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Era uma vez uma família feliz que vivia numa casa
rodeada de um bonito jardim cheio de arvoredo.
Nessa casa vivia o Paulo com os avós, os pais e os seus
três irmãos.
Numa tarde, o Paulo acabou de arrumar os livros da escola e
ficou a olhar pela janela. Lá fora agitava-se o verde da árvore
que o avô plantara quando o pai nasceu.
- Dava uma bela árvore de Natal cheia de presentes! - disse ele
- Ainda bem que o Natal é já para a semana.
Como não sabia o que fazer, andou pela casa espreitando aqui
e ali, tentando descobrir as compras de Natal que a mãe já
tinha feito. Nada, por mais que procurasse. Onde as esconderia?
Aborrecido, aproveitando a distracção da Rosa que arrumava a
cozinha, saiu de casa disposto a dar uma volta pelo
quarteirão. Lá estava a Teresa a varrer a escada e a apanhar
as folhas secas por todo o jardim da D. Francisca. Quanto
ganharia? Pouco, mas ajudaria a comprar qualquer coisa lá
em casa.
- Queres castanhas? - ofereceu ele à Teresa que tiritava de frio.
- Posso tirar algumas?
-Claro. Já acabaste? Queres vir comigo ver as montras?
Sem esperar resposta, o Paulo puxou-a pelo braço e os dois
correram pela rua. Tantas luzes a cintilar, tantos brinquedos
amontoados em caixotes à porta das lojas, tantas guloseimas
mesmo à espera que as fossem buscar.
A Teresa não dizia nada. Só olhava, maravilhada, e nem ouvia
o que o amigo tagarelava. Pensava como seria bom ter
algumas daquelas coisas em casa. O pai já não podia fazer
alguns trabalhos que costumava fazer depois de sair do
emprego e o Natal ia ser mais triste.
Estava a anoitecer, mas ainda deram mais uma volta entrando
nalgumas lojas, onde encontraram colegas da escola já
carregados de embrulhos. Por fim, regressaram a casa. Tanto
um como o outro, silenciosos!
Ao jantar, o Paulo continuou calado. Felizmente, a irmã
falava pelos cotovelos. E ele pensava. Tanto, que nem recusou
o que não gostava. A mãe e o pai entreolhavam-se,
discretamente. O que se passaria com ele ? Só o saberia o avô,
quando, sorrateiramente, abriu o diário do neto.
Era tarde quando o rapazinho acordou. Mexeu-se e remexeu-se
no quentinho da cama. Era bom ficar em casa, sem ter de ir à
escola. Pela janela entrava já um belo raio de sol! Foi então
que se lembrou do sonho que tivera. O Pai Natal estivera na
varanda do seu quarto e espreitara pela vidraça! Mas não
trazia nenhum saco de presentes.
Levantou-se e foi ver. O seu espanto foi grande. Os ramos da
árvore do pai que pendiam para a varanda já não existiam.
Agora podia ver a casa da Teresa a alguns metros de
distância. E nem sinais de Pai Natal!
Quando desceu para a cozinha, encontrou o avô a comer o
habitual pão com queijo. A estas horas? estranhou ele. O avô
é tão madrugador!
- O que aconteceu à arvore, avô?
- Mandei cortar alguns ramos para fazer lenha. Está um frio de
rachar! E agora deixa-me ir que tenho pressa.
Era evidente que o avô não queria conversar e mal abriu a
porta, a avó e a mãe entraram com um montão de roupa que,
peça a peça, estenderam na mesa da cozinha, dispostas a
costurar.
Regressou ao quarto, fez a cama antes que a mãe ralhasse e
sentou-se no chão a brincar com os brinquedos. Era aborrecido
estar sozinho, mas a irmã tinha saído com a tia Amélia.
Ao levantar a cabeça, deu de caras com o Gorducho. Hesitou,
mas por fim decidiu-se e quebrou o porco. Antes do lanche,
com o pretexto de ir ter com o João, esgueirou-se para a loja
onde estivera com a Teresa.
Quando voltou ninguém percebeu o que trazia debaixo do
casaco. Como haviam de perceber, se todas as mulheres da
casa estavam ocupadas com montanhas de roupa?
Na véspera do dia de Consoada, o Paulo voltou de casa dos
primos onde tinha estado uns dias. A azáfama na casa era
enorme. Nunca vira uma coisa assim. Até a sua ajuda na
cozinha foi necessária.
A avó decidiu que ele tinha de ajudar a fazer uns bolos com a
irmã, Mariana. E que exigente ela estava! Mas lá foi fazendo
o que lhe mandavam e até foi divertido. De recompensa
recebeu até alguns doces que comeu com o Zé, o Mário e a
irmã.
Quanto à Teresa , mal a via, porque fazia alguns recados às vizinhas,
recebendo em troca algumas coisas que entregava logo à mãe.
- Está a nevar e assim o Pai Natal já pode vir de trenó - gritava o
irmão mais novo, todo entusiasmado, de nariz colado à janela.
-Está tudo tão branquinho! Amanhã vamos fazer um boneco de
neve.
Mal podiam esperar pelo dia seguinte. Que receberiam de presente?
O presépio lá estava iluminando a sala e o pinheiro de Natal
resplandecia. Os três irmãos encantavam-se a olhar para eles e
o avô sorria.
Às vezes o Paulo ficava calado. Quando se lembrava do Pai
Natal espreitando pela vidraça, sentia-se um pouco
apreensivo.
Finalmente era dia de Consoada!
O dia tinha custado a passar, tal era o desejo de ver chegar a
noite. Por volta das seis horas, faziam-se os últimos
preparativos. Da cozinha vinha um cheirinho de fazer crescer
água na boca. A mãe e a avó decoravam a mesa. Desta vez,
para mais convivas. Quem seriam os convidados? Ninguém
lhe dizia nada.
Ouvi dizer a mãe que vamos todos buscar os convidados e há
crianças como nós para brincar – disse-lhe a irmã.
O Paulo estava cada vez mais intrigado e a mãe, juntado a
família, mandou toda a gente vestir os abafos para sair.
A Rosa encontrava-se já na rua e com ela mais dois homens
que carregavam caixas e sacos. O avô e o pai também
ajudavam. Os dois irmãos não sabiam o que pensar. O que era
tudo aquilo?
Intrigados, lá seguiam atrás dos pais e qual não foi o seu
espanto ao ver o avô parar na casa ao lado. A mãe de Teresa
veio abrir a porta convidando-os a entrar.
Paulo não podia ficar mais espantado! A casa estava
irreconhecível. Estava toda arranjada, com cortinas bonitas
nas janelas. Havia uma lareira acesa, a mesa tinha uma
toalha alegre e a um canto uma bela árvore de Natal que o
rapazinho reconheceu imediatamente.
Agora, no armário da sala havia também comida própria da
época, fruta e doces com abundância, vindos das caixas e
sacos da Rosa. Aos pés da árvore, os avós colocaram também
alguns presentes para a família, brinquedos para as crianças e
outros embrulhos, cujo conteúdo Paulo adivinhou – roupa
quente.
-Feliz Natal para todos! - desejou o pai.
-Feliz Natal! – disseram os pais da Teresa, comovidos.
-Viemos convidá-los para cearem, esta noite ,connosco.
Teríamos muito gosto em juntar as nossas famílias – disse o
avô.
E sem esperar resposta ordenou a todos o regresso a casa
– Vamos! Temos uma festa de Natal para celebrar com os
nossos amigos. Mais tarde, quando o Paulo olhou a árvore do
pai pareceu-lhe que ela estava mais bonita e lhe sussurrava:
-Boas Festas! Feliz Natal!
Depois da ceia – a mais bonita e alegre de que todos se
lembravam -todos abriram as suas prendas e ninguém soube
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Uma história de natal

  • 1.
  • 2. Era uma vez uma família feliz que vivia numa casa rodeada de um bonito jardim cheio de arvoredo. Nessa casa vivia o Paulo com os avós, os pais e os seus três irmãos.
  • 3. Numa tarde, o Paulo acabou de arrumar os livros da escola e ficou a olhar pela janela. Lá fora agitava-se o verde da árvore que o avô plantara quando o pai nasceu. - Dava uma bela árvore de Natal cheia de presentes! - disse ele - Ainda bem que o Natal é já para a semana. Como não sabia o que fazer, andou pela casa espreitando aqui e ali, tentando descobrir as compras de Natal que a mãe já tinha feito. Nada, por mais que procurasse. Onde as esconderia?
  • 4. Aborrecido, aproveitando a distracção da Rosa que arrumava a cozinha, saiu de casa disposto a dar uma volta pelo quarteirão. Lá estava a Teresa a varrer a escada e a apanhar as folhas secas por todo o jardim da D. Francisca. Quanto ganharia? Pouco, mas ajudaria a comprar qualquer coisa lá em casa. - Queres castanhas? - ofereceu ele à Teresa que tiritava de frio. - Posso tirar algumas? -Claro. Já acabaste? Queres vir comigo ver as montras?
  • 5. Sem esperar resposta, o Paulo puxou-a pelo braço e os dois correram pela rua. Tantas luzes a cintilar, tantos brinquedos amontoados em caixotes à porta das lojas, tantas guloseimas mesmo à espera que as fossem buscar. A Teresa não dizia nada. Só olhava, maravilhada, e nem ouvia o que o amigo tagarelava. Pensava como seria bom ter algumas daquelas coisas em casa. O pai já não podia fazer alguns trabalhos que costumava fazer depois de sair do emprego e o Natal ia ser mais triste.
  • 6. Estava a anoitecer, mas ainda deram mais uma volta entrando nalgumas lojas, onde encontraram colegas da escola já carregados de embrulhos. Por fim, regressaram a casa. Tanto um como o outro, silenciosos! Ao jantar, o Paulo continuou calado. Felizmente, a irmã falava pelos cotovelos. E ele pensava. Tanto, que nem recusou o que não gostava. A mãe e o pai entreolhavam-se, discretamente. O que se passaria com ele ? Só o saberia o avô, quando, sorrateiramente, abriu o diário do neto.
  • 7. Era tarde quando o rapazinho acordou. Mexeu-se e remexeu-se no quentinho da cama. Era bom ficar em casa, sem ter de ir à escola. Pela janela entrava já um belo raio de sol! Foi então que se lembrou do sonho que tivera. O Pai Natal estivera na varanda do seu quarto e espreitara pela vidraça! Mas não trazia nenhum saco de presentes. Levantou-se e foi ver. O seu espanto foi grande. Os ramos da árvore do pai que pendiam para a varanda já não existiam. Agora podia ver a casa da Teresa a alguns metros de distância. E nem sinais de Pai Natal!
  • 8. Quando desceu para a cozinha, encontrou o avô a comer o habitual pão com queijo. A estas horas? estranhou ele. O avô é tão madrugador! - O que aconteceu à arvore, avô? - Mandei cortar alguns ramos para fazer lenha. Está um frio de rachar! E agora deixa-me ir que tenho pressa. Era evidente que o avô não queria conversar e mal abriu a porta, a avó e a mãe entraram com um montão de roupa que, peça a peça, estenderam na mesa da cozinha, dispostas a costurar.
  • 9. Regressou ao quarto, fez a cama antes que a mãe ralhasse e sentou-se no chão a brincar com os brinquedos. Era aborrecido estar sozinho, mas a irmã tinha saído com a tia Amélia. Ao levantar a cabeça, deu de caras com o Gorducho. Hesitou, mas por fim decidiu-se e quebrou o porco. Antes do lanche, com o pretexto de ir ter com o João, esgueirou-se para a loja onde estivera com a Teresa. Quando voltou ninguém percebeu o que trazia debaixo do casaco. Como haviam de perceber, se todas as mulheres da casa estavam ocupadas com montanhas de roupa?
  • 10. Na véspera do dia de Consoada, o Paulo voltou de casa dos primos onde tinha estado uns dias. A azáfama na casa era enorme. Nunca vira uma coisa assim. Até a sua ajuda na cozinha foi necessária. A avó decidiu que ele tinha de ajudar a fazer uns bolos com a irmã, Mariana. E que exigente ela estava! Mas lá foi fazendo o que lhe mandavam e até foi divertido. De recompensa recebeu até alguns doces que comeu com o Zé, o Mário e a irmã.
  • 11. Quanto à Teresa , mal a via, porque fazia alguns recados às vizinhas, recebendo em troca algumas coisas que entregava logo à mãe. - Está a nevar e assim o Pai Natal já pode vir de trenó - gritava o irmão mais novo, todo entusiasmado, de nariz colado à janela. -Está tudo tão branquinho! Amanhã vamos fazer um boneco de neve. Mal podiam esperar pelo dia seguinte. Que receberiam de presente?
  • 12. O presépio lá estava iluminando a sala e o pinheiro de Natal resplandecia. Os três irmãos encantavam-se a olhar para eles e o avô sorria. Às vezes o Paulo ficava calado. Quando se lembrava do Pai Natal espreitando pela vidraça, sentia-se um pouco apreensivo.
  • 13. Finalmente era dia de Consoada! O dia tinha custado a passar, tal era o desejo de ver chegar a noite. Por volta das seis horas, faziam-se os últimos preparativos. Da cozinha vinha um cheirinho de fazer crescer água na boca. A mãe e a avó decoravam a mesa. Desta vez, para mais convivas. Quem seriam os convidados? Ninguém lhe dizia nada.
  • 14. Ouvi dizer a mãe que vamos todos buscar os convidados e há crianças como nós para brincar – disse-lhe a irmã. O Paulo estava cada vez mais intrigado e a mãe, juntado a família, mandou toda a gente vestir os abafos para sair. A Rosa encontrava-se já na rua e com ela mais dois homens que carregavam caixas e sacos. O avô e o pai também ajudavam. Os dois irmãos não sabiam o que pensar. O que era tudo aquilo?
  • 15. Intrigados, lá seguiam atrás dos pais e qual não foi o seu espanto ao ver o avô parar na casa ao lado. A mãe de Teresa veio abrir a porta convidando-os a entrar. Paulo não podia ficar mais espantado! A casa estava irreconhecível. Estava toda arranjada, com cortinas bonitas nas janelas. Havia uma lareira acesa, a mesa tinha uma toalha alegre e a um canto uma bela árvore de Natal que o rapazinho reconheceu imediatamente.
  • 16. Agora, no armário da sala havia também comida própria da época, fruta e doces com abundância, vindos das caixas e sacos da Rosa. Aos pés da árvore, os avós colocaram também alguns presentes para a família, brinquedos para as crianças e outros embrulhos, cujo conteúdo Paulo adivinhou – roupa quente. -Feliz Natal para todos! - desejou o pai. -Feliz Natal! – disseram os pais da Teresa, comovidos. -Viemos convidá-los para cearem, esta noite ,connosco. Teríamos muito gosto em juntar as nossas famílias – disse o avô.
  • 17. E sem esperar resposta ordenou a todos o regresso a casa – Vamos! Temos uma festa de Natal para celebrar com os nossos amigos. Mais tarde, quando o Paulo olhou a árvore do pai pareceu-lhe que ela estava mais bonita e lhe sussurrava: -Boas Festas! Feliz Natal! Depois da ceia – a mais bonita e alegre de que todos se lembravam -todos abriram as suas prendas e ninguém soube como é que o Pai Natal entrou lá em casa e deixou na lareira um presente, onde havia um cartãozinho com o nome de Teresa.