Formando o leitor e o produtor de texto

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Leitura e produção textual na escola.

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Formando o leitor e o produtor de texto

  1. 1. Formando o leitor & o produtor de texto Elenjusse Martins Fevereiro /2014
  2. 2. A leitura e a produção de textos  • Leitura e Produção de Textos estão intimamente ligadas; • O texto é produzido para a leitura; • A leitura é fundamental na formação do produtor de textos. • Ou seja: escrevemos e falamos para sermos lidos e ouvidos.
  3. 3. • Lemos e ouvimos para ampliar nossa leitura do mundo, que se manifesta no que escrevemos e falamos.  • Produzimos textos para interagir com o outro, e a leitura torna possível esse processo de interação.
  4. 4. Mas... Por que a Leitura  é tão fundamental para a Produção de Textos?
  5. 5. Porque... Pela leitura entramos em contato com variedade  • de conteúdos (culturas, áreas de conhecimento, informações em gera); • de gêneros textuais; • de registros e modalidades da língua.
  6. 6. Ler é só começar? 
  7. 7. “Todos lemos a nós e ao mundo à nossa volta para vislumbrar o que somos e onde estamos. Lemos para compreender, ou para começar a compreender. Não podemos deixar de ler. Ler é como respirar, é nossa função essencial.”  Alberto Manguel
  8. 8. • LEITURA e ESCRITA são, em uma sociedade letrada, a base do sistema de comunicação. • Mas se pensarmos bem, veremos que a leitura é algo muito mais presente em nossa vida do que a escrita.  • Compare o número de vezes em que você leu algo com o número de vezes em que escreveu. • Nesse sentido, é natural sermos mais “leitores” do que “autores”
  9. 9. Objetivos para a leitura 
  10. 10. A leitura pode ter as mais variadas motivações.  Identificar seu objetivo nos permite compreender as características do processo de leitura a ser feito e/ou as estratégias que serão potencializadas.
  11. 11. leitura Investigativa Ler para buscar uma informação específica dentro de um texto.  As estratégias potencializadas serão a procura de indícios que nos levem à informação específica e à despreocupação em relação ao conteúdo global do texto.
  12. 12. leitura Global Ler para obter uma noção global sobre o assunto do texto.  As estratégias serão a preocupação com o sentido integral e o levantamento das palavras-chaves do texto.
  13. 13. Leitura passo a passo Ler para entender um procedimento.  A estratégia será seguir a ordem lógica e metódica do texto.
  14. 14. Leitura fiscalizadora Ler para fazer a revisão gramatical de um texto segundo a norma culta.  As estratégias serão a preocupação com as estruturas formais utilizadas e a inspeção do bom emprego delas em função do sentido do texto.
  15. 15. Leitura por prazer  A leitura e as estratégias estarão voltadas ao deleite do leitor.
  16. 16. Contudo...  Independente da motivação da leitura, o domínio da língua, o conhecimento de mundo, as leituras prévias e a reflexão sempre terão de ser ativados.
  17. 17. Orientações didáticas sobre leitura 1. Oferecer bons textos para qualquer atividade 2. Fazer um diagnóstico das capacidades das crianças 3. Dar atividades abordando diferentes habilidades 4. Propor a leitura de gêneros variados  5. Planejar a progressão de desafios 6. Propor a leitura em colaboração periodicamente 7. Realizar leituras em dupla ou individualmente 8. Organizar as aulas de modo a dar a autonomia leitora 9. Contemplar empréstimos de livros na rotina semanal 11. Trabalhar diferentes propósitos e modalidades de leitura 12. Incluir a leitura programada no planejamento
  18. 18. “Os que escrevem como falam, ainda que falem muito bem, escrevem mal.” Buffon (1707-1788, escritor francês)  Modalidade falada x Modalidade escrita
  19. 19. Modalidade falada • Forte dependência Contextual • Pouco planejamento ou planejamento simultâneo à produção da fala  • Coesão por meio de recurso paralinguísticos (entonação,gestos, olhares) • Predomínio de frases curtas, ordem direta e período simples • Presença de elementos que mantêm a conversação aberta: tá claro?, entende?...
  20. 20. Modalidade escrita • Pouca dependência contextual • Permite planejamento fragmentado e contínuo cuidadoso, fluxo não  • Coesão por meio de conectivos, de estrutura sintáticas etc. • Períodos longos com muita subordinação, frases com estrutura complexa • Forte influência das convenções
  21. 21. O que é um texto? 
  22. 22. O que é um texto? • Você sabe definir o que é um texto? • Uma única frase é um texto?  • E uma palavra? • Uma imagem é um texto?
  23. 23. A palavra Texto  vem do latim e significa, literalmente, “tecido”.
  24. 24. • Da mesma família semântica temos:  • Textura: S.f. 1.Ato ou efeito de tecer. 2.Tecido,trama,contextura(...) • Contextura: S.f. Ligação entre as partes de um todo; encadeamento,contexto(...)
  25. 25. Os Gêneros Textuais • São os tipos de textos efetivamente produzidos em nossa vida cotidiana com características gerais comuns.  • São facilmente Identificáveis. • Estão intimamente relacionados às práticas sociais de uma comunidade. • São inúmeros, tanto quanto o são as práticas sociais;
  26. 26. • São relativamente estáveis, tão estáveis quanto as práticas sociais a que servem. • Enquanto a prática social estiver em vigor, o gênero textual a ela associado circulará.  • Assim, como a vida em sociedade está sempre mudando e evoluindo, novos gêneros nascem, outros desaparecem e outros se mantêm.
  27. 27. 6º ANO 7º ANO 8º ANO 9º ANO X X GÊNERO Poema Romance Anúncio Artigo de opinião Aviso Bilhete Biografia Carta pessoal Carta apresentação Carta leitor Conto Convite Crônica Currículo Diário Divulgação científica Fábula Lenda Lista Notícia Parlendas quadrinhas Quadrinhos/charge Relato de pesquisa Reportagem Resenha Resumo/esquema Romance Texto Instrucional Panfleto Artigo científico Pôster Tirinha Piada X X X X X X X X X X X X X X  X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X
  28. 28. PNEU FURADO O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha. Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo "Pode deixar". Ele trocaria o pneu. - Você tem macaco? - perguntou o homem. - Não - respondeu a moça. - Tudo bem, eu tenho - disse o homem - Você tem estepe? - Não - disse a moça. - Vamos usar o meu - disse o homem. E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça. Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar. Dali a pouco chegou o dono do carro. - Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado. - É. Eu... Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar. - Coisa estranha. - É uma compulsão. Sei lá.  (Luís Fernando Veríssimo. Livro: Pai não entende nada. L&PM, 1991).
  29. 29. Os Tipos Textuais Narrativo  Predominante em gêneros como crônica, romance, fábula, piada, conto de fada etc.
  30. 30. Descritivo Predominante em gêneros como retrato, anúncio classificado, cardápio, lista de compras etc. Argumentativo  Predominante em gêneros como manifesto, sermão, ensaio, editorial de jornal, redação dissertativa, tese de mestrado, etc.
  31. 31. Explicativo ou Expositivo Predominante em gêneros como aulas expositivas, capítulos de livro didático, etc.  Instrucional ou Injuntivo Predominante em gêneros como horóscopo, propaganda, receita culinária, livros de auto-ajuda, etc.
  32. 32. Como escrever bem? 
  33. 33.  • A escrita requer um exercício de aperfeiçoamento (nadar, nadando: escrever, escrevendo.
  34. 34. • Para sucesso de um texto, há noções que devem ser observadas, tais como:  1. Clareza 2. Expressividade 3. Simplicidade 4. Ordem direta 5. Originalidade
  35. 35.  • Em resumo: escrever bem é produzir formas de comunicação adequadas, adaptando a linguagem às diferentes situações exigidas pelas circunstancias sociais.
  36. 36. Além disso... • Há que se considerar critérios que avaliam a produção do “bom texto”...  ... como a Coerência e a Coesão
  37. 37. Coerência  Resulta de relação harmoniosa entre pensamentos ou ideias apresentadas num texto sobre determinado assunto ou tema. Refere-se especialmente ao conteúdo ou seja, à sequência ordenada das opiniões ou fatos expostos.
  38. 38. Coesão  Responde pela perfeita articulação das ideias, o que se consegue através de um encadeamento semântico e sintático; é, portanto, a conexão entre as partes do texto.
  39. 39.  Antes de redigir, planejar!
  40. 40. Considere   Um possível plano de trabalho.(para quem não tem o hábito de escrever);  Dado o tema, pensar livremente sobre ele, anotando as mais diferentes ideias que forem aparecendo;  Colocar as ideias em ordem, organizar sequência;
  41. 41. Considere   No caso de um texto predominantemente descritivo, anotar os elementos mais significativos, que realmente caracterizam um objeto, pessoa, paisagem; definir o foco descritivo.  No caso de um texto predominantemente narrativo, definir personagens, cenário, tempo, conflito, estabelecer o tipo de narrador.
  42. 42. Considere   No caso de um texto predominantemente argumentativo, anotar os argumentos(a favor e contra) e definir um posicionamento diante do tema.  Selecionar as melhores ideias, dando uma estrutura ao tema que será desenvolvido, sem esquecer de observar: qual será seu interlocutor? Onde circulará seu texto? Qual a situação comunicativa? Qual a intenção? Que gênero textual utilizará?
  43. 43. Assim...  Na tecedura do texto a comunicação – objetivo final e definidor do homem – acontecerá! E o leitor-autor, o autor-leitor, o sujeito que remete ao texto que existe em si e no outro irá se formar, construindo novos mundos e suas leituras.
  44. 44. Fim!  Canaã dos Carajás Maio de 2012

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