  US$ 39,79 por tonelada transportada, podemos estimar uma economia anual de US$  400.000.000,00.
VANTAGEM PARA A HIDROVIA Estima-se o custo das obras em US$ 450.000.000,00.
CUSTO DAS OBRAS  DESAPROPRIAÇÕES
CUSTO DAS OBRAS  INSTALAÇÕES DOS CANTEIROS
CUSTO DAS OBRAS  TERRAPLENAGEM GERAL
CUSTO DAS OBRAS OBRAS DE NAVEGAÇÃO
CUSTO DAS OBRAS PROTEÇÃO MARGENS/VIAS SERVIÇO
CUSTO DAS OBRAS RESTABELECIMENTO DAS COMUNICAÇÕES
CUSTO DAS OBRAS DIVERSOS
CUSTO DAS OBRAS RESUMO DOS CUSTOS
CUSTO DAS OBRAS CUSTO TOTAL DO PROJETO
VANTAGEM PARA A HIDROVIA Economia alcançada no transporte hidroviário, de US$ 400.000.000,00/ano, Desse total,  5%,  seriam considerados para pagamento dos investimentos, ou seja US$ 20.000.000,00/ ano.
RESSARCIMENTO DAS OBRAS Utilizando   5%  DA   ECONOMIA ENTRE O TRANSPORTE FLUVIAL E O  RODOVIÁRIO, AS OBRAS DA LIGAÇÃO IBICUÍ/JACUÍ SE PAGARIAM  EM  20  ANOS.
ECONOMIA REFORÇANDO: A LIGAÇÃO JACUÍ/IBICUÍ GERARÁ UMA  ECONOMIA ANUAL  DE US$  400.000.000,00 (Considerando um transporte anual de apenas 10 milhões de toneladas/ano, quando poderemos atingir a 20 milhões de toneladas/ano)
Tecnologia & Operacionalidade A operacionalidade deste sistema, poderá ser posta em prática  sem grandes investimentos  iniciais. Basta a execução de  2 eclusas  na bacia do Ibicuí. Construção de um  porto móvel  em Cacequí.
CUSTO DAS OBRAS INICIAIS As duas eclusas, mais o porto móvel  custam aproximadamente US$ 28.000.000,00 Este o custo inicial. E as obras seriam executadas em dois anos.
Tecnologia & Operacionalidade Com a utilização do ramal ferroviário existente entre Cacequí e Cachoeira do Sul, poderá ser iniciada a utilização da ligação das duas bacias, fazendo o transbordo nos dois locais .
Equipe/recursos A operação poderá ser iniciada pela criação de um corpo técnico que além de projetar as obras passasse a operar o sistema assim que as duas eclusas ficassem prontas. Recursos podem ser obtidos no exterior, talvez com a participação de equipes dos financiadores, na execução e operação.
Procedimentos A grande diferença do que se propõe agora, é que a ligação pode ser feita aos poucos,em etapas, onde cada etapa fosse uma melhoria da anterior, porem permitindo o tráfego, dando continuidade ao sistema.
Programação Para operar o sistema na forma proposta, seriam necessários, no máximo  dois anos , tempo necessário para construção das duas eclusas na bacia do Ibicuí.
JUSTIFICATIVA  A proposta de efetivação da ligação Ibicuí/Jacuí por meio de transbordo via ferroviária se justifica pelos seguintes elementos:
Status atual Estradas atualmente em péssimas condições Mesmo investindo pesadamente em estradas, o sistema necessita vultuosos recursos para manutenção face ao grande volume de tráfego. Inexistência de um projeto em elaboração para a ligação proposta
Status atual Uma obra deste porte não se faz de um dia para o outro, deve ser planejada e feita por etapas, de forma continuada.
Documentos afins Falta a execução dos projetos executivos: Tempo necessário para duas eclusas:  6 meses . Falta um levantamento plano-altimétrico ao longo do trecho, cujo tempo necessário para  execução é de  4 a 5 meses .
FINALMENTE È IMPORTANTE VISUALIZARMOS A INCAPACIDADE POLÍTICA E ADMINISTRATIVA EM NOSSO ESTADO, POIS DESDE 1626 SE FALA NA LIGAÇÃO IBICUÍ/JACUÍ, E ATÉ HOJE  NÃO TEMOS AINDA NEM MESMO UM PROJETO BÁSICO DA OBRA .
FINALMENTE EMQUANTO ISTO EM OUTROS ESTADOS  JÁ SE FEZ  TRANSBRASILIANA ,  TRANSAMAZÔNICA , ETC...,  SE COMPLETAM FASES DA LIGAÇÃO DO TIETÊ  E MESMO  NA ARGENTINA E NO PARAGUAI JÁ SE ESTA FALANDO EM LIGAR O RIO PARANÁ AO AMAZONAS .
FINALMENTE A EMPRESA ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA DO BRASIL S/A OPERA RAMAIS FERROVIÁRIOS NO BRASIL E NA ARGENTINA EM MAIS DE 15.000 KM, 17.000 VAGÕES E 550 LOCOMOTIVAS FONTE: REVISTA DA FEDERASUL NÚMERO 5 MAIO/2000
FINALMENTE A EMPRESA ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA DO BRASIL S/A, EM 1999 REALIZOU NEGÓCIOS NO EIXO SÃO PAULO/BUENOS AIRES NO VALOR DE R$ 3.000.000.000,00 (TRÊS BILHÕES). FONTE: REVISTA DA FEDERASUL NÚMERO 5 MAIO/2000
FINALMENTE SÓMENTE A EMPRESA ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA DO BRASIL S/A, FATUROU EM 1999  410 MILHÕES DE DOLARES   FONTE: REVISTA DA FEDERASUL NÚMERO 5 MAIO/2000
FINALMENTE O MERCADO FERROVIÁRIO PARTICIPA COM UMA FATIA DE 650.000 (1,33 %) TONELADAS DO TOTAL DE 49.000.000 QUE CIRCULA NO EIXO SÃO PAULO/BUENOS AIRES ANUALMENTE FONTE: REVISTA DA FEDERASUL NÚMERO 5 MAIO/2000
FINALMENTE DEVEMOS ENCARAR QUE ESTA OBRA É NOSSA
FINALMENTE HIDROVIA DA LIGAÇÃO IBICUÍ/JACUÍ

LIGAÇÃO IBICUI JACUI

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    LIGAÇÃO IBICUÍ/JACUÍ UMANECESSIDADE PARA O ESCOAMENTO DA PRODUÇÃO
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    Visão geral doprojeto LIGAÇÃO DAS BACIAS IBICUÍ/JACUÍ UMA ESTRADA PARA O MERCOSUL
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    MATRIZ DE TRANSPORTEDE CARGAS NO MUNDO FONTE: MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES (REVISTA FEDERASUL 5/2000)
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    BACIA TIETÊ-PARANA Temcapacidade de transportar 25 milhões de toneladas por ano Em junho de 2003 a hidrovia transporta 2 milhões de toneladas por ano. * * FONTE: Jornal Portos & Comércio Exterior
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    OBJETIVOS A ligaçãodas Bacias hidrográficas dos rios Ibicuí/Jacuí tem por objetivo a ligação, por via hídrica, dos portos de Rio Grande (porto marítimo) e os portos de Uruguaiana, Itaqui e São Borja, na bacia do rio Uruguai.
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    HISTÓRICO A ligaçãodas bacias, como idéia, remonta ao século XVII. Em 1626, o Padre Gonzales navegava sobre o rio Ibicuí, atingindo São Martinho, no município de Santa Maria. Já naquela época, os Jesuítas realizaram obras de drenagem, com ajuda dos índios, no rio Santa Maria.
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    HISTÓRICO A 1°de março de 1844, o Duque de Caxias, então Presidente da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, enviou mensagem à Assembléia dos Representantes, recomendando a ligação das duas bacias.
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    HISTÓRICO Ainda notempo do Brasil Império, foram os rios Jacuí e Vacacaí explorados por oficiais da Armada que, embarcados, alcançaram a Vila de São Gabriel, hoje cidade do mesmo nome.
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    HISTÓRICO No iníciodo século XX, na bacia do rio Uruguai, houve navegação sobre o rio Ibicuí, através da Navegação Barbará, que ligava a cidade de Uruguaiana às vizinhanças de Santa Maria. Tal ligação foi extinta em 1906, algum tempo antes da conclusão das obras da ligação ferroviária concorrente.
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    HISTÓRICO Por suavez, em agosto de 1928, uma lancha da Navegação Rio Jacuí alcançava a cidade de São Gabriel, atracando ao lado da ponte sobre o rio Vacacaí, nas cercanias da cidade.
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    HISTÓRICO Até 1951,o Planejamento do aproveitamento das vias navegáveis do Estado do Rio Grande do Sul era simplesmente uma referência enfatizada pelos técnicos que sentiam a necessidade de sua concretização. Em 1° de outubro de 1951 foi criado o DEPRC - Departamento Estadual de Portos, Rios e Canais.
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    HISTÓRICO Criado oDEPRC, coube ao mesmo organizar o Plano Hidroviário do Estado, que foi aprovado em março de 1961. Foram iniciadas as obras de navegação pelo rio Jacuí e Lagoa dos Patos.
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    HISTÓRICO Em 1960,o DNPVN, posteriormente reestruturado como PORTOBRÁS, dizia ter contratado estudos para viabilizar a referida Ligação. Dizem que estes estudos só foram concluídos em 1971, porém até hoje permanecem em análise em Brasília, sem que no Rio Grande do Sul algum Órgão tienha acesso ao mesmo.
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    HISTÓRICO Em 1963,na então Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Fronteira Sudoeste do País, foi constituído o Grupo de Trabalho da Ligação das Bacias Jacuí-Ibicuí Assumiu a Presidência dos trabalhos o Sr. Olimpio Tabajara, realizando em ITAQUI o primeiro Encontro referente a esta Ligação.
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    HISTÓRICO Algumas obrasjá foram realizadas, porem de forma tímida, em relação ao volume de obras que seriam necessárias.
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    HISTÓRICO - Obrasexecutadas Neste período, que vai até os dias de hoje (Julho/2003), foram executadas: Três eclusas Amarópolis Anel de Dom Marcos Fandango Dragagens em alguns trechos problemáticos do rio Jacuí.
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    TRAÇADO DA LIGAÇÃOOs estudos disponíveis indicam elementos de grande importância na previsão de custo das obras necessárias a ligação das bacias hidrográficas.
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    TRAÇADO DA LIGAÇÃOO traçado da via navegável foi feito no sentido de minimizar o número de obras de eclusas, ao mesmo tempo, o de propiciar a construção de obras de armazenamento de água, necessária ao funcionamento da hidrovia e possíveis aproveitamentos múltiplos.
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    TRAÇADO DA VIANAVEGÁVEL Rio Grande/Porto Alegre - via: lagoa Patos - trecho navegável Porto Alegre/Cachoeira do Sul - via: rio Jacuí - trecho navegável. Cachoeira do Sul/Cacequí - via: eclusa e canais - Ligação, necessita obras. Cacequí/Uruguaiana - via: rios Ibicuí e Uruguai - trecho necessita obras.
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    OBRAS NECESSÁRIAS trechoAB KM 81,5 - Barragem eclusa de Amarópolis (5,50) KM 181,5 - Barragem eclusa Anel Dom Marco (13,50) KM 242,5 - Barragem eclusa Fandango ( 18,00) KM 278,3 - Barragem eclusa Pedreira (35,00) KM 296,1 - Barragem eclusa Rincão dos Machados ( 43,00) KM 334,75 - Barragem eclusa Vila Block (52,00) KM 354,5 - Barragem eclusa Colônia Pavão ( 60,00) KM 374,0 - Barragem Eclusa Banhado Sta Catarina ( 80,00)
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    OBRAS NECESSÁRIAS trechoBF KM 400,0 - Barragem eclusa Sanga do Pesqueiro (100,00) KM 431,1 - Barragem eclusa Arroio Castelhano ( 100,00) KM 471,2 - Barragem eclusa Cacequí (90,00) KM 492,4 - Barragem eclusa Posto Alcides Xavier (80,00) KM 628,2 - Barragem Eclusa Posto São Miguel (70,00) KM 692,9 - Barragem eclusa Santa Amélia ( 60,00) KM 769,5 - Barragem eclusa Rio Uruguai (50,00)
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    Metas do projetoA meta final do projeto é a navegação entre os portos de Uruguaiana e Rio grande O projeto IBICUÍ/JACUÍ terá ampla relação com outros projetos de barragens de múltiplos fins, desta forma propiciando a irrigação, a piscicultura e o lazer.
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    Descrição O projetoconsta da construção de eclusas, canais, barragens e portos. Os canais dos cursos d´água serão aproveitados, quando possível. As barragens servirão para abastecer as eclusas ao mesmo tempo abastecer projetos de irrigação Email: henrique@allocar.com.br PARA MAIS INFORMAÇÕES...
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    OBRAS UTILIZADAS ECLUSAS:São obras, em concreto, formando um canal, com comportas em ambas as extremidades, que interligam dois canais de níveis diferentes, permitindo a entrada e saída de embarcações, de tal forma que a mesma suba ou desça de nível, saindo de um dos canais alcançando o outro canal.
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    OBRAS BARRAGENS: Sãoobras em terra, pedra ou concreto, que permite o armazenamento de água, formando um lago. A água armazenada, terá a finalidade de propiciar a navegação por um trecho, fornecer água para o funcionamento de uma eclusa, gerar energia, ou mesmo permitir a irrigação de terras para a agricultura. Poderá satisfazer todas, ou algumas finalidades simultâneamente.
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    OBRAS CANAIS: Oscanais podem ser naturais (rios, arroios) ou artificiais (construídos), e terão como objetivo propiciar o deslocamento das barcas (comboios). Os canais deverão ter largura suficiente para duas embarcações.
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    OBRAS DE CANAISCANAIS: Dos 1.080 km entre os portos de Uruguaiana e Rio Grande, são navegáveis, para barcos de até 2,5 metros de calado, 310 km entre Porto Alegre e Rio Grande, 230 km entre Porto Alegre e Cachoeira do Sul, perfazendo um total navegável de 540 km, faltando 540 km para tornar todo o trecho navegável.
  • 41.
    OBRAS DE CANAIS(Cont.) O trecho que vai de Cachoeira do Sul até a confluência dos rios Vacacaí-Jacuí é navegável. A montante da Confluência ate o Rio Santa Maria, junto ao Cacequí, trecho que compreende o divisor de água entre as bacias do Ibicuí e Jacuí só é navegável com construção de eclusas.
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    OBRAS DE CANAIS(Cont.) O trecho que vai da confluência dos rios Rio Santa Maria junto ao Cacequí, até o porto de Uruguaiana no Rio Uruguai, sem obras, atenderá embarcações até 1,5 de calado, porem para calados maiores deverão ser executadas obras.
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    OBRAS DE ECLUSASO trecho que vai da confluência do Jacuí com o Vacacaí até o divisor de água, necessita da construção de 7 eclusas . O trecho que vai do divisor até o rio Santa Maria, necessita de 2 eclusas. O trecho que vai do rio Santa Maria a Uruguaiana, para ser navegável com calado de 2,50 m, necessita de 3 eclusas.
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    OBRAS O trechoque compreende o divisor de águas e que vai desde a confluência Vacacaí-Jacuí até a confluência Ibicuí-Santa Maria tem extenção virtual de 213 km. A diferença de nível no trecho indicado é de 102 m na vertente Leste e 40 m na vertente Oeste. No estirão do divisor de águas ou canal de partilha, um corte máximo de 20 m reduzirá essas duas alturas a 82 m e 20 m, assim a altura conjugada máxima será de 102 m.
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    No banhado SantaCatarina, junto a foz do rio Vacacaí no Jacuí, esta prevista uma barragem que permitirá, além do abastecimento de água para a navegação, a irrigação por gravidade de 25.000 hectares com arroz. OBRAS
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    ÁREA DE INFLUÊNCIAA área de influência direta da Ligação Ibicuí/Jacuí abrange os municípios (28) de Itaqui, Uruguaiana, Alegrete, São Francisco de Assis, Manoel Viana, Cacequi, Juguari, São Vicente, Cacequí, São Pedro, Santa Maria, São Gabriel, Faxinal do Soturno, Restinga Seca, Formigueiro, São Sepé, Cachoeira do Sul, Vera Cruz, Rio Pardo, General Vargas, Butiá, Triunfo, São Jerônimo, Arroio dos Ratos, Canoas, Guaíba, Porto Alegre e Barra do Ribeiro.
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    Análise da concorrenciaConcorrentes O transporte concorrente do fluvial, atualmente, na área em questão, é o transporte rodoviário. Pontos fortes O ponto forte do transporte rodoviário é a sua flexibilidade e agilidade. Pontos fracos Seu ponto fraco é a falta de boas estradas e o seu alto custo.
  • 48.
    CUSTO DO TRANSPORTE DE CARGA US$ 1,00 é o custo para movimentar uma tonelada por: 24 km em rodovia. 102 km em ferrovia. 536 km em hidrovia Fonte: Secretaria Estadual de Transportes (R.Grande do Sul)
  • 49.
    Análise do concorrente,cont. Concorrente: O custo do transporte por rodovia, para um trajeto de 1000 km é de US$ 41,66/tonelada . O mesmo transporte, por hidrovia, custa US$ 1,87 . Uma diferença de US$ 39,79 a favor do transporte por hidrovia Engenheiro Henrique Wittler PARA MAIS INFORMAÇÕES...
  • 50.
    VANTAGEM PARA AHIDROVIA Segundo previsões, sem um aprofundamento técnico maior, poderão ser transportadas, pela ligação, anualmente 10 milhões de toneladas (capacidade teórica). NOTA: A ligação Tietê-Paraná tem uma capacidade máxima de 25 milhões de toneladas/ano.
  • 51.
    VANTAGEM PARA AHIDROVIA Considerando um trajeto médio de 1000 km, considerando ainda a economia de US$ 39,79 por tonelada transportada, podemos estimar uma economia anual de US$ 400.000.000,00.
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    VANTAGEM PARA AHIDROVIA Estima-se o custo das obras em US$ 450.000.000,00.
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    CUSTO DAS OBRAS DESAPROPRIAÇÕES
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    CUSTO DAS OBRAS INSTALAÇÕES DOS CANTEIROS
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    CUSTO DAS OBRAS TERRAPLENAGEM GERAL
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    CUSTO DAS OBRASOBRAS DE NAVEGAÇÃO
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    CUSTO DAS OBRASPROTEÇÃO MARGENS/VIAS SERVIÇO
  • 58.
    CUSTO DAS OBRASRESTABELECIMENTO DAS COMUNICAÇÕES
  • 59.
  • 60.
    CUSTO DAS OBRASRESUMO DOS CUSTOS
  • 61.
    CUSTO DAS OBRASCUSTO TOTAL DO PROJETO
  • 62.
    VANTAGEM PARA AHIDROVIA Economia alcançada no transporte hidroviário, de US$ 400.000.000,00/ano, Desse total, 5%, seriam considerados para pagamento dos investimentos, ou seja US$ 20.000.000,00/ ano.
  • 63.
    RESSARCIMENTO DAS OBRASUtilizando 5% DA ECONOMIA ENTRE O TRANSPORTE FLUVIAL E O RODOVIÁRIO, AS OBRAS DA LIGAÇÃO IBICUÍ/JACUÍ SE PAGARIAM EM 20 ANOS.
  • 64.
    ECONOMIA REFORÇANDO: ALIGAÇÃO JACUÍ/IBICUÍ GERARÁ UMA ECONOMIA ANUAL DE US$ 400.000.000,00 (Considerando um transporte anual de apenas 10 milhões de toneladas/ano, quando poderemos atingir a 20 milhões de toneladas/ano)
  • 65.
    Tecnologia & OperacionalidadeA operacionalidade deste sistema, poderá ser posta em prática sem grandes investimentos iniciais. Basta a execução de 2 eclusas na bacia do Ibicuí. Construção de um porto móvel em Cacequí.
  • 66.
    CUSTO DAS OBRASINICIAIS As duas eclusas, mais o porto móvel custam aproximadamente US$ 28.000.000,00 Este o custo inicial. E as obras seriam executadas em dois anos.
  • 67.
    Tecnologia & OperacionalidadeCom a utilização do ramal ferroviário existente entre Cacequí e Cachoeira do Sul, poderá ser iniciada a utilização da ligação das duas bacias, fazendo o transbordo nos dois locais .
  • 68.
    Equipe/recursos A operaçãopoderá ser iniciada pela criação de um corpo técnico que além de projetar as obras passasse a operar o sistema assim que as duas eclusas ficassem prontas. Recursos podem ser obtidos no exterior, talvez com a participação de equipes dos financiadores, na execução e operação.
  • 69.
    Procedimentos A grandediferença do que se propõe agora, é que a ligação pode ser feita aos poucos,em etapas, onde cada etapa fosse uma melhoria da anterior, porem permitindo o tráfego, dando continuidade ao sistema.
  • 70.
    Programação Para operaro sistema na forma proposta, seriam necessários, no máximo dois anos , tempo necessário para construção das duas eclusas na bacia do Ibicuí.
  • 71.
    JUSTIFICATIVA Aproposta de efetivação da ligação Ibicuí/Jacuí por meio de transbordo via ferroviária se justifica pelos seguintes elementos:
  • 72.
    Status atual Estradasatualmente em péssimas condições Mesmo investindo pesadamente em estradas, o sistema necessita vultuosos recursos para manutenção face ao grande volume de tráfego. Inexistência de um projeto em elaboração para a ligação proposta
  • 73.
    Status atual Umaobra deste porte não se faz de um dia para o outro, deve ser planejada e feita por etapas, de forma continuada.
  • 74.
    Documentos afins Faltaa execução dos projetos executivos: Tempo necessário para duas eclusas: 6 meses . Falta um levantamento plano-altimétrico ao longo do trecho, cujo tempo necessário para execução é de 4 a 5 meses .
  • 75.
    FINALMENTE È IMPORTANTEVISUALIZARMOS A INCAPACIDADE POLÍTICA E ADMINISTRATIVA EM NOSSO ESTADO, POIS DESDE 1626 SE FALA NA LIGAÇÃO IBICUÍ/JACUÍ, E ATÉ HOJE NÃO TEMOS AINDA NEM MESMO UM PROJETO BÁSICO DA OBRA .
  • 76.
    FINALMENTE EMQUANTO ISTOEM OUTROS ESTADOS JÁ SE FEZ TRANSBRASILIANA , TRANSAMAZÔNICA , ETC..., SE COMPLETAM FASES DA LIGAÇÃO DO TIETÊ E MESMO NA ARGENTINA E NO PARAGUAI JÁ SE ESTA FALANDO EM LIGAR O RIO PARANÁ AO AMAZONAS .
  • 77.
    FINALMENTE A EMPRESAALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA DO BRASIL S/A OPERA RAMAIS FERROVIÁRIOS NO BRASIL E NA ARGENTINA EM MAIS DE 15.000 KM, 17.000 VAGÕES E 550 LOCOMOTIVAS FONTE: REVISTA DA FEDERASUL NÚMERO 5 MAIO/2000
  • 78.
    FINALMENTE A EMPRESAALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA DO BRASIL S/A, EM 1999 REALIZOU NEGÓCIOS NO EIXO SÃO PAULO/BUENOS AIRES NO VALOR DE R$ 3.000.000.000,00 (TRÊS BILHÕES). FONTE: REVISTA DA FEDERASUL NÚMERO 5 MAIO/2000
  • 79.
    FINALMENTE SÓMENTE AEMPRESA ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA DO BRASIL S/A, FATUROU EM 1999 410 MILHÕES DE DOLARES FONTE: REVISTA DA FEDERASUL NÚMERO 5 MAIO/2000
  • 80.
    FINALMENTE O MERCADOFERROVIÁRIO PARTICIPA COM UMA FATIA DE 650.000 (1,33 %) TONELADAS DO TOTAL DE 49.000.000 QUE CIRCULA NO EIXO SÃO PAULO/BUENOS AIRES ANUALMENTE FONTE: REVISTA DA FEDERASUL NÚMERO 5 MAIO/2000
  • 81.
    FINALMENTE DEVEMOS ENCARARQUE ESTA OBRA É NOSSA
  • 82.
    FINALMENTE HIDROVIA DALIGAÇÃO IBICUÍ/JACUÍ