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ASPIRAÇÃO ENDOTRAQUEAL


               Rodrigo Abreu
ASPIRAÇÃO
               ENDOTRAQUEAL
                                     Consiste na aspiração
   Técnica aplicada em
                                     de secreções da região
    pacientes que não
                                     orotraqueal e
    conseguem expelir
                                     nasotraqueal, bem
    voluntariamente as
                                     como a aspiração de
    secreções pulmonares,
                                     vias aéreas artificiais.
    traqueobrônquicas,
    sangue e vômito, sem
    traumatismos, com a
    finalidade de manter as
                               Durante a aspiração pode ser
    vias aéreas permeáveis,    necessário o suporte de oxigênio
    prevenir infecções,        de acordo com o quadro clínico do
    promover trocas gasosas,   paciente (COSTA, 1999).
    incrementar a oxigenação
Na aspiração devem ser usadas
                                     sondas traqueais maleáveis,
                                     estéreis,descartáveis, nos
                                     tamanhos adequados, com três
                                     orifícios (no mínimo) na
                                     extremidade distal, dispostos
                                     lateralmente e na ponta, para que
                                     não haja colabamento da traquéia,
                                     que poderia provocar ulcerações e
                                     sangramentos.




Este procedimento expõe a sérios riscos, especialmente em
pacientes sob ventilação mecânica, devendo ser cuidadosa e
criteriosa para evitar complicações sérias como hipoxemia,
atelectasia, arritmia e infecção, entre outras (COSTA, 1999).
   Para realizar a aspiração das vias aéreas, se
    faz necessário que se tenha à mão:
    estetoscópio, fonte de oxigênio e conexões,
    sistema de vácuo e conexões, monitor
    cardiorrespiratório e saturímetro, óculos
    protetores, máscara facial, avental
    descartável, luva estéril, sondas de aspiração
    traqueal adequada à idade ou a compleição
    física, solução fisiológica a 0,9 %, compressa
    estéril, gaze estéril, seringas e ambú
    (HINRICHSEN, 2004).
Deve ser realizado de forma
asséptica, devendo antes de iniciar o
procedimento lavar as mãos com
técnica correta, abrir a ponta do
papel da sonda estéril, adaptá-la à
conexão do vácuo, abrir o vácuo e,
em seguida, calçar luvas estéreis. Em
seguida, introduz-se o cateter na
traquéia do paciente através do tubo
endotraqueal ou traqueostomia, nariz
e boca (nesta sequência, seguindo
do mais crítico para o menos crítico)
o qual deverá estar ligado a um
sistema aspirador; a aspiração será
realizada quando a ponta do cateter
estiver no interior da traquéia
(DREYER et al, 2003).
O tempo da introdução da sonda deve ser o mais rápido possível, e sua
retirada deve ser feita com movimentos circulares, produzidos com os
polegares e indicador, permitindo a limpeza das secreções com o mínimo
de dano à parede traqueal. A duração não deve ser superior a 10
segundos, pois o fator tempo é um determinante muito importante, uma
vez que o conteúdo aéreo nos pulmões fica reduzido, podendo levar a
hipóxia, já que, juntamente com as secreções, aspira-se ar (DREYER et
al, 2003).
Após o término do procedimento, a mesma sonda pode ser utilizada para
a aspiração nasal e, em seguida, oral. Naqueles pacientes que estão
recebendo nutrição enteral, interromper a sua administração durante o
procedimento, para prevenir vômitos e aspiração pulmonar (OLIVEIRA et
al, 2001; DREYER et al, 2003).
Para fluidificar, mobilizar as secreções e
estimular a tosse, deve ser instilada
intrabronquicamente pequenas
quantidades de soro fisiológico (até
5ml). Quando há risco de formação de
atelectasia, devido às rolhas de
secreção, associa-se a utilização do
ambu, sempre seguindo os cuidados de
assepsia indicados (COSTA, 1999).
Sistema Fechado de Aspiração

   É um sistema para realizar aspirações traqueais
    das secreções produzidas quando os pacientes
    estão sob entubação traqueal e necessitam de
    ventilação mecânica. É adaptado ao tubo
    orotraqueal ou à cânula de traqueostomia.
Sistema Fechado de Aspiração

   O produto consta de um
    sonda de aspiração traqueal
    que é inserida numa manga
    plástica e conectada
    diretamente ao paciente, de
    maneira que ele pode ser
    aspirado seguidamente sem
    necessidade de interrupção
    da ventilação mecânica e
    sem abertura do sistema para
    o ambiente
Sistema Fechado de Aspiração
Sistema Fechado X Sistema Aberto
   - Não precisa desconectar o
    paciente;
   - Não há mudança na FiO2;            •Necessário desconectar o paciente
   - A ventilação não é interrumpida;   •Alterações na FiO2;
   - Não há necessidade de ambuzar      •Interrupção da ventilação;
    previamente;                         •Probabilidade de ocorrer hiper
   - Mais prático, mais rápido e mais   ou hipoventilação ao ambuzar;
    fácil;
                                         •Maior tempo para realizar a técnica;
   - Menor desaturação;
                                         •Desaturação;
   - Recuperação mais rápido ao
    estado pré-aspiração;                •Tempo mais longo de recuperação
   - Reduz contato com partículas        ao estado pré-aspiração;
    suspensas no ar;                     •Contaminação com o meio externo;
   - Reduz o risco de contaminação      •Maior risco de contaminação cruzada.
    cruzada;
   - Reduz o risco de contaminação
    do paciente e do profissional.
Considerações finais

A aspirações frequentes podem colocar o cliente
 em risco de desenvolvimento de hipoxemia,
 hipotenção, arritmias e possíveis traumas da
 mucosa dos pulmões.
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  • 1. ASPIRAÇÃO ENDOTRAQUEAL Rodrigo Abreu
  • 2. ASPIRAÇÃO ENDOTRAQUEAL Consiste na aspiração  Técnica aplicada em de secreções da região pacientes que não orotraqueal e conseguem expelir nasotraqueal, bem voluntariamente as como a aspiração de secreções pulmonares, vias aéreas artificiais. traqueobrônquicas, sangue e vômito, sem traumatismos, com a finalidade de manter as Durante a aspiração pode ser vias aéreas permeáveis, necessário o suporte de oxigênio prevenir infecções, de acordo com o quadro clínico do promover trocas gasosas, paciente (COSTA, 1999). incrementar a oxigenação
  • 3. Na aspiração devem ser usadas sondas traqueais maleáveis, estéreis,descartáveis, nos tamanhos adequados, com três orifícios (no mínimo) na extremidade distal, dispostos lateralmente e na ponta, para que não haja colabamento da traquéia, que poderia provocar ulcerações e sangramentos. Este procedimento expõe a sérios riscos, especialmente em pacientes sob ventilação mecânica, devendo ser cuidadosa e criteriosa para evitar complicações sérias como hipoxemia, atelectasia, arritmia e infecção, entre outras (COSTA, 1999).
  • 4. Para realizar a aspiração das vias aéreas, se faz necessário que se tenha à mão: estetoscópio, fonte de oxigênio e conexões, sistema de vácuo e conexões, monitor cardiorrespiratório e saturímetro, óculos protetores, máscara facial, avental descartável, luva estéril, sondas de aspiração traqueal adequada à idade ou a compleição física, solução fisiológica a 0,9 %, compressa estéril, gaze estéril, seringas e ambú (HINRICHSEN, 2004).
  • 5. Deve ser realizado de forma asséptica, devendo antes de iniciar o procedimento lavar as mãos com técnica correta, abrir a ponta do papel da sonda estéril, adaptá-la à conexão do vácuo, abrir o vácuo e, em seguida, calçar luvas estéreis. Em seguida, introduz-se o cateter na traquéia do paciente através do tubo endotraqueal ou traqueostomia, nariz e boca (nesta sequência, seguindo do mais crítico para o menos crítico) o qual deverá estar ligado a um sistema aspirador; a aspiração será realizada quando a ponta do cateter estiver no interior da traquéia (DREYER et al, 2003).
  • 6. O tempo da introdução da sonda deve ser o mais rápido possível, e sua retirada deve ser feita com movimentos circulares, produzidos com os polegares e indicador, permitindo a limpeza das secreções com o mínimo de dano à parede traqueal. A duração não deve ser superior a 10 segundos, pois o fator tempo é um determinante muito importante, uma vez que o conteúdo aéreo nos pulmões fica reduzido, podendo levar a hipóxia, já que, juntamente com as secreções, aspira-se ar (DREYER et al, 2003). Após o término do procedimento, a mesma sonda pode ser utilizada para a aspiração nasal e, em seguida, oral. Naqueles pacientes que estão recebendo nutrição enteral, interromper a sua administração durante o procedimento, para prevenir vômitos e aspiração pulmonar (OLIVEIRA et al, 2001; DREYER et al, 2003).
  • 7. Para fluidificar, mobilizar as secreções e estimular a tosse, deve ser instilada intrabronquicamente pequenas quantidades de soro fisiológico (até 5ml). Quando há risco de formação de atelectasia, devido às rolhas de secreção, associa-se a utilização do ambu, sempre seguindo os cuidados de assepsia indicados (COSTA, 1999).
  • 8. Sistema Fechado de Aspiração  É um sistema para realizar aspirações traqueais das secreções produzidas quando os pacientes estão sob entubação traqueal e necessitam de ventilação mecânica. É adaptado ao tubo orotraqueal ou à cânula de traqueostomia.
  • 9. Sistema Fechado de Aspiração  O produto consta de um sonda de aspiração traqueal que é inserida numa manga plástica e conectada diretamente ao paciente, de maneira que ele pode ser aspirado seguidamente sem necessidade de interrupção da ventilação mecânica e sem abertura do sistema para o ambiente
  • 10. Sistema Fechado de Aspiração
  • 11. Sistema Fechado X Sistema Aberto  - Não precisa desconectar o paciente;  - Não há mudança na FiO2; •Necessário desconectar o paciente  - A ventilação não é interrumpida; •Alterações na FiO2;  - Não há necessidade de ambuzar •Interrupção da ventilação; previamente; •Probabilidade de ocorrer hiper  - Mais prático, mais rápido e mais ou hipoventilação ao ambuzar; fácil; •Maior tempo para realizar a técnica;  - Menor desaturação; •Desaturação;  - Recuperação mais rápido ao estado pré-aspiração; •Tempo mais longo de recuperação  - Reduz contato com partículas ao estado pré-aspiração; suspensas no ar; •Contaminação com o meio externo;  - Reduz o risco de contaminação •Maior risco de contaminação cruzada. cruzada;  - Reduz o risco de contaminação do paciente e do profissional.
  • 12. Considerações finais A aspirações frequentes podem colocar o cliente em risco de desenvolvimento de hipoxemia, hipotenção, arritmias e possíveis traumas da mucosa dos pulmões.