Acupuntura científica moderna

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Acupuntura científica moderna

  1. 1. Dr.Alexandre Lamaro Cardoso Especialista emAcupunturaTradicionalChinesa Especialista em NeurologiaClínica
  2. 2. • Encontrados artefatos usados como instrumentos de Acupuntura; • Pedras lascadas e instrumentos pontiagudos. 6000 A.C – EvidênciasArqueológicas • Escrita primeira Obra a sistematizar e organizar a Acupuntura. 100A.C – O Clássico do Imperador • Publicado o Grande Compêndio de Acupuntura e Moxa; • Estabelecimento das bases teóricas usadas atualemente em Acupuntura. 1368-1644 D.C – Dinastia Ming WHITE & ERNST, 2008
  3. 3. Languages Press, Peking 1975. Modelo de Bronze datado de 1443 D.C A anatomia meridional pouco mudou até os dias atuais.
  4. 4. • Em 1822 a Acupuntura foi excluída do Colégio Médico Imperial por ordem do imperador ; • A tradição foi mantida em segredo por acadêmicos e curandeiros rurais. Séc. XVII – Rejeição da Acupuntura como prática supersticiosa • Em 1929 a Acupuntura é praticamente esquecida e banida do país em conjunto com outras técnicas tradicionais; • Permanece no obscurantismo, praticada apenas por indivíduos que recebiam a tradição no seio familiar. Início do Séc. XX - China abre as portas para a medicina ocidental • MaoTseTung reinstala a prática da Acupuntura e Fitoterapia no país. • O conjunto de práticas terapêuticas nacionais recebe o nome de MedicinaTradicionalChinesa. 1949 – Instalação do Governo Comunista WHITE & ERNST, 2008
  5. 5. “Deixem que as mil flores floresçam” Palavras de Mao a respeito da reinstalação da Medicina Tradicional Chinesa. WHITE & ERNST, 2008. NACIONALISMO REAL ?? NECESSIDADE SANITÁRIA REAL?? Mao nunca aceitou Ser tratado com Acupuntura.
  6. 6. • Hospitais chineses criam departamentos de MTC 1950 – Início da convergência • Institutos de pesquisa em Acupuntura são abertos por toda a China; • Professor Han de Beijing lança o primeiro modelo científico da Acupuntura com base em estudos de liberação de opióides. 1955 – Início da Era Científica da Acupuntura • A Acupuntura se dissemina pelo mundo; • Pesquisadores ocidentais se dedicam ao estudo clínico e laboratorial da Acupuntura; • Diversos modelos teóricos são criados na tentativa de entender a Acupuntura 1955 a 2010 - 55 anos de pesquisa – Surgimento da Acupunturolgia WHITE & ERNST, 2008
  7. 7.  Principais problemas da pesquisa: A acupuntura é eficaz no tratamento das doenças? • Investigação: RandomizedControlTrials. • Resultados : A OMS reconheceu a eficácia da Acupuntura no tratamento complementar de 144 condições patológicas diferentes. Se a acupuntura é eficaz, por quais mecanismos ela atua no organismo? • Investigação: Estudos laboratoriais em animais e humanos e estudos clínicos fisiológicos em humanos.
  8. 8. ACUPUNTUROLGIA Direcionamento do foco laboratorial Pesquisa laboratorial Direcionamento do foco Clínico Pesquisa clínica Definição de eficácia Esclarecimento fisiológico
  9. 9. Acupunturolgia Estudos neurofisiológicos Funcionais Neuroimunologia Psiconeurologia Neuroendocrionlogia EstudosAnatômicos Estruturais Meridianologia Estudos morfológicos Estudos bioquímicos Estudos biofísicos
  10. 10. Sistemas clínicos derivados Modelos teóricos principais A Ciência Acupunturolgia Teoria da modulação neuroimunoe ndócrina Sistema de Acupuntura Neuromuscular - SANM Sistema de Acureflexoterapia Teoria dos Vasos Primários e Canais Hidráulicos Não há sistemas completos Eletroacupuntura de Voll Acupuntura Biofotônica Colorpuntura
  11. 11.  Em 1955 o Professor Han da Tradicional Medical School of Beijin University, propôs a hipótese dos opióides moduladores;  Em 1960 King Bong Han, cientista norte- coreano apresentou à comunidade científica evidências anatômicas da existência dos meridianos;  Em 1963 Kellner, grande histologista austríaco demonstra a invalidade dos achados de Bong Han;
  12. 12. “Em 1964 o Governo Chinês anuncia que uma equipe de cientistas de Beijin falhou ao tentar reproduzir os achados de King Bong Han. “ Zhang et al., 2010.
  13. 13. Em 1973 Bruce Pomeranz demonstra que a analgesia por Acupuntura é reversível por naloxone, um composto antagonista dos peptídeos opióides. Pomeranz, B. Acupuncture Analgesic. In:ClinicalAcupuncture, 2006.
  14. 14. -Demonstrou-se em experimentos laboratoriais que a Acupuntura alivia a dor melhor que o placebo; -Experimentos de circulação cruzada demonstraram transferência de analgesia entre cobaias; -Experimentos com técnicas de bloqueio nervoso foram capazes de abolir a analgesia por Acupuntura. Pomeranz, B. Analgesic Acupuncture. In:ClinicalAcupuncture.2006.
  15. 15.  “A analgesia por Acupuntura é iniciada pelo estímulo de nervos de pequeno diâmetro, localizados na pele e músculos que enviam impulsos à medula…Três centros neurais são ativados liberando substâncias químicas transmissoras que bloqueiam mensagens de dor.”  Pomeranz, B. Analgesic Acupuncture. In: ClinicalAcupuncture.2006.
  16. 16. • Mesencéfalo • Córtex • Hipotálamo • Hipófise • Tronco cerebral • Sistemas descendentes • Serotoninérgico • noradrenérgico • Corno posterior:Substância gelatinosa, lâminas II, III eV. • Bloqueio parcial da dor • Introdução de agulhas; • Ativação neural: A-delta e C • Músculo: II,III e IV Ativação de nervos periféricos Processamento medular Processamento central Ativação de Impulsos eferentes Bloqueio: Pré-sinaptico Pós-sináptico
  17. 17.  Estímulos Nociceptivos:  Físicos  Térmicos  Elétrico ou eletromagnético  Químicos
  18. 18.  Lesão tissular 1. Estimulação de nociceptores 2. Liberação de mediadores químicos 3. Liberação de mediadores inflamatórios 4. Sensibilização de nociceptores = Amplificação da dor
  19. 19.  Mediadores químicos  Serotonina  Adenosina  Mediadores inflamatórios  Bradicinina (canais de sodio)  Prostaglandina E2 (sensibilizadora)
  20. 20.  Dor Aguda.  Fibras A-delta ▪ Mielínica, Maior Diâmetro, MaiorVelocidade.  Mecanotermorreceptores.  Bem localizada.  Qualidade bem definida.  Possível identificação do agente agressor.
  21. 21. Neurofisiologia  Dor Crônica. – Fibras C Amielínica, Menor Diâmetro, Menor Velocidade. – Mecanotermoquimiorreceptores. – Localização difusa. – Sinal contaminado. – Polimodais.
  22. 22. córtex sensitivo-motorcórtex sensitivo-motor giro do cíngulogiro do cíngulo núcleos da basenúcleos da base núcleosnúcleos talâmicostalâmicos específicosespecíficos núcleosnúcleos talâmicos inespecíficostalâmicos inespecíficos substância cinzentasubstância cinzenta periaqüedutalperiaqüedutal mesencefálicamesencefálica formação reticular doformação reticular do tronco encefálicotronco encefálico tratotrato espinoespino ee espinorretículoespinorretículo-- talâmicotalâmico corno posteriorcorno posterior da substância cinzentada substância cinzenta da medula espinalda medula espinalaferenteaferente primárioprimário trato pós-trato pós-sinápticosináptico do funículo posteriordo funículo posterior hipotálamohipotálamo Vias Sômato-Sensitivas Trato Neo-espino- talâmico
  23. 23. DOR RÁPIDA DOR LENTA Ocorre 0,1s após a aplicação do estímulo doloroso. Ocorre somente 1s após a aplicação do estímulo doloroso. Nomes alternativos: dor em pontada, dor em agulhada, dor elétrica e dor aguda. Nomes alternativos: Dor em queimação, dor continuada, dor latejante, dor nauseante e dor crônica. Tipo de dor que não é sentida na maior parte dos tecidos corporais profundos. Tipo de dor que pode ocorrer tanto na pele como em qualquer tecido ou órgão profundo. Conduzida por fibras A- delta Conduzidas por fibras do Tipo-C Velocidade de condução: 6 a 30m/s Velocidade de condução: 0,5 a 2 m/s
  24. 24. CATEGORIA DAS FIBRAS Fibra Grossa mielinizada. (tato, pressão, temperatura) Fibra fina e mielinizada (Dor aguda) Fibra fina e amielínica (dor crônica) EFERENTE CLASSE A Alfa A Beta A Gama A Delta Fibra C FIBRAS DETRANSMISSÃO
  25. 25. Retirado de:White, 2001 Bloqueio pós-sináptico no portão da dor
  26. 26. Teoria das Comportas Melzack e Wall (1965)  “imput” na medula espinhal através das fibrasA Beta e ADelta(fibras de grosso calibre e mielinizadas)  Fecha comporta na Substância Gelatinosa de Roland (lâmina II) que ativa os neurônios inibitórios que liberam dinorfinas e GABA impedindo a transmissão do impulso sensitivo até as células “T” (lâmina III);  Bloqueio da transmissão da dor além daquele ponto, do “imput doloroso”, chegando através das pequenas fibras C (finas e amielínicas). Mecanismos de controle de dor
  27. 27.  Teoria neuro – humoral (Liberação de endorfínicos):  Ativação do sistema inibitório descendente da dor (DPIS) (TAKESHIGUE, 2005),  Principais sistemas inibitórios: SEROTONINÉRGICO NORADRENÉRGICO
  28. 28. PORTÃO DA DOR Retirado de:White 2001
  29. 29. Retirado de:White 2001 Final da alça ascendente
  30. 30. Retirado de:White, 2001 Início da alça descendente
  31. 31. Retirado de:White, 2001 Origem dos sistemas descendentes Inibitórios da dor
  32. 32. Retirado de:White, 2001 Inibição pós-sináptica
  33. 33. Retirado: Cho, 2005
  34. 34.  Meridianos são linhas imaginárias, os efeitos da Acupuntura são fruto da ativação neural;  Os efeitos da Acupuntura se dividem em periféricos, segmentares e sistêmicos;  A escolha dos pontos é determinada com base nos achados clínicos e no conhecimento anatômico;  Zonas ricamente inervadas são consideradas pontos mais ativos;  Todo o processo de regulação Neuroimunoendócrina é visto como fruto do processamento cerebral.
  35. 35.  c-Fos: transcrição de genes opióides, complexos trans-ativadores multifuncionais (Fos/Jun)-homeostasia celular (GUO, 2005 ;VENTURA, 2005)  (ONSn,e,i): regulação cardiovascular, neurotrasmissão, diferenciação celular, imunomodulação (LU et al., 2004 ; MA, 2005 ; RALT, 2005)  (NPY): regulação autonômica, controle vascular, respostas centrais ao stress, neuroquímica de desordens depressivas, proliferação celular (KIM et al., 2002 ; Lim et al., 2003) Retirado de: Z. L. Guo, et al, 2004 Retirado de: S X MA et al. 2005 Retirado de: E H Kim et al. 2002
  36. 36. O agulhamento do ponto E36 mostrou uma ativação do hipotálamo e sistema límbico em contralateral com hipocampo e núcleo acumbus.
  37. 37. O agulhamento do ponto IG4 mostrou uma ativação maior do hipotálamo e sistema límbico e áreas somatossensoriais
  38. 38. O agulhamento com estímulo mínimo na região do ponto de acupuntura apresenta apenas reações somatossensoriais e de menor intensidade
  39. 39. O agulhamento aleatório não ativou de forma considerável área que possam produzir efeito analgésico e alterações no sistema límbico.
  40. 40. Retirado: de Cho, 2005
  41. 41. Teoria Neuroimunoendócrina Sistema de Acupuntura Neuromuscular Sistema de Acureflexoterapia
  42. 42.  Desenvolvido principalmente para o tratamento da dor;  Classificação dos Acupontos em 3 classes:  - Homeostáticos - PH  - Paravertebrais - PP  - Sintomáticos - PS
  43. 43.  Ativação inespecífica - Modulação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal;  Localização coincidente com zonas de emergência dos nervos periféricos por todo o corpo;  Utilização generalista em todos os casos.
  44. 44. Retirado de: Ma & Cho, 2006
  45. 45. Retirado de: Ma & Cho, 2006
  46. 46.  Conhecidos tradicionalmente como pontos Shu do Dorso e Huatuo Jiaji;  Localizam-se ao longo dos dois lados da coluna vertebral, indo da base do crânio ao sacro;  Consistem em fibras nervosas provenientes do ramo posterior primário;  São selecionados com base nos princípios da seguimentação metamérica.
  47. 47. Segmentação Metamérica: -dermátomos -miótomos -esclerótomos -viscerótomos
  48. 48. Retirado de: Ma & Cho, 2006
  49. 49. Retirado de: Ma & Cho, 2006
  50. 50.  localizados em zonas sensíveis e dolorosas, tradicionalmente conhecidos como Ashi;  Variam em intensidade e tamanho de acordo com a gravidade e cronicidade da patologia;  Podem estar em seu estado ativo ou passivo.
  51. 51.  Predição da eficácia da terapia com Acupuntura;  Prediz o grau de sensibilização do Sistema Nervoso;  Permite a formulação de prognóstico;  Facilita o planejamento e excução e continuidade do tratamento.
  52. 52. Retirado de: Ma & Cho, 2006
  53. 53.  Grupo 1: Lombociatalgia à direita  Grupo 2: Hipertensão arterial sistêmica e Angina Pectoris  Grupo 3: Entorse de tornozelo esquerdo  Conjunto: Diabetes tipo I, hipertensão cardíaca, cirrose hepática e neuropatia diabética apresentando parestesia e dor neuropática em membro inferior direito.
  54. 54. Muitos dados e evidências levantadas em pesquisas sobre Acupuntura NÃO podem ser explicados pelo modelo Neuroimunoendócrino. Charles Shang, 2009. Prospective biological models in Acupuncture.
  55. 55.  Distribuição dos pontos de Acupuntura;  Ativação não – específica dos pontos de Acupuntura;  Estimulação acupuntural repetida leva a efeitos de longa duração por semanas ou meses;  A própria existência dos pontos de Acupuntura;  Ativação específica de zonas corticais e subcorticais específicas  Velocidade de ativação cortical.
  56. 56. Teoria do controle do crescimento Pontos de Acupuntura: NúcleosOrganizadores Alta condutância elétrica Polarização de morfógenos Meridianos: Separatrizes Condução de sinais: Químicos eletromagnéticos
  57. 57.  Confirmação plena da existência do Fenômeno Meridional; Disfunções dérmicas ao longo de tratos meridionais.
  58. 58. Kin Bong Han e a descoberta do sistema de dutos e corpúsculos Retirado de: SHIN et al 2005
  59. 59.  Redescoberta dos dutos de Bonghan no início do século XXI (SOH, 2004)  Complexa rede de conexão formada por dutos e corpúsculos (LEE et al., 2004)  Constituição plural dos dutos de Bonghan, presença de líquido rico em grânulos de DNA em seu interior, distribuição corporal diferente dos sistemas conhecidos: circulatório, nervoso e lifático (SHIN et al., 2005)  Alta afinidade por filamentos de fibrina, dificuldade de diferenciação em relação ao linfáticos, necessidade de exame morfológico minucioso (SHIN et al., 2005) Retirado de: SHIN et al 2005
  60. 60. A: Imagem microscópica cofocal por scaneamento laser de duto de Bonghan. B: Interferência diferencial da mesma amostra circundada por células vermelhas. O duto de Bonghan apresenta estrutura composta por linhas adjacentes de alta transparência. Retirado de: LEE et al 2004
  61. 61.  DNA: molécula Exciplex armazenadora de biofótons (POPP, 2000)  Vetores eletromagnéticos coerentes da comunicação inter-celular (POPP, 2000 ; VanWijik, 2001 ;Voeikov, 2003)  Veiculação de imagens holográficas provenientes da memória celular (GARIAEV et al., 2006)  Modulação do fluxo biofotônico circulante nos canais ópticos (SOH, 2004) Retirado de: SHIN et al 2005
  62. 62. Retirado de : Johng et al. 2006
  63. 63. Tecnologia Lasernedlle
  64. 64. Laser : 450nm – 80% dos irradiados relataram intensa sensação de De Ch´i
  65. 65.  A teoria do sistema do Controle do Crescimento ainda não fornece base teórica para o desenvolvimento completo de um sistema Terapêutico;  Os achados descritos evidenciam a descoberta de um novo nível organizacional biológico;  Experimentos preliminares demonstraram o potencial do sistema de influenciar praticamente todos os horizontes de trabalho celular, tecidual e sistêmico.  Na ausência de mais dados sobre o Sistema de Controle do Crescimento, abordagens integrativas usando os princípios tradicionais da Acupuntura associados aos axiomas expostos na Teoria Neuroimunoendócrina devem ser estimuladas.

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