ANATOMIA DAS ARTÉRIAS SUPRATENTORIAIS
PEDRO AUGUSTO S. RODRIGUES
Neurocirurgia - Unicamp
PONTOS CHAVES
• Segmentação anatômica da ACI e seu trajeto no
pescoço.
• Principais ramos da ACI e locais de origem dos
mesmos.
• Identificação na angiografia dos segmentos da ACI e
dos deus ramos.
• Identificação dos joelhos da artéria carótida cavernosa
na angiografia e suas relações com os nervos
cranianos.
• Relação da ACI com o processo clinoideo anterior e com
• Limites do triângulo opticocarotídeo.
• Descrever o trajeto intracraniano da artéria oftálmica,
da artéria comunicante posterior e da artéria coroidéia
anterior.
• Relação da AComP e o III nervo; descrever o padrão
fetal dessa artéria.
• O que são artérias perfurantes , e os limites da
substância perfurada anterior.
• Descrever o percurso da artéria cerebral média,
anterior e posterior e os respectivos territórios de
irrigação (face convexa, basal ou medial). Identificar
tais artérias na angiografia.
• Identificar a artéria comunicante anterior, artéria
recorrente de Heubner e lenticuloestriadas.
• O encéfalo é irrigado por dois sistemas arteriais que se
comunicam entre si:
• SISTEMA CAROTÍDEO
• SISTEMA VERTEBRO-BASILAR
ARTÉRIA CARÓTIDA INTERNA
• A ACI se origina da ACC no nível C3-C4 ou C4-C5.
• Inicialmente possui dois segmentos, o bulbo carotídeo
e o segmento cervical (C1).
• Situa-se medialmente à ACE a medida que ascende no
pescoço, embora origina-se lateralmente a esta; é
anterior e mediamente a VJI.
• Não apresenta ramos cervicais.
Segmetação da ACI
• C1: Cervical
• C2: Petrosa
• C3: Cavernosa
• C4: Supraclinoidéa
• Segmento oftálmico
• Segmento comunicante
• Segmento coróideo
Artéria carótida cavernosa
• Está recoberta pelo gânglio trigeminal.
• Joelho posterior (mais medial) e joelho anterior (mais
lateral).
• O VI nervo é inferior e lateral a ela, no interior do seio.
Os III, IV, V1 e V2 estão na parede lateral do seio
cavernoso
• Emite três ramos importantes: tronco posterior (artéria
meningo-hipofisária), tronco ínfero-lateral e artérias
capsulares (pequenas e inconstantes).
Artéria Oftálmica
• Primeiro ramo de C4. Nasce na superfície superior do terço
médio de C4.
• Originam-se abaixo no nervo óptico acima do teto dural.
Uma parte delas tem origem no interior do seio cavernoso
(8%).
• Geralmente não emitem ramos perfurantes. O segmento
oftálmico dá origem a artérias hipofisárias superiores.
• O comprimento médio intracraniano é muito curto, cerca de
3mm.
• A artéria oftálmica pode se originar da artéria meníngea
média.
Artéria comunicante posterior
• A AComP geralmente origina-se na porção postero-
medial ou posterior de C4.
• Tem percurso posterior acima e medialmente ao III
nervo, lateralmente ao túber cinério.
• Quando a AComP mantém como fonte principal da
ACP, essa configuração é denominada fetal.
• Emite em média 8 ramos perfurantes, sendo a artéria
pré-mamilar o mais proeminente desses, irrigando túber
cinéreo, assoalho do III ventrículo.
O Triângulo Opticocarotídeo
Artéria coroidéia anterior
• Nasce do segmento C4, raramente origina-se da ACM
ou da AComP.
• Em seu trajeto, atravessa de lateral para medial o trato
óptico, assumindo posição lateral ao trato óptico ao
longo de todo seu trajeto. No corpo geniculado lateral,
a ACorA atravessa novamente o trato óptico de medial
para lateral, atingindo o ponto coroidéo inferior.
• Possui segmentos cisternas (24mm) e plexal.
Artéria Coroidéa Anterior
• Em média possuem nove ramos perfurantes, penetram
no trato óptico, no unco, pedúnculo cerebral, corno
temporal, corpo geniculado lateral, hipocampo e outros.
• Há intercâmbio significativo entre o território irrigado
por ACorA, ACP, AcomP, ACM.
• A oclusão da ACorA acarreta os 3H: hemianopsia,
hemianestesia e hemiplegia, resultados da isquemia do
braço posterior da capsula interna e do trato óptico,
radiações ópiticas e corpo geniculado lateral.
Artéria cerebral média
• Representa a maior e a mais complexa artéria cerebral.
• Surge como bifurcação da ACI, sua origem encontra-se
na extremidade medial do sulco lateral, lateralmente ao
quiasma óptico, abaixo da substância perfurada
anterior.
• Entra na cisterna opercular, circundando opérculos até
emitir ramos para o córtex.
• Ao passar pela substância perfurada anterior emite
então ramos lenticuloestriados.
Segmentação da ACM
• M1 (esfenoidal): inicia na origem da ACM e termina em
uma curva de 90 graus (joelho), na junção dos
compartimentos esfenoidal e operculoinsular. É
subdivido em seguimento pré-bifurcação e pós-
bifurcação (proximal ao joelho).
• M2 (insular): começa no joelho, onde a ACM passa
sobre o límen da ínsula e termina no sulco circular da
ínsula, a maior ramificação acontece distalmente ao
joelho, terminam no topo do sulco circular, consistindo
em 6 a 8 artérias tronco principais.
• M3 (opercular): começa no sulco circular da ínsula e
termina na superfície do sulco lateral, estão
intimamente relacionados a superfície dos opérculos
frontoparietal e temporal. Se curvão 180 graus
formando alças.
• M4 (cortical): composto por ramos que se dirigem para
a convexidade lateral. M1 se bifurca em 6 a 8 artérias
tronco principais por hemisférios, cada tronco individual
(segmento M2 ou M3) origina tipicamente de um a
cinco ramos corticais (M4), divididos em grupos
anterior, intermediário e posterior.
Ramos perfurantes da ACM
• Denominados artérias lenticuloestriadas ( média de
10).
• Nascem principalmente do segmento pré-bifurcação da
artéria cerebral média.
• São dividas no grupamento medial (menos constante),
lateral e intermédio
Ramos perfurantes
da ACM
• Medial: menos frequente,
surgem da pré-bifurcação
• Intermédia: presente em 90%
dos hemisférios. Nascem
predominantemente de na
porção pré-bifurcação, ou no
tronco principal de M1 ou ainda
de algum ramo proximal.
• Lateral: presente em quase
todos hemisférios. Pode
originar tanto de M1 (pré e pós-
bifurcação) quanto de M2.
Distribuição cortical
• A ACM irriga toda convexidade cerebral, exceto pólo
occipital, frontal nem a margem superior do hemisférios.
• A região cortical é dividida em 12 áreas de irrigação.
• O tronco principal da ACM pode dividir em três
maneiras: bifurcação (troncos superior e inferior),
trifurcação (dando origem a três troncos, superior,
médio e inferior) ou divisão em múltiplos troncos (quatro
ou mais).
• Em geral uma artéria são responsáveis pela irrigação
de cada uma das áreas corticais,
As setas indicam M2 contornando o
sulco circular da ínsula. A seta maior o
ponto silviano posterior, emergência da
artéria angular.
Artéria cerebral anterior
• Nasce na extremidade medial do sulco lateral,
lateralmente ao quiasma ópticos abaixo da substância
perfurada anterior.
• Contorna o joelho do corpo caloso indo em direção a
cisterna pericalosa, terminando no plexo coróide do III
ventrículo.
• É o menor dos dois ramos da ACI.
Segmentação da ACA
• A1 (pré-comunicante): . acima do quiasma óptico até unir-se
a AComA. A hipoplasia desse segmento correlacionasse
com a formação de aneurismas.
• A2 (infracaloso): começa na AcomA, dirige à lamina
terminal e termina na junção do rostro do corpo caloso.
• A3 (pré-caloso): se estende em torno do joelho e termina
onde a artéria se curva abruptamente para sentindo
porterior.
• A4 (supracoloso): porção anterior do segmento horizontal
• A5 (caloso posterior): porção posterior do segmento
horizontal
Artéria comunicante anterior
• Faz união das duas A1.
• O comprimento médio é de 2-3 mm com diâmetro
aproximada de 1 mm.
• Quanto maior for a diferença de tamanho entre as
artérias A1 direito e esquerdo, maior será o tamanho
da AComA.
• Pode assumir uma variedade de formas.
Artéria pericalosa
• Porção da ACA distal a AComA.
• Diferentemente da artéria calosomarginal, essa está
constantemente presente.
• Geralmente é a artéria formada pela bifurcação (próximo ao joelho
do corpo caloso) que dá origem as artérias pericalosas e
calosomarginal.
• Toda trajetória da artéria periculosa, com exceção da sua porção
posterior está abaixo da margem livre da foice cerebral.
• Irriga o corpo caloso por ramos perfurantes denominados ramos
calosos
Artéria calosomarginal
• É definida pela artéria que cursa próximo ou no sulco
do cíngulo e que dá origem a dois ou mais ramos
corticais.
• Presente em 80% dos hemisférios e seu curso é
paralelo ao da artéria pericalosa.
• Origina-se principalmente de A3, mas também de A2 e
A4,
SEGMENTO A1
SEGMENTO A2
Artéria recorrente de Heubner
• Curva-se na direção oposta a sua origem, passando acima da
bifurcação da ACI e da ACM na parte medial do sulco lateral.
• Geralmente oriundo do segmento distal de A1 ou da porção
proximal de A2 ( mais comumente de A2).
• Em seu trajeto está intimamente relacionada à porção superior ou
posterior de A1.
• Pode entrar na SPA como um único tronco ou se ramificar.
• Irriga a porção anterior do núcleo caudado, o termo anterior do
puramente, fascículo uncinado, parte âóntero-inferior do braço
anterior da cápsula interna.
Ramos perfurantes basais e corticais
• O segmento A2 dá origem a cerca de 4 ou 5 ramos
perfurantes basais, e irrigam o hipotálamo anterior, o
septo pelúcido, pilar do fornico e outros. Apresentam
variações importantes.
• Os ramos corticais irrigam o córtex, substancia branca
adjacente desde o polo frontal até o lobo parietal. São
identificados 8 ramos: orbitofrontal, frontopolar, grupo
frontal interno, paracentral e as artérias parietais
Artéria cerebral posterior
• A ACP origina-se da bifurcação da basilar unindo-se à
AComP na margem lateral da cisterna interpenducular.
Envolve o tronco encefálico em seu trajeto pelas
cisternas crural e amaines e se dirige para a porção
posterior dos hemisférios cerebrais.
• Irriga tálamo, mesencéfalo, plexo coróide, paredes do
VL e III ventrículo.
• Do ponto de vista embriológico a ACP nasce como
ramo da ACI.
Segmentação da ACP
• P1(pré-comunicante): estende-se da bifurcação da AB até a
junção da AComP. Nos casos de padrão não fetal, P1 é mais
calibroso que a AcomP.
• Os ramos relativamente constantes de P1 são:
• Artéria talamoperfurantes, que entra no encéfalo pela
substância perfurada posterior.
• Artéria coroidea póstero-medial ( dirige para III ventrículo e VL)
• Ramo para a placa colicular.
• Ramos para o pedúnculo cerebral e segmento do mesencéfalo.
Segmentação da ACP
• Segmento P2: começa na AComP, percorre cisterna
crural e circundante.
• É divida didaticamente em P2A ou segmento curral ou
peduncular, pois envolve o pedúnculo cerebral na
cisterna curral.
• O segmento P2P ou circundante, continuação de P2A.
Segmentação da ACP
• Segmento P3 ou colicular: projeta-se posteriormente a
partir borda posterior da superficie lateral do
mesencéfalo, alcançando a cisterna colicular.
• Segmento P4: incluem ramos que se dirigem para a
superfície cortical.
Ramos para ACP
• 1) Ramos perfurantes centrais para diencéfalo e
mesencéfalo
• 2) ramos ventriculares
• 3) ramos cerebrais, que irritam o córtex e o corpo
caloso
Ramos perfurantes
• Diretos e circunflexos
• Os ramos perfurantes diretos incluem as artérias
talomoperfurantes as artérias talamogeniculadas e perfurantes
pedunculares .
• As tamoperfurantes originam-se de P1(geralmente no terço
médio) e entram no encéfalo pela SPA; nascem no aspecto
posterior de P1 e na maioria dos casos, representa a maior ramo
desse vaso.
• As talamoperfurantes irrigam porção posterior do tálamo,
hipotálamo, subtálamo e parte do mesencéfalo (incluindo
substância reticular)
Ramos perfurantes
• O quadro clínico produzido por lesão das
talamogeniculadas incluem: distúrbios somestésicos,
fraqueza motora, déficit de memória, disautonomia,
diplopia, paresia do III par + tremor rural (síndrome de
Nothnagel).
• As perfurantes pendunculares nascem de P2 e
direcionam-se ao pedúnculo cerebral, irrigam os tractos
corticoespinhais e corticobulbaregs
Ramos perfurantes
• Os ramos circunflexos originam de P1 e P2, os curtos
irrigam os corpos geniculados, os longos (artérias
coliculares), os folículos.
• As talamogeniculadas originam-se diretamente de P2,
diretamente abaixo do tálamo lateral e penetram na
cisterna circundante. Irrigam a metade posterior do
tálamo lateral e a perna posterior da cápsula interna e o
trato óptico. O infarto produzido por essas perfurantes
desencadeia a Síndrome de Dejerine e Roussy: perda
contralateral das sensibilidade superficial e profunda,
dor intensa, hemianopsia homônima.
Ramos corticais
• 1) Artérias temporais inferiores
• 2) Artéria temporal anterior
• 2) Artéria hipocampo
• 3) Artéria temporal média
• 4) Artéria temporal posterior
• 5) Artéria calcaria
• 6) Artéria comum
• 7) Artéria do esplênio
Vascularizacao cerebral
Vascularizacao cerebral
Vascularizacao cerebral
Vascularizacao cerebral

Vascularizacao cerebral

  • 1.
    ANATOMIA DAS ARTÉRIASSUPRATENTORIAIS PEDRO AUGUSTO S. RODRIGUES Neurocirurgia - Unicamp
  • 2.
    PONTOS CHAVES • Segmentaçãoanatômica da ACI e seu trajeto no pescoço. • Principais ramos da ACI e locais de origem dos mesmos. • Identificação na angiografia dos segmentos da ACI e dos deus ramos. • Identificação dos joelhos da artéria carótida cavernosa na angiografia e suas relações com os nervos cranianos. • Relação da ACI com o processo clinoideo anterior e com
  • 3.
    • Limites dotriângulo opticocarotídeo. • Descrever o trajeto intracraniano da artéria oftálmica, da artéria comunicante posterior e da artéria coroidéia anterior. • Relação da AComP e o III nervo; descrever o padrão fetal dessa artéria. • O que são artérias perfurantes , e os limites da substância perfurada anterior.
  • 4.
    • Descrever opercurso da artéria cerebral média, anterior e posterior e os respectivos territórios de irrigação (face convexa, basal ou medial). Identificar tais artérias na angiografia. • Identificar a artéria comunicante anterior, artéria recorrente de Heubner e lenticuloestriadas.
  • 5.
    • O encéfaloé irrigado por dois sistemas arteriais que se comunicam entre si: • SISTEMA CAROTÍDEO • SISTEMA VERTEBRO-BASILAR
  • 6.
    ARTÉRIA CARÓTIDA INTERNA •A ACI se origina da ACC no nível C3-C4 ou C4-C5. • Inicialmente possui dois segmentos, o bulbo carotídeo e o segmento cervical (C1). • Situa-se medialmente à ACE a medida que ascende no pescoço, embora origina-se lateralmente a esta; é anterior e mediamente a VJI. • Não apresenta ramos cervicais.
  • 9.
    Segmetação da ACI •C1: Cervical • C2: Petrosa • C3: Cavernosa • C4: Supraclinoidéa • Segmento oftálmico • Segmento comunicante • Segmento coróideo
  • 11.
    Artéria carótida cavernosa •Está recoberta pelo gânglio trigeminal. • Joelho posterior (mais medial) e joelho anterior (mais lateral). • O VI nervo é inferior e lateral a ela, no interior do seio. Os III, IV, V1 e V2 estão na parede lateral do seio cavernoso • Emite três ramos importantes: tronco posterior (artéria meningo-hipofisária), tronco ínfero-lateral e artérias capsulares (pequenas e inconstantes).
  • 14.
    Artéria Oftálmica • Primeiroramo de C4. Nasce na superfície superior do terço médio de C4. • Originam-se abaixo no nervo óptico acima do teto dural. Uma parte delas tem origem no interior do seio cavernoso (8%). • Geralmente não emitem ramos perfurantes. O segmento oftálmico dá origem a artérias hipofisárias superiores. • O comprimento médio intracraniano é muito curto, cerca de 3mm. • A artéria oftálmica pode se originar da artéria meníngea média.
  • 16.
    Artéria comunicante posterior •A AComP geralmente origina-se na porção postero- medial ou posterior de C4. • Tem percurso posterior acima e medialmente ao III nervo, lateralmente ao túber cinério. • Quando a AComP mantém como fonte principal da ACP, essa configuração é denominada fetal. • Emite em média 8 ramos perfurantes, sendo a artéria pré-mamilar o mais proeminente desses, irrigando túber cinéreo, assoalho do III ventrículo.
  • 18.
  • 20.
    Artéria coroidéia anterior •Nasce do segmento C4, raramente origina-se da ACM ou da AComP. • Em seu trajeto, atravessa de lateral para medial o trato óptico, assumindo posição lateral ao trato óptico ao longo de todo seu trajeto. No corpo geniculado lateral, a ACorA atravessa novamente o trato óptico de medial para lateral, atingindo o ponto coroidéo inferior. • Possui segmentos cisternas (24mm) e plexal.
  • 21.
    Artéria Coroidéa Anterior •Em média possuem nove ramos perfurantes, penetram no trato óptico, no unco, pedúnculo cerebral, corno temporal, corpo geniculado lateral, hipocampo e outros. • Há intercâmbio significativo entre o território irrigado por ACorA, ACP, AcomP, ACM. • A oclusão da ACorA acarreta os 3H: hemianopsia, hemianestesia e hemiplegia, resultados da isquemia do braço posterior da capsula interna e do trato óptico, radiações ópiticas e corpo geniculado lateral.
  • 27.
    Artéria cerebral média •Representa a maior e a mais complexa artéria cerebral. • Surge como bifurcação da ACI, sua origem encontra-se na extremidade medial do sulco lateral, lateralmente ao quiasma óptico, abaixo da substância perfurada anterior. • Entra na cisterna opercular, circundando opérculos até emitir ramos para o córtex. • Ao passar pela substância perfurada anterior emite então ramos lenticuloestriados.
  • 29.
    Segmentação da ACM •M1 (esfenoidal): inicia na origem da ACM e termina em uma curva de 90 graus (joelho), na junção dos compartimentos esfenoidal e operculoinsular. É subdivido em seguimento pré-bifurcação e pós- bifurcação (proximal ao joelho). • M2 (insular): começa no joelho, onde a ACM passa sobre o límen da ínsula e termina no sulco circular da ínsula, a maior ramificação acontece distalmente ao joelho, terminam no topo do sulco circular, consistindo em 6 a 8 artérias tronco principais.
  • 30.
    • M3 (opercular):começa no sulco circular da ínsula e termina na superfície do sulco lateral, estão intimamente relacionados a superfície dos opérculos frontoparietal e temporal. Se curvão 180 graus formando alças. • M4 (cortical): composto por ramos que se dirigem para a convexidade lateral. M1 se bifurca em 6 a 8 artérias tronco principais por hemisférios, cada tronco individual (segmento M2 ou M3) origina tipicamente de um a cinco ramos corticais (M4), divididos em grupos anterior, intermediário e posterior.
  • 36.
    Ramos perfurantes daACM • Denominados artérias lenticuloestriadas ( média de 10). • Nascem principalmente do segmento pré-bifurcação da artéria cerebral média. • São dividas no grupamento medial (menos constante), lateral e intermédio
  • 37.
    Ramos perfurantes da ACM •Medial: menos frequente, surgem da pré-bifurcação • Intermédia: presente em 90% dos hemisférios. Nascem predominantemente de na porção pré-bifurcação, ou no tronco principal de M1 ou ainda de algum ramo proximal. • Lateral: presente em quase todos hemisférios. Pode originar tanto de M1 (pré e pós- bifurcação) quanto de M2.
  • 38.
    Distribuição cortical • AACM irriga toda convexidade cerebral, exceto pólo occipital, frontal nem a margem superior do hemisférios. • A região cortical é dividida em 12 áreas de irrigação. • O tronco principal da ACM pode dividir em três maneiras: bifurcação (troncos superior e inferior), trifurcação (dando origem a três troncos, superior, médio e inferior) ou divisão em múltiplos troncos (quatro ou mais). • Em geral uma artéria são responsáveis pela irrigação de cada uma das áreas corticais,
  • 42.
    As setas indicamM2 contornando o sulco circular da ínsula. A seta maior o ponto silviano posterior, emergência da artéria angular.
  • 43.
    Artéria cerebral anterior •Nasce na extremidade medial do sulco lateral, lateralmente ao quiasma ópticos abaixo da substância perfurada anterior. • Contorna o joelho do corpo caloso indo em direção a cisterna pericalosa, terminando no plexo coróide do III ventrículo. • É o menor dos dois ramos da ACI.
  • 45.
    Segmentação da ACA •A1 (pré-comunicante): . acima do quiasma óptico até unir-se a AComA. A hipoplasia desse segmento correlacionasse com a formação de aneurismas. • A2 (infracaloso): começa na AcomA, dirige à lamina terminal e termina na junção do rostro do corpo caloso. • A3 (pré-caloso): se estende em torno do joelho e termina onde a artéria se curva abruptamente para sentindo porterior. • A4 (supracoloso): porção anterior do segmento horizontal • A5 (caloso posterior): porção posterior do segmento horizontal
  • 46.
    Artéria comunicante anterior •Faz união das duas A1. • O comprimento médio é de 2-3 mm com diâmetro aproximada de 1 mm. • Quanto maior for a diferença de tamanho entre as artérias A1 direito e esquerdo, maior será o tamanho da AComA. • Pode assumir uma variedade de formas.
  • 49.
    Artéria pericalosa • Porçãoda ACA distal a AComA. • Diferentemente da artéria calosomarginal, essa está constantemente presente. • Geralmente é a artéria formada pela bifurcação (próximo ao joelho do corpo caloso) que dá origem as artérias pericalosas e calosomarginal. • Toda trajetória da artéria periculosa, com exceção da sua porção posterior está abaixo da margem livre da foice cerebral. • Irriga o corpo caloso por ramos perfurantes denominados ramos calosos
  • 50.
    Artéria calosomarginal • Édefinida pela artéria que cursa próximo ou no sulco do cíngulo e que dá origem a dois ou mais ramos corticais. • Presente em 80% dos hemisférios e seu curso é paralelo ao da artéria pericalosa. • Origina-se principalmente de A3, mas também de A2 e A4,
  • 52.
  • 53.
  • 54.
    Artéria recorrente deHeubner • Curva-se na direção oposta a sua origem, passando acima da bifurcação da ACI e da ACM na parte medial do sulco lateral. • Geralmente oriundo do segmento distal de A1 ou da porção proximal de A2 ( mais comumente de A2). • Em seu trajeto está intimamente relacionada à porção superior ou posterior de A1. • Pode entrar na SPA como um único tronco ou se ramificar. • Irriga a porção anterior do núcleo caudado, o termo anterior do puramente, fascículo uncinado, parte âóntero-inferior do braço anterior da cápsula interna.
  • 57.
    Ramos perfurantes basaise corticais • O segmento A2 dá origem a cerca de 4 ou 5 ramos perfurantes basais, e irrigam o hipotálamo anterior, o septo pelúcido, pilar do fornico e outros. Apresentam variações importantes. • Os ramos corticais irrigam o córtex, substancia branca adjacente desde o polo frontal até o lobo parietal. São identificados 8 ramos: orbitofrontal, frontopolar, grupo frontal interno, paracentral e as artérias parietais
  • 61.
    Artéria cerebral posterior •A ACP origina-se da bifurcação da basilar unindo-se à AComP na margem lateral da cisterna interpenducular. Envolve o tronco encefálico em seu trajeto pelas cisternas crural e amaines e se dirige para a porção posterior dos hemisférios cerebrais. • Irriga tálamo, mesencéfalo, plexo coróide, paredes do VL e III ventrículo. • Do ponto de vista embriológico a ACP nasce como ramo da ACI.
  • 62.
    Segmentação da ACP •P1(pré-comunicante): estende-se da bifurcação da AB até a junção da AComP. Nos casos de padrão não fetal, P1 é mais calibroso que a AcomP. • Os ramos relativamente constantes de P1 são: • Artéria talamoperfurantes, que entra no encéfalo pela substância perfurada posterior. • Artéria coroidea póstero-medial ( dirige para III ventrículo e VL) • Ramo para a placa colicular. • Ramos para o pedúnculo cerebral e segmento do mesencéfalo.
  • 63.
    Segmentação da ACP •Segmento P2: começa na AComP, percorre cisterna crural e circundante. • É divida didaticamente em P2A ou segmento curral ou peduncular, pois envolve o pedúnculo cerebral na cisterna curral. • O segmento P2P ou circundante, continuação de P2A.
  • 64.
    Segmentação da ACP •Segmento P3 ou colicular: projeta-se posteriormente a partir borda posterior da superficie lateral do mesencéfalo, alcançando a cisterna colicular. • Segmento P4: incluem ramos que se dirigem para a superfície cortical.
  • 68.
    Ramos para ACP •1) Ramos perfurantes centrais para diencéfalo e mesencéfalo • 2) ramos ventriculares • 3) ramos cerebrais, que irritam o córtex e o corpo caloso
  • 69.
    Ramos perfurantes • Diretose circunflexos • Os ramos perfurantes diretos incluem as artérias talomoperfurantes as artérias talamogeniculadas e perfurantes pedunculares . • As tamoperfurantes originam-se de P1(geralmente no terço médio) e entram no encéfalo pela SPA; nascem no aspecto posterior de P1 e na maioria dos casos, representa a maior ramo desse vaso. • As talamoperfurantes irrigam porção posterior do tálamo, hipotálamo, subtálamo e parte do mesencéfalo (incluindo substância reticular)
  • 70.
    Ramos perfurantes • Oquadro clínico produzido por lesão das talamogeniculadas incluem: distúrbios somestésicos, fraqueza motora, déficit de memória, disautonomia, diplopia, paresia do III par + tremor rural (síndrome de Nothnagel). • As perfurantes pendunculares nascem de P2 e direcionam-se ao pedúnculo cerebral, irrigam os tractos corticoespinhais e corticobulbaregs
  • 76.
    Ramos perfurantes • Osramos circunflexos originam de P1 e P2, os curtos irrigam os corpos geniculados, os longos (artérias coliculares), os folículos. • As talamogeniculadas originam-se diretamente de P2, diretamente abaixo do tálamo lateral e penetram na cisterna circundante. Irrigam a metade posterior do tálamo lateral e a perna posterior da cápsula interna e o trato óptico. O infarto produzido por essas perfurantes desencadeia a Síndrome de Dejerine e Roussy: perda contralateral das sensibilidade superficial e profunda, dor intensa, hemianopsia homônima.
  • 77.
    Ramos corticais • 1)Artérias temporais inferiores • 2) Artéria temporal anterior • 2) Artéria hipocampo • 3) Artéria temporal média • 4) Artéria temporal posterior • 5) Artéria calcaria • 6) Artéria comum • 7) Artéria do esplênio