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Silvana Reis2
DisgrafiaDisgrafiaDisgrafiaDisgrafia
DISGRAFIA É uma palavra de origem grega.
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Silvana Reis3
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que ainda não está bem definida”.
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Silvana Reis4
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A escrita é um produto de uma atividade psicomotora, extremamente,
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Uma escala capaz de expor o desenvolvimento da escrita deve levar
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CAUSAS DA DISGRAFIA: Orgânica (Central e Periférica)
Funcional ou Não Orgânica (Emocional e Com
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5) Superproteção;
6) Conflitos ambientais (brigas, desentendimentos em geral...).
CAUSAS FUNCIONAIS COM PRIV...
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6) Capas arrancadas;
7) Desorientação espacial;
8) Dificuldade de copiar do quadro para o caderno;
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LURIA (1980), E TSVETKOVA (1977) Ressaltam a importância da capacidade de:
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  1. 1. Silvana Reis1 DISGRAFIA É uma palavra de origem grega. DYS=Dificuldade; difícil e GRAPHOS=.Grafia ORTOGRAFIA É a parte da Gramática que ensina a escrever corretamente as palavras. AJURIAGUERRA Para este autor: “É disgráfico a criança, cuja qualidade da escrita é deficiente e quando nenhum déficit neurológico ou intelectual explica esta deficiência”. PERELLÓ Para este autor: “A disgrafia consiste, basicamente, na dificuldade de diferenciar e analisar os símbolos e reproduzi-los, respeitando a totalidade de seus elementos e de sua correta coordenação no espaço”. LEFEVRE Para este autor: “A escrita, muitas vezes ilegível, em que se deve à dificuldades no ato motor de escrever, podendo fazer partes de síndromes em que ocorrem alterações da coordenação motora do tônus, do ritmo, etc. AUTORES DESCONHECIDOS “A disgrafia é representada por uma disfunção motora para grafar os fonemas”. “É uma dificuldade expressiva para a escrita que ainda não está bem definida”. “São perturbações da escrita quanto ao trabalho - ao traçado das letras e disposições dos conjuntos gráficos no espaço utilizado”.
  2. 2. Silvana Reis2 DisgrafiaDisgrafiaDisgrafiaDisgrafia DISGRAFIA É uma palavra de origem grega. DYS=Dificuldade; difícil e GRAPHOS=.Grafia Ortografia É a parte da Gramática que ensina a escrever corretamente as palavras. AJURIAGUERRA Para este autor: “É disgráfico a criança, cuja qualidade da escrita é deficiente e quando nenhum déficit neurológico ou intelectual explica esta deficiência”. PERELLÓ Para este autor: “A disgrafia consiste, basicamente, na dificuldade de diferenciar e analisar os símbolos e reproduzi-los, respeitando a totalidade de seus elementos e de sua correta coordenação no espaço”. LEFEVRE Para este autor: “A escrita, muitas vezes ilegível, em que se deve à dificuldades no ato motor de escrever, podendo fazer partes de síndromes em que ocorrem alterações da coordenação motora do tônus, do ritmo, etc. AUTORES DESCONHECIDOS “A disgrafia é representada por uma disfunção motora para grafar os fonemas”.
  3. 3. Silvana Reis3 “É uma dificuldade expressiva para a escrita que ainda não está bem definida”. “São perturbações da escrita quanto ao trabalho - ao traçado das letras e disposições dos conjuntos gráficos no espaço utilizado”. OS FATORES DO DESENVOLVIMENTO DO GRAFISMO Dois grandes fatores parecem autorizar e animar o crescimento da escrita: 1) O exercício específico 2) Desenvolvimento motor 1) O EXERCÍCIO: Os programas escolares prevêem exercícios de escrita, cuja finalidade é precisamente guiar e acelerar o desenvolvimento do grafismo. Mas, não há dúvida de que é preciso ampliar consideravelmente a noção de exercício quando se consideram os fatores de desenvolvimento da escrita: Todos os trabalhos escritos e, mesmo os grafismos espontâneos contribuem para melhorar o grau de firmeza e o manejo do instrumento; O desenho e, até mesmo a pintura contribuem para isto. É muito provável que, considerando-se coisas iguais, principalmente, considerando-se idade e nível de desenvolvimento psicomotor iguais, a criança que escreve muito produz um GRAFISMO MELHOR do que aquela que, por razão qualquer (por exemplo, uma escolaridade problemática), escreveu pouco. Entre adultos, é evidente que as freqüências de exercícios é essencial, assim como em relação ao nível cultural-intectual.
  4. 4. Silvana Reis4 EX: Um lenhador possui um domínio gráfico pior do que um empregado de escritório, simplesmente, porque ao longo do ano todo, tem poucas oportunidades de escrever. Assim, observam-se entre numerosos adultos trabalhadores manuais (braçais), de nível intelectual médio ou medíocre, uma verdadeira “deteriorização gráfica” precoce, após o fim da escolaridade primária, devido a falta de prática deste tipo de habilidade. PROGRAMAS ESCOLARES: O objetivo da escrita é acelerar o desenvolvimento do grafismo. Todos os trabalhos escritos, direcionados ou espontâneos contribuem para a melhora da grafia. A criança que exercita bastante, geralmente, tem a letra melhor do aquela que não exercitou. Entre adultos de nível cultural diferente, por exemplo, um trabalhador da zona rural que utilize pouco a grafia e um outro que trabalhe em escritório, haverá uma grande diferença na forma de escrever e na aparência da letra. 2) O DESENVOLVIMENTO MOTOR: O desenvolvimento da escrita se deve, simplesmente, ao acúmulo do exercício. Prova disto, é que os adultos que aprendem a escrever, atingem quase que de repente, uma melhor grafia do que o atingido por uma criança em diversos anos. É certo que, como muitas outras atividades, a escrita reflete o nível de desenvolvimento motor da pessoa que escreve.
  5. 5. Silvana Reis5 A escrita é um produto de uma atividade psicomotora, extremamente, complexa. Diversos fatores contribuem para a escrita, como: A maturação geral do SNC, mantida pelo conjunto de exercícios motores; O desenvolvimento psicomotor geral, principalmente, no que diz respeito ao sustento tônico e à coordenação dos movimentos; O desenvolvimento, a nível das atividades finas dos dedos e das mãos; Todas as atividades de manipulação e todos os exercícios de habilidade digital fina contribuem neste sentido para o crescimento da escrita. OBS: Sob estes diferentes aspectos, o desenvolvimento motor é um fator essencial, durante toda a duração da atividade primária, do desenvolvimento da escrita. Este desenvolvimento reflete a organização progressiva de uma atividade motora, extremamente, complexa e diferenciada e, também frágil. Os embaraços do desenvolvimento, como as DISGRAFIAS e as degradações entre os adultos (as “deteriorizações gráficas”), assim o mostram. O desenvolvimento psicomotor está integrado no desenvolvimento geral da criança. Indiretamente, o desenvolvimento da escrita reflete este desenvolvimento. Desenvolvimento intelectual: os débeis-mentais, sem perturbações motoras produzem um grafismo de nível bastante inferior ao que produzem os indivíduos normais da mesma idade. O desenvolvimento afetivo e social também pode interferir no desenvolvimento da escrita.
  6. 6. Silvana Reis6 Uma escala capaz de expor o desenvolvimento da escrita deve levar em consideração estes fatores do desenvolvimento, e as condições de seu funcionamento, assim como os obstáculos impostos ao ato gráfico. OBS: Toda a gênese do grafismo, entre 06 e 12 anos, reflete a dinâmica desta contradição entre fatores de desenvolvimento que lhe imprimem seu movimento, assim como, obstáculos que a orientam , a canalizam, a guiam e, algumas vezes, a forçam em caminhos incômodos. Esta gênese (do grafismo) passa, normalmente, nas condições habituais de aquisição da escrita durante a escolaridade primária, através de 3 grandes fases: 1) Pré-Caligráfica; 2) Caligráfica Infantil 3) Pós-Caligráfica
  7. 7. Silvana Reis7 CAUSAS DA DISGRAFIA: Orgânica (Central e Periférica) Funcional ou Não Orgânica (Emocional e Com Privações de Experiências Motoras) As causas orgânicas dividem-se em: Central Periférica CAUSAS ORGÂNICAS CENTRAIS: 1) Nas disfunções cerebrais mínimas (DCM) em que há uma INTERFERÊNCIA SOBRE OS MOVIMENTOS. 2) Nas disfunções cerebrais (atáxicas), quando há disfunção cerebral pela influência da coordenação e equilíbrio, geralmente, ocorre a DISGRAFIA. 3) Nas imaturidades das fibras nervosas encefálicas e em outras alterações encefálicas que intervenham sobre o movimento, como doenças que levam a tumores, rigidez e que, conseqüentemente, irão interferir na escrita, levando a um disfuncionamento da ÁREA MOTORA GRÁFICA. CAUSAS ORGÂNICAS PERIFÉRICAS: 1) É causada por alterações musculares nervosas ou ósseas no dimídio (lado direito / esquerdo) superior dominante. Ocorrendo, nos casos de: Atrofia; Fratura; Queimadura; Cortes profundos; Utilização de gesso por tempo indeterminado, levando a uma falta de uso do membro na realização do ATO MOTOR. CAUSAS FUNCIONAIS OU NÃO ORGÂNICAS: divide-se em: 1) Emocional 2) Privações de Experiências Motoras CAUSAS FUNCIONAIS EMOCIONAIS: 1) Alto nível de cobrança; 2) Carência afetiva; 3) Ansiedade; 4) Rejeição;
  8. 8. Silvana Reis8 5) Superproteção; 6) Conflitos ambientais (brigas, desentendimentos em geral...). CAUSAS FUNCIONAIS COM PRIVAÇÕES DE EXPERIÊNCIAS MOTORAS: 1) Estimulação deficitária; 2) Ausência de espaço vivencial... CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS DO DISGRÁFICO Letra deitada; Letra tremida; Letra garranchada; Letra feia; Letra com diferentes tamanhos e tipos de letras... CARACTERÍSTICAS DO DISGRÁFICO: 1) Comportamental 2) Específica O DISGRÁFICO apresenta-se na idade escolar, mas é possível prevenir, observando determinados comportamentos durante a evolução da criança até a idade de + ou – 6 anos. I) CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS É evidente o atraso e alterações na evolução motora. 1) Tropeça; 2) Excesso de quedas; 3) Deixa cair objetos; 4) Derruba “coisas” sobre mesa e móveis; 5) Calça sapatos trocados; 6) Veste roupas pelo avesso; 7) Tem dificuldades para praticar determinados esportes; 8) Abotoa a roupa errada; 9) Não consegue dar laço no sapato; 10) Possui inabilidade para manusear objetos; 11) Possui inabilidade para subir e descer escadas; 12) Apresenta desalinho com a própria aparência. II) CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS O aspecto receptivo também está bastante prejudicado, assim como o intelectivo no que diz respeito, principalmente, à atenção, por isso quase todas as atividades pré-escolares não são bem realizadas. 1) Letra feia; 2) Caderno sujo; 3) Páginas amassadas, sujas e furadas; 4) Borrões; 5) “Orelhas” nas páginas;
  9. 9. Silvana Reis9 6) Capas arrancadas; 7) Desorientação espacial; 8) Dificuldade de copiar do quadro para o caderno; 9) Lentidão para executar trabalhos; 10) Letras de tamanhos variados e de formas diferentes; 11) Inversão de movimentos e de símbolos; 12) Dificuldade motora que vai interferir na realização do movimento gráfico. CLASSIFICAÇÃO DAS DISGRAFIAS: 1) Disgrafia Disléxica 2) Disgrafia Caligráfica ou Motora DISGRAFIA DISLÉXICA É a alteração simbólica da linguagem ESCRITA, como conseqüência das dificuldades DISLÉXICAS da criança. PRINCIPAIS ALTERAÇÕES DA DISGRAFIA DISLÉXICA Afeta o conteúdo da escrita 1) Omissões de letras, sílabas ou palavras; 2) Confusões de letras com sons semelhantes; 3) Inversão ou transposição da ordem das sílabas; 4) Inversão das palavras na frase; 5) Uniões ou separações indevidas de letras, sílabas ou palavras; 6) Acréscimo de letras ou sílabas DISGRAFIA CALIGRÁFICA OU MOTORA Afeta a forma das letras e a qualidade da escrita em seus aspectos perceptivos motores e não a capacidade de simbolização. PRINCIPAIS ALTERAÇÕES DA DISGRAFIA CALIGRÁFICA OU MOTORA Afetam especificamente, a qualidade da escrita, como: 1) Transtorno da forma das letras; 2) Transtorno do tamanho das letras; 3) Inclinação defeituosa das palavras e das margens; 4) Transtorno da direção dos giros da escrita das letras (movimentos incorretos) 5) Alteração tônico postural da criança. DISORTOGRAFIA É a escrita incorreta com erros e trocas de grafemas. O processo de escrever corretamente exige um certo número de capacidades, que é preciso cultivar.
  10. 10. Silvana Reis10 LURIA (1980), E TSVETKOVA (1977) Ressaltam a importância da capacidade de: 1) Análise da palavra falada; 2) Correta configuração dos fonemas falados para um bom desenvolvimento da ortografia; 3) Aptidão para dividir a cadeia falada em seus elos menores – os FONEMAS – e a capacidade para reconhecê-los, diferenciá-los e seqüênciá-los na ordem em que se apresentam, é essencial para a escrita. JORRIM Dá ênfase a dois fatores chaves: 1) RaciocínioViso-Espacial que vai interferir nas funções visuais superiores: Percepção visual da forma, da constância, de figura-fundo; Memória visual e motora; Orientação, posição e noção espacial. 2) Habilidades Lingüísticas - Perceptivas Percepção de fonemas, palavras, frases, ruídos, sons, melodia e ritmo. Memória de ruídos e sons, fonemas, palavras e frases; Reconhecimento do vocabulário básico; Reconhecimento de palavras ausentes.

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