Uso do efluente tratado na agricultura
Vantagens e Limitações
“AGRICULTURA - A INDÚSTRIA DO FUTURO”
Alimento

Fibras

Energia

Materiais

Saúde

Químicos
Uso da água
O problema da escassez de
água é agravada em virtude
da falta de manejo e uso
sustentável
dos
recursos
naturais.

A

demanda crescente por
água tem feito do reuso
planejado deste recurso
um tema atual e de grande
importância.
Uso da água
Atualmente de toda
água retirada da
natureza
• 70% é destinada à
agricultura irrigada
• 12% aos processos
industriais
• 8% ao consumo
humano.
Sustentabilidade
Uso de resíduos como
fertilizantes e/ou corretivos
• Compostagem
• Fossa Séptica Biodigestora
• Biodigestores anaeróbios tipo “Canadense”
A OFERTA DE FERTILIZANTES NO BRASIL

30

29,77

25

Milhões de t

20

15

17,3
12,90
9,67

10
7,15
5

2,8

5,27
0,48

0
1994

1995

1996

1997

IM P OR TAÇÃO

1998

1999

2000

P R ODUÇÃO

Fonte: ANDA (2008) e MDIC (2008) / Ali Aldersi Saab.

2001

2002

2003
TOTAL

2004

2005

2006
ES TOQUE

2007
Produção e Importação de fertilizantes no Brasil (estimativa 2007
(Participação da produção nacional e da importações na oferta total)
Insumos

Produção

Total NPK (%, mil t)

Importação

Nitrogênio (%, mil t)
96%
533

75%

73%

68%

2.318

8.613
1.578

32%
747

27%

757

3.253

4%
1983

1983

2007

Fósforo (%, mil t)

25%
757

2006

Potássio (%, mil t)

100%

100%

1.045

727

91%
4.096

49%

51%

2.107

2.199
289

9%
0%

0%
1983

2007

Fonte: ANDA (Estimativa 2007: MB Agro) / Ali Aldersi Saab

1983

2007
Fonte: ANDA (2013).
Fonte: ANDA (2013).
USO DE RESÍDUOS AGRÍCOLAS
COMO FERTILIZANTES

DIMINUIÇÃO DO IMPACTO ECONÔMICO DEVIDO
ÀS IMPORTAÇÕES
DIMINUIÇÃO DA PRESSÃO ÀS RESERVAS
MINERAIS
Análise do efluente
Uso de resíduos agrícolas no
solo requer antecipadamente:
• Análise de elementos tóxicos fixos e lixiviáveis
• Análise de microorganismos patogênicos

• Análise da dosagem a ser utilizada em função
do tipo de solo e de cultura
• Avaliação qualidade do solo e da planta após
períodos pré-determinados, para saber se há
algum efeito não previsto.
~20 dias

Efluente
tratado

Adubo
orgânico
Aspecto do efluente gerado
-Líquido
-“sem odores”

-Valores admissíveis de
coliformes
termotolerantes
(0 a 104 UFC/100 mL)
O uso do efluente tratado no
solo...
• Do ponto de vista da engenharia sanitária:
– É um excelente sistema de depuração (tratamento
terciário)

• Do ponto de vista do agricultor:
– É um excelente fertilizante
Mas o uso deve ser feito com critério:
• Somente no solo
• Não usar aspersão ou adubação folear
• Não pode entrar em contato direto com
alimento
• Usar de forma dosada (Nitrogênio Total ~ 500
mg/L)
• No caso de pastagem, deve ser preservado
um período de carência (mínimo de 20 dias),
– Neste caso recomenda-se o uso de um filtro de
areia prévio para eliminar algum ovo de helminto
Diretrizes do PROSAB para o uso
agrícola de esgotos sanitários

FLORENCIO, L.; BASTOS,
R.K.X.; AISSE, M.M. Reuso das
águas de esgoto sanitário
inclusive desenvolvimento de
tecnologias de tratamento
para esse fim. Rio de Janeiro:
ABES, 2006. 427 p. Projeto
PROSAB.
Características químicas do efluente
do ponto de vista de macronutrientes
pH
Nitrogênio Total (mg / L)
Fósforo Total (mg fosfato / L)
Potássio (mg / L)
Carbono (mg / L)

8,0-8,5
~ 500
~ 50
~ 100
~ 240
Resultados – Micronutrientes solúveis e
Sódio
300

Na
K
P
Ca
Mg

250

Fe
Mn
Zn
Cu

1,0

-1

0,8
mg L

mg L

-1

200

1,2

150

0,6

100

0,4

50

0,2

0

0,0
FSC3

1O3

2O3

3O3

1B3

2B3

3B3

FSC3

1O3

Amostras de efluente da terceira caixa: média de 3 coletas.

2O3

3O3

1B3

2B3

3B3
Matéria Orgânica (M.O.)
Os resíduos provenientes do tratamento de
esgoto são ricos em M.O.:
● melhora o estado de agregação das
partículas do solo;
● diminui a densidade;
● aumenta a aeração;

● capacidade de retenção de água;
● aumenta o poder tampão do solo;

Logan et al., 1996.
Problemas do uso de material orgânico
não estabilizado no solo
•

A explosão da atividade microbiana provocando deficiência de
oxigênio para as raízes,

•

Aumento excessivo da temperatura do solo devido à atividade
microbiana,

•

Efeito competitivo entre as bactérias e as plantas pelos mesmos
nutrientes (N, P),

•

Diminuição da quantidade final de matéria orgânica do solo,

•

Possibilidade da transmissão de doenças ou pragas.
Fotos de pés de graviola. a) Aplicação de adubação química e b) aplicação do
efluente o biodigestor.
Uso do efluente tratado no Solo












Fazenda Santa Cândida
Latossolo Vermelho/Amarelo –
fase arenosa
Plantação de goiaba (250
Ton/ano em 20 ha)
Adubação mineral/efluente –
50L/planta a cada 3 meses
Coleta em agosto/2006
Adubados com efluente e NPK,
solo sem efluente e de mata
0-10; 10-20 e 20-40 cm
Aplicação no solo: pH e Condutividade
Amostras
CE
NPK
SE
M

pH
0-10cm
5,15 ± 0,01
4,81 ± 0,01
4,84 ± 0,01
3,57 ± 0,01

✔
✔

10-20cm
4,59 ± 0,01
4,40 ± 0,01
4,81 ± 0,01
3,64 ± 0,01

20-40cm
4,68 ± 0,01
4,47 ± 0,01
4,91 ± 0,01
3,73 ± 0,01

Maior valor de pH na camada de 0-10cm;
Calagem;

CE – com efluente; NPK – nitrogênio, fósforo e potássio; SE – sem efluente; M – mata.
Faustino, 1997.
Aplicação no solo: Condutividade Elétrica
Amostra
CE
NPK
SE
M

Condutividade a 25ºC (dS/m)
0-10cm
0,18 ± 0,01
0,20 ± 0,00
0,17 ± 0,01
0,33 ± 0,00

10-20cm
0,14 ± 0,01
0,11 ± 0,01
0,19 ± 0,01
0,20 ± 0,01

20-40cm
0,12 ± 0,01
0,10 ± 0,01
0,15 ± 0,03
0,19 ± 0,01

Condutividade – teor de sais;
✔ Não observou-se excesso de
sais nos solos analisados;
✔ 0,0-2,0 dS/m, os efeitos de salinidade são geralmente negligenciáveis.
✔

CE – com efluente; NPK – nitrogênio, fósforo e potássio; SE – sem efluente; M – mata.
Faustino, 1997.
Carbono Total
2,5
2,0

FIL - Humificação

0-10 cm
10-20 cm
20-40 cm

%C

1,5
1,0

0,5
0,0
CE

NPK

M
MAS...
Condutividade elétrica do efluente está
entre 3 e 5 dS / cm
Concentração considerável de sais
Água pode ser classificada como salobra
Efeito da salinização nas plantas

Planta absorve água do
solo

Solo Normal

Raiz

H2 O
H2O
H2O

H2O

H2 O

H2 O

H2O
Efeito da salinização nas plantas
Planta perde água para o solo
por osmose

Solo Sanilizado

Raiz

Excesso de
Sais

H2 O
H2O

Excesso de
Sais

H2O

H2 O

H2O

Excesso de
Sais
H2 O

H2O
H2O

Excesso de
Sais
Efeito do íon sódio na
desestruturação da argila
Na+

+

Na+
Na+
Na+
Na+
Na+

Na+

Na+

Na+

Na+ Na+
Argila
Desestruturada

Argila

(desfoleada)

Boa capacidade de absorção de água

Baixa capacidade de absorção de água

Boa CTC

Baixa CTC
EFLUENTE DE ESGOTO TRATADO PARA USO EM
IRRIGAÇÃO

Santos et al., Eclética Química, 2009
EFLUENTE DE ESGOTO TRATADO PARA USO EM
IRRIGAÇÃO

Santos et al., Eclética Química, 2009
Efluente na citricultura

Cooperação com Eng. ROGÉRIO GIACON DEGASPARI
Faz. Sta. Tereza
Prof. EDSON DOS SANTOS ETEC Astor de Mattos Carvalho
Resultados solo a 20
cm

Testemunha

Tratamento 01
30L/planta

Tratamento 02
60 L/planta

Tratamento 03
120L/planta

4.4

4.6

6

6.1

MO g/dm3

9

7

7

7

Fósforo mg/dm3

18

25

63

52

Potássio
mmolc/dm3

3.5

2.3

2.5

2.5

Cálcio mmolc/dm3

8

12

43

Magnésio mmolc

2

10

15

Alumínio mmolc/

5

3

0

Soma bases mmocl/

14

24

61

CTC mmolc/

30

44

74

Fertilidade V%

45

55

82

Enxofre mg/dm3

28

*

*

Ferro mg/dm3

19

18

25

Manganês mg/dm3

5.8

11.4

8.2

5.4

Zinco mg/dm3

0.6

0.3

0.7

0.2

Cobre mg/dm3

0.8

0.7

0.9

0.7

Boro mg/dm3

0.34

0.61

0.65

0.61

Excesso de tratamento

pH CaCl

30
15
0
48
62
77
*
19
Portanto:
• Uso do efluente tratado deve ser feito como
fertilizante.
• O uso deve ocorrer somente no solo

• O cálculo da dosagem pode ser feito em função
da quantidade de nitrogênio (nutriente em maior
quantidade, ~500 mg/L) e complementado com
outros elementos
Portanto:
• O efluente não deve ser utilizado como única
fonte de água para uma planta
• Excesso de aplicação pode provocar
salinização e lixiviação do excesso de
nutrientes
• O manuseio do efluente deve ser feito com
luvas, calças e calçados fechados
Alguns aspectos ligados à
transferência e adoção das
tecnologias
As tecnologias por si só, não resolvem o
problema.
• O sucesso só se dará com o apoio dos
interessados.
• É um processo que deve ser construído com a
comunidade.

• Jamais deve ocorrer “de cima para baixo”.
Convencer é fundamental!!
Contatar a liderança local
Educação ambiental e sanitária é
fundamental!!
Capacitar é fundamental!!
Acompanhar é fundamental!!
Sugestão: pelo menos 1 ano

Pé de Graviola da Sra. Raimunda
A questão do gênero

X

Na sua maioria, mais preocupado com os
aspectos produtivos

Nas sua maioria, mais preocupada com o
bem estar da família
Sugestão:
• Ter um apoio local

• Contatar as lideranças com o apoio local
• Reunir a comunidade para apresentação

• Fazer dia de campo, preferencialmente com
instalação de unidade demonstrativa
• Fazer o povo “ver para crer”
• Instalar novas unidades
• Acompanhar
Formas de financiamento
• Fundação BB – Banco de tecnologias sociais

• Pronaf
• Programa água é vida (SP)

• Microbacias (SP e PR)
• Programa nacional de habitação rural

• Minha casa minha vida rural
Políticas Públicas

LEI Nº 16.654 DE 1º DE JULHO DE 2013.

Dispõe sobre a criação do “Dia Municipal de
Saneamento Básico Rural”.
Art. 1º: Fica instituída a data
de 10 de julho como o “Dia
Municipal de Saneamento
Básico Rural”, in memoriam
ao pesquisador Dr. Antônio
Pereira de Novaes, por ter
sido
o
idealizador
e
divulgador da tecnologia
denominada “Fossa Séptica
Biodigestora” utilizada no
saneamento básico rural.
Apoios na divulgação do sistema
Fundação Banco do Brasil / Banco
de Tecnologias Sociais

USP, UFT, UFSCar, UFTPr, IF-BA

Ministério do Desenvolvimento
Agrário / INCRA

Prefeituras

CATI

Comitês de Bacias Hidrográficas

Sítio S. João / Amigos do Ribeirão
Feijão

Instituto Trata Brasil

Centro Paula Souza

Petrobrás Ambiental

Fundação Cargill / USAID

Vale

SOBLOCO / Fazenda Sta. Cândida

Banco Mundial / projeto microbacias

WWF

...

Pref. Municipal de São Carlos

Iniciativa Verde, Instituto Terra
Agradecimentos
Ladislau Martin-Neto
Flávio Marchesin
Adriana Soares Faustino
Aline Borgia
Natália Galindo
Letícia Franco
Luisa Mattiello
Lílian F. de A. Martelli
Terezinha Arruda

Luciana Poppi
Sandra Protter Gouvea
Márcia Toffani

Lourenço Magnoni Jr.
João Clemente

•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•

Luiz Godoy
Pedro Bonfim
Joana Silva
Mônica Laurito
Edilson Fragalle
Marcelo Simões
Joana Bresolin
Débora Milori
Aleudo Santana (in memorian)
Gilberto Morceli (in memorian)
Gilberto Batista
José Tundisi
Clóvis Biscegli
Agradecimentos
wilson.lopes-silva@embrapa.br

Uso do efluente_tratado_na_agricultura_-wilson

  • 1.
    Uso do efluentetratado na agricultura Vantagens e Limitações
  • 2.
    “AGRICULTURA - AINDÚSTRIA DO FUTURO” Alimento Fibras Energia Materiais Saúde Químicos
  • 3.
    Uso da água Oproblema da escassez de água é agravada em virtude da falta de manejo e uso sustentável dos recursos naturais. A demanda crescente por água tem feito do reuso planejado deste recurso um tema atual e de grande importância.
  • 4.
    Uso da água Atualmentede toda água retirada da natureza • 70% é destinada à agricultura irrigada • 12% aos processos industriais • 8% ao consumo humano.
  • 5.
  • 6.
    Uso de resíduoscomo fertilizantes e/ou corretivos • Compostagem • Fossa Séptica Biodigestora • Biodigestores anaeróbios tipo “Canadense”
  • 7.
    A OFERTA DEFERTILIZANTES NO BRASIL 30 29,77 25 Milhões de t 20 15 17,3 12,90 9,67 10 7,15 5 2,8 5,27 0,48 0 1994 1995 1996 1997 IM P OR TAÇÃO 1998 1999 2000 P R ODUÇÃO Fonte: ANDA (2008) e MDIC (2008) / Ali Aldersi Saab. 2001 2002 2003 TOTAL 2004 2005 2006 ES TOQUE 2007
  • 8.
    Produção e Importaçãode fertilizantes no Brasil (estimativa 2007 (Participação da produção nacional e da importações na oferta total) Insumos Produção Total NPK (%, mil t) Importação Nitrogênio (%, mil t) 96% 533 75% 73% 68% 2.318 8.613 1.578 32% 747 27% 757 3.253 4% 1983 1983 2007 Fósforo (%, mil t) 25% 757 2006 Potássio (%, mil t) 100% 100% 1.045 727 91% 4.096 49% 51% 2.107 2.199 289 9% 0% 0% 1983 2007 Fonte: ANDA (Estimativa 2007: MB Agro) / Ali Aldersi Saab 1983 2007
  • 9.
  • 10.
  • 11.
    USO DE RESÍDUOSAGRÍCOLAS COMO FERTILIZANTES DIMINUIÇÃO DO IMPACTO ECONÔMICO DEVIDO ÀS IMPORTAÇÕES DIMINUIÇÃO DA PRESSÃO ÀS RESERVAS MINERAIS
  • 12.
  • 13.
    Uso de resíduosagrícolas no solo requer antecipadamente: • Análise de elementos tóxicos fixos e lixiviáveis • Análise de microorganismos patogênicos • Análise da dosagem a ser utilizada em função do tipo de solo e de cultura • Avaliação qualidade do solo e da planta após períodos pré-determinados, para saber se há algum efeito não previsto.
  • 14.
  • 15.
    Aspecto do efluentegerado -Líquido -“sem odores” -Valores admissíveis de coliformes termotolerantes (0 a 104 UFC/100 mL)
  • 16.
    O uso doefluente tratado no solo... • Do ponto de vista da engenharia sanitária: – É um excelente sistema de depuração (tratamento terciário) • Do ponto de vista do agricultor: – É um excelente fertilizante
  • 17.
    Mas o usodeve ser feito com critério: • Somente no solo • Não usar aspersão ou adubação folear • Não pode entrar em contato direto com alimento • Usar de forma dosada (Nitrogênio Total ~ 500 mg/L) • No caso de pastagem, deve ser preservado um período de carência (mínimo de 20 dias), – Neste caso recomenda-se o uso de um filtro de areia prévio para eliminar algum ovo de helminto
  • 18.
    Diretrizes do PROSABpara o uso agrícola de esgotos sanitários FLORENCIO, L.; BASTOS, R.K.X.; AISSE, M.M. Reuso das águas de esgoto sanitário inclusive desenvolvimento de tecnologias de tratamento para esse fim. Rio de Janeiro: ABES, 2006. 427 p. Projeto PROSAB.
  • 20.
    Características químicas doefluente do ponto de vista de macronutrientes pH Nitrogênio Total (mg / L) Fósforo Total (mg fosfato / L) Potássio (mg / L) Carbono (mg / L) 8,0-8,5 ~ 500 ~ 50 ~ 100 ~ 240
  • 21.
    Resultados – Micronutrientessolúveis e Sódio 300 Na K P Ca Mg 250 Fe Mn Zn Cu 1,0 -1 0,8 mg L mg L -1 200 1,2 150 0,6 100 0,4 50 0,2 0 0,0 FSC3 1O3 2O3 3O3 1B3 2B3 3B3 FSC3 1O3 Amostras de efluente da terceira caixa: média de 3 coletas. 2O3 3O3 1B3 2B3 3B3
  • 22.
    Matéria Orgânica (M.O.) Osresíduos provenientes do tratamento de esgoto são ricos em M.O.: ● melhora o estado de agregação das partículas do solo; ● diminui a densidade; ● aumenta a aeração; ● capacidade de retenção de água; ● aumenta o poder tampão do solo; Logan et al., 1996.
  • 23.
    Problemas do usode material orgânico não estabilizado no solo • A explosão da atividade microbiana provocando deficiência de oxigênio para as raízes, • Aumento excessivo da temperatura do solo devido à atividade microbiana, • Efeito competitivo entre as bactérias e as plantas pelos mesmos nutrientes (N, P), • Diminuição da quantidade final de matéria orgânica do solo, • Possibilidade da transmissão de doenças ou pragas.
  • 25.
    Fotos de pésde graviola. a) Aplicação de adubação química e b) aplicação do efluente o biodigestor.
  • 27.
    Uso do efluentetratado no Solo        Fazenda Santa Cândida Latossolo Vermelho/Amarelo – fase arenosa Plantação de goiaba (250 Ton/ano em 20 ha) Adubação mineral/efluente – 50L/planta a cada 3 meses Coleta em agosto/2006 Adubados com efluente e NPK, solo sem efluente e de mata 0-10; 10-20 e 20-40 cm
  • 28.
    Aplicação no solo:pH e Condutividade Amostras CE NPK SE M pH 0-10cm 5,15 ± 0,01 4,81 ± 0,01 4,84 ± 0,01 3,57 ± 0,01 ✔ ✔ 10-20cm 4,59 ± 0,01 4,40 ± 0,01 4,81 ± 0,01 3,64 ± 0,01 20-40cm 4,68 ± 0,01 4,47 ± 0,01 4,91 ± 0,01 3,73 ± 0,01 Maior valor de pH na camada de 0-10cm; Calagem; CE – com efluente; NPK – nitrogênio, fósforo e potássio; SE – sem efluente; M – mata. Faustino, 1997.
  • 29.
    Aplicação no solo:Condutividade Elétrica Amostra CE NPK SE M Condutividade a 25ºC (dS/m) 0-10cm 0,18 ± 0,01 0,20 ± 0,00 0,17 ± 0,01 0,33 ± 0,00 10-20cm 0,14 ± 0,01 0,11 ± 0,01 0,19 ± 0,01 0,20 ± 0,01 20-40cm 0,12 ± 0,01 0,10 ± 0,01 0,15 ± 0,03 0,19 ± 0,01 Condutividade – teor de sais; ✔ Não observou-se excesso de sais nos solos analisados; ✔ 0,0-2,0 dS/m, os efeitos de salinidade são geralmente negligenciáveis. ✔ CE – com efluente; NPK – nitrogênio, fósforo e potássio; SE – sem efluente; M – mata. Faustino, 1997.
  • 30.
    Carbono Total 2,5 2,0 FIL -Humificação 0-10 cm 10-20 cm 20-40 cm %C 1,5 1,0 0,5 0,0 CE NPK M
  • 31.
  • 32.
    Condutividade elétrica doefluente está entre 3 e 5 dS / cm Concentração considerável de sais Água pode ser classificada como salobra
  • 33.
    Efeito da salinizaçãonas plantas Planta absorve água do solo Solo Normal Raiz H2 O H2O H2O H2O H2 O H2 O H2O
  • 34.
    Efeito da salinizaçãonas plantas Planta perde água para o solo por osmose Solo Sanilizado Raiz Excesso de Sais H2 O H2O Excesso de Sais H2O H2 O H2O Excesso de Sais H2 O H2O H2O Excesso de Sais
  • 35.
    Efeito do íonsódio na desestruturação da argila Na+ + Na+ Na+ Na+ Na+ Na+ Na+ Na+ Na+ Na+ Na+ Argila Desestruturada Argila (desfoleada) Boa capacidade de absorção de água Baixa capacidade de absorção de água Boa CTC Baixa CTC
  • 36.
    EFLUENTE DE ESGOTOTRATADO PARA USO EM IRRIGAÇÃO Santos et al., Eclética Química, 2009
  • 37.
    EFLUENTE DE ESGOTOTRATADO PARA USO EM IRRIGAÇÃO Santos et al., Eclética Química, 2009
  • 38.
    Efluente na citricultura Cooperaçãocom Eng. ROGÉRIO GIACON DEGASPARI Faz. Sta. Tereza Prof. EDSON DOS SANTOS ETEC Astor de Mattos Carvalho
  • 39.
    Resultados solo a20 cm Testemunha Tratamento 01 30L/planta Tratamento 02 60 L/planta Tratamento 03 120L/planta 4.4 4.6 6 6.1 MO g/dm3 9 7 7 7 Fósforo mg/dm3 18 25 63 52 Potássio mmolc/dm3 3.5 2.3 2.5 2.5 Cálcio mmolc/dm3 8 12 43 Magnésio mmolc 2 10 15 Alumínio mmolc/ 5 3 0 Soma bases mmocl/ 14 24 61 CTC mmolc/ 30 44 74 Fertilidade V% 45 55 82 Enxofre mg/dm3 28 * * Ferro mg/dm3 19 18 25 Manganês mg/dm3 5.8 11.4 8.2 5.4 Zinco mg/dm3 0.6 0.3 0.7 0.2 Cobre mg/dm3 0.8 0.7 0.9 0.7 Boro mg/dm3 0.34 0.61 0.65 0.61 Excesso de tratamento pH CaCl 30 15 0 48 62 77 * 19
  • 40.
    Portanto: • Uso doefluente tratado deve ser feito como fertilizante. • O uso deve ocorrer somente no solo • O cálculo da dosagem pode ser feito em função da quantidade de nitrogênio (nutriente em maior quantidade, ~500 mg/L) e complementado com outros elementos
  • 41.
    Portanto: • O efluentenão deve ser utilizado como única fonte de água para uma planta • Excesso de aplicação pode provocar salinização e lixiviação do excesso de nutrientes • O manuseio do efluente deve ser feito com luvas, calças e calçados fechados
  • 42.
    Alguns aspectos ligadosà transferência e adoção das tecnologias
  • 43.
    As tecnologias porsi só, não resolvem o problema. • O sucesso só se dará com o apoio dos interessados. • É um processo que deve ser construído com a comunidade. • Jamais deve ocorrer “de cima para baixo”.
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  • 45.
    Educação ambiental esanitária é fundamental!!
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  • 47.
    Acompanhar é fundamental!! Sugestão:pelo menos 1 ano Pé de Graviola da Sra. Raimunda
  • 48.
    A questão dogênero X Na sua maioria, mais preocupado com os aspectos produtivos Nas sua maioria, mais preocupada com o bem estar da família
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    Sugestão: • Ter umapoio local • Contatar as lideranças com o apoio local • Reunir a comunidade para apresentação • Fazer dia de campo, preferencialmente com instalação de unidade demonstrativa • Fazer o povo “ver para crer” • Instalar novas unidades • Acompanhar
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    Formas de financiamento •Fundação BB – Banco de tecnologias sociais • Pronaf • Programa água é vida (SP) • Microbacias (SP e PR) • Programa nacional de habitação rural • Minha casa minha vida rural
  • 51.
    Políticas Públicas LEI Nº16.654 DE 1º DE JULHO DE 2013. Dispõe sobre a criação do “Dia Municipal de Saneamento Básico Rural”.
  • 52.
    Art. 1º: Ficainstituída a data de 10 de julho como o “Dia Municipal de Saneamento Básico Rural”, in memoriam ao pesquisador Dr. Antônio Pereira de Novaes, por ter sido o idealizador e divulgador da tecnologia denominada “Fossa Séptica Biodigestora” utilizada no saneamento básico rural.
  • 53.
    Apoios na divulgaçãodo sistema Fundação Banco do Brasil / Banco de Tecnologias Sociais USP, UFT, UFSCar, UFTPr, IF-BA Ministério do Desenvolvimento Agrário / INCRA Prefeituras CATI Comitês de Bacias Hidrográficas Sítio S. João / Amigos do Ribeirão Feijão Instituto Trata Brasil Centro Paula Souza Petrobrás Ambiental Fundação Cargill / USAID Vale SOBLOCO / Fazenda Sta. Cândida Banco Mundial / projeto microbacias WWF ... Pref. Municipal de São Carlos Iniciativa Verde, Instituto Terra
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    Agradecimentos Ladislau Martin-Neto Flávio Marchesin AdrianaSoares Faustino Aline Borgia Natália Galindo Letícia Franco Luisa Mattiello Lílian F. de A. Martelli Terezinha Arruda Luciana Poppi Sandra Protter Gouvea Márcia Toffani Lourenço Magnoni Jr. João Clemente • • • • • • • • • • • • • Luiz Godoy Pedro Bonfim Joana Silva Mônica Laurito Edilson Fragalle Marcelo Simões Joana Bresolin Débora Milori Aleudo Santana (in memorian) Gilberto Morceli (in memorian) Gilberto Batista José Tundisi Clóvis Biscegli
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