Circulação pulmonar
(pequena circulação)
O sangue venoso, pobre em oxigênio e rico em dióxido de
carbono e resíduos do metabolismo celular, volta ao coração
através das veias cavas e desemboca no átrio direito.
Do átrio direito, o sangue passa ao ventrículo direito através da
válvula tricúspide e é bombeado para os pulmões através das
artérias pulmonares, mas, para chegar às artérias pulmonares,
passa pela válvula semilunar.
No pulmão, o sangue sofre a hematose e retorna para o átrio
esquerdo através das veias pulmonares.
3.
Circulação sistêmica (grandecirculação)
Do átrio esquerdo, o sangue chega ao ventrículo esquerdo após
passar pela válvula mitral ou bicúspide. Do ventrículo esquerdo,
o sangue passa pela válvula semilunar aórtica e é bombeado
para todo o organismo através da artéria aorta.
Esta se divide em artéria aorta ascendente, arco da aorta e aorta
descendente, que possui o ramo torácico e o ramo abdominal, e
é por meio desses ramos que o sangue circula para os órgãos.
4.
Circulação sistêmica (grandecirculação)
O coração bombeia em média 5 litros de sangue por minuto,
quando em repouso. O volume de sangue bombeado por cada
lado do coração em um minuto é chamado de débito cardíaco.
A contração dos ventrículos é chamada de sístole e o seu
relaxamento de diástole. Os ruídos cardíacos ouvidos quando se
ausculta o coração com um estetoscópio são chamados de
bulhas cardíacas, e são resultado do fechamento das válvulas
cardíacas.
5.
Circulação sistêmica (grandecirculação)
A frequência com que o coração contrai é denominada de
frequência cardíaca. No adulto em repouso, esta varia de 50 a 95
batimentos por minuto. A frequência cardíaca acima dos limites
normais é chamada taquicardia e abaixo, bradicardia.
6.
Vasos Sanguíneos
Osvasos sanguíneos formam uma rede de tubos que transportam
sangue do coração em direção aos tecidos do corpo e de volta ao
coração. São constituídos por veias, artérias e capilares.
Veia, artéria e capilar
7.
Vasos Sanguíneos
Osvasos sanguíneos podem ser divididos em sistema arterial e
sistema venoso, conforme descrito a seguir.
• Sistema arterial:
Constitui um conjunto de vasos que, partindo do coração, vão se
ramificando, cada ramo em menor calibre, até atingirem os capilares.
• Sistema venoso:
Forma um conjunto de vasos que, partindo dos tecidos, vão se
formando em ramos de maior calibre até atingirem o coração.
8.
Vasos Sanguíneos
• Artérias:
Sãovasos de parede espessa que saem do coração levando sangue
para os órgãos e tecidos do corpo. Compõem-se de três camadas: a
mais interna, chamada endotélio, formada por uma única camada de
células achatadas; a mediana, constituída por tecido muscular liso; e
a mais externa, formada por tecido conjuntivo, rico em fibras
elásticas.
9.
Vasos Sanguíneos
• Arteríolas:
Asartérias vão se bifurcando e se ramificando até formarem as
arteríolas, que são os vasos arteriais de menor calibre antes de
chegar aos capilares. As arteríolas possuem na sua parede um
músculo liso, que responde a estímulos nervosos ou endócrinos, se
contraindo ou relaxando.
Sua contração diminui o calibre do vaso e é conhecida como
vasoconstrição, e seu relaxamento aumenta seu calibre e é conhecido
como vasodilatação.
10.
Vasos Sanguíneos
• Capilares:
Sãoos vasos sanguíneos de menor calibre e sua parede pode ter
apenas uma camada de células de espessura. Estão distribuídos por
todo o organismo, formando uma rede que está em íntimo contato
com todas as células.
Suas paredes finas permitem que haja troca de substâncias entre as
células dos tecidos e o sangue: oxigênio e nutrientes são liberados
para as células que por sua vez se desfazem do dióxido de carbono e
dos resíduos metabólicos.
11.
Vasos Sanguíneos
• Veias:
Sãovasos que chegam ao coração, trazendo o sangue dos órgãos e
tecidos. A parede das veias, assim como a das artérias, também é
formada por três camadas. A diferença, porém, é que a camada
muscular e a conjuntiva são menos espessas que suas
correspondentes arteriais.
Além disso, diferentemente das artérias, as veias de maior calibre
apresentam válvulas em seu interior, que impedem o refluxo de
sangue e garante sua circulação em um único sentido.
12.
Circulação Arterial eVenosa
• Veias:
São vasos que chegam ao coração, trazendo o sangue dos órgãos e
tecidos. A parede das veias, assim como a das artérias, também é
formada por três camadas. A diferença, porém, é que a camada
muscular e a conjuntiva são menos espessas que suas
correspondentes arteriais.
Além disso, diferentemente das artérias, as veias de maior calibre
apresentam válvulas em seu interior, que impedem o refluxo de
sangue e garante sua circulação em um único sentido.
Circulação arterial
Aprincipal artéria do organismo é a aorta, que tem origem no
ventrículo esquerdo, e em seguida, dirige-se para a direita, e
para cima dentro do mediastino médio, constituindo a artéria
aorta ascendente, da qual têm origem as artérias coronárias.
A partir daí, curva-se para a esquerda e para trás, adentrando no
mediastino superior e formando o arco aórtico, ao nível da
segunda articulação esternocostal do lado direito, do qual são
emitidos o tronco arterial braquiocefálico, a artéria carótida
comum esquerda e a artéria subclávia esquerda.
15.
Circulação arterial
Aartéria aorta descendente, formada a partir de T4, constitui a
continuação do arco aórtico e possui uma parte torácica e outra
abdominal.
A parte torácica da aorta desce no mediastino posterior,
inicialmente à esquerda da coluna vertebral, aproximando-se da
linha mediana à medida que desce, sendo sua terminação
anterior à coluna vertebral.
Esta parte da aorta descendente constitui uma importante fonte
da irrigação da parede do tórax, e seus ramos intercostais
posteriores formam com os ramos da torácica interna uma via
de circulação colateral em caso de obstrução progressiva da
aorta.
16.
Circulação arterial
Aparte abdominal da aorta descendente começa entre T12 e L1,
e termina ao nível de L4, ao dividir-se em artérias ilíacas
comuns. A artéria relaciona-se, anteriormente, com o tronco
celíaco, o pâncreas, a bolsa omental, a veia renal esquerda, a
parte ascendente do duodeno e a raiz do mesentério.
À direita, relaciona-se com a cisterna do quilo, o ducto torácico e
a veia cava inferior. A aorta abdominal fornece praticamente
toda a irrigação parietal e visceral do abdome, além de dar
origem às artérias ilíacas que suprem a pelve e os membros
inferiores.
17.
Circulação arterial
Outraartéria que possui função importante é a artéria
pulmonar, afinal ela transporta o sangue proveniente do coração
até o pulmão para sofrer o processo chamado hematose. Tem
origem como projeção do ventrículo direito.
Recoberto pelo pericárdio fibroso e projeta-se para cima, numa
extensão de 5cm, situando-se à esquerda da aorta ascendente,
onde se divide em artéria pulmonar direita e artéria pulmonar
esquerda.
18.
Circulação arterial
Asartérias cerebrais anteriores (ramos da artéria carótida interna)
e as artérias cerebrais posteriores (ramos da artéria basilar)
formam o círculo arterial do cérebro (polígono de Willis), do qual
se originam as artérias que irrigam a maior parte do encéfalo.
A partir da borda externa da primeira costela, as artérias
subclávias são denominadas artérias axilares (direita e esquerda),
as quais emitem ramos que irrigam a axila, o tórax e o ombro.
As artérias axilares continuam como artérias braquiais (direita e
esquerda), que emitem ramos que irrigam o ombro e o braço e, no
cotovelo, se dividem em artérias radial e ulnar, as quais correm
pelo antebraço e emitem ramos que irrigam o antebraço e o
cotovelo.
19.
Circulação arterial
Aartéria ulnar, ao deixar o antebraço, divide-se em um ramo
palmar profundo (que se une à artéria radial para formar o arco
palmar profundo) e no arco palmar superficial, que emite ramos
digitais palmares.
Deste modo, ocorre a irrigação da mão e de seus dedos. As
artérias ilíacas comuns, direita e esquerda, se dividem, em cada
membro inferior, em artérias ilíacas interna e externa.
20.
Circulação arterial
Aartéria ilíaca interna (hipogástrica) emite ramos parietais e
viscerais, enquanto que a artéria ilíaca externa, abaixo do
ligamento inguinal, continua descendo pela coxa como artéria
femoral, a qual emite ramos que irrigam a parede abdominal
inferior, a genitália externa e o membro inferior.
Na fossa poplítea (área atrás do joelho), a artéria femoral é
denominada artéria poplítea, a qual emite ramos que irrigam o
joelho e, na perna, termina se dividindo na artéria tibial anterior,
que emite ramos que irrigam a região anterior da perna e o
tornozelo e continua como a artéria dorsal do pé que termina
em um ramo plantar profunda, formando o arco plantar.
21.
Circulação arterial
Doarco plantar saem as artérias metatársicas plantares, que se
anastomosam com as artérias metatársicas dorsais, ramos da
artéria dorsal do pé, que originam as artérias digitais dorsais, e
as artérias digitais plantares, irrigando o pé e seus dedos.
Estas artérias se dividem em ramos progressivamente menores
até os capilares sistêmicos, que realizam trocas gasosas com os
tecidos, ou seja, o oxigênio (O2) dos capilares se difundem para
os tecidos e o gás carbônico (CO2) do metabolismo dos tecidos
se difunde para o interior dos capilares.
22.
Circulação venosa
Estescapilares sistêmicos, carregando sangue desoxigenado
(venoso), unem-se em vênulas e veias. Todas as veias da
circulação sistêmica drenam para as veias cavas superior e
inferior ou ao seio coronário (como as veias que drenam o
coração), desembocando no átrio direito.
Tanto nos membros superiores quanto nos membros inferiores,
a drenagem venosa se faz pelos sistemas venosos: superficial e
profundo.
Em relação aos membros superiores, no que se refere ao
sistema superficial, as artérias digitais palmares e dorsais e veias
profundas formam a rede venosa dorsal da mão.
23.
Circulação venosa
Asduas veias mais importantes que sobem deste arco são as
cefálica e basílica. A veia cefálica origina-se do lado radial da
rede venosa dorsal e percorre o antebraço até desembocar na
artéria axilar. A veia basílica origina-se do lado ulnar da rede
venosa dorsal e caminha pelo antebraço até unir-se à veia
braquial, formando a veia axilar.
A veia mediana do antebraço origina-se na rede venosa palmar,
sobe pelo antebraço anterior entre as veias cefálica e basílica e,
no cotovelo, se une à veia basílica ou à veia cefálica ou à veia
mediana do cotovelo. A veia mediana do cotovelo liga as
artérias basílica e cefálica na parte anterior do cotovelo.
24.
Circulação venosa
Osistema profundo, em relação aos membros superiores, é
formado por veias satélites, que acompanham em dupla as
artérias. As veias braquiais, originadas das veias radiais e
ulnares, são veias profundas que acompanham a artéria
braquial, formando a veia axilar ao se juntar com a veia basílica.
A veia axilar, na borda externa da primeira costela, continua
como veia subclávia, a qual acompanha a artéria subclávia. A
veia subclávia (direita e esquerda) se junta à veia jugular interna
(que drena parte da cabeça e do pescoço), formando a veia
braquiocefálica (direita e esquerda). As veias braquiocefálicas
direita e esquerda se unem para formar a veia cava superior.
25.
Circulação venosa
Nosmembros inferiores, no que diz respeito ao sistema
superficial, as veias digitais formam as veias metatársicas
dorsais, que desembocam no arco venoso dorsal, o qual se
comunica com o arco venoso plantar. Do lado medial do arco
venoso dorsal, ascende à veia safena magna pela região
anteromedial da perna e da coxa e termina na veia femural.
Do lado lateral do arco venoso dorsal, ascende à veia safena
parva pela região posterior da perna, até desembocar na veia
poplítea, na região posterior do joelho. As veias perfurantes (ou
conectantes) conectam as veias superficiais às veias profundas.
26.
Circulação venosa
Nocaso do sistema profundo para os membros inferiores, as
veias digitais plantares juntam-se com a rede venosa plantar
para formar as veias metatársicas plantares, as quais se unem
formando o arco venoso plantar, do qual emergem veias
plantares laterais e mediais que se unem para formar as veias
tibiais posteriores, que recebem as veias fibulares e unem-se
com as veias tibiais anteriores para formar as veias poplíteas, as
quais continuam como veias femorais, que se tornam as veias
ilíacas externas.
27.
Circulação venosa
Asveias glútea superior e inferior, as veias pudendas internas, a
veia dorsal profunda do pênis (que drena para o plexo
prostático) ou do clitóris (que drena para o plexo vesical)
acompanham as artérias e, como os plexos venosos retal,
vesical, prostático, uterino, vaginal e sacral, desembocam na
veia ilíaca interna (hipogástrica).
As veias ilíacas externas se unem às veias ilíacas internas para
formar as veias ilíacas comuns (direita e esquerda), que formam
a veia cava inferior, a qual ascende à direita da aorta.
28.
Circulação venosa
Aveia gonadal (testicular e ovárica) direita e a veia suprarrenal
direita desembocam na veia cava inferior. As esquerdas
desembocam na veia renal esquerda. As veias renais (direita e
esquerda) desembocam na veia cava inferior.
As veias frênicas inferiores direitas desembocam na veia cava
inferior e as veias cavas inferiores e esquerdas desembocam na
suprarrenal esquerda, na renal esquerda ou na veia cava inferior.
29.
Circulação venosa
Asveias hepáticas são várias veias que recebem sangue das
veias centrais do fígado e que desembocam na veia cava inferior.
As veias lombares são 4 ou 5 veias de cada lado, que
acompanham as artérias lombares, drenam a parede posterior
do abdome, o canal vertebral, a medula espinhal e as meninges,
e desembocam na veia cava inferior ou na ilíaca comum.
A veia lombar ascendente direita se une à veia subcostal direita
para formar a veia ázigos. A veia lombar ascendente esquerda se
une à veia subcostal esquerda para formar a veia hemiázigos.
30.
Circulação venosa
Aveia retal (ou hemorroidária) superior (que drena a parte
superior do plexo retal) e veia cólica esquerda (que acompanha
a artéria cólica esquerda) desembocam na veia mesentérica
inferior. A veia mesentérica inferior acompanha a artéria
mesentérica inferior e desemboca na veia esplênica (lienal).
A veia esplênica (lienal) (formada por diversos ramos no hilo do
baço) e a veia mesentérica superior (acompanha a artéria
mesentérica superior) se unem para formar a veia porta, a qual
recebe a veia gástrica esquerda (que acompanha a artéria
gástrica esquerda) e, no hilo hepático, a veia porta divide-se em
ramos direito e esquerdo.
31.
Circulação venosa
Osangue venoso da veia porta (vindo dos intestinos) alcança,
então, os sinusoides hepáticos, que drenam para as veias
hepáticas, as quais desembocam na veia cava inferior.