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HEMODIÁLISE E
DIÁLISE PERITONEAL
Hemodiálise e Diálise Peritoneal
Pacientes que, por qualquer motivo, perderam a função
renal e irreparavelmente atingiram a fase terminal da
doença renal, têm alguns métodos de tratamento que
substituem as funções do rim. Dentre esses tratamentos
destacam-se: a Hemodiálise e a Diálise Peritoneal.
O que é Hemodiálise?
Hemodiálise é um tratamento que consiste na remoção
do líquido e substâncias tóxicas do sangue como se
fosse um rim artificial. É um processo de filtragem e
depuração de substâncias como a
uréia, creatinina, potássio, sódio.
O que é Hemodiálise
A Hemodiálise é uma terapia de substituição renal
realizada em pacientes portadores de Insuficiência
Renal Aguda ou Crônica já que nesses casos o
organismo não consegue eliminar tais substâncias
devido à falência dos mecanismos excretores renais.
Hemodiálise
Como é feita a Hemodiálise
A hemodiálise é feita com a ajuda de um dialisador
(capilar ou filtro). O dialisador é formado por um
conjunto de pequenos tubos. Durante a diálise, parte do
sangue é retirado, passa através da linha arterial do
dialisador onde o sangue é filtrado e retorna ao paciente
pela linha venosa.
Como é feita a Hemodiálise
O paciente insuficiente renal é ligado à uma máquina
que puxa seu sangue através de uma bomba
circuladora. Esse sangue passa por um filtro que possui
uma membrana semipermeável, que retira as toxinas e
as substâncias em excesso, e devolve o sangue limpo
para o paciente. Existe infusão de heparina para evitar
que o sangue coagule dentro do sistema.
Gráfico da Hemodiálise
Como é feita a Hemodiálise
No centro fica o sangue cheio de toxinas e em volta o
líquido da diálise (chamado de banho de diálise) sem
nenhuma toxina. Eles ficam separados por uma
membrana porosa que permite a troca de moléculas. O
sangue rico em toxinas, através da membrana do
filtro, passa estas substâncias para o banho de diálise
que não contém toxina nenhuma.
Como é feita a Hemodiálise
Após as trocas, o sangue limpo retorna ao
paciente e o sangue cheio de toxinas é
desprezado.
Como é feita a Hemodiálise
Em geral, a hemodiálise é feita três vezes por
semana, com duração de quatro horas. Pode existir
variações neste tempo de acordo com o tamanho e a
idade do paciente. Crianças e adultos de grande porte
podem necessitar de um tempo maior.
Hemodiálise
Na insuficiência renal aguda, que acontece em pessoas
com rins previamente normais que são atacados por
algum evento, como um sepse ou intoxicação, as
sessões de diálise são mais intensas, podendo durar
horas e serem diárias. Normalmente são doentes muito
graves e internados em CTI (Centro de Tratamento
Intensivo).
Hemodiálise
Pacientes em Hemodiálise são submetidos a uma
pequena cirurgia vascular onde se liga uma artéria a
uma veia, criando um vaso periférico, com alto fluxo e
mais resistente a punções repetidas.
Hemodiálise
A veia quando passa a receber o alto fluxo da
artéria, começa a se desenvolver, crescendo e
engrossando sua parede. Com o tempo a fístula adquire
o aspecto mostrado na foto a seguir. Trata-se de um
grande vaso bem visível, com alto fluxo e pressão de
sangue e facilmente puncionável.
Fístula para Hemodiálise
Hemodiálise
O problema da fístula é que esta precisa de pelo menos
um mês para se tornar apta à punção pelas grossas
agulhas da hemodiálise. Nem todos os pacientes podem
esperar por este intervalo para começar a dialisar. Neste
caso, lança-se mão do cateter de hemodiálise.
Hemodiálise
Este cateter é introduzido geralmente na veia jugular
interna, localizada no pescoço, que prolonga-se até a
veia cava, próximo à entrada do coração. É um
procedimento de 30 minutos e o paciente pode seguir
imediatamente para hemodiálise.
Cateter Venoso Central para
Hemodiálise
Cateter Venoso Central Implantado na
Veia Jugular Interna
Hemodiálise: Cateter Venoso Central
Apesar de já existirem cateteres de longa duração, que
podem permanecer por alguns meses, eventualmente
todos eles serão infectados por bactérias residentes na
nossa pele. Através do cateter essas bactérias
conseguem acesso a nossa circulação sanguínea
podendo levar a um quadro grave de sepse.
Cateter Venoso Central x Fístula para
Hemodiálise
O Cateter de Hemodiálise é uma solução provisória e
deve ser sempre substituído pela fístula o mais rápido
possível. Pois o cateter não consegue fluxos de sangue
bons, não proporcionando uma hemodiálise tão eficiente
quanto a fístula.
Medicamentos e seu uso na Hemodiálise
Os pacientes em hemodiálise, muitas vezes, necessitam
de medicamentos que requerem cuidados especiais em
sua administração.
Os medicamentos para o controle da pressão
arterial, são frequentemente utilizados e devem ser
tomados diariamente, por pacientes hipertensos.
Porém, alguns pacientes apresentam frequentemente
(hipotensão) durante a hemodiálise, e podem ser
dispensados do uso do anti-hipertensivo no dia da
sessão de hemodiálise.
Medicamentos e seu uso na Hemodiálise
Os medicamentos necessários para evitar ou tratar a
anemia e que podem ser usados durante ou logo após a
sessão de hemodiálise são a eritropoetina e o ferro
endovenoso. O ferro endovenoso pode ser usado um
pouco antes do término da sessão de hemodiálise, mas
a eritropoetina é, em geral, administrada logo após.
Cuidados de Enfermagem Durante a
Hemodiálise
Antes da sessão:
• Verificar os Sinais Vitais e o peso do paciente;
• Esvaziar a bexiga e medir a diurese;
• Verificar quais os medicamentos o paciente está
fazendo uso;
• Administrar a medicação prescrita;
Cuidados de Enfermagem Durante a
Hemodiálise
Durante a sessão:
• Administrar medicação prescrita;
• Ficar atento para sangramento nasal ou cutâneo;
• Observar e relatar a presença de
tremores, sonolência, náuseas, vômitos, tonturas e
câimbras musculares.
• Providenciar dieta e hidratação durante a diálise;
• Fazer controle do balanço hídrico;
Cuidados de Enfermagem Durante a
Hemodiálise
Após a sessão:
• Fazer curativo compressivo na região da fístula;
• Pesar o paciente
• Verificar Sinais Vitais
• Administrar medicação prescrita
• Orientar o paciente a não pegar peso com o braço da
incisão, não aferir a P.A ou administrar medicação
neste membro
• Valorizar as queixas do paciente
• Limpar e desinfetar o aparelho dialisador.
Complicações que podem ocorrer em uma
sessão de Hemodiálise
As complicações podem decorrer devido a mudanças
rápidas no equilíbrio dos líquidos e do sódio.
Câimbras musculares
Hipotensão
Embolia gasosa (quando o ar penetra no sistema
vascular do paciente)
Hipovolemia (devido as náuseas e vômitos)
Choque convulsões
Complicações que podem ocorrer em uma
sessão de Hemodiálise
Extravasamentos sanguíneos (ocorre quando as linhas
sanguíneas se desconectam, ou quando as agulhas de
diálise são deslocadas acidentalmente
Arritmias (podem resultar das alterações eletrolíticas e
do PH ou a partir da remoção de medicamentos
antiarrítmicos durante a hemodiálise
Desequilíbrio dialítico (deslocamento de líquido
cerebral
Muitas dessas complicações
podem ser evitadas se o
profissional de enfermagem
esteja sempre alerta e
acompanhando o paciente
durante a sessão
Diálise Peritoneal
A diálise peritoneal é outro tipo de tratamento que
substitui as funções dos rins. O objetivo é o mesmo da
hemodiálise, tirar o excesso de água e as substâncias
que não são mais aproveitadas pelo corpo e que
deveriam ser eliminadas através da urina. Este tipo de
diálise aproveita o revestimento interior do
abdômen, chamado membrana peritoneal, para filtrar o
sangue.
Diálise Peritoneal
A membrana peritoneal tem muitos vasos sanguíneos.
O sangue que circula na membrana peritoneal, assim
como o sangue de todo o corpo, está com excesso de
potássio, uréia e outras substâncias que devem ser
eliminadas.
Diálise Peritoneal
Na diálise peritoneal, um liquido especial, chamado
solução para diálise, entra no abdômen por meio de
um tubo mole (cateter). As substâncias tóxicas
passarão, aos poucos, através das paredes dos vasos
sanguíneos da membrana peritoneal para a solução de
diálise.
Diálise Peritoneal
Depois de algumas horas, a solução é drenada do
abdômen e a seguir volta-se a encher o abdômen com
uma nova solução de diálise para que o processo de
purificação seja repetido. Alguns dias antes da primeira
diálise, o cateter que permite a entrada e a salda da
solução de diálise da cavidade abdominal é colocado
através de uma pequena cirurgia feita por um cirurgião.
O cateter fica instalado permanentemente.
Diálise Peritoneal
A diálise peritoneal realizada no hospital é planejada de
acordo com as necessidades do paciente, tendo em
vista a situação da insuficiência renal terminal.
A diálise também pode ser realizada no domicílio do
paciente, em local limpo e bem iluminado.
Diálise Peritoneal
Conhecida como DPAC (diálise peritoneal ambulatorial
crônica), o próprio paciente introduz a solução na
cavidade abdominal, fazendo três trocas diárias de
quatro horas de duração e depois de drenada, uma
nova solução é introduzida e assim por diante.
Dependendo do caso, pode permanecer filtrando
durante a noite.
Diálise Peritoneal
A DPAC permite todas as atividades comuns do dia-a-
dia, viagens, exercícios, trabalho.
A diálise peritoneal pode ser usada cronicamente por
anos, exigindo do paciente somente visitas médicas
periódicas.
Diálise Peritoneal
DPA - Diálise Peritoneal Automática
Este é um tipo de tratamento, depois de aconselhado
pelo médico assistente, que o Insuficiente Renal
Crónico, pode realizar em casa, durante a noite.
A Máquina (silenciosa), procede à troca dos
líquidos, chamando porém à atenção para qualquer
alteração. Esta máquina pode ser programada
consoante as necessidades de trocas de banho de cada
doente.
A DPA é, segundo informações de Insuficientes Renais
que a utilizam, um método através do qual se sentem
libertos e considerando-o assim um dos tratamentos
ideais.
DPA - Diálise Peritoneal Automática
Antes de se deitar,
prepare a máquina cicladora e conecte-se
DPA - Diálise Peritoneal Automática
A cicladora efetua as trocas automaticamente
durante o sono (8 a 10 horas)
DPA - Diálise Peritoneal Automática
De manhã desconecta-se da cicladora e
deixa fora o sistema de diálise
Complicações: Diálise Peritoneal
Pode-se produzir uma hemorragia no ponto onde o
cateter sai do corpo ou no interior do abdómen, ou pode
perfurar-se um órgão interno durante a colocação do
mesmo. O líquido pode extravasar e sair em volta do
cateter ou ir para o interior da parede abdominal. A
passagem do líquido pode ser obstruída pela presença
de coágulos ou de outros resíduos.
Complicações: Diálise Peritoneal
Infecção. Esta pode localizar-se no peritoneo, na pele
onde se situa o cateter ou na zona que o
circunda, causando um abcesso. A infecção em geral
surge por um erro na técnica de esterilização em
qualquer passo do procedimento da diálise.
Habitualmente, os antibióticos podem eliminá-la; caso
contrário, é provável que se deva extrair o cateter até
que se cure a infecção.
Complicações: Diálise Peritoneal
Outros problemas podem associar-se à diálise. É
frequente que haja uma baixa concentração de
albumina no sangue (hipoalbuminemia). As
complicações raras compreendem o aparecimento de
cicatrizes no peritoneu (esclerose peritoneal), tendo
como resultado uma obstrução parcial do intestino
delgado, concentrações abaixo do normal da hormona
tiróidea (hipotiroidismo) e ataques epilépticos. Também
é raro aparecer um elevado valor de açúcar (glicose) no
sangue (hiperglicemia), excepto nos pacientes que
sofrem de diabetes. Em aproximadamente 10 % dos
doentes ocorrem hérnias abdominais ou inguinais.
Complicações: Diálise Peritoneal
Os doentes submetidos a diálise peritoneal podem ser
propensos à obstipação, o que interfere com a saída do
líquido pelo cateter. Por conseguinte, é possível que
precisem de tomar laxativos ou substâncias que
amoleçam a consistência das fezes.
Em geral, a diálise peritoneal não é feita naquelas
pessoas que têm infecções da parede
abdominal, conexões anormais entre o peito e o
abdómen, um enxerto de um vaso sanguíneo
recentemente colocado no interior do abdómen ou uma
ferida abdominal recente.
Assistência de Enfermagem: Diálise Peritoneal
Regulação do volume e drenagem de líquidos
• Verificar sinais vitais;
• Avaliar estado de consciência;
• Registar balanço hídrico;
• Alternar as posições para facilitar a drenagem;
• Elevar a cabeceira da cama;
• Pressionar firmemente a parte superior do abdómen
com ambas as mãos se o fluxo da diálise parar;
Assistência de Enfermagem: Diálise Peritoneal
Promoção do conforto:
• Administrar analgésicos de acordo com prescrição;
• Proporcionar atividades lúdicas;
• Encorajar o doente a mudar de posição;
• Ajudar na higiene oral e na alimentação;
Assistência de Enfermagem: Diálise Peritoneal
Prevenção de complicações:
• Avaliar dificuldade respiratória;
• Encorajar refeições frequentes e ligeiras;
• Usar técnica asséptica;
• Fazer culturas do dialisado conforme as indicações;
• Verificar temperatura corporal;
• Observar se existem
náuseas, vómitos, hipersensibilidade abdominal e
drenagem turva
O paciente com necessidade
de Hemodiálise ou Diálise
Peritoneal apresenta os
seguintes sintomas:
Sinais e Sintomas
O paciente que necessita de hemodiálise ou diálise
peritoneal irá apresentar o chamado quadro de uremia:
• Rebaixamento do nível de consciência ou confusão
mental
• Formigamento ou câimbras
• Hálito urêmico (com odor de urina)
• Fraqueza, náuseas, vômitos, hemorragias
digestivas, cefaléia, falta de ar, alteração da coloração
da pele, prurido (coceira).
Sinais e Sintomas
O paciente também apresenta os sinais de anemia e de
enfraquecimento dos ossos.
Todo este quadro clínico é confrontado com resultados
de exames laboratoriais de função renal, coletados no
sangue. São avaliados os valores de uréia, creatinina e
potássio. Esses valores, quando elevados, indicam a
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Hemodiálise e diálise peritoneal

  • 2. Hemodiálise e Diálise Peritoneal Pacientes que, por qualquer motivo, perderam a função renal e irreparavelmente atingiram a fase terminal da doença renal, têm alguns métodos de tratamento que substituem as funções do rim. Dentre esses tratamentos destacam-se: a Hemodiálise e a Diálise Peritoneal.
  • 3. O que é Hemodiálise? Hemodiálise é um tratamento que consiste na remoção do líquido e substâncias tóxicas do sangue como se fosse um rim artificial. É um processo de filtragem e depuração de substâncias como a uréia, creatinina, potássio, sódio.
  • 4. O que é Hemodiálise A Hemodiálise é uma terapia de substituição renal realizada em pacientes portadores de Insuficiência Renal Aguda ou Crônica já que nesses casos o organismo não consegue eliminar tais substâncias devido à falência dos mecanismos excretores renais.
  • 6. Como é feita a Hemodiálise A hemodiálise é feita com a ajuda de um dialisador (capilar ou filtro). O dialisador é formado por um conjunto de pequenos tubos. Durante a diálise, parte do sangue é retirado, passa através da linha arterial do dialisador onde o sangue é filtrado e retorna ao paciente pela linha venosa.
  • 7. Como é feita a Hemodiálise O paciente insuficiente renal é ligado à uma máquina que puxa seu sangue através de uma bomba circuladora. Esse sangue passa por um filtro que possui uma membrana semipermeável, que retira as toxinas e as substâncias em excesso, e devolve o sangue limpo para o paciente. Existe infusão de heparina para evitar que o sangue coagule dentro do sistema.
  • 9. Como é feita a Hemodiálise No centro fica o sangue cheio de toxinas e em volta o líquido da diálise (chamado de banho de diálise) sem nenhuma toxina. Eles ficam separados por uma membrana porosa que permite a troca de moléculas. O sangue rico em toxinas, através da membrana do filtro, passa estas substâncias para o banho de diálise que não contém toxina nenhuma.
  • 10. Como é feita a Hemodiálise Após as trocas, o sangue limpo retorna ao paciente e o sangue cheio de toxinas é desprezado.
  • 11. Como é feita a Hemodiálise Em geral, a hemodiálise é feita três vezes por semana, com duração de quatro horas. Pode existir variações neste tempo de acordo com o tamanho e a idade do paciente. Crianças e adultos de grande porte podem necessitar de um tempo maior.
  • 12. Hemodiálise Na insuficiência renal aguda, que acontece em pessoas com rins previamente normais que são atacados por algum evento, como um sepse ou intoxicação, as sessões de diálise são mais intensas, podendo durar horas e serem diárias. Normalmente são doentes muito graves e internados em CTI (Centro de Tratamento Intensivo).
  • 13. Hemodiálise Pacientes em Hemodiálise são submetidos a uma pequena cirurgia vascular onde se liga uma artéria a uma veia, criando um vaso periférico, com alto fluxo e mais resistente a punções repetidas.
  • 14. Hemodiálise A veia quando passa a receber o alto fluxo da artéria, começa a se desenvolver, crescendo e engrossando sua parede. Com o tempo a fístula adquire o aspecto mostrado na foto a seguir. Trata-se de um grande vaso bem visível, com alto fluxo e pressão de sangue e facilmente puncionável.
  • 16. Hemodiálise O problema da fístula é que esta precisa de pelo menos um mês para se tornar apta à punção pelas grossas agulhas da hemodiálise. Nem todos os pacientes podem esperar por este intervalo para começar a dialisar. Neste caso, lança-se mão do cateter de hemodiálise.
  • 17. Hemodiálise Este cateter é introduzido geralmente na veia jugular interna, localizada no pescoço, que prolonga-se até a veia cava, próximo à entrada do coração. É um procedimento de 30 minutos e o paciente pode seguir imediatamente para hemodiálise. Cateter Venoso Central para Hemodiálise
  • 18. Cateter Venoso Central Implantado na Veia Jugular Interna
  • 19. Hemodiálise: Cateter Venoso Central Apesar de já existirem cateteres de longa duração, que podem permanecer por alguns meses, eventualmente todos eles serão infectados por bactérias residentes na nossa pele. Através do cateter essas bactérias conseguem acesso a nossa circulação sanguínea podendo levar a um quadro grave de sepse.
  • 20. Cateter Venoso Central x Fístula para Hemodiálise O Cateter de Hemodiálise é uma solução provisória e deve ser sempre substituído pela fístula o mais rápido possível. Pois o cateter não consegue fluxos de sangue bons, não proporcionando uma hemodiálise tão eficiente quanto a fístula.
  • 21. Medicamentos e seu uso na Hemodiálise Os pacientes em hemodiálise, muitas vezes, necessitam de medicamentos que requerem cuidados especiais em sua administração. Os medicamentos para o controle da pressão arterial, são frequentemente utilizados e devem ser tomados diariamente, por pacientes hipertensos. Porém, alguns pacientes apresentam frequentemente (hipotensão) durante a hemodiálise, e podem ser dispensados do uso do anti-hipertensivo no dia da sessão de hemodiálise.
  • 22. Medicamentos e seu uso na Hemodiálise Os medicamentos necessários para evitar ou tratar a anemia e que podem ser usados durante ou logo após a sessão de hemodiálise são a eritropoetina e o ferro endovenoso. O ferro endovenoso pode ser usado um pouco antes do término da sessão de hemodiálise, mas a eritropoetina é, em geral, administrada logo após.
  • 23.
  • 24. Cuidados de Enfermagem Durante a Hemodiálise Antes da sessão: • Verificar os Sinais Vitais e o peso do paciente; • Esvaziar a bexiga e medir a diurese; • Verificar quais os medicamentos o paciente está fazendo uso; • Administrar a medicação prescrita;
  • 25. Cuidados de Enfermagem Durante a Hemodiálise Durante a sessão: • Administrar medicação prescrita; • Ficar atento para sangramento nasal ou cutâneo; • Observar e relatar a presença de tremores, sonolência, náuseas, vômitos, tonturas e câimbras musculares. • Providenciar dieta e hidratação durante a diálise; • Fazer controle do balanço hídrico;
  • 26. Cuidados de Enfermagem Durante a Hemodiálise Após a sessão: • Fazer curativo compressivo na região da fístula; • Pesar o paciente • Verificar Sinais Vitais • Administrar medicação prescrita • Orientar o paciente a não pegar peso com o braço da incisão, não aferir a P.A ou administrar medicação neste membro • Valorizar as queixas do paciente • Limpar e desinfetar o aparelho dialisador.
  • 27. Complicações que podem ocorrer em uma sessão de Hemodiálise As complicações podem decorrer devido a mudanças rápidas no equilíbrio dos líquidos e do sódio. Câimbras musculares Hipotensão Embolia gasosa (quando o ar penetra no sistema vascular do paciente) Hipovolemia (devido as náuseas e vômitos) Choque convulsões
  • 28. Complicações que podem ocorrer em uma sessão de Hemodiálise Extravasamentos sanguíneos (ocorre quando as linhas sanguíneas se desconectam, ou quando as agulhas de diálise são deslocadas acidentalmente Arritmias (podem resultar das alterações eletrolíticas e do PH ou a partir da remoção de medicamentos antiarrítmicos durante a hemodiálise Desequilíbrio dialítico (deslocamento de líquido cerebral
  • 29. Muitas dessas complicações podem ser evitadas se o profissional de enfermagem esteja sempre alerta e acompanhando o paciente durante a sessão
  • 30. Diálise Peritoneal A diálise peritoneal é outro tipo de tratamento que substitui as funções dos rins. O objetivo é o mesmo da hemodiálise, tirar o excesso de água e as substâncias que não são mais aproveitadas pelo corpo e que deveriam ser eliminadas através da urina. Este tipo de diálise aproveita o revestimento interior do abdômen, chamado membrana peritoneal, para filtrar o sangue.
  • 31. Diálise Peritoneal A membrana peritoneal tem muitos vasos sanguíneos. O sangue que circula na membrana peritoneal, assim como o sangue de todo o corpo, está com excesso de potássio, uréia e outras substâncias que devem ser eliminadas.
  • 32. Diálise Peritoneal Na diálise peritoneal, um liquido especial, chamado solução para diálise, entra no abdômen por meio de um tubo mole (cateter). As substâncias tóxicas passarão, aos poucos, através das paredes dos vasos sanguíneos da membrana peritoneal para a solução de diálise.
  • 33. Diálise Peritoneal Depois de algumas horas, a solução é drenada do abdômen e a seguir volta-se a encher o abdômen com uma nova solução de diálise para que o processo de purificação seja repetido. Alguns dias antes da primeira diálise, o cateter que permite a entrada e a salda da solução de diálise da cavidade abdominal é colocado através de uma pequena cirurgia feita por um cirurgião. O cateter fica instalado permanentemente.
  • 34. Diálise Peritoneal A diálise peritoneal realizada no hospital é planejada de acordo com as necessidades do paciente, tendo em vista a situação da insuficiência renal terminal. A diálise também pode ser realizada no domicílio do paciente, em local limpo e bem iluminado.
  • 35. Diálise Peritoneal Conhecida como DPAC (diálise peritoneal ambulatorial crônica), o próprio paciente introduz a solução na cavidade abdominal, fazendo três trocas diárias de quatro horas de duração e depois de drenada, uma nova solução é introduzida e assim por diante. Dependendo do caso, pode permanecer filtrando durante a noite.
  • 36. Diálise Peritoneal A DPAC permite todas as atividades comuns do dia-a- dia, viagens, exercícios, trabalho. A diálise peritoneal pode ser usada cronicamente por anos, exigindo do paciente somente visitas médicas periódicas.
  • 38. DPA - Diálise Peritoneal Automática Este é um tipo de tratamento, depois de aconselhado pelo médico assistente, que o Insuficiente Renal Crónico, pode realizar em casa, durante a noite. A Máquina (silenciosa), procede à troca dos líquidos, chamando porém à atenção para qualquer alteração. Esta máquina pode ser programada consoante as necessidades de trocas de banho de cada doente. A DPA é, segundo informações de Insuficientes Renais que a utilizam, um método através do qual se sentem libertos e considerando-o assim um dos tratamentos ideais.
  • 39. DPA - Diálise Peritoneal Automática Antes de se deitar, prepare a máquina cicladora e conecte-se
  • 40. DPA - Diálise Peritoneal Automática A cicladora efetua as trocas automaticamente durante o sono (8 a 10 horas)
  • 41. DPA - Diálise Peritoneal Automática De manhã desconecta-se da cicladora e deixa fora o sistema de diálise
  • 42. Complicações: Diálise Peritoneal Pode-se produzir uma hemorragia no ponto onde o cateter sai do corpo ou no interior do abdómen, ou pode perfurar-se um órgão interno durante a colocação do mesmo. O líquido pode extravasar e sair em volta do cateter ou ir para o interior da parede abdominal. A passagem do líquido pode ser obstruída pela presença de coágulos ou de outros resíduos.
  • 43. Complicações: Diálise Peritoneal Infecção. Esta pode localizar-se no peritoneo, na pele onde se situa o cateter ou na zona que o circunda, causando um abcesso. A infecção em geral surge por um erro na técnica de esterilização em qualquer passo do procedimento da diálise. Habitualmente, os antibióticos podem eliminá-la; caso contrário, é provável que se deva extrair o cateter até que se cure a infecção.
  • 44. Complicações: Diálise Peritoneal Outros problemas podem associar-se à diálise. É frequente que haja uma baixa concentração de albumina no sangue (hipoalbuminemia). As complicações raras compreendem o aparecimento de cicatrizes no peritoneu (esclerose peritoneal), tendo como resultado uma obstrução parcial do intestino delgado, concentrações abaixo do normal da hormona tiróidea (hipotiroidismo) e ataques epilépticos. Também é raro aparecer um elevado valor de açúcar (glicose) no sangue (hiperglicemia), excepto nos pacientes que sofrem de diabetes. Em aproximadamente 10 % dos doentes ocorrem hérnias abdominais ou inguinais.
  • 45. Complicações: Diálise Peritoneal Os doentes submetidos a diálise peritoneal podem ser propensos à obstipação, o que interfere com a saída do líquido pelo cateter. Por conseguinte, é possível que precisem de tomar laxativos ou substâncias que amoleçam a consistência das fezes. Em geral, a diálise peritoneal não é feita naquelas pessoas que têm infecções da parede abdominal, conexões anormais entre o peito e o abdómen, um enxerto de um vaso sanguíneo recentemente colocado no interior do abdómen ou uma ferida abdominal recente.
  • 46. Assistência de Enfermagem: Diálise Peritoneal Regulação do volume e drenagem de líquidos • Verificar sinais vitais; • Avaliar estado de consciência; • Registar balanço hídrico; • Alternar as posições para facilitar a drenagem; • Elevar a cabeceira da cama; • Pressionar firmemente a parte superior do abdómen com ambas as mãos se o fluxo da diálise parar;
  • 47. Assistência de Enfermagem: Diálise Peritoneal Promoção do conforto: • Administrar analgésicos de acordo com prescrição; • Proporcionar atividades lúdicas; • Encorajar o doente a mudar de posição; • Ajudar na higiene oral e na alimentação;
  • 48. Assistência de Enfermagem: Diálise Peritoneal Prevenção de complicações: • Avaliar dificuldade respiratória; • Encorajar refeições frequentes e ligeiras; • Usar técnica asséptica; • Fazer culturas do dialisado conforme as indicações; • Verificar temperatura corporal; • Observar se existem náuseas, vómitos, hipersensibilidade abdominal e drenagem turva
  • 49. O paciente com necessidade de Hemodiálise ou Diálise Peritoneal apresenta os seguintes sintomas:
  • 50. Sinais e Sintomas O paciente que necessita de hemodiálise ou diálise peritoneal irá apresentar o chamado quadro de uremia: • Rebaixamento do nível de consciência ou confusão mental • Formigamento ou câimbras • Hálito urêmico (com odor de urina) • Fraqueza, náuseas, vômitos, hemorragias digestivas, cefaléia, falta de ar, alteração da coloração da pele, prurido (coceira).
  • 51. Sinais e Sintomas O paciente também apresenta os sinais de anemia e de enfraquecimento dos ossos. Todo este quadro clínico é confrontado com resultados de exames laboratoriais de função renal, coletados no sangue. São avaliados os valores de uréia, creatinina e potássio. Esses valores, quando elevados, indicam a necessidade de Hemodiálise.